Site com a reunião dos trabalhos literários do autor.

19/11/2011

Rio de Janeiro (especial!)



História da cidade

História dos bairros do Rio de Janeiro em ordem alfabética

História de algumas ruas e vias do município do Rio de Janeiro

História de atrações turísticas da cidade do Rio de Janeiro em ordem cronológica

RIO, porque sou feliz!


Como posso falar de ti cidade paraíso?
Na noite cálida de uma cidade que aparenta não ter desânimos
Descanso minha mente nas pedras do Arpoador,
Contemplo o morro do Vidigal,
De longe ao som do mar,
Parece-me uma jóia de topázios e cristais.
Resplandecendo ao gosto da maresia depositada
Pelas ondas que acariciam você por inteira.
Única em suas formas.
Cidade que de tudo tem,
Somente as coisas chatas é que vós não herdastes.
Talvez porque aqui, num passado distante,
Tenha sido o verdadeiro Olimpio.
Motivo pelo qual, tenha sido criada com tamanho carinho e benevolência.
Em todos os pontos és magnífica.
Têm baía e restinga,
Possui uma linda e grande floresta,
Sobrevivente tenaz entre o seu glamour e entre a sua decadência,
Entre a sua riqueza e a sua pobreza
Foste engendrada para ser um eterno bebê,
Protegida pelas mesmas montanhas que fazem o teu berço.
Como se não bastasse tens um gigante deitado a te guardares.
De todos os pontos ostentas a sua furtiva beleza.
Até mesmo de dentro da Baía insiste em ter tudo,
Principalmente o que causa cobiça a todas as outras grandes como você.
Seja na Avenida Brasil ou seja na Vieira Souto,
sempre há algo para inebriar o espírito.
Num botequim qualquer na zona norte afrouxo minha gravata.
e esqueço os credores numa conversa que não tem pretensão de nada.
Num passeio no alto da boa vista pára meu carro,
Apenas para dar um grito no ar um pouco gélido.
No alto do Sumaré espio a vida de cá e de lá.
Na Barra passeio de bicicleta até o recreio.
Numa vã tentativa de captar toda a cidade.
Da pedra da Gávea tenho o mundo aos meus pés.
Em Guaratiba delicio-me com pescados e afins.
Já no domingo, balburdia no Maracanã,
alegria e tristeza entre os gols do campeonato.
Num feriadão, escolher entre a serra, as lagoas ou o mar.
Enfim essa é você.
Aonde e unicamente ternos e calções de banho convivem muito bem em qualquer dia mais quente no fim da tarde.
Rio de Verão, de Janeiro a Janeiro.

Abian Laginestra





No dia 1º de janeiro de 1502, navegadores portugueses avistaram a Baía de Guanabara. Acreditando que se tratava da foz de um grande rio, deram-lhe o nome de Rio de Janeiro, dando origem ao nome da cidade. O município em si foi fundado em 1565 por Estácio de Sá, com o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro, em homenagem ao então Rei de Portugal, D. Sebastião.

Duzentos anos adiante, em 1763 o Rio de Janeiro tornou-se a capital do Brasil, título que manteve até 1960, quando foi inaugurada Brasília, a atual capital do país.

Devido às guerras napoleônicas, a família real portuguesa transferiu-se, em 1808, para o Rio de Janeiro, onde em 1815 o Príncipe Regente D. João VI foi coroado Rei do Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves, um fato histórico que foi da maior importância para os rumos da Nação Brasileira.

A economia da cidade foi impulsionada a partir do século XVII pelos ciclos da cana de açúcar, do ouro e do café. Hoje, o Estado do Rio de Janeiro é, após São Paulo, o segundo pólo industrial do Brasil, está entre os primeiros do turismo, além de ser o principal centro cultural do país e importante centro político.

Povos europeus, principalmente portugueses, misturando-se com escravos africanos e índios brasileiros, deram origem a um povo gentil, alegre e bonito que compõem a população de mais de 6 milhões de CARIOCAS, como são chamados os habitantes da cidade.

Situada em meio a uma paisagem privilegiada pela natureza, entre o mar e as montanhas, a cidade do Rio de Janeiro é uma das mais belas do mundo o que lhe valeu o título de Cidade Maravilhosa.







Abolição é um bairro de classe média da Zona Norte da cidade Rio de Janeiro.

História

O bairro da Abolição é considerado um dos centros da região, pois se encontra muito perto (apenas 2 km) do Norte Shopping, o maior shopping center da cidade, da via expressa Linha Amarela, que faz o acesso para a região da Barra da Tijuca e Jacarepaguá ser simples e rápido (em 20 a 25 minutos se está na praia da Barra) e dos bairros do Méier (apenas 4 km) e Madureira (apenas 5 km), áreas de grande comércio, além de no próprio bairro, no Largo da Abolição (que se localiza na Avenida Dom Hélder Câmara), existir um comércio muito forte e diversificado, com supermercados, farmácias, hortifrutis, bazares, armarinhos, açougues, padarias, bares, restaurantes, papelarias, lan houses, lojas de conveniência, postos de combustível, fast-foods, floriculturas, salões de beleza, lanchonetes, bancos, lojas de autopeças, oficinas, pet shops, academias, dentre outras opções. Também se localiza muito perto do bairro o Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão.

O bairro é conhecido por abrigar a pizzaria, confeitaria e restaurante York e a casa de shows Sambola Hall.



Acari é um bairro da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Seu nome é de origem tupi e significa "água de acará", pela junção dos termos akara ("acará") e y ("água").

História

Até o século XIX, o bairro tinha ocupação predominantemente rural, com muitas fazendas de cana-de-açúcar. Sua principal referência geográfica era o Rio Acari. Em 1875, a Estrada de Ferro Rio d'Ouro passou a cortar o bairro, promovendo um crescimento populacional no entorno da ferrovia. Em 1946, foi inaugurada a Avenida Brasil, o que fez aumentar a população do bairro.

No final da década de 1950, foi construído o Conjunto Residencial Amarelinho, às margens da Avenida Brasil. Em 23 de julho de 1981, o bairro foi oficialmente criado. Em 1998, o metrô chegou ao bairro, se utilizando do caminho da antiga Estrada de Ferro Rio d'Ouro. Em 2004, foi criado um bloco carnavalesco no bairro: o Favo de Acari. Em 2008, o bloco se transformou em escola de samba.


Água Santa é um bairro de classe média e média-baixa localizado na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, limítrofe com Piedade, Encantado, Engenho de Dentro e a Serra dos Pretos-Forros.

História

É um bairro marcadamente residencial e seus moradores são predominantemente de classe média e baixa.

O nome do bairro Água Santa tem sua origem a partir da descoberta no ano de 1888 da segunda fonte hidromineral do estado do Rio de Janeiro.

Domingos Camões, responsável pela descoberta, era um escravo recém alforriado que a partir de 1909 iniciou o engarrafamento desta água, feito artesanalmente e utilizando embalagens de vinho de 5 litros. Essas garrafas eram transportadas em lombo de burros e entregues de porta em porta aos moradores da região.

Aos poucos essa fonte d’água conhecida nos arredores como “Água Santa” passa a designar o próprio nome do bairro: Água Santa.

Em 1914, surgiu a empresa de Águas Santa Cruz Ltda., que se mantém até os dias atuais, no bairro Água Santa, que perpetua o nome da fonte.

A área total é de 242,62 hectares.

Segundo o Decreto N° 5.280 de 23 de agosto de 1985 e publicado no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro – Municipalidades de 25 de agosto de 1985, o bairro limita-se do: "entroncamento da Rua Borja Reis com a Rua Paraná, seguindo por esta (excluída) até a Rua Fontoura Chaves; por esta (incluída) até a Rua Torres de Oliveira; por esta (excluída) até o seu final; daí, subindo pela vertente em direção sudoeste, até o ponto culminante do Morro do Careca (cota 334m); deste ponto, descendo e subindo a vertente da Serra dos Pretos Forros em direção sudeste, passando pelo entroncamento da Estrada da Covanca (excluída) com a Estrada Paulo de Medeiros (incluída) (cota 233m), até o ponto de cota 402m; deste ponto, pela cumeada, em direção leste passando pelos pontos de cota 393m, 463m, 467m, 446m, 456m e 434m, até o ponto de cota 413m; deste ponto, descendo a vertente em linha reta, até o final da Rua Dois de Fevereiro; por esta (incluída) ate a Rua Borja Reis; por esta (incluída) ao ponto de partida."

O bairro esta subordinado à XIII região administrativa (Méier) e à Subprefeitura do Lins de Vasconcelos.

Dentro dos limites do bairro esta localizada uma boa parte da Área de Proteção Ambiental (APA) do Varzea Country Club criada pelo Decreto municipal 9.952/91 de 7 de janeiro de 1991. Uma área de 10,3 hectares de Mata Atlântica (submontana).

Em 7 de junho de 2000 foi promulgada pela Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro a Lei n.º 3.035/2000 que prevê a criação do Parque Ecológico da Água Santa.

A população de residentes no ano 2000 era de 7.243 pessoas (dados: Prefeitura do Rio de Janeiro).

Segundo dados do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 2000 o bairro possui um IDH de 0,877 posicionando-o em 35° lugar no ranking dos bairros do Rio de Janeiro.

O bairro sofre com o processo de favelização mais que ainda se apresenta de forma moderada. São 10 areas consideradas como favelas de acordo com o IBGE. As comunidades do Dezoito, Engenheiro Clovis Daudt, Fazendinha, Granja Paulo de Medeiros, Serra do Padilha e Varzea que estao localizadas dentro dos limites do bairro; e Beco do Vitorino, Cardoso de Mesquita e Travessa Bernardo, situadas entre o bairro da Agua Santa e Encantado. A area da serra dos Pretos Forros tambem esta sujeita ao processo de favelizaçao como o observado, por exemplo, nos areas próximas ao Clube Várzea.

Desde o início de 2008 o bairro encontra-se sob o "controle" de um grupo de milicianos.

O Presídio Ary Franco, inaugurado em 1974, não chegou a ser um empecilho para o progresso do bairro, apesar de haver frequentes fugas de detentos. Foi neste presidio que esteve sob detenção o conhecido cantor de pagode Belo.

O bairro conta com uma escola da rede publica municipal: Escola Municipal Brigadeiro Faria Lima localizada na rua Violeta ao lado do presido Ary Franco. Em area proxima, no bairro vizinho da Piedade, estao as Escolas Municipais: Virgilho de Melo Franco, na rua Engenheiro Clovis Daudt e Republica El Salvador, na rua Almeida Nogueira.

De acordo com o IDH 2000 a taxa de alfabetização entre adultos é de 97,48%

De acordo com o IDH 2000 a esperança de vida ao nascer de 76 anos.

No mês de junho é realizada a Festa de Santo Antônio na igreja em homenagem ao padroeiro. Na ocasião é possível saborear comidas típicas portuguesas. Além disso há a tradicional procissão que percorre as ruas do bairro.


Aldeia Campista é um bairro situado na zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

História

Surge com a implantação da Fábrica Confiança (prédio atualmente ocupado pelo Extra Hipermercados) ao final do século XIX, com a consequente construção de casas para os operários. Faz hoje parte de um conglomerado de bairros denominado de Grande Tijuca. Pertencia outrora à Freguesia do Engenho Velho. Mas recentemente, o bairro foi fundido com o bairro de Vila Isabel, formando um só bairro com o nome do último.

Os três apitos, que marcaram outrora os horários dos trabalhadores na fábrica, foram imortalizados na música de Noel Rosa, que como muitos, se refere ao local como Vila Isabel, embora outros insistam que a área pertença à Tijuca. A Vila Operária, contudo, ainda existe e conserva a sua arquitetura original.

Localiza-se nas fronteiras, encravado, nos bairros da Tijuca, Maracanã, Andaraí e Vila Isabel.

A região é formada por ruas residenciais que interligam esses bairros como a Gonzaga Bastos, Silva Teles, Agostinho Menezes, Maxwell, Pereira Nunes, Dona Maria, Senador Muniz Freire, Araújo Lima, Amaral, Ribeiro Guimarães, Almirante João Cândido Brasil, Goiânia, entre outras.

Há quem o avalie como sub-bairro, não considerando mais a sua existência, chamando-o comumente de Tijuca, Andaraí ou Vila Isabel. Há, porém, quem considere ser um bairro pertencente a um conjunto de bairros que é a Grande Tijuca.

Nesse bairro também se encontra a Paróquia Sangue de Cristo, igreja construída pelos padres da Congregação do Preciosíssimo Sangue de Cristo, localizada na rua Adalberto Aranha, nº 48.

Foi imortalizado nas crônicas e contos de Nélson Rodrigues. O autor, que em 1916, nesse local fixou residência, inspirou-se no cotidiano da Aldeia Campista para escrever Engraçadinha, que se passa numa praça que já não existe, além da maior parte da série A vida como ela é. Nesta encontram-se os nascimentos feitos por parteiras e os velórios em casa, os vizinhos cuidando uns das vidas dos outros, os hábitos das senhoras, a moda e a boêmia nas décadas de 30 a 50.


O Alto da Boa Vista é um bairro nobre da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Abriga o mundialmente famoso Monumento do Cristo Redentor. É habitado por pessoas de alta renda. Está localizado no topo do Maciço da Tijuca, que divide a cidade em zonas Norte, Sul, Oeste e Central. Possui, ainda, como locais de interesse, o Parque Nacional da Tijuca, a Gávea Pequena (residência oficial do prefeito da cidade) e a Vista Chinesa.

História

O nome do bairro Alto da Boa Vista tem origem na bela paisagem que se admira das suas encostas. No início era a serra, depois vieram as plantações de café que desmataram os morros e alteraram a vazão de rios da região, influindo no abastecimento dos bairros da planície, antes do reflorestamento. Depois de ocupado por alguns hotéis e tendo abrigado residência de alguns membros da elite, o bairro consolidou-se como parque urbano e suas florestas são objetos de permanente esforço de preservação.

O Parque Nacional da Tijuca, que guarda e preserva a maior floresta urbana do mundo, ocupa grande parte de seu território. A beleza da floresta, bem como os grandes terrenos de que dispunha no passado, fizeram surgir ali amplas residências, grandes chácaras e suntuosas mansões, outrora das classes mais altas da sociedade, que desde o século XIX, ocuparam a região, especialmente entre as décadas de 1960 e de 1970.

A partir das décadas de 1980 e 1990, o bairro experimentou acentuado esvaziamento, especialmente por parte de seus habitantes mais abastados (constatam-se diversas mansões vazias, à venda, ou, em última instância, transformadas em casas para grandes festas e eventos), assim como elevado grau de desvalorização imobiliária, atribuída sobretudo ao processo ainda pequeno de favelização das encostas, levando assim, as autoridades locais a começarem a rediscutir os atuais termos de uso do solo, que, até então, prevêem novas construções somente em terrenos que integrem no mínimo de 10 mil metros quadrados de área. Outro motivo para a desvalorização do bairro foi o crescimento de bairros próximos como a Barra da Tijuca, que ofereciam melhor infra-estrutura geral (comércio, transportes, segurança e outros).


Anchieta é um bairro de classe média e classe média baixa da cidade do Rio de Janeiro. Faz divisa com Guadalupe, Parque Anchieta, Ricardo de Albuquerque e Pavuna.

História

Está localizado na zona norte da cidade. O nome deriva de uma homenagem ao padre jesuíta José de Anchieta.

Foi fundado em 1° de outubro de 1896, juntamente com a construção da sua estação de trem, que se tornou ponto de referência da região. Fazia parte da Estrada de Ferro Central do Brasil, a espinha dorsal de todo o seu sistema ferroviário da época. O primeiro trecho da ferrovia na qual o bairro está localizado ficava entre Belém, atual Japeri e a estação Dom Pedro II (Central do Brasil).

Antes da fundação, em 1896, as terras eram pertencentes às fazendas Sapopemba e Nazaré. No século XIX essas antigas e prósperas propriedades eram grandes produtoras de café e cana-de-açúcar.

O bairro vizinho, Ricardo de Albuquerque, foi inaugurado em 1913. O nome é homenagem a José Ricardo de Albuquerque, antigo diretor da ferrovia e poeta.

Existiu uma antiga e pequena linha de trem que cortava Anchieta. O início da linha era no bairro de Ricardo de Albuquerque, e seguia pelo Parque Anchieta e Mariópolis. Havia um trecho no qual fizeram uma divisão de um morro em dois. Nesse local, foi feito um "corte" chamado de Rasgão onde o trem passava. O leito desse trecho seguia por Anchieta até chegar no Gericinó (área militar conhecida popularmente como Mata do Governo). Sabe-se que essa linha foi extinta antes da década de 1950.

O prédio da estação atual de Anchieta, hoje uma estação de trens metropolitanos atendida Supervia, foi inaugurado em 1989. A estação fez parte da E. F. Central do Brasil (1896-1975), RFFSA (1975-1996) e recentemente SUPERVIA (desde 1996).

Apesar de ser um bairro com poucas opções de lazer e comércio, atualmente Anchieta conta com a lona cultural Carlos Zéfiro, com apresentação de shows e peças de teatro e a Boate Lótus Music Beer, inaugurada a pouco tempo, localizada próximo à estação. Um grande destaque na região como opção de lazer e comércio é a Praça Granito, maior praça do subúrbio carioca.

O bairro conta com 16 escolas públicas, 13 escolas particulares (registradas) e 21 praças. Possui uma rede de abastecimento de água que atende a 92,76% dos domicílios e rede de esgoto para 61,46% dos mesmos.

Segundo o Decreto nº 5 280 de 23 de agosto de 1985, a delimitação do bairro Anchieta, Código 107, é: “Da Divisa do Município no encontro do prolongamento do alinhamento da Rua Lúcio José Filho com o Canal do Rio Pavuna, seguindo pelo leito deste, até a Linha de Transmissão Fontes-Frei Caneca; por esta, até encontrar a Rua Javatá; por esta (incluída) até a Rua Capri; por esta (incluída, incluindo a Rua Francisco de Andrade) até a Rua Morais Pinheiro; por esta (excluída) até a Rua Alcobaça; por esta (excluída) até a Rua Sargento Rego; por esta (incluída) até o Ramal Principal da RFFSA; pelo leito deste, até a Praça Inácio Gomes (excluída); Rua Inácia Gertrudes (excluída) até a Rua Rebelo da Silva; por esta (excluída); Rua Adolfo Coelho (excluída); Estrada do Engenho Novo (excluída, excluindo Praça Professora Santinha) até a Rua Gilson Rezende; por esta (excluída) até a Rua Lúcio José Filho; por esta (excluída) e por seu prolongamento ao ponto de partida.”.

O bairro é servido por trens a partir da Estação Anchieta (Supervia - Linha Japeri). Seus principais acessos são Estrada Marechal Alencastro, Avenida Nazare, Avenida Chrisóstomo Pimentel de Oliveira


Andaraí é um bairro de classe média localizado na zona norte do Rio de Janeiro, entre os bairros da Tijuca, Aldeia Campista, Vila Isabel e Grajaú. Originalmente era escrito como Andarahy.

História

O Andaraí é um dos bairros mais antigos do Rio de Janeiro e seu nome provém da expressão indígena "Andirá-y", que significa "Rio dos Morcegos", na linguagem dos índios tamoios que habitavam a região. O "Rio dos Morcegos" hoje é denominado Rio Joana, que atravessa o bairro, dividindo as duas pistas da Rua Maxwell.

Inicialmente colonizadas por padres jesuítas no século XVI para o cultivo de cana-de-açúcar, o antigo Andaraí era subdividido em Andaraí Grande (Andaraí atual, Vila Isabel, Grajaú e Aldeia Campista) e Andaraí Pequeno (Tijuca).

Já no século XIX, o termo "Andaraí Grande" foi abolido, dando origem aos bairros de Vila Isabel (1873), Aldeia Campista e Grajaú (1912).

O Andaraí é citado em Helena, de Machado de Assis.

A primeira rua aberta no bairro foi a Estrada do Andarahy, em 1875, hoje Rua Barão de Mesquita.

A partir de meados do século XIX, o Andaraí tornou-se um bairro industrial, com a instalação da primeira fábrica de tecidos do Rio de Janeiro: a Fábrica São Pedro de Alcântara de Tecidos de Algodão. Ao lado da fábrica, foi fundado o Hospital Militar do Andarahy Grande, onde atualmente é o Batalhão Zenóbio da Costa (1º Batalhão da Polícia do Exército), localizado entre a Rua Barão de Mesquita e a Avenida Maracanã. Outros estabelecimentos industriais e comerciais estabeleceram-se posteriormente no bairro, como América Fabril (onde atualmente localizam-se a ASBAC, a sede de Compensação Nacional do Banco do Brasil e o Núcleo Habitacional Solaris da Torre mais conhecido por "Tijolinho"), Knoll, Atkinson e a Companhia Hanseática (onde funcionou a Cervejaria Brahma até final da década de 90, área atual do Supermercado Extra, na Rua José Higino), entre outros estabelecimentos menores.

Em virtude da intensa industrialização do bairro, vilas operárias foram se formando no entorno das fábricas. Atualmente muitas das moradias dos antigos operários ainda estão preservadas. No século XX, o bairro deixou de lado sua virtude industrial e passou a ser um bairro residencial, com a construção de inúmeros condomínios e edifícios.

Neste século também, estabeleceram-se no bairro o estádio do América Football Club, na Rua Barão de São Francisco (onde, em 1996, foi construído o Shopping Iguatemi). A partir do surgimento do Estado da Guanabara, os limites do Andaraí foram reduzidos e definidos como começando na Praça Lamartine Babo, entrando pela Rua Gonzaga Bastos e subindo em toda a extensão da Teodoro da Silva. Dobrando na Rua Barão do Bom Retiro, subindo a Rua Borda do Mato até a serra. Em toda a extensão da Rua Uruguai até o Rio Maracanã, onde divide com a Tijuca, só não lhe pertencendo a Rua Espírito Santo Cardoso.


Anil é um bairro da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

Seguindo o exemplo de muitos bairros cariocas, tem seu nome devido ao rio homônimo. Uma parte do rio, que corre por dentro dos condomínios, possui água limpa com vida aquática diversificada: peixes, caranguejos de água doce, pitús e garças. O Rio Anil aumenta seu grau de poluição quando se aproxima da Estrada de Jacarepaguá, formando o Canal do Anil e desaguando na Lagoa de Camorim.

É um bairro de poucos contrastes sociais, dividido entre pequenas comunidades de baixa renda e vilas de classe média.

No Anil, se localiza a escola de samba GRES Unidos do Anil.


Bancários é um bairro de classe média da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Fica localizado dentro da Ilha do Governador.

História

Denominação, delimitação e codificação estabelecida pelo Decreto Nº 3158 de 23 de julho de 1981, com alterações do Decreto Nº 5280 de 23 de agosto de 1985.

Originou-se do conjunto habitacional construído pelo antigo Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários (IAPB), nas décadas de 1940-1950.


Bangu é um bairro da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Sendo um bairro populoso e de vasta extensão territorial, possui divisões bem acentuadas quanto à classe socioeconômica de seus habitantes, possuindo desde áreas de predominância de classe média e classe média alta até vastos bolsões de pobreza.

História

No ano 1673, Manuel de Barcelos Domingues, um dos primeiros povoadores da cidade do Rio de Janeiro, construiu uma capela particular em sua Fazenda Bangu, primitivamente Engenho da Serra. Aquela região era parte até então da Freguesia de Campo Grande. Em 1740, João Manoel de Melo recebeu, por sesmaria, a Fazenda do Bangu. Em 1743, João Freire Alemão comprou a fazenda da viúva de João Manoel de Melo, que teve ainda como proprietários Anna Francisca de Castro Morais e Miranda (1798), Manoel Miguel Martins, o Barão de Itacurussá (1870).

Posteriormente, a Companhia Progresso Industrial do Brasil adquiriu a propriedade dessas fazendas, onde fundou, no dia 06 de Fevereiro de 1889, a Fábrica de Tecidos Bangu. Quando da compra da fazenda pela companhia, havia na região apenas uma rua, a Estrada Real de Santa Cruz, que foi aberta para permitir a comunicação com as sesmarias dos Jesuítas (chamou-se originalmente Caminho dos Jesuítas), que se estendiam pelo litoral até as proximidades de Itaguaí. Na atualidade, encontram-se neste logradouro os marcos históricos (lápides de concreto) que serviam para demarcar a distância, em léguas, que o imperador Dom Pedro I percorria para encontrar a sua amada, a Marquesa de Santos, desde que deixava sua residência, na Quinta da Boa Vista, até chegar a São Paulo. Eles também serviam para parar e descansar depois de horas andando a cavalo.

O Ramal Ferroviário de Santa Cruz foi inaugurado em 2 de dezembro de 1878, sendo suas primeiras estações, nesta ordem, Deodoro, Realengo e a Estação Bangu (1890).

A ferrovia foi imprescindível para intensificação da urbanização e ocupação das áreas, não só de Bangu, mas das demais áreas da Zona Oeste da cidade, uma vez que tornou possível o transporte de produtos e pessoas até a região, que até em tão se mantinha praticamente isolada do centro urbano da cidade, tanto pela grande distância, quanto pelas barreiras físicas naturais encontradas (os maciços da Pedra Branca e do Gericinó) que dificultavam o percurso. Com a inauguração da ferrovia, a ocupação foi se intensificando e núcleos urbanos foram surgindo em torno dela, trazendo também o estabelecimento de empreendimentos que tiveram atuação decisiva no processo de ocupação, expansão e desenvolvimento da região.

Bangu cresceu com todas as características de um bairro proletário, onde os primeiros patrões foram os ingleses, sendo um bairro planejado para funcionar atendendo à Fábrica de Tecidos Bangu. Todo este crescimento favoreceu a população uma boa qualidade de vida, onde a fábrica financiava para todos os seus empregados casas construídas com materiais que na sua maioria vinham da Europa, como os primeiros tijolos maciços, as telhas, as madeiras de pinho de riga da Suécia, etc, mantendo sempre o modelo de arquitetura inglesa em todas as suas construções.

Em 1891, surgiu o primeiro núcleo comercial no Marco Seis, com os comerciantes Sabino Moura, Teobaldo Molica e Emílio Pavão. No mesmo ano, foi concluído o encanamento desde o Reservatório do Guandu até a fábrica. No ano seguinte, foi fundada a Sociedade Musical Progresso de Bangu, a 24 de janeiro.

Em 1893, foi iniciada a construção da Vila Operária, com 95 casas na rua que seria denominada Rua Estevão (atual Cônego de Vasconcelos). No ano de 1901, o professor Timóteo Ribeiro de Andrade criou o primeiro grupo escolar em sua residência, que foi chamado de Ribeiro de Andrade. Dois anos depois, em 1903, o professor Jacinto Alcides também lecionou em sua residência na Rua do Comércio, que, mais tarde, recebeu o seu nome. Ainda no mesmo ano, foi fundado o Grupo Carnavalesco Flor de Lira.

Em 1904, um grupo de operários ingleses e brasileiros fundou o The Bangu Athletic Club, em 17 de abril. No ano seguinte, foi também fundado, por operários, o Esperança Football Club. Foi também inaugurada, pela Fábrica Bangu, a escola para os filhos dos operários denominada Presidente Rodrigues Alves, em 30 de junho. O seu diretor era o Professor Jacintho Alcides.

Em 2 de fevereiro de 1907, foi fundado o Grêmio Philomático Rui Barbosa, uma casa de cultura, com sede numa casa da Vila Operária na esquina da Rua Estevão com a Estrada Rio-São Paulo (Avenida Cônego de Vasconcelos com Rua Francisco Real). Foi inaugurado, no dia 1° de maio, o prédio que abrigaria a Sociedade Musical Progresso do Bangu, que passa a chamar-se Cassino Bangu. O prédio é o do número 127 da Rua Estevão (atual Avenida Cônego de Vasconcelos).

Em 1908, foram criados o Curato de Bangu e a Paróquia de São Sebastião e Santa Cecília. Em 1909, no dia 9 de março, foi criado o Grupo Carnavalesco Prazaer das Morenas. Em 1910, foi oficialmente inaugurada, a 10 de março, a Igreja de São Sebastião e Santa Cecília. Na missa inaugural, estiveram presentes o Comendador Costa Pereira, presidente da Fábrica Bangu e sua esposa, que doaram a imagem de Nossa Senhora, que foi colocada no centro do altar. Também foi inaugurada, no Marco 6, a Igreja Evangélica Brasileira, no ano de 1923.

Em 1916, em virtude da guerra na Europa, surgiram algumas dificuldades com a navegação marítima que trazia matéria-prima para a fábrica. No ano seguinte, a Escola Presidente Rodrigues Alves foi doada à Prefeitura do Distrito Federal e passou a chamar-se Martins Júnior. Em 1919, foi inaugurada a Igreja Evangélica na Rua Silva Cardoso.

Os irmãos Rugiero fecharam o Cinema Recreio e inauguraram o Cinema Bangu na Rua Estevão, no ano de 1920. No mesmo ano, foram ainda inaugurados alguns centros espíritas: Luz e Amor, na Rua Silva Cardoso; Pedro de Alcântara, na Rua Ribeiro Dantas e João Batista, na Estrada do Engenho. Também foi inaugurada a Ação Cristã Vicente Moreti, na Rua Maravilha.

Em 1925, foi inaugurado o Grêmio Literário Rui Barbosa em substituição ao Grêmio Philométrico. Em 1932, a 17 de abril, foi inaugurada a Igreja Presbiteriana de Bangu, na Rua Júlio César. No ano de 1933, com uma subestação inaugurada na Rua Progresso, atual Rangel Pestana, a Light passou a distribuir energia elétrica em Bangu. No mesmo ano, foi criado o Ceres Futebol Clube, com sede e campo na Rua da Chita.

Em 1935, foi inaugurada a agência da Caixa Econômica em prédio doado pela fábrica na esquina da Rua Fonseca com Francisco Real.

No ano de 1937, a 15 de novembro, foi fundado o Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Bangu. Um ano depois, chegou a Bangu o presidente brasileiro Getúlio Vargas para inaugurar o Centro de Saúde e Hospital Almeida Magalhães para tratamento de tuberculose, construído em terreno doado pela fábrica. O presidente também inaugurou uma placa de bronze no Centro de Saúde na Rua Silva Cardoso, número 145.

Em 1942, foi inaugurada a Escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, hoje Colégio Leopoldina da Silveira, em prédio doado pela fábrica, na Rua da Feira. Começou, então, a construção dos núcleos residenciais para os operários e 114 casas já estavam construídas. Em janeiro de 1945, foi inaugurada a Igreja São Lourenço, na Avenida Ministro Ary Franco. Dois anos depois, em 23 de setembro de 1947, foi inaugurado o Centro Espírita Prece aos Sofredores, passando mais tarde a ter sua sede na Rua dos Tintureiros.

Em 22 de setembro de 1949, foi inaugurada a Obra de Assistência a Infância de Bangu idealizada pelo doutor Antônio Gonçalves da Silva, na Rua Silva Cardoso e, em 1951, o Ginásio Daltro Santos. Em 14 de fevereiro de 1968, foi fundada a Associação Comercial e Industrial da Região de Bangu. Em 15 de outubro do ano seguinte, foi fundado o Lions Clube Bangu.


Barra da Tijuca, conhecida popularmente como Barra, é um bairro nobre da cidade brasileira do Rio de Janeiro, situada na região homônima da Zona Oeste da cidade.

História

Desde o início da formação da Cidade, a Região Barra da Tijuca sempre esteve ligada à história do Rio de Janeiro, apesar de ser a mais nova das regiões, em termos de desenvolvimento e ocupação.

A ideia de criar no Rio de Janeiro uma colônia francesa, apoiada por Henrique II, rei da França (1547-1559), foi de Nicolas Durand de Villegaignon, que desembarcou aqui em novembro de 1555. Os franceses foram senhores do Rio de Janeiro durante quatro anos e três meses. Em 1560, por ordem real, Mem de Sá combateu-os com uma esquadra enviada da metrópole, desalojando os invasores e arrasando suas fortificações, acreditando ter restabelecido o domínio português.

Em fevereiro de 1564, quando Estácio de Sá chegou, incumbido de estabelecer as bases de uma colonização sistemática, encontrou a Cidade novamente dominada, sendo impossível estabelecer-se. Buscando reforços em São Vicente, desembarcou um ano depois, em março de 1565, subjugando os franceses e índios hostis. Estácio de Sá Iniciou seus atos oficiais doando sesmarias aos jesuítas (1o de julho de 1565) e ao patrimônio territorial da Cidade (16 de julho).

Mas as dificuldades em consolidar a destruição das forças inimigas e cumprir sua missão forçaram-no a um pedido de ajuda. Avisado pelo jesuíta Anchieta, Mem de Sá veio em seu auxílio, à frente de tropas organizadas na Bahia. A intervenção derrotou temporariamente os franceses, na batalha onde morreu seu sobrinho Estácio de Sá, em 20 de janeiro de 1567.

Após a expulsão dos invasores, Mem de Sá nomeou outro sobrinho, Salvador Correia de Sá, capitão e governador (1567-1572) da Cidade, recebendo o mesmo, como benefício da guerra, as terras que hoje constituem o Município. Como governador do Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá doou terras a dois colonizadores portugueses que participaram da luta: Jerônimo Fernandes e Julio Rangel de Macedo receberam sesmarias que partiam de Jacarepaguá e chegavam até a atual Barra da Tijuca.

Em 1594, quase no final do último período de seu governo (1578-1598), Salvador Correia de Sá passou o amplo território que hoje corresponde a Jacarepaguá e a Barra da Tijuca a seus dois filhos, Gonçalo e Martim Correia de Sá, que concordaram em dividir a área. Gonçalo ficou com as terras que hoje correspondem aos atuais bairros da Freguesia, Taquara, Camorim até Campinho, e a maior parte da Barra da Tijuca.

A área de Martim Correia de Sá, mais tarde governador por três vezes da capitania do Rio de Janeiro (1602-1608, 1618-1620 e 1623-1630), ia desde Camorim, atravessava Vargem Pequena e Vargem Grande e chegava ao Recreio dos Bandeirantes, alcançando a extensa faixa litorânea.

As duas partes tiveram uma evolução desigual. Nas terras da planície de Jacarepaguá, foram instalados engenhos e fazendas, em função do terreno plano e dos mananciais de água, o que proporcionou um desenvolvimento econômico baseado em atividades rurais. A área praiana, por outro lado, não teve desenvolvimento regular e crescente, justamente por não ser adequada nem para o plantio nem para a criação de gado. Localizados entre lagoas e alagados, os areais eram mais propícios a atividades de pesca e lazer.

Em 1625, a filha de Gonçalo Correia de Sá, Dona Vitória de Sá e Benevides, recebeu como herança as terras do pai, dadas mais tarde como dote, em 1628, a seu esposo, o fidalgo espanhol e governador-geral do Paraguai, D. Luis Cespede Xeria. Em 1667, as propriedades de Dona Vitória, correspondentes à maior parte da Barra da Tijuca, foram legadas, por testamento, ao Mosteiro de São Bento.

O filho de Martim Correia de Sá, General Salvador Correia de Sá e Benevides, primo de Dona Vitória, além da área herdada do pai, comprou todas as terras que pertenciam aos foreiros e ao marido da prima, que incluíam o atual bairro de Jacarepaguá, ficando dono quase absoluto da região, com exceção da enorme área doada por D. Vitória aos beneditinos, a atual Barra da Tijuca.


Barra de Guaratiba é um bairro litorâneo de classe média da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

Desde os seus primórdios há o que contar. Lugar pequeno e pacato, tudo que acontecia era comentado de esquina em esquina. As reuniões sociais se verificavam nos cultos religiosos ou nas tocatas (ciranda ou bares), nas casas dos amigos, e, uma vez por ano, nas festas dos Padroeiros: Nossa Senhora das Dores, que é venerada em sua igreja, na Barra de Guaratiba; nossa Senhora da Saúde em sua igreja no alto do morro da vendinha, a mais antiga; São Pedro- protetor dos pescadores- é festejada também nas praias e constitui numa das melhores festas pelas competições que programam: natação, remo, procissão marítima, cabo de guerra, futebol entre casados e solteiros e inúmeras outras brincadeiras; São Sebastião, no dia vinte de janeiro, é festejado em qualquer uma das igrejas não faltando, em todas elas o leilão de prendas.

A veneração aos santos padroeiros é seguida de maneira especial, já vindo dos antigos seguimentos a esse preceito religioso, pela maneira como começou a ser instalada a população da Barra de Guaratiba.


Barros Filho é um bairro de classe média-baixa do Rio de Janeiro.

História

Situa-se na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, sendo um dos mais pobres da região. Seu nome homenageia o filho do fazendeiro que cedeu terras de sua fazenda Boa Esperança, onde hoje se situa os bairros de Barros Filho, Costa Barros e parte de Guadalupe e Honório Gurgel, Antônio da Costa Barros, para a construção da linha férrea, que foi inaugurada em 1908.

Localizado as margens da Avenida Brasil, faz divisa com os bairros de Costa Barros, Guadalupe, Coelho Neto, Marechal Hermes e Honório Gurgel, tendo como artéria principal a estrada João Paulo, que liga o bairro aos bairros de Madureira e Pavuna.


A região onde se encontra hoje o bairro de Benfica era composta de alagadiços que se estendiam da Baía de Guanabara até a região da Praia Pequena. Por ela passava a Estrada Real de Santa Cruz, vinda do Largo da Cancela, em São Cristóvão, e que corresponde à atual rua São Luiz Gonzaga e à Av. Dom Hélder Câmara. A principal via local era a rua da Alegria, que seguia até o bairro do Caju. No Largo do Pedregulho fica a “Fonte da Medusa”, também chamada de “Bicão”, confeccionada em ferro fundido, com base na escultura do artista francês Henri Frédéric. No trecho da Estrada Real, correspondente à rua São Luiz Gonzaga, as pessoas paravam para dar água aos cavalos

Um dos marcos do bairro é o Hospital Central do Exército, adquirido junto ao Jockey Club em 1892, com seus três primeiros pavilhões, inaugurados em 1902, e o Pavilhão Central Floriano Peixoto, inaugurado em 1913. Destacam-se também o Mercado CADEG, que comercializa produtos agrícolas vindos do interior do Estado com 420 lojas e intensa movimentação noturna, e o Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes, projetado pelo arquiteto Afonso Eduardo Reidy e construído em 1947, considerado patrimônio histórico e arquitetônico.

Antigamente também existiam as fábricas da CCPL (Cooperativa Central dos Produtores de Leite), atualmente transformada em uma favela, após invasão sofrida em função da desativação. Atualmente conta com um galpão de distribuição dos Correios e também abriga a Rede Record. A mesma fica onde anteriormente ficava a fabrica da IBM.


Bento Ribeiro é um bairro da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

História

Bento Ribeiro é um bairro de classe média baixa que pertence à XV Região Administrativa da cidade.

Localiza-se às margens da ferrovia Central do Brasil, entre Marechal Hermes e Oswaldo Cruz.

Seu nome é uma homenagem a Bento Manuel Ribeiro Carneiro Monteiro, prefeito da cidade à época da fundação do bairro.

Bento Ribeiro cresceu com a chegada de imigrantes Portugueses e Italianos no inicio do século XX. Nos registros do bairro estão varias familias que se destacaram em virtude do sucesso financeiro e social de seus membros. Destacamos aqui as familias, Bulhosa, Nizzo, Paulucci Corrêa, França, Anjos, Baptista de Sá, Corrêa Pinto, Alves, Dourado, Zini, Gama Mello, Bueno Nascimento Guimarães, Chiarini, Vianna, Campany.

Em 23 de julho de 1881, a região foi oficialmente transformada em bairro através de decreto.


Bonsucesso é um bairro da zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

Integra a Zona da Leopoldina, predominantemente de classe média e média baixa. A área onde se integra o atual bairro, na época colonial estava compreendida no chamado Engenho da Pedra, cujas terras se estendiam até ao porto de Inhaúma, por onde era escoada a produção agrícola e de açúcar do recôncavo do Rio de Janeiro. Como muitos bairros do Rio, este centro urbano encontra-se próximo a comunidades de baixa-renda, como por exemplo a Maré, um conjunto de dezesseis comunidades que se espalham por cerca de 800 mil metros quadrados, que começa nos morros próximos à Avenida Brasil e vai até a margem da Baía de Guanabara, sendo cortado pela Linha Vermelha e pela Linha Amarela, além do Complexo do Alemão.

Em 1754, a dona das terras do engenho, Cecília Vieira de Bonsucesso, procedeu à reforma da capela de Santo António, que se erguia perto das instalações da moenda de cana-de-açúcar. A propriedade era conhecida, à época, como Engenho da Pedra de Bonsucesso.

Ao final do século XIX, foi erguida uma capela em louvor a Nossa Senhora do Bonsucesso, num terreno no alto da rua Olga, doado por Adriano Rocha Costa (1896). A imagem da santa foi desembarcada no porto e trazida em procissão solene, pelos fiéis, até ao novo santuário.

Por volta de 1914, o engenheiro Guilherme Maxwell, que adquirira as terras do antigo Engenho da Pedra, decidiu loteá-las e urbanizá-las. Sob influência da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), que nesse ínterim eclodira, decidiu batizar os logradouros que se abriam, com nomes que homenageassem os países aliados contra a Alemanha: a França, a Inglaterra, a Bélgica, a Itália e os Estados Unidos da América. Surgiram assim, respectivamente, a Praça das Nações e as avenidas Paris, Londres, Bruxelas, Roma e Nova Iorque.

Posteriormente, um membro da família Frontin, expandiu o bairro, loteando a área além da linha férrea da Leopoldina. Ainda sob influência da Primeira Guerra, abriu as ruas Clemenceau, Marechal Foch e General Galieni. Saint-Hilaire e Humboldt, cientistas que exploraram o interior do Brasil no século XIX, também foram homenageados.


Botafogo é um bairro da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Com cerca de 100 000 habitantes, o bairro é conhecido por abrigar um dos principais cartões-postais do país: a Enseada de Botafogo, com os morros do Pão de Açúcar e da Urca ao fundo. Apresenta cinemas, teatros, shoppings centers, boates, casas de show, museus, centros empresariais, consulados, clínicas e hospitais e algumas mansões preservadas do fim do século XIX e do início do século XX.

História

A história do bairro de Botafogo se confunde com a própria história da fundação da cidade do Rio de Janeiro em 1565. O Rio de Janeiro começou no Morro Cara de Cão, onde hoje está localizada a Fortaleza de São João.

Quatro meses depois da fundação, Estácio de Sá resolveu demarcar os limites da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro e doou, como era costume na época, a seu amigo Francisco Velho, que também tinha ajudado na fundação da cidade.

Mas o bairro acabou sendo batizado em 1590, quando Antônio Francisco Velho vendeu suas terras para um amigo, João Pereira de Sousa, conhecido como Botafogo, por ter sido chefe da artilharia do famoso Galeão Botafogo.

A chegada a Família Real à cidade, em 1808, mudou a vida da cidade e, naturalmente, de Botafogo. De bairro rural, transformou-se no local preferido dos nobres e também dos comerciantes ingleses, que procuravam o bairro para, nele, construir suas residências.

Foi na primeira metade do século XIX que as ruas começaram a definir os contornos do bairro. Antes, Botafogo tinha apenas o Caminho do Berquó, hoje a Rua General Polidoro, o Caminho de Copacabana, atual Rua da Passagem, a Praia de Botafogo e a São Clemente, que cortava o bairro. Pouco a pouco, outras ruas começaram a surgir.

O lugar mais nobre continuava sendo a Rua São Clemente, onde moravam todos os barões do café. Na Voluntários da Pátria, estabeleciam-se os pequenos nobres e comerciantes.

Na década de 1850, surgiram as ruas Dona Mariana, Sorocaba e Delfim, que, mais tarde, foi rebatizada de Paulo Barreto em homenagem ao escritor João do Rio. Havia ainda a rua do lá vai um: a Rua Venceslau Brás, chamada assim porque ficava justamente entre o Hospício Pedro II, onde hoje funciona a Universidade Federal do Rio de Janeiro e o Asilo Santa Teresa.

Inaugurado em 1852, o Cemitério São João Batista é um marco na história do Rio de Janeiro. Foi um dos primeiros cemitérios sem distinção de classes. Jazem, ali, inúmeras personalidades brasileiras, como Tom Jobim, Carmen Miranda, Roberto Marinho, Machado de Assis, Santos Dumont, Heitor Villa-Lobos e Zuzu Angel.

A Igreja da Imaculada Conceição do Sagrado Coração de Jesus, na Praia de Botafogo, foi erguida em 1892 com suas torres em estilo gótico.

O primeiro colégio foi o da Imaculada Conceição, logo seguido pelo Colégio Santo Inácio, na Rua São Clemente e pelo Colégio Andrews, cuja antiga sede localizava-se na Praia de Botafogo, onde, hoje, existe o Colégio PH.

Se antes Botafogo era local de nobres, a partir de 1900 também passou a ser habitado por operários, biscateiros, artesãos, funcionários públicos e militares, comerciantes e profissionais liberais. Ao invés dos enormes casarões, as habitações coletivas se tornaram a marca do bairro.

O crescimento de Copacabana e do Jardim Botânico provocou uma explosão no comércio e nos serviços de Botafogo.


Brás de Pina é um bairro de classe média na Zona Norte da Cidade do Rio de Janeiro. Faz Fronteira com Vila da Penha, Cordovil e Penha Circular. Tem como ruas principais a Bento Cardoso, Guaporé, Itabira, Avenida Arapogi e Antenor Navarro. É um bairro pouco popular, com poucos mercados (Sendo o Zona Norte o maior deles); Algumas padarias como as Padarias Boa Viagem e Guanabara como as melhores; Algumas Igrejas de várias religioes e tambem possui várias escolas, a maioria particulares. Como outros bairros da cidade, surgiu e cresceu em função da expansão da malha ferroviária.

História

O nome do bairro deve-se ao antigo proprietário de suas terras, Brás de Pina, que aqui mantinha um engenho de açúcar no século XVIII. As terras da fazenda estendiam-se até às margens da baía da Guanabara, estando o seu nome ligado ao contrato de pesca das baleias. O seu contrato de arrematante com a Coroa terminou em 1765, arrematado por Pedro Quintela. Enquanto durou, entretanto, Brás de Pina mandou construir o antigo Cais dos Mineiros, para poder escoar tanto os seus açúcares quanto o "azeite" (óleo) de baleia, usado na iluminação pública. O contrato era monopólio real, e segundo o historiador Monsenhor Pizarro, dataria de antes de 1639.

Segundo Vivaldo Coaracy em sua obra «O Rio de Janeiro no século 17», página 123, este monopólio ou «contrato das baleias foi a origem das numerosas armações estabelecidas ao longo da costa para a extração do azeite e da graxa e das quais as mais conhecidas são as da Bahia, do Rio de Janeiro, da Bertioga e de Santa Catarina.

A modernização do bairro ocorreu no início do século XX, ganhando impulso quando foi inaugurada a antiga parada de Brás de Pina, da Estrada de Ferro Leopoldina (5 de Setembro de 1910). A urbanização foi encetada pela Companhia Kosmos Construtora, que adquiriu as terras do antigo engenho e promoveu o loteamento do terreno, erguendo centenas de bangalôs e casas em estilo neocolonial. Os técnicos europeus, encarregados do projeto e das obras, dotaram o bairro de quarteirões projetados para abrigar bosques de eucaliptos, ornamentando as ruas ipês, sapucaias e flamboyants.


O Cachambi é um bairro da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Sua população é, majoritariamente, de classe média. Faz divisa com os bairros do Méier, Del Castilho, Pilares, Engenho de Dentro, Todos os Santos e Jacaré.

História

A origem do bairro Cachambi vem de um arraial, chamado arraial do Cachambi, onde foi explorada, durante vinte anos, por Lucídio José Candido Pereira do Lago (que dá nome a uma rua do Méier), uma linha de carris de ferro. Após a criação da linha auxiliar (Estrada de Ferro Rio D’ouro), incrementou-se a ocupação em outro sentido e de forma mais regular, dando origem aos atuais bairros do Cachambi, Maria da Graça e Del Castilho.


Cacuia é um bairro de classe média da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Seu nome é derivado da língua tupi de seus antigos habitantes e significa "mato que cai, que se desprende", de ka'a (mato) e kuî (cair, se desprender).

História

Fica localizado na área central da Ilha do Governador e, nele, se situam a quadra da escola de samba União da Ilha e o Cemitério do Cacuia.

O Cacuia é um dos bairros mais movimentados da Ilha do governador, sendo a Estrada do Cacuia uma das principais vias da ilha.


Caju é um bairro de classe média baixa, da Zona Norte do Rio de Janeiro. Anteriormente a região do atual Caju pertencia ao histórico bairro de São Cristóvão.

História

Esta localidade foi primeiramente habitada pelo rico comerciante luso José Gouveia Freire, sendo adquirida pela família real para os banhos medicinais de Sua Majestade D. João VI que havia sido ferido por um carrapato. A Quinta onde o Rei tomava banho encontra-se preservada, é chamada hoje de Casa de Banhos de D. João VI e abriga atualmente o Museu da Comlurb, constituindo-se em um dos singulares espaços históricos da cidade do Rio de Janeiro. A região tornou-se a primeira região de banho de mar do Rio de Janeiro, sendo frequentado por toda a família real até D. Pedro II.

A região ao atual bairro do Caju prolongava-se desde o Mangue de São Diogo (área do atual Gasômetro - sede da CEG), passando pela antiga Praia de São Cristóvão (atual Rua São Cristóvão, Praça Pe. Seve, Rua da Igrejinha, Rua Monsenhor Manuel Gomes), até a Praia do Caju (que passava por toda a extensão da Rua Monsenhor Manuel Gomes - "rua dos cemitérios", terminando na rua homônima). Segundo o cronista C. J. Dunlop, do Rio Antigo: "Era uma região belíssima, de praias com areias branquinhas e água cristalina, onde não era rara a visão do fundo da Baía, tendo como habitantes comuns os camarões, cavalos-marinhos, sardinhas, e até mesmo baleias."

Um pouco à frente da Ponta do Caju (atual Rua Monsenhor Manuel Gomes), o provedor da Santa Casa de Misericórdia José Clemente Pereira, instalou em 1839, numa gleba adquirida de José Goularte, o primeiro Cemitério do Rio de Janeiro para indigentes, até então enterrados no cemitério velho da Rua Santa Luzia, onde agora estava sendo erguido o novo hospital da Santa Casa (existente até os dias atuais).

A partir de 1851 a Santa Casa, inauguraria o primeiro dos nossos cemitérios públicos, em terrenos da antiga Fazenda Murundu, de Baltazar Pinto dos Reis, cuja "casa-nobre" logo se transformaria em 1855 numa enfermaria para os pobres, ponto de partida para o Hospital de N. S. do Socorro (ainda de pé até os dias de hoje).

O atual complexo de cemitérios inclui o Cemitério Comunal Israelita.

Pinto Guerra, um rico proprietário português, doou à Santa Casa algumas terras que possuía na região agora habitada pelos cemitérios. Estas foram adquiridas pelo industrial Teixeira de Azevedo para a construção da maior fábrica de tecidos do Rio de Janeiro à época (1880). Entretanto, a falência da referida firma fez com que seu prédio e terrenos fossem entregues ao Banco do Brasil, onde acabaria nas mãos do governo federal pela quantia de 7.000 contos, para que nesta região fosse instalado o novo Arsenal de Guerra (o velho funcionava na Ponta do Calabouço), o mesmo foi inaugurado em 11 de novembro de 1892 pelo então Presidente da República Campos Sales, e que encontra-se em funcionamento até os dias de hoje, construindo o Arsenal de Guerra do Rio, organização militar do Exército Brasileiro, compondo ainda a Fábrica de Material de Comunicações do Exército, e a IMBEL.

Em 1890, no morro da Quinta do Caju, o Visconde Ferreira de Almeida, conhecido por vezes como Conde de Carvalhido,montou sua Casa de Retiro para a Velhice Desamparada, que continua em funcionamento no mesmo endereço.

Na Rua Carlos Seidl (esta assim nomeada em homenagem ao Diretor de Saúde Pública de mesmo nome), o ministro Ferreira Viana levantou também na década de 1890 o primeiro hospital de isolamento do Rio de Janeiro, o de São Sebastião (que também desafia de pé o tempo, e o descaso do governo com a saúde pública).

Ao contrário do que muitos imaginam, a prática do voleibol nas areias das praias começou por volta dos anos de 1910, e se estendeu pelas décadas subsequente, nas areias da Praia do Caju. O desporto era praticado por jovens remadores do Club Atlhético Cajuense e por militares do Exército Brasileiro.

O bairro surgiu na década de 40 com a criação da Avenida Brasil que cortou o bairro de São Cristóvão, criando assim o bairro do Caju.

O bairro, por ser localizado próximo ao Cais do Porto, possui o INPH - Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (órgão subordinado à Secretaria Especial de Portos - CEP), diversas instalações portuárias importantes, bem como diversas indústrias, e duas organizações militares: o Arsenal de Guerra do Rio (FMCEx e IMBEL), além de uma guarnição da Força Aérea Brasileira (PAME - Parque de Material de Eletrônica da Aeronáutica). Residencialmente, possui ruas e praças arborizadas, porém conta com a presença de algumas favelas (Parque São Sebastião, Ladeira dos Funcionários, Quinta do Caju, Parque Nossa Senhora da Penha, Parque Boa Esperança, Parque da Alegria). Ficam localizados dentro do bairro os seguintes cemitérios: Memorial do Carmo, Ordem Terceira da Penitência, São Francisco Xavier, e o Cemitério Comunal Israelita.

No bairro do Caju, também existe até hoje a antiga rampa para hidroaviões, pertencente a extinta empresa de aviação Sindicato Condor, que depois passaria a propriedade da compana de aviação Cruzeiro do Sul.


Camorim é um bairro pertencente à região da Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.

História

Faz divisa com Jacarepaguá, Recreio dos Bandeirantes, Vargem Pequena e Vargem Grande. Nele se localiza o maior centro de convenções da América Latina, o Riocentro. Além disso, a região será de grande importância para realização dos Jogos Olimpícos de 2016 no Rio de Janeiro, uma vez que serão contruídos o Parque Olímpico Cidade do Rock (palco também do Rock in Rio 2011) e a Vila Olímpica onde ficarão alojados os atletas.

O bairro possui residências de classe média alta, classe média e classe média baixa, além de possuir alguns sítios e chácaras. O bairro também apresenta um dos mais baixos índices de violência do munícipio, apesar do recente crescimento no número de novos condomínios e residências.

No bairro, se encontra um dos acessos ao parque estadual da Serra da Pedra Branca, onde é possível encontrar cachoeiras, trilhas pela floresta, além de animais típicos da fauna atlântica.


Campinho é um bairro de classe média-baixa da Zona Norte do Rio de Janeiro.

História

Localiza-se entre os bairros de Madureira, Oswaldo Cruz, Praça Seca, Cascadura e Vila Valqueire.

Nele nasceram a atriz Fernanda Montenegro e o rapper Xará. No bairro também estão localizadas as escolas de sambas Tradição e União de Jacarepaguá, além dos desfiles das escolas de samba fora do Marquês de Sapucaí. Nele se localiza uma ótima maternidade, uma parte é pública outra é particular: a Maternidade Campinho. (Nota de 25-04-2010 - A Maternidade do Campinho não funciona mais. Somente existe o prédio.)


A Base Aérea dos Afonsos - BAAF é uma base da Força Aérea Brasileira estabelecida na Guarnição da Aeronáutica dos Afonsos, na cidade do Rio de Janeiro. O Campo dos Afonsos, como também é conhecido como um dos berços da aviação brasileira pois sua história confunde-se com a história da aviação no Brasil. Foi a partir de 1941, com a criação da FAB, que passou a ser designado oficialmente como Base Aérea dos Afonsos.

Além da base aérea, o Campo dos Afonsos abriga também outros órgãos da FAB, como a Universidade de Força Aérea (Unifa), destinada a preparação de oficiais superiores e oficiais generais, e o Museu Aeroespacial (Musal), com mais de 80 aeronaves históricas em exposição, entre outras atrações.

História

Foi no Campo dos Afonsos que, em outubro de 1911, começou a funcionar a primeira organização aeronáutica do Brasil, o Aeroclube do Brasil. Fundado por um grupo de idealistas e entusiastas da aviação, o aeroclube tinha como presidente honorário Alberto Santos Dumont e um dos sócios era o tenente Ricardo Kirk, o primeiro oficial do Exército e o segundo militar brasileiro a obter um brevê de piloto de aviões.

Pouco tempo depois, em 2 de fevereiro de 1914, passou a sediar também a Escola Brasileira de Aviação - EBA, iniciativa de um grupo de aviadores italianos e resultado de um acordo firmado entre estes e o então Ministério da Guerra (atual Ministério da Defesa) do Brasil. Na direção da escola, atuando como representante do ministério, estava o tenente da Marinha do Brasil, Jorge Henrique Moller, o primeiro piloto brasileiro brevetado.

Infelizmente, com a eclosão da I Guerra Mundial na Europa e o encerramento das atividades da empresa organizada pelos italianos para patrocinar a EBA, o funcionamento da escola tornou-se problemático. A falta de instrutores, de peças de reposição, e uma perturbadora sequência de acidentes levaram ao fechamento da EBA em 18 de julho de 1914, pouco mais de 5 meses após a sua inauguração. Todo o acervo da escola foi entregue então ao Exército Brasileiro que, por sua vez, o repassou ao Aeroclube do Brasil.



Campo Grande é um bairro do Rio de Janeiro, que fica a 45 km do centro da cidade, de classe média com porções de classe média alta. Sua ocupação remonta a 17 de novembro de 1603, e está localizado na zona oeste da cidade possuindo, aproximadamente, 328.370 habitantes inseridos numa área territorial de 11.912,53 hectares. Por ser um bairro de grandes extensões faz limite com outros dez bairros da zona oeste: Paciência, Cosmos e Inhoaíba a oeste; Guaratiba, Vargem Grande, Recreio e Jacarepaguá ao sul; Senador Vasconcelos, Senador Camará, Santíssimo e Bangu a leste e mais o município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ao norte.

História

Inicialmente, a extensão de terras que vai do Rio da Prata até Cabuçu, que hoje corresponde à Região Campo Grande, era habitada por índios Picinguaba. Após a fundação da Cidade, em 1565, esse território passou a pertencer à grande Sesmaria de Irajá. Desmembrada desta em 1673, a área foi doada pelo governo colonial a Barcelos Domingos e, no mesmo ano, foi criada a Paróquia de Nossa Senhora do Desterro, marco histórico da ocupação territorial da Região.

Antes da Freguesia Rural de Campo Grande começar a prosperar, sua ocupação foi influenciada pela antiga fazenda dos jesuítas, em Santa Cruz. Inicialmente desenvolveu-se na região o cultivo da cana-de-açúcar e a criação de gado bovino. O trabalho dos jesuítas foi de extrema importância para o desenvolvimento do Rio de Janeiro. Além das obras de engenharia que realizaram, como a abertura de canais e a construção de diques e pontes para a regularização do Rio Guandu, o escoamento dos produtos da Fazenda Santa Cruz, oriundos do cultivo da cana-de-açúcar e da produção de carne bovina, era feito através da Estrada da Fazenda dos Jesuítas, posteriormente Estrada Real da Fazenda de Santa Cruz, que ia até São Cristóvão e se interligava com outros caminhos e vias fluviais que chegavam até o centro da cidade.

Do final do século XVI até meados do século XVIII, a ocupação territorial da região foi lenta, apesar do intenso trabalho dos jesuítas, encerrado quando foram expulsos do país pelo Marquês de Pombal, em 1759. Os religiosos foram responsáveis por importantes obras de engenharia como estradas, pontes e inúmeros canais de captação de água para irrigação, drenagem e contenção da planície, sempre sujeita às enchentes dos rios Guandu e Itaguaí.

Entre 1760 e 1770, na antiga Fazenda do Mendanha, o padre Antônio Couto da Fonseca plantou as primeiras mudas de café, que floresceram de forma extraordinária, com mudas originárias das plantadas em 1744 no convento dos padres barbadinhos. Os historiadores apontam a partir daí o desenvolvimento que a cafeicultura teve em todo o estado no século XIX, espalhando-se pelo Vale do Paraíba aos contrafortes da Serra do Mar, atingindo, em sua expansão, a província de Minas Gerais.

Como a região era uma área nitidamente rural, os aglomerados humanos formados durante quase três séculos ficaram restritos às proximidades das fazendas e engenhos e às pequenas vilas de pescadores, ao longo da costa. Já no final do século XVIII, a Freguesia de Campo Grande começou a prosperar.

Seu desenvolvimento urbano ocorreu a partir do núcleo formado no entorno da Igreja de Nossa Senhora do Desterro, cuja atração era a oferta de água do poço que existia perto da igreja. Em Campo Grande, a exemplo do que ocorreu em toda a cidade, o abastecimento público de água foi um fator de atração e desenvolvimento. Foi tão importante para a região que se firmou um acordo garantindo a venda, pelo povoado de Campo Grande para o de Santa Cruz, das cachoeiras dos rios do Prata e Mendanha, com a condição de que as águas continuassem a abastecer o bairro.

Durante todo o século XVIII a ocupação territorial mais efetiva ocorreu em Santa Cruz, por causa do engenho dos jesuítas, e nas proximidades do centro de Campo Grande, cujas terras compreendem hoje as regiões de Bangu e Jacarepaguá. Essas terras eram atravessadas pela Estrada dos Jesuítas, mais tarde Estrada Real de Santa Cruz - que ia até São Cristóvão - e pelas vias hidrográficas da extensa Freguesia de Irajá. Toda a área, na verdade, era uma única região, um imenso sertão pontilhado por alguns núcleos nos pontos de encontro das vias de acesso, em torno dos engenhos e nos pequenos portos fluviais.

A fazenda dos jesuítas era tão importante para o governo colonial que suas terras não foram postas em leilão, após a expropriação, tendo sido incorporadas ao patrimônio oficial e depois transformadas por Dom João VI em Fazenda Real de Santa Cruz, após a transferência da corte portuguesa para o Brasil, em 1808. Com a chegada da comitiva real, a cidade do Rio de Janeiro modificou-se muito e todas as regiões tipicamente rurais sofreram sua influência. As atividades econômicas e culturais aceleraram-se e a zona rural voltou-se para o abastecimento da cidade e para os benefícios trazidos pela corte. Não houve, porém, uma aceleração do desenvolvimento da região, que continuou a manter suas características rurais.

A partir da segunda metade do século XIX, a área começou a se adensar com a implantação, em 1878, de uma estação da Estrada de Ferro D. Pedro II, em Campo Grande. O transporte ferroviário, ao facilitar o acesso e seu povoamento, transformou esta região tipicamente rural em urbana. Em 1894, a empresa particular Companhia de Carris Urbanos ganhou a concessão para explorar a linha de bondes à tração animal, possibilitando que as localidades mais distantes da região fossem alcançadas, o que favoreceu o seu desenvolvimento urbano interno.

A partir de 1915, os bondes à tração animal deram lugar aos bondes elétricos, permitindo maior mobilidade e integração entre os núcleos semi-urbanos já formados. Este evento acentuou o adensamento do bairro central de Campo Grande e estimulou o florescimento de um intenso comércio interno, de certa forma, independente. O bairro que, historicamente, já era o ponto de atração do crescimento da região tornava-se agora sua mola propulsora, adquirindo características tipicamente urbanas.

Com as crises da cultura do café, iniciadas no final do século XIX e persistindo no século seguinte, durante a Primeira Guerra Mundial, até culminarem com a depressão que se seguiu ao colapso de Wall Street, em 1929, com suas consequências no comércio internacional estendendo-se à cotação do café, a região voltou-se para uma nova atividade, a citricultura. Desde os primeiros anos do século XX e até os anos 1940, Campo Grande foi considerada a grande região produtora de laranjas, o que lhe rendeu o nome de "Citrolândia".

Desde a segunda metade do século XIX já se configurava no país uma estrutura econômica voltada para o setor industrial, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Mas essa estrutura era extremamente dependente do modelo agrário-exportador da economia, além de afetada por outros fatores, como a inexistência de fontes de energia, o baixo nível de qualificação e recrutamento de mão-de-obra local e a concorrência dos produtos industrializados estrangeiros. Apesar desses entraves, até o início do século XX, uma forte atividade industrial - voltada para a fabricação de tecidos, calçados, mobiliário, bebidas - concentrava-se no Centro do Rio. Embora desde o começo do século XX a região de Campo Grande - até hoje zona de plantio, principalmente de coco, chuchu, aipim, batata doce e frutas - ainda fosse voltada para a plantação de laranjas, nessa época já se delineava a vocação industrial do lugar. Na última década do século XIX, a instalação da Fábrica Bangu e a implantação de unidades militares em Bangu e Realengo afetaram toda a região, inclusive Campo Grande.

Durante o governo do presidente Washington Luís, na década de 1930, a Estrada Real foi incorporada à antiga Estrada Rio-São Paulo. Esse fato integrou Campo Grande ao tecido urbano da cidade, acentuando seu adensamento. Logo após a Segunda Grande Guerra, em 1946, a abertura da grande Avenida Brasil, considerada por muitos a maior via urbana em extensão, aproximou ainda mais a região do restante da cidade.

Criada para escoar a produção das indústrias cariocas, a nova via não teve o fluxo esperado, durante a década de 1950. A criação da rodovia Presidente Dutra, ligando o Rio a São Paulo, desviou o fluxo de mercadorias para outra direção e a região ficou estagnada, em termos de adensamento e desenvolvimento industrial.

A partir da década de 1960, surgiram os distritos industriais em Campo Grande e Santa Cruz, resultando na instalação de grandes empresas, como a siderúrgica Cosigua-Gerdau, a fábrica francesa de pneus Michelin e a Valesul, entre outras.

Historicamente, Campo Grande notabilizou-se por ter se desenvolvido de forma independente do resto da cidade.

Em 1968, o então governador do estado da Guanabara, Francisco Negrão de Lima, promulgou a Lei 1627/68 reconhecendo a localidade de Campo Grande como cidade. Apesar disso, Campo Grande ainda é tido como um bairro do Rio de Janeiro.



Cascadura é um bairro de classe média baixa e classe média da Zona Norte do Rio de Janeiro.

História

Sua principal característica é a facilidade no transporte. Além do trem, dezenas de linhas de ônibus partem do bairro ou o cortam. Por isso, o bairro além de residencial, serve de passagem pra milhares de pessoas.

O comércio, sempre agitado, é uma marca de Cascadura. Entrelaçando-se através de muitas ruas com bairros vizinhos, Cascadura tem limites com o bairro de Madureira, e além deste, também faz divisa com Campinho, Quintino Bocaiuva, Praça Seca, Cavalcante e Engenheiro Leal.

Maria Graham, em 1824, publicou em Londres um livro com o título "Diário de uma viagem ao Brasil" no qual relata um passeio a fazenda Santa Cruz e faz referência ao local de "Casca d’Ouro", próximo ao Campinho. Alguns estudiosos dão versão para origem do bairro, dizem que o povo passara a expressão Casca d’Ouro para Cascadura.

Entretanto, o jornalista e historiador Max Vasconcellos, em seu trabalho "Vias Brasileiras de Comunicação", atribui o nome do bairro ao fato de que por ocasião dos trabalhos de abertura da estrada de ferro os operários tiveram grande dificuldades de remover com picaretas a pedreira (cascadura) próxima da estação de trem. No entanto uma outra versão é dada por antigos moradores, sendo o nome uma referência ao antigo Barão Tereré (Região de Minas Gerais), que fazendo uma visita à Fazenda, por sua natureza arrogante despertou repúdio dos moradores locais, os quais lhe atribuíram a designação de Casca Grossa, mais tarde sendo modificado para Cascadura. No entanto, todas essas possíveis origens para o nome do bairro não passam de mera especulação, pois a grande verdade é que nunca saberemos ao certo a verdadeira origem.

A Avenida Ernâni Cardoso (antiga Rua do Campinho) era a principal rua do bairro, por ela se fazendo a entrada do local. Antigamente, existiam algumas fazendas no atual bairro de Cascadura, como a Fazenda do Campinho e a Fazenda do Ferraz – de maior importância.

Pela Rua Ernâni Cardoso, sem calçamento, passavam carros de bois, levando cargas e lenhas – combustível imprescindível às cozinhas. Comerciantes traziam produtos hortigranjeiros e outras mercadorias em suas carroças ou lombos de burros. A figura dos mascates – vendedores ambulantes - com peças de fazenda, perfumaria e outras novidades era a mais atraente.

Desenvolvendo-se o bairro, chegaram as escolas. Na Rua Ernâni Cardoso é construído o colégio Primeiro de Julho (onde hoje está a Light) e duas escolas públicas: uma feminina (onde atualmente se encontra a Igreja Metodista) e outra masculina na esquina da Rua Ernâni Cardoso com a Rua Mendes Aguiar, rua quase em frente ao atual Clube dos Sargentos e Suboficiais.

A maior atividade para a comunidade da época eram as festas religiosas, quermesses, banda de música e procissões promovidas pelas igrejas Nossa Senhora do Amparo e Nossa Senhora da Conceição.

Em 1858, a Estrada de Ferro Central do Brasil inaugurou o primeiro trecho da Linha Férrea Suburbana até Cascadura, pouco mais de 15 km da estação Dom Pedro II (Central do Brasil) e era em Cascadura que funcionava o entreposto de cargas dos trens vindos de São Paulo.

A chegada do trem deu grande impulso a Cascadura e a linha de bondes, inicialmente puxados por burros, e posteriormente - em 1928 – substituída pela energia elétrica da Light. Os bondes que partiam de Cascadura também chegavam até Cascadura, ou seja, eram pontos de saída e pontos de chegada dos bondes.

O primeiro Hospital de Tísicos do Brasil é o Hospital Nossa Senhora das Dores, que foi construído em 1914, em estilo suíço, com seis pavilhões que até 1965, permaneceu voltado somente para os doentes de tuberculose. Como foi dito anteriormente, este hospital foi o primeiro do Brasil no atendimento aos tuberculosos e inclusive na medicina preventiva da doença. Ainda funciona neste local o primeiro elevador de carga do Estado do Rio de Janeiro,e hoje permanece além do marco histórico, como reserva ecológica de Cascadura, com muitas árvores frutíferas.

Cascadura no passado foi o principal comércio do subúrbio do Rio de Janeiro, tanto que o primeiro supermercado do Brasil foi inaugurado no bairro, prédio este que hoje funciona o Supermercados Vianense na Praça Nossa Senhora do Amparo.

A Associação Comercial de Cascadura (ACEIC-NORTE) foi inaugurada em 08 de março de 1958, 100 anos depois da inauguração da sua estação de trens e 150 anos depois da chegada da família Real ao Brasil, em prédio próprio na cobertura do edifício situado na Rua Iguapé n.10. Curiosamente no local deste prédio, no passado, mais precisamente na época do Império, ali funcionava a hospedagem dos viajantes no Caminho Imperial.

Esse não é um dos pontos fortes do bairro. Existe um cinema no bairro (que exibe filmes pornôs), mas o destaque mesmo fica por conta da G.R.E.S.Arrastão de Cascadura. As opções de lazer do bairro são o Parque Orlando Leite, com duas quadras (1 de futsal e 1 multiuso), campo de futebol soçaite, brinquedos para crianças e uma ampla área verde, e a Praça Nossa Senhora do Amparo, local para bater um papo e jogar cartas.

O bairro é bem servido de transporte coletivo, sendo considerado um de seu pontos fortes. Diversas linhas de ônibus passam ou fazem ponto final no bairro. Além disso, o trem é um outro meio de transporte existente no bairro. Sua estação é considerada uma das mais importantes da malha ferroviária, sendo inaugurada em 29/03/1858.



O Castelo é uma região do Centro da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Por não ser oficialmente um bairro, seus limites são imprecisos e não oficiais. Geralmente, considera-se que se localiza na região entre a Avenida Rio Branco, o Aeroporto Santos Dumont e a Praça 15 de Novembro.

História

A área tem esse nome por situar-se na antiga localização do Morro do Castelo, demolido por jatos d'água a partir da década de 1920.

Atualmente, a região abriga: a sede da Academia Brasileira de Letras, o Palácio Gustavo Capanema, antiga sede do Ministério da Educação e Cultura, os antigos prédios dos ministérios do Trabalho e da Fazenda, o Museu Histórico Nacional, o Fórum, o Palácio Tiradentes, a Igreja de Santa Luzia e a Escola Naval.

Como a maior parte dos edifícios da região foi construída na primeira metade do século XX, logo após a demolição do Morro do Castelo em 1921, a região abriga um grande acervo de edifícios no estilo predominante na época, o art déco.



O Catete é um bairro da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Apresenta um forte comércio e uma população majoritariamente de classe média.

História

O Caminho do Catete, hoje Rua do Catete, já existia antes da chegada dos portugueses e franceses no Rio de Janeiro, pois relatos muito antigos descrevendo as batalhas entre Portugal e França na região já se referiam ao Caminho do Catete de uma maneira corriqueira. O local era habitado pelos índios tamoios da aldeia Uruçumirim (uruçu=abelha; mirim=pequeno), chefiada pelo por Biraçu Merin.

É certo, também, que, junto ao Caminho do Catete, havia um braço do Rio Carioca, rio este que nasce no morro do Corcovado (onde fica, atualmente, a estátua do Cristo Redentor) e desce pelo bairro das Laranjeiras, chegando onde hoje é o Largo do Machado e a Praça José de Alencar, onde formava a Lagoa do Suruí e de onde começava o Rio Catete, que corria paralelo ao Caminho do Catete. O rio ficava do lado esquerdo do então Caminho do Catete de quem vai para a Zona Sul. O rio foi, posteriormente, aterrado, mas o Caminho do Catete continuou. O Rio Catete desembocava na Praia do Russel, que foi completamente aterrada por ocasião de obras: primeiro, a abertura da Avenida Beira-mar e, depois, as obras para a construção do Parque Brigadeiro Eduardo Gomes.

Entre 1876 e 1882, o escritor Machado de Assis morou no número 206 da Rua do Catete.

O bairro se tornou importante após o vizinho Palácio do Catete se tornar a sede do governo federal em 1897. Tal situação durou até 1960, quando a capital brasileira foi transferida para Brasília.



O Catumbi é um bairro na Região Central da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

É um dos bairros mais antigos da cidade. Em seus primórdios, constituía-se em um vale úmido e sombreado por onde corria um rio nascido nas alturas do Morro de Santa Teresa, rio este que era aproveitado para irrigação das lavouras de cana-de-açúcar.

As plantações deram lugar a sobrados ainda à época colonial e, desse modo, em fins do século XIX, a região constituía-se um arrabalde elegante de sobrados de classe média alta, como referido nas obras do escritor Machado de Assis.

A partir do século XX, com a expansão da malha urbana em outras direções, o bairro entrou em decadência. Na década de 1960, a construção do Túnel Santa Bárbara contribuiu para esse processo, transformando o bairro em um corredor de passagem, situação agravada nas décadas seguintes pelo processo de inchamento das comunidades de baixa renda que lhe são vizinhas. Este processo foi estudado pelo urbanista Carlos Nelson Ferreira dos Santos e pelo historiador e antropólogo Arno Vogel no livro Quando a Rua Vira Casa.



Cavalcanti é um bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro.

História

Faz divisa com os bairros de Cascadura, Engenheiro Leal e Tomás Coelho. É servido por uma estação ferroviária que faz parte do ramal de Belford Roxo que pertence à linha auxiliar. Fica entre as estações de Mercadão de Madureira (antiga Magno) e estação de Tomás Coelho. É berço da Escola de Samba Em Cima da Hora e de algumas celebridades como Sérgio Cabra (pai), o dançarino e Coreógrafo Carlinhos de Jesus e o treinador de futebol Jair Pereira. No dia 29 de junho comemora a festa do padroeiro Apóstolo SÂO PEDRO, que dura toda a semana. Temos também a Capela Nossa Senhora Aparecida (Primavera)e a Capela Nossa senhora da Guia (Parque Silva Vale). É um bairro essencialmente residencial, não há bancos e tem boas escolas particulares e públicas. Tem 02 academias de ginástica, 01 praça com equipamentos de ginástica destinado aos idosos e quadra poliesportiva, ótimos profissionais de beleza como o Salão da Adriana, feira livre aos sábados, igrejas Batista e Evangélica, clínica veterínária com atendimento especializado em cardiologia, oftalmologia, ultrassonografia, cirurgia, banho e tosa, várias lojas de materiais de construção, armarinho, auto-peça, supermercado, farmácia, pet-shop e horti-frut. O bairro é atendido por 04 linhas de ônibus que ligam ao centro da cidade, Madureira, Meier e Bonsucesso. Tem ainda outras linhas de ônibus e metrô no bairro vizinho de Tomás Coelho. Já foi um bairro industrial servindo para inúmeras metalúrgicas e Publicadora Batista. Hoje ainda restam algumas metalúrgicas, porém com parque industrial reduzido. O bairro cresceu muito em população devido a grande quantidade de pessoas que vêm de outras regiões do país em busca de melhores condições de vida, desta forma alojam-se em casas de parentes que migraram anteriormente para o bairro. Atualmente a Prefeitura da cidade reformou toda a pavimentação de "TODAS AS RUAS" dando dignidade e prazer aos moradores e visitantes. É um bairro muito tranquilo e com características de subúrbio onde coloca-se as cadeiras nas calçadas ao cair da tarde para ver as crianças brincar de pique, pular amarelinha e jogar bola.



O Centro é um bairro da Região Central da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Abriga o coração financeiro da cidade.

Apesar de possuir residências, o bairro é eminentemente comercial. Possui desde prédios históricos até modernos arranha-céus. Suas áreas residenciais são, principalmente, no Bairro de Fátima e no Castelo.

História

A história documentada do bairro começou em 1567, quando os 120 portugueses que haviam fundado a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro dois anos antes, no Morro Cara de Cão, se transferiram para o Morro do Castelo, que oferecia melhores condições de expansão. A partir desse morro, a cidade se expandiu nos séculos seguintes, passando a ocupar todo o atual Centro.

Desde 1763, quando a cidade do Rio de Janeiro foi elevada à condição de capital da colônia, até 1960, quando a cidade perdeu a condição de capital brasileira para Brasília, o Centro foi o palco de algumas das mais importantes decisões e eventos da história do país. Restos arquitetônicos desse passado persistem até hoje, tendo se convertido em importantes atrações turísticas.

Em 1921, visando à preparação da festa em comemoração ao centenário da independência brasileira, o Morro do Castelo foi derrubado, dando lugar à atual região do Castelo.

Desde o final do século XX, o Centro vem passando por flagrante e rápido processo de valorização e revitalização. Preterido em favor da Zona Sul da cidade durante a maior parte do século XX, passou a receber crescentes investimentos por parte de empreendedores do mercado imobiliário. Tem assistido a um grande número de obras de restauração e de modernização de velhos edifícios, bem como à construção de novos edifícios. O efervescer cultural e social da noite do Centro, com o advento do polo cultural da Lapa, deu um grande impulso à região.



Cidade de Deus (também chamada de CDD por seus moradores) é um bairro desmembrado de Jacarepaguá oriundo de um conjunto habitacional situado na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.

História

Foi construído em 1960 pelo governo do então estado da Guanabara, como parte da política de remoção de favelas de outras áreas da cidade.

Com uma população em torno de 38 mil habitantes, a Cidade de Deus apresenta indicadores sociais entre os mais críticos do Rio de Janeiro, embora situado na vizinhança de um dos bairros nobre da cidade: a Barra da Tijuca.

Em 2002, o sucesso do filme Cidade de Deus colocou o bairro intensamente nos veículos de comunicação, reforçando o estigma de comunidade violenta e perigosa e favorecendo uma onda de preconceito e discriminação.

Por outro lado, na sua trajetória desde a década de 1980, surgiram no bairro várias associações de moradores, agremiações de samba, agremiações esportivas, grupos de teatro, revistas, cineclubes, igrejas atuantes, grupos de dança e movimentos negros.

A partir de 2003, vários processos confluíram, constituindo novas condições de organização e articulação tendo em vista a transformação da realidade da Cidade de Deus. Após um processo intensivo de discussões, surgiu, naquele ano, o Comitê Comunitário da Cidade de Deus, que veio a reunir diferentes entidades locais tendo em vista superar o isolamento e as divisões que pautavam a atuação dessas organizações. No ano de 2009, a Cidade de Deus passou a ser atendida pela segunda UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da cidade.



Cidade Nova é um bairro de classe média e média-baixa da cidade do Rio de Janeiro, localizada na convergência entre o Centro e a Zona Norte. A vizinhança inclui, principalmente, os extensos quarteirões situados na extremidade oeste da Avenida Presidente Vargas. A Cidade Nova localiza-se nas proximidades do bairro do Estácio.

História

O nome "Cidade Nova" tem registros que remontam ao período do reinado de D. João VI. Até o início do século XIX, a região era um alagadiço que servia de rota de passagem entre o Centro e as zonas rurais da Tijuca e São Cristóvão. Com os aterros feitos com a intenção de melhorar esta travessia, surgiu o projeto de impulsionar o crescimento da cidade para a área, vindo daí o nome.

No século XIX, a Cidade Nova foi caracteristicamente um bairro proletário, de pequenas casas operárias. Nele, localizava-se a antiga praça 11 de Junho, que seria destruída com as obras de abertura da Avenida Presidente Vargas. As imediações da antiga praça, entretanto, mantém o nome de Praça XI, constituindo hoje um bairro em separado.

Na primeira metade do século XX, a Cidade Nova tornou-se referência como zona de meretrício. As antigas casas operárias foram sendo convertidas em bordéis e uma vila inteira acabou ocupada pelas "casas de tolerância". O nome desta antiga vila operária acabou por se tornar sinônimo de baixa prostituição: Vila Mimosa.

A partir do final da década de 1960, várias destas casas foram sendo adquiridas e demolidas para dar lugar à construção de prédios residenciais e comerciais. A área onde se localizava a original Vila Mimosa foi demolida em princípios da década de 1990. Nos anos 70, o bairro passou a abrigar o Centro Administrativo São Sebastião, da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, e mais recentemente, os prédios do teleporto.

Foram incontáveis projetos de urbanização e ocupação da zona, todos parcialmente executados. Com a construção das linhas do metrô, a região sofreu várias intervenções. Além disso, outra obra importante foi a construção do Sambódromo ou Passarela do Samba do Rio de Janeiro, inaugurado em 1984.



Cocotá é um bairro de classes média e média baixa da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Se localiza na Ilha do Governador.

História

O bairro recebeu este nome por abrigar a Praia de Cocotá. Floresceu pela proximidade com o bairro Cacuia. Possui um comércio bem diversificado e alguns referenciais históricos, como a antiga Estação de Bondes de Santa Cruz, a Biblioteca Regional, o Parque Manoel Bandeira e a Paróquia de São Sebastião.

Possui, como característica marcante, suas festas comemorativas realizadas no entorno do aterro.

Localizam-se, no bairro, o Fórum da Ilha do Governador e a Praia da Olaria. Possui ligação hidroviária com o Centro da cidade, porém somente de segunda a sexta-feira.



Coelho Neto é um bairro de classe média baixa da zona norte da cidade do Rio de Janeiro.

História

Trata-se de um bairro predominantemente residencial, contendo um comércio razoável e um bom serviço de transporte público que inclui várias linhas de ônibus e uma estação de metrô.

O bairro de Coelho Neto é cortado por uma importante artéria de trânsito, a Avenida Brasil, onde diariamente trafegam um intenso número de veículos. além da Avenida Pastor Martin Luther King Jr. e da Avenida dos Italianos.

A polícia militar cobre o bairro com efetivo do 9º BPM (nono batalhão de polícia militar) e a polícia civil com a 40ª DP (quadragésima delegacia policial).

O bairro conta com algumas escolas públicas, entre estaduais e municipais: é possível citar a Escola Municipal Érico Veríssimo, Monte castelo e General Osório de ensino fundamental e a Escola Estadual Marechal João Baptista de Mattos (o popular "Batistão", de ensino médio) próximas da Avenida Brasil. No que concerne a futebol, a União Desportiva Coelho Neto disputou por vários anos o Departamento Autônomo e no carnaval, a Unidos da Vila Santa Tereza.



Colégio é um pequeno bairro da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

História

O bairro mescla características tanto de um bairro industrial, quanto residencial. Localizado entre Irajá, Coelho Neto, Vaz Lobo, Rocha Miranda e Turiaçu. Suas principais ruas são a Av.Pastor Martin Luther King Junior (antiga Av. Automóvel Clube), Estrada do Barro Vermelho, estrada do Colégio, Rua Toriba, Rua Caiuá e Rua Guiraréia.

Apesar de enfrentar muitos problemas característicos de um bairro carioca, com a segurança, a urbanização, e de ser pequeno e subdesenvolvido, o bairro de Colégio possui condução farta, estação de metrô da linha 2 (antiga E. F. Rio D'Ouro) a linha de transporte alternativo na praça do Colégio, fábricas de grande porte (Teadit, Vulcan, Ciba, Koleta), escolas e centro educacionais (Escola Municipal Amapá, Escola Municipal Luís de Camões, Colégio Recrearte, Colégio Euclides da Cunha, Escola Adventista, Centro Educacional Crescer, Centro Educacional Mar Azul), pequeno comércio local e a Paróquia São Miguel Arcanjo que também é o padroeiro do bairro, a Igreja Adventista, o Centro Espírita A caminho da Luz, e como opção de lazer e entretenimento temos o Colégio Futebol Clube, fundado em 1917, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Uraiti fundado em 1960 que também dá nome a uma praça localizada nas esquinas das ruas Lageado com Caxambu.



Colônia Juliano Moreira é um bairro pertencente à zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

História

Anteriormente um bairro não-oficial da cidade do Rio e Janeiro, foi oficializado bairro no dia 6 de setembro de 2009. Teve sua origem na instituição de mesmo nome.

Em 2008, a União transferiu formalmente as terras, que eram de sua propriedade. Incluída no PAC, a comunidade receberá obras de infra-estrutura, como pavimentação, construção de redes de água e esgoto compõem o projeto, assim como creche, posto de saúde e complexos para prática de esportes e lazer.

A região também foi alvo em 2009 de operações ao estilo "choque de ordem".



O Complexo do Alemão é um conjunto de treze favelas da Zona Norte do Rio de Janeiro, no Brasil. É considerada uma das áreas mais violentas da cidade.

História

Seu núcleo é o Morro do Alemão. Poucos moradores da cidade sabem que se trata de um bairro oficial, embora parte de sua área seja, muitas vezes, tratada como parte dos bairros vizinhos: Ramos, Penha, Olaria, Inhaúma e Bonsucesso.

O bairro foi erguido sobre a Serra da Misericórdia. Sua forma de formação é vertical , uma formação geológica de morros e nascentes, quase toda destruída pela construção do complexo. Restam poucas áreas verdes na região, apesar dos esforços de preservação empreendidos por organizações atualmente.

Na década de 1920, o imigrante polonês Leonard Kaczmarkiewicz adquiriu terras na Serra da Misericórdia, que era então uma região rural da Zona da Leopoldina. O proprietário era referido pela população local como o alemão e logo a área ficou conhecida como Morro do Alemão.

A ocupação no entanto, só começou em 9 de dezembro de 1951, quando Leonard dividiu o terreno para vendê-lo em lotes. Ainda nos anos 1920, se instalou, na região, o Curtume Carioca e, na sequência, muitas famílias de operários se instalaram nas imediações. A abertura da Avenida Brasil, em 1946, acabou por transformar a região no principal polo industrial da cidade. O comércio e a indústria cresceram e diversificaram-se, mas a ocupação desordenada dos morros adjacentes, que teve seu boom no primeiro governo de Leonel Brizola, acabou por dar lugar às favelas do Complexo do Alemão.

Ainda há áreas de mata e pontos de nascentes de rios que são usados como fonte de água. Todavia, logo após a nascente, os rios já se tornam valões de esgoto, devido a falta de rede canalizada. Boa parte da serra foi destruída devido às pedreiras, muito comuns a partir da metade do século XX. Hoje em dia, tal empreendimento ainda é autorizado, mesmo a Serra da Misericórdia sendo considerada Área de Proteção Ambiental.

A região sempre foi conhecida como uma das mais violentas da cidade. Atualmente, está sendo alvo de um dos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento, em parceria entre os governos federal e o Governo do Estado do Rio de Janeiro, em que estão previstas melhorias viárias, moradia e de infraestrutura em geral, de modo a livrar o bairro e seus arredores do estigma da favelização e da violência.

Foi travada uma grande guerra no Morro do Alemão à época em que era dominado pelo traficante Orlando da Conceição, o Orlando Jogador. Este acabou sendo morto numa emboscada por um outro traficante, seu afilhado Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê. Nessa época o Complexo, o Comando Vermelho perdeu o controle da área durante alguns meses, para outra facção criminosa, o Terceiro Comando.

Posteriormente o Comando Vermelho recuperou o domínio sobre a maior parte do Complexo. Uma parte, entretanto, o Morro do Adeus, permaneceu nas mãos do Terceiro Comando. Mas, em maio de 2007, foi tomado pelo Amigos dos Amigos e voltou à esfera do Comando Vermelho.

A região é também conhecida por bailes funk na Chatuba e Grota, além do chamado Baile do Complexo Total. Nesses bailes, predominam o funk, consumo de drogas e sexo, inclusive envolvendo exploração de menores. Foi justamente a realização de reportagens sobre este tipo de evento que resultou no assassinato do jornalista Tim Lopes, após ser capturado pelo grupo do traficante Elias Maluco.

A execução brutal de Tim Lopes teria sido uma vingança por sua reportagem Feirão das Drogas, exibida pela Rede Globo em agosto de 2001, na qual mostrou, através de uma câmera oculta, a venda livre de drogas no complexo. A reportagem foi laureada com o Prêmio Esso de Jornalismo.

No dia 4 de dezembro de 2008, o presidente Lula visitou o Complexo do Alemão, em evento realizado num antigo depósito de gás abandonado, próximo às comunidades da Nova Brasília e Grota. Lá, sob forte esquema de segurança comandado pela Força Nacional, e acompanhado de diversos políticos, como Sérgio Cabral, Eduardo Paes, Edson Santos, Benedita da Silva e Tarso Genro, Lula lançou o Territórios da Paz, além de anunciar diversas outras obras de melhorias para a região.

Semanas depois, no dia 17 de dezembro, o local foi palco de uma ação social com a presença de uma equipe da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, além de médicos e enfermeiros, animadores infantis e recreadores, pois, a cerca de trezentos metros dali, fora implodida a antiga fábrica de lingerie Poesi. Os moradores foram retirados de suas casas para evitar feridos caso alguma casa fosse atingida por resquícios da implosão. Houve algumas reclamações de truculência por parte da polícia quando esta foi retirar os últimos moradores que ainda não tinham deixado suas moradias.

Por volta de uma hora e meia da tarde, o governador Sérgio Cabral, do alto de uma antiga pedreira próxima, onde passaria uma linha do teleférico, acionou o botão que implodiu cinco dos nove galpões da antiga fábrica, onde seria instalado um centro social. Os outros galpões seriam reaproveitados pelas novas construções.

Em 25 de novembro de 2010, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, com apoio da Marinha do Brasil, fez uma operação especial para tomar o controle da Vila Cruzeiro. Os traficantes fugiram para o Complexo do Alemão e, no dia 26 de Novembro, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, a Polícia Federal, a Polícia Civil e as Forças Armadas se posicionaram nos arredores do Complexo do Alemão, buscando tirar o controle do tráfico nesta região, como foi feito na Vila Cruzeiro no dia anterior. Houve intensa troca de tiros entre traficantes e policiais militares no início da noite do dia 26. Duas pessoas ficaram feridas, incluindo o fotógrafo da agência de notícias Reuters, Paulo Whitaker, baleado no ombro e um motorista da imprensa, que se escondia em um bar e foi atingido por estilhaços. Mais cedo, o traficante Anderson Roberto da Silva Oliveira, o Dande, foi preso por policiais da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos. Até aquela tarde, 36 pessoas já tinham sido mortas durante a onda de violência no Rio.

A polícia apreendeu mais de trezentas motos na Favela do Cruzeiro, onde também foram encontradas munições e cerca de duas toneladas de maconha, além de cocaína e crack. O Complexo do Alemão ainda era o refúgio dos grandes traficantes de favelas vizinhas, tomadas pelas unidades de polícia pacificadora. Os traficantes, diante da perda de território, passaram a cometer atos terroristas pela Região Metropolitana do Rio de Janeiro, gerando desordem e pânico na população.

Em 28 de novembro de 2010, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (PMERJ) e as forças armadas fizeram uma operação para a retomada do Complexo do Alemão. Os traficantes fugiram pela mata, devido a sua topografia desigual. Nesta operação, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (PMERJ) apreendeu cerca de quarenta toneladas de maconha, cocaína, crack e armas de grosso calibre. Seria efetuado o balanço final somente no final da operação.

No dia 27 de novembro, ao final da tarde, cerca de 31 traficantes se renderam à polícia. O Complexo do Alemão foi controlado pela Polícia com apoio das Forças Armadas. Prevê-se que o Exército permaneça na área por mais um ano e meio, até que seja instalada uma Unidade de Polícia Pacificadora na região.



A Maré é um bairro na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

O nome Maré tem origem no fenômeno natural que causava graves problemas aos moradores. No passado, vivendo em construções muito precárias, eles sofriam com a maré alta que trazia cobras, ratos, lama e várias doenças.

Os aglomerados urbanos que formam o Complexo da Maré surgiram de várias maneiras. Algumas construções surgiram com as obras para a abertura da Avenida Brasil outras com a realização dos aterros nos terrenos próximos. Já outros foram formados por pessoas expulsas de outras áreas. A favela Nova Holanda, por exemplo, recebeu moradores removidos de outras comunidades do Rio de Janeiro, como o Morro da Praia do Pinto e o Morro da Formiga. Os primeiros barracos da Nova Holanda foram construídos provisoriamente. Mas o que era para ser transitório virou definitivo. Anos depois, os próprios moradores fizeram reformas nas casas construídas pela Prefeitura.

Durante todo o processo de formação do Complexo da Maré, os habitantes sofreram todo tipo de pressão. O medo das constantes remoções, a violência dos policiais que reprimiam suas obras e destruíam seus barracos fazia parte do dia-a-dia dos moradores.

Associações de moradores foram fundadas e tiveram muita importância no processo de organização das favelas. As primeiras apareceram em 1954 e, aos poucos, conseguiram garantir serviços como distribuição de água, eletricidade, esgoto, pavimentação e coleta de lixo. Ao longo dos anos, várias associações surgiram e lutaram por diferentes causas, entre elas o direito de permanecer nas terras ocupadas.

A maioria das favelas da Maré é tipicamente de encosta, apresentando malha urbana de traçado irregular, labiríntica, com vários becos sem saída, onde grande parte das ruas acompanha as curvas de nível do terreno. Aquelas mais próximas à Avenida Brasil são mais planas e possuem uma maior densidade demográfica. Muitos conjuntos habitacionais levaram vários anos para sair do papel e dependeram da atuação de diferentes governos municipais ao longo do tempo.

O Projeto Rio foi a primeira grande intervenção do governo federal na Maré. O objetivo era acabar com as moradias construídas precariamente sobre palafitas e transferir os moradores para casas pré-fabricadas erguidas sobre aterros na Baía de Guanabara. A primeira fase teve início em 1982. Nesta época um terço dos habitantes da Maré morava sobre palafitas, principalmente nas comunidades Baixa do Sapateiro e Parque da Maré. Depois de muita polêmica, os moradores começaram a ser transferidos para o primeiro conjunto habitacional do Projeto Rio, batizado de Vila do João.

Outros conjuntos habitacionais foram construídos no complexo. O Pinheiro foi inaugurado em 1990, utilizando o tijolo e o concreto aparentes. Modelo que foi repetido no Conjunto Nova Maré, inaugurado pela Prefeitura em 1995 para assentar moradores removidos devido à construção da via expressa Linha Vermelha.

A Maré também teve o programa Favela-Bairro, um projeto de urbanização da Prefeitura que teve início em 1993. Os moradores foram ouvidos para que fosse possível identificar as reais necessidades da comunidade. Reformas foram feitas e ruas foram abertas.



Copacabana é um bairro nobre situado na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. É um dos bairros mais famosos do Brasil. Tem o apelido de Princesinha do Mar. Faz divisa com os bairros da Lagoa, Ipanema, Botafogo e Leme.

História

Há várias hipóteses etimológicas para o nome Copacabana. A primeira alega que o termo teria vindo da língua quíchua falado no antigo Império Inca, significando "lugar luminoso", "praia azul" ou "mirante do azul". Outras fontes apontam o termo como originário da língua aimará falada na Bolívia, significando "vista do lago" (kota kahuana). Nesse país, Copacabana é o nome dado a uma cidade situada às margens do Lago Titicaca, fundada sobre um antigo local de culto inca. Existem relatos de que, nesse local, antes da chegada dos colonizadores espanhóis, ocorria o culto a uma divindade chamada Kopakawana, que protegeria o casamento e a fertilidade das mulheres.

Segundo a lenda, após a chegada dos espanhóis à região, Nossa Senhora teria aparecido no local para Francisco Tito Yupanqui, um jovem pescador, que, em sua homenagem, teria esculpido uma imagem da santa que ficou conhecida como Nossa Senhora de Copacabana: a Virgem vestida de dourado pousada sobre uma meia-lua. No século XVII, comerciantes bolivianos e peruanos de prata (chamados na época de "peruleiros") trouxeram uma réplica dessa imagem para a praia do Rio de Janeiro então chamada de Sacopenapã (nome tupi que significa "caminho de socós"). Sobre um rochedo dessa praia, construíram uma capela em homenagem à santa. Tal capela, com o tempo, passou a designar a praia e o bairro. Tal capela veio a ser demolida em 1914, para ser erigido, em seu lugar, o atual Forte de Copacabana.

Por ficar numa área de difícil acesso, até o final do século XIX somente existiam na localidade o Forte Reduto do Leme, a pequena Igreja de Nossa Senhora de Copacabana e algumas chácaras e sítios.

Segundo o mesmo dicionário acima citado, o doutor Figueiredo Magalhães, médico de renome e residente no bairro, o recomendava a pessoas convalescentes, para repouso e, assim, cresceu o número de seus habitantes. Entretanto, somente com a inauguração de um túnel no Morro de Vila Rica (Túnel Velho), em 6 de julho de 1892, pela Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico (atual Light), entre Copacabana e Botafogo, o bairro começou a se integrar ao resto da cidade.

Com a ampliação das linhas de bonde até o Forte do Leme e à Igreja de Nossa Senhora de Copacabana (onde hoje fica o Forte de Copacabana), o bairro foi ganhando ruas e casas, fator acentuado ainda mais com a inauguração da Avenida Atlântica em 1906, na orla do bairro.

Em 1923, foi inaugurado, na Avenida Atlântica, o Hotel Copacabana Palace, que se tornou um dos símbolos do bairro e da cidade.

Na década de 1970, foi realizado, pela Superintendência de Urbanização e Saneamento, por meio de dragas nacionais (a draga Ster) e neerlandesas (a draga autotransportadora Transmundum III, pertencente à empresa de dragagem neerlandesa R. Boltje & Zonen – Zwolle, conduzida por Kor Boltje), um grande aterro hidráulico, comandado pelo engenheiro Hildebrando de Góis Filho, presidente da Companhia Brasileira de Dragagens, que ampliou a área de areia da praia e cujos objetivos principais eram: o alargamento das pistas da Avenida Atlântica, a passagem do interceptor oceânico — tubulação que transporta todo o esgoto da Zona Sul até o emissário de Ipanema — e evitar que as ressacas chegassem à Avenida Nossa Senhora de Copacabana e às garagens dos prédios da Avenida Atlântica. Este alargamento da praia foi de cerca de setenta metros de largura ao longo de toda sua extensão de quatro quilômetros. Os estudos em modelos físicos hidráulicos dessa ampliação foram realizados no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa. Nesse modelo lisboeta, trabalharam os engenheiros portugueses Fernando Maria Manzanares Abecasis, Veiga da Cunha, José Pires Castanho e Daniel Vera Cruz, além do engenheiro brasileiro Jorge Paes Rios.

Posteriormente, foram construídos, na orla, uma ciclovia e alguns quiosques para atendimento ao público.



Cordovil é um bairro da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

História

Predominantemente de classe média baixa, faz divisa com os bairros de Brás de Pina, Irajá, Vista Alegre, Parada de Lucas e Penha Circular. O local é tranquilo e sereno sendo um ótimo lugar para viver.

Situado em terras que pertenceram no século XVII, ao Provedor da Fazenda Real Bartolomeu de Siqueira Cordovil, natural de Alvito, Évora, Portugal, que posteriormente foi transformado no Engenho do Provedor da Fazenda Real, Francisco Cordovil de Siqueira e Mello, filho de Bartolomeu.

Em 1902, foi vendido pelos remanescentes da família para o Visconde de Moraes, que o loteou em 1912. A fazenda original pertencia a freguesia de Irajá. A Igreja Nossa Senhora da Apresentação, uma das mais antigas do Rio de Janeiro, pertencia ao Engenho do Provedor. O aniversário de fundação de Cordovil é em 5 de outubro, já que foi neste dia, em 1910, que ocorreu a inauguração da estação ferroviária do bairro. O aniversário foi estabelecido recentemente pelo projeto de lei nº 989/2002, da vereadora Rosa Fernandes, que incluiu no calendário oficial do município do Rio de Janeiro essa data.

Poucos sabem mas Cordovil é o primeiro bairro da capital a ser banhado pelas águas da Baía de Guanabara. Ao final da rua Porto Baião, próximo à Linha Vermelha e ao Parque das missões, há um matagal que vai terminar na foz do Rio Meriti, que delimita o começo da capital. Infelizmente tal area não é própria para o banho, mas antigamente, então mais limpa, as pessoas da região administrativa de Cordovil (Vigário Geral, Jardim América e Parada de Lucas) faziam uso desse local.



O Cosme Velho é um bairro de classe média e média alta da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, situado no sopé do morro do Corcovado e do morro de Dona Marta, ocupando a parte mais alta do vale do rio Carioca. Antes conhecido como "Águas Férreas", tem como rua principal a Rua Cosme Velho, que é a continuação da Rua das Laranjeiras..

História

O bairro do Cosme Velho desenvolveu-se às margens do rio Carioca, desde 1567, quando as terras da região foram doadas em sesmaria aos membros da família de Cristóvão Monteiro, que abriram roças, edificaram casas e até um moinho de vento para beneficiamento dos cereais colhidos em suas plantações. No século XVII, teve início a captação das águas do rio para o abastecimento da cidade, e no século XX, o rio foi coberto, restando dele alguns trechos a céu aberto, como se pode ver no Largo do Boticário. A importância do rio Carioca foi fundamental, como fonte abastecedora de água potável para o Rio de Janeiro.

No tempo do Brasil Império, havia escravos "agueiros", cuja função era levar água proveniente do Carioca em barris para uso de seus senhores. As águas então límpidas do rio eram recolhidas em ponto alto do vale, na região conhecida como "Águas Férreas".

Posteriormente foi construído um aqueduto com a finalidade de levar a água até a Lapa, no centro, cuja memória é preservada através dos Arcos da Lapa.

A nascente do rio encontra-se na região do Silvestre e suas águas eram captadas na "Mãe d´Água", para abastecer o aqueduto do Silvestre. Essa região, com temperaturas amenas, era uma das preferidas pelos cariocas do século XIX.

A região das Águas Férreas, que engloba o atual bairro do Cosme Velho, ainda era conhecida por esse nome na primeira metade do século XX. Os bondes e ônibus tinham esse destino. Atualmente, o nome Águas Férreas é apenas uma lembrança, já que o nome do bairro foi totalmente incorporado ao conhecimento da população.



Cosmos é um bairro de classe média-baixa e baixa da zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

História

Tem por vizinhança os bairros de Inhoaíba, Paciência, Santa Cruz, Campo Grande e Guaratiba. Não deve ser confundido com Vila Kosmos.

O bairro se caracteriza pela presença de conjuntos habitacionais, loteamentos e comunidades, como a Vila do Céu e Vila São Jorge.

Destacam-se os loteamentos Vila Santa Luzia, bairro Anápolis e conjuntos na rua Paçuaré. É predominantemente um bairro calmo, servido por uma estação de trens da Supervia e cortado pela Avenida Cesário de Melo, uma importante via de transportes urbanos que liga Santa Cruz a Campo Grande. A mesma possui ciclovia no trajeto.

Conta com uma população de 65.961 habitantes (segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE - Censo Demográfico 2000).

É o bairro da escola de samba Unidos de Cosmos.

O bairro de Cosmos teve sua origem nas terras que pertenceram ao Engenho da Paciência onde a Companhia Imobiliária Cosmos construiu um grande loteamento, a Vila Igaratá.

Quando foi implantado o ramal ferroviário de Mangaratiba, a Companhia cedeu uma área para a construção da Estação Cosmos, inaugurada em 1928, que deu nome ao bairro.



Costa Barros é um bairro de classe Média baixa da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

História

Bem servido de transportes, com a estação Costa Barros que é uma das paradas do ramal Belford Roxo da Supervia, também é atendido pelo sistema metroviário da capital fluminense através da estação Engenheiro Rubens Paiva e também por 3 linhas de ônibus regulares para o centro (374, 377 e 385), 1 para a Grande Tijuca (665), e 2 para o bairro de Cascadura (773 e 778). sendo seus principais acessos as Estrada do Botafogo e Camboatá e as ruas José Arantes de Mello e Javatá.

Entre as manifestações culturais, um exemplo é a Biblioteca Comunitária Paulo Freire, fundada em 2006. A biblioteca já contabiliza mais de quatro mil frequentadores. e na comunicação comunitária conta com o sistema de Mídia Graça & Paz (Rádio, Jornal e Gráfica).

Faz parte da história do bairro a Associação de Capoeira Engenho, fundada há treze anos. As aulas começaram em 1996, criando um centro social que ajuda os moradores das comunidades adjacentes com vários projetos.

Bem e com o passar do tempo, Costa Barros foi crescendo tanto como população quanto ao tráfico. Hoje o bairro conta com um complexo de favelas, como:Chapadão, Pedreira, Lagartixa, Quitanda, entre outras. Mas também o bairro ganhou uma UPA 24H para atender a todos, reformas de alguns pontos da comunidade.



Curicica é um bairro de classe média-baixa da zona oeste do Rio de Janeiro. Faz limite com os bairros Taquara, Cidade de Deus, Barra da Tijuca e Jacarépagua. No bairro está localizada a quadra da escola de samba GRES União do Parque Curicica, que representa Curicica no carnaval carioca.

História

Corruptela de YA-CURY-YCICA, “A Árvore que Baba”, da família das palmáceas, o nome Curicica designou antiga estrada de Jacarepaguá que dava acesso a baixada fronteiriça ao morro Dois Irmãos, limitada pela estrada de Guaratiba (atual Bandeirantes). No sopé do morro, foi instalado o hospital para tratamento da tuberculose, hoje hospital Raphael de Paula e Souza. As obras do Conjunto Sanatorial de Curicica foram feitas de 1949 a 1951 pelo então diretor do Serviço Nacional de Tuberculose, Professor Rafael de Paula Souza. Foi inaugurado em 2 de janeiro de 1952 pelo Presidente Getúlio Vargas. Em 1979, o hospital deixou de ser exclusivo para tuberculosos, passando a atender outras doenças. Os primeiros moradores do bairro de Curicica freqüentavam as missas dominicais na capela Nossa Senhora da Saúde, localizada dentro do hospital. Em 1964, o padre italiano Rino Contard (1917-1994) assumiu o cargo de capelão do hospital. Em 1968, ele conseguiu com a Imobiliária Curicica o terreno, onde hoje se ergue a Igreja Nossa Senhora da Saúde.

A área é remanescente de antigos engenhos de cana-de-açúcar, cuja urbanização se deu em 1957, com a implantação do grande loteamento Parque Curicica, de propriedade da “Cia Imobiliária Curicica ltda”, situado entre as estradas dos Bandeirantes, do Calmete, da Curicica, rua André Rocha e o rio Guerenguê.

De área territorial de 333, 96 hectares por habitante, em 2003, e de população aproximada de 24.839 moradores, de acordo com o censo de 2000, o bairro se notabiliza pela instalação da cidade cenográfica da CGP (Central Globo de Produção), da Rede Globo, conhecida como Projac e instalação da cidade cenográfica da Recnov (Record Novelas), da Rede Record, conhecida como Recnov.

Em Curicica se localizam quatro praças. Sua principal referência; a praça Delfos, é conhecida popularmente como Praça B, sendo considerada a área central do bairro. Foi reformada recentemente pelo prefeito da cidade César Maia. Esta praça conta com campo semi-profissional de saibro, quadra poliesportiva, quadra de vôlei de praia, playground infantil e pequenos jardins.Também é nessa praça que se localiza o único posto policial de Curicica, que se encontra desativado por tempo indeterminado.

A praça do CIEP fica localizada à Rua João Bruno Lobo, ao lado do CIEP Rubens Paiva. É dotada de um campo semi-profissional de futebol de saibro, um parquinho infantil e uma quadra de vôlei de praia. Por sua vez, a praça do Campinho de Areia, de tamanho menor, possui um campo semi-profissional também do material saibro e um pequeno parquinho infantil. É assim intitulada por ter um dos melhores campinhos de areia mais bem cuidados do bairro.

A praça da Silveira se situa próxima à localidade denominada Dois Irmãos. Tem um campo semi-profissional de saibro, uma quadra de basquete e vôlei, um parque infantil, a maior ciclovia do bairro, uma pista de corrida e uma arena de pequena mais conhecida como "cebolão". A praça é assim chamada porque ao lado dessa escola fica a E.M. Silveira Sampaio, famosa por suas modalidades esportivas.

Na rua André Rocha, 5.201, se localiza o estádio Eustáquio Marques, hoje arrendado ao Esporte Clube Marinho, que abriga jogos profissionais do estado do Rio de Janeiro.

No bairro há quatro escolas, distribuídas. A Escola Municipal Alina de Britto fica na Estrada dos Bandeirantes. Era originalmente uma praça: a Praça do Bandolim. É uma escola de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental. É tida como uma das escolas-modelo da cidade do Rio de Janeiro. Dotada de uma quadra poliesportiva e um parque infantil, é a mais conhecida de Curicica.

Já o CIEP 321 Dr. Ulysses Guimarães se localiza ao final da Rua da Tangerina, mais precisamente na rua da Reverência. De estilo arquitetônico e conhecido como Brizolão, é uma escola de Ensino Médio dotada de uma quadra poliesportiva coberta, uma biblioteca e uma quadra de Vôlei externa que é muito utilizada nos finais de semana pelos populares como centro de lazer, sendo por isso elogiada pelos alunos. Está situada em um terreno que outrora era um campo de futebol e que durante à noite servia de estacionamento para veículos ocupados por casais enamorados.

Por seu turno, o CIEP Rubens Paiva, sito na Rua João Bruno Lobo, é dotado de uma quadra poliesportiva coberta e uma biblioteca. Também no estilo arquitetônico de Brizolão, é o centro de Curicica do PEJA (Programa de Educação de Jovens e Adultos).

A Escola Municipal Silveira Sampaio tem obtido boa atuação nos jogos estudantis na VII CRE, no JEEP e no Intercolegial. Aparece também nas Olimpíadas de Matemática como vencedora.



Del Castilho é um bairro de classe média da Zona Norte da Cidade do Rio de Janeiro.

História

É servido pela estação do metrô (Linha 2), que está interligada ao "Nova América Shopping", que ocupou o lugar da tradicional fábrica de tecidos Nova América. Esta fábrica, de capital inglês, muito contribuiu para a formação deste bairro, possuindo até hoje entre seus moradores (também dos bairros entorno) descendentes de imigrantes britânicos(ingleses principalmente) e de outros países europeus. O nome Del Castlho é proveniente de um espanhol chamado Henrique de Castela.

Do metrô de Del Castilho, é possível fazer integração com a UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro (Campus da Ilha do Fundão), com o bairro da Curicica e com o terminal de ônibus Alvorada, na Barra da Tijuca. O bairro é cortado pelas Avenidas Martin Luther King Júnior e Dom Hélder Câmara, além da Linha Amarela e Estrada Adhemar Bebiano (Antiga Estrada Velha da Pavuna).

Também possui vasta configuração de linhas de ônibus que cortam seu bairro, sendo possível deslocar-se até o mesmo sem muitas dificuldades a qualquer hora (pois a linha do metrô funciona, em dias de semana, somente até o horário de 00:00hs). Do shopping Nova América é possível pegar-se táxi todos os dias até o horário de 04:00hs da manhã para qualquer lugar do Rio de Janeiro, devido ao funcionamento da Rua do Rio (que é um espaço interno do shopping com diversos bares e também com restaurantes de ótima qualidade).



Deodoro é um bairro de classe média baixa da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

História

Cortado pela Estrada de Ferro Central do Brasil (em trecho operado pela Supervia), o bairro possui uma das maiores estações de trens do subúrbio, onde pode-se baldear tanto para a linha que segue para Santa Cruz como para Japeri.

A estação foi inaugurada em 1859 com o nome de Sapopemba, passando posteriormente a se chamar Deodoro em homenagem ao proclamador da República Brasileira.

Seus principais acessos são Estrada Marechal Alencastro, Estrada do Camboatá, Avenida Duque de Caxias. além da Avenida Brasil e no futuro, a TransOlímpica.



Encantado é um bairro de classe média e média-baixa localizado na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

História

É um dos que formam a região do Grande Méier. Tem como limites os bairros de Água Santa, Piedade, Abolição e Engenho de Dentro.

É cortado pela Estrada de Ferro Central do Brasil, administrada pela Supervia, e pela via expressa Linha Amarela. Sua estação ferroviária foi desativada no início da década de 70. No Encantado moraram o poeta Cruz e Sousa e Aracy de Almeida, cantora e jurada do programa Sílvio Santos. Retratado na novela Partido Alto, o bairro tem este nome por conta de uma lenda que fala de um charreteiro que sumiu como que por encanto nas águas então límpidas do Rio Faria. Principais vias do bairro: rua Goiás, rua Clarimundo de Melo, Largo do Encantado e avenida Amaro Cavalcanti.

Delimitação do bairro, segundo o Decreto No 5.280 de 23 de agosto de 1985. “Do entroncamento da Rua Xavier dos Pássaros com a Rua Viana Júnior, seguindo por esta (excluída) até a Rua Manuel Vitorino; por esta (excluída) até o prolongamento da Rua Silvana; por este, até o Ramal Principal da RFFSA; pelo leito deste até a Rua Silvana; por esta (excluída) até a Rua Mário Carpenter; por esta (excluída) até o entroncamento da Rua Angelina com a Rua Ernesto Nunes; por esta (excluída) até a Rua Guilhermina; por esta (incluída) até a Rua Teixeira de Azevedo; por esta (excluída) até a Rua Luís Silva; por esta (excluída) até a Rua Guineza; por esta (excluída) até a Rua General Clarindo; por esta (incluída) até a Rua Guilhermina; por esta (incluída) até o Ramal Principal da RFFSA; pelo leito deste, até o prolongamento da Rua Dois de Fevereiro; por este e pela Rua Dois de Fevereiro (incluída), atravessando a Rua Amaro Cavalcanti, até a Rua Borja Reis; por esta (excluída) até a Rua Paraná; por esta (excluída) até a Rua Clarimundo de Melo; por esta (incluída) até a Rua Xavier dos Pássaros; por esta (excluída) ao ponto de partida.”



O Engenho de Dentro é um bairro da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Sua população é, predominantemente, de classe média e classe média baixa. É cortado pela Estrada de Ferro Central do Brasil (km 11,398). O bairro tem os seus limites demarcados pelos bairros de: Inhaúma, Abolição, Água Santa, Cachambi, Encantado, Piedade, Pilares e Todos os Santos.

História

É um dos que formam a região do Grande Méier. A sua origem remonta à época colonial, quando suas terras sediavam um engenho de açúcar que lhe deu o nome.

Desenvolveu-se, na segunda metade do século XIX, a partir da implantação da antiga Estrada de Ferro Pedro II (Estrada de Ferro Central do Brasil). Após a Proclamação da República do Brasil, foi erguido um galpão de pintura de carros que daria origem ao atual Museu do Trem.



Engenho da Rainha é um bairro da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

História

Faz divisa com os bairros de Pilares, Inhaúma, Tomás Coelho e Complexo do Alemão, além de também fazer divisa por meio da Serra da Misericórdia, sendo então impossibilitado o acesso direto com os bairros de Olaria e Penha.

O bairro é servido pelo serviço metroviário da cidade - Metrô do Rio de Janeiro e por diversas linhas de ônibus. É formado basicamente por conjuntos luxuosos destinado a parte nobre. Em suas origens, a região hoje denominada Engenho da Rainha (Carlota Joaquina) fazia parte da Freguesia de Inhaúma, criada em 1743, e ganhou este nome quando esta Freguesia foi desmembrada, resultando nos atuais bairros de Pilares, Tomás Coelho e parte de Inhaúma. A região acolhia uma residência adquirida pela Rainha Carlota Joaquina, esposa de D. João VI, por volta de 1810 com o objetivo de nela descansar. A sua delimitação atual foi estabelecida pelo Decreto n.º 3158 de 23 de julho de 1981, quando era o Dr. Marcos Tamoyo o prefeito do Rio de Janeiro.

A região próxima à fazenda era habitada pelos índios Tamoios. Como herança, tem-se muitas ruas com nomes ligadas a este fato - Rua Bororó, Xerente, Canitar, Flexal, dentre outras.

A Fazenda da Rainha Carlota Joaquina, além do engenho de cana-de-açúcar, tinha também plantação de café e a mão-de-obra escrava era a responsável pela economia rural. O rio Timbó, hoje bastante degradado, banha o bairro.

A Serra da Misericórdia, situada na Freguesia de Inhaúma, era o local onde os negros escravos procuravam se esconder quando fugiam da Fazenda.

O atual bairro do Engenho da Rainha era cortado por duas importantes estradas que se interligavam na altura de Thomás Coelho. Esse caminho fazia a ligação com as Minas Gerais. Hoje são a Avenida Pastor Martin Luther King (antiga Automóvel Clube) e a Avenida Ademar Bebiano (antiga Estrada Velha da Pavuna). O bairro foi cortado pela Estrada de Ferro Rio D'ouro e possuiu uma estação,onde hoje é a estação do metrô Engenho da Rainha.

A importância do bairro em termos culturais ainda não foi reconhecida. Em nenhum bairro do Rio de janeiro, se reuniu tantos artistas famosos como o bairro. No final dos anos 60, quando foi inaugurado o Conjunto dos Músicos, o bairro que já tinha alguns artistas ficou mais rico ainda culturalmente.

Moradores famosos do Conjunto dos Músicos: Pixinguinha, Zé Keti, Bide (fundador da Deixa Falar), Bucy Moreira, Mestre Marçal, Anselmo Mazoni, Rubens Gerard, Mussum, Wilson das Neves, Darcy da Mangueira, Baianinho da Em Cima da Hora, Almir Guineto, Dominguinhos do Acordeon, Darcy Cruz, Arnô Canegal, Lourenço (sorte grande).

Ainda no bairro tivemos como moradores: Clementina de Jesus, Valter Rosa (compositor da Portela), Dona Ivone Lara, Carlos Cachaça, Guará, Marquinhos Diniz (Caviar), Luiz Grande (parceiro em caviar), as atrizes Solange Couto e Isabel Fillardis e o atacante Guilherme Negueba, do Flamengo.

Ainda moram no bairro: o cantor Roberto Silva, o animador Russo, da TV Globo, e o comediante Ankito, do Zorra Total. O bairro ainda teve como morador, o melhor baixista do Brasil na atualidade, Arthur Maia.

A sexagenária escola de samba Acadêmicos do Engenho da Rainha é uma das mais importantes agremiações carnavalescas do município do Rio de Janeiro. Seus sambas-enredo ganhadores de diversos Estandartes de Ouro e a sua bateria imprimem a identidade dessa pequena grande escola de samba.



Engenho Novo é um bairro localizado na zona norte da cidade do Rio de Janeiro.

História

É vizinho aos bairros Méier, Vila Isabel, Lins de Vasconcelos, Sampaio, Jacaré, Cachambi e Grajaú. Possui 264,48 ha de área territorial. Faz parte da região chamada Grande Méier que engloba os bairros da Abolição, Água Santa, Cachambi, Encantado, Engenho de Dentro, Jacaré, Lins de Vasconcelos, Méier, Piedade, Pilares, Riachuelo, Rocha, Sampaio, São Francisco Xavier e Todos os Santos. É o quinto bairro de maior densidade populacional do grupo.

O bairro é servido por uma estação de trens metropolitanos da Supervia.

Nele se localiza uma unidade do tradicional estabelecimento de ensino carioca: o Colégio Pedro II, existe também um Grupo Escoteiro (81º Caetés) que completou 50 anos em Janeiro de 2008, o bairro possui ainda dois clubes esportivos, o Clube Lins e o Vitória Tênis Clube e também tem o Centro Universitário Celso Lisboa, além da Faculdade CCAA.

É cortado pelo rio Jacaré que encontra-se atualmente bastante degradado pela urbanização e consequente poluição.

Trata-se de um bairro estagnado economicamente pois sofre da falta de investimentos na área. A paisagem degradada e a violência se deve às muitas favelas presentes na região. As residências, em geral, são velhas e decadentes. Ruas mal-conservadas e segurança precária. Ausência de infra-estrutura cultural, lúdica, etc, fazendo com que seus moradores tenham que se deslocar para o Méier ou para a região da Tijuca (bairros próximos com melhor infra-estrutura).

A Associação de Moradores do Engenho Novo é um das mais atuantes da cidade e o seu presidente é o Dr. Célio Andrade.

A ocupação da região conhecida hoje como Grande Méier começou quando Estácio de Sá fez doação da Sesmaria de Iguaçu aos padres jesuítas. As terras englobavam os atuais bairros do Grande Méier e de outros como Catumbi, Tijuca, Benfica e São Cristóvão. Nelas, os jesuítas instalaram três engenhos de açúcar: o Engenho Velho, o Engenho Novo e o de São Cristóvão.

A construção, em 1720, de uma capela dedicada a São Miguel e Nossa Senhora da Conceição, no Engenho Novo, impulsionou o crescimento da área.

Em 1759, quando os jesuítas foram expulsos do Brasil, as suas terras passaram às mãos de Manuel Gomes, Manuel da Silva e Manuel Teixeira. Com o objetivo de explorar a madeira e cultivo de hortaliças, as matas existentes foram devastadas, formando grandes espaços vazios que permitiriam a ocupação do solo.

Escravos libertos construíram precárias moradias no Morro dos Pretos Forros, região atualmente percorrida pela auto-estrada Grajaú-Jacarepaguá, ampliando a ocupação da região. Mais tarde, a colonização foi acelerada com a descoberta de ouro na região.

A Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Engenho Novo foi criada em 1783, impulsionando o desenvolvimento da região. Até ao Segundo Império multiplicaram-se as chácaras e sítios. O comércio foi se desenvolvendo no entorno dos antigos engenhos.

A estação do Engenho Novo, aberta em 1858 pela então Estrada de Ferro Dom Pedro II, que em 1889 passou a se chamar Estrada de Ferro Central do Brasil, foi decisiva para a ocupação do bairro. A partir daí, as terras foram loteadas e as ruas (abertas em terrenos quase todos pantanosos) foram sendo saneadas.

Em 1903, acelerou-se o desenvolvimento da Região, destacando-se o lado da estação do Méier onde formou-se um sólido comércio. Surgiram importantes casas de negócios e magazines que atraíram pessoas de toda a Cidade.



Estácio é um bairro da zona norte da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

Bairro inicialmente proletário, onde se ergue uma Vila Operária (Av. Salvador de Sá) e as antigas instalações da cervejaria Brahma, abrigou até o final do século XX a chamada zona do meretrício. Datam desse período as instalações hospitalares para atendimento materno-infantil São Francisco de Assis junto à Estação Praça Onze do metrô.

Abriga o 1o. Batalhão, e Museu histórico, da Polícia Militar bem como o Hospital da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Até 13 de março de 2010, abrigou o Complexo Penitenciário Frei Caneca.

Com o progresso trazido pela linha do Metrô no último quartel do século XX, este bairro foi integrado ao calendário de eventos da cidade, com a construção do Sambódromo (antiga Rua Marquês de Sapucaí) e parte expressiva de seus antigos cortiços demolida para dar lugar à moderna Cidade Nova, com o Centro Administrativo São Sebastião (sede da Prefeitura do Município do Rio de Janeiro) e onde se encontra em implantação o Teleporto do Rio de Janeiro, servido pela estação Estácio do metrô.

Bairro tradicional, tem importância cultural por estar associado às origens do samba. Foi cantado nos versos de Noel Rosa e de outros compositores de primeira grandeza da música popular brasileira. É conhecido como o Berço do Samba, por ter visto nascer a Primeira Escola de Samba, em 1928, a Deixa Falar, fundada por Ismael Silva. Abriga a Escola de Samba Estácio de Sá, que já foi campeã do carnaval carioca.

A tradicional Igreja do Divino Espírito Santo remonta ao século XVIII. Abriga ainda a sede da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro.

O seu nome é uma homenagem ao fundador da cidade, Estácio de Sá.



O Flamengo é um bairro da zona sul da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Tem, como principal referência, a Praia do Flamengo. Seus limites são os bairros de Botafogo, Laranjeiras, Glória e Catete. É, eminentemente, residencial de classe média. O comércio e os serviços têm se mostrado fortes, principalmente depois da chegada do metrô em 1979 à região.

História

O bairro sofreu com a deterioração decorrente das transformações ocorridas no Rio de Janeiro na segunda metade do século XX. O Flamengo, que era vizinho do Palácio do Catete, no tempo do Getúlio, foi sofrendo com a decadência urbana. Como em todo o Rio, o medo da violência demandou o acréscimo de grades e muros entre as calçadas e as edificações.

Não obstante, tem-se verificado uma revitalização em determinadas áreas. O poder público fez três intervenções do Rio-Cidade: Praia do Flamengo, a mais bem sucedida; Rua Marquês de Abrantes e Rua do Catete e o programa Bairrinho que foi executado no Morro Azul – melhoria dos equipamentos públicos da favela e reconhecimento de algumas ruas. Além disto, os arredores da Praça José de Alencar têm atraído muitos investimentos privados que mostram o surgimento de uma vida noturna mais agitada. Os estabelecimentos antigos consagrados, como o Café Lamas e a Churrascaria Majórica, unem-se aos novos que começam a ganhar visibilidade, como os restaurantes Devassa e Manoel & Joaquim.

O alto gabarito dos prédios da região a partir da década de 1940. Também existem alguns resquícios de construções ainda mais antigas. São equipamentos urbanos ou simplesmente casas sobreviventes da especulação imobiliária. Alguns exemplos: o edifício da Instituto dos Arquitetos do Brasil (gerava energia elétrica para funcionamento dos bondes), o Castelinho do Flamengo, do arquiteto Gino Copede (edifício eclético de tendências italianas), o sobrado que abriga o centro cultural Arte Sesc, a Casa Julieta de Serpa, a Igreja da Santíssima Trindade, o Palácio do Catete, o Edifício Biarritz, o Edifício Flamengo etc..

A partir do final do século XIX, o bairro foi alvo de grandes empreendimentos imobiliários, em função de sua localização privilegiada junto ao aterro do Flamengo, que dá um toque único ao bairro, pela sua beleza natural. Apesar desses contratempos, a venda de imóveis no bairro sofre uma valorização natural de doze por cento ao ano. A diferença de preços dos apartamentos também é notável. Existem desde conjugados de 280 000 reais até apartamentos de luxo de 3500000 reais, dependendo da localização, destacando-se o maior cartão postal do Rio que é a vista do Pão de Açucar, junto a churascaria Rios (Porcão).



Freguesia é um bairro de classe média alta e classe média da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Fica localizado dentro da Ilha do Governador.

História

Sua origem deve-se à Ermida ou Capela de Nossa Senhora da Ajuda, erguida no fim do século XVII, por Jorge de Souza, “o Velho”, em terras de seu engenho, na porção nordeste da Ilha do Governador. Vem desse tempo, a pequena imagem da Santa colocada por seu fundador. Em 1710, foi criada a freguesia de Nossa Senhora da Ajuda e a ermida (capela) em ruínas foi reconstruída em 1743 pelo padre Nunes Garcia, cujas obras foram concluídas pelo padre Francisco Bernandes da Silveira em 1754, já na atual praça Calcutá. Destruída por um incêndio em 1816, foi recuperada em 1865, pelo arquiteto Antônio de Pádua e Castro. No século XIX, a agricultura se intensificou na região e em 1838 chegam as primeiras barcas a vapor que utilizavam uma ponte com atracadouro da Freguesia.

No início do século XX, surgem os primeiros arruamentos na Freguesia e de loteamento na parte final da praia da Guanabara. O bonde que ligava em 1922 a Ribeira ao Cocotá, estende-se em 1935, pela avenida Paranapuã, chegando à localidade do Bananal, no término da praia da Guanabara, onde fazia o retorno. No Bananal fica a “Pedra da Onça”, escultura em homenagem aos gatos Maracajás, que originalmente habitavam a Ilha. Do local tem-se esplêndida vista da Baía de Guanabara, com a Serra dos Órgãos e o Dedo de Deus ao fundo.

Na parte mais ao norte, ocupando mais da metade do bairro, cercada por morros e áreas verde, como o morro da Bela Vista (83 mts), situa-se a área militar da Marinha, conhecida como “Campo da Ilha do Governador”, abrigando a Base de Fuzileiros Navais, instalada em novembro de 1948, compreendendo atualmente 3 batalhões: Humaitá, Riachuelo e Paissandu. Nela estão a praia Grande, o saco do Pinhão, a ilha do Boqueirão, a praia da Moça e a praia Flamboyantes.

Como atrações do bairro, a igreja Nossa Senhora da Ajuda, tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a praça Calcutá (antiga Carmela Dutra), o Centro de Atendimento Psicossocial Ernesto Nazareth (foi um dos pontos responsáveis pela erradicação da febre amarela no Rio, no início do século XX) e a praia da Guanabara, extensa, com arborização densa em grandes trechos, bares, restaurantes, hotéis e quiosques ao longo da orla.

O acesso principal da Freguesia é a avenida Paranapuã, nome indígena que significa “seio do mar”, era a antiga estrada da Freguesia. O bairro é predominantemente residencial, com pequeno e ativo comércio, abrigando as comunidades do Professor Silva Campos (1950), Tremembé (1951), Morro das Araras (1958), Budapeste (1958), e a maior delas, a Bela Vista da Pichuna, subdividida em três comunidades, Bela Vista da Pichuna, Nova Pichuna e Magno Martins. Essa Comunidade surgiu em encostas, por volta de 1930, ganhando o nome original de “Bela Vista das Pichunas”, devido aos ratos ferozes que infestavam a área, consolidando-se a partir de 1951, com expansão na década de 1980/1990. Seu acesso se dá pela rua Magno Martins, antiga estrada das Pedrinhas.

O bairro foi sede do jornal O Suburbano, do colégio Paranapuã, onde existia o antigo Tabuão.

Em 1710, foi criada a primeira Paróquia da Ilha do Governador - a mais antiga do bairro, na Freguesia de Nossa Senhora da Ajuda. Em 1743 foi construída a Igreja-Matriz (Santuário). A igreja foi restaurada no final do século XIX, após o incêndio que a arruinou em 1871, sendo tombada em 1938 pelo IPHAN. Nos anos de 1950 foi construída.

O bairro possui pouco comércio; uma loja de tortas, salgados e doces na travessa Costa Carvalho no Bananal; uma drogaria na rua Comendador Bastos e outra na Av. Paranapuan; dois postos de combustível na Av. Paranapuan; 3 hotéis ao longo da orla e um mini mercado na rua Magno Martins.



A Freguesia (não confundir com o bairro homônimo localizado na Ilha do Governador) é um bairro nobre de classe média e de classe média alta, localizado na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

Possui uma área de 1 039,61 hectares e, em 2000, sua população estimada era de 54 010 habitantes. Faz limite com os bairros de Jacarepaguá, Pechincha, Tanque, Anil, Cidade de Deus e Água Santa (este pela Serra dos Pretos Forros, que separa os dois bairros e por onde passa o Túnel da Covanca, o maior da Avenida Governador Carlos Lacerda e um dos maiores da cidade).

Suas vias principais são a Avenida Geremário Dantas, Estrada dos Três Rios, Estrada de Jacarepaguá e Estrada do Gabinal.

Bairro desmembrado de Jacarepaguá, hoje em dia já é um bairro com comércio desenvolvido, representando o segundo polo econômico da região de Jacarepaguá (perdendo apenas para a Taquara).

Outrora um bairro pobre e pouco desenvolvido, hoje é um centro imobiliário e valorizado da região de Jacarepaguá (o terceiro mais valorizado da Zona Oeste, atrás apenas da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes) Lista entre os 10 bairros mais caros para se morar no Rio de Janeiro.



Galeão é um bairro de classe média localizado na Ilha do Governador, na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Destaca-se por abrigar o Aeroporto Tom Jobim e diversas instalações da aeronáutica.

História

A toponímia do bairro deve-se à chamada Ponta do Galeão, assim denominada por ali ter sido localizado o estaleiro que, no século XVII, construiu o Galeão Padre Eterno, na época o maior navio do mundo, pelo governador Salvador Correia de Sá e Benevides.



A Gamboa é um bairro da Região Central da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Localiza-se na Zona Portuária da cidade. É dotado de comércio, de indústrias e de residências de classe média baixa. A palavra "gamboa" significa tanto "marmelo" quanto um remanso no leito dos rios, dando a impressão de um lago. O segundo sentido do termo se assemelha ao aspecto físico do bairro, que se localiza numa zona de águas mais calmas da Baía de Guanabara.

História

Entre o final do século XVIII e boa parte do século XIX, a Gamboa foi um arrabalde aprazível e pitoresco, escolhido pela aristocracia e por endinheirados do Rio de Janeiro como local para suas chácaras e palacetes. Próximo ao mar, reclinado sobre uma suave colina, a Gamboa serviu de residência para, entre outros, o futuro Visconde de Mauá. Era o também bairro favorito dos grandes negocistas ingleses estabelecidos na capital do Império do Brasil. A proximidade com o Centro e com o porto era um fator de comodidade, portanto valorizado. A Gamboa também foi o local escolhido para receber o Cemitério dos Ingleses, uma das mais antigas necrópoles do Brasil.

A partir do final do século XIX, a Gamboa foi perdendo seu status, quando a aristocracia passou a ocupar os bairros do Catete, Glória, Flamengo, Botafogo e Laranjeiras, fugindo da proximidade com o porto.

Depois da campanha militar da Guerra de Canudos, em 1897, a Gamboa recebeu os contingentes de soldados que foram lutar na Bahia. Nas encostas do Morro da Providência, nasceu a primeira favela de que se tem notícia. O nome "favela" provinha de um morro da Bahia que, segundo seus novos moradores, era muito semelhante ao Morro da Providência.

Como bairro propriamente dito, a Gamboa nasceu oficialmente por meio de um Decreto Municipal de Criação do então prefeito Marcos Tamoyo, no ano de 1981, tendo sido oriundo do bairro da Saúde, com o intuito de aumentar o desenvolvimento sócio-econômico da Zona Portuária, o que só começou a ocorrer a partir do início do século XXI.

No princípio do século XX, as obras de aterramento e de saneamento do Porto do Rio de Janeiro afastaram a Gamboa do mar. No bairro, foi construído o primeiro túnel urbano do Rio de Janeiro, obra que foi marco na engenharia e na arquitetura da cidade: o Túnel João Ricardo. Da mesma forma, o bairro é cortado pelo Elevado da Perimetral, via expressa que liga a Avenida Brasil, na Zona Norte, ao Centro do Rio de Janeiro.

Com o tempo, o crescimento desordenado foi mergulhando toda a região (que engloba também o bairro da Saúde e do Santo Cristo) em um longo processo de decadência que durou até o início do século XXI, quando, impulsionada pela iniciativa privada, a prefeitura voltou a investir na região portuária, que ganhou a Cidade do Samba, uma Vila Olímpica, o bem-sucedido Condomínio da Gamboa, na Rua Conselheiro Zacarias e que ganhará, em breve, o Aquário Municipal, já licitado, a ser construído num dos Armazéns Gerais ainda abandonados.

A reinvenção da Gamboa deve-se principalmente aos empresários que vêm apostando no local, restaurando seus sobrados históricos, e lá instalando suas empresas. Além disso, a Gamboa vem recebendo a alcunha de "Nova Lapa", com referência ao enorme número de casas de espetáculo e boates que vêm se instalando no bairro, o qual, com a pacificação do Morro da Providência e o aumento dos investimentos governamentais, cresce e evolui a olhos vistos. A Rua Sacadura Cabral, desde o Hospital dos Servidores até a Praça da Harmonia, outrora semimorta, sedia hoje um enorme supermercado e cinco bares, além de uma quantidade grande de empresas prestadoras de serviços que se vieram a juntar ao Moinho Fluminense, maior empresa do bairro e que lá está sediada desde 1887.



Gardênia Azul é um bairro da cidade do Rio de Janeiro.

História

O bairro está localizado nas terras do antigo Engenho D’Água de Jacarepaguá, fundado pelo filho do Barão da Taquara, o médico e vereador Francisco Pinto da Fonseca.

No início da década de 1950, José Padilha Coimbra era grande proprietário de terras na região do Anil entre as estradas do Engenho D’Água e do Capão (atual Avenida Tenente-Coronel Muniz de Aragão).

O domicílio do Padilha era onde hoje é o Condomínio Aldeia. A residência era cinematográfica cercada de jardim em que predominavam gardênias e vitórias-régias. Por isso, a mansão serviu de cenário para muitos filmes.

Em 1953, Padilha loteou as suas terras, dando nomes das plantas ornamentais que gostava aos loteamentos: Vitória-Régia (junto à Estrada Engenho D’Água) e Gardênia Azul (no final da Estrada do Capão). Na década de 1960, foi implantado o loteamento, com acesso pelas estradas do Capão (atual Av. Tenente Coronel Muniz de Aragão) e do Engenho D’Água. O atual núcleo do bairro foi criado na gestão do governador Negrão de Lima, voltado para a estrada do Capão.



A Gávea é um bairro nobre da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, localizado entre a encosta do Morro Dois Irmãos e a Lagoa Rodrigo de Freitas. Seus moradores são majoritariamente da classe média alta ou alta. Possui o maior índice de desenvolvimento humano do estado do Rio de Janeiro.

História

O nome do bairro é uma referência à Pedra da Gávea, que se localiza relativamente próxima ao bairro (mais precisamente, em São Conrado).

O bairro proveio do loteamento de propriedades rurais localizadas no Jardim da Gávea, assim como seus vizinhos Lagoa e Jardim Botânico. Nos anos 1920 e 1930, o bairro era conhecido por sediar corridas de carros. Manoel de Tefé, piloto internacional, convenceu o então presidente da república Getúlio Vargas a autorizar as corridas. Dessa forma, circuitos de rua foram realizados anualmente no bairro por vinte anos. Um dos resquícios do Circuito Niemeyer - Gávea é a Gruta da Imprensa, espaço reservado a jornalistas.

Depois da inauguração do Túnel Dois Irmãos e da Autoestrada Lagoa-Barra durante o Regime militar no Brasil (1964–1985), o bairro tornou-se via de acesso a outras localidades cariocas e alvo do mercado imobiliário, verticalizando-se em meio a protestos de moradores.



Gericinó é um bairro de classe baixa da cidade do Rio de Janeiro.Faz parte, atualmente de Nilópolis e Bangú, envolvendo ainda outros distritos como a comunidade da Chatuba, Mariopóles, Cabral entre outros.

História

É reconhecidamente de classe baixa e criado por decreto do prefeito do Rio de Janeiro César Maia em 22 de novembro de 2004.

Originalmente fazia parte do bairro de Bangu, na região onde está localizado o Complexo Presidiário de Bangu e a Serra de Gericinó, além do Lixão de Bangu.

O Gericinó é conhecido como Mata do Governo. Atualmente, foi reconhecida legalmente como parte de Nilópolis, agradando principalmente os habitantes do município, que costumam frequentar o gericinó, fazendo caminhadas, turismo e até mesmo eventos organizados pela prefeitura como o Campeonato de Motocross.



A Glória é um bairro da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. É um bairro de classe média. Localiza-se entre os bairros da Lapa, de Santa Teresa, do Catete e do Flamengo. É, junto com o bairro de Santa Teresa, o bairro da Zona Sul carioca mais próximo ao Centro da cidade.

História

Segundo o escritor francês Jean de Léry, que fez parte da expedição francesa que tentou implantar a França Antártica na Baía de Guanabara, existia uma aldeia tupinambá no sopé do atual Outeiro da Glória, em uma das foz do Rio Carioca. Tal aldeia se chamava Kariók ou Karióg ("casa de carijó") e teria dado origem ao atual gentílico da cidade do Rio de Janeiro, "carioca". Na região, ocorreram violentos combates entre portugueses e franceses durante a invasão francesa ao Rio de Janeiro no século XVI, pois os franceses e os tupinambás construíram uma forte paliçada na região. Em uma dessas batalhas, foi mortalmente ferido o líder português Estácio de Sá.

O bairro deve seu nome à Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, construída no século XVIII. Em torno da igreja, consolidou-se o povoamento do bairro. Nela, foi batizado o escritor Lima Barreto. A igreja teve papel de destaque na corte de dom João VI. O imperador brasileiro dom Pedro II batizou-se nela.

Até os anos 1930, era considerado o "Saint-Germain-des-Prés carioca", pois, desde fins de 1880, abrigava hotéis que serviam de residência a deputados e senadores em exercício no Rio de janeiro, então capital federal. Boa parte de seus modelos arquitetônicos e urbanismo inspiraram-se em Paris: basta considerar a Praça Paris, um verdadeiro jardim francês.

Entre os anos 30 e 60 do século XX, os casarões em estilo eclético e boa parte das vilas operárias deram lugar a prédios, que acabaram dando ao bairro o aspecto que tem hoje.



Grajaú é um bairro de classe média e media-alta da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

História

Tradicional bairro extremamente arborizado, fica localizado na chamada Grande Tijuca, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Seus vizinhos são Tijuca, Vila Isabel, Andaraí, Alto da Boa Vista e Engenho Novo, além de fazer limite através da Serra da Carioca com o bairro de Jacarepaguá.

Inicialmente, o Grajaú pertencia a uma grande sesmaria doada aos padres jesuítas no século XVI e que foi destinada para o cultivo de cana-de-açúcar, sendo toda a região conhecida pelo nome de Andaraí Grande.

No final do século XIX, o termo Andaraí Grande veio a ser abolido, dando origem aos bairros de Vila Isabel (1873), Aldeia Campista e Grajaú (1912) em que a primeira rua aberta no bairro foi a Estrada do Andarahy, em 1875, hoje Rua Barão de Mesquita.

Ao contrário da maioria dos bairros do Rio de Janeiro, o Grajaú foi planejado e surgiu nas primeiras décadas do século XX, edificado sobre um vale, conhecido como Vale dos Elefantes, ao sopé do Maciço da Tijuca, próximo à Pedra do Andaraí.

Nessa época foram promovidos grandes loteamentos no Rio de Janeiro, ainda capital da República. Assim, terras de fazendas de café existentes no bairro foram incorporadas à malha urbana da cidade.

O primeiro loteamento teria sido construído pela Companhia Brasileira de Imóveis e Construções e abrangeu as terras situadas entre a Serra do Engenho Novo e um caminho posteriormente denominado Rua Borda do Mato. A topografia era favorável. Outro loteamento, denominado Vila América, incluiu os terrenos próximos à atual rua Botucatu.

Em 1918, o construtor italiano Francisco Tricarico, que havia se instalado no bairro, sendo fiel a uma promessa que fizera na Itália, quando estudante, construiu a capela de Nossa Senhora da Imaculada Conceição no quintal da casa, a qual tornou-se o centro da vida comunitária nos anos 20.

No entanto, foi somente na década de 20 que se desenvolveu o atual desenho do Grajaú, sendo que a expansão urbana no bairro implicou na canalização de córregos e cursos d'água afluentes do rio Maracanã que atravessam o subterrâneo de algumas de suas ruas, as quais, na sua maioria, receberam nomes indígenas.

Em 1925, foi fundada a primeira sede do Grajaú Tênis Clube e, devido ao seu nome, o bairro veio a se tornar conhecido na cidade.

Com a construção da igreja matriz de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em 1931, a capela de Nossa Senhora da Imaculada Conceição passou a funcionar apenas em caráter particular, sendo aberta ao público apenas no dia 8 de dezembro, quando se homenageia Nossa Senhora da Conceição.

Tendo se desenvolvido, o bairro começou a ser atendido por uma linha de bondes elétricos que mais tarde, na segunda metade do século XX, veio a ser extinta, mantendo-se apenas ônibus.

Na segunda metade do século XX, o Grajaú sofre os impactos do inchamento das cidades e da especulação imobiliária que afetou o Rio de Janeiro no decorrer das décadas. Foi nesta época que o Poder Público permitiu que fossem construídos novos empreendimentos da construção civil através de condomínios edilícios que modificaram a paisagem do bairro, afetando também a sua estrutura datada do começo do século, principalmente quanto aos serviços de esgotamento sanitário prestados pela CEDAE, cuja tubulação não foi projetada para suportar uma intensa utilização. Boa parte dos esgotos residenciais e comerciais do bairro vai para seus rios e galerias de águas pluviais.

As ruas do bairro, inicialmente pavimentadas por paralelepípedos também foram asfaltadas no final da década de 60.

Como consequência do crescimento populacional desordenado da cidade do Rio de Janeiro, alguns morros que cercam os bairros de Grajaú, Vila Isabel e Andaraí foram indevidamente ocupados e de maneira irregular, causando a favelização de tais áreas bem como danos ao meio ambiente e risco aos próprios moradores visto que são lugares sujeitos ao deslizamento de terra na época chuvosa. E, bem próxima do Parque Estadual do Grajaú, formou-se a comunidade da Divineia, habitada essencialmente por pessoas carentes.

Assim, pode-se dizer que no Grajaú, tal como em inúmeros bairros cariocas, evidencia-se um contraste social entre os pobres moradores dos morros e a classe média que habita as ruas. Todavia, o bairro não perdeu o seu charme a vida pacata de um dos últimos recantos da cidade do Rio de Janeiro.

Após a extinção do Estado da Guanabara, em 1974, com a consequente transformação do Rio de Janeiro em município, a cidade veio a ser dividida em várias regiões administrativas geridas por suas respectivas sub-prefeituras, de modo que, na atualidade, o Grajaú é gerido pela administração municipal de Vila Isabel.

Durante o governo de César Maia, a praça Edmundo Rego foi reformada, o que juntamente com as obras no Largo do Verdum, entre outras melhorias, veio a contribuir para valorizar o bairro. já em 2009, com a nova administração do Governo Eduardo Paes, foi escolhido para administrar a Região ojovem Rafael Freitas, que tinha como objetivo fazer a manutenção do bairro, indicando e resolvendo problemas, onde conseguiu a melhoria no transito com a construção de rotatórias para a diminuição de velocidade de veículos em cruzamentos, a implantação do sistema de estacionamento provisório nos canteiros das ruas Engenheiro Richard e Julio Furtado, assim como poda de árvores em todas as ruas do Grajaú e a manutenção de iluminação e vias do bairro.

O bairro possui ruas arborizadas e tranquilas, constituídas de nobres residências, sendo algumas casas edificadas no início do século XX e que preservam parte de suas características originais, embora dividindo a paisagem com alguns edifícios de décadas mais recentes.

Embora seja essencialmente residencial, o Grajaú dispõe de alguns estabelecimentos comerciais para atendimento do mercado local, tendo boas escolas, entre as quais destaca-se uma tradicional instituição de ensino de orientação católica, o Colégio da Companhia de Maria.

A principal via do Grajaú é a Avenida Engenheiro Richard, cujo nome é uma homenagem ao fundador do bairro, Antônio Eugênio Richard Júnior, banqueiro, industrial e um dos homens mais influentes das primeiras décadas do século XX. Tal avenida é dividida ao meio por um canteiro com árvores de tamarindo, sendo que na mesma encontra-se a atual sede do Grajaú Tênis Clube.

O bairro é tangenciado por vias importantes como a rua Barão de Mesquita, a av. Menezes Côrtes (conhecida também como auto-estrada Grajaú-Jacarepaguá) e a rua Barão do Bom Retiro, ligando o Grajaú à região do Méier.

O centro do Grajaú fica na praça Edmundo Rego, onde está situada a Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, com características bizantinas, existindo ali também um pequeno comércio local.

Dentro do bairro localiza-se a Reserva Florestal do Grajaú, criada em 1978 como uma reserva ambiental e que, no final de 2002, foi enquadrado na categoria de parque pelo breve governo de Benedita da Silva, a fim de que a unidade de conservação fosse melhor adequada ao SNUC, em cumprimento à legislação federal.

A Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro também faz parte dos atrativos da localidade.

O nome Grajaú foi dado em homenagem a cidade de Grajaú, terra natal do engenheiro Richard, que projetou e construiu o bairro, nascido no interior do Maranhão. Entretanto, o nome Grajaú originou-se de guajajaras, tribo que ocupava a margem do rio Grajaú que banha a referida cidade maranhense.

Assim, o termo Grajaú é formado das duas primeiras sílabas da palavra guajajaras (guaja), acrescido da vogal u, o que na linguagem dos índios queria dizer muito. Com o passar dos anos, as pessoas da cidade maranhense de Grajaú começaram a utilizar o nome como é hoje conhecido, pronunciando o gra ao invés do gua. Portanto, Grajaú significa uma quantidade expressiva de guajas, os componentes da tribo que povoava o território da cidade maranhense onde nasceu Antônio Eugênio Richard.

Importante destacar que vários logradouros do bairro têm nome de cidades e rios maranhenses, como é o caso das ruas Gurupi, Mearim e Itabaiana, enquanto outras vias homenageiam lugares de Minas Gerais a exemplo das ruas Uberaba, Araxá e Juiz de Fora, visto que houve engenheiros mineiros que trabalharam na expansão do Grajaú e, provavelmente, desejaram homenagear os seus locais de origem. Por sua vez, encontram-se ruas prestigiando o nome de pessoas.



Grumari é um bairro de classe média da Barra da Tijuca, na zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. É famoso pelas praias selvagens, tanto a principal, Praia de Grumari, como também as praias do Perigoso, do Meio, Funda, e do Inferno, todas essas acessíveis por trilha ou pelo mar.

História

Conhecido principalmente pela beleza de sua orla. É o bairro menos populoso da cidade, pois grande parte de sua área é ocupada pela orla e por uma área de proteção ambiental.



Guadalupe é um bairro de classe média e média baixa da zona Norte da cidade brasileira do Rio de Janeiro.

História

Faz limite com Barros Filho, Honório Gurgel, Marechal Hermes, Deodoro, Ricardo de Albuquerque, Costa Barros e Anchieta. Seu nome é uma homenagem à "Nossa Senhora de Guadalupe", cuja Matriz, no Rio de Janeiro, localiza-se nesse bairro. Foi criado como um dos projetos da antiga Fundação da Casa Popular e inaugurado pelo presidente Getúlio Dornelles Vargas. Destacam-se também os Iglus de Guadalupe, um conjunto de casas em formato de semiesfera, que lembram iglus, edificado no final dos anos 1940 na Rua Calama.

Conta com farto comércio, bancos, shoppings center, uma creche municipal, cursos, laboratórios, cinema, clubes, academias, fábricas, a Lona Cultural Terra, restaurantes, hipermercado, drogarias, clínicas, faculdade, o Posto de Saúde Augusto Amaral Peixoto e várias escolas municipais e particulares.

Guadalupe é cortado pela Avenida Brasil, que liga o Centro à Zona Oeste. Devido a isso, é servido de inúmeras linhas de ônibus que transitam diariamente de um extremo ao outro da cidade. Outras vias importantes que cruzam e dão acesso ao bairro são: Rua Marcos de Macedo, Estrada do Camboatá, Rua Francisco Portela e Rua Luís Coutinho Cavalcanti.

Encontram-se em Guadalupe: a fábrica da Pimaco, fábrica da Perdigão, depósito da Casa & Video, unidade do Atacadão Auto Serviço, Prezunic Center (que conta com Casa & Vídeo, Cacau Show, C&A, Casas Bahia, Mc Donald's, O Boticário, além, é claro, do supermercado Prezunic), unidade do curso de línguas Fisk, unidade do laboratório de análises clínicas Labormed, Guadalupe Shopping (com Bob's, Bradesco, e o cinema Ponto Cine), Colégio Pio XII, Colégio Marechal Lott, Casa de Shows Love Lounge, Loja Do Gordo etc.

Em dezembro de 2009, a incorporadora Saphyr anunciou o projeto de construção de um grande shopping center no terreno da antiga fábrica de medicamentos Melhoral. A inauguração do empreendimento está prevista para novembro de 2011. Em maio de 2010, foi divulgado que este novo shopping se chamará Jardim Guadalupe.

Neste bairro localiza-se a sede da Subprefeitura da Zona Norte. Ela abrange a XV AR (Madureira), XXII AR (Anchieta), XXV AR (Pavuna) e a XXXI AR (Vigário Geral).



Guaratiba é um bairro da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

Encravada ao pé da Grota Funda, estendendo-se até a Baía de Sepetiba, abrangendo os seus canais de acesso, bem como a barra para o oceano, Guaratiba é o bairro que apresenta uma das menores densidades demográficas da cidade do Rio de Janeiro. Sua situação demográfica assemelha-se, hoje, à do Recreio dos Bandeirantes no início da década de 1980 ou à da Barra da Tijuca na década de 1970. Devido à sua grande extensão territorial, é dividido em sub-regiões ou sub-bairros, todas elas ainda dispondo de grandes áreas desocupadas e com previsões para loteamentos futuros, que apresentam, em sua maioria, uma vegetação rasteira, apicum e grandes manguezais. Em suas encostas, encontra-se mata atlântica e também muitos bananais.



Higienópolis é um bairro de classe média localizado na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

História

É constantemente confundido com o bairro vizinho Bonsucesso. Faz parte da chamada zona da Leopoldina.

Os limites são claramente demarcados: Avenida Dom Hélder Câmara (antiga avenida Suburbana), rua José Rubino, Avenida Dos Democráticos e a Estrada do Timbó. O bairro ainda é cortado pela Linha Amarela.

Datam dos tempos do Império as seguintes ruas nas imediações do Bairro: avenida Dom Hélder Câmara (antiga avenida Suburbana), que tinha o nome de Estrada Real de Santa Cruz nesta época, pois era o trajeto obrigatório da côrte em direção a Petrópolis.

A estrada Adhemar Bebiano (antiga estrada Velha da Pavuna) fazia parte da Estrada Real de Santa Cruz e cruzava um engenho pertencente à Rainha (origem do Bairro “Engenho da Rainha” e também parte do bairro de Inhaúma e Tomáz Coelho) em direção a Raiz da Serra. Este trecho de estrada, que era a única via de acesso à região serrana, após a criação do Bairro da Pavuna, passou a chamar-se “Estrada da Pavuna”. E, depois da inauguração da Avenida Altomóvel Club (nome dado também em homenagem a Associação Automóvel Club do Brasil, que a tornou principal via de acesso às serras), ficou sendo chamada de Estrada Velha da Pavuna, nome que conservou até pouco anos atrás.

A Avenida Itaóca, respondia por “Caminho da Itaóca” e a Estrada do Timbó, eram o “Caminho do Timbó”, eram elas à época, apenas caminhos para circulação interna das fazendas e elo de ligação entre as mesmas.

Também é antiga a rua Bispo Lacerda (em homenagem a D. Pedro Maria de Lacerda, Bispo do Rio de Janeiro). Inicialmente chamada de “Rua do Bispo”.

A Avenida dos Democráticos, que ganhou este nome por homenagem a uma das grandes sociedades carnavalescas, o Clube dos Democráticos, chamava-se Estrada da Penha em toda sua extensão (que compreendia a av. Democráticos, a r. Uranos, r. Cardoso de Morais e r. Leopoldina Rêgo, até a estação da Penha).

Também é registrado a existência, desde a época Imperial, do Caminho do Itararé que passava pela fazendo do Comendador Alfredo Mayrink Veiga.

As terras que deram origem a Higienópolis pertenciam ao português Francisco Botelho.

A “Fazenda Botelho” foi vendida aos Darke de Mattos, proprietário do Café Globo, da Indústria de chocolate Bhering e da “Imobiliária Higyenópolis”, que a transformaram no loteamento chamado “Cidade Jardim Higyenópolis”. A escolha deste nome para o loteamento: Higyenópolis (cidade da hygiene) está intimamente relacionado, portanto, ao nome da Imobiliária que Realizou o loteamento.

Os lotes foram vendidos inicialmente a imigrantes portugueses, italianos e gregos. As pessoas mais abastadas adquiriram terrenos na parte baixa e os mais pobres na parte alta, onde os lotes eram mais baratos. Contribuíram também para o povoamento da bairro os operários da Fábrica de Tecidos Nova América, cujo proprietário os ajudava a comprar os terrenos a fim de que pudessem residir mais próximos do trabalho, além de engenheiros e técnicos da LIGHT, que participavam do projeto de expansão das redes de energia elétrica na área, e funcionários do órgão público que se tornaria CEG e depois, CEDAE, os quais receberam autorização para construírem casas nas áreas do bairro destinadas à passagem da adutora de Ribeirão das Lages.

Esta ocupação era fundamentada no fato de que, residindo nos terrenos onde passavam as tubulações, esses funcionários manteriam controle sobre o funcionamento das mesmas detectando possíveis vazamentos ou qualquer outra situação que pudesse pôr em risco a segurança da população do bairro.

No morro do Frota, de propriedade do médico Guilherme Frota, foi fundado em 1936 pelo Dr. Levi Miranda, o Abrigo do Cristo Redentor para a velhice desamparada.

O primeiro lote de empreendimento que deu origem ao nome do bairro teve seu contrato de compra e venda lançado no dia 21/11/1936, é portanto, a data de sua criação e aniversário, 21/11/1936. Em 2010 completará então seu 74º aniversário.

Os acessos ao bairro são feitos principalmente por ônibus e metrô. Várias linhas passam pelo bairro, dentre as quais: 624 (Mariópolis - Praça da Bandeira), 371 (Antiga 284) (Praça Seca - Praça Tiradentes) e 261 (Marechal Hermes - Praça XV), e também 296, 313, 312, 311, 673, 625, 622, 621, 680, 630, 298, 629 e 711. Todas essas linhas traçam seus itinerários em torno do bairro.

O acesso ao metrô se deve ao fato do bairro ficar bem próximo à estação Maria da Graça. O horário de atendimento do metrô se estende até à 00:00 Hr. Pouquíssimas linhas de ônibus funcionam durante a madrugada, de todas as que servem o bairro, somente as linhas 261 e 298, sendo que aos sábados, abstém-se a linha 261 devido aos eventos das comunidades próximas.

Em paralelo, o bairro conta com pontos fixos de táxi, um próximo ao metrô Maria da Graça e outro dentro do Shopping Nova América.

No acesso do metrô de Del Castilho, existe uma linha de ônibus Integração com Metrô Del Castilho - Alvorada (Barra da Tijuca), que percorre quase toda a extensão da Linha Amarela, que cruza o bairro.

Antigos moradores do bairro relembram constantemente o antigo Cinema na Rua Darke de Mattos e até mesmo uma possível boate e bailes na década de 60 e 70. Já os atuais moradores constantemente reclamam da falta de serviços, áreas de lazer, número grande de moradores de rua, assaltos e falta de movimento no bairro.



Honório Gurgel é um bairro de classes média e baixa da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. É vizinho aos bairros de Rocha Miranda, Marechal Hermes, Bento Ribeiro, Coelho Neto e Barros Filho, sendo cortado também pela malha ferroviária.

História

A estação ferroviária de Honório Gurgel foi inaugurada em 1905, com o nome de Munguengue. O nome atual, existente desde pelo menos os anos 1920, homenageia um antigo prefeito do município do Rio de Janeiro. Em 1958, a Armcostaco inaugurou, no bairro, uma fábrica de produtos de aço para saneamento, construção viária e mineração.



Humaitá é um bairro nobre da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, de classe média-alta e alta que faz limite com os bairros de Botafogo, Jardim Botânico e Lagoa.

História

Seu nome provém da batalha do Humaitá, travada na Guerra do Paraguai. No começo da colonização os índios chamavam a atual área do bairro de Itaóca, devido a uma gruta existente na atual rua Icatu.

Tempos depois a grande parte área pertencia a Clemente José Martins de Matos, Vigário-Geral do bispado. O proprietário constrói uma capela em 1657, e depois abre um acesso à capela que seria dedicada a São Clemente. Atualmente o caminho corresponde à Rua São Clemente.

No século XIX a região se destacava pela produção de peças de cerâmica e em 1825 Joaquim Marques Batista de Leão, adquiriu a fazenda da olaria, loteando-a mais tarde. Seus herdeiros doaram diversas propriedades à Câmara em 1853. As outras fazendas e chácaras da região foram loteadas também surgindo ruas e o bairro.

Já na década de 1960 houve a remoção da favela Macedo Sobrinho, sendo criado o Parque Natural Municipal da Saudade, além do alargamento da rua e do largo do Humaitá, estabelecendo uma melhor ligação com a Lagoa.



Inhaúma é um bairro de classes média e baixa da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

O vocábulo "Inhaúma" possui origem indígena e remonta ao período em que as terras do bairro eram ocupadas pelos tamoios. É derivado do nome de um pássaro preto muito comum na região, quando ainda era uma aldeia indígena, intitulado "inhaúma". Essa ave de cor preta tem um chifre pontiagudo sobre a cabeça e habita lugares pantanosos como mangues.

A região faz limite com os bairros de Pilares, Engenho de Dentro, Engenho da Rainha, Cachambi, Del Castilho, Olaria, Bonsucesso, Ramos e Higienópolis, além de parte do Complexo do Alemão.

O bairro destaca-se por sua grande importância histórica nas épocas do Brasil Colônia e Brasil Império. Atualmente, destaca-se negativamente pelo crescente número de favelas e pelo aumento da criminalidade.

Na época do descobrimento do Brasil pelos portugueses, seguindo a linha de contorno da Baía de Guanabara a partir de São Cristóvão, estendia-se uma grande planície recortada por rios e trilhas abertas por indígenas, que propiciaram o surgimento de pequenos ancoradouros em determinados pontos ao longo dos rios.

No litoral, encontravam-se enseadas e praias, localizadas frente ao arquipélago formado pelas ilhas do Pinheiro, Sapucaia, Bom Jesus, Fundão e a maior de todas, a Ilha do Governador.

Desde o início da colonização portuguesa do Rio de Janeiro, no século XVI, a história da região da Leopoldina está associada à necessidade de se buscarem novos caminhos para alcançar as capitanias ao norte e, depois, no século XVIII, para se chegar às Minas Gerais.

Esses novos caminhos tiveram um ponto de partida comum: a cancela dos Jesuítas, em São Cristóvão, conhecida como largo da Cancela. Esse ponto, estratégico para as atividades econômicas dos padres, marcava o encontro da Estrada Real dos Jesuítas com a que conduzia à Fazenda da Penha e às estradas Velha e Nova da Pavuna. Esta última ia até a antiga Venda dos Pilares. Outros caminhos foram se formando na medida em que surgiam novos núcleos populacionais, permitindo que os moradores chegassem ao centro da cidade por terra ou utilizando canoas e faluas para seguir o percurso dos rios até alcançar a Baía de Guanabara.

Ainda no século XVI, diz Vivaldo Coaracy em sua obra «O Rio de Janeiro no século 17», página 84, que, em 1565, Estácio de Sá havia concedido a Antônio da Costa uma sesmaria na então chamada «tapera de Inhaúma». As terras que, naquele mesmo ano, tinha o padre Gonçalo de Oliveira requerido e obtido para a Companhia de Jesus, estendiam-se, na sua vastidão, até aquela zona. Ciosos como se mostraram sempre os padres de suas propriedades, onde não toleravam intrusos, os moradores estenderam as lavouras e os engenhos para além dos limites da grande sesmaria. Há desde cedo referências a propriedades agrícolas na região de Irajá, donde mais tarde seria desmembrada a freguesia de Inhaúma. E são conhecidos os nomes de muitos habitantes que lá possuíam lavouras. Entre estes, figurava Baltasar de Abreu Cardoso, «homem dos principais da cidade», cujas terras lhe haviam sido concedidas por sesmaria de 1613, dentro da qual se erguia um alto e íngreme penhasco.»

Em 1643, o padre Custódio Coelho criou a Freguesia de São Tiago, devido à existência ali de atividades econômicas e de uma ocupação territorial que justificavam a medida.

Os jesuítas estabeleceram várias fazendas no percurso desses caminhos. Uma delas destacou-se como foco de atração para a ocupação da área: a Fazenda de São Tiago de Inhaúma, passada ao Vigário Geral Clemente Martins Mattos, principal incentivador do progresso na região. Abrangendo território extenso e fértil, lavrado por escravos e rendeiros livres, a fazenda estendia-se até as terras do Andaraí e do Engenho Novo.

Em 9 de março de 1743, a fazenda foi elevada à categoria de Paróquia de São Tiago de Inhaúma, tendo seu território desmembrado da Freguesia de Irajá e adquirindo autonomia como freguesia rural do Rio de Janeiro. Dois anos depois, por ordem do Bispo do Rio de Janeiro, erigiu-se ali uma capela, dando início à futura Igreja Matriz da região. Em meados do século XVIII, o território já abrigava pequenos porém produtivos núcleos rurais, espalhados por diversas localidades e ligados por portos fluviais e marítimos.

A região tornava-se cada vez mais importante para o abastecimento da cidade, com atividades econômicas que envolviam desde a lavoura de cana-de-açúcar e cultivo de arroz, milho e feijão até a produção de legumes e frutas variadas. Possuía ainda manufaturas de couro e de produtos de barro para construção, abrigando um comércio regular em seus portos e lugarejos.

Em 1759, com a perseguição movida por Pombal culminando na lei de 3 de setembro, que expulsou os jesuítas de Portugal e seus domínios, a Fazenda de São Tiago foi confiscada e dividida em grandes lotes rurais, posteriormente vendidos. Na época da mineração do ouro de Minas Gerais, a região era ponto estratégico para o poder colonial, pois se encontrava no caminho do ouro desde as minas até o porto do Rio de Janeiro, onde era embarcado para Portugal.

No início do século XIX, as atividades comerciais intensificaram-se. A intensa atividade mercantil fez surgir, ao longo do tempo, uma série de pequenos núcleos suburbanos, seguindo as vias de escoamento dos produtos da região e de outros que vinham de fora, produzidos principalmente na Província de Minas Gerais.

A partir de 1808, com a vinda para o Rio de Janeiro da corte portuguesa, atravessando o oceano para fugir das Guerras Napoleônicas, o transporte a partir dos portos do interior da cidade, principalmente o de Inhaúma, passou a garantir o suprimento de inúmeros produtos requeridos pela nova capital do império.

Até cerca de 1870, a Freguesia de Inhaúma manteve seu caráter rural, mas já possuía núcleos suburbanos importantes. Dois deles se destacaram como estratégicos para o crescimento de toda a região: Inhaúma, por causa do florescente porto criado ainda no século XVI e Bonsucesso.

O Porto de Inhaúma localizava-se onde termina a atual Avenida Guilherme Maxwell, no cruzamento com a rua Praia de Inhaúma e servia para escoar os produtos explorados e cultivados na região, tendo sido de grande importância para o desenvolvimento dos subúrbios. Utilizado como comunicação com o Caju, São Cristóvão, as ilhas próximas ao litoral de Inhaúma e com o centro da cidade, formou-se em seu entorno um núcleo de população e de comércio.

Já Bonsucesso surgiu no entroncamento de duas estradas: a da Penha e a que chegava ao porto. A localidade passou a ter uma ocupação mais efetiva depois que, em 1754, D. Cecília Vieira de Bonsucesso, proprietária da Fazenda do Engenho da Pedra, reformou e embelezou a antiga capela, edificada em 1738 no Engenho da Pedra por um devoto de Santo Antônio. Como consequência, os canaviais dos arredores passaram a ser chamados de Campos de Bonsucesso, tendo o Engenho da Pedra, com o tempo, incorporado o nome Bonsucesso.

Com a melhoria dos acessos à região de Inhaúma por terra, a partir de meados do século XIX, o antigo porto de Inhaúma entrou em decadência, desaparecendo progressivamente em função dos inúmeros aterros que se sucederam na região.

Em 1886, foi inaugurada a Northern Railway - Estrada de Ferro Norte - mais tarde incorporada ao sistema da Ferrovia D. Pedro II (futura Central do Brasil), ganhando a denominação de Estrada de Ferro Leopoldina.

A construção da ferrovia foi considerada uma das grandes obras de engenharia da época, obrigando à solução de difíceis desafios técnicos, como o percurso traçado sobre terrenos pantanosos e alagadiços que contornavam a Baía de Guanabara. Representou também uma importante obra sob a ótica da iniciativa privada, ao atrair a participação dos proprietários das fazendas e sítios localizados em seu trajeto, interessados em doar terras para a passagem dos trilhos, visando à melhoria das condições de transporte de seus produtos e à valorização de suas propriedades.

Em troca, seus nomes foram dados aos pontos de parada do trem e, posteriormente, aos bairros que se formaram no entorno das futuras estações. Surgiram assim a Parada do Amorim, proprietário do sítio de Manguinhos; o bairro Bonsucesso, incorporando a antiga denominação legada por dona Cecília Vieira de Bonsucesso; a Parada de Ramos, por causa da fazenda de Fonseca Ramos.

Olaria recebeu o nome devido à sua manufatura de telhas e tijolos e Penha, porque a parada ficava na fazenda do mesmo nome. Esta última possuía a formação rochosa sobre a qual foi construída a famosa igreja.

Entre o final do século XIX e o início do século XX, Bonsucesso foi o primeiro núcleo a prosperar, principalmente em função do Porto de Inhaúma. Foi seguido por Olaria, Penha e Ramos, que se tornou um empório comercial e centro dos mais efervescentes na região.

Em 1892, a Fazenda de Manguinhos, de D. Alexandrina Rosa de Carvalho, foi desapropriada pelo governo, instalando-se ali o Instituto Oswaldo Cruz, primeira importante instituição no litoral de Inhaúma.

Em 30 de dezembro de 1902, durante a presidência de Rodrigues Alves (1903-1906), Pereira Passos assumiu a prefeitura do Rio, dando início à terceira reforma urbanística da cidade, projeto de grande envergadura realizado no período conhecido como "Bota-abaixo", quando a Cidade passou por grandes transformações. Esse fato gerou um crescimento desordenado em núcleos da Região Leopoldina, assim como em outros bairros nos subúrbios cariocas.

Durante a transformação urbana empreendida pelo prefeito Pereira Passos, a Leopoldina foi invadida pelos habitantes expulsos do Centro, em consequência da demolição de inúmeros cortiços. As camadas mais pobres da população, que ocupavam a área demolida, foram obrigadas a se retirar, iniciando uma busca por terrenos e moradias baratas e promovendo uma intensa ocupação, de forma tipicamente linear, ao longo das ferrovias.

Iniciou-se um intenso processo de loteamentos na Região, na qual os terrenos, vendidos em prestações mensais, facilitaram a vertiginosa ocupação das terras fracionadas. A Região Leopoldina foi pioneira no financiamento para aquisição de lotes de terrenos e, como consequência, entre 1890 e 1906 a Região teve o maior crescimento populacional, entre todas as outras do Município: 293%.

Em 1906, a população da Cidade alcançou 811.443 habitantes. Em 1914, por iniciativa do engenheiro Guilherme Maxwell, descendente de ingleses, último proprietário do antigo Engenho da Pedra, foi criada a Cidade dos Aliados, moderno loteamento constituído por praças e ruas projetadas segundo os preceitos urbanísticos que nortearam o projeto de embelezamento de Pereira Passos. O nome dos logradouros homenageava os países aliados na Primeira Guerra Mundial: Praça das Nações, avenidas Roma, Londres, Bruxelas e Nova Iorque. Esse projeto implementou efetivamente a urbanização da Região.

Já a enseada de Inhaúma manteve seu aspecto original até 1920, quando a orla sofreu, a partir do Caju, inúmeros aterros feitos em seus manguezais pela Empresa de Melhoramentos da Baixada Fluminense, do engenheiro Alencar Lima. Esses aterros seriam posteriormente utilizados para a construção da Avenida Brasil, e parcialmente ocupados pela Aeronáutica, pela Marinha, pelo Ministério da Saúde e pela Refinaria de Manguinhos.

A partir de 1930, com o território urbanisticamente consolidado, iniciou-se um surto industrial na Região, que ainda conservava características mistas de uso residencial e comercial. A população, basicamente proletária, concentrava-se nos núcleos mais importantes, ao longo da Estrada de Ferro Leopoldina. Mas só a partir do Decreto 6000/37, quando foi definida como zona industrial, a área começou a mudar de configuração.

O processo acelera-se durante a Segunda Guerra Mundial, com o esforço de guerra dos aliados diminuindo o fluxo de importações e estimulando a fabricação nacional de produtos anteriormente importados, o que promove uma multiplicação de pequenas e médias fábricas entre os bairros de Bonsucesso e Olaria.

O evento ganha importante dimensão também do ponto de vista urbanístico, ao promover a aceleração dos trabalhos de saneamento das bacias hidrográficas da Região, como a do Rio Faria-Timbó, entre a Avenida Itaoca e a Estrada Velha da Pavuna. Em 1942, as obras já estavam concluídas, possibilitando a implantação de indústrias pioneiras, como a Fábrica de Papel Tannuri e inúmeras outras que ali se instalaram, nos anos seguintes.

Se por um lado o governo da então capital do país estimulava a implantação de inúmeras indústrias, por outro não dotava a Região das obras civis necessárias à sua infraestrutura, possibilitando uma ocupação desordenada por pequenas indústrias, mas deixando de adequar os bairros para enfrentar os problemas de inundações e da falta de saneamento básico, contribuindo em muito para a degradação de grande áreas.

O processo de crescimento culmina com a inauguração da Avenida Brasil, em 1946, durante o Estado Novo. Criada com o objetivo de descongestionar os eixos da Rodovia Rio-Petrópolis e da Rio-São Paulo e diminuir os custos da circulação de mercadorias, a construção da nova via expressa tinha a pretensão de incorporar ao tecido urbano da Cidade terrenos para uso industrial, como galpões para manufaturas e oficinas, entre outros, deixando livres apenas os terrenos destinados às instalações militares.

Até então desenvolvida ao longo da Estrada de Ferro Leopoldina, a ocupação da Região desloca-se para os espaços localizados ao longo do eixo da nova avenida-rodovia. No entanto, a industrialização pretendida não ocorre. O transporte rodoviário só se viabiliza efetivamente a partir de meados da década de 1950, com a implantação da indústria automobilística, inserida no modelo de desenvolvimento baseado no binômio energia e transportes, do governo do presidente Juscelino Kubitschek.

A grande avenida, obra de engenharia de porte executada sobre aterros e oriunda de um modelo econômico-industrial que só se concretizaria mais tarde, acaba possibilitando a invasão das áreas não ocupadas pelas indústrias, desencadeando um processo de favelização ao longo do seu trajeto.
A favelização, todavia, não ocorre especificamente na Região Leopoldina, posto que um dos fatores considerados fundamentais para a instalação das indústrias era exatamente a proximidade de locais onde havia grande concentração de mão-de-obra barata. Invasões e ocupações irregulares já eram bastante comuns em outras áreas industriais da Cidade.

Independentemente dos fatores que contribuíram para impedir um crescimento ordenado e produtivo, a Região Leopoldina consolida-se através dos anos como importante centro de comércio varejista e de serviços. Seu desenvolvimento peculiar deve-se historicamente às vias fluviais, portos e caminhos levando às regiões ao norte da Cidade, além de dois vetores que diferenciam o crescimento da Região: a Estrada de Ferro Leopoldina e a Avenida Brasil.

A partir da década de 1960, com a mudança da capital para Brasília e a transformação da Cidade do Rio de Janeiro em Estado da Guanabara, o crescimento econômico da Região começa a diminuir. O fato de não terem ocorrido os resultados esperados ao longo da Avenida Brasil, a perda do status de Estado, com a transformação em Município, além de outros aspectos relacionados à conjuntura econômica nacional e ao próprio desenvolvimento econômico da Cidade, acabam contribuindo para levar a Região à estagnação.

Nos anos seguintes desenvolve-se um forte comércio varejista em vários setores - alimentação, vestuário, calçados, eletrodomésticos, entre outros - surgindo ainda atividades ligadas a serviços, com predominância de depósitos, transportadoras e oficinas. E embora o setor habitacional não tenha evoluído, o industrial ainda continua expressivo.

Integrada ao tecido urbano da Cidade através de três fases distintas, a Região está indelevelmente ligada a diferentes sistemas de transportes: o fluvial-marítimo, com seus portos integrados por caminhos que, do século XVI ao XIX, funcionaram de forma extremamente eficiente; o ferroviário, com a inauguração da ferrovia que, a partir de 1886, efetiva a ocupação da Região, delimita os bairros e lhe dá o próprio nome; e o rodoviário, com as suas vias internas e, principalmente, com a construção da Avenida Brasil, após 1946.

O progresso prometido pelo Metrô em fins da década de 70 e início da década de 80, mesmo com a integração do bairro com o centro da cidade, não trouxe mais benefícios de problemas a região, segundo moradores mais antigos do bairro. Ocorre que o local onde foi construída a estação, de superfície, era conhecido como o coração comercial do bairro. Com o Metrô, o que havia no local foi posto a baixo, inclusive uma praça pública, fato que concentrou o comércio do bairro em torno da Praça 24 de Outubro e levou ao abandono o "outro lado do bairro",onde se localiza o cemitério, fazendo com que ruas como Alvaro de Miranda entrassem em decadência nas décadas seguintes. Ainda hoje (2010) é possível ver em uma área da passarela que dá acesso a estação de Metrô, no lado da Rua Padre Januário, restos de azulejos que faziam parte de cozinhas e banheiros de imóveis que ali estiveram estabelecidos no passado.

Antes do Metrô, Inhaúma já havia tido sistema de transporte sobre trilhos. A estação Inhaúma da Estrada de Ferro Rio de Ouro foi construída em 1898 de demolida e após a desativação do ramal, em torno de 1968, foi demolida.

Permanece o esvaziamento econômico da Região, com retração e transferência de indústrias para outras áreas. Apesar disso, a Leopoldina ainda destaca-se por sua pluralidade de vocações - residencial, comercial e industrial - consolidadas através de uma evolução histórica que a diferencia das demais regiões. Em seus portos, trilhos e estradas abrindo fronteiras ao norte encontra-se, portanto, o resumo da sua história.

O bairro, outrora chamado de Real Freguesia de Inhaúma, já foi uma aldeia de índios Tamoios. Após o governador Estácio de Sá passar as terras para posse dos jesuítas, esta região ganhou o nome de Inhaúma, que, em tupi quer dizer argila de prato ou ainda corrente escura ou barrenta. Posteriormente, com a expulsão dos jesuítas pelo Marquês de Pombal, Inhaúma já havia se tornado um dos principais pontos do Rio de Janeiro, pois por ali transitavam os produtos agropecuários vindos do interior. Estes eram colocados em canoas e desciam os rios Pavuna e Meriti, para abastecimento da capital.

O início do século XIX foi marcado pelo incremento das atividades comerciais, nomeadamente a partir de 1808, com a vinda da Corte Portuguesa para o Brasil. Os portos da cidade passaram a receber maior volume de mercadorias, o que se refletiu também no movimento do porto de Inhaúma, então localizado onde hoje termina a Avenida Guilherme Maxwell, no cruzamento com a rua Praia de Inhaúma.

O tempo foi passando e essas atividades foram se concentrando em Engenho da Pedra, Engenho da Rainha, Quinta de Santana e Fazenda do Capão do Bispo.O proprietário do Engenho da Rainha, o coronel Antônio Joaquim de Souza Pereira Botafogo era incentivador do comércio na região e da venda de terras em lotes e prestações. Foi também o coronel que doou terra para a construção do cemitério, abriu várias ruas e até uma praça, que ainda hoje leva o seu nome: Praça Botafogo.

A vasta área do bairro foi desmembrando-se em várias paróquias que, por sua vez, foram transformadas em novas circunscrições. Vale a pena mencionar as seguintes ocasiões: em 1915, as paróquias de Cascadura, Engenho de Dentro, Madureira, Olaria e Piedade; em 1920, as de Bonsucesso e Divino Salvador; em 1931, as de Aparecida e Del Castilho; em 1934, a de Pilares e em 1947, a de Engenho da Rainha.



Inhoaíba é um bairro de classe baixa na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

História

O bairro é cortado pela Avenida Cesário de Melo, uma importante via de transportes urbanos que liga Santa Cruz a Campo Grande. A mesma possui ciclovia no trajeto. Também passa pelo bairro o segundo maior ramal de trens da região metropolitana do Rio de Janeiro e é servido pelas estações de trem de Inhoaíba e Benjamin do Monte.

Destaca-se no bairro o Instituto Metodista Ana Gonzaga, que cuida de crianças e jovens carentes.

O nome é uma corruptela de NHU (campo), AHYBA (ruim), denominação dada pelos indígenas à baixada entre a serra de mesmo nome e Campo Grande.

A Fazenda de Inhoaíba era atravessada pela Estrada Real de Santa Cruz, atual Avenida Cesário de Melo e ficava em frente à Fazenda Campinho. Com a implantação do ramal ferroviário de Mangaratiba, atual ramal de Santa Cruz, foi inaugurado em 1912, a estação Engenheiro Trindade, chamada posteriormente de Inhoaíba, que consolidou o nome do bairro.

Suas terras eram utilizadas para a lavoura do café e da laranja. A partir dos anos 70, a urbanização da área se intensifica, e surgem grandes loteamentos, como o Vilar Carioca e o Vilar Guanabara.



Ipanema é um bairro nobre da cidade brasileira do Rio de Janeiro, fundado em 1894 por José Antônio Moreira, conde de Ipanema. Faz divisa com os bairros de Copacabana, Leblon e Lagoa.

História

O nome tupi Ipanema significa "água ruim, rio sem peixes".

O nome faz referência a uma região do atual município de Iperó, no estado brasileiro de São Paulo, onde José Antônio Moreira Filho (1830-1899), feito segundo Barão de Ipanema em 1847 (e conde em 1868), tinha uma metalúrgica. Essa metalúrgica, chamada Real Fábrica de Ferro São João do Ipanema, se localizava aos pés do Morro de Ipanema e havia sido fundada por seu pai, o primeiro Barão de Ipanema. José Antônio Moreira Filho investiu seu capital na região atualmente ocupada pelo bairro de Ipanema, fundando a Villa Ipanema. Com esse nome, homenageava o seu local de nascimento, a vila de São João de Ipanema, hoje pertencente ao município de Iperó.

O desenvolvimento da Zona Sul foi forçado pela chegada da corte portuguesa no século XIX, quando a população da cidade passou de 60 000 para 500 000 habitantes. A corte preferiu seguir rumo norte, em direção à Floresta da Tijuca, enquanto que o corpo diplomático e os ingleses preferiram a Zona Sul, onde só havia vilas de pescadores.

O loteamento de Ipanema começou após a fundação da Villa Ipanema em 1894 pelo Conde de Ipanema. Apesar de Ipanema ter-se desenvolvido antes que o Leblon, as terras de Ipanema também pertenceram ao francês Carlos Leblon, que as vendeu a Francisco José Fialho, que, por sua vez, as vendeu ao Conde de Ipanema em 1878.

Interessado no loteamento da região, o Conde de Ipanema configurou as praças Marechal Floriano Peixoto (atual Praça General Osório) e Coronel Valadares (atual Nossa Senhora da Paz), abriu a Avenida Vieira Souto, as ruas Alberto de Campos, Farme de Amoedo, Prudente de Morais, Nascimento Silva, Montenegro (atual Vinícius de Moraes), 20 de Novembro (Avenida Visconde de Pirajá), 4 de Dezembro (hoje Teixeira de Melo), 16 de Novembro (Jangadeiros), 28 de Agosto (Barão da Torre), entre outras.

O período de maior adensamento do bairro se deu a partir da década de 1960, quando houve o avanço da especulação imobiliária sobre o bairro, substituindo-se casas por edifícios. Os preços dos imóveis dispararam e Ipanema passa a ser um dos bairros mais caros do Rio de Janeiro. Sinônimo de vanguarda, nos anos 1960 e 1970, Ipanema foi palco do tropicalismo, da bossa nova, do Pasquim, do Teatro de Ipanema, da tanga e do topless.



Irajá é um bairro de classe média da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. É cortado pela Avenida Brasil.

História

O significado da palavra irajá, segundo Teodoro Fernandes Sampaio, é o mel brota.

A região de Irajá, como quase todo o território do município do Rio de Janeiro, era habitada pelos índios tupinambás. Nos registros históricos disponíveis, no entanto, não há citação, da existência de aldeia ou tribo indígena com a denominação de ira-ia-já, maduriá ou vocábulo que possa ser a eles semelhantes, tendo Teodoro Fernandes Sampaio se referido ao vocábulo irajá e à abelha maduriá tendo como base a etimologia do nome de uma localidade homônima no sul do Brasil.

Irajá não é o nome original da região. A região entre os deságues dos rios atualmente chamados Irajá e Meriti era chamada, pelos nativos, de Mby-ry-ty, que permanece hoje como Meriti num rio, numa cidade e numa avenida da região. O nome Irajá (ira-ia-já) - Lugar que dá (faz) mel teve origem com os índios que ali foram empregados no trabalho dos engenhos de açúcar que, desconhecendo o produto, atribuíam ser semelhante a mel por ser coisa doce. Os primeiros colonos da região, como na antiga cidade de São Paulo, no seu coloquial usavam a língua geral compilada pelos jesuítas, motivo pelo qual o nome tornou-se usual.

O bairro teve origem na maior sesmaria do Rio de Janeiro, que ia de Benfica, passando por Anchieta, até Campo Grande. Ela foi recebida por Antônio de França em 1568, que, nela, fundou o engenho de Nossa Senhora da Ajuda. Um dos primeiros proprietários de terra da região foi o reverendo Antônio Martins Loureiro, fundador da igreja da Candelária. Ele as recebeu em 2 de abril de 1613. Por sua vez, Gaspar da Costa, em 1613, foi responsável pela construção da capela Barroca de Irajá.

O filho de Gaspar, em 30 de dezembro de 1644, instituiu a paróquia Nossa Senhora da Apresentação de Irajá e, posteriormente, foi seu primeiro vigário.

A paróquia veio a se tornar a igreja Matriz do bairro, confirmada por alvará de D. João IV em 10 de Fevereiro de 1647. Em 1625, o chamado campo de Irajá foi devidamente reconhecido como pertencente à câmara municipal. Em 1775, havia treze engenhos na região.

Durante o século XVII, Irajá foi um centro de abastecimento importante de alimentos e de material de construção. O que pode ser considerado como tradição do mercado local, por abrigar, por vários anos, a fábrica de cimento branco Irajazinho e a Central de Abastecimento do Rio de Janeiro, importante ponto de venda de gêneros alimentícios. Como outras sesmarias, a de Irajá foi desmembrada, moldando o mapa da cidade que hoje conhecemos. Atualmente, o bairro é, essencialmente, um bairro residencial. As famílias tradicionais do Irajá são: Bral, Campos, Gamas, Borges, Matos, Tavares e Esteves.



Itanhangá é um bairro nobre da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Faz divisa com Jacarepaguá, Barra da Tijuca (bairro), São Conrado e Alto da Boa Vista. O bairro é considerado de classe média alta, pois a maior parte de sua população vive em condomínios de luxo.

História

Esse nome tem origem na grande pedra, situada à beira da Lagoa da Tijuca: Ita (pedra) e Anhangá (fantasmagórica) ou ”Pedra que fala”. Pela sua conformação, os ventos produziam sons que apavoravam os indígenas. Seus antigos acessos, na época do Distrito Federal, se davam pelas estradas de Furnas e do Itanhangá.

Na década de 1930, foi construído um extenso campo de golf, o atual Itanhangá Golf Club, para ser usado pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas. Na década de 1950, foi implantado um loteamento que ocupou extensa área verde, entre a estrada da Barra da Tijuca e os morros da Pedra da Gávea/Focinho do Cavalo, denominado “Jardim da Barra”. Nos anos 1970, surgiriam os condomínios “GreenWood Park” e Portinho do Massaru. Também nessa época, as principais comunidades se estabeleceriam no bairro, com destaque para a Tijuquinha, Sítio Pai João, Muzema e Morro do Banco.

O rio Cachoeira, que nasce no Alto da Boa Vista, forma a belíssima Cascata Grande. Na estrada das Furnas fica o Recanto das “Furnas de Abrassiz”, formado por grupamento de enormes pedras, que formam grutas, freqüentado no século XIX por Don Pedro II.



Jacarepaguá é um bairro de classe média da Zona Oeste do Rio de Janeiro, no Brasil. Localiza-se na Baixada de Jacarepaguá, entre o Maciço da Tijuca e a Serra da Pedra Branca.

História

"Jacarepaguá" é um termo tupi que significa "enseada do mar de jacaré", através da junção dos termos îakaré ("jacaré"), pará ("mar") e kûá ("enseada").

No entanto, é um bairro em processo de desmembramento, pois importantes áreas do que sempre se entendeu historicamente como a parte principal de Jacarepaguá, com o tempo foram se desmembrando e tornando-se bairros próprios, como é o caso dos bairros Anil, Curicica, Cidade de Deus, Freguesia, Gardênia Azul, Pechincha, Praça Seca, Tanque e Taquara, que junto com Vila Valqueire e o próprio Jacarepaguá, fazem parte da XVI Região Administrativa (R.A.) - Jacarepaguá - do município do Rio de Janeiro. O que restou do antigo bairro de Jacarepaguá hoje são inúmeras localidades com nomenclaturas próprias, em geral loteamentos ainda recentes e que não foram ainda oficializados como bairros pela prefeitura, além da área onde está o Autódromo e o Riocentro.

Conta o pesquisador e historiador Carlos Araújo em sua obra «Jacarepaguá de antigamente» como esteve o início de Jacarepaguá ligado à família Correia de Sá. O governador Salvador Correia de Sá deu a região como sesmaria em 1594 a seus dois filhos, Martim Correia de Sá, que foi também governador da cidade, e Gonçalo Correia de Sá.

O filho de Martim, Salvador Correia de Sá e Benevides (1601-1688) foi General e lutou pelos interesses portugueses contra os holandeses no Brasil e em Angola. Ocupou em três períodos o governo do Rio de Janeiro: 1637 a 1642, 1648 a 1649 e 1659 a 1660. Proporcionou grande desenvolvimento em suas terras de Jacarepaguá, ao vender muitas delas e auxiliar os compradores a fundar engenhos.

O desenvolvimento trouxe a criação, em 6 de março de 1661 pelo governador do Rio de Janeiro seu filho, João Correia de Sá, da Freguesia de Nossa Senhora do Loreto e Santo Antônio de Jacarepaguá, que seria a quarta do Rio de Janeiro.

A sede inicial da Freguesia de Jacarepaguá foi a capela da Fazenda do Capitão Rodrigo da Veiga. A igreja matriz de Nossa Senhora do Loreto foi construída pelo Padre Manoel de Araújo. Na inauguração, houve festa à qual compareceram o governador do Rio de Janeiro D. Pedro de Melo, o prelado da província Manoel de Souza Almada e o Provedor Diogo Correia.

No final do século XVII, o juiz de órfãos e sua mulher, Francisco Teles Barreto de Meneses e Inês de Andrade Souto Maior, pentavós do Barão de Taquara,contemporâneos do General [Salvador Correia de Sá e Benevides] eram proprietários da Taquara.

No decorrer do século XVIII, a família Teles Barreto de Meneses expandiu muito seus domínios em Jacarepaguá, comprando engenhos até chegarem a ser os maiores donos de terras. A região na época era chamada «planície dos onze engenhos» pois eram fábricas de produção de açúcar.

Em documento apresentado ao vice-rei D. José Luís de Castro, (Conde de Resende)(1744-1819), o sargento-mor Sebastião José Guerreiro França narra que, em 1797, a freguesia de Jacarepaguá possuía 253 residências e população de 1 905 habitantes. O comércio era formado por três lojas de fazenda (armarinho), setenta vendas e mercearias e cinco açougues.

No inicio do século XIX, o café expandiu-se bastante na província do Rio. Em Jacarepaguá, foram criadas muitas fazendas para plantação, além de ser cultivado também nos solos férteis dos antigos engenhos de açúcar. O político brasileiro Francisco Maria Gordilho Veloso de Barbuda - Marquês de Jacarepaguá, possuía terras ali. Muito amigo de dom Pedro I (1798-1834), ocupou diversos cargos de confiança no Governo, após a independência. É bem provável que o imperador em suas andanças pela região tenha visitado a fazenda do Marquês. O autor do Hino Nacional, Francisco Manuel da Silva (1795-1865), também tinha grande sítio em Jacarepaguá. O músico teria se inspirado no canto de um pássaro de sua chácara para compor o hino em 1831. Nesta década começaram a ser subdivididas as fazendas de café e a produção continuou nas propriedades menores.

No recenseamento de 1838, feito a mando do ministro da justiça Bernardo Pereira de Vasconcelos (1795-1850), Jacarepaguá totalizava 7 302 habitantes, dos quais 4 491 eram escravos. A freguesia era a de maior população escrava no município da corte.

A mais famosa família dos tempos colonial e imperial de Jacarepaguá foi a originária do primeiro juiz de órfãos do Rio de Janeiro, Diogo Lobo Teles Barreto de Meneses (1593-1658). O cargo de juiz de órfãos foi transmitido de pai para o primogênito por cinco gerações, como recompensa dos serviços prestados pela família. O filho de Diogo, Francisco Teles Barreto de Meneses (1625-1679), também juiz de órfãos, provedor da Santa Casa da Misericórdia, comprou o Engenho da Taquara em 1658. Luís Teles Barreto de Meneses (1656-1702) foi outro juiz de órfãos, provedor da propriedade. Seu sucessor Antônio Teles Barreto de Meneses (1682-1757) comprou o Engenho Novo, aumentando os bens da família em Jacarepaguá.

Seu primogênito Francisco Teles Barreto de Meneses (1733-1806), o segundo com esse nome e bisavô do Barão de Taquara, assumiu o controle das terras pela morte do pai. Os domínios dos Teles eram imensos. Francisco era casado com Francisca de Oliveira Brito, morta a 6 de dezembro de 1806. Ele morreu dias depois, a 13 de dezembro. Em 20 de abril de 1807, procedeu-se o inventário, ficando como inventariante a filha mais velha Dona Ana Inocência Teles de Meneses, casada com o sargento-mor João Alves Pinto Ribeiro. Os outros filhos de Francisco eram Luís Teles Barreto de Meneses, casado com Dona Maria Felicidade da Gama Freitas (avós do Barão de Taquara); Catarina Josefa de Andrade Teles, casada com Pascoal Cosme dos Reis; Maria Rosa Teles de Meneses, Mariana da Penha França Teles de Meneses e Escolástica Maria de Oliveira Teles. Os filhos dividiram as propriedades. Os dois principais engenhos ficaram sob o controle de duas irmãs e seus maridos: Ana Inocência e João Alves com o Engenho da Taquara e Catarina Josefa e Pascoal Cosme com o Engenho Novo de Jacarepaguá. Houve acirrada disputa entre os cônjuges das herdeiras para definir marcos das terras. A briga ficou conhecida como "Guerra dos Concunhados". O conflito só terminou em 1839, mortos os casais.



O Jacarezinho é um bairro da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Também é uma das maiores favelas da cidade. Localiza-se na Zona Norte da cidade, junto à via férrea. É um bairro com altos índices de violência, principalmente relacionados ao consumo e ao tráfico de drogas.

História

A comunidade do Jacarezinho foi construída pouco a pouco. Casas, prédios, ruas, escadarias e comércios foram erguidos com o suor de seus moradores. Depois surgiram cooperativas, oficinas e diversos serviços que movimentaram a região. Esta rede de serviços, estabelecimentos de crédito, cooperativas e indústrias criou laços entre a favela e os bairros vizinhos, laços que foram cruciais para a preservação da favela no local.

Na segunda metade do século XX, assim como aconteceu em outras comunidades do Rio de Janeiro, houve várias tentativas do governo e de algumas empresas privadas de remover a favela do Jacarezinho. Muitas lutas foram travadas, principalmente por associações comunitárias, para assegurar os diretos dos moradores. Ao longo dos anos, o processo de destruição dos barracos não conseguia acompanhar a velocidade das novas construções. Assim a favela foi crescendo e tomando forma.

Os políticos começaram a voltar sua atenção para Jacarezinho quando enxergaram a sua força de crescimento, de organização política e, consequentemente, seu potencial de público votante. Muitas promessas foram feitas para angariar votos, mas poucas foram cumpridas, e a população continuou mobilizada para defender seus direitos.

Dentre as diversas organizações comunitárias que surgiram, uma teve especial destaque – a Associação Pró-Melhoramento do Jacarezinho, criada em 1966 para representar toda a população. A entidade reivindicou por muito tempo a legalização da favela e a melhoria dos serviços públicos no local. Lutou também para que as autoridades cuidassem da manutenção da ordem e garantissem a segurança das famílias na favela.

Além das marcantes lideranças comunitárias, o Jacarezinho conta com a atuação dos movimentos sociais. Possui duas rádios comunitárias, um centro cultural e outro de cidadania, a escola de samba Unidos do Jacarezinho, a Associação de Moradores e das Mulheres, um jornal local e uma paróquia da Igreja Católica.

Em 1993, o programa Favela-Bairro, da Prefeitura do Rio, promoveu melhorias no Jacarezinho, numa parceria em que finalmente o poder público reuniu forças para a urbanização das comunidades. Representantes do governo municipal, associações e moradores fizeram um estudo para apontar prioridades a serem resolvidas. Analisaram problemas de infraestrutura e de insuficiência de serviços públicos. Para colocar o projeto em prática, foi necessário desapropriar 156 moradias, dando lugar para a criação de vias de acesso, a reorganização de alguns espaços internos e a implantação de áreas livres para o convívio comunitário.



Jardim América é um bairro carioca da zona da Leopoldina, de classe média, próximo à Avenida Brasil e Rodovia Presidente Dutra.

História

O surgimento do bairro data do final dos anos 50. Muitos pensam que a história e desenvolvimento do Jardim América tem sua origem a partir do aparecimento do Bairro de Vigário Geral, porém na realidade Vigário Geral fazia parte da Freguesia de Irajá, e Jardim América antigamente era uma parte de Fazenda Botafogo.

Possui 28 mil habitantes em cerca de 8 mil domicílios. Localiza-se a uma latitude 22º48'30" Sul e 43º19'16" Oeste. É o bairro onde inicia-se a Rodovia Presidente Dutra.

O bairro é cortado pelo Rio dos Cachorros. Faz fronteira com Vigário Geral, Irajá, Pavuna como também com o bairro de Parque Lafaete, localizado na cidade de Duque de Caxias. O bairro possui inúmeras empresas, muitas do setor de serviço, ligadas sobretudo ao transporte rodoviário.

Há alguns anos, podia-se classificar um bairro entre aqueles de classe média, também como residencial e aprazível. O aumento da violência na cidade, entretanto, afetou profundamente a localidade e uma das consequências é a desvalorização imobiliária.

O Jardim América tem uma geografia predominantemente plana. O bairro foi planejado, o que significa que teve uma ocupação, ao menos ao princípio, ordenada e está servido com infra-estrutura de água, esgoto e eletricidade e também coleta regular de lixo pela Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). As ruas são largas, há padronização de calçadas e a distância das casas em relação ao muro também é regulamentada. O deslocamento no Bairro é facilitado devido a numeração de suas ruas, as quais também tem seus nomes dedicados a compositores de música clássica, como Richard Strauss,um barão cearense,o Barão de Studart e religiosos como Padre Boss e Padre Peronelle.

O bairro conta com pelo menos quatro praças, equipadas com campos de futebol e algumas com equipamentos para crianças. Pode-se dizer que o bairro é predominantemente residencial. Conta com comércio, o qual serve sobretudo a demanda local. Pitorescas são as hortas localizadas no bairro, nas quais se cultivam hortaliças e legumes entre outros alimentos, incorporadas na paisagem urbanizada da localidade.

Na geografia do bairro, deve-se citar a existência de diversas favelas que na verdade são o Parque Proletário do Dique e o Renascer (Rua Projetada do Dique), a Vila Esperança não é favela, como o nome já diz, é uma vila de casas, construídas pela CEHAB-RJ. Erroneamente são citadas as favelas Furquim Mendes e Ficap como parte no bairro, fazendo na verdade parte de Vigário Geral e Pavuna, respectivamente.

A Rodovia Presidente Dutra constitui um espaço geográfico praticamente independente do Jardim América, porém pela sua própria importância histórica e econômica contribui para a importância e valorização do bairro.



Jardim Botânico é um bairro nobre da zona sul da cidade do Rio de Janeiro, Brasil.

História

Localiza-se na Zona Sul da cidade, e segundo dados do Censo de 2000, o bairro possuía naquele ano 7.070 domicílios e 20.014 habitantes e um expressivo rendimento nominal mensal concentrado na classe entre 5 (cinco) e 10 (dez) salários mínimos. Faz divisa com os bairros da Lagoa, Gávea, Humaitá e Alto da Boa Vista. O bairro é ligado à Zona Norte, pelo túnel Rebouças, aproximadamente na divisa com o bairro da Lagoa.

A população do bairro é tipicamente de classe média-alta e alta. Sua via principal é a Rua Jardim Botânico, que se estende por todo o bairro, sendo um importante eixo viário da Zona Sul carioca, ligando o bairro aos vizinhos Humaitá e Gávea, e dando acesso da Zona Sul da cidade, para a Barra da Tijuca.

O bairro possui uma arquitetura bastante variada. Algumas de suas construções mais antigas ainda estão de pé, porém a maioria dos prédios é bastante moderna, já que o bairro é novo em relação à história da cidade. Nas margens das montanhas encontram-se algumas belas casas de famílias de alto poder aquisitivo.

O bairro do Jardim Botânico leva esse nome por ser a localização do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, instituição científica criada em 1808 com a chegada de D. João VI ao Brasil.

Há uma expressiva quantidade de vegetação, por consequência do bairro abrigar o Parque Lage, o histórico Jardim Botânico do Rio de Janeiro, que batizou o bairro, e parte da Floresta da Tijuca. Todos estes fatores dão ao bairro um grau de vegetação raro em uma cidade grande.

No bairro se localiza o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, instituição científica criada em 1808 com a chegada de D. João VI ao Brasil. Além do Jardim Botânico propriamente dito, o bairro conta com o Parque Lage, terreno de 52,2 ha que mantém a sede da antiga residência da família Lage, desapropriado por decreto em 1976. Além disso, a mata das montanhas encontra-se bastante preservada para uma cidade grande.



Jardim Carioca é um bairro de classe média alta e média da cidade do Rio de Janeiro.

História

Fica localizado dentro da Ilha do Governador. Nasceu do loteamento do mesmo nome, lançado na década de 1920, vendendo lotes com casas prontas.

O bairro possui um shopping, o Ilha Plaza Shopping localizado na avenida Maestro Paulo e Silva. Outro fator importante que podemos destacar, é que o bairro encontra-se em constante crescimento, casas antigas estão dando lugar a edifícios luxuosos, mudando o perfil sócio-econômico.



Jardim Guanabara é um bairro nobre de classe alta e classe média-alta da Zona Norte do Rio de Janeiro, localizado na Ilha do Governador.

História

Possui a maior renda da Zona Norte, não possui favelas, a comunidade Serra Morena, localiza-se em área territorial do bairro da Cacuia.

Segundo trabalho realizado pela Prefeitura (através do Instituto Pereira Passos - antigo IPLAN) e baseado em dados de censo demográfico do IBGE, o Jardim Guanabara possui o 3º melhor IDH do município, 0,963 (2003), atrás apenas dos bairros Gávea e Leblon. A lista completa dos IDH's dos bairros cariocas está publicada na lista de bairros do Rio de Janeiro por IDH. O Jardim Guanabara é também o bairro mais valorizado da Zona Norte do Rio de Janeiro e um dos mais luxuosos da cidade e surgiu quando foi loteado o terreno da extinta Fábrica de Produtos Cerâmicos Santa Cruz.



Jardim Sulacap é um bairro de classe média e Classe média alta da Zona Oeste do município do Rio de Janeiro.

História

Segundo históricos, sua fundação data do ano de 1945.

Seu nome tem origem em loteamentos empreendidos pela empresa Sul América Capitalização (Sulacap).

É um bairro bucólico, onde há predominância da natureza.

Jardim Sulacap é um dos únicos bairros cariocas onde não há a presença de favelas,contendo assim poucos assaltos.

Nas últimas décadas o bairro tem experimentado um grande crescimento urbano, com consolidação do comércio e indústria de serviços. As forças armadas, sobretudo a FAB, são responsáveis por uma vila residencial no bairro que abriga alguns militares do Campo dos Afonsos.

Nele situa-se ainda a Academia de Polícia Militar Dom João VI (Escola de Formação de Oficiais) e o CEFAP (Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Possui ainda: biblioteca, ciclovia, praças esportivas e casas de shows, atividade comercial (com destaque para duas importantes redes de compras) e a maior atração do bairro o famoso cemitério chamado "Jardim da Saudade".

O bairro conta também com o Cine10, um complexo com seis salas de cinema (uma em 3D), localizado no Carrefour.

Recentemente, passou a abrigar um unidade da Universidade Estácio de Sá.



Joá é o menor bairro da área administrativa da Barra da Tijuca e da cidade do Rio de Janeiro.

História

De classe alta localizado na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, com a estrada do Joá, seu elevado, túneis de quatro quilômetros, e a montanha da Pedra da Gávea no centro.

É um bairro nobre da cidade. Tem poucos habitantes, por ser montanhoso. O Joá faz divisa com a Barra da Tijuca (bairro), Itanhangá e São Conrado.

O bairro conta com a praia da Joatinga, de acesso praticamente restrito aos moradores do bairro.



Lagoa é um bairro nobre da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Recebe este nome devido à Lagoa Rodrigo de Freitas e possui o quinto maior IDH da cidade.

História

Nos primórdios da ocupação da cidade do Rio de Janeiro, a área onde hoje se encontra o bairro, chamada de Jardim da Gávea, que englobava os atuais bairros da Gávea, Jardim Botânico e Lagoa; possuía propriedades rurais, latifúndios, onde se cultivava cana-de-açúcar. Após a chegada da Família Real na colônia em 1808 houve a necessidade de se construir uma fábrica de pólvora para proteger a cidade de prováveis invasões francesas, sendo edificada nos arredores da Lagoa Rodrigo de Freitas.


Em virtude da decadência do Ciclo da Cana, na metade do século XIX as antigas fazendas tornaram-se chácaras. Na época a cidade era dividida em freguesia e a ocupação residencial se intensificou quando a Rua São Clemente foi aberta e quando os bondes de burro alcançaram a Freguesia da Gávea, futura Zona Sul carioca. Uma das histórias peculiares do bairro é a da Fonte da Saudade. Essa fonte ficava localizada no fim da primitiva praia da Lagoa. Na passagem do século XIX para o século XX, as lavadeiras portuguesas que atendiam às famílias abastadas de Botafogo, se reuniam em torno da fonte lavando as roupas e compartilhando as saudades de sua terra natal.

Através das reformas urbanísticas realizadas a partir da gestão Pereira Passos trouxeram o saneamento básico à região e na administração de Carlos Sampaio houve a urbanização do bairro. Na década de 1920 o novo bairro nobre ganhou a Avenida Epitácio Pessoa que circunda orla da lagoa, nela foram construídas mansões da elite carioca, além da inauguração do Jóquei Clube Brasileiro. Nos anos 1970 construtoras aterraram ilegalmente a Lagoa, que perdeu 80% de sua área original. Somente anos depois houve a proibição de outras modificações na linha do espelho d’água do reservatório, além da restrição de construções na área. Anos depois, e após muitas tentativas, a Lagoa foi parcialmente despoluída e ao mesmo tempo o bairro começava a ser um dos redutos da vida noturna da cidade.



Laranjeiras é um bairro da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

É um dos bairros mais antigos da cidade, com ocupação iniciada no século XVII, com a construção de chácaras no vale ao redor do Rio Carioca, que desce do Corcovado, no Alto da Boa Vista. Por isso, o bairro também foi anteriormente chamado de Vale do Carioca. Estão situados no bairro o Palácio Guanabara, sede do governo do estado, o Palácio Laranjeiras, o Parque Guinle, o Fluminense Football Club e a sede do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Bairro tipicamente residencial, relativamente extenso e diverso no ponto de vista geográfico, tem a Rua das Laranjeiras como a sua principal via, a qual começa no Largo do Machado e termina nas imediações do Túnel Rebouças, já com outro nome: Rua Cosme Velho.

No século XIX, foram surgindo, na região, chácaras rústicas e luxuosas ocupadas por fidalgos, homens ricos e movidas a trabalho escravo. A presença da Princesa Isabel no palacete da Rua Guanabara, atual Rua Pinheiro Machado, contribuiu para o seu crescimento haja visto que o principal caminho de acesso ao palacete imperial, atual Palácio Guanabara, era a Rua Paissandu, que foi ornamentada pela princesa com palmeiras-imperiais existentes até os dias de hoje.

Em 1880, a região sofreu grande transformação com a implantação da Companhia de Fiações e Tecidos Aliança, instalada na Rua General Glicério, fazendo surgir os primeiros comerciantes.

A fábrica funcionou até 1938, trazendo ao bairro as primeiras vilas operárias. Os bondes elétricos, criados pela Companhia Jardim Botânico, iam até ao local conhecido como a Bica da Rainha, no Cosme Velho.

Na parte mais baixa do vale do Rio Carioca, havia grandes números de laranjeiras, o que originou o atual nome do bairro.

Laranjeiras ainda guarda o charme dos bairros marcados pelo passado e foi o endereço de nobres, escritores, compositores e pessoas ilustres, como Villa-Lobos, Cecília Meirelles, Portinari, Oscar Niemeyer e Roberto Marinho.

No Largo do Machado, "tríplice fronteira" das Laranjeiras, Catete e Flamengo, o Bar Lamas, que o progresso se encarregou de destruir para dar lugar ao metrô, foi o palco das discussões mais palpitantes, daqui ou lá de fora, em qualquer época. Não importava o tema. Mas para ser discussão de verdade, de repercussão e alcance intelectual e político na vida da cidade e do País tinha que ter o aval e o testemunho daquelas mesas de mármore freqüentadas por gente de todas as classes e todos os credos, gente do povo que anos mais tarde seria a base da piramide da da maior torcida do mundo, a torcida do Flamengo: "a Nação Rubro-Negra.”

Porque foi no saudoso Lamas do balcão de frutas e da charutaria na entrada, do bilhar no fundo e das paredes com esculturas e espelhos de cristal, que um grupo de 14 desportistas ainda sem clube e sem paixão começou a esboçar a criação do Clube de Regatas do Flamengo. Era a resposta ao Club de Regatas Botafogo, criado três anos antes, em 1892, com a compra da baleeira "Etincelle" para correr as regatas na Baía de Guanabara. O Clube de Regatas do Flamengo foi fundado oficialmente no dia 15 de novembro de 1895.

Os moradores do bairro e da cidade se referem a Laranjeiras sem o uso do artigo definido feminino plural, ou seja, não utilizam "as", "das", "nas", "às", nem "pelas". No entanto, muitos habitantes externos ao Rio pensam equivocadamente que o uso do artigo seja correto, até porque a via principal do bairro é denominada "Rua das Laranjeiras". O correto, porém, são as formas "de Laranjeiras", "em Laranjeiras", "a Laranjeiras", "por Laranjeiras", e não "das Laranjeiras", "nas Laranjeiras", "às Laranjeiras" nem "pelas Laranjeiras".



Leblon é um bairro nobre da zona sul da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Localiza-se entre a Lagoa Rodrigo de Freitas, o Oceano Atlântico, o Morro Dois Irmãos e o Canal do Jardim de Alá. O bairro faz divisa com a Gávea, a Lagoa, Ipanema e o Vidigal. Seus habitantes pertencem, majoritariamente, à classe alta, incluindo alguns dos nomes da elite cultural, econômica e política carioca. No entanto, há também moradores de classe média, especialmente aqueles que vivem no bairro há muitos anos, além dos moradores da comunidade da Cruzada São Sebastião. Algumas das suas ruas mais tradicionais são a Avenida Delfim Moreira, Avenida Ataulfo de Paiva, Rua Rainha Guilhermina, Avenida Bartolomeu Mitre e Avenida Afrânio de Mello Franco. Esse bairro, de acordo com o projeto do governo estadual, possuirá uma estação de metrô a ser chamada de Estação Leblon.

História

O primeiro registro escrito sobre a atual região ocupada pelo bairro é um mapa feito por exploradores franceses em 1558. No mapa, a região coincide com a aldeia tamoia de Kariané. Nesse mesmo século, após a vitória dos portugueses sobre os franceses no conflito da França Antártica, o governador português Antônio Salema espalhou roupas infectadas com o vírus da varíola nas matas às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, com o propósito de exterminar os índios tamoios que habitavam a região e poder, assim, estabelecer engenhos de cana-de-açúcar na região. Em 1603, Antônio Pacheco Calheiros obteve a posse por enfiteuse (empréstimo) da região, chamada na época de "Costa Brava" ou "Praia Brava". Em 1606, a posse das terras foi passada a Afonso Fernandes.

Em 1609, foi passada a Martim de Sá, governador do Rio de Janeiro. Em 1610, foi passada para Sebastião Fagundes Varela, que passou a utilizar a região como local de pastagem para seu gado. Em 1808, Dona Aldonsa da Silva Rosa comprou as terras. O português Manoel dos Santos Passos comprou-as em 1810. Bernardino José Ribeiro comprou-as em 1844 e vendeu-as no ano seguinte ao empresário francês Carlos Leblon, que montou na região uma empresa de pesca de baleias. Na época, as baleias, em especial as cachalotes, eram muito importantes na economia, pois forneciam óleo usado na construção civil e na iluminação pública. Nesse período, as terras de Leblon passaram a ser conhecidas como Campo do Leblon. A partir de 1854, com a implantação da iluminação a gás pelo Barão de Mauá, o negócio de pesca de baleias entrou em decadência e Leblon vendeu seu terreno para o empresário Francisco Fialho.

Em 1878, Fialho vendeu as suas terras para vários compradores, entre os quais o português José de Guimarães Seixas, que era simpatizante do movimento pela abolição da escravidão e que utilizou as terras para abrigar escravos fugitivos. No início do século XX, a Companhia Construtora Ipanema adquiriu os terrenos, dividiu-os em pequenos lotes com ruas oficiais e, em 26 de julho de 1919, começou a vendê-los a particulares, já com o nome de "Leblon". Em 1920, o prefeito Carlos Sampaio construiu os canais do Jardim de Alá e da Avenida Visconde de Albuquerque.



Leme é um bairro nobre de classe alta da zona sul da cidade do Rio de Janeiro, localizado na mesma dependência da praia de Copacabana.

História

O bairro deve seu nome à Pedra do Leme contornada pelas praias da Urca e Botafogo e cujo formato, visto de cima, se assemelha ao do leme de um navio.

No Império a região onde se encontram Leme e Copacabana era reduto de famílias que faziam piqueniques e passeios. Por ficar numa área de difícil acesso, areal deserto, até o final do século XIX somente existiam na localidade o Forte Reduto do Leme, a pequena igreja de Nossa Senhora de Copacabana e algumas chácaras e sítios.

A atração das famílias à área era tão grande que houve, entre 1892 e 1894, o primeiro loteamento, cuja primeira via aberta se chamaria Rua Gustavo Sampaio. A Empreza de Construções Civis pertencente a Alexandre Wagner, Otto Simon e Theodoro Duvivier foi responsável pelo projeto. As terras foram adquiridas a partir de 1873 pelo capitalista e empreendedor Alexandre Wagner, eram as chácaras: do Leme, do Sobral e do Boticário, que se estendiam Morro do Vigia até a atual Rua Siqueira Campos.

A inauguração do Túnel Novo (ou do Leme), em 1906, levou a linha de bondes da Companhia Ferro-Carril Jardim Botânico ao bairro, na Praça do Vigia. No mesmo ano na orla do Leme e Copacabana foi concluída a Avenida Atlântica.

No Morro da Babilônia ainda havia chácaras, uma delas era pertencente a Wilhelm Marx, pai do paisagista Roberto Burle Marx. E a ocupação de suas encostas se deu em 1915, alcançando seu auge a partir de 1934 quando foram criadas as Comunidades da Babilônia e do Chapéu Mangueira. Já no Morro do Leme situava-se o Forte Duque de Caxias, construído em 1776, sendo desativado em 1975. O bairro apresentava outras quatro estruturas militares, como: o Forte da Ponta da Vigia, o Forte da Ponta do Anel, o Forte Duque de Caxias e o Forte Guanabara.

Nos anos 1950 e 60 a verticalização atinge o bairro, com a construção dos prédios dos hotéis Meridian da rede francesa Le Méridien, rebatizado em 2007 como IberoStar Copacabana, além de edifícios residenciais. Em 1971 houve a duplicação do calçadão.



Lins de Vasconcelos é um bairro de classe média da zona suburbana da cidade do Rio de Janeiro.

História

Faz parte do Grande Méier. No bairro encontra o Hospital Naval Marcílio Dias, a maternidade pública Carmela Dutra e as escolas de samba Lins Imperial e Unidos do Cabuçu. Foi nesse bairro que nasceu o escritor Carlos Heitor Cony e morou na adolescência o cantor e compositor Roberto Carlos.

Sua principal via de acesso é a rua Lins de Vasconcelos, que se inicia na rua 24 de Maio e seu término é nas esquinas das ruas Pedro de Carvalho e Nossa Senhora da Guia.

É um bairro tipicamente residencial. É servido pelas linhas de ônibus 232 (Lins x Praça Quinze), 606 (Rodoviária x Engenho de Dentro), 651 (Méier x Cascadura - Via Arquias Cordeiro), 238, e 652 (Méier x Cascadura - Via Lins), sendo que, no período do verão, também é servido por uma linha em direção à praia do Leme S09.

Possui dois sub-bairros: Consolação, quase desconhecido, e Boca do Mato, que se localiza no fim das ruas Aquidabã e Maranhão. Nesse local se encontra o Colégio Estadual Antônio Houaiss, que a mioria dos jovens da área estudam, no ensino médio. Também é cercado por diversas favelas em suas encostas(já foram catalogadas 12 comunidades), sendo mais conhecidas as favelas da Cachoeira Grande, da Cachoeirinha, da Cotia, da Árvore Seca, da Bacia, do Encontro e do Amor. Nessas comunidades têm muitos bailes funks, onde sexo, drogas e violência são muito presentes e comuns. O baile mais famoso e mais perigoso é o da Árvore Seca, que infelizmente, atrai muitos jovens. Devido à todas essas comunidades, o bairro atualmente é considerado muito violento, com alto número de assaltos a carros e transeuntes, além de frequentes tiroteios nas favelas. Porém, possui uma comunidade modelo: a Barreira do Lins, localizada numa rua pequena, a Professor Antenor Nascentes, tranquila, onde não há tiroteios e confrontos. É um conjunto habitacional de apartamentos da CEHAB. Há uma creche modelo também: a Creche Odetinha Vidal de Oliveira. Não podendo ser esquecida a Rua Mar de Espanha, rua fechada por portão automático, arborizada e tranquila, parece um local longe da violência e da perturbação urbana.

Foi agraciado com o Projeto Rio Cidade da prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através de emenda ao orçamento, onde estão sendo reformada toda a Rua Lins de Vasconcelos, com galerias de águas pluviais, nova iluminação, asfaltamento diferenciado, reforma de calçadas com piso intertravado, e aligação das galerias de águas pluviais com o Rio Jacaré, obra espetacular para os moradores do Lins de Vasconcelos, as intervenções vão desde a Rua Vinte e Quatro de Maio, até a Rua Aquidabã com Pedro de Carvalho.



Madureira é um bairro da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. A população é basicamente de classe média e média baixa , inclusive com algumas comunidades carentes (favelas). Mas os destaques do bairro ficam por conta de uma imensa amplitude de linhas de ônibus que levam a diversos lugares da cidade do Rio de Janeiro e, principalmente, sua variedade de estabelecimentos comerciais, sendo o segundo pólo comercial e econômico da cidade e o maior do subúrbio. O bairro é famoso por ser o berço das escolas de samba Portela, a mais tradicional escola de samba carioca e a maior vencedora, esbanjando 21 campeonatos, e Império Serrano, campeã do Grupo Especial por nove vezes. O bairro faz divisa com Cascadura, Cavalcante, Vaz Lobo, Engenheiro Leal, Turiaçu, Campinho e Oswaldo Cruz, e tem cerca de 50 mil habitantes(embora sua população flutuante seja muito maior que isso).

História

No início do século XIX, o Rio de Janeiro, recém alçado à condição de sede do Reino, era fracamente povoado em seu interior, o chamado "sertão carioca". Esta região era composta por grandes propriedades rurais.

Uma dessas fazendas era a do Campinho, situada na Freguesia do Irajá. Era proprietário da fazenda o capitão Francisco Ignácio do Canto, e arrendatário um boiadeiro de nome Lourenço Madureira. Com a morte do capitão, iniciou-se uma disputa judicial entre o arrendatário e a viúva do proprietário, Rosa Maria dos Santos, a qual saiu perdedora. Lourenço Madureira deteve a propriedade do imóvel até falecer, em 16 de fevereiro de 1851. Do desenvolvimento da fazenda surgiu a semente do que viria a se tornar no bairro de Madureira.

Até essa época, o acesso àquelas paragens era feito a cavalo. Somente em 1858 é que os trilhos da Central do Brasil chegaram à região, mas a estação mais próxima era a do bairro vizinho, Cascadura. Foi preciso esperar até 1896 para que se construísse uma estação no local, a qual recebeu o nome de Madureira em homenagem ao boiadeiro.

No ano de 1914 surgiu o primeiro clube de futebol da região, o Fidalgo Futebol Clube, que mais tarde daria origem ao Madureira Esporte Clube.

Em 1916 os bondes a tração animal começaram a ser substituídos por bondes elétricos, processo que somente foi concluído em 1937. Nesse ínterim, foram criados os blocos carnavalescos que vieram a dar origem às três escolas de samba da região.

Na década de 1960 foi construído o Viaduto Negrão de Lima, à época o maior do município.



Magalhães Bastos é um bairro de classe baixa da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.

História

Magalhães Bastos tem origem do nome dada em homenagem ao Tenente Coronel Antônio Leite Magalhães Bastos (foto ao lado), que nasceu em Pernambuco aos 2 de setembro de 1873. Em 1907 foi nomeado membro da comissão de instalação da Vila Militar, tinha como missão a construção de quartéis, residências, da ferrovia e das estações da região. Em 28 de setembro de 1919, o general Alberto Cardoso de Aguiar, ao deixar o cargo de Ministro da Guerra, elogiou a inteligência, lealdade e capacidade técnica e disposição urbanística do oficial e, no dia 6 de novembro de 1919, ele assumiu o comando do 1º Batalhão de Engenharia que ficava localizado em Realengo (Estrada Real de Santa Cruz) em um velho prédio térreo, bastante arruinado em frente a um pântano, esse quartel era iluminado por energia elétrica na época. Esta unidade militar não está mais sediada no Rio de Janeiro. Magalhães Bastos faleceu em 27 de agosto de 1920.

O pioneiro nesta fundação foi Manoel Guina, português, mestre de obras, veio de São Paulo atraído pela oportunidade de emprego na capital do Brasil, para trabalhar na construção da Vila-Militar, obra esta ordenada pelo Marechal Hermes. A disposição de fincar raízes naquele espaço urbano da então capital do país, pois nesta época quase não havia, no Rio de Janeiro, mão-de-obra suficientemente qualificada para tal empreendimento, deveu-se ao fato de que construção era necessária, devido ao transporte de equipamentos militares. Antes de se chamar Magalhães Bastos, o local era conhecido como "Fazenda das Mangueiras" e posteriormente, "Vila São José". Somente após a Segunda Guerra Mundial é que o bairro passou a chamar-se Magalhães Bastos, homenagem dada ao Tenente Coronel Antônio Leite de Magalhães Bastos.

Seu Manoel Guina era muito religioso, a época ele fundou a Conferência São José, depois substituído pelo confrade Sebastião Tumine, sargento do exército. Na época existiam poucos padres em Magalhães Bastos. A responsabilidade de rezar as missas era de Padre Miguel, vigário por muitos anos em Realengo, mas na verdade, quem rezava a maioria das missas eram os padres militares (Capelão).

Estrada General Canrobert da Costa: Principal Estrada do bairro foi homenageada com o nome de um importante General, Canrobert da Costa, nascido no Rio de Janeiro em 1895 na então Capital Federal, onde foi Ministro da Guerra (interino) no Governo de Getulio Dornelles Vargas, décimo terceiro período de governo republicano que data de 10 de setembro de 1937 a 31 de janeiro de 1946. Canrobert da Costa faleceu em 1955 e foi personagem importante no Exército Brasileiro. Como podemos ver a história do bairro tem grande participação e influência militar, pois como já foi dito, vária ruas do bairro foram batizadas com nomes de militares, veja algumas, Rua Coronel Valença, Rua Tenente Coronel Cunha, Rua Capitão Cader Matori, Estrada Marechal Fontenelle e Estrada Marechal Malett, e além disso destacam-se quatro instituições militares, 9º Brigada de Infantaria, 21º Batalhão Logístico, 25º Batalhão Logístico (Escola) e o Parque Regional de Moto Mecanização, sendo que esta força militar não foi capaz de influenciar no desenvolvimento do bairro.

O Esporte Clube São José, teve origem a partir de um time de futebol criado pelos membros da capela de São José e foi fundado em 1 de janeiro de 1922. O local onde foi construído o clube, foi doado pela família de Seu Manoel Guina. Hoje, os bisnetos de Manoel fazem parte da Presidência e Diretoria do clube. Com 83 anos de existência, o clube luta por melhorias.

A primeira escola a ser construída no bairro, foi a Escola Rural (Hoje Escola Municipal Álvaro Alvim). A primeira Fábrica de Magalhães Bastos, mais conhecida como fábrica de louça (hoje Manufatura de Produtos King) foi instalada no bairro em 1943, nesta época sua atividade era fabricação de vidro, velas e cerâmica, tendo como seu fundador o senhor Antonio Pedro Camalhão Rocha. Em 2010, a fábrica completou 67 anos de existência e emprega boa parte da mão-de-obra existente no bairro. A Estrada General Canrobert da Costa (Antiga Limites do Barata) ainda não era asfaltada e não possuía meio fio, só em 1951 é que recebeu calçamento de paralelepípedos.

A Estação de Magalhães Bastos, é sem duvida o marco da fundação do bairro. A construção deu-se por pedido de Manoel Guina, na época quem usava o trem como transporte saltava atrás do Quartel de Cavalaria, próximo ao campo de Instrução do Gericinó. Esta parada do trem como era chamada na época causava muito transtorno aos moradores, pois tinham que caminhar um bom percurso até chegar ao bairro.

A nova Estação do bairro, foi inaugurada em 18 de agosto de 1914. Em 1936, obras de ampliação para melhorar a demanda de militares na região. Magalhães Bastos concentra 4 Unidades Militares, são elas: 1ª Companhia de Policia do Exercito, 25º Batalhão Logístico (Es), 21º Batalhão Logístico (Es) e o Parque Regional de Manutenção.

O que era para ser uma opção de lazer, hoje está deteriorada. O Cinema que existia em Magalhães Bastos foi motivo de orgulho para os moradores. Freqüentado por pessoas ilustres, como o treinador da seleção brasileira Carlos Alberto Parreira, o que resta hoje do cinema é apenas a fachada. Construído em meados de 1925 era a única opção de lazer no bairro. Quando o cinema fechou as portas, o local foi utilizado por uma fábrica de calçados, hoje serve de estacionamento para uma empresa do bairro. De classe média e média-baixa, ao norte da linha férrea, situado entre os bairros de Realengo, Vila Militar e Jardim Sulacap. O bairro abriga ainda o único clube militar de pólo do Brasil.

Suas principais ruas são: Avenida Marechal Fontenelle, Estrada General Canrobert Pereira da Costa e a Rua Almeida e Sousa.



Manguinhos é um bairro e uma favela da cidade do Rio de Janeiro, no estado de mesmo nome, no Brasil. É conhecido por abrigar o Pavilhão Mourisco, um dos únicos prédios em estilo neomourisco no Brasil. O bairro também é conhecido por seus altos índices de violência.

História

Desde a década de 1980, a área vem sofrendo com o esvaziamento econômico, uma vez que as poucas indústrias que existiam em seu entorno foram extintas ou se transferiram para outras localidades, como a Cooperativa Central dos Produtores de Leite, cujo terreno hoje pode ser considerado como um condomínio informal, dada a invasão de moradores; a Gillette do Brasil e um quartel do Exército Brasileiro - o Depósito de Suprimentos. A Refinaria de Manguinhos ainda é a principal instalação industrial da região.

Sendo praticamente tomado por favelas, o bairro é palco de inúmeros confrontos armados entre policiais e traficantes de drogas ou entre quadrilhas de traficantes rivais. A Avenida Leopoldo Bulhões, uma das principais do bairro, que tangencia a linha do trem (Ramal Central - Gramacho), é conhecida como "Faixa de Gaza", em referência à região homônima na Palestina, famosa pela violência.



Maracanã é um bairro de classe média e media-alta da Zona Norte do Rio de Janeiro.

História

Localiza-se às margens do Rio Maracanã e nos arredores do complexo esportivo do Maracanã. Faz parte de um conglomerado de bairros chamado de Grande Tijuca.

Faz limite com a Praça da Bandeira, Aldeia Campista,Tijuca, Mangueira, Vila Isabel e São Francisco Xavier. Apesar de ser vizinho à Mangueira, esta não se localiza dentro dos limites do bairro, é um dos poucos bairros cariocas que atualmente não possuem favelas. Possui o segundo maior IDH da Zona Norte (0,944 em 2000), perdendo apenas para o Jardim Guanabara.

Cortado pela Avenida Maracanã, uma das principais vias de acesso à Tijuca, tem também como ruas principais a São Francisco Xavier, General Canabarro e a Avenida Professor Manoel de Abreu.

É um bairro de ruas tipicamente residenciais, embora tenham muito trânsito e contenham diversos colégios e empresas, como a sede da Petrobras Distribuidora na Rua General Canabarro.

Atualmente, o Maracanã faz parte da IX Região Administrativa (RA IX) (Vila Isabel), que abrange os bairros de Vila Isabel, Andaraí e Grajaú. Ocupa uma área territorial de aproximadamente 1,67 km², com uma total construída de 100%, não apresentando área verde. Portanto, é totalmente urbanizado, com ruas asfaltadas, rios canalizados e rede de esgoto implantada em toda a região.

Quanto ao uso do solo, pode-se dizer que é basicamente residencial, com grande número de imóveis e particularmente de edifícios. A população do bairro está em torno de 28 mil habitantes.

O nome Maracanã vem do tupi maraka'nã, que significa papagaio. Provavelmente o rio homônimo recebeu este nome por ter suas cercanias habitadas por uma ou mais espécies destes psitacídeos. Alguns alegam que estas aves nativas habitam o bairro até hoje, mas as que são vistas hoje em dia voando são provenientes do Jardim Zoológico, localizado na Quinta da Boa Vista, assim como as garças que são freqüentemente vistas se alimentando no Rio Maracanã.

A região, que hoje abriga o bairro Maracanã, fazia parte de uma das 21 freguesias ou paróquias, que formavam o Rio de Janeiro no século XVIII, que eram divididas sob aspecto eclesiástico. A freguesia de São Francisco Xavier do Engenho Velho foi criada em 1762 e pertencia à Ordem dos padres Jesuítas, que utilizavam a área como lavoura de diversas culturas como arroz e cacau. Abrigava os antigos bairros do Andaraí Grande e Andaraí Pequeno, Aldeia Campista, Fábrica das Chitas e Vila Isabel. Posteriormente formaram a região da Grande Tijuca.

O Rio Maracanã possui 8.510 metros de extensão desde sua nascente na vertente norte do maciço da Tijuca até sua foz, sendo um dos rios contribuintes ao canal do Mangue, que por sua vez alimenta a Baía de Guanabara. Considerado um dos principais rios da Grande Tijuca, o rio responsável pela nomenclatura do bairro, é um dos grandes pontos de discussões acerca das enchentes no Município do Rio de Janeiro.

De 1818 a 1823 foi feito o primeiro plano de captação de suas águas, com a construção de um encanamento provisório até o Campo de Santana (atual Praça da República). A nova canalização foi realizada na década de 50 do século XIX no baixo curso do rio, onde o terreno era um alagadiço. Devido ao elevado grau de urbanização ocorrido na área, gerou problemas antagônicos. Por isso, devido à urbanização relacionada à valorização do solo, foi expandida a canalização em 1950, gerando freqüentes inundações. Essas enchentes causadas pela impermeabilização do solo, juntamente com a redução do espaço para o fluxo de água(diminuição na vazão regular do rio), aumentam o volume do rio que acaba transbordando.

A área da atual Grande Tijuca, onde está o bairro Maracanã, era nos primórdios da colonização do Brasil um grande território pantanoso. O adensamento populacional do bairro, seu desenvolvimento urbano e seu processo de edificação foram condicionados pelo leito do rio.

Até hoje conserva algumas características urbanas do século XIX, como residências com arquitetura de época e ruas arborizadas. Devido a sua importância, o Rio Maracanã vem sofrendo diversas mudanças com o propósito de melhorias na infraestrutura interna da cidade, tentando desta forma, solucionar alguns problemas oriundos das chuvas. Seu traçado contido por calha tem o objetivo de reduzir os riscos de enchentes em dias de temporais. Devido à sinuosidade do rio, em muitos trechos de seu leito há obras de correção para melhorar a vazão.

A partir da segunda metade do século XIX, a região começa a passar por intensas transformações. A expulsão da Ordem dos Jesuítas do Brasil e a necessidade de se expandir a cidade do Rio de Janeiro para áreas mais afastadas do centro, as fazendas, os sítios e as chácaras deram lugar a belos sítios de moradia, que atraíam uma população de maior poder aquisitivo, tornando esta área de classe média alta.

Mais precisamente a partir da década de 1870, inicia-se um processo de urbanização nesta área, quando, mais precisamente em 1873, o Governo Imperial delegou as freguesias de São Cristóvão, de Inhaúma e Engenho Velho, possibilitando a construção de novas edificações, sempre voltadas para atender a uma população de classe média alta, permitindo um maior desenvolvimento para os bairros ali localizados. É neste período, portanto, que se tem a formação do bairro, que juntamente com Tijuca, Engenho Velho, Andaraí e Vila Isabel, são incorporados à malha urbana da cidade.

A Rua São Francisco Xavier, hoje uma das mais importantes do bairro, era apenas um caminho que interligava as diversas chácaras que ali existiam e que faziam parte da então freguesia do Engenho Velho. É importante considerar que o bairro sempre teve uma importância esportiva para a cidade. Foi nessa região que, na metade do século XIX, surgiram as primeiras sociedades turfísticas do Rio de Janeiro. Tradicionalmente, a região das antigas chácaras sempre viveu em torno da área onde hoje é o estádio Mário Filho, o Maracanã. Nesta região funcionava o Derby Clube, a segunda grande associação de turfe fundada no Rio, em 1885, por André Gustavo Paulo de Frontin.

A favela do Esqueleto, caracterizada pela sua horizontalidade, remonta a época do jamais concluído Hospital das Clínicas da Universidade do Brasil, após o fechamento do Derby Club. Aquela aglomeração posteriormente seria removida devido às políticas de remoção de favelas na cidade do Rio de Janeiro, cedendo espaço a UEG (hoje UERJ). Conforme levantamento realizado, constatou-se que já na década de 40, havia publicações a respeito da remoção dessas formas de habitação na então Capital Federal.

No bairro encontram-se diversas universidades e escolas técnicas, como o CEFET, a Universidade Veiga de Almeida (UVA) e a sede da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Além de escolas técnicas como o CEFETEQ, a ETE Ferreira Vianna (Faetec) e grandes colégios como Marista São José e Pedro II.

Há diversas linhas de ônibus, ligando a diversos locais da cidade. Também é atendido com estações de Trem e Metrô.



Marechal Hermes é um bairro de classes média e média-alta da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

História

Fundado em 1° de maio de 1913, o bairro de Marechal Hermes foi o terceiro bairro operário planejado do Brasil. Estritamente residencial, com direito a ampla rede de serviços públicos como escolas, hospitais e teatro, nasceu como vila proletária, idealizada pelo então presidente da república Marechal Hermes da Fonseca, preocupado com a carência de moradias populares enfrentou a oposição do congresso e determinou sua construção, destinando para isso uma fortuna para a época de 11 mil contos, que teve no tenente Engenheiro Palmyro Serra Pulcheiro a responsabilidade do desenho e execução da planta. Sua construção previa ruas largas e arborizadas com 1350 edificações, com vários tipos de moradias, escolas profissionalizantes masculinas e femininas, repartições públicas, biblioteca, praças de esportes, hospitais e creches.

Com o término do governo de Hermes, em 1914, o projeto que sofrera grande oposição da sociedade e da imprensa, foi abandonado à própria sorte e dos 1350 imóveis previstos apenas 165 foram construídos surgindo assim, agregadas à vila, moradias simples, construídas pelo seu operariado que se tornou conhecida como "Portugal Pequeno", devido à forte presença de imigrantes portugueses.

Os primeiros moradores da vila, seriam os desabrigados do Morro do Castelo quando do seu desmonte, o que acabou não ocorrendo e a prioridade foi para os funcionários públicos e apadrinhados.

Em 1930, o presidente da república Getúlio Vargas retorna suas obras, depois de uma dura intervenção urbana e política no projeto original. O bairro cujos sobrados chegavam a ter até 90m², ganhou blocos de apartamentos e teve os nomes das ruas antes referentes a datas significativas do movimento operário, substituídas por nomes de militares.

Marechal Hermes foi um bairro planejado, desenhado para abrigar populações de operários que habitavam a cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil. O bairro de Marechal Hermes desenvolveu-se em torno da estação de trem de mesmo nome. Marechal Hermes deve seu nome ao presidente do Brasil durante a construção do bairro, o Marechal Hermes da Fonseca.

O bairro começou a ser projetado e executado, em 1911, com traços da arquitetura modernista, e no dia 1º de maio de 1913, na presença do Presidente da República Hermes da Fonseca, foi inaugurado. Até hoje o bairro conserva suas características iniciais e um aglomerado de obras importantes.



Maria da Graça é um bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, de classe média e classe média-alta.

História

Possui como vizinhos os bairros do Jacaré, Del Castilho, Higienópolis e Cachambi.

Os shoppings mais próximos são o Nova América e o Norte Shopping, mas apresenta condução fácil para o Iguatemi e o Shopping Tijuca.

Possui uma estação de Metrô, uma Escola Municipal (E.M. Pernambuco), uma Igreja Católica (Igreja Nossa Senhora das Graças), uma Igreja Presbiteriana (Igreja Presbiteriana de Maria da Graça, ligada a Igreja Presbiteriana do Brasil), uma Assembléia de Deus e uma Igreja Universal do Reino de Deus.

O comércio é limitado. Encontram-se no bairro algumas padarias e bares, dois postos de combustível, uma academia, algumas farmácias e outras pequenas lojas. Em Maria da Graça localiza-se também o Colégio Estadual Professor Horácio Macedo, que faz parte do campus do CEFET-RJ.

Além da Estação Maria da Graça, pelo bairro também passam ônibus que vão para o Centro, Praça Seca, Irajá, Penha, Olaria, Mariópolis, Méier e Tijuca.



Moneró é um bairro nobre considerado de classe média alta Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, localizado dentro da Ilha do Governador.

História

Surge do loteamento Jardim Carioca Foi desmembrado do Jardim Carioca e passou a se chamar Jardim Ipitanga e depois Moneró.

Inicialmente denominado Jardim Ipitanga, os moradores só o chamavam de “Moneró”, em referência ao seu antigo proprietário, nome que acabou prevalecendo quando da oficialização do bairro pelo Decreto 3158, de julho de 1981. Até meados dos anos de 1950, a área do atual Moneró pertencia ao loteamento Jardim Carioca. Até o início dos anos 60, a região era um grande pasto, com uma fábrica de ladrilhos hidráulicos e algumas poucas residências espalhadas. Posteriormente, fora urbanizada pela empresa pertencente a família Moneró, passando então a ser chamada de Jardim Ipitanga. Contudo, como as placas que indicavam os pontos de venda e os lotes de terrenos levavam o nome Moneró, o bairro acabou por tomar este nome.

No dia 25 de dezembro de 1976, a Prefeitura do Rio inaugurou a Praça Papai Noel, uma área de 2.000 m² equipada com “play ground”, bancos, mesas para jogos e canteiros.
Na final década de 1980, foi criado o corredor esportivo, na orla da avenida de Magistério, ao longo da praia do Dendê, com quiosques, quadras polivalentes, calçadão para caminhadas e passeios de bicicleta, com o belo panorama da Baia de Guanabara e Serra dos Órgãos ao fundo. Em 2002 é ampliado, com novas quadras esportivas, pista de “skate”, pista de patins, bicicletários, aparelhos de ginástica, continuação da pista de caminhadas, tornando-se uma das maiores áreas de lazer da Ilha do Governador.

No bairro existia pontos bem movimentados e conhecidos em toda a Ilha, como a antiga boate "Olho do Cuco"; o Bar das Canoas; a antiga Farmácia do Moneró - ao lado do bar das Canoas; Churrascaria São Borja; Padaria do Sr. Acássio; antigos bares: do Sr. Augusto, Sr. Lindolfo, Sr. Armando; Mercearia ROMA; Mercado do Sr. Nelson; Antigo Aviário localizado em uma pequena chácara - perto da antiga padadria do Sr. Acássio - atual padaria Pão du Riz.



Méier é um tradicional bairro localizado na zona norte do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

No século XVIII, o bairro era uma fazenda de cana-de-açúcar. Em 1760, houve desentendimentos entre os jesuítas (os donos da fazenda) e a coroa portuguesa, que os expulsou do Rio de Janeiro. A fazenda, então, foi dividida em três partes: Engenho Novo, Cachambi e São Cristóvão. Em 1884, Dom Pedro II presenteou um amigo com parte das terras. Esse amigo tinha o nome de Augusto Duque Estrada Meyer, (filho do comendador Miguel João Meyer, português de origem alemã e um dos homens mais ricos da cidade no final do século XVIII), conhecido como "camarista Meyer" por ter livre acesso às câmaras do palácio imperial.

Por sua causa, a região ficou conhecida como "Meyer" (pronuncia-se "Maier"). Depois de certo tempo, os moradores aportuguesaram o termo para "Méier". Os primeiros habitantes da região eram escravos fugidos que formaram quilombos na serra dos Pretos Forros.

Cortado pela estrada de ferro Central do Brasil, a história do Méier se confunde com a dos trens. O aniversário da sua estação ferroviária é utilizado como data de fundação do bairro: 13 de Maio de 1889. A estrada de ferro foi de extrema importância para o início de um acelerado progresso da região, que é, atualmente, conhecida como Grande Méier. A partir da década de 1950, o bairro explodiu demográfica e comercialmente. Em 1954, o bairro ganhou o Imperator, na ocasião, a maior sala de cinema da América Latina, com 2 400 lugares. Em seguida, foi a vez do Shopping do Méier se instalar no bairro. Foi o primeiro do gênero a ser inaugurado no Brasil.

Um dos grandes problemas do Méier é o trânsito. O aumento de tráfego após a implantação da linha Amarela, somado às vias de acesso que ainda mantém um dimensionamento obsoleto, complicam o trânsito na região, tornando-o, por vezes, caótico. Quem vem do Centro enfrenta congestionamentos na avenida 24 de Maio e quem sai da linha Amarela observa trânsito lento em ruas como Arquias Cordeiro, Borja Reis e Dias da Cruz, principalmente no horário do rush.

É um dos principais polos comerciais da cidade e um dos bairros cariocas que mais vem se desenvolvendo. O início deste novo ciclo de progresso começou com a concretização da linha Amarela. É possível observar o surgimento de construções de grandes condomínios e prédios de alto padrão. Em maior parte, nas ruas transversais à rua Dias da Cruz. A construção do estádio João Havelange, no bairro vizinho de Engenho de Dentro, promete alavancar de vez o comércio local, que, hoje, apresenta sinais de recuperação após um período de decadência por conta da concorrência do Norte Shopping. Alvo de reclamação de seus moradores, as opções de lazer no bairro deixam a desejar.



Olaria é um bairro da zona norte da cidade do Rio de Janeiro.

História

A origem do nome Olaria deu-se em virtude dos senhores de engenho, que mantinham no local inúmeros desses fornos, sendo a primeira olaria construída em 1821, no século XIX, por iniciativa da família Ferreira, aproveitando a abundância de barro oriundo do Morro do Alemão, pertencente àquela época a dita família.

Com a implantação da estrada de ferro, iniciada em 1882, e a localização das primeiras paradas, sendo o caso de Olaria, Bonsucesso e Ramos. Ficou evidente que o negócio se multiplicaria. Por volta de 1886, o progresso no local foi marcado pelo apito da locomotiva de ferro, da Estrada de Ferro do Norte.

Os descendentes da família dos Rêgo, casal Francisco José e Clara, Antonio, que morreu em 1869 era solteiro e dedicado à agricultura, Joaquim engajou-se no serviço público e o outro irmão incorporou-se no Exército como voluntário, no posto de alferes, por volta da guerra do Paraguai, prosseguindo na carreira militar até o posto de Major, e na vida civil, tornou-se Delegado de Polícia, marcando sua posição na área como "Major Rego", nome consagrado até hoje, como também, de seus irmãos e outros familiares.

Mas, as olarias primitivas prosseguiam no progresso tornando-se potências econômicas que caracterizavam o bairro. Destacamos a mais importante fábrica que foi construída na Estrada da Penha, mais tarde denominada Democráticos, e hoje Rua Uranos. Outra importante cerâmica, também na Rua Uranos, foi a da firma de Bernardo de Mello e Custódio Ornellas, conforme citação de Jorge Raed, de família pioneira de Olaria e estudioso da história do bairro e de Olaria.

Tal era à época, a movimentação da indústria de artefatos de barro, produzindo os mais simples produtos, empregando rudimentares maquinarias e usando seus fornos de lenha em grande consumo, daí surgindo à linha do trem, próximo a estação, um espaço para descarga nesta linha de grande material para queima; hoje, nem vestígio comprova o passado.

A tradição manteve-se na linguagem popular: a localidade primitiva passou a ser conhecida como "Olaria", conservando-se até os nossos dias, apesar de a estação alterar seu nome para "Pedro Ernesto". Porém, a idéia não vingou, mantendo-se o primitivo e pitoresco nome do local de "Olaria".
A construção da Avenida Brasil, durante a administração do Prefeito Henrique Dodsworth, determinou a integração definitiva do bairro de Olaria à cidade, sendo que esse traçado acabou destruindo importantes vestígios da história pré existente do bairro.

O bairro é localizado na chamada Zona da Leopoldina, subúrbiona Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.



Osvaldo Cruz é um bairro da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

História

Localiza-se entre os bairros de Madureira (leste), Bento Ribeiro (oeste), Campinho, Vila Valqueire (sul) e Rocha Miranda (norte). É conhecido nacionalmente por ser o berço da Portela, a maior campeã do Carnaval carioca, embora a mesma tenha surgido no bairro vizinho de Madureira. Cortado pela linha férrea, Osvaldo Cruz é um bairro tipicamente residencial, com aproximadamente 40 mil habitantes.

O bairro fez parte da freguesia de Irajá, criada em 1644. Em fins do século XIX e inícios do século XX, a economia de região, amparada pelo trabalho escravo, entra em crise e os antigos latifúndios começam a ser repartidos pela população pobre, em sua grande parte formada por pessoas marginalizadas pelas reformas urbanas que eram realizadas no centro da cidade, na gestão Pereira Passos.

Em 1890, é inaugurada a Estação Dona Clara de trens, que daria nome àquela área de limites ainda indefinidos, que então se confundia com Madureira. Em 1917, com a morte do médico e sanitarista Oswaldo Cruz, a estação local é renomeada e com o tempo este nome acaba sendo atribuído também ao bairro. Porém, até hoje há no vizinho Madureira uma rua com o nome de "Dona Clara".

Era da rua Dona Clara o bloco carnavalesco de Dona Ester, "Quem fala de Nós Come Mosca", ancestral da Portela. Na década de 1920, quando a Portela é fundada, o bairro já era conhecido como "Oswaldo Cruz", tanto que o primeiro nome da agremiação era Conjunto Osvaldo Cruz.



Paciência é um bairro de classe média baixa da zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

História

Tem por vizinhança os bairros de Santa Cruz, Cosmos, Campo Grande e o município de Nova Iguaçu.

Tem aproximadamente 85 mil habitantes, 25 mil domicílios e uma área territorial de 9.741,80 hectares. No bairro existem 25 escolas municipais e uma das estações ferroviárias mais antigas do país (atualmente administrada pela SuperVia). O bairro ainda é cortado pela Avenida Brasil, a principal via de acesso ao Centro da cidade e também pela Avenida Cesário de Melo, uma importante via de transportes urbanos que liga Santa Cruz a Campo Grande. A mesma possui ciclovia no trajeto. O viaduto de Paciência comunica as partes norte e sul do bairro.

Nos últimos anos, o bairro ganhou certo destaque na mídia devido ao projeto de construção de um centro de tratamento de resíduos, o chamado Lixão de Paciência, que receberia resíduos e detritos de toda a cidade. A empresa, no entanto, foi vetada pelo Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro.

Seu nome se deve ao Engenho da Paciência, de João Francisco da Silva, a mais antiga e importante fazenda de cana-de-açúcar existente no Brasil. Ficava na Estrada Real de Santa Cruz, onde, no início do século XIX, se hospedavam príncipes e nobres, nas excursões à Fazenda Real.

Com o advento da linha férrea, foi inaugurada, em 1897 a Estação Paciência. Sua urbanização começou na década de 1950, com o surgimento de grandes loteamentos, como o Jardim Sete de Abril, a Vila Geni, o Jardim Vitória, dentre outros. Na Avenida Brasil, foi implantado o bairro Jardim Palmares e o Distrito Industrial de Palmares, na divisa com Campo Grande. Mais tarde, cresceram comunidades como as de Três Pontes, Divineia, Roberto Moreno e Nova Jérsei. O núcleo principal do bairro, atravessado pelo rio Cação Vermelho, está situado entre a Serra da Paciência e o Morro de Santa Eugênia.



Padre Miguel é um bairro de classe média da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.

História

Localiza-se entre os bairros de Bangu e Realengo. É lá que se situam as escolas de samba Mocidade e Unidos de Padre Miguel.

Nos finais de semana, outra atração é o Ponto Chic, reduto boêmio do bairro. É também em Padre Miguel que se localizam as Faculdades Integradas Simonsen (FIS).

O nome Padre Miguel homenageia monsenhor Miguel de Santa Maria Mochon (1879-1947), considerado o maior benemérito da região desmembrada de Realengo em meados do século 20.

Espanhol da aldeia de Dílar, na Granada, Espanha, padre Miguel chegou a Realengo com apenas 19 anos. O físico franzino não impediu que tivesse uma vida intensa em favor dos pobres, semeando escolas, creches e bibliotecas. Padre Miguel foi o reformador da Igreja Nossa Senhora da Conceição e o criador da primeira Escola Regular da Região, estendendo suas viagens de catequização aos engenhos de N. Sra. da Conceição da Pavuna e do Botafogo, pelo chamado "Caminho do Padre".

Padre Miguel morreu em 1947 e está sepultado na Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Em 16 de abril do mesmo ano foi criado o bairro de Padre Miguel. A figura do missionário espanhol é lembrada no busto e na praça que tem seu nome. Praça a qual se localiza em Realengo, na Av. de Santa Cruz.



Paquetá é o bairro compreendido pela Ilha de Paquetá e por outras pequenas ilhas (Brocoió, do Braço forte, Jurubaíba, da Pita, Redonda, do Manguinho, Comprida, dos Ferros, Casa da Pedra, de Pancaraíba, dos Lobos, Tabacis, das Folhas, Tapuamas de Baixo, Tapuamas de Cima, do Sol, Laje Rachada, Pedra Rachada, Trinta Réis e Pedra Cocóis, bem como as ilhotas, pedras e lajes situadas entre elas), no interior da Baía de Guanabara, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

A Ilha de Paquetá foi descoberta pelos europeus em 1555, pela expedição francesa fundadora da França Antártica. No entanto, a ilha já era habitada pelos índios tupinambás, que também viriam a ser conhecidos como tamoios. Estes chamavam a ilha de Paketá, que significa "muitas pacas".

Somente em 18 de dezembro de 1556, o rei francês reconheceu a descoberta de André Thevet, cosmógrafo membro da expedição francesa, sendo essa data até hoje considerada como aniversário da ilha.

Com a vitória dos portugueses contra os franceses, a ilha passou para o controle dos vencedores, que, em 1565, mesmo ano da fundação da cidade do Rio de Janeiro, a dividiram em duas sesmarias.

Em 1697, foi construída a Capela de São Roque, padroeiro da ilha.

Durante a Revolta da Armada, em 1893, a ilha foi ocupada durante seis meses pelos marinheiros sublevados, o que ocasionou diversos prejuízos para a população local.



Parada de Lucas é um bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro.

História

Não se sabe exatamente como e quando o Emigrante Português José Lucas de Almeida "O Lucas" foi parar naquela região que fazia parte das Sesmarias do Irajá.

Com a construção da nova ferrovia que ligaria o Centro do antigo estado da Guanabara-RJ até a Raiz da Serra aparece o nome do bairro atual, quando o José Lucas de Almeida pede para fazerem uma paragem em suas terras para que os pequenos proprietários da região pudessem escoar suas mercadorias, dai vem o 1º nome: "A Parada do Lucas” onde uma pequena cobertura em madeira servia de apeadeiro, logo a seguir vem o nome de Parada de Lucas e uma estação de trem que existe até o dia de hoje.

A casa do Lucas estava situada onde é hoje a Empresa de ônibus Caprichosa, onde existia uma grande plantação de couves portuguesas, segundo relatam os moradores mais antigos do Bairro.

Por ser católico praticante ele construiu uma capela com o nome da santa de sua devoção e aquela localidade do bairro ficou conhecida até hoje pelos mais antigos como o "Morro da Capela”, onde também existia uma escola primária e uma escola de Samba o "Unidos da Capela” Campeã do carnaval do Rio de Janeiro e responsável por um dos mais belos sambas de sempre. "Sublime Pergaminho"; com a fusão da Escola de samba Unidos da Capela (na atual Rua Itapuva) e os Aprendizes de Lucas, nasce o Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Lucas.

Com o desmembramento das terras surgiu o Novo bairro que tem um pouco de Tudo, pessoas que vinham da Zona Sul e Centro do Rio, pessoas do interior do Estado do Rio, mais tarde muitos nordestinos, mas na origem podiam-se encontrar muitos Portugueses, afro-brasileiros descendentes quase diretos dos escravos Africanos (dai o Cultos afros no bairro e o samba), até muitos judeus e pessoas do oriente Médio.
Adolfo Bloch trouxe um tempo muito próspero para o bairro com a Construção da Manchete que já foi a maior gráfica da América Latina. Pessoas ilustres como o presidente Juscelino Kubitschek, Dr. Christian Barnard e muitos outros famosos visitavam o bairro através da Manchete.

O nome do bairro origina-se da fusão entre o prenome de um proprietário de terras da região - Lucas - com a existência de uma estação de trem, lá inaugurada em 1949.

A Favela ou comunidade de Parada, nasce de um Projeto da Igreja Católica Chamado: Cruzada de São Sebastião do Rio de Janeiro, algumas casas foram construídas e depois o projeto foi abandonado e o dinheiro desapareceu, e assim deu-se origem a ocupação da área aonde até hoje vem sendo ocupada.

Em 1931, quando a comunidade começou a se formar, só existia um lugar onde obter água limpa. Era conhecida como Três Bicas e até hoje tem esse nome. Muitas pessoas atravessavam a Avenida Brasil para buscar água lá e trazê-la até suas casas.

Mais recentemente, o Programa Favela-Bairro permitiu melhorias no saneamento, abastecimento de água e condições das vias públicas.



Parque Anchieta é um bairro de classe média-baixa localizado na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

História

A passagem de pedestres (ou simplesmente o túnel de Anchieta) foi inaugurada pelo então presidente Getúlio Vargas no início da década de 50.

Diz-se que havia na região da praça Itanhomi (Mariópolis) um grande cemitério indígena, daí a origem dos nomes de grande parte das ruas da região (Aiacá, Aiúba, Juarana, Cracituba, Aripuá, Japoara, Araçá, etc.)

A nascente do Rio Pavuna se localiza na área militar do Gericinó, nas divisas entre Anchieta, Realengo e Nilópolis.

O Parque Anchieta é um dos poucos bairros do subúrbio com expectativa de vida maior que a média da cidade (66,6 anos).



Parque Colúmbia é um bairro de classe baixa do Rio de Janeiro.

História

Por volta de 1950, algumas poucas pessoas se fixaram à região. Neste época, a urbanização era escassa, não havia fornecimento de energia elétrica nem de água potável. A rua Embaú, atual rua principal, não era asfaltada. A estrada ainda não tinha sida pavimentada. A paisagem era composta de muitos coqueiros e muitos terrenos era cobertos por mato. Neste período, a pesca de peixe e camarão no Rio Acari era a principal atividade econômica das famílias da região.

No rio Acari, que corta a comunidade, era possível encontrar camarões e até peixes, que eram o sustento para as poucas famílias que aqui viviam.

Em 1956, o Projeto de Arruamento e Loteamento Misto, Proletário e Industrial, a 229 metros da rodovia Presidente Dutra, entre o rio Acari e a rua Embaú, resulta em 7 ruas. O projeto foi implantado na propriedade da empresa “Ferrometais Colombo Comércio e Indústria S.A., por isso o nome “Parque Colúmbia”. 1960 - O projeto de loteamento popular (PAL 23173) no lado ímpar da rua Embaú, na propriedade da empresa “Mercúrio Engenharia Urbanização e Comércio Ltda”, dá origem a 7 ruas e à Praça Somália.

O bairro foi criado oficialmente pela Lei Nº 1787 em 23 de abril de 1999 com a alteração do Bairro da Pavuna.

Além das contruções residenciais, o bairro abriga instalações de diversas empresas como: um depósito de várias empresas, que antigamente pertencia a empresa Casas Bahia, várias transportadoras, uma empresa de reciclagem Markobras Ambiental. Além de dois mercados, uma farmácia, escolas particulares (SESON e Patricia Leitão) e públicas, uma creche municipal (Os Sabidinhos), uma creche particular (Jovens leitores), clínicas, restaturantes, uma pizzaria, uma pastelaria, um sacolão, poucas padarias e algumas igrejas.



A Pavuna é um bairro residencial e industrial de classe média da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Faz divisa com os bairros de Anchieta, Guadalupe, Costa Barros,Coelho Neto e Jardim América.

História

"Pavuna" é um termo tupi que significa "lago preto", através da junção dos termos upaba ("lago") e un ("preto"). Uma hipótese etimológica alternativa aponta para o significado de "lugar escuro", na língua dos antigos índios que habitavam o local.

A coroa portuguesa estimulou o plantio de cana-de-açúcar na região, a partir do século XVI. Com a cultura da cana-de-açúcar, vieram os escravos africanos. As fábricas de açúcar e aguardente prosperaram de tal forma que incentivaram a criação da primeira freguesia fora do Centro do Rio de Janeiro, a de Nossa Senhora da Representação de Irajá, em meados do século XVII.

A crise provocada pela descoberta das Minas Gerais, no século XVIII, afetou a produção de açúcar na área. Os senhores de engenho conseguiram, no entanto, recuperar grande parte do prestígio e da produção durante o século seguinte, possibilitando até que o número de engenhos aumentasse. Mas, a sedução exercida pelo plantio do café, aliada à insuficiência de capital acumulado para promover melhorias nas fábricas, contribuíram para que os antigos senhores do açúcar transformassem os engenhos em fazendas.

Não foram poucos os esforços para dinamizar a produção cafeeira e revitalizar a prosperidade do passado. O traçado da Estrada de Ferro Dom Pedro II facilitou o escoamento das mercadorias. O mesmo se deu com a construção de um canal, retificando o traçado do Rio Pavuna, que também contribuiu para livrar a região do fantasma das febres que despovoavam outras áreas do recôncavo, tal como a cidade de Piedade de Iguaçu, em plena decadência. Esta fora a última vila organizada em terras da cidade, cujo perímetro definitivo se estabelecera em 1833, com a criação do Município Neutro, a Corte imperial.

A Pavuna ocupava ambas as margens do rio de mesmo nome, cada uma delas pertencente a uma freguesia da cidade: a da direita, a Irajá e a da esquerda, a São João de Meriti. A divisão do território entre as cidades do Rio de Janeiro e Iguaçu - esta transferida, em meados do século XIX, para um local da Freguesia de Jacutinga, daí o nome "Nova" que adquiriu, deu origem a uma polêmica quanto à posse das terras situadas entre os rios Pavuna e São João. A cidade de Nova Iguaçu requeria as terras de ambas as margens do Rio Pavuna, transferindo-se a fronteira para o Rio São João; mas, venceu a disputa a freguesia de Irajá, fixando a fronteira no divisor tradicional das freguesias, isto é, no Rio Pavuna. Assim, a Pavuna ficou pertencendo à cidade do Rio de Janeiro.

Em 1910, foi inaugurada a estação de trem Pavuna-São João de Meriti.
Com a proliferação das moradias, acelerou-se o processo de fragmentação da malha urbana. Vieram migrantes internos e externos, face às oportunidades oferecidas pela cidade florescente. Em 1998, foi inaugurada a estação de metrô do bairro, a Estação Pavuna.



Pechincha é um bairro de classe média da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.

História

Possui ligação com a Freguesia e o Tanque,através da Avenida Geremário Dantas. É basicamente um bairro residencial.

Muito conhecido por abrigar o Retiro dos Artistas, na rua de mesmo nome. O nome do bairro é devido a um mercado, que existia no local e vendia produtos com preços mais baratos que os estabelecimentos comerciais dos bairros vizinhos de Freguesia e Taquara, principais pólos de comércio de Jacarepaguá até hoje.



Pedra de Guaratiba é um bairro de classe média baixa da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

"Guaratiba" é um termo oriundo da língua tupi que significa "ajuntamento de guarás", através da junção dos termos agwa'rá ("guará") e tyba ("ajuntamento").

A denominação "Pedra de Guaratiba" teve sua origem na partilha das terras da região de Barra de Guaratiba pelos herdeiros do seu primeiro donatário, o português Manoel Velloso Espinha.

Com a morte de Manoel Velloso Espinha, seus dois filhos Jerônimo Velloso Cubas e Manoel Espinha Filho herdaram a Freguesia de Guaratiba. Através de mútuo consentimento, resolveram dividir entre eles as terras herdadas do pai, ficando Jerônimo com a parte norte e Manoel com a parte Leste, tendo o Rio Piraquê como marco divisório.

Jerônimo Velloso Cubas, não tendo herdeiros, pela lei foi forçado a doar sua parte à Província Carmelitana Fluminense, uma congregação religiosa de frades da Ordem do Carmo. A congregação carmelitana de posse religiosa das terras, fez construir diversas benfeitorias entre as quais, igreja, noviciato e um engenho.

No engenho, havia uma grande produção de açúcar, rapadura e um vasto canavial, proporcionando, dessa forma, um rápido desenvolvimento à região, em cuja área surgiu a Fazenda da Pedra, região hoje denominada Pedra de Guaratiba.

Num passado recente, Pedra de Guaratiba se destacou por ser grande produtora de pescado, sendo visitada por pessoas atraídas por seus restaurantes especializados em frutos do mar. Hoje, a atividade pesqueira declinou devido à grande poluição que vitimiza a baía. Se destacam no bairro a Fundação Xuxa Meneghel e a Igreja Nossa Senhora do Desterro, de 1626, sendo a terceira igreja mais antiga da cidade, construída à beira-mar e tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.



Penha é um bairro de classe média e classe média-baixa da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

A religião era, naqueles tempos rudes e de limitada cultura mental, o único veículo de expansão das atividades espirituais; as cerimônias do culto constituíam quase o unico elemento de distração para as asperezas da existência. Baltasar Cardoso decidiu erguer uma capela no alto do morro situado em suas terras e, neste ano de 1635, levou a efeito o seu propósito construindo ali um pequeno templo que foi a origem da Igreja de Nossa Senhora da Penha, que veio posteriormente a dar nome ao bairro.

Não muito longe, outra capela foi erguida mais ou menos pela mesma época: a de Santo Antonio de Lisboa no Engenho da Pedra; não é conhecida a data exata da sua fundação mas existe nos livros da freguesia da Candelária o registro de um batismo ali celebrado em 1638.»

A ocupação do bairro da Penha se deu em 1670, quando a Igreja da Penha foi ampliada e, cinco anos mais tarde, com a inauguração de sua longa escadaria - que dizem ter 365 degraus -, facilitou o acesso dos romeiros, que com devoção subiam, escalavrando joelhos, pagando promessas, resgatando pecados, salvando almas.

No final do Século XIX, a Estrada de Ferro do Norte chegou à Penha e, no início do Século XX, foi a vez do bonde elétrico. A oferta de transporte só fez aumentar ainda mais o número de romeiros na região.

Em 1920, do lado oposto da Igreja, foi implantado o Curtume Carioca, que com seu apito caracteristico,chamava à obrigação do trabalho, uma indústria de curtumes, peles e comércio de couros e similares, com construção em estilo Art nouveau. Marcando o caminho, da Estação Ferroviária até a sua porta, foram plantadas Palmeiras Imperiais.

Já enfrentando retração do mercado, pelo surgimento do produto sintético e em função da crise econômica vivida pelas indústrias nacionais, as atividades do Cortume foram encerradas em 1990. O epílogo da história do Cortume Carioca ocorreu em 1998, quando foi decretada a falência. Hoje o local se encontra em processo de demolição, e deve abrigar uma vila olímpica, que deve ajudar a lançar uma nova safra de craques do esporte, algo característico do bairro.

Do bairro surgiram os jogadores de futebol Gonçalves, o goleiro Julio Cesar, Athirson e Adriano.

No dia 22 de julho de 1919, o bairro da Penha foi emancipado da Freguesia de Irajá, a partir do Decreto nº 1376.

Reconhecido seu valor histórico e cultural para a Cidade, no mês de junho de 1990, a Igreja da Penha foi tombada mediante o Decreto Municipal nº 9413 de 1990.

O Hospital Estadual Getúlio Vargas, fundado em 3 de dezembro de 1938, e o Parque Ary Barroso se encontram em um terreno doado pela família do pioneiro Lobo Júnior, conhecido como Chácara das Palmeiras.

Nesse bairro, o espírito cultural ainda tenta sobreviver nos eventos como: A Festa da Penha (no início do século XX, o primeiro samba gravado "Pelo Telefone" de Donga foi lançado nesta festa), uma festa colorida, com suas barraquinhas; com música sempre alegre e que envolve os corpos na malemolência da dança a festa que ocorre todo final do ano sempre nos meses de Outubro e Novembro.



Penha Circular é um bairro da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

História

A sua existência é ignorada por muitos, que acabam incluindo-o no bairro da Penha.

O Hospital Getúlio Vargas e o Parque Ary Barroso fazem parte de suas delimitações, assim como a Comunidade Morro da Caixa d'Água.

Diferente do vizinho Brás de Pina, este bairro tem um litoral, localizado depois da Avenida Brasil, onde se situa a favela Kelson's.

Localizava-se no bairro uma das praias mais famosas da Zona Norte do Rio, onde a população de bairros próximos como Brás de Pina e Cordovil ia banhar-se, e até de bairros mais distantes, como Jardim América e Vigário Geral.

Hoje em dia a praia não é mais própria para o banho, e a antiga favela cresceu muito, tornando o litoral da Penha Circular um local de águas fétidas e escuras, repletas de esgotos, onde alguns pescadores ainda tentam sobreviver. Fica um pouco antes da Praia de Ramos.



Piedade foi um bairro de classe média e média-baixa da Zona Norte do Rio de Janeiro.

História

Nasceu no ponto onde hoje fica a Igreja de Nossa Senhora da Piedade. Do alto, é possível ter uma boa visão de como a região cresceu. Entre Madureira e Méier, a Piedade começou a ser ocupada em meados do século XVIII. O bairro faz divisa com os bairros de Quintino Bocaiúva, Abolição, Encantado, Água Santa, Tomás Coelho e Cavalcante.

Com a chegada do trem, vieram o progresso, mais moradores e um problema: o lugar ficou conhecido pelo nome da estação, Gambá. O nome foi dado por dom Pedro II, durante uma viagem. "No momento de expansão ferroviária do Império em direção à Zona Norte da cidade do Rio, o imperador resolveu fazer uma parada em uma região onde havia vários gambás. Por conta disso, o lugar ficou conhecido como Parada Gambá ou Estação Gambá", explica o historiador André Nunes.

Como o nome Parada Gambá não agradava muita gente, uma moradora do bairro decidiu escrever uma carta para o diretor da Estrada de Ferro Central do Brasil, no fim do século XIX. O texto era o seguinte: "Por piedade, doutor, troque o nome da nossa estaçãozinha". O apelo acabou dando certo. "O diretor respondeu: ‘Minha senhora, será feito. E o nome do bairro será Piedade’. Ela gostou, e o bairro ficou assim", diz o historiador.



Pilares é um bairro na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, de classe média baixa.

História

Além de estar próximo ao bairro do Méier e de Madureira, vocacionalmente mercantis, é ainda atendido por um grande Shopping Center(Norte Shopping) que se localiza num bairro próximo, e uma variedade razoável de segmentos comerciais, tendo um centro comercial movimentado junto ao Largo dos Pilares e Avenida João Ribeiro.

Um dos pontos atrativos do bairro é a escola de samba Caprichosos de Pilares, situada peculiarmente sob o viaduto Cristóvão Colombo. também fica situado no bairro a escola de samba Difícil é o Nome. O bairro faz divisa com Inhaúma, Abolição, Piedade, Engenho de Dentro, Engenho da Rainha e Tomás Coelho.

No bairro há também as comunidades do Morro do Urubu, Morro da Coroa e as favelas Fernão Cardim e Rato Molhado.

A história do bairro surgiu na época do da família real no Brasil, onde no seu largo havia pequenos pilares em volta de uma fonte de água. Os pilares eram para amarrar os cavalos, a fim deles beberem água da referida fonte. O Largo dos Pilares era uma das paradas do caminho real de Santa Cruz, onde hoje existe a Avenida Dom Hélder Câmara,antiga Avenida Suburbana.

No Largo de Pilares, como ainda é hoje denominado, havia o entroncamento de três vias muito importantes para o escoamento das mercadorias vindas de Minas Gerais, de São Paulo e do interior da cidade(como Jacarepaguá): eram a Estrada Real de Santa Cruz(atual Avenida Dom Hélder Câmara), Estrada da Praia de Inhaúma (hoje Rua Alvaro de Miranda) e Estrada Nova da Pavuna (Av. João Ribeiro), que ia até o porto da Pavuna. Esta estrada era um novo caminho para Pavuna, mas ia pelo interior, enquanto a Estrada Velha da Pavuna seguia mais perto da linha dos portos. Ainda hoje há marcos: na rua Otacílio Nunes há o Estabulo Santa Cecilia.

Na década de 50 o bairro tinha um forte comércio, trazendo para lá pessoas de outras regiões da cidade. Existia grandes indústrias e um grande comércio no lugar, com isso surgiu a associação chamada CCIP Centro Comercial e Industria de Pilares, que hoje se tornou um clube. Pilares também tem uma estação de trem que vai de Belford Roxo a Central (centro) e diversas linhas de ônibus. {matheus fortes moreira} o futuramente produtor de jogos de lá tem uma vida de clase baixa alta.



Pitangueiras, é um bairro de classe média alta e classe média da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Fica localizado dentro da Ilha do Governador.

História

Surge da ocupação ao longo da linha do mar e do caminho dos antigos bondes, em uma área repleta de árvores pitangueiras. Possui uma área nobre no alto do morro da viúva, repleta de mansões e construções de classe média. O bairro é bastante arborizado, possui uma praia com seu nome e não possui comércio é estritamente residencial. Entretanto convive com uma favela em seu território, comunidade "Nossa Senhora das Graças".



Portuguesa, é um bairro de classe média e média-alta da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Localiza-se na Ilha do Governador.

História

Originalmente, a grande área situada entre as estradas do Galeão e de Tubiacanga era ocupada por matas contínuas aos terrenos da Aeronáutica. Próximo dela ficava um depósito particular de dinamite, cuja explosão em 1933, foi uma das maiores de nossa história, chegando a abalar portões de ferro no centro da cidade.

Em 1961, a Companhia Imobiliária Santa Cruz criou na região o “Jockey Club Guanabara”, com arquibancada principal, encimada por uma imponente marquise. Com as restrições impostas a corridas de cavalos no governo Jânio Quadros, o empreendimento fracassaria e suas instalações foram adquiridas pela Associação Atlética Portuguesa, que criou o Estádio de Futebol “Luso-Brasileiro”. Sua inauguração se deu no dia 2 de outubro de 1965, na partida Portuguesa 0 X 2 Vasco da Gama, com 2 gols do atacante vascaíno Zezinho, um deles ajudado pelo “Vento” o que fez o Estádio da Lusa ficar conhecido como o “Estádio dos Ventos Uivantes”.



Praia da Bandeira, é um bairro de classe média e média-alta da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Localiza-se na Ilha do Governador.

História

Antiga localidade da Tapera, é formado por praia, morro e pela rua que em 1920 homenageia o Capitão Barbosa, morador da região e grande nacionalista. Oriundo da venda de terrenos na Praia da Bandeira, o bairro surgiu do loteamento lançado em 1931 pela Cia. Territorial da Ilha do Governador.



Praça da Bandeira é uma praça e um bairro da cidade do Rio de Janeiro.

História

Localiza-se entre o Centro e a Tijuca, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

É um ponto central de interseção viária, com acessos para a Zona Sul, a Zona Norte, a Zona Oeste e Niterói. Suas avenidas possuem trânsito intenso e essa situação piora nos dias de temporais; a região é alvo de intensas enchentes, devido as encostas que a rodeia, como os morros da Tijuca.

Na sua periferia localiza-se a Rua Ceará onde se encontra o Bar Heavy Duty Beer Club, ponto de encontro de motociclistas, o Garage, casa de shows e ponto de reunião de roqueiros, e a Vila Mimosa, tradicional reduto do meretrício carioca. O pequeno comércio local concentra-se na rua do Matoso.

A Praça da Bandeira faz parte da circunscrição da 18ª Delegacia Policial e do 6º Batalhão de Polícia Militar.



Praça Seca é um bairro de classe média situado em Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Tem como principal via a Rua Cândido Benício, importante ligação entre Madureira e os demais bairros de Jacarepaguá.

História

A Praça Seca originalmente se chamava Largo do Visconde de Asseca. O nome referia-se ao 4º Visconde de Asseca (1698-1777), antigo proprietário das terras, que promoveu a urbanização daquela área.

Ainda no século XVI, os irmãos Martim e Gonçalo Correia de Sá, filhos do governador-geral Salvador Correia de Sá tomaram posse de uma vasta sesmaria concedida por seu pai. Parte dessas terras permaneceu nas mãos da família por muitas gerações. No século XVIII, o 4º Visconde de Asseca (Martim Correia de Sá e Benevides Velasco), descendente do primeiro Martim, doou à comunidade uma área para a criação de um jardim. O local ganhou o nome de Largo do Visconde de Asseca, depois Largo d'Asseca, sendo por fim transformado, no linguajar do povo, em Praça Seca.



Quintino Bocaiuva é um bairro da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Seu nome homenageia um importante líder do movimento que resultou na criação da república brasileira, em 1889. O bairro é famoso por ter sido o local de origem do jogador de futebol Zico.

História

O bairro recebeu esse nome em homenagem ao republicano histórico brasileiro Quintino Bocaiuva (1836-1912). A casa onde Quintino morou de 1892 até sua morte, em 1912, ainda hoje permanece em sua forma original e, apesar de estar em precário estado de conservação, é tombada em âmbito municipal através do Decreto 12 294 de 17 de setembro de 1993. Está localizada na Rua Goiás, número 990, perto da descida do Viaduto de Quintino.

Serviu de cenário para o filme de Cecil Thiré O Ibraim do Subúrbio, de 1976. No filme, protagonizado por José Lewgoy, locais do bairro como a estação de trem, a Rua da República e a Praça Quintino Bocaiuva são citados e mostrados em várias tomadas.

Tem, como seu filho mais ilustre, o jogador de futebol Zico, conhecido nacionalmente como o "Galinho de Quintino". Também nasceu em Quintino o escritor e poeta Elvandro Burity, em 1940. Em Quintino, morava, também, o menino João Hélio Fernandes Vieites, assassinado no início de 2007 por ladrões que roubaram o carro de sua mãe, em Osvaldo Cruz, num episódio que chocou todo o país.



Ramos é um bairro da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

Região de antigos engenhos de açúcar, chácaras e olarias que remontam ao século XVIII, no século XIX também viveu o surto do café.

Em 1868, com a inauguração da Estrada de Ferro Leopoldina, o capitão José Fonseca Ramos exigiu a construção de uma estação de trem em sua fazenda, uma vez que a ferrovia cruzava as suas terras. Essa iniciativa, que pretendia dar maior comodidade à sua família e agregados, fez nascer um dos mais tradicionais bairros do Rio de Janeiro.

A região ganhou um grande desenvolvimento quando foi urbanizada pelo engenheiro Joaquim Vieira Ferreira Sobrinho, que, por volta de 1910, fundou a Vila Gérson e a escola Gérson. Até hoje, vários logradouros ainda tem o nome dos parentes deste engenheiro, como a Rua Miguel Vieira Ferreira (seu pai), Rua Gerson Ferreira (seu filho) e a Rua Ruth Ferreira (sua esposa).

Já no século XX, Ramos foi um dos redutos da elite da chamada Zona da Leopoldina. O Social Ramos Clube era freqüentado por moradores ilustres e os convites para os seus salões eram disputados.

Entre as agremiações carnavalescas do bairro, destaca-se a escola de samba Imperatriz, oito vezes campeã no carnaval carioca. O Grêmio Recreativo Cacique de Ramos, fundado em 1961, tem sede em Olaria.

Grandes nomes da música brasileira ligam-se ao bairro como os dos compositores Pixinguinha, Villa-Lobos e, mais recentemente, Zeca Pagodinho e Almir Guineto.
Pixinguinha compôs o Hino de Ramos em 1965, para os festejos de 80 anos do bairro.

Villa-Lobos tornou-se assíduo frequentador ao conhecer a sua futura esposa durante uma visita a um amigo, músico, morador do bairro. Veio a ser, inclusive, um dos fundadores do bloco carnavalesco Recreio de Ramos.

Zeca Pagodinho e Almir Guineto ligam-se ao nome do Cacique de Ramos, que também é o berço de grupos como o Fundo de Quintal.

Em 2009, a escola de samba Imperatriz, através do enredo "Imperatriz… Só quer mostrar que faz samba também" homenageou o bairro de Ramos na Marquês de Sapucaí.

O bairro apresenta problemas comuns aos de outros bairros, como as favelas e a violência.

Possui uma tradicional vizinhança capaz de contar histórias da época em que os morros eram propriedades privadas. Cortado pela linha férrea, o bairro possui uma praia eternizada no samba de Dicró Praia de Ramos. Até a década de 1970, início da década de 1980, ainda era utilizada pelos banhistas usuais, sendo a partir de então impraticável o uso, devido à péssima qualidade da água. Em 15 de Dezembro de 2001, durante o governo Garotinho, inaugurou-se nesta mesma praia o Piscinão de Ramos.



Realengo é um bairro de classe média baixa, localizado entre o Maciço da Pedra Branca e a Serra do Mendanha ao norte da denominada Zona Oeste do município Rio de Janeiro no estado de mesmo nome no Brasil.

História

Há várias versões para a origem do nome do bairro: uma delas explica que o nome origina-se da denominação da região no período imperial a qual era terras realengas de Campo Grande, do germânico realenga que nomeava tudo que estava longe do poder real. No entanto, segundo a tradição popular, seu nome é uma abreviatura do nome Real Engenho a qual era Real Engº, afixada sobre as placas no topo dos bondes desta região e que, com o passar do tempo, teria se tornado popularmente Realengo.

Comprovadamente, as denominadas Terras Realengas têm sua origem, segundo alguns historiadores, pela carta régia de 27 de Junho de 1814, através do qual Dom João, ainda príncipe, concedeu, em sesmaria ao Senado da Câmara do Rio de Janeiro, os terrenos situados em Campo Grande chamados de realengos, porque advindos da conquista territorial pela descoberta do país.

A concessão das terras onde hoje é o bairro Realengo, central e periferia, foram destinadas apenas para servir de pastagem de gado bovino, fornecendo carne aos talhos (açougues) da cidade. Estas terras foram proibidas de venda ou de quaisquer outra forma de alienação, obrigando-se a Câmara, por outro lado, a fazer medir e a trazê-las limpas em condições de servir ao fim para que foram doadas pela mencionada carta régia.

O povoado de Realengo foi limitado pelo senado da Câmara do Rio de Janeiro pela provisão de 18 de julho de 1814, tomando posse a coroa destas terras testadas para a estrada de Santa Cruz. Apesar da proibição expressa de arrendamento, vendas ou quaisquer outras forma de alienação, a Câmara, a partir de certa época, valendo-se da carta régia de 27 de junho, passou a aforar todos os terrenos concedidos, fundamentando-se na portaria de 20 de novembro de 1815 do príncipe regente conhecida como aviso régio, que somente permitia o aforamento da parte voltada para a estrada de Santa Cruz com fundos de vinte braças no máximo e não de todo o Realengo.

O bairro teve, como seus primeiros povoadores, escravos e emigrantes portugueses da ilha dos Açores, por ordem do príncipe regente Dom João, futuro Dom João VI. Ao chegarem, se dedicaram à agricultura, levando produtos como açúcar, rapadura, álcool e cachaça pelo porto de Guaratiba. Pelas pesquisas, ao contrário das regiões limítrofes, não houve engenhos em Realengo; a cana-de-açúcar colhida na região era processada em engenhos situados em outros bairros.

Levando-se em conta a documentação oficial, considera-se que a oficialização e criação de Realengo ocorreram em 20 de novembro de 1815. Para essa data, foi criada a Semana de Realengo em 20 de dezembro de 2002, a fim de celebrar o bairro.

Em 2 de outubro de 1878, foi inaugurada a Estação de Realengo da Estrada de Ferro Central do Brasil. Entre ela e a Escola Militar, foi construído um hangar, já inexistente, onde foram construídos os primeiros dirigíveis brasileiros, dando início à aviação brasileira.

Em 1898, foi construída a Fábrica de Cartuchos e Artifícios de Guerra do Exército, conhecida como Fábrica do Realengo de munição, desativada em 1978. Também foi inaugurada a Escola de Tática e Tiro do Exército, depois Escola Preparatória de Cadetes do Exército, que, depois do Decreto Número 5 698 de 2 de outubro de 1905, viraria a Escola de Artilharia e Engenharia, depois Escola de Aplicação da Cavalaria e Infantaria, seguinte Escola de Aplicação de Artilharia e Engenharia, depois Escola Militar do Realengo. A Escola de Cavalaria e Infantaria seria extinta em 1911 com a transferência da Escola de Guerra de Porto Alegre para Realengo. A Escola Militar permaneceu em Realengo até transferirem-na para a Academia Militar das Agulhas Negras, no município fluminense de Resende.

A partir da ocupação militar e industrial na região, ela perdeu o aspecto rural e bucólico. Começou, então, a ocupação efetiva dos espaços. Os programas de assistência habitacional criaram diversos conjuntos habitacionais para a população de baixa renda, militares e operários, como por exemplo a Cohab, referência do plano de habitação popular do BNH e os conjuntos habitacionais do IAPI (Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Industriários), conhecidos por "coletivos", feitos para abrigar os trabalhadores das fábricas.

Depois de o bairro não sustentar mais grandes instituições militares, seu comércio retraiu bastante, já que ele era baseado no público militar. Embora ele também possuísse fábricas de colchões, de componentes de rádio e de vestuário, principalmente de calçados femininos, por causa de sua localização perto da Fábrica de tecidos Bangu.

Apesar de o bairro ser conhecido na história militar brasileira e entre grande parte dos militares do exército, ele ficou nacionalmente conhecido na canção Aquele abraço de Gilberto Gil, onde aparece no verso: Alô, Alô Realengo, aquele abraço. Isso remete ao tempo que Gilberto ficou detido nas prisões militares de Realengo na época da Ditadura Militar. A expressão aquele abraço foi, originalmente, usada como bordão de um programa de televisão pelo comediante Lilico e era desta forma que os soldados saudavam Gilberto Gil.



Recreio dos Bandeirantes, ou Recreio, é um bairro localizado na região administrativa da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. É um bairro nobre, onde a maioria dos moradores são de classe alta. Faz divisa a leste com o bairro da Barra da Tijuca, a norte com Vargem Grande e Vargem Pequena, a oeste com Grumari e Guaratiba, e a sul com o Oceano Atlântico.

História

Sua vegetação nativa é composta de restingas, de muito areal e pântano, e também por isso esta região permaneceu isolada durante muito tempo.

Já no século 20 houve a aquisição das terras por Joseph Weslley Finch, da denominada Gleba B, e pelo Banco de Crédito Móvel, da área da Gleba A.

A formação do Recreio se daria a 11 de fevereiro de 1953 com o lançamento do Projeto de Urbanização do Recreio dos Bandeirantes (PA 6028), de autoria do engenheiro e urbanista José Otacílio Saboya Ribeiro, num projeto urbano que prevê a integração ambiental e comunitária, inspirado nos ideais anglo-americanos da Cidade Jardim, conciliando a topografia local a um traçado reticular segmentado com diversas praças e parques de floresta nativa.

Entre os anos de 1958-59 a Companhia Recreio dos Bandeirantes foi responsável pela implementação do projeto e venda dos lotes recém-desmembrados que compunham a chamada Gleba B. O senador potiguar Georgino Avelino, então presidente do Banco do Distrito Federal, esteve entre os que acreditavam na expansão da cidade em direção ao Sudoeste, pressionando pela urbanização da área e sua venda aberta á sociedade.



Riachuelo é um bairro essencialmente residencial da Zona Norte do Rio de Janeiro.

História

Faz parte do chamado Grande Méier. Suas principais vias (Ruas Ana Néri, 24 de Maio e Avenida Marechal Rondon) formam um importante eixo viário de ligação entre o subúrbio e o Centro da Cidade. Cortado pela Estrada de Ferro Central do Brasil faz limite com os bairros do Rocha, Sampaio e Vila Isabel. É separado deste último pela Serra do Engenho Novo, onde está localizado o Túnel Noel Rosa.

Surgiu nas terras da antiga fazenda do Engenho Novo, desmembrada em chácaras e, depois, ocupadas por loteamentos.

A Estação Ferroviária, de 1869, se chamava Riachuelo do Rio e hoje é conhecida apenas como Estação Riachuelo.

No início do século XX, no Clube Riachuelense, ocorriam bons espetáculos teatrais, realizados por Eduardo Magalhães.

Na rua Marechal Bittencourt, localiza-se o Riachuelo Tênis Clube, campeão carioca de basquetebol masculino em 1937, 1940 e 1941.

No bairro localiza-se o gigantesco edifício do SENAC, o maior centro profissionalizante da América Latina, oferecendo diversos cursos voltados para o setor do comércio, além de lojas de diversos segmentos, mas com grande intensidade no setor automotivo. Um bom exemplo destes serviços é a Total Force que presta serviços de mecânica automotiva na região.

É sede ainda da Faculdade CCAA, localizada ao lado do parque gráfico do Grupo CCAA, que hoje tenta firmar seu espaço no cenário do ensino superior com as graduações em Administração, Comunicação Social e Letras, além de cursos de extensão, destinados a melhorar a qualificação dos alunos para o mercado de trabalho, por meio do desenvolvimento dinâmico de novas habilidades.



Ribeira é um bairro nobre de classes alta, média alta e média da Ilha do Governador, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

Importante núcleo urbano surgido no século XIX, era ponto inicial dos bondes que faziam a conexão com o Porto do Rio de Janeiro. A Igreja da Sagrada Família, construída em 1913 numa elevação, situa-se ali. Localizam-se, também, no bairro, as instalações de companhias petrolíferas, a Casa do Índio e a mais importante feira livre da ilha.

Possuía uma estação de barcas que fazia a ligação hidroviária com a Praça 15 de Novembro, no Centro da cidade, porém, com a inauguração, em 2006, da Estação de Cocotá, também na ilha, a estação da Ribeira foi desativada.

Possui vários restaurantes, sendo, hoje, um centro gastronômico.



Ricardo de Albuquerque é um bairro da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

História

O bairro faz divisa com Guadalupe, Anchieta e Parque Anchieta, na zona norte, e Deodoro e Vila Militar na zona oeste.

Possui uma estação ferroviária inaugurada no dia 1º de julho de 1913 em homenagem ao poeta e diretor Coronel José Ricardo de Albuquerque, fica a 24,45 km da Estação Central do Brasil, sendo a quadragésima quarta estação. No bairro localiza-se o Cemitério de Ricardo de Albuquerque.

Antigamente existiam fazendas nesta localidade, a maior delas sendo conhecida pelo nome de "Sapopemba". O trem àquela época já circulava e fazia paradas nessa região. Por causa dessa fazenda, o nome da estação - e do bairro por extensão - era Parada Sapopemba.



Rio Comprido é um bairro da cidade do Rio de Janeiro. O bairro do Rio Comprido marca o início da zona norte e o final da zona central da cidade, sendo um bairro de localização estratégica e privilegiada. Forma uma tríplice ligação entre as zonas norte, sul e central.

História

O seu nome se origina do rio central que o percorre, que nasce na Floresta da Tijuca, e que desagua na Baía da Guanabara. As atividades de lazer começaram a rarear com a poluição, até que não foi mais considerado seguro nadar no rio. As atividades de pesca e navegação ainda persistiram por mais alguns anos, até que a poluição causada pelos "barracos" construídos irregularmente próximos a sua nascente e seu leito, tornou o rio morto macrobiologicamente, se tornando um logradouro assoreado repleto de esgoto. Posteriormente o rio foi canalizado, sendo hoje um mero córrego de esgoto e tendo sua vazão drasticamente reduzida devido o desmatamento provocado pelo crescimento das favelas. No entanto suas águas tornam-se cristalinas durante as madrugadas, horário em que quase não existe emissão de esgoto em seu leito.

No século XVII, neste vale fluvial, era plantada a cana-de-açúcar, e o açúcar produzido era escoado por um trapiche em embarcações que o conduziam até à baía e ao porto do Rio de Janeiro.

De acordo com o historiador Noronha Santos, pode-se fixar como marco no desenvolvimento da região correspondente os atuais bairros da Cidade Nova, do Catumbi e do Rio Comprido. O Alvará-Régio de 26 de Abril de 1811, que concedeu a isenção da décima urbana aos prédios assobradados ou de sobrado, que se construíssem nas novas ruas abertas, desde o princípio do século.

O Rio Comprido era, então, uma área ocupada por chácaras de pessoas abastadas, entre as quais, ingleses ("Chácara dos Ingleses"). Outra propriedade importante era a do bispo Frei Antônio do Desterro, de onde as denominações "Largo do Bispo" (atual Praça Condessa Paulo de Frontin) e Rua do Bispo. Nessa propriedade passaria a funcionar, desde 1873, o Seminário São José, transferido da Rua da Ajuda, no sopé do Morro do Castelo.

O principal logradouro do bairro era a Avenida Rio Comprido (atual Av. Paulo de Frontin), com uma extensão de 1.600 metros, aberta em 1919, na gestão do prefeito Paulo de Frontin à época do governo do presidente Delfim Moreira.

Esse bairro elegante, de moradias (casas) de altíssimo nível, abrigava três clubes que aumentavam o lazer dos moradores: o "Clube Desportivo do Rio de Janeiro" (Clube Alemão), com seu campo de "futebol society", gramado impecável, (guardado pelo velho Pocidônio), suas pistas de boliche e o ginásio para ginástica olímpica; o "Clube Ibéria" (com sua "micro piscina", quadra de esportes, elevador e gruta), já extinto; e o Clube Minerva, na rua Itapiru, cujo ponto forte era o "futebol de salão", atual "futsal".

Outro ponto de entretenimento era o "Campinho do Raul", na parte alta da Rua Santa Alexandrina, onde eram realizadas as "peladas da Velha Guarda", bem como as brincadeiras de "polícia e ladrão". As peladas da garotada eram realizadas na rua mesmo e sofriam paralisação toda vez que a bola caía no canal.

Na década de 1960, destacou-se o "Ponte's Clube", em frente à Alameda Leontina Machado, ligação entre a Av. Paulo de Frontin e a Rua Santa Alexandrina e ocupada, em sua maioria, por componentes da "familia Machado" (Machadinho, Tia jura, Tia Ninita, Dr. Rubens, Tia Marieta, Tia Judith e Marcy), mais tarde substituído pela Turma da Ponte, que se reunia todas as noites na ponte em frente ao Clube Ibéria. Nessa época a maioria das crianças cursava o primário no Colégio SOS (Dona Arlete) ou na Escola Municipal Pereira Passos. Outros pontos de encontro eram a Padaria Dominante do "Seu Pires" e o Bar do Moura. A destacar ainda a rivalidade entre a turma da Paula (Paulo de Frontin) a turma da Santa (Santa Alexandrina) e a turma do Largo (Largo do Rio Comprido e cercanias).

Na época das festas juninas o esqueleto de prédio inacabado onde morava a família Carvalho Coda (Carlos "Firulis" e cia), atual Chácara Paulo de Frontin, servia para lançamento de balões de grande porte, e durante o restante do ano era ponto de encontro para "botar a pipa no ar" em sua laje superior. Menção especial para as famílias "Gigglio","Paranhos" e da "Dona Teresa, mãe do Zé Roberto", cujas casas serviram, durante anos, de base para o pessoal. E como esquecer da família "Marino" da "briga de galo" e, especialmente do Silvinho, "o cara das 7". E que dizer do "Cidinho", marrento, da Candido de Oliveira e do Clube Alemão, que deve estar aprontando lá em cima.

O velho canal do Rio Comprido dividia as duas faixas da Avenida Paulo de Frontin. O prédio do Seminário São José, já extinto, bem como a Igreja de São Pedro, ajudavam a compor o local. Ainda nessa época, o bairro era servido por uma linha de bondes, cujo ponto final se localizava na parte alta da Rua Santa Alexandrina, e por uma linha de ônibus, a 616 (Rio Comprido -Usina), ambas desaparecidas.

Foi uma época maravilhosa, entretanto, com a abertura do Túnel Rebouças (1967) e a construção do Elevado Paulo de Frontin, a Av. Paulo de Frontin transformou-se numa passagem entre as zonas norte e sul da cidade e os tradicionais moradores mudaram-se, registrando-se uma acentuada queda no índice de qualidade de vida do bairro, atualmente cercado por favelas como o Turano, o Fogueteiro, o Querosene e o Complexo Paula Ramos.



Rocha é um bairro da zona norte do Rio de Janeiro.

História

De classe média e média-baixa, tem como área limítrofe os bairros do Riachuelo, São Francisco Xavier e o de Triagem.

É cortado pela linha férrea pelas estações São Francisco Xavier e Riachuelo. É de fácil acesso aos principais bairros do município. Hoje a área do Rocha é predominantemente residencial mas de herança de muitas indústrias, tais quais, Sarsa, Mirurgia, Long Life, Royal Labe, entre outras.

Apresenta como principais autovias a 24 de maio, que liga o Rocha ao Méier, a rua Ana Néri e a avenida Marechal Rondon, que liga os moradores do bairro até a Tijuca em poucos minutos. Caracteriza-se por ser um bairro de ótimo acesso para praticamente todas as regiões da cidade.



A Rocinha é um bairro localizado na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

A comunidade teve origem na divisão em chácaras da antiga Fazenda Quebra-cangalha, produtora de café. Adquiridas por imigrantes portugueses e espanhóis, tornaram-se, por volta da década de 1930, um centro fornecedor de hortaliças para a feira da Praça Santos Dummont, que abastecia a Zona Sul da cidade. Aos moradores mais curiosos sobre a origem dos produtos, os vendedores informavam que provinham de uma "rocinha" instalada no alto da Gávea.

As grandes glebas em que as terras foram divididas eram, na maior parte, pertencentes aos portugueses da Companhia Cássio Guidon. As do bairro Barcelos, eram pertencentes à Companhia Cristo Redentor. O Laboriaux pertencia a uma companhia francesa. Nesta época, alguns guardas sanitários foram instalados para controlar uma infestação de mosquitos que estavam causando febre amarela na Barra da Tijuca.

Em 1938, a Estrada da Gávea foi asfaltada, tornando-se o local onde ocorria o "circuito da baratinha". Na década de 1940, acelerou-se o processo de ocupação por pessoas que acreditavam serem aquelas terras públicas, isto é, sem dono.

A partir da década de 1950, houve um aumento de migração de nordestinos para o Rio de Janeiro, direcionando-se em parte para a Rocinha. Nas décadas de 1960 e de 1970, registrou-se um novo surto de expansão, agora devido aos projetos de abertura dos túneis Rebouças e Dois Irmãos, que contribuíram para uma maior oferta de empregos na região.

O descaso do governo com a comunidade, a falta de infraestrutura, a construção de barracos de papelão, a degradação de áreas verdes, o crescimento desordenado, a distribuição de água através de bicas, entre outros problemas, provocou grande indignação, reivindicações e abaixo-assinados da população, que se organizou, engajando-se em muitos protestos em prol da comunidade.

A partir da década de 1970, a comunidade obteve os primeiros progressos, resultado das reivindicações ao poder público, como a implantação de creches, escolas, jornal local, passarela, canalização de valas, agência de correios, região administrativa etc. O primeiro posto de saúde foi criado em 1982, com muito esforço dos moradores, através da iniciativa do padre local que ofertou à comunidade um presente de natal. Os moradores mobilizaram-se para promover a canalização do valão e, por conseguinte, criou-se o posto de saúde. Nesse processo, algumas famílias que habitavam o valão foram deslocadas para o Laboriaux, no qual havia 75 casas construídas pela prefeitura, sendo que duas destas foram unidas para a instalação da Creche Yacira Frasão.

É interessante lembrar que a primeira luz não foi elétrica. Diz o povo que um cavaleiro atravessava a Rocinha acendendo os lampiões das pequenas casas. Depois, foram implantadas cabines de energia que faziam a distribuição para as famílias mais próximas. Mais tarde, foram instaladas comissões de luz (bairro Barcelos e Rocinha). A Igreja Católica, em parceria com a pastoral de favelas, pressionou a Light para implantar energia elétrica nas comunidades e a Rocinha foi uma das primeiras beneficiadas.

Em meio a realizações que foram adquiridas com o tempo, a Rocinha ainda carecia de equipamentos sociais e culturais suficientes para atender a toda comunidade. Mas os raros elementos atuantes desenvolvem trabalhos significativos.

A Rocinha tem características peculiares: atualmente, encontra-se, no bairro Barcelos, uma grande variedade de comércio e serviços, além de muitos imóveis residenciais de qualidade. Já em outras áreas, como a Vila Macega, encontram-se casas de madeira em situação de risco sem infraestrutura, onde diversas famílias vivem em extrema pobreza. Sua população é estimada em 120 000 moradores pelos registros da Companhia de Energia Elétrica, em 62 000 pelo último censo oficial e em mais de 150 000 segundo os próprios moradores.

No dia 13 de novembro de 2011 a Rocinha juntamente com a favela do Vidigal e Chácara do Céu recebem a 19ª UPP (Unidade de Policia pacificadora). Para a 'retomada' do território dominado pelo trafico de drogas, foi realizada uma operação conjunta, chamada 'Choque de paz', que reuniu cerca de três mil soldados entre policiais do BOPE, CORE e fuzileiros navais. Apesar do temor dos moradores da região por possíveis confrontos, no primeiro dia da ocupação, não houve tiroteio.

A comunidade teve um grande avanço, pois recebeu um projeto do governo federal denominado Rocinha mais Legal, que visava a legitimar os imóveis com a legalização dos terrenos.



Rocha Miranda é um bairro do Rio de Janeiro, localizado na Zona Norte da cidade.

História

Faz limite com Turiaçu, Coelho Neto (que abriga uma das estações do metrô), Colégio (metrô) e Honório Gurgel. O bairro abriga o 9º BPM e a escola de de Samba Unidos do Uraiti.

Segundo o Sr. Joselino Cavalcante Porto, um dos fundadores do Núcleo Ecológico Pedras Preciosas (NEPP), o bairro era conhecido, nos tempos do garimpo no Rio das Pedras (rio que cruza a região), como "O bairro das pedras preciosas", e que mantém esta lembrança acesa em ruas que levam nomes das pedras, tais como as rua dos Diamantes, Topázios, Ônix, Ametistas, Turmalinas, Rubis e outras.

A vizinhança é basicamente residencial e tem como referência a praça 8 de Maio. A Praça, anteriormente chamada de praça das pérolas, foi rebatizada logo após a segunda guerra e hoje traz no nome a data da capitulação da Alemanha, a comemoração da vitória e do fim da guerra (8 de maio de 1945). No monumento erguido, uma espécie de obelisco, a praça lembra a participação dos brasileiros (FEB) na campanha da Itália, com os nomes das cidades aonde os pracinhas brasileiros combateram e foram vitoriosos. Abriga ainda, a estação de trem da linha auxiliar que foi inaugurada em 17 de Março de 1905, segundo o site da ANTP cultural (Associação Nacional de Transporte Público), com o nome de "Sapê" e mais tarde rebatizada como Rocha Miranda, nome dado em Homenagem à família que promoveu o loteamento da região, no início do século 20.

Na Rua dos topázios, bem próximo à praça, fica o prédio do antigo Cinema Guaraci, que tinha 1.379 poltronas, escada de mármore carrara e colunas gregas, combinando elementos arquitetônicos de arte nouveau e arte déco. Foi projetado por Alcides Torres da Rocha Miranda (Filho de Luiz da Rocha Miranda Sobrinho, o Barão de Bananal) e inaugurado em 1954. Hoje esta jóia arquitetônica encontra-se em total estado de abandono, tendo sido em Junho de 2006 (DECRETO N.º 26644), provisoriamente tombado pela prefeitura, mas, no entanto, o tombamento não foi confirmado pela Assembleia Legislativa - (20/6) Lei 4.777/06.

Suas principais ruas são a Avenida dos Italianos, Estrada do Barro Vermelho e Rua Conselheiro Galvão.



A Saúde é um bairro da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Localiza-se na Região Central da cidade, entre o Centro e a Gamboa. É marcada pelo grande número de residências de classe média baixa e por inúmeros galpões. Forma, juntamente com a Gamboa, o Santo Cristo, o Centro e o Caju, a Zona Portuária da cidade, que voltou a receber investimentos públicos e privados a partir do início do século XXI.

História

O nome Saúde surgiu por causa da fundação da Igreja de Nossa Senhora da Saúde no ano de 1742, erguida em um morrete de granito em frente ao mar. Foi recentemente recuperada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e pela Mitra da Igreja Católica Brasileira.

A Saúde possui sua origem no período do Brasil-colônia, nos séculos XVII e XVIII.

Existem vários projetos de revitalização desta região pelos governos federal, estadual e municipal, aguardando-se um acordo com a iniciativa privada.



Sampaio é um bairro de classe média-baixa da Zona Norte do Rio de Janeiro cortado pelo ramal da Supervia.

História

O bairro sampaio surgiu a partir do antigo Jockey Club (antigo derby club) e por conta da família Sampaio, grande empreendedora do jockey. Assim, um pedaço do local passou a se chamar Sampaio.



Santa Cruz é um extenso e populoso bairro de classe média, média-baixa e baixa da zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, o mais distante da região central da cidade. Cortado pela Estrada de Ferro Central do Brasil (em trecho operado pela Supervia), possui uma paisagem bastante diversificada, com áreas rurais, comerciais, residenciais e industriais.

História

Conforme consta na obra rara intitulada História da Imperial fazenda de Santa Cruz publicada pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, de autoria de José de Saldanha da Gama que foi um dos superintendentes da fazenda, em 1860, os jesuítas colocaram uma grande cruz de madeira, pintada de preto, encaixada em uma base de pedra sustentada por um pilar de granito. Este cruzeiro deu nome à Santa Cruz em 30 de dezembro de 1567.

Antes da chegada dos europeus à América, a região conhecida hoje como Santa Cruz era povoada por aldeias de povos da família linguística Tupi-guarani, que chamavam o local de Piracema (muito peixe).

Após o Descobrimento do Brasil, com a chegada dos colonizadores portugueses à baía da Guanabara, a vasta região da baixada de Santa Cruz e montanhas vizinhas, foi doada a Cristóvão Monteiro, da Capitania de São Vicente por Martim Afonso de Sousa em janeiro de 1567, como recompensa aos serviços prestados durante a expedição militar que expulsou definitivamente os franceses da Guanabara. O mesmo mandou construir logo em seguida um engenho de açúcar e uma capela no local conhecido como Curral Falso, iniciando o povoamento das terras pelos portugueses.

Com o falecimento do titular das terras, a sua esposa, dona Marquesa Ferreira, doou aos padres da Companhia de Jesus a parte das terras de Cristóvão que lhe tocava.

Estes religiosos, ao agregarem estas terras a outras sesmarias, constituíram um imenso latifúndio assinalado por uma grande cruz de madeira: a Santa Cruz. Em poucas décadas, a região compreendida entre a barra de Guaratiba, o atual município de Mangaratiba, até Vassouras, no sul do atual estado do Rio de Janeiro, integrava a poderosa Fazenda de Santa Cruz, a mais desenvolvida da Capitania do Rio de Janeiro nesta época, contando com milhares de escravos, cabeças de gado, e diversos tipos de cultivos, manejados com técnicas avançadas para a época.

Entre as edificações, hoje com valor histórico, contam-se igrejas e um convento, ambos ricamente decorados. Uma dessas obras remanescentes é a chamada Ponte do Guandu ou Ponte dos Jesuítas. Na verdade uma ponte-represa, que foi erguida em 1752, com a finalidade de regular o volume das águas das enchentes do rio Guandu. Atualmente, esse monumento permanece com a sua estrutura original quase inalterada, sendo um patrimônio histórico, artístico e arquitetônico tombado pelo IPHAN.

Outra iniciativa dos dirigentes da Fazenda de Santa Cruz, no plano da cultura, foi a fundação de uma escola de música, de uma orquestra e de coral, integrados por escravos, que tocavam e cantavam nas missas e nas festividades, quer na fazenda, quer na capital da Capitania. Considera-se, por essa razão, que Santa Cruz foi o berço da organização instrumental e coral do primeiro conservatório de música no Brasil.

Passa pelas terras da Fazenda de Santa Cruz a trilha que no período colonial ligava a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro ao sertão: o Caminho dos Jesuítas, posteriormente denominado Caminho das Minas, e posteriormente ainda, Estrada Real de Santa Cruz. O seu percurso estendia-se até ao porto de Sepetiba, onde se embarcava com destino à cidade de Parati, de onde partia a antiga Estrada Real.

Diante da expulsão dos jesuítas dos domínios de Portugal e suas colônias, em 1759 por ação do Marquês de Pombal, o patrimônio da Companhia de Jesus (e a Fazenda de Santa Cruz) reverteu para a Coroa.

Com o banimento dos jesuítas do Brasil, o patrimônio da Fazenda de Santa Cruz passou a se subordinar aos Vice-reis. Após um período de dificuldades administrativas, sob o governo do Vice-rei Luís de Vasconcelos e Sousa, a fazenda voltou a conhecer um período de prosperidade.

No início do século XIX, com a Chegada da Família Real ao Brasil (1808) e o seu estabelecimento no Rio de Janeiro, a fazenda foi escolhida como local de veraneio. Desse modo, o antigo convento foi adaptado às funções de paço real - Palácio Real de Santa Cruz.

Sentindo-se confortável na Real Fazenda de Santa Cruz, o Príncipe Regente prolongava a sua estada por vários meses, despachando, promovendo audiências públicas e recepções a partir da mesma. Nela cresceram e foram educados os príncipes Dom Pedro e Dom Miguel.

Por iniciativa do soberano português foram trazidos da China cerca de cem homens encarregados de cultivar chá, no sítio hoje conhecido como Morro do Chá. Durante quase um século essa atividade foi produtiva e atraiu o interesse de técnicos e visitantes, tal o pioneirismo de sua implantação no Brasil. O chá colhido em Santa Cruz era de excelente qualidade e, por isso, a sua produção era integralmente comercializada.

Em 15 de Julho de 1818 (193 anos) foi fundada a Vila de São Francisco Xavier de Itaguaí, da qual Santa Cruz se torna termo. D. João VI despediu-se de Santa Cruz em 1820, para retornar à metrópole portuguesa.

Após o regresso de Dom João VI a Portugal, o Príncipe-Regente D. Pedro continuou constantemente a presente em Santa Cruz, passando sua lua-de-mel com a Imperatriz Leopoldina (1818) nesta fazenda, transformando o Palácio Real em Palácio Imperial.

No contexto da Independência do Brasil, antes de iniciar a histórica viagem da Independência, o príncipe-regente deteve-se em Santa Cruz, onde aconteceu uma reunião no dia 15 de agosto de 1822, com a presença de José Bonifácio, para estabelecer as suas bases. Ao regressar, antes de seguir até a cidade, comemorou a Independência do Brasil na fazenda.

Dom Pedro I, abdicou do trono, mas os seus filhos continuaram a manter presença constante na Fazenda Imperial de Santa Cruz. Desde cedo, Dom Pedro II e as princesas promoviam concorridos bailes e saraus no Palácio Imperial.

Deve-se destacar também que a durante todo o período entre 1808 e 1889, Santa Cruz foi um dos bairros cariocas com suas paisagens mais retratados por viajantes estrangeiros como o francês Jean-Baptiste Debret, o austríaco Thomas Ender, a inglesa Maria Graham e outros. A gravura que serve de ilustração para este texto é um exemplo, sendo de autoria do pintor belga Benjamin Mary, que foi o primeiro embaixador da Bélgica no Brasil, pintada em novembro de 1837. A figura é prova documental de que o Mirante de Santa Cruz constituía um local visitando pelos imperadores, na qual é possível ver além do antigo Palácio Imperial, Dom Pedro II com apenas 14 anos de idade apreciando a vista da fazenda.

No ano de 1833 o curato Fazenda Nacional de Santa Cruz por decreto foi desligado do termo de Vila de Itaguaí e passou a ser do termo da cidade do Rio de Janeiro, atendendo aos anseios da população local.

Em Santa Cruz foi assinada a lei, pela Princesa Isabel que dava alforria a todos os escravos do Governo Imperial. A promulgação da lei foi assistida por ilustres convidados como o Visconde do Rio Branco e o Conde d'Eu.

Santa Cruz, por sua posição político-econômica e, sobretudo estratégica (frente para o mar e fundos para os caminhos dos sertões de Minas) foi uma das primeiras localidades do país a se beneficiar com o sistema de entrega em domicílio de cartas pelo correio. Em 22 de novembro de 1842 foi inaugurada a primeira agência dos Correios do Brasil a adotar este serviço. Também foi o local escolhido pelo imperador para a instalação da primeira linha telefônica da América do Sul, entre o Paço de São Cristóvão e o de Santa Cruz.

Em 1878 foi inaugurada a estação de trem e no final de 1881, D. Pedro II inaugurou o Matadouro de Santa Cruz, tido como o mais moderno do mundo à época, que era servido por um ramal da estrada de ferro e abastecia de carne toda a cidade do Rio de Janeiro. Também, devido ao gerador que atendia ao matadouro, Santa Cruz foi o primeiro bairro do subúrbio a ter iluminação elétrica. D. Pedro II também inaugurou o primeiro telefone da Fazenda.

Pouco a pouco, Santa Cruz foi se transformando, com palacetes, solares, estabelecimentos comerciais, ruas e logradouros. Resistindo ao tempo e à ação criminosa dos homens, muitos desses locais ainda se mantêm de pé, atestando a importância histórica deste bairro. O Palacete Princesa Isabel, o Marco Onze, a Fonte Wallace, o Hangar do Zeppelin e tantos outros, são exemplos.

Depois da Proclamação da República, Santa Cruz perdeu muito do seu prestígio. Mas, sanados alguns problemas, logo atraiu imigrantes estrangeiros, que muito contribuíram com a economia do bairro. Os árabes e os italianos foram os responsáveis pela expansão do comércio local, e os japoneses pelo desenvolvimento da agricultura.

Durante o governo Getúlio Vargas, na década de 1930, a região de Santa Cruz passou por profundas transformações, com obras de saneamento que objetivavam a valorização das terras, com a recuperação da salubridade e do dinamismo econômico, a partir da criação das Colônias Agrícolas. Em 1938 vieram as primeiras famílias japonesas, não diretamente do Japão, mas sim de Mogi das Cruzes (SP), para ocuparem os lotes do recém criado Núcleo Colonial e implementarem novas experiências na agricultura. Os lotes eram distribuídos pelas estradas Reta do Rio Grande e Reta de São Fernando, e eles, logo que chegaram, puseram de imediato mãos nas terras, já tendo produzido naquele mesmo ano após apenas três meses de trabalho, quantidade significativa de alimentos. A produção era tão grande que abastecia toda a cidade do Rio de Janeiro, conferindo a Santa Cruz o título de "celeiro" do Distrito Federal.

À época foi construído ainda, na região, um hangar para os dirigíveis Zeppelin, o Hangar do Zeppelin. A construção encontra-se tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), desde 1998, recebendo a inscrição de tombamento no 550.

Com o intenso desenvolvimento do Rio de Janeiro, ocorrendo em todas as direções, foi inaugurada, em 1975, a Zona Industrial, fomentando fortemente a urbanização do bairro. Nela estão localizados os três importantes distritos industriais de Santa Cruz, Paciência e Palmares, onde se encontram em pleno funcionamento a Casa da Moeda do Brasil, Cosigua (Grupo Gerdau), Valesul, White Martins, Glasurit e a Usina de Santa Cruz, uma das maiores termelétricas a óleo combustível da América Latina, com capacidade instalada de 950 MW.

No começo da década de 1980, foram construídos diversos conjuntos habitacionais pela Companhia Estadual de Habitação (CEHAB) que aumentaram consideravelmente a população do bairro, dando-lhe características de bairro dormitório.



Santa Teresa é um bairro da cidade brasileira do Rio de Janeiro, conhecido pelas construções históricas e pelos bondes que circulam em suas ruas. Faz limite com os bairros do Centro, Glória, Catete, Laranjeiras, Cosme Velho, Catumbi, Rio Comprido e Alto da Boa Vista. Está localizado na Região Central da cidade.

História

O bairro de Santa Teresa surgiu a partir do convento de mesmo nome, no século XVIII. Foi inicialmente habitado pela classe alta da época, numa das primeiras expansões da cidade para fora do núcleo inicial de povoamento, no Centro da cidade. Surgiram, então, vários casarões e mansões inspirados na arquitetura francesa da época, muitos dos quais estão em pé até hoje. O bairro de Santa Teresa recebeu ao longo de toda sua existência muitos imigrantes europeus.

Por volta de 1850, a região foi intensivamente ocupada pela população que fugia da epidemia de febre amarela na cidade. Por ficar num local mais elevado, a região era menos atingida pela epidemia do que os bairros que a circundavam.

Em 1872, surgiria o bonde que se tornou o símbolo do bairro, subindo a Rua Almirante Alexandrino. Inicialmente, o bonde era verde, mas passou a ser pintado de amarelo após reclamações de moradores que diziam que o bonde "sumia" em meio à vegetação do bairro. O bonde vai do bairro ao Centro da cidade através dos Aqueduto da Carioca desde 1896, quando fez sua primeira viagem.



Santíssimo é um bairro de classe média-baixa e classe baixa da zona oeste do Rio de Janeiro.

História

Santíssimo era próspero na época em que o Rio de Janeiro exportava laranja para o exterior. Havia barracões onde a laranja era beneficiada para a exportação. Com o fim do período rural na cidade do Rio de Janeiro, Santíssimo ficou renegado a um bairro meramente dormitório ou um bairro de passagem para as regiões mais adiantes no mapa da cidade, rumo à zona oeste.

Hoje o bairro de Santíssimo tem um aumento crescente de sua população, causando uma ocupação desordenada de suas encostas. Santíssimo possui uma área bastante acidentada, formada por morros e pequenos vales. Encravado no meio do Parque Estadual da Pedra Branca, o bairro de Santíssimo é, então, mais um exemplo do crescimento da ocupação desordenada do espaço urbano.

Santíssimo é cortada por duas grandes avenidas, a Avenida Santa Cruz e a mais importante avenida da cidade do Rio de Janeiro, a Avenida Brasil. Conta, ainda, com uma estação ferroviária inaugurada em 1890. Corta ainda o bairro a famosa Estrada da Posse, já cantada em um funk de muito sucesso nos anos 90,a Estrada dos Coqueiros e a Estrada Sete Riachos

Os bairros que fazem fronteira com Santíssimo são: Senador Camará, Jabour, Augusto Vasconcelos, Bangu e Campo Grande.

Algumas localidades (loteamentos) de Santíssimo são: Coqueiros, Jardim Terra Firme, Jardim Laranjeiras, Varandão, Vila Mariana, Ecisa, Bairro Roma, Morro da Esperança (vulgarmente conhecido como Morro da Titica), Marco Sete, Pousada dos Cavaleiros, Itaquê, Beco dos Guedes, Santa Celeste, Vila Maria, Morro da Cruz, São Victor (parte), Lameirão, Serra Alta, Bairro N.S. de Fátima e outros.

A localidade era atravessada pela estrada real de Santa Cruz. Nela ficava o Engenho do Lameirão, de Manuel Suzano, com sua capela de Nossa Senhora da Conceição do Lameirão, o templo mais importante das redondezas. Em 1750, a capela teve permissão para manter em “Sacrário” o Santíssimo Sacramento e, para isso, foi criada uma irmandade. Esse acontecimento passou a designar de Santíssimo toda a região situada entre Bangu e Campo Grande e batizaria o atual bairro.

Com a implantação da estrada Rio-São Paulo, atual avenida de Santa Cruz, e a chegada da linha férrea, foi inaugurada, em 1890, estação Coqueiro, nome de uma fazenda local, mais tarde rebatizada de Estação do Santíssimo. Santíssimo está situado entre o morro do Lameirão e a Avenida Brasil, abrangendo grandes loteamentos e comunidades, ao longo das estradas da Posse, do Lameirão e da rua Teixeira Campos.



Santo Cristo é um bairro de classe média da cidade do Rio de Janeiro, localizado na Zona Portuária carioca, defronte aos píeres e ancoradouros, junto ao efervescente bairro da Gamboa. O bairro deve seu nome à Igreja do Santo Cristo, construída em frente ao cais do porto.

História

O bairro de Santo Cristo foi povoado por portugueses que desembarcavam no cais do porto e lá se instalavam comercial e residencialmente. Esta é a origem dos sobrados dúplex, que consistiam em residência no segundo andar e comércio no andar térreo.

O bairro foi importante na região que corresponde aos atuais bairros portuários cariocas, tendo papel fundamental na estruturação da malha urbana, identidade cultural e história popular da cidade do Rio de Janeiro. É um dos poucos locais da cidade onde o traçado urbano e as formas de uso residencial trazem, ainda hoje, a autenticidade do momento de sua produção. Seus caminhos sinuosos, suas muitas escadinhas, travessas, becos, adros, escadarias e ladeiras guardam mais de quatrocentos anos de história e são uma memória viva do "morar carioca".

O comércio e a tortura de escravos marcaram muito a história do bairro. O grande número de escravos pobres e doentes, por exemplo, contribuiu para a inauguração do primeiro hospital da cidade, chamado de Nossa Senhora da Saúde.

A influência do catolicismo também se fez muito presente no bairro. Seu nome deve-se a igreja que se localiza na praça de Santo Cristo, chamada Santo Cristo dos Milagres - nome que provém da imagem do padroeiro trazida dos Açores em Portugal. Contam os mais antigos que navegadores portugueses bateram em uma rocha no meio do mar, mas não naufragaram. Atribuíram o milagre à imagem do Santo que era levada na embarcação.

No bairro foi construído um condomínio e um clube para lazer dos familiares dos trabalhadores do cais. Esse condomínio fica localizado na Rua da América. Hoje, com o cais do Porto praticamente desativado, virou local de eventos cada vez mais concorridos, como festas rave e exposições de arte moderna.

De acordo com moradores do local, o bairro durante o dia é calmo mas à noite as pessoas curtem o que tem de melhor no lugar, bares e festa ao redor. Apesar de tudo, há uma bela vista para o mar e para a Baía de Guanabara.

Com a construção, nas proximidades, da Vila Olímpica da Gamboa, do Aquário Municipal e da Cidade do Samba, além do clube dos Portuários, sede das escolas de samba Unidos da Tijuca e Alegria da Zona Sul, mesmo sendo oriundas de outros bairros. vem reagindo aos poucos, e lutando contra a decadência que dele tomou conta na segunda metade do século XX. De local praticamente abandonado que foi ao atual status de bairro de passagem em direção à renascente Gamboa e ao Centro, começa lentamente a valorizar-se, apesar de ainda ser considerado por muitos uma espécie de "local de risco".



Senador Camará é um populoso bairro de classe média-baixa da zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

História

A origem do nome se deve a estação ferroviária que atende o bairro e leva o nome de Estação Senador Camará, em homenagem ao Senador Otacílio de Carvalho Camará, que foi Senador da República em 1919 e 1920.

O bairro é divido pela linha ferroviária do ramal de Santa Cruz, atualmente operado pela empresa Supervia. No lado esquerdo da linha ferroviária, no sentido para Santa Cruz, o bairro é cortado pela Avenida Santa Cruz, onde está localizada a favela do Sapo, esta avenida faz a ligação entre os bairros de Realengo e Campo Grande.

No lado direito, o bairro é cortado pela Estrada do Taquaral, que começa em Bangu e termina no próprio bairro de Senador Camará, onde temos a Favela da Coreia, com altos índices de violência. Não tão diferente de outros bairros da zona-oeste. Em Senador Camará há o sub bairro Jabour, com característica de um bairro de classe media com casas de 3 e 4 quartos e apartamentos de até 3 quartos com áreas de lazer e garagem, localizado na parte mista do bairro junto com comercio local, próximo à favela do Rebu.

Contudo, o bairro Jabour, empreendido por Abrahão Jabour, recebeu maior investimento e teve em seu lançamento maior infraestrutura, o que lhe confere um aspecto de área nobre, pois foi idealizado para atender aos militares de Realengo e Vila Militar, e demais trabalhadores da Zona Oeste.



Senador Vasconcelos é um bairro da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro de classe média-baixa.

História

Senador Augusto de Vasconcelos pertence à Região Administrativa de Campo Grande, o nome do bairro é uma homenagem ao político Augusto de Vasconcelos,do bairro de Campo Grande. Possui uma estação de trem (Ramal de Santa Cruz) e possui um dos melhores índices de desenvolvimento humano da região.

Suas principais vias são : Estrada do Pré e Rua Artur Rios que ligam a Campo Grande e Avenida Santa Cruz que liga o bairro à Realengo.



Sepetiba é um bairro da zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

História

Cercado pelos bairros de Santa Cruz ao norte e Guaratiba a leste, é banhado pela Baía de Sepetiba ao sul. Possui uma área de 1.162,13 hectares (11,6213 km²) e uma população de aproximadamente de 40.000 habitantes, (segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE - Censo Demográfico 2006).

O nome "Sepetiba" tem origem na língua tupi, significando "muito sapê".

As praias de Sepetiba serviam como porto colonial para exportação de pau-brasil a Europa. Seu principais acessos eram o caminho de Sepetiba (atual estrada de Sepetiba), que levava à Santa Cruz, e o caminho de Piahy (atual estrada do Piaí), que ligava o bairro à Pedra de Guaratiba.

No início do século XIX, Sepetiba passou a ser frequentada no verão pela Família Real, que utilizava a propriedade para o lazer da elite, como touradas, saraus e danças portuguesas.

Com a implantação da “Companhia Ferro Carril”, em 1884, o bonde de tração animal passou a transportar a “mala real” até o cais de Sepetiba, além de cargas e passageiros.

A luz elétrica chega a Sepetiba em 1949 e, de lá para cá, Sepetiba se expande. Muitos loteamentos foram ocupando as áreas próximas à estrada do Piai, a praça Oscar Rossin foi urbanizada e foi aberto o canal na Rua Santa Ursulina para escoar terrenos alagadiços. Na década de 1960, surge o loteamento “Vila Balneário Globo” e, recentemente, em meio à grande polêmica, destaca-se a implantação, ao longo da estrada de Sepetiba, do grande conjunto Nova Sepetiba, construído pelo governo do estado para a população de baixa renda.



São Conrado é um bairro nobre da Zona Sul da cidade brasileira do Rio de Janeiro. Apresenta grande desigualdade social pois limita-se com a favela da Rocinha.

História

São Conrado foi o resultado da criação de uma estrada pelo professor Charles Armstrong em 1912. O mestre objetivava facilitar o acesso à escola em que lecionava, situada na Chácara do Vidigal. Em 1919, a via foi alargada, prolongada e nomeada de Avenida Niemeyer devido ao comendador Conrado Jacob Niemeyer, dono das terras que formariam o futuro bairro.

Através do loteamento das propriedades de Conrado Jacob Niemeyer, o novo bairro emancipou-se da Gávea.

Recebeu o nome de São Conrado devido à igreja homônima, construída em 1903 por Conrado Jacob Niemeyer.



O bairro imperial de São Cristóvão é um bairro histórico da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Seus moradores são predominantemente de classe média e de classe média baixa.

História

No local do atual bairro, havia uma aldeia indígena dos tamoios, da tribo dos araroues, aliados dos franceses quando do estabelecimento da França Antártica. Dizimados na campanha de 1567, em seu lugar estabeleceram-se os temiminós de Arariboia, que, na região, teriam estabelecido uma nova aldeia com o nome cristão do seu líder: Martinho.

A colonização efetiva da área se daria ao longo do século XVII, com a fundação da Igreja de São Cristóvão em 1627, então à beira-mar. Afirma-se que, à época, os pescadores amarravam as suas embarcações junto às portas da igreja para comparecer às missas. Outro eixo integrador era o Caminho de São Cristóvão, primitiva via que ligava a cidade do Rio de Janeiro aos engenhos de açúcar e roças do interior.

A prosperidade do comércio surgido no entroncamento do ancoradouro com a antiga via fez surgir uma vila denominada de São Cristóvão, nome do padroeiro da igreja.

Em 1759, o Marquês de Pombal ordenou a expulsão dos jesuítas, e o governador da Capitania do Rio de Janeiro confiscou as terras de São Cristóvão aos jesuítas. As fazendas da região foram divididas em quintas e sítios menores, entre os quais a Quinta da Boa Vista. A sede da Fazenda São Cristóvão foi transformada em hospital, o Hospital dos Lázaros, em 1765, existindo até os dias de hoje.

O bairro começou a adquirir posição de destaque no cenário carioca a partir de 1810, quando o príncipe-regente dom João adotou o Paço da Quinta da Boa Vista como sua residência oficial. Entretanto, o mar incomodava e manguezais e pântanos se estendiam pela região, incomodando os moradores com insetos e mau cheiro. Assim, em torno da quinta, cresceram casarões, pavimentaram-se ruas, instalou-se iluminação pública.

A nobreza mudou-se para o bairro (a Marquesa de Santos possuía uma casa no bairro, a qual abriga, atualmente, o Museu do Primeiro Reinado). Ao longo do século XIX, o mar foi aterrado em vários metros (o acesso à Igreja de São Cristóvão passou a ser a pé) e os pântanos erradicados.

A família real portuguesa residiu no Paço de São Cristóvão até o regresso de dom João VI a Portugal. Seu filho Pedro I do Brasil partiu de viagem do Largo da Cancela, em frente à quinta, na viagem na qual declararia a Independência do Brasil, em 1822. Seu herdeiro, o futuro imperador Pedro II, nasceu e cresceu no bairro e, de lá, governou o Brasil por quase meio século.

Ao longo do reinado de dom Pedro II, a partir de São Cristóvão, iniciou-se a instalação de indústrias e a modernização da cidade com a instalação de uma central de telefones (a primeira linha da América do Sul servia o Paço de São Cristóvão) e uma rede de postes à luz elétrica nas ruas. O imperador ainda inaugurou o Observatório Nacional do Rio de Janeiro, centro de estudos avançados em astronomia e, ainda hoje, um dos principais centros dessa ciência no Brasil. A industrialização mudou o perfil do bairro, já não mais um lugar tranquilo próprio para o passeio de famílias e, a partir do final do século XIX, iniciou-se a deterioração das construções mais antigas. A queda do império ocasionou a transformação do paço em museu, com a instalação do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro no local.

Ao longo do século XX, a atividade fabril norteou o perfil de São Cristóvão. Em 1940, foi inaugurada a Avenida Brasil, principal via de escoamento da produção do bairro. Junto com as indústrias, vieram imigrantes de todas as partes do Brasil à procura de emprego. Houve um processo de ocupação desordenada e favelização das áreas em torno das fábricas. Ao passo em que havia a ocupação de imigrantes, a classe média se moveu para os bairros da Zona Sul da cidade. Os antigos sobrados e casarões foram transformados em pequenas lojas comerciais e pensões. Ainda nessa época, o bairro é sede no Rio de Janeiro e berço fundador do Sistema Brasileiro de Televisão, São Cristovão era tido como o maior bairro indústrial da América do Sul, fato que nos anos 1966 e 1967, veio a ser construído o Pavilhão de São Cristóvão. Um grande centro destinado as exposições de produtos industrializados, nesse meio, o Pavilhão foi também palco de grandes eventos ligados as indústrias, muitas exposições acompanhadas com celebrações com artistas famosos aconteceram nesse lugar, até seu fechamento em meados da década de 1980.



ão Francisco Xavier é um pequeno bairro da zona norte do Rio de Janeiro. Localiza-se entre os bairros Mangueira, Maracanã e Rocha.

História

As terras de São Francisco Xavier pertenciam ao Engenho Novo dos Jesuítas, construído a partir de 1707. Suas áreas de canaviais e lavouras se estendiam desde a praia Pequena (Benfica) até o Engenho de Dentro.

Em 1851, o “TURF” passou a fazer parte da Cidade, no “Prado Fluminense”, antes o “Jóquei Clube Fluminense”, que tinha sido fundado em 1848 por iniciativa do Visconde do Rio Branco, do Duque de Caxias, de Alexandre Reed e do Major Suckow. Este pediu o “Prado” e nele ocuparia as corridas de cavalos. Apesar da presença de Dom Pedro II em sua inauguração, o fracasso foi total. O Jóquei Clube, sucessor desse “Jóquei Clube Fluminense”, surgiria, em 1868, na casa do Conde Hersberg, genro do Major Suckow, na rua que logo abriria (a atual rua Major Suckow). Suas primeiras corridas foram em maio de 1869, no “Prado Fluminense”, em terrenos de sua família, entre São Francisco Xavier e Triagem, ao longo da rua João Damásio (depois Jóquei Clube, e atual Licínio Cardoso). Em 1912, uma equipe francesa da “Queen Aeroplane Company” faria a nossa primeira semana da aviação, usando o “Prado Fluminense” como ponto de decolagem para suas peripécias aéreas pela Cidade.

Em 1919, começou-se a estudar a possibilidade de construção de um novo Hipódromo para substituir o “Prado Fluminense”. Para isso, foi feita a permuta do seu terreno em São Francisco Xavier por um terreno pantanoso, a beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, onde, em 1926, concluiu-se as obras do atual Hipódromo da Gávea. No lugar do “Prado Fluminense”, foi instalada uma unidade do Exército e a antiga garagem da CTC, entre as ruas Bérgamo, Major Suckow, Dr. Garnier e Conselheiro Mayrink, parte dela pertencendo ao bairro vizinho do Rocha.

Com a inauguração da Estrada de Ferro Dom Pedro II (depois Central do Brasil), em 1858, foi implantado, em 16 de maio de 1861, a estação de São Francisco Xavier, onde os subúrbios (na época bairros rurais da zona norte) principiavam. Na Linha Auxiliar, seria inaugurada, em 30 de novembro de 1910, com o nome de Parada Silva e Souza, a atual estação de Triagem. Na época, havia duas estações: uma para passageiros, outra de cargas. Até meados dos anos 1960, essa estação serviu também como estação da Estrada de Ferro Rio D’Ouro. Com a construção da Linha 2 da Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro, seu trecho em via elevada cruzou o bairro de São Francisco Xavier. A estação de metrô de Triagem foi inaugurada em junho de 1988, sendo integrada aos trens da Supervia nos ramais de Belford Roxo e Saracuruna pela estação ferroviária de Triagem.

O bairro de São Francisco Xavier é um dos menores do Rio de Janeiro e seu comércio se concentra nas ruas Licínio Cardoso e Ana Néri (antiga rua do Engenho Novo). Um dos marcos do bairro é o viaduto Ana Néri, sobre o ramal da Linha Auxiliar, que faz a ligação com Benfica e com a Avenida Brasil. Na sua inauguração, em 1956, estava presente o então Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.

No lado sul do ramal da Supervia, o bairro é limitado pela Serra do Engenho Novo, tendo a rua São Francisco Xavier e a avenida Marechal Rondon – onde fica a Policlínica Piquet Carneiro - como principais logradouros. O bairro possui duas comunidades de baixa renda: a Vila Triagem e a Vila Casarão, junto a estação de São Francisco Xavier.



O Tanque é um bairro de classe média localizado na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Faz limite com os bairros Pechincha, Praça Seca, Taquara e Jardim Sulacap. No bairro, está localizada a quadra da escola de samba Renascer de Jacarepaguá, maior representante da região de Jacarepaguá no carnaval carioca.

História

O Largo do Tanque surgiu no final do século XIX, quando havia grande circulação de bondes com tração animal pela região. O local fazia parte do trajeto entre a Porta d'Água, na Freguesia e a Taquara. Por isso, em 1875, foi construído um grande reservatório de água para cavalos e burros matarem a sede. Desde então, passou a ser chamado de Largo do Tanque. Possui ligação direta com a Freguesia através da Estrada do Camatiá no final na Estrada da Covanca. Possui ruas importantes como Estrada do Cafundá e Estrada do Catonho, que liga o Tanque a Jardim Sulacap. Possui favelas bem conhecidas como o Morro do Piolho, localizado na Rua Jordão.



Taquara é um bairro de classe média da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.

História

Localiza-se na região de Jacarepaguá e limita-se com o Tanque, Pechincha, Cidade de Deus, Curicica, Jardim Sulacap, Realengo e outras localidades de Jacarepaguá.

O nome do bairro é originário de uma espécie de bambu utilizado para fabricar cestos, outrora existente em grande quantidade na região, onde foi erguida a sede da Fazenda da Taquara, em 1757, propriedade da família do Barão de Taquara, existente até hoje.

O bairro possui uma expressiva quantidade de imigrantes portugueses, que se instalaram na região desde a época do império e por lá muitos deles implantaram os primeiros estabelecimentos comerciais do local.


Entre suas maiores qualidades, está a pomposa área verde ao longo do bairro, bem como sua vizinhança tranquila e seu belo relevo, cercado por montanhas. Isso se deve a presença do Parque Estadual da Pedra Branca, que fica nos seus arredores. Já como pontos negativos, o principal é o trânsito caótico ao longo da Avenida Nélson Cardoso e da Estrada dos Bandeirantes (centro do bairro) e seu contínuo problema com as enchentes em épocas de muita chuva.

A Taquara faz parte da maioria dos programas de governo dos candidatos as eleições (em todas suas edições), tendo nos últimos 10 anos sofrido significativas alterações em sua estrutura. Assim, pode-se dizer que melhorou consideravelmente, tanto para os comerciantes quanto para os residentes do bairro. Apesar disso, só em 2005 a CEG começou a fazer instalações para levar o gás encanado além do centro comercial do bairro.

É o maior polo econômico de Jacarepaguá, seguido da Freguesia, onde estão localizadas importantes lojas como Casas Bahia, Ponto Frio, Ricardo Eletro, Lojas Insinuante, Tele-Rio, Casa & Vídeo, assim como agências bancárias e outros estabelecimentos comerciais ao longo da Avenida Nelson Cardoso, Estrada dos Bandeirantes, Rua Apiacás e Estrada do Tindiba.

Funciona como ponto de referência para algumas localidades de Jacarepaguá, como Curicica, Cidade de Deus, e outras.

Um ponto ainda bastante solicitado pelos frequentadores do bairro e que parece longe de se tornar realidade, é a instalação de linha de metrô, podendo assim, amenizar a situação do trânsito local.

Também possui vários sub-bairros: Jardim Boiúna, Santa Maria, Pau da Fome e Colônia Juliano Moreira, todos relativamente afastados do centro do bairro e situados dentro dos limites da antiga fazenda do Barão da Taquara, patrono do bairro.



Tauá, é um bairro de classe média da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

História

É a continuação natural do bairro Cocotá, através da Avenida Paranapuã. Possui a Igreja de Santo Antonio e abrigou a fábrica de formicidas do Barão de Capanema, no século XIX.



Tijuca é um bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

Tijuca é um nome com origem na língua tupi e significa "água podre", de ty (água) e îuká (matar). O nome, porém, se refere principalmente à região da Lagoa da Tijuca, que possui muito mangue e água parada e que está separada do atual bairro da Tijuca pelo Maciço da Tijuca.

Logo após a vitória dos portugueses sobre os franceses no episódio da França Antártica, em 1565, a região do atual bairro da Tijuca foi ocupada pelos padres jesuítas, que, nela, instalaram imensas fazendas dedicadas ao cultivo da cana-de-açúcar. Nessa época, foi construída uma capela dedicada a São Francisco Xavier que deu o nome à fazenda dos jesuítas mais próxima do Centro da cidade: a Fazenda de São Francisco Xavier. Em 1759, com a expulsão dos jesuítas do Brasil pelo Marquês de Pombal, as suas fazendas foram vendidas a centenas de novos sitiantes.

A região passou a caracterizar-se pelas suas chácaras e, a partir do século XX, passou a ser um bairro tipicamente urbano. Ainda assim, possui a terceira maior floresta urbana do mundo, a Floresta da Tijuca, plantada por determinação de Dom Pedro II na segunda metade do século XIX pelo major Archer em terras de café desapropriadas, para combater a falta de água que se instalara na então capital do império. Trata-se de uma floresta secundária, uma vez que é fruto de um replantio, compreendendo espécies que não são nativas da mata atlântica, a cobertura vegetal original.

Data de 1859 até 1866 o funcionamento pioneiro da primeira linha de transporte em veículos sobre trilhos no Rio de Janeiro, com tração animal, anterior ao bonde elétrico, ligando o Largo do Rocio (a atual Praça Tiradentes) ao Alto da Boa Vista.

Em 23 de agosto de 1985, o Decreto Número 5 280 definiu os atuais limites do bairro.

Em 2010, foi inaugurada a primeira Unidade de Polícia Pacificadora na Tijuca, no Morro do Borel. Tal medida foi tomada visando a combater a crescente criminalidade no bairro.



Todos os Santos é um pequeno bairro de classe média e classe média-alta da Zona Norte do Rio de Janeiro. É cortado pela Estrada de Ferro Central do Brasil, porém a estação mais próxima é a do Méier.

História

A estação ferroviária de Todos os Santos, localizada no Km 10,189, inaugurada em 1868, foi extinta no final da década de 1960. Dona Conceição Gomes, proprietária de uma chácara na área, doou terrenos, em 1872, para a construção da capela de Nossa Senhora das Dores. Gabriel Getúlio de Mendonça, proprietário local, abriu as ruas Todos os Santos (atual José Bonifácio), Leopoldina (Castro Alves), Almeida (Padre Ildefonso Penalva), a rua Getúlio, etc.

O bairro caracteriza-se por ser residencial. O comércio é voltado basicamente para a população local, porém a proximidade com a Linha Amarela, o Norte Shopping, o Wal Mart, o Sam's Club e o Leroy Merlin situados em seu lado oposto na Avenida Dom Helder Câmara, no Cachambi, fez do bairro um local atrativo para empreendimentos imobiliários a partir dos anos 90. A continuidade do crescimento do bairro durante essa década, deve-se também as expansões realizadas no Norte Shopping, assim como a alta dos preços dos imóveis no Méier, o bairro mais valorizado da região, além da ausência de comunidades em seu território.

Além disso, o bairro conta com a proximidade com o Estádio do Engenhão, localizado no bairro do Engenho de Dentro. Apesar de Todos os Santos não ter centros comerciais ou de lazer, por delimitações meramente geográficas, com outros bairros, todos esses percursos não precisam ser realizados através de meio de transporte pelo morador do bairro. Também não pode ser esquecido o comércio forte da região da Dias da Cruz, no Méier.


O bairro tem perdido a sua identidade de subúrbio calmo e tradicional, sobretudo com a verticalização da construção de condomínios voltados para a classe média-alta e média, e com o trânsito, sobretudo nas ruas Getúlio, José Bonifácio e Piauí em horários de pico, sendo esse problema anteriormente, reservado apenas as ruas Arquias Cordeiro e Amaro Cavalcanti, que são as principais vias de acesso ao bairro.

Conta com uma considerável quantidade de casas para a classe média alta e média, sendo as mais recentes, situada em condomínios; além de construções mais antigas, localizadas tanto em vilas quanto em casas tradicionais. Porém a maioria de unidades domiciliares são de apartamentos. Até 2000, Todos os Santos contava com 2,315 casas e 5,015 apartamentos.

O Norte Shopping foi entre os outros fatores, o maior contribuidor para a mudança da identidade do bairro. Um exemplo, foi a quase extinção do comércio de rua da Arquias Cordeiro, sobrando apenas alguns serviços. Devido a esse fim, os sobrados históricos da rua, que abrigavam esses serviços encontram-se deteriorados, alguns até sem os telhados. Apesar de ter ocorrido muitas melhorias, o desaparecimento desses sobrados é uma perda significativa para o patrimônio do bairro, que já não conta com espaços de preservação de sua história.

No trecho da Arquias Cordeiro, encontra-se predominantemente lojas de tintas e materiais de construção e bares, além da Univercidade. No trecho da Amaro Cavalcanti, os únicos estabelecimentos são o Hospital Pasteur e o Motel Condor.

Existe uma quantidade considerável do "comércio de bairro", como a presença de pet shops, padarias, lojas de materiais de construção, bares, cabeleleiros, além de mercadinhos, açougues e farmácias, que, realizam entregas em domicílio. Há também uma casa lotérica e bancos 24 horas. Não há agências bancárias no bairro (apenas no Norte Shopping).

A proximidade com o Norte Shopping além da inauguração de bares mais sofisticados, têm aumentado o fluxo de pessoas à noite nas ruas do bairro.



Tomás Coelho é um bairro residencial pertencente à Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

História

A região pertencia ao antigo Engenho do Mato, contínuo ao Engenho da Rainha. Lá se encontravam as estradas Velha e Nova da Pavuna (atuais Ademar Bebiano e Av. João Ribeiro), que prosseguiam juntas em uma só via, atravessando a garganta entre o morro do Juramento e a serra da Misericórdia, rumo a Irajá. Essa passagem foi aproveitada pela Estrada de Ferro Rio D’ Ouro, quando de sua construção, no ano de 1876, e nela foi instalada a estação Engenho do Mato.

A E. F. Rio D’ Ouro foi extinta na década de 1960, mas o bairro continuou servido pelos trens da antiga Estrada de Ferro Melhoramentos do Brasil (atual linha auxiliar), com sua estação Tomás Coelho. Seu nome é uma homenagem ao Conselheiro Thomaz Coelho, Ministro da Guerra no 2º reinado (Dom Pedro II), que instalou o Colégio Militar na Tijuca, em 1889.

Com a construção da Linha 2 da Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro – Metrô, foi inaugurada a estação de Tomás Coelho no dia 23 de setembro de 1996. Aí foi construído viaduto ligando a estrada Velha da Pavuna (Ademar Bebiano) a avenida Automóvel Clube (Pastor Martin Luther King Jr.) e a rua Silva Vale, que faz o acesso do bairro à Madureira.



Turiaçu é um bairro de classe media baixa do Rio de Janeiro, localizado na zona norte. Faz limite com Madureira, Rocha Miranda, Osvaldo Cruz e Vaz Lobo. A vizinhança é basicamente residencial e tem como referência a Fábrica de Biscoitos Piraquê e a Paróquia Santa Rita de Cássia.

História

Na região, atravessada pela estrada do Otaviano - que se referia ao comerciante Otaviano José da Cunha, com estabelecimento no Largo do Otaviano -, ficava o Engenho do “Vira-Mundo”, o último grande fabricante de rapadura e cachaça, depois da decadência do Engenho de Portela.

Com a inauguração da Estrada de Ferro Melhoramentos do Brasil (atual linha auxiliar), foi instalada a estação de Turiaçu em 1898, atualmente abandonada e não mais utilizada como ponto de parada dos trens.



Urca é um tradicional bairro nobre da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. Tendo como pontos turísticos o Morro do Pão de Açúcar e o Morro da Urca, o bairro também sedia outras instituições importantes como: a Escola de Guerra Naval (EGN), a Escola Superior de Guerra (ESG), o Instituto Militar de Engenharia (IME), o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, o Instituto Benjamin Constant, a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), o Forte São João, o Museu de Ciências da Terra, a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e o antigo Cassino da Urca, que, após a proibição dos jogos de azar no Brasil, foi sede da TV Tupi do Rio de Janeiro.

História

A história do povoamento das terras do que hoje é conhecido como bairro da Urca remonta ao início da própria cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Em 1555, colonos franceses sob o comando de Nicolas Durand de Villegagnon estabeleceram-se na baía de Guanabara, levando Portugal a enviar uma expedição para expulsá-los em 1560.

Subsistindo franceses na Guanabara, uma nova expedição foi enviada, sob o comando do Capitão-mor Estácio de Sá. Estabeleceu um núcleo fortificado à entrada da barra em 1º de março de 1565, dando por fundada a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (em homenagem a Sebastião de Portugal). O local do desembarque e da fundação foi a pequena faixa de terra na "várzea" entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar, atual Praia de Fora, nos terrenos da Fortaleza de São João. Após o desembarque foi erguida uma ermida de taipa e sapê para entronizar a imagem de São Sebastião. O fundador, Estácio de Sá, morto em 1567, foi enterrado nessa mesma capela, e aí ficou até 1583, quando seu corpo foi trasladado para o Morro do Castelo, onde a cidade já se achava estabelecida.

Localizavam-se as primeiras casas e igrejas da cidade na área onde hoje funcionam a Fortaleza de São João e a Escola de Educação Física do Exército.

Com a mudança da cidade para o Morro do Castelo, a Vila ou Cidade Velha, como passou a ser chamada, passou a ser usada somente na defesa da Baía de Guanabara.

Os primeiros prédios que ocuparam a Praia Vermelha tinham, por sua localização, por objetivo a defesa militar. Assim, logo no início do século XVIII, foi construído um forte. A partir de 1856, instalam-se, sucessivamente, na Praia Vermelha, o Batalhão de Engenheiros e a Escola Militar e de Aplicação. Finalmente, em 1938, a cidade e seus habitantes têm a Praia Vermelha para uso civil, com a abertura da Praça General Tibúrcio.

Até o final do século XIX, o bairro da Urca simplesmente não existia, porque as águas da baia de Guanabara batiam diretamente nas rochas que circundam os morros da Urca e o Pão de Açúcar. Para para se ter acesso à Praia de Fora e à Fortaleza de São João, era necessário ir diretamente por mar.

Entre 1870 e 1880, o comerciante português Domingos Fernandes Pinto sonhou em transformar o local num novo bairro, ou melhor, numa nova cidade, com os prédios obedecendo "a um novo estilo, elegante e artístico". Em 2 de março de 1895, ele assinou contrato com o município para a construção de um cais, ligando a Praia da Saudade, em frente ao Instituto Benjamim Constant, à Escola de Aprendizes de Artilheiros, na Fortaleza de São João. Mas esta obra foi embargada pelo Exército, com a alegação de que a obra prejudicaria a defesa do forte. (Como se viu mais tarde, o bairro em aterro criou um acesso mais direto àquela área militar). Em 1919, foi assinado um novo contrato com a prefeitura, mas Domingos Fernandes Pinto não pôde cumpri-lo.

Em 1921, o engenheiro Oscar de Almeida Gama constitui a Sociedade Anônima Empresa da Urca, para construção de um cais, ligando a praia da Saudade (na entrada do bairro) à Fortaleza de São João, nos termos do contrato de 1919. Entre as cláusulas do contrato para a construção do bairro da Urca estava construir uma escola para 200 alunos, que veio a ser a Escola Minas Gerais.

A Avenida Portugal foi oficialmente inaugurada pelo Presidente Epitácio Pessoa e, na mesma época, a antiga praia da Saudade recebia a denominação de Avenida Pasteur e, logo depois, a Prefeitura concedeu terrenos de aterro ao longo da costa para sociedades esportivas, surgindo, entre outras, o Fluminense Yachting Club, atual Iate Clube do Rio de Janeiro.

O plano geral de arruamento e loteamento da Urca foi aprovado em 1922. Com a área pronta para ser habitada e o prédio do Hotel Balneário necessitando de maior proteção contra a água do mar, aumentou-se a faixa de areia, com os diques de proteção, ficando a praia com a forma que mantém até hoje.

Portanto, o efetivo início do Bairro da Urca é de fins de 1922 e início de 1923, quando vai começar a receber os primeiros prédios.



Vargem Grande é um bairro de classe média e média baixa da região da Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, Brasil.

História

O bairro é um dos que mais crescem atualmente na cidade do Rio de Janeiro. É também um dos que possuem maior área verde no Rio de Janeiro, com muita natureza em volta, que confere ao mesmo um clima bastante bucólico. No bairro existem cachoeiras, sítios, haras e trilhas e boa parte de sua extensão é tomada pelo Parque Estadual da Pedra Branca, área de preservação ambiental. Também por ser um novo centro em gastronomia, Vargem Grande apresenta inúmeros restaurantes, portugueses, italianos, etc.

Além da vasta natureza, Vargem Grande apresenta um dos menores índices de violência da cidade do Rio de Janeiro e por esse e outros fatores ligados a qualidade de vida o bairro é residência de vários artistas famosos que procuram por um lugar mais tranquilo e junto a natureza ou simplesmente pessoas em busca de uma vida mais tranquila e com bastante ar puro em volta.

Infelizmente seguindo uma tendência de mal planejamento e crescimento urbano, possui várias áreas de ocupação ilegal com formação de algumas favelas e vilas de baixa renda, mas que até o momento não registram índice de presença criminosa, sendo apenas consideradas áreas humildes e que em muitas vezes dividem espaço com condomínios altamente luxuosos e mansões.

Apesar dos problemas estruturais e de ser bastante longe do Centro da cidade, possui grande valorização imobiliária, seguindo os passos dos seus vizinhos Recreio do Bandeirantes e Barra da Tijuca. Praticamente não existem edifícios no bairro, apenas poucos e de pequeno tamanho e a maioria dos grandes condomínios são de casas.

Vargem grande é uma das poucas áreas do Rio de Janeiro onde a natureza ainda é expressiva e razoavelmente preservada e com um clima de cidade do interior, onde raramente se ouve falar em crimes constantes como no resto da cidade, mas que se seguir o passo de crescimento desordenado que é praticado no restante da cidade, dificilmente conseguirá se manter no nível de preservação que hoje se encontra.



Vargem Pequena é um bairro localizado na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.

História

Neste bairro há inúmeros condomínios de classe média e classe alta e algumas pequenas comunidades carentes de classe pobre. Seguindo uma realidade recorrente nos bairros vizinhos como Recreio dos Bandeirantes e Vargem Grande.

A predominância das construções é de casas de 2 e 3 andares.

É um local extremamente tranquilo e arborizado. Cercado por montanhas e com ar muito puro e fresco, é refúgio para os amantes de natureza e esporte.

Ligado ao Recreio dos Bandeirantes pela estrada Benvindo de Novaes, o bairro encontra-se em vigorosa expansão imobiliária, com construções de condomínios acontecendo por todos os lados.



Vasco da Gama é um bairro da cidade do Rio de Janeiro.

História

Criado em homenagem ao centenário do Club de Regatas Vasco da Gama, em 1998, é onde se localiza a principal sede e o famoso estádio do clube, popularmente chamado de Estádio São Januário, em virtude da Rua São Januário, que margea o estádio. É um bairro da cidade do Rio de Janeiro bem novo com 6.100 habitantes, desmembrado de São Cristóvão.

Localizam-se também dentro do Bairro inúmeras indústrias e a favela Barreira do Vasco.

Estima-se que os primeiros moradores chegaram à àrea onde hoje é o Vasco da Gama por volta de 1920, em sua maioria imigrantes portugueses.

O bairro foi criado a partir de um projeto de lei do vereador Áureo Ameno, um radialista vascaíno em primeiro mandato, e sancionado pelo prefeito César Maia.

Até então não havia a ideia de que ali fosse um bairro à parte e a noção de bairro Vasco da Gama foi introduzida naquele instante. No entanto, o bairro de São Cristóvão, sempre foi considerado muito grande, e em virtude disso, sempre foram utilizadas outras referências geográficas, entre as quais a Rua São Januário, utilizada como referência em transportes públicos, e citada na música "O bonde de São Januário", de Wílson Batista e Ataulfo Alves. Esse fato, juntamente com centenário do clube, foi motivador do desmembramento sofrido por São Cristóvão.



Vaz Lobo é um bairro de classe média situado na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

História

A história do bairro de Vaz Lobo remonta à metade do século XIX. Vaz Lobo pertencia à sesmaria de Madureira, que era uma grande fazenda pertencente ao proprietário e pecuarista Lourenço Madureira. No inicio do século XX o bairro ainda possuía características rurais. O solo da região era bem pantanoso, com sua vegetação composta basicamente por uma densa mata e com inúmeras árvores frutíferas, principalmente mangueiras. À partir da década de 1920 os antigos bondes começaram a circular pelo bairro, no início dos anos 60 as ruas do bairro começaram a ser abertas e começavam a ser construídas as primeiras casas de alvenaria. Apenas no início da década de 70, as ruas começaram a ser pavimentadas e o asfalto começou a chegar no bairro.

Possui uma renomada e grande igreja católica (Igreja de Cristo Rei) e diversos colégios de grande renome: Colégio Augusto Marques, Colégio Republicano, Colégio Bahiense, Colégio Pirralho, a Escola Municipal Rosa Bettiato Zattera e a Tradicional Escola Municipal Irmã Zélia, recentemente reformada e que é referência no ensino público da região. Possui ainda uma grande universidade com aproximadamente 2 mil alunos. No ano de 2010, Vaz Lobo tornou-se sede da nova unidade da FAETEC, escola técnica profissionalizante.

Um dos maiores centros comerciais do Bairro é o Edifício Comercial Mahatma Gandhi, construído no início da década de 80 e que até hoje é referência em consultórios dentários, médicos, cursos de formação e aperfeiçoamento, centros de beleza, dentre outras atividades, localizado na Avenida Ministro Edgard Romero.

Abriga desde o final do século XIX, o Cine Vaz Lobo, antigo ponto de encontro da elite fluminense, sendo à época bastante visitada pela influente casta burguesa provenientes da Zona Sul carioca que, em suas carruagens, iam à Vaz Lobo a fim de assistirem às produções cinematográficas da época. Vaz Lobo fez nascer o carnaval, sendo o berço de origem de uma das escolas de samba mais antigas do Brasil, a União de Vaz Lobo.

Foi ponto final de várias linhas de bondes no início do século XX.

A atriz Glória Pires já gravou um comercial em Vaz Lobo. Vale lembrar que esta atriz, nasceu e foi criada no bairro. Outra personalidade, ex-moradora do bairro, é a apresentadora do Jornal Nacional, da Rede Globo, Fátima Bernardes, que nasceu em 1962 na Rua Tarira, próximo à Avenida Vicente de Carvalho. Sua família mudou-se depois para o bairro do Méier.

Atualmente, Vaz Lobo passa por uma grande transformação, donde estão ocorrendo inúmeras demolições de imóveis para a passagem do corredor expresso Transcarioca, que fará uma grande evolução sócio econômica na cidade e particularmente no Bairro, atraindo novos e consideráveis investimentos comerciais e imobiliários para Vaz Lobo, melhorando a infra estrutura e oferecendo uma melhor qualidade de vida aos seus habitantes e visitantes.



Vicente de Carvalho é um bairro de classe média-baixa da Zona Norte do Rio de Janeiro.

História

No largo de Vicente de Carvalho, no entroncamento da avenida de mesmo nome com a Avenida Pastor Martin Luther King Júnior (antiga avenida Automóvel Clube) encontra-se um busto do poeta. Próximo à estação do metrô encontra-se a 'Torre Da Paz' pintada com as cores da Argentina, sendo uma réplica pequena da Torre Eiffel.

A estação de trem de Vicente de Carvalho, inaugurada em 15 de janeiro de 1883 pela Estrada de Ferro Rio d'Ouro, era situada aproximadamente onde hoje se localiza a estação do metrô com o mesmo nome, na Linha 2 — verde. A linha do metrô corta o bairro por inteiro, entre as estações Thomaz Coelho e Irajá. Mas desde a ideia de criação do ainda pré-metrô, Vicente de Carvalho não tinha na sua estação uma parada dos trens, que iam direto até Irajá. Porém, na reinauguração do trecho desativado desde a década de 1980 (setembro 1996) até a inauguração da estação Pavuna, Vicente de Carvalho ficou com status de estação terminal da Linha 2 no Rio de Janeiro. Hoje, mesmo tendo deixado de sê-la, ainda é uma das estações de maior fluxo de pessoas por dia. a Linha 940 - Ramos x Madureira - faz integração municipal com o metrô no bairro.

Vicente de Carvalho nunca desenvolveu uma alma comercial ou industrial. O bairro tem grandes bairros em suas adjacências que sempre ofereceram os artigos e os empregos para quem mora nele. Por isso, Vicente de Carvalho na verdade tem alma residencial.

Entretanto, não o impede de contar com alguns empreendimentos de grande monta: Estão aqui dois hiper-mercados (Atacadão e Extra),C&C-CASA E CONSTRUÇÃO e[Shopping Carioca]]. Este último empreendimento, realizado a poucos anos, foi extremamente bem sucedido. Teve viabilidade pela sua proximidade ao metrô e ao público consumidor da Vila da Penha, Irajá e outros bairros vizinhos.

Sua principal representante no carnaval é a escola-de-samba Mocidade de Vicente de Carvalho, que atualmente desfila na Sapucaí.



O Vidigal é um bairro e uma favela da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Situa-se entre os bairros do Leblon e de São Conrado.

História

O Vidigal ganhou esse nome em referência ao ex-comandante da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro no século XIX, o major Miguel Nunes Vidigal, que, devido aos seus serviços, recebeu de presente dos monges beneditinos, em 1820, um terreno ao pé do Morro Dois Irmãos, o qual foi ocupado por barracos a partir de 1940, dando origem à atual favela.



Vila Aliança (também chamada de V.A ou Vila por seus moradores) é um bairro não-oficial da cidade do Rio de Janeiro, que oficialmente faz parte de Bangu. Devido a circunstâncias históricas e culturais, é considerado por muitos como uma favela, ainda que seja totalmente urbanizado. A Vila Aliança está localizado na divisa com o bairro de Senador Camará, sendo compreendido entre as ruas do Farmacêutico, Antenor Correia e a Estrada do Taquaral.

História

Em 1961, o presidente americano John Kennedy, dando seguimento à urbanização da cidade, idealiza a Aliança para o Progresso, projeto de cooperação técnica e financeira com países da América Latina com a clara intenção de impedir que revoluções como a cubana se espalhassem. No Rio de Janeiro, o governo Carlos Lacerda utilizou esse apoio para criar três sub-bairros: Vila Aliança e Vila Kennedy em Bangu, Cidade de Deus, em Jacarepaguá.

A área onde está a Vila Aliança era então um enorme laranjal, que abastecia todo o estado. Na década de 60, as árvores cederam lugar para o primeiro conjunto habitacional da América Latina.

O governo então retirou famílias do Morro do Pasmado no bairro de Botafogo, do Morro do Pinto e da Favela do Esqueleto, realocando-os na nova comunidade.

No dia 7 de janeiro no ano de 1964, a Vila Aliança foi oficialmente inaugurada pelo então governador Carlos Lacerda, sendo seu nome uma homenagem à Aliança para o Progresso, e seguindo padrões arquitetônicos internacionais, com ruas amplas que mais pareciam grandes avenidas e outras mais estreitas com características de vilas que integrariam a vizinhança, tudo com auxilio técnico ao operário e à pequena indústria, visando, segundo seus idealizadores, fomentar o desenvolvimento econômico e social.
Com o decorrer dos anos, a comunidade passou a ser dominada pelo tráfico de drogas, sendo palco de conflitos entre traficantes.



Vila da Penha é um bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro. Sua população é majoritariamente de classe média e classe média alta. É um bairro residencial em expansão.

História

A palavra Penha significa pedra e foram exatamente as pedras do Rio Irajá as responsáveis pela formação da Vila da Penha. É que elas formavam verdadeiras barreiras e se transformaram em obstáculos aos colonizadores, que navegavam com destino a Irajá. Eles eram obrigados a interromper a viagem, onde é hoje Vila da Penha, e prosseguir por terra. Com o tempo o bairro transformou-se em porto para as embarcações e parada obrigatória para a penetração rumo ao interior. Foi aí que começaram a surgir as pequenas casas, pomares e hortas que caracterizam a Vila da Penha a partir de 1600.

A expansão do bairro começou por volta de 1920, quando já existiam algumas fazendas com engenhos de açúcar e aguardente na região. Vários proprietários iniciaram, por conta da falência do sistema de produção de açúcar, o desmembramento e loteamento de seus terrenos.

No entroncamento das avenidas Meriti e Brás de Pina, encontra-se o Largo do Bicão. O largo tem esse nome devido ao problema da falta de água que assolava o Rio de Janeiro de 1900. Era nesse local que moradores iam buscar água, numa grande torneira pública.



Vila Isabel é um bairro de classe média e média-alta da Zona Norte do Rio de Janeiro. Localiza-se na chamada Grande Tijuca. É cercado pelos bairros da Tijuca, Aldeia Campista, Grajaú, Andaraí, Maracanã e Riachuelo, através da ligação do Túnel Noel Rosa.

História

O bairro surgiu do espírito empreendedor de João Batista Viana Drummond, futuro Barão de Drummond, um empresário progressista. Ele adquiriu as terras da Imperial Quinta do Macaco, de propriedade da Imperatriz Dona Amélia, quando, após a promulgação da Lei do Ventre Livre em 1871, os escravos da propriedade foram libertados. De acordo com a descrição da propriedade adquirida pelo Barão de Drumond, a Fazenda dos Macacos era delimitada ao norte pelo Morro dos Macacos, ao sul pelo Rio Joana (o qual corre ao longo das avenidas Maxwell, Engenheiro Otacílio Negrão de Lima e Professor Manoel de Abreu), a leste pela Rua São Francisco Xavier e a oeste pela Rua Barão do Bom Retiro.

Abolicionista e amigo de figuras de destaque que compartilhavam os seus ideais políticos, Drummond deu às ruas e praças do empreendimento nomes e datas alusivos à causa. A própria denominação do bairro foi uma homenagem à Princesa Isabel e a sua principal via, o bulevar 28 de Setembro, é uma homenagem à data em que a Lei do Ventre Livre foi sancionada.

O bairro foi oficialmente fundado em 3 de Janeiro de 1872, inspirado no urbanismo parisiense. Para urbanizá-lo e loteá-lo, Drummond organizou a Companhia Arquitetônica de Vila Isabel (1873), contratando o arquiteto Francisco Joaquim Béthencourt da Silva, discípulo de Grandjean de Montigny.

As terras da fazenda eram cortadas por duas antigas estradas, a do Macaco e a de Cabuçu, que se tornaram, respectivamente, o Bulevar 28 de Setembro e a Rua Barão do Bom Retiro.

O sistema de transporte - bondes a tração animal – seria provido pela Companhia Ferro-Carril de Vila Isabel, empreendimento também criado por Drummond para explorá-lo (1873). Foi inaugurado em 1875, ligando o bairro ao Centro.

O bairro tem nove prédios tombados pelo Patrimônio Histórico. No antigo Jardim Zoológico, o primeiro do Brasil, hoje denominado de Recanto da Princesa, o Barão de Drummond criou o jogo do bicho.

O Barão de Drummond foi homenageado postumamente, tendo o seu nome sido atribuído à principal praça do bairro, que se chamava Praça 7 de Março.

No início do século XX, o bairro tornou-se ponto de encontro de músicos e boêmios, como Noel Rosa, adquirindo, então, a fama de bairro boêmio.

No meio do Bulevar 28 de Setembro, encontra-se a Igreja Matriz de Vila Isabel, a Balílica Nossa Senhora de Lurdes. A matriz recebeu o título de basílica menor, em 23 de Maio de 1959, dado pelo Papa João XXIII.



Vila Militar é um bairro de classe média e média-alta da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.

História

Nele está concentrado o maior aquartelamento do Brasil, sendo a maior concentração militar da América Latina, com mais de 60 mil homens.

A construção dos quartéis e residências teve inicio em meados de 1915, após a reorganização do Exército, quem foi o responsável pela construção dos quartéis, foi o tenente-coronel Antônio Leite Magalhães Bastos. Abriga duas escolas municipais (Escola Municipal Rosa da Fonseca e Escola Municipal Frei Orlando) A estação ferroviária tem em sua arquitetura a marca histórica moldada em forma de castelo.

Pode-se afirmar que a construção da Vila Militar teve origem, a partir de 1904. O Governo Federal viu a necessidade de reformar os estabelecimentos de escola militar. A comissão encarregada procedeu, também, ao estudo sobre a reorganização geral do Exército Brasileiro, focando sobre a necessidade de espaço para as instruções práticas e instalações adequadas aos militares e ao exercício da profissão.

A ideia seguiu no governo do presidente Afonso Pena, e foi conduzida pelo então Ministro da Guerra, Marechal Hermes da Fonseca.

Em 19 de agosto de 1907, foi nomeada uma comissão de construção da Vila Militar. Um dos membros da Comissão de construção foi Antônio Leite de Magalhães Bastos, Tenente Coronel que nasceu em Pernambuco, cujo nome deu origem ao bairro de Magalhães Bastos, vizinho à Vila Militar. Grande destaque também foi Manoel Guina, mestre de obras, português, que veio de São Paulo em busca de trabalho e foi um dos pioneiros na fundação do bairro.

Em 1908, a aquisição da fazenda Sapopemba se fazia necessária, a mesma pertencia ao conde Sebastião do Pinho, que a ganhou com a divisão das Sesmarias. O inicio para construção dos quartéis foi efetivado em 1908.



Vila Kosmos é um bairro da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

História

Vila Kosmos é um bairro pequeno, por isso tem um ar provinciano. Grande parte das famílias vieram desde a construção das primeiras casas. À princípio se chamaria Vila Florença, mas por causa do nome da construtora "Kosmos" ganhou o novo nome.

Sua população é, em sua maioria, de classe média, porém há também famílias de classe média alta.

No início do século XX houve uma enorme valorização do espaço urbano central, o que encareceu aluguéis e diminuiu a oferta de moradias. Dessa forma, populações de baixa renda foram expulsas do centro e empurradas para a periferia da cidade. Surgiram novas linhas de trem, estimulando o deslocamento das populações. Ao longo das ferrovias, principalmente em torno das estações, formaram-se novos núcleos populacionais, como o de Vicente de Carvalho.

Aos poucos, ruas secundárias, perpendiculares à Estrada de Ferro Rio d'Ouro (que décadas depois seria utilizada como parte da linha 2 do metrô) foram sendo abertas pelos proprietários de terras ou pequenas companhias loteadoras.

Em 1926, a abertura da Avenida Automóvel Clube (atual avenida Pastor Martin Luther King Jr.), trouxe novo impulso ao processo de urbanização da região, estimulando e atraindo novos investidores.

Em 1928, Dr. Guilherme Guinle, dono das terras que iam de Brás de Pina a Vicente de Carvalho, vendeu para a Imobiliária Kosmos a área de um novo loteamento: a Vila Florença.

O escritório da Imobiliária Kosmos ficava na rua Pirineus, onde atualmente há uma Igreja Evangélica. Ali funcionou também a primeira sala de aula do Externato Pio XII.

Em 1940, aproximadamente, a Imobiliária começou a aterrar os alagadiços, a pavimentar, abrir ruas e canalizar água, no novo loteamento.

O nome inicial acabou sendo substituído por Vila Kosmos, por influência da grande permanência da empresa construtora no local.

A partir do final dos anos 50, várias empresas e fábricas foram se instalando gradativamente na região, atraídas pela oferta de mão-de-obra e melhoria dos transportes. Este fato, acabou provocando um efeito multiplicador na geração de empregos em outros setores, estimulando o crescimento econômico do bairro. Chegaram diversas fábricas como a Torrefação Tamoio, a Brasividro, Baush Lomb, a Atlantis, Floresdama, Eletromar, depósitos da Ultragás, Mesbla, Kabi, etc. Porém, dentre estas, a mais significativa foi a empresa multinacional Standard Electric, que chegou a ter de 4.000 a 7.000 funcionários.

Hoje, o Carioca Shopping ocupa o antigo espaço deixado pela Standard Electric, após o encerramento de suas atividades no local.

O terreno onde hoje se encontra o hipermercado Atacadão era propriedade da Sociedade Anônymma Hiepert, grupo alemão que veio à falência. As instalações construídas por esta Sociedade foram adquiridas pelo Dr. Guilherme Guinle em 1927. Este, posteriormente, revendeu a parte não construída à Cia. Imobiliária Kosmos, em 1928, para erguer a Vila Florença (hoje, Vila Kosmos). Este mesmo espaço já foi ocupado anteriormente por outros empreendimentos, na seguinte ordem: Ultragaz, União Mesbla e hipermercado Carrefour.

Muitas casas do bairro ainda preservam um aspecto de vila. Algumas delas não tem garagem, pois nas décadas de 50 e 60, o automóvel não era muito acessível à maioria da população. Várias dessas residências pertencem a uma mesma família até os dias de hoje.

É também um bairro de casas de valores imobiliários altíssimos, devido a amplitude das construções, assim como por seus aspectos naturais, com uma beleza verdejante e ruas tranquilas.

O Jornal O Dia, publicou no dia 31 de Março de 2003, a matéria sob o título: "A Zona Sul da Leopoldina" e subtítulo "Tranquilidade, comércio em expansão e boa infra-estrutura fazem da região, que inclui a Vila Kosmos, um dos pólos emergentes do Rio".



Vila Valqueire é um bairro de classe média do Rio de Janeiro.

História

Essa região, no passado, foi o belo engenho denominado V alqueire (V = 5 em Romano),(alqueire e uma medida como milhas) ou seja 5 Alqueires depois que se tornou Vila Valqueire. O Engenho do V alqueire teve como um dos seus últimos ocupantes, Francisco Teles - avô materno de Geremário Dantas nascido naquele engenho.

Os herdeiros de Francisco, em 1927, lotearam e arruaram, por intermédio de uma empresa imobiliária, as terras dessa situação, dando nomes de flores às suas ruas. O bairro, em que veio a ser transformado, continuou com o título do engenho: Valqueire. Colocou-se o indicativo Vila que, na atualidade, está começando a perder porque muitas pessoas dizem apenas, Valqueire.

A Estrada Intendente Magalhães, que é a sua principal artéria e marca seus limites com os bairros de Osvaldo Cruz, Bento Ribeiro e Marechal Hermes, já foi chamada Real de Santa Cruz, porque fazia a ligação do palácio de São Cristóvão - no tempo do Império - à Fazenda Real de Santa Cruz. Também denominada, durante muito tempo, de Rio São Paulo. Por sua demarcação muitas vezes, passou Tiradentes quando vinha de Minas Gerais ao Rio de Janeiro.

Em "As sesmarias de Jacarepaguá", de Raul Telles Rudge, encontramos uma possível explicação para seu nome: O dono das terras, hoje chamada de Vila Valqueire, nos meados do século XVIII, era Antônio Fernandes Valqueire.

Além da sede do engenho que ainda existe - totalmente arruinada - a mais antiga construção é a Igreja de São Roque, próxima à Rua Quiririm que no passado era denominada Estrada do Macaco. Atravessando as terras do engenho do mesmo nome, encurtava o caminho para o do Valqueire.

A Vila Valqueire possui um grande índice populacional. Apesar da forte verticalização sofrida nos últimos anos, é formada por predominantemente residências amplas e modernas, em sua maioria situadas em condomínios particulares.

O bairro habita a tradicional Igreja de São Roque, a Igreja Divina Misericórdia, único templo católico do país a possuir este título. Possui um comércio em franco desenvolvimento, shoppings, gastronomia variada, agências bancárias, supermercados, colégios tradicionais e linhas de ônibus ligando o bairro aos quatro cantos da cidade.

O bairro é um aconchegante pedaço da cidade do Rio de Janeiro. Cercado de verde, morros e serras, como a Serra do Valqueire, parte da área protegida do Parque Estadual da Pedra Branca. Com poucos anos de vida, incontestavelmente, é um dos bairros mais aprazíveis da Zona Oeste e baixada de Jacarepaguá. Suas diversas praças e áreas de lazer são fortemente frequentadas pelos moradores, entre eles esportistas, afirmando a ótima qualidade de vida.



Vista Alegre é um pequeno bairro da cidade brasileira do Rio de Janeiro.

História

O nome surgiu de um conjunto habitacional que seria construído no bairro na década de 1950. A construtora, que ficava na Av. Pres. Antonio Carlos no Rio de Janeiro, foi que deu ao então condomínio, o nome de "Bairro de Vista Alegre", que também era denominado "O Novo Braz de Pina". Era um terreno muito grande onde foram construídas 400 casas e vendidas através de financiamento. Na periferia dessa construção não havia moradia lado a lado, como estão formadas as ruas de hoje, nem sequer havia escolas. Eram chácaras e fazendas com hortas, onde se compravam leite direto da vaca, verduras e um grande pântano onde se pegava rãs e que mais tarde se tornou o "bairrinho".

O bairro foi criado na década de 1950 e se originou de um grupo de 11 pequenas ruas, que hoje fazem parte de um condomínio fechado. Os primeiros moradores da região fundaram um clube chamado de Grêmio Vista Alegre. O clube era sediado originalmente na Rua 10 dentro do pequeno bairro, e devido ao crescimento de moradores e associados transferiu sua sede para a rua Ponta Porã.

Hoje estas 11 pequenas ruas são conhecidas como bairrinho, um local cujas casas eram originalmente padronizadas, havendo hoje em dia poucas que ainda apresentam o estilo original.

Vista Alegre é um bairro jovem, com muitas academias e pessoas bonitas, considerado um local Low Profile dentre os bairros do subúrbio.

O pequenos bairro dos Irmãos Araújo, um dos primeiros, hoje é um local com casas que em muito se assemelham com as casas da Barra da Tijuca, pela sua enormidade e arquitetura contemporânea.



Zumbi é um bairro de classe média e classe média alta da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

História

Localidade surgida da ocupação gradativa do entorno do Saco de Jequiá, área alagadiça e embocadura do canalizado e submerso Rio Jequiá. Abriga o Batalhão da PM Luís Alves de Lima e Silva, o Jequiá Iate Clube, a Escola Municipal Cuba e o Posto de Saúde Necker Pinto.


Gravura da rua do Ouvidor, no Centro do Rio

A Rua da Alfândega é uma rua localizada no Centro da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

Originou-se de um caminho que ia da orla marítima até a Lagoa da Sentinela, que era um posto de guarda e vigilância contra ataque de índios que existia nas proximidades da atual Praça da República. Como outras ruas da cidade, teve diversos nomes ao longo do tempo, bem como nomes diferentes em cada trecho: Quitanda de Marisco, Mãe dos Homens, dos Ferradores, de Santa Efigênia, do Oratório da Pedra e de São Gonçalo Garcia.

Somente a partir de 1716 é que passou a ter o nome atual, devido à instalação, na praia, da repartição da Alfândega.

Ali, estabeleceram-se comerciantes ingleses chegados após o Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas, em 1808. Mais tarde, no trecho além da "Rua da Vala" (atual Rua Uruguaiana), instalaram-se os sírios e os libaneses. O povo os chamava de "turcos", pois tanto a Síria quanto o Líbano estavam, na época, sob o domínio turco. Essa área, conhecida como "Saara" (numa referência à sigla da associação comercial da região, a "Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega"), era tradicionalmente ocupada por imigrantes sírios e libaneses e vem assistindo, nos últimos tempos, a uma crescente substituição destes por coreanos e chineses.


Rua Almirante Cochrane é um logradouro no bairro da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro.

História

Tem início no cruzamento das ruas Rua São Francisco Xavier e Rua Mariz e Barros. Seu término ocorre no cruzamento da Rua Pareto com a Rua Santo Afonso. Sua denominação data de 1922, em homenagem ao Centenário da Independência do Brasil.


No seu final, há um monumento ao Almirante Cochrane através de uma efígie em material granítico.




Rua Mariz e Barros é um logradouro no bairro da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro.

História

Começa na Praça da Bandeira, terminando na Rua São Francisco Xavier, tendo a Rua Almirante Cochrane como seu prolongamento.

Antiga Rua Nova do Imperador, a 31 de outubro de 1917 teve a sua denominação alterada pelo Decreto 1.165 em homenagem ao Capitão-Tenente Antônio Carlos de Mariz e Barros, da Marinha do Brasil, Comandante do Encouraçado Tamandaré, morto em combate com os Fortes de Itapiru em 27 de março de 1866.

Rua Uruguai é um logradouro no bairro da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro.

História

Esta importante artéria começa na rua Indaiaçu, no Bairro do Andaraí, e termina na Rua Olegário Mariano, na Tijuca. A homenagem à República Oriental do Uruguai data de 26/05/1856.

Pelo seu asfalto escoa o tráfego em dois sentidos a partir do cruzamento da Rua Uruguai com a Rua Barão de Mesquita. Desta, no sentido da Rua Indaiaçu, seguem os veículos de passeio e coletivos para os bairros de Vila Isabel e os que margeiam a linha férrea da Central do Brasil. Do lado oposto, no sentido da Rua Olegário Mariano, o trânsito se dirige para o Centro da Cidade ou o Alto da Boa Vista (Rio de Janeiro).

A rua Álvaro Chaves é um logradouro da cidade do Rio de Janeiro. Homenagem ao político Álvaro Chaves, nela se situa a sede do Fluminense Football Club, um dos mais tradicionais clubes de futebol do Brasil. Nesse mesmo endereço, é localizado o Estádio das Laranjeiras, pertencente ao Fluminense Football Club, um dos primeiros estádios do país.

A Rua dos Arcos foi uma importante via urbana da Lapa, no centro da cidade do Rio de Janeiro.

História

Por volta do ano de 1955, os administradores do então Distrito Federal" alargaram e remodelaram várias ruas do bairro da Lapa e executaram o desmanche de boa parte do Morro de Santo Antônio. Boa parte da antiga rua dos Arcos desapareceu nestas obras. Ainda resta um trecho, em frente à Fundição Progresso.

A Rua da Assembléia é um logradouro situado no Centro da cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Liga a Praça XV à Rua da Carioca, cruzando as ruas do Carmo e Quitanda e a Avenida Rio Branco.

História

Até 1711, chamou-se Rua de São Francisco e Rua Padre Bento Cardoso, passou depois a chamar-se por décadas de Rua da Cadeia, em virtude da localização da Cadeia Velha, onde hoje está localizado o Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Passou a ser a Rua da Assembléia, em 1823, em virtude de no mesmo lugar ter sido localizada a Câmara dos Deputados do Império. Em 1821 seu nome foi substituído para República do Peru, mas foi revogado em 1837. Um dos primeiros moradores da Rua foi Pero Cubas, filho do fundador da cidade de Santos.

No final do século XIX instalava-se na Rua da Assembléia o mais famoso, então, dos hotéis italianos do Rio, o "dell´Universo" e, neste, o Restaurante Roma, das preferências dos deputados da República Velha.

Pela rua da Assembleia caminhou Tiradentes, que estava preso na cadeia velha, em direção à forca instalada no largo da lampadosa, situado proximo à praça Tiradentes.

Mais tarde, a Rua da Assembleia seria também uma rua de "artigos para vestir", com Agostinho Pereira instalando nela, em 1917, seu magazine popular "O Camiseiro".

Hoje seu prédio mais importante é o "Número Dez", construção de 42 andares que abriga diversos escritórios de advocacia, além do curso de Direito da Universidade Cândido Mendes e a Faculdade de Paretologia.

Rua Barão de Mesquita é uma importante via de uma região da zona norte da cidade do Rio de Janeiro conhecida como Grande Tijuca.

História

Foi aberta, em 1875, com o nome de Estrada do Andarahy, viabilizando o loteamento do bairro Grajaú nas primeiras décadas do século XX e a futura ligação da Tijuca com o bairro Engenho Novo.

Até então, os atuais bairros do Grajaú e Andaraí correspondiam a um conjunto de várias propriedades rurais, muitas delas produtoras de café, formando o então denominado Andaraí Grande.

Com a construção da via, viabilizou-se o parcelamento do solo a fim de ser promovida a expansão urbana do Rio de Janeiro, edificando nessas áreas da cidade luxuosas residências.

Atualmente, a rua inicia-se na Rua São Francisco Xavier, como prolongamento da Rua Santa Sofia, na Tijuca e termina no cruzamento com a Rua Barão de Bom Retiro, no Grajaú, tendo a sua mão invertida diversas vezes durante sua longa extensão e gerando não poucas vezes diversos congestionamentos no trânsito de veículos. Trata-se hoje de um logradouro misto, contendo residências e estabelecimentos comerciais.

O seu nome é uma homenagem a Jerônimo Roberto de Mesquita.

A Rua Cardoso Júnior é uma estreita e extensa rua residencial no bairro de Laranjeiras, que é comumente usada como a principal via alternativa de acesso direto ao bairro de Botafogo. Sua extensão se deve ao fato de que ela percorre e contorna todo o morro Mundo Novo através de sua extensão vertical, começando na esquina da Rua das Laranjeiras (onde tem seus únicos 200 metros de mão única) contornando a Praça David Ben Gurion e terminando na esquina da Rua Assunção em Botafogo. Na rua encontra-se casas de arquitetura renascentistas predominantemente de classe média, se vendo também ainda alguns exemplares de classe média alta, e classe média baixa. A rua dispõe da unica quadra pública poliesportiva de esportes e eventos no bairro de Laranjeiras sem contar um extenso batalhão especial de treinamento da polícia militar carioca que se estende ate o Clube de Futebol Fluminense, e por trás do Palácio da Guanabara, no qual se inclui um heliporto que diariamente faz comitiva de voôs entre os centro administrativos próximos, na cidade. A rua ainda dispõe de variados serviços de utilidade pública, tais como clínica odonto-médicas-psicológicas, restaurantes, loatêlie de artes (por sinal muitos artistas residem no logradouro), botequins, oficinas, além de uma vista estonteante do vale das laranjeiras e da orla das praias da baía de Guanabara no seu cume no Morro Mundo Novo. Justamente por contornar o morro em sua extensão é dotada de escadões em vários pontos de sua extensão para que os pedestres possam ganhar tempo em suas curtas calçadas.

A rua ainda é a sede dos blocos Cardosão de Laranjeiras e Xupa Mas Não Baba, um dos mais populares blocos de carnaval da zona sul do Rio de Janeiro. e possui uma associação de amigos e moradores extremamente forte.

Encontra-se relativamente distante da via, mas ainda no referido morro, um atual princípio de favelização voltado na escosta do bairro de botafogo bem restrito pelo local estar situado na área de proteção ambiental da APAE de São José, que engloba toda área do vale das laranjeiras e adjacências. E até hoje não foi palco de muitos problemas para a associação de moradores. que através de uma recente expansão, a rua Oswaldo Seabra se aproxima do morro Dona Marta. Onde a Rua Cardoso Júnior troca rapidamente o nome para rua Juçanã, e rua Jaguá. E por fim, finaliza em Botafogo se chamando rua Mundo Novo.

Mesmo em horários de alto tráfego nas vias principais, a Rua Cardoso Júnior, tende a apresentar uma fácil tranquilidade em seu fluxo, exceto em dias de chuva ou de ventos muito fortes, em que costuma frequentemente a ocorrer problemas com falta de energia elétrica no logradouro.

A Rua da Carioca é um logradouro situado no Centro da cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Liga a Rua da Assembleia e a Rua Uruguaiana à Praça Tiradentes.

História

Aberta entre os anos de 1697 e 1698, inicialmente chamada de rua do Egito, ladeava o morro de Santo Antônio, propriedade de frades Franciscanos, Razão pela qual foi primeiramente ocupado seu lado direito, devido a cerca que se erguia na divisa da propriedade, pelo lado esquerdo. Passou a ser chamada em 1741 de Rua do Piolho, devido ao apelido de piolho de um morador local. Manteve esta denominação até 1848, quando a Câmara Municipal deu-lhe o nome de Rua da Carioca, ratificando como já era conhecida popularmente, devido ao largo da Carioca, localizado no seu início.

A Rua do Catete localiza-se nos bairros da Glória e do Catete, na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Originou-se do Caminho do Catete, que já existia desde antes da chegada dos portugueses e dos franceses ao Rio de Janeiro no século XVI.

Atualmente, ela se divide em dois trechos: um, com o trânsito no sentido Centro-Zona Sul, começa no Largo da Glória e vai até a Rua Pedro Américo. O outro trecho tem o trânsito no sentido Zona Sul-Centro e começa no Centro Integrado de Educação Pública Presidente Tancredo Neves, terminando na Praça José de Alencar.

História

O nome "catete" se origina da língua tupi e significa "água de mata verdadeira", através da junção dos termos ka'a ("mata"), eté ("verdadeiro") e ty ("água").

Relatos muito antigos que descrevem as batalhas entre portugueses e franceses (os franceses lutavam com o auxílio dos índios Tamoios) já se referem ao Catete de uma maneira corriqueira. O local era habitado pelos índios da aldeia Uruçumirim (Uruçu=Abelha; Mirim=pequeno), chefiada por Biraçu Merin.

Durante o governo de Antônio Salema, foi construída uma ponte (a primeira da cidade) sobre o Rio Carioca na altura da atual Praça José de Alencar - a Ponte do Catete. O Caminho do Catete seguia até a Praia de Botafogo.

Ao longo do então chamado Caminho do Catete havia um braço do Rio Carioca, o Rio Catete, que corria paralelamente ao caminho. Este rio desaguava na Praia do Russel, na Glória, onde hoje se localiza a Rua do Russel. O Rio Catete logo foi aterrado, enquanto que a Praia do Russel foi aterrada quando da construção da Avenida Beira-Mar, no início do século XX.

A partir do século XVIII, várias chácaras se estabeleceram ao longo deste caminho, bem como algumas olarias. À medida que a cidade crescia, algumas mansões iriam se estabelecendo ao longo do caminho, que passaria a ser chamado Estrada do Catete.

Com a chegada de dom João VI ao Brasil, diversas casas e mansões da cidade foram requisitadas para moradia dos fidalgos portugueses. A Chácara de Botafogo, localizada ao final da Estrada do Catete, na Praia de Botafogo (atual esquina da Rua Marquês de Abrantes com Praia de Botafogo) foi oferecida à Princesa Carlota Joaquina de Bourbon por José Augusto Fernandes, filho do contratador de diamantes João Fernandes e Chica da Silva. A princesa estabeleceu aí sua morada, o que valorizou muito a região.

A partir de então, diversas casas e mansões seriam construídas na estrada, que, progressivamente, transformou-se numa rua.

Com o advento da república, esta rua passou a abrigar a sede do governo federal, no Palácio do Catete.

A rua Clarimundo de Melo é um importante logradouro do subúrbio do Rio de Janeiro. É de mão dupla em toda sua extensão, tendo início no bairro do Encantado e e fim no bairro de Cascadura, passando por Piedade e Quintino Bocaiúva. Nela está situada a sede da rede Faetec e a Igreja Matriz de São Jorge. Seu nome se origina de um famoso médico ligado ao bairro do Encantado o Dr. Clarimundo de Melo. O nome do logradouro Clarimundo de Melo, foi criado por uma lei da Câmara em 1913, passando a denominar a antiga estrada de Muriquipari, que começava no Largo da Estação e seguia em direção ao Campinho.

Rua Conde de Bonfim é um dos principais logradouros da Tijuca, um bairro do Rio de Janeiro. Tem seu nome em homenagem a José Francisco de Mesquita, um negociante.

História

A rua era originalmente chamada de Caminho do Andaraí Pequeno, antigo nome do bairro da Tijuca, e seu atual nome foi dado em homenagem a José Francisco de Mesquita, um negociante que recebeu os títulos de Conde e Marquês. Nos anos 20, começaram a construir palacetes e mansões ao longo da rua, o que pode ser visto no Censo de 1933, quando a população daquela área teve um grande aumento. Muitas dessas mansões foram destruídas durante a década de 1960, quando a Tijuca começou a se desenvolver mais acentuadamente, o que culminou com a construção da Estação Saens Peña de metrô em 1976.

O bairro abrigou um Carrefour desativado em 2005, que está abandonado desde então. Em 2009, o secretário de habitação Jorge Bittar, anunciou uma mudança dos moadores da Favela Indiana para o edíficio, extremamente rejeitada pela população local. Mais recentemente, em junho de 2010, a rua foi interditada para os jogos do Brasil na Copa do Mundo FIFA de 2010, sendo que no dia 25 daquele mês foi execepcionalmente aberta devido a complicações no trânsito.

Rua Dias da Cruz é o principal logradouro do bairro carioca do Méier. Ela começa nas proximidades da estação ferroviária do bairro e finda no Instituto Nise da Silveira, no Engenho de Dentro.

História

Na primeira gestão do prefeito César Maia, o trecho entre a avenida Amaro Cavalcanti e a rua Magalhães Couto sofreu uma intervenção urbana denominada Rio-Cidade. A fiação de energia elétrica passou a ser subterrânea, um canteiro central foi construído (com plantação de palmeiras) e o mobiliário urbano remodelado. A falta de manutenção, somada ao vandalismo, fez com que o objetivo de embelezamento e praticidade ficasse prejudicado. Neste trecho, aos domingos e feriados, funciona uma área de lazer que atrai os moradores das redondezas.

Um grande problema da via são as constantes retenções de trânsito. O tráfego se apresenta bastante lento no horário de rush e de entrada e saída de alunos que estudam nos colégios próximos. A linha Amarela e o deficit de vagas de estacionamento também contribui para o engarrafamento. Um projeto desenvolvido pela prefeitura que visa à ligação da rua com a avenida Dom Hélder Câmara é considerado uma solução para o problema.

Concentra lojas de roupas e eletrodomésticos, bancos, supermercados, academias de ginástica e musculação, clínicas médicas, restaurantes, confeitarias e bares. Nela, estão situados o extinto Imperator (outrora, a maior sala de cinema da América Latina, com 2 400 lugares), o Sport Club Mackenzie e o Shopping do Méier, o primeiro do gênero a ser inaugurado no Brasil, em 1963.

Rua Doutor Satamini é um logradouro no bairro da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro.

História

Começa na Rua do Matoso, como prolongamento da Rua João Paulo I, e termina na Rua São Francisco Xavier tendo a Av Heitor Beltrão como seu seguimento. Antes denominada Rua Fagundes Varela, a nova denominação foi concedida pelo decreto 1.165, de 31/10/1917 em homenagem ao médico e professor residente na Tijuca Dr. Antônio Satamini, nascido no Rio Grande do Sul em 1865.

Rua Goiás é uma via do subúrbio da cidade do Rio de Janeiro, beirando a Estrada de Ferro Central do Brasil, ligando o bairro de Cascadura ao do Engenho de Dentro.

História

Teve vital importância durante as competições de atletismo e futebol dos Jogos Panamericanos pois dá acesso direto ao Engenhão.

Rua Haddock Lobo é um logradouro público da cidade do Rio de Janeiro.

História

Localiza-se no bairro da Tijuca, na zona norte do cidade do Rio de Janeiro. Começa a partir do Largo do Estácio, e termina no Largo da Segunda-Feira sendo a rua Conde de Bonfim sua continuação, até o final do bairro da Usina da Tijuca.

O seu nome é uma homenagem ao médico e político, Dr. Roberto Jorge Haddock Lobo, do Partido Conservador.

A rua é uma importante via de acesso à zona sul da cidade, já que é cortada pela avenida Paulo de Frontin, onde está o Túnel Rebouças, que liga a Grande Tijuca ao bairro da Lagoa e à antiga zona central.

Nela se situam o Club Municipal, tradicionais instituições de ensino, como o Colégio Maria Raythe e o da Fundação Bradesco, comércio e serviços. Apresenta grande fluxo de tráfego. A rua tem sentido em direção ao Estácio.

A Rua do Lavradio é uma via da cidade do Rio de Janeiro, localizada no bairro do Centro, começando na Rua do Riachuelo e terminando na Rua Visconde de Rio Branco.

História

Foi aberta em 1771 e mandada alinhar em 1777 pelo 2º Marquês do Lavradio, Luis de Almeida Portugal Soares de Alarcão Eça e Melo Silva e Mascarenhas, que por dez anos foi Vice-Rei do Brasil (1769-1779).

Mandou construir a sua residência nessa rua, cujo prédio ainda se localiza na esquina com a Rua da Relação, onde promovia muitas festas e reuniões sociais como forma de compensar as poucas opções de lazer da capital da Colônia.

A Rua do Lavradio, no centro histórico do Rio, conta, hoje, com concorridos bares e restaurantes e nela são promovidas feiras de antiguidades prestigiadas pelos mais conhecidos antiquários da cidade.

Também ali se encontra o jornal "Tribuna da Imprensa", do qual o seu antigo proprietário, o jornalista Carlos Lacerda, na década de cinquenta, sustentou uma campanha política contra o segundo governo de Getúlio Vargas.

A Rua do Ouvidor é um logradouro localizado na cidade brasileira do Rio de Janeiro, no seu Centro. Liga o Largo de São Francisco à Rua Primeiro de Março.

História

Originou-se de um caminho que dava acesso aos armazens ou trapiches, como eram conhecidos à época, do antigo porto do Rio, aproximadamente onde hoje se localiza o centro cultural dos correios. Teve vários nomes, tais como Rua do Gadelha, de Aleixo Manuel, do Barbalho, da Santa Cruz, da Quitanda, de Pedro da Costa, da Sé Nova, entre outras.

O nome rua do Ouvidor foi efetivado em 1746, por influência popular, devido de que na mesma residia o ouvidor-mor da cidade, Manoel Pena de Mesquita Pinto.

Era considerada a rua mais importante da cidade do Rio - onde estava localizada a maioria dos jornais cariocas, e lugar para o qual se dirigia grande parcela da população à busca de notícias - até 1900, quando houve a inauguração da Avenida Rio Branco, que lhe tirou este posto. Machado de Assis, em seus textos como a crônica do "Livreiro da Rua do Ouvidor, já festeja a suntuosidade que era esta rua no final do século XIX. Os cafés, as livrarias, tudo que vinha de novidades do velho mundo, antes passava pela Rua do Ouvidor. Após a construção da Antiga Avenida Central (Avenida Rio Branco)e posteriormente a Avenida Presidente Vargas, a Rua do Ouvidor caiu em decadência, servindo de base de pequenas lojas em grande quantidade.

A rua Paissandu é um logradouro do bairro do Flamengo, na cidade do Rio de Janeiro.

História

Foi aberta por volta de 1864 e ligava a residência da princesa Isabel, no Palácio Guanabara (bairro Laranjeiras) à praia do Flamengo. A rua é ladeada por palmeiras imperiais, plantadas em 1865 a pedido do imperador Pedro II, a fim de criar uma entrada monumental para o palácio que havia presenteado à filha recém-casada.

Foi endereço nobre da cidade, com muitos casarões de luxo que, em sua grande maioria, já não existem mais.

Rua da Relação é uma via pública do centro da cidade do Rio de Janeiro, aberta ao trânsito em 18 de fevereiro de 1845 em terreno oferecido pelo Dr. João Gomes Guerra de Aguiar, iniciando na atual Avenida Henrique Valadares e terminando na rua do Lavradio.

História


Recebeu esse nome porque no prédio da esquina com Lavradio havia o Tribunal de Desembargo do Paço, ao Tribunal da Relação do Império, nome que antigamente recebia a segunda instância da Justiça do Rio de Janeiro, onde desembargadores julgavam em grau de recurso as ações cíveis e criminais dos juízes comuns. Esse prédio foi construído para residência do Vice-rei Marquês do Lavradio, e hoje, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), é ocupado por uma escola particular de Belas Artes.

No número 40, esquina da rua dos Inválidos, se ergue o antigo Palácio da Polícia inaugurado em 5 de outubro de 1910, construído no mais puro estilo eclético frances por Heitor de Mello, arquiteto de grande expressão do início do século XX. Hoje sedia o Museu da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Ao seu lado, no número 42, fica a Chefia da Polícia Civil do Estado, numa construção de treze andares com heliponto, concluída em 1978.

Dentre os pontos de interesse próximos à via está o antigo Hospital da Cruz Vermelha, belíssima construção na praça do mesmo nome,- os alicerces do Hospital dos Inválidos, criado para abrigar os soldados mutilados da Guerra do Paraguai, na rua dos Inválidos, - a Catedral Metropolitana na avenida Chile, onde existem magníficos exemplares da arquitetura contemporânea brasileira representados pelos edifícios da Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social.

A rua da Relação se integra no corredor cultural do Bairro do Centro, povoado de espaços culturais, restaurantes, casas de espetáculos, antiquários e demais estabelecimentos do gênero.

Rua do Riachuelo é um logradouro público da cidade do Rio de Janeiro, localizada no bairro do Centro, começando na Praça Cardeal Câmara, na Lapa e terminando na Rua Frei Caneca.

História

Em 1573, já havia um caminho que, saindo do local onde posteriormente foram construídos os Arcos da Lapa, contornava o Morro de Santa Teresa (Morro do Desterro) e seguia em direção à Aldeia de Martim Afonso, o Araribóia, nas proximidades da atual Igreja de Santana, daí a antiga denominação de Caminho que vai para a Aldeia de Martim Afonso.

No curso dos séculos recebeu diversas designações: Caminho para o Engenho Pequeno, Caminho para a Lagoa da Sentinela, Caminho que vai para São Cristóvão, Caminho da Bica que vai para São Cristóvão, Caminho da Bica e Caminho de Matacavalos.

O chamado Engenho Pequeno, pertencia aos jusuítas e foi uma das suas primeiras denominações.

A existência no final do século XVII de uma grande propriedade chamada de Chácara da Bica, situada ao lado esquerdo do caminho, acabou por dar-lhe o nome.

A denominação de Matacavalos decorreu dos atoleiros que dificultavam a passagem dos animais, por vezes provocando lesões que os levavam ao sacrifício. Tornou-se oficialmente Rua de Matacavalos em 1848.

Recebeu, em 1865, o nome de Riachuelo em homenagem à batalha naval em que a esquadra brasileira, sob o comando do Almirante Barroso, foi vitoriosa sobre as forças paraguaias, em 11 de junho do mesmo ano, nas águas do Rio Paraná, por proposta da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Na Rua do Riachuelo podem ser vistos locais de interesse histórico, como a casa do General Osório, o chafariz mandado construir pelo Intendente Paulo Fernandes Viana, em 1817, a Capela do Menino Deus e o Clube dos Democráticos, de 1867.
A Rua do Senado é um logradouro público da cidade do Rio de Janeiro, localizado no bairro do Centro, começando na Rua Pedro Primeiro e terminando na Rua do Riachuelo.

História

Foi o Vice-rei Conde de Resende que, em 1796, mandou alinhar essa rua em terrenos da vasta propriedade de Pedro Dias Paes Leme, guarda-mor das minas.

A Câmara atribuiu-lhe, inicialmente, o nome de Rua do Resende, homenageando o responsável pela obra. Posteriormente, este Senado da Câmara, como era conhecido o Conselho Municipal, decidiu dar a mesma denominação à outra artéria, maior e mais importante, por considerá-la mais condígna com a pessoa do Vice-rei. Este concordou, desde que, a denominação inicial do primeiro logradouro fosse substituída para Rua do Senado, colegiado que tanto o ajudou na abertura da rua e no saneamento daquela zona da cidade.

A partir de 1884, passou a chamar-se rua Senador Bernardo de Vasconcelos, retornando ao nome tradicional por decisão da Câmara Municipal, de 28 de janeiro de 1892.

Referida por Machado de Assis em Missa do Galo, integra, hoje, o corredor cultural do Centro da cidade.
A Rua Nascimento Silva é uma rua do bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro.

História

Foi aberta pelo Conde de Ipanema, e aceite em 26 de abril de 1894. Foi nomeada como "Nascimento Silva" pelo Decreto nº 1165, de 31/10/1917, em homenagem ao Dr. Carlos Augusto do Nascimento e Silva (1855 – 1924), diretor de Obras e Viação da antiga Prefeitura, na administração do Prefeito Pereira Passos (1902-1905), 1º Diretor da Diretoria de Engenharia na República, e Diretor da Companhia Ferro Carril do Jardim Botânico.

Em 1920, o recenseamento geral realizado pelo Governo Epitácio Pessôa acusou dezanove edificações térreas residenciais na Rua Nascimento Silva. Foi nessa rua que, em 1938, surgiu o segundo clube no bairro, o "Lagoa", 22 anos após o "The Rio de Janeiro Country Club”, fundado em 1916. O "Colégio Rio de Janeiro", fundado em 1934, no nº 556 da Nascimento Silva, foi a terceira grande escola do bairro a ser aberta.
A Rua 1º de Março é um logradouro localizado na cidade brasileira do Rio de Janeiro, no seu Centro. Inicia-se no final da Avenida Antonio Carlos e termina no início da antiga Ladeira de São Bento.

História

A antiga Rua Direita foi a rua mais antiga do Rio de Janeiro e era a mais importante da cidade no século XIX. Originalmente, ligava o Largo da Misericórdia ao Morro de São Bento. Em 1875, passou a se chamar 1º de Março em homenagem à vitória aliada na Batalha de Aquidabã, que pôs fim à Guerra do Paraguai.
Rua São Francisco Xavier é um logradouro da cidade do Rio de Janeiro.

História

Localiza-se entre os bairros Maracanã e Tijuca, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

Nela estão situados a UERJ, o Colégio Militar e o Colégio Pedro II (Unidade Tijuca).

A rua também dá nome a uma das estações da linha "1" do Metrô carioca. Deve seu nome à igreja dedicada ao santo existente no local desde 1572.

Se estende do Largo da Segunda-Feira até as proximidades da Estação de trem de São Francisco xavier, após a Mangueira, começando no bairro de São Francisco Xavier e atravessando Maracanã e Tijuca.
A rua Sete de Setembro é um logradouro no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro.

Originalmente ligava a antiga praça da Constituição (atual praça Tiradentes) à rua do Carmo, sendo então denominada como rua do Cano, uma vez que nela passava o encanamento que, vindo do Chafariz do Largo da Carioca, trazia a água para o Chafariz do Largo do Paço.

História

Foi denominada ainda como rua de Trás de São Francisco de Paula, pois a Igreja da Ordem Terceira do santo deste nome, fica de fundos para esta rua.

Em 1857 quando fizeram um passadiço elevado para ligar o antigo Convento do Carmo e o Paço da Cidade, com a então Capela Imperial (atual Igreja de Nossa Senhora do Carmo da antiga Sé) foi efetuado o seu prolongamento até à então rua Direita (hoje rua Primeiro de Março), ligando a partir desta época as atuais Praça XV e Praça Tiradentes.

Em 1877 quando foi feita a renumeração dos imóveis da cidade, já era uma rua mista, comercial e residencial, com 100 prédios térreos e 94 sobrados.
A rua Soares Cabral é um logradouro da cidade do Rio de Janeiro. Fica compreendida entre a rua Álvaro Chaves e a rua das Laranjeiras.

História

Em fevereiro de 1854, o industrial português Antônio José Martins de Moura instalou na área uma fábrica de fogos de artifício, resultando daí o primeiro nome do logradouro: Beco do Fogueteiro. Os moradores da região requereram, no ano de 1860, o encerramento das atividades da fábrica; a Câmara Municipal acatou o pedido e a fechou em 1861.
A Rua Uruguaiana é um logradouro do Centro da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Liga a Avenida Presidente Vargas ao Largo da Carioca. Na rua, localiza-se o Mercado popular da Uruguaiana, bem como a entrada para a Estação Uruguaiana do metrô.

História

O nome original da rua foi "Rua da Vala", por ter se formado seguindo o trajeto de uma vala que havia sido construída no século XVII pelos monges franciscanos para escoar o transbordamento da Lagoa de Santo Antônio (que se localizava no atual Largo da Carioca) até o mar, na abertura entre os morros da Conceição e de São Bento.

O nome da rua mudou para "Rua Uruguaiana" em 1865, em comemoração à retomada da cidade homônima na Guerra do Paraguai.

Em 1994, o prefeito César Maia inaugurou o Mercado popular da Uruguaiana, que abrigou os vendedores ambulantes da região.
Rua 24 de Maio é um logradouro da cidade do Rio de Janeiro, e um dos principais eixos de ligação da região do Maracanã ao Grande Méier.

História

Seu nome é uma referência a data da Batalha do Tuiuti, realizada durante a Guerra do Paraguai.

Devido seu dimensionamento obsoleto, apresenta-se quase sempre engarrafada, principalmente na chegada ao Méier.

Margeia a Estrada de Ferro Central do Brasil (Supervia), cortando os bairros de São Francisco Xavier, Rocha, Riachuelo, Sampaio e Engenho Novo e Méier.

Em toda a sua extensão a via se encontra sem manutenção como por exemplo: - bueiro sem tampa. - alfasto gasto e com certas ondulações.
A Avenida Brasil é um dos principais logradouros da cidade do Rio de Janeiro.

História
A primeira tentativa de abrir a via aos veículos automotores é datado de 1906, durante a Era Pereira Passos na Prefeitura do Rio de Janeiro.

O objetivo era conectar o centro da cidade aos bairros, com bairros se localizados depois da Ponta do Caju até Irajá, tendo como ponto de partida a Avenida Rodrigues Alves e o Cais do Porto, também cogitando uma via que facilitasse o acesso à capital federal na época, o Rio de Janeiro. Em 1916, o projeto estava sendo debatido nos primeiros congressos sobre estradas de rodagem. Durante a Era Washington Luís na presidência, diversos projetos para a futura rodovia (entre 1926 e 1928) foram considerados, aproveitando trechos do caminho de 1922, quando foi feita a primeira viagem por carro a Petrópolis, agregando alguns sócios do Automóvel Club.

Foram feitos cinco estudos. A que seguia o litoral foi considerada a mais difícil de se executar.

O projeto de autoria de Jorge Macedo Vieira para o Bairro Industrial de Manguinhos (de 1927), com o trajeto pelo litoral, contrariou as tendências das escolhas de trajetos para aberturas de rodovias serem sempre pelo interior e foi a senha para determinar o atual trajeto da Avenida Brasil.

A variante de acesso à Petrópolis, que daria origem à atual Avenida Brasil, foi construída na década de 1940, no período histórico denonimado Era Vargas, para desafogar o tráfego nas ruas internas beirando a Estrada de Ferro Leopoldina, que nada mais eram o antigo caminho para Petrópolis.
A RJ-071, oficialmente denominada Via Expressa Presidente João Goulart e popularmente conhecida como Linha Vermelha é uma via expressa do estado do Rio de Janeiro, que liga os municípios do Rio de Janeiro e São João de Meriti, atravessando também o município de Duque de Caxias.

História

Sua inauguração foi feita em 2 etapas: a primeira delas foi em 30 de abril de 1992, em um trecho de 7 km entre o bairro de São Cristóvão e a Ilha do Fundão. Em 11 de setembro de 1994, o segundo trecho de 14 km entre a Ilha do Fundão e a Rodovia Presidente Dutra foi aberto ao trânsito. A via serve principalmente ao deslocamento entre a Baixada Fluminense (Belford Roxo, São João de Meriti, Nova Iguaçu, Mesquita,Duque de Caxias) até o Centro da cidade do Rio e à Zona Sul e através do Elevado da Perimetral, na extensão de 21 quilômetros, percorridos em cerca de 20 minutos.

Baseada no projeto do arquiteto grego Constantino Doxiádis - o chamado Plano Doxiadis, apresentado em 1965 - , só seria totalmente concretizada em 1992, no mandato do governador Leonel Brizola, quando então recebeu o nome de Avenida Tiradentes e posteriormente o nome do ex-presidente João Goulart.

Esta via, também é o principal acesso ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro e à Ilha do Fundão para os habitantes da Baixada e da Zona Sul. Foi construída com o objetivo de desentrelaçar o trânsito da Avenida Brasil, no trecho da saída da Via Dutra até São Cristóvão. Devido à falhas no projeto inicial, e à falta de um controle de tráfego eficiente, subestimando o real fluxo de veículos, o objetivo não foi conseguido de forma efetiva.

Por atravessar diversas áreas carentes, é atualmente conhecida pelos frequentes atos de violência que ocorrem em seu entorno - visto ser margeada por aproximadamente 18 favelas, todas repletas de atividade criminal do tráfico de drogas.

Em fevereiro de 2007, a administração da via expressa foi transferida para a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

Foi inaugurada em 1992, porém somente em 2010 vem recebendo obras de recapeamento total. Porém, em alguns trechos, ainda conta com asfalto em péssimo estado. Um problema crônico da via é que alguns trechos foram construídos em solo instável, criando uma tendência à avenida entortar e afundar ao longo do tempo, nestas partes.
Linha Amarela é uma importante via expressa do estado do Rio de Janeiro, denominada oficialmente como Avenida Governador Carlos Lacerda, liga a Baixada de Jacarepaguá à ilha do Fundão, eliminando a necessidade de transitar pelas vias da Zona Sul. Sua construção ganhou impulso com os engarrafamentos na Zona Sul, na Zona Norte e na Avenida Brasil.

História

A Linha Amarela faz parte do projeto das linhas policromáticas elaborado pela equipe do urbanista grego Constantínos Apóstolos Doxiádis a pedido do governador do extinto estado da Guanabara, Carlos Lacerda. A via expressa, inaugurada em 1997, também faz parte deste plano que consiste na construção de vias de trânsito rápido em 5% do território do município do Rio.

Apesar de ter sido idealizada na década de 60, a Linha Amarela só começou a sair do papel em dezembro de 1994 na primeira gestão de Cesar Maia a frente da prefeitura, após muita resistência de proprietários e inquilinos de imóveis que tiveram que ser desapropriados e demolidos.

As obras para a construção da via duraram quase 3 anos e foram divididas em 3 lotes: lote 1 (Avenida Ayrton Senna, Jacarepaguá/Gardênia Azul – Avenida Geremário Dantas, Freguesia), lote 2 (Avenida Geremário Dantas, Freguesia - Rua Pernambuco, Encantado) e lote 3 (Rua Pernambuco, Encantado - Avenida Novo Rio, Bonsucesso).

A Novo Rio e a Ayrton Senna (antiga avenida Alvorada) são os trechos antigos da Linha Amarela que somam, juntos, 10 km. O trecho que foi construído, entre 1994 e 1997, é de 15 km.

O lote 2 foi o mais trabalhoso, pois os engenheiros precisaram perfurar o maciço da Serra dos Pretos-Forros. Neste maciço está o Túnel da Covanca, que tem a extensão de 2.187 metros em cada sentido. É um dos maiores túneis urbanos do mundo. Além deste, a Linha Amarela conta com mais 2 túneis menores: o Túnel Geólogo Enzo Totis e o Túnel Engenheiro Enaldo Cravo Peixoto. Tão logo a Linha Amarela foi inaugurada, um problema logo apareceu: os engarrafamentos na chegada ao trecho onde era o início da antiga avenida Novo Rio, que era mais estreita em relação a parte nova da Linha Amarela.

Isso obrigou ao então prefeito Luiz Paulo Conde a determinar o alargamento do viaduto Sampaio Correia e, posteriormente, da Avenida Bento Ribeiro Dantas, entre o viaduto e a Ilha do Fundão (Cidade Universitária), acabando com o gargalo.






A Igreja de Nossa Senhora da Penha de França, popularmente conhecida como Igreja da Penha é um tradicional santuário católico localizado no bairro da Penha, na Vila Cruzeiro, na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

Erguida no alto de uma pedra, é famosa pelos 382 degraus da escadaria principal, onde muitos fiéis pagam promessas, subindo a pé ou de joelhos. O Santuário possui também um bondinho, recentemente reformado, com capacidade para transportar cerca de quinhentas pessoas por hora, gratuitamente.

História

No início do século XVII, o capitão Baltasar de Abreu Cardoso ia subindo o monte rochoso (penha) para observar as suas propriedades, quando de repente surgiu uma grande serpente prestes a atacá-lo. Assustado, apenas conseguiu rogar: "Minha Nossa Senhora, valei-me!". Imediatamente surgiu um lagarto, predador das cobras. Os dois animais começaram a lutar e o Capitão conseguiu fugir.

O proprietário interpretou a aparição do lagarto como obra de Nossa Senhora, a quem tinha pedido socorro, determinando erguer no alto da penha uma pequena ermida com uma imagem que denominou de Nossa Senhora da Penha por se encontrar no alto da rocha.

Progressivamente o número dos devotos foi aumentando até que, em 1728, a ermida com a imagem foi ampliada e erguido um campanário onde foram colocados dois pequenos sinos.



O Aqueduto da Carioca, popularmente conhecido como os Arcos da Lapa, localiza-se no bairro da Lapa, na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

Os primeiros estudos para trazer as águas do rio Carioca para a cidade remontam a 1602, por determinação do então governador da Capitania do Rio de Janeiro, Martim Correia de Sá (1602-1608). Em 1624, um contrato para a construção do primitivo conduto foi firmado com Domingos da Rocha, que não chegou a iniciar os trabalhos. Em 1660 apenas 600 braças de canos estavam assentadas, tendo as obras recebido impulso em 1706, sob o governo de D. Fernando Martins Mascarenhas Lancastro (1705-1709).

Em 1718, sob o governo de Antônio de Brito Freire de Menezes (1717-1719), iniciaram-se as obras de instalação dos canos de água através da antiga Rua dos Barbonos (atual Rua Evaristo da Veiga). Sob o governo de Aires de Saldanha de Albuquerque Coutinho Matos e Noronha (1719-1725), em 1720 o encanamento alcançava o Campo da Ajuda (atual Cinelândia), ainda nos arrabaldes da cidade à época. Foi este governador quem, alterando o projeto original, defendeu a vantagem de se prolongar a obra até ao Campo de Santo Antônio (atual Largo da Carioca), optando pelos chamados Arcos Velhos – um aqueduto ligando o morro do Desterro (atual morro de Santa Teresa) ao morro de Santo Antônio, inspirado no Aqueduto das Águas Livres, que então começava a se erguer em Lisboa. A obra estava concluída em 1723, levando as águas à Fonte da Carioca, chafariz erguido também nesse ano, que as distribuía à população no referido Campo de Santo Antônio.

A solução foi paliativa, uma vez que já em 1727 se registram reclamações de falta de água, atribuindo-se à ação de quilombolas (escravos fugitivos, que viviam ocultos nas matas) a responsabilidade pela quebra dos canos. Mais tarde, o governo pediu contas ao encarregado pela conservação da obra o qual, furtando-se ao seu dever, evadiu-se. Foram estabelecidas, ainda, penas para os atos de vandalismo contra a obra.

O governador Gomes Freire de Andrade (1733-1763) determinou, em 1744, a reconstrução do Aqueduto da Carioca, com pedra do país, diante do elevado custo da cantaria vinda do reino. Com risco atribuído ao brigadeiro José Fernandes Pinto Alpoim, recebeu a atual conformação, em arcaria de pedra e cal. A Carta Régia de 2 de maio de 1747 determinou que as águas fossem cobertas por abóbada de tijolos, para evitar o seu desvio mal-intencionado.

Inaugurado em 1750, as águas brotaram aos pés do Convento de Santo Antônio, em um chafariz de mármore, através de 16 bicas de bronze. Mais tarde essa água foi estendida, através da Rua do Cano (atual Rua Sete de Setembro), até ao Largo do Paço (atual Praça XV), onde os navios vinham abastecer-se.

Na segunda metade do século XIX, durante o Império e, posteriormente, diante do advento da República, novas alternativas para o abastecimento de água aos moradores da cidade do Rio de Janeiro foram sendo utilizadas. O aqueduto, a partir de 1896 passou a ser utilizado como viaduto para os novos bondes de ferro da Companhia de Carris Urbanos, principal meio de acesso do centro aos altos do bairro de Santa Teresa, até os dias de hoje.

Em 2011, um turista francês morreu ao cair dos Arcos da Lapa. Ele seguia em pé no estribo quando se desequilibrou ao tentar bater uma foto e ficou preso na mureta, e então caiu em um vão existente entre o carro e as grades da mureta.

Conservados pelo poder público, em nossos dias, os antigos arcos coloniais servem de pano de fundo para diversos eventos, como as festividades da Semana Santa e o tradicional Auto de Natal da cidade.



O Paço Imperial é um edifício colonial localizado na atual Praça XV, no centro histórico do Rio de Janeiro, Brasil.

História

A história do edifício começa em 1733, quando o governador Gomes Freire de Andrade, conde de Bobadela, pede ao rei D. João V licença para edificar uma casa de governo no Rio. Cerca de 1738 começa a construção do edifício, seguindo o projeto do engenheiro militar português José Fernandes Pinto Alpoim, no Largo do Carmo (ou da Polé), atual Praça XV, no centro da cidade colonial. A nova Casa dos Governadores foi inaugurada em 1743. Aproximadamente na mesma época o Largo sofreu outras intervenções urbanísticas importantes, com a construção das casas de Telles de Menezes do lado oposto ao do Paço (também projetadas por Alpoim) e a inauguração de um chafariz, trazido de Lisboa, no centro do largo.

Alpoim aproveitou os edifícios pré-existentes no local, o Armazém Real e a Casa da Moeda, na nova edificação, acrescentando dois pisos novos com janelas com pequenas sacadas e molduras de vergas curvas, na época uma novidade no Brasil. No interior há uma bela portada em pedra de lioz e vários pátios para a circulação, e o acesso aos pisos superiores se dá por uma bela escadaria. Até 1808 a Casa da Moeda e o Real Armazém continuaram a funcionar no térreo.

Em 1763, com a transferência da sede do Vice-Reino do Brasil de Salvador para o Rio, a Casa dos Governadores passou a ser a casa de despachos do Vice-Rei, o Paço dos Vice-Reis.

Em 1808, com a chegada ao Rio da família real portuguesa, o edifício é promovido a Paço Real e usado como casa de despachos do Príncipe-Regente (e depois Rei) D. João VI. Nessa época o Paço sofreu obras de adaptação, tendo sido acrescentado um novo andar central à fachada voltada para a Baía da Guanabara. Os interiores foram redecorados e o Paço ganhou uma Sala do Trono, onde ocorria a tradicional cerimônia do Beija-mão. Também se construiu um passadiço ao vizinho Convento do Carmo, onde se instalou a Rainha D. Maria I.

Para a aclamação do rei D. João VI foi construída a "Varanda", um anexo monumental entre o Paço e o Convento do Carmo, onde se realizou a cerimônia. A mesma Varanda foi utilizada nas coroações de D. Pedro I (1822-1831) e D. Pedro II (1840-1889), sendo demolida ainda durante o Segundo Reinado.

Após a Independência do Brasil, o edifício passou a Paço Imperial, sendo chamado também de Paço do Rio de Janeiro, funcionando como despacho e residência eventual para D. Pedro I e depois para D. Pedro II. No interior há uma sala, o Pátio dos Arqueiros, que ainda mantém a decoração em estuque original da década de 1840. Neste período a fachada recebeu o acréscimo de uma platibanda em torno do terceiro andar e que ocultava o telhado. Foi no Paço que, a 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I decidiu ficar no Brasil e não voltar a Portugal (Dia do Fico). Também foi numa das salas do Paço que a Princesa Isabel assinou, dia 13 de maio de 1888, a Lei Áurea, libertando os escravos. O Paço Imperial foi ainda o primeiro local fotografado na América Latina. Em 1840, o Abade Compte fez a primeira fotografia do Brasil, mostrando o Paço e o largo adjacente.

Após a Proclamação da República, as propriedades da Família Imperial e seus bens foram arrestados e leiloados. O Paço foi transformado em Agência Central dos Correios e Telégrafos. A decoração interna - estuques, pinturas e decoração - foi destruída e dispersa. A platibanda foi retirada para a expansão do terceiro andar, que passou a ocupar toda extensão do prédio. O pátio central foi ocupado e a fachada alterada com a introdução de frontões em estilo neo-colonial. Em 1938 houve o tombamento do prédio e só em 1982 o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional restaurou o Paço à forma que tinha em 1818.



A Quinta da Boa Vista localiza-se no bairro de São Cristovão, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.

História

Nos séculos XVI e XVII, a área onde atualmente se localiza a Quinta, integrava uma fazenda dos Jesuítas nos arredores da cidade do Rio de Janeiro. Com a expulsão da Ordem em 1759, a propriedade foi desmembrada, tendo passado à posse de particulares.

Quando da chegada da Família Real ao Brasil em 1808, a Quinta pertencia ao comerciante português Elias Antônio Lopes, que havia feito erguer, por volta de 1803, um casarão sobre uma colina, da qual se tinha uma boa vista da baía de Guanabara – o que deu origem ao atual nome da Quinta.

Dada a carência de espaços residenciais no Rio de Janeiro e diante da chegada da Família Real em 1808, Elias doou a sua propriedade ao Príncipe-Regente D. João, que decidiu transformá-la em Residência Real. Este foi um belo golpe de estratégia de Elias pois sendo conhecido por ter a melhor casa do Rio e ao oferecer tal tesouro ao Principe, foi recompensado com outra propriedade que, embora fosse mais simples em estrutura era bastante boa comparada com a possibilidade de não ter nenhuma caso não tivesse avançado tão habilidosamente. O Principe sentiu-se muito honrado com o gesto e a Quinta passaria a ser a sua morada permanente no Brasil.

À época, a área da Quinta ainda estava cercada por manguezais e a comunicação por terra com a cidade era difícil. Mais tarde, os trechos alagadiços foram aterrados e os caminhos por terra aprimorados.

Para acomodar a Família Real, o casarão da Quinta, mesmo sendo vasto e confortável, necessitou ser adaptado. A reforma mais importante iniciou-se à época das núpcias do Príncipe D. Pedro com Maria Leopoldina de Áustria (1816), estendendo-se até 1821. Foi encarregado do projeto o arquiteto inglês, John Johnston, que, além da reforma do paço, fez instalar um portão monumental em sua entrada, presente de casamento do general Hugh Percy, 2.° Duque de Northumberland. O portão, inspirado no pórtico de Robert Adams para a "Sion House", residência daquele nobre na Inglaterra, é moldado em uma espécie de terracota, denominada "Coade stone", fabricada pela empresa inglesa Coade & Sealy.

Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, esse portão encontra-se atualmente destacado, como entrada principal, no Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, nas dependências da Quinta.

É de destacar a linha arquitéctonica deste paço em próxima semelhança do Palácio da Ajuda que deixado para trás em Lisboa acabou por ficar inacabado, ganhando o da Quinta da Boa Vista o relevo merecido como nova capital dos Reinos.

Com a Independência do Brasil, D. Pedro I encarregou das obras do agora Paço Imperial o arquiteto português Manuel da Costa (1822-1826), posteriormente substituído pelo francês Pedro José Pezerát (1826-1831), creditado como autor do projeto em estilo neoclássico do edifício.

O Paço, que tinha apenas um torreão no lado Norte da fachada principal, ganhou outro simétrico, no lado Sul, e um terceiro pavimento começou a ser erguido sobre os dois já existentes. As obras foram continuadas a partir de 1847 pelo brasileiro Manuel Araújo de Porto-Alegre, que harmonizou as fachadas do edifício, seguido pelo alemão Theodore Marx (1857 e 1868). Entre 1857 e 1861 o pintor italiano Mario Bragaldi decorou vários dos aposentos interiores.

Após o casamento em 1817, D. Pedro e a Imperatriz, D. Leopoldina, passaram a residir no Paço. Ali nasceram a futura Rainha de Portugal, D. Maria II (4 de abril de 1819), e o futuro Imperador do Brasil, D. Pedro II (2 de dezembro de 1825). Também ali veio a falecer, em 1826, a Imperatriz, de parto.

Próximo à Quinta, em um casarão presenteado por D. Pedro I, vivia Domitília de Castro e Canto Melo, Marquesa de Santos, favorita do Imperador, com quem teve vários filhos.

Na Quinta cresceu, foi educado e viveu D. Pedro II. Entre as reformas que este Imperador empreendeu na propriedade contam-se as enormes obras de embelezamento dos jardins, executadas por volta de 1869, com projeto do paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, as quais, muitas características originais permanecem até os dias atuais, como a Alameda das Sapucaias, um lago onde hoje pode-se andar de pedalinhos e outro onde se encontra uma gruta artificial onde pode-se alugar canoas a remo.

No Paço nasceu, em 29 de julho de 1846, a Princesa Isabel, filha de D. Pedro II com D. Teresa Cristina.

Com o advento da República, a Quinta sediou os trabalhos da Assembléia Nacional responsável pela Constituição Brasileira de 1891. Em 1892, o diretor do Museu Nacional do Brasil, Ladislau Neto, conseguiu que a instituição fosse transferida do Campo de Santana para o Palácio. À época, os jardins conheceram um longo período de abandono mas, em 1909, o presidente Nilo Peçanha mandou restaurá-los e cercá-los, conservando as características que lhe foram dadas por Glaziou.

Por outro lado, o palácio foi desprovido de suas características internas originais, destruídas ou vendidas após a Proclamação da República.



O Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, tradicional e popularmente referido apenas como Jardim Botânico do Rio de Janeiro, é um instituto de pesquisas e jardim botânico brasileiro. Localiza-se no bairro Jardim Botânico, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro.

História

A sua origem remonta à transferência da corte portuguesa para o Brasil, entre 1808 e 1821. A corte fixou-se na cidade do Rio de Janeiro, desde 1763 sede do Estado do Brasil, e agora alçada à condição de sede do império português, propiciando-lhe diversas oportunidades e melhorias. Dentre essas destaca-se a implantação de uma fábrica de pólvora na sede do antigo "Engenho da Lagoa", de propriedade de Rodrigo de Freitas, cujas ruínas dos muros atualmente integram os limites da instituição.

Por decreto de 13 de junho de 1808, o Príncipe-regente Dom João, "Manda tomar posse do engenho e terras denominadas da Lagoa Rodrigo de Freitas", para criar naquele espaço o Jardim de Aclimação, com a finalidade de aclimatar as plantas de especiarias oriundas das Índias Orientais: noz-moscada, canela e pimenta-do-reino.

No mesmo ano, a 11 de outubro, recebeu o nome de Real Horto, e no dia seguinte (12 de outubro), o Príncipe-regente assinou um decreto criando o cargo de feitor para a fazenda da Lagoa.

Os primeiros exemplares de plantas que o integraram vieram do Jardim La Pamplemousse, nas ilhas Maurício, pelas mãos de Luiz de Abreu Vieira e Silva, que os ofereceu ao Príncipe-regente. Entre eles encontrava-se a chamada "Palma Mater".

A sua direção foi inicialmente entregue ao general Carlos Antônio Napion (1808) e, em seguida, ao brigadeiro João Gomes da Silveira Mendonça, marquês de Sabará, que o dirigiu de 1808 a 1819. Em 1810 o prussiano Kancke transformou-o em uma estação experimental, percebendo nessa função mais de 800 mil réis por ano. Nos viveiros já havia mudas de cânfora, nogueira, jaqueira, cravo-da-índia e outras plantas do Oriente.

Em termos administrativos, o alvará de 1 de março de 1811 "Cria a Real Junta de Fazenda dos Arsenais, Fabricas, e Fundição da Capitania do Rio de Janeiro e uma Contadoria dos mesmos Arsenais (...) dirigindo também um estabelecimento de um jardim botânico da cultura em grandes plantas exóticas que mando que se haja de formar na dita fazenda da Lagoa (...)."

No ano seguinte (1812) chegam ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro as primeiras mudas de chá ("Camellia sinensis", planta denominada anteriormente como "Tea viridis"), enviadas de Macau pelo senador daquela colônia portuguesa no Extremo Oriente, Rafael Botado de Almeida. Visando dinamizar essa cultura, em 1814 o Príncipe-regente faz trazer para trabalhar no jardim um grupo de cerca de 300 chineses.

Em termos administrativos, o decreto de 11 de maio de 1819 anexa o Jardim Botânico do Rio de Janeiro ao Museu Real, criado no ano anterior, por decreto de 6 de junho de 1818.

Pelo decreto de 22 de fevereiro de 1822 a instituição, que desde 1808 se encontrava subordinada ao Ministério dos Negócios da Guerra, passou para a alçada do Ministério dos Negócios do Reino.

Com a proclamação da independência do Brasil (1822), no mesmo ano o Real Horto foi aberto à visitação pública como Real Jardim Botânico. Mais tarde, ainda nesse mesmo ano, passou a se chamar Imperial Jardim Botânico. Adquiriu a partir de então foros de jardim botânico, uma vez que o seu diretor passou a ser o carmelita frei Leandro do Santíssimo Sacramento (1824-1829), professor de botânica reconhecido pelos seus estudos da flora brasileira. Frei Leandro introduziu melhoramentos e organizou um catálogo das plantas ali cultivadas, tendo sido o orientador das aléias de mangueiras, jaqueiras, nogueiras e outras, assim como das cercas de murtas, crótons e hibisco. Em sua homenagem, uma das dependências do jardim tem o seu busto e o lago principal recebeu o seu nome.

A Decisão nº 69, de 21 de março de 1825, é expedida em resposta a um ofício do diretor do Jardim Botânico para melhor andamento da instituição, principalmente no que tange à cultura do chá nela promovida. Nesse momento destaca-se ainda a cessação de atividades da Fábrica de Pólvora no local (1826), posteriormente transferida para a então vila de Inhomirim, no sopé da serra dos Órgãos.

O Regulamento nº 15 de 1 de abril de 1838 criou na então Fazenda Nacional da Lagoa Rodrigo de Freitas uma Escola de Agricultura, teórica e prática. Esse projeto, entretanto, não chegou a materializar-se à época. Ainda no mesmo ano, pelo Decreto de 6 de setembro, é instituído um regulamento policial para o Jardim Botânico, e promove-se o plantio de amoreiras ("Morus nigra") para alimentar a criação de bicho da seda ("Bombyx mori") visando a produção de seda.

Data de 1842, por iniciativa do então diretor Serpa Brandão, o plantio de mudas da palmeira-imperial na aléia principal do Jardim, que possui cerca de 140 exemplares da espécie enfileirados numa extensão de 740 metros.

Em 1851 dá-se início à implementação da Fábrica de Chapéus de Chile, utilizando como matéria-prima a palha da palmeira bombonaça ("Carludovica palmata"). A fábrica teve duração efêmera, de apenas três anos. No mesmo ano, foi erguido um novo portão e implementado o sistema de escoamento e canalização de águas para o Jardim, projeto que foi completado com a construção do Aqueduto da Levada, no vale das Margaridas, em 1853.

Em 1860, Frederico Leopoldo César Burlamaque, então diretor do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura (IIFA), apresentou a esta entidade uma moção reivindicando a administração do Jardim Botânico da Lagoa Rodrigo de Freitas por esta instituição de caráter privado. O Jardim Botânico foi desvinculado do Ministério do Império e subordinado ao recém-criado Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Em 17 de agosto de 1861 foi assinado um contrato entre o Governo Imperial e o IIFA, determinando que a administração do Jardim Botânico passasse para o referido Instituto, cuja direção tinha o interesse em fundar ali um estabelecimento de ensino agrícola, denominado Asilo Agrícola da Fazenda Normal, que serviria de escola prática e de modelo às fazendas de cultura de especiarias, no qual seriam ensaiados os processos de agricultura mais aperfeiçoados à época. A direção do Jardim Botânico da Lagoa Rodrigo de Freitas, a partir desse contrato, ficou a cargo Burlamaque (que a exerceu de julho de 1861 a agosto de 1862), sendo a direção das culturas confiada a Hermann Herbster. É lançada a "Revista Agrícola do Imperial Instituto Fluminense da Agricultura" (setembro de 1869), cuja publicação se estende até à queda do Império (1889).

Com a proclamação da República brasileira (1889), no ano seguinte (1890), passou a ser denominado como Jardim Botânico. A partir de então receberia diversos visitantes ilustres, como Albert Einstein (maio de 1925) e a rainha Isabel II do Reino Unido (novembro de 1968), entre outros, transformando-se em cartão-postal da cidade. Entre os nomes de pesquisadores que lhe estão ligados destaca-se o de Manuel Pio Correia.

O Jardim Botânico do Rio de Janeiro encontra-se tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), desde 1937.

Em 1991, a UNESCO considerou-o como Reserva da Biosfera. Naquele momento, quando o jardim passava por dificuldades de manutenção e conservação, um grupo de empresas públicas e privadas formou-se para auxiliá-lo. Como resultado das parcerias, em 1992 o orquidário e a estufa de violetas foram renovados, além de procedida uma limpeza no lago. Em 1995, foi construído o Jardim Sensorial, com plantas aromáticas e placas indicadoras em braille, permitindo a visitação por deficientes visuais. Posteriormente, uma nova estufa para as bromélias foi construída. No início do século XXI, o muro do jardim na rua Pacheco Leão foi demolido, dando lugar a uma grade, melhorando a sua integração paisagística com o bairro.

Como reconhecimento pela sua importância científica, foi rebatizado como Instituto de Pesquisas Jardim Botânico, em 1998, ficando afeto ao Ministério do Meio Ambiente. Em 2002, tornou-se uma autarquia federal.



O Solar dos Abacaxis é um casarão histórico localizado no bairro do Cosme Velho, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. É um dos mais importantes edifícios neoclássicos da cidade.

História

O solar foi construído ao redor de 1843 pelo comendador Borges da Costa, com projeto atribuído a José Maria Jacinto Rebelo, antigo aluno de Grandjean de Montigny e um dos principais arquitetos acadêmicos do Rio de Janeiro de então.

É um raro exemplar híbrido de chalé neoclássico. Da arquitetura acadêmica deriva o desenho do frontão triangular, os cunhais com capitéis estilizados e as estátuas sobre o telhado. Do romantismo arquitetônico deriva o friso decorado e a habitação no ático da casa, sob o telhado de duas águas. Esse ático é ventilado e iluminado por dois grandes janelões e duas pequenas janelas em forma de óculo. Outro aspecto pitoresco da decoração são os abacaxis de ferro forjado sobre os grades das sacadas das janelas do primeiro andar, que deram nome ao edifício.

A partir de 1944, o solar foi habitado por Anna Amélia Carneiro de Mendonça, poetisa e bisneta do comendador Borges da Costa, e seu marido Marcos Carneiro de Mendonça, primeiro goleiro da seleção brasileira de futebol e historiador. O casal transformou o solar num ponto de encontro de artistas e intelectuais da época.



O Palácio Guanabara localiza-se na Rua Pinheiro Machado (antiga Rua Guanabara), no bairro de Laranjeiras, na cidade do Rio de Janeiro, capital do estado homônimo, no Brasil.

História

Construção iniciada pelo português José Machado Coelho em 1853, tendo sido utilizado como residência particular até a década de 1860.

Reformado, tornou-se a residência da Princesa Isabel e seu esposo, o Conde d'Eu, sendo conhecido a partir de então como Palácio Isabel. À época, o acesso ao palácio era feito pela Rua Paissandu, que por essa razão foi ornada com uma centena de palmeiras imperiais (Roystonea oleracea). Pertenceu aos príncipes até à proclamação da República (1889), quando foi confiscado pelo governo militar e transferido ao patrimônio da União, até hoje a Família Imperial tenta retomar sua posse (sendo um dos processos jurídicos mais antigos do país).

O palácio foi utilizado pelo presidente Getúlio Vargas como residência oficial durante o Estado Novo (1937-1945). Foi atacado durante o Putsch da Ação Integralista Brasileira em 1938, sendo repelidos pela Polícia Especial (da Polícia Civil do Rio de Janeiro), reação reforçada, posteriormente, pelo Exército. A partir de 1946, passou a sediar a Prefeitura do Distrito Federal até 1960, ano da criação do Estado da Guanabara.

Deixou de ser a residência oficial, quando esta retornou para o Palácio do Catete e foi, mais tarde, transferida para o Palácio Laranjeiras, a dois quarteirões de distância.

Foi doado ao governo do antigo estado da Guanabara pelo presidente Ernesto Geisel (1974-1979).



A estátua eqüestre de D. Pedro I localiza-se na Praça Tiradentes, no centro da cidade do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

Obra do escultor francês Louis Rochet, baseada em desenho de João Maximiano Mafra, foi fundida para as comemorações da Independência do Brasil.

Foi inaugurada em 1862, com um concerto público, do qual participaram 600 músicos, sob a regência do maestro Francisco Manuel da Silva, durante o qual foi tocado o Hino da Independência, de autoria do próprio Pedro I do Brasil.

Nela se encontram representados todas as então províncias brasileiras, e os quatro grandes rios nacionais - Amazonas, Madeira, São Francisco e Paraná. Nas alegorias são figurados indígenas e diversas espécies de animais - antas, tatus, tamanduás - assim como gárgulas douradas e diversos outros motivos decorativos.



O Jardim Zoológico do Rio de Janeiro localiza-se no bairro de São Cristóvão, na cidade e estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

Enquanto instituição tem, entre os seus principais objetivos, o desenvolvimento de atividades de educação ambiental, tendo por base os animais de seu acervo. Este plantel, por sua vez, tem como foco peixes, répteis, aves e mamíferos.

História

A exposição pública de animais vivos na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, iniciou-se com a inauguração de um jardim zoológico a 16 de janeiro de 1888, pelo empresário João Batista Viana Drummond, que viria a receber, no mesmo ano, o título de barão de Drummond.

Após uma viagem a Paris, na década anterior, Drummond ficou impressionado com o urbanismo daquela capital à época, e na qualidade de amigo do Imperador D. Pedro II, adquiriu a antiga "Fazenda dos Macacos" à Princesa Isabel por 120 contos de réis (1872), onde implantou um grande projeto de urbanização.

Amante de animais, tinha autorização do Império para a sua importação, mantendo em sua residência exemplares de diversas espécies. Desse modo, instalou o primeiro jardim zoológico moderno da cidade e do país (acredita-se que fruto ainda da inspiração de sua viagem a Paris) em um parque com riachos e lagos artificiais, no bairro de Vila Isabel, em 16 de janeiro de 1888.

Com a Proclamação da República no Brasil (1889) e sem a ajuda de custo garantida pelo Imperador, a manutenção do jardim e seus animais, entretanto, revelou-se um pesado encargo financeiro. Como solução, o barão concebeu uma loteria para financiá-lo. Diariamente fazia pendurar uma gaiola coberta por um pano, ocultando um animal de pequeno porte, no alto do portão do jardim zoológico. Cada ingresso dava direito a um bilhete numerado – e cada número correspondia a um animal –, para concorrer ao sorteio diário do "bicho", à hora do encerramento do parque ao público. O dinheiro arrecadado era revertido, parte para a aquisição de mais espécimes para o zoológico, e parte como prêmio aos apostadores. O Jogo dos Bichos, devido ao baixo valor do ingresso, revelou-se muito popular, e encontra-se na origem do atual Jogo do Bicho no país. Inicialmente os moradores do bairro (e depois visitantes de toda a cidade) faziam as apostas pela manhã e inteiravam-se do resultado do jogo do dia, afixado em um poste, ao final da tarde.

Ao longo dos anos, no entanto, com a sucessão das administrações e diante das dificuldades, o antigo zoológico viu-se obrigado a fechar suas portas – o que ocorreu, de fato, na década de 1940.

O primitivo espaço, recentemente revitalizado pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, foi renomeado como "Jardim da Princesa".

Em 18 de março de 1945, o Rio de Janeiro ganhou um novo jardim zoológico, inaugurado pelo então presidente Getúlio Vargas, no parque da histórica Quinta da Boa Vista, residência da Família Real Portuguesa e da Família Imperial Brasileira, junto ao Museu Nacional do Brasil.

Alternando períodos de prosperidade e de dificuldades, o Jardim Zoológico foi transformado, em 1985, na Fundação RIOZOO, ligada à Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro. A mudança proporcionou maior agilidade administrativa, permitindo um extenso processo de modernização que transformou a instituição em um respeitado centro de pesquisas e educação ambiental, reconhecido em todo o país e no exterior.

Em 8 de janeiro de 2005 a Fundação RIOZOO, com o apoio da VITAE – Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social, inaugurou o Museu da Fauna, um projeto voltado à educação ambiental que permite conhecer os ecossistemas brasileiros.



O Teatro Municipal do Rio de Janeiro localiza-se na Cinelândia (Praça Marechal Floriano), no centro da cidade do Rio de Janeiro (RJ), no Brasil.

História

A atividade teatral era, na segunda metade do século XIX, muito intensa na cidade do Rio de Janeiro. Ainda assim, a cidade não dispunha de uma sala de espetáculos que correspondesse plenamente a essa atividade e que estivesse à altura da então capital do país. Os seus dois teatros, o de São Pedro e o Lírico, eram criticados pelas suas instalações, quer pelo público, quer pelas companhias que neles atuavam.

Após a Proclamação da República brasileira (1889), em 1894 o autor teatral Arthur Azevedo lançou uma campanha para que um novo teatro fosse construído para ser sede de uma companhia municipal, a ser criada nos moldes da Comédie-Française. Entretanto, naqueles agitados dias, a campanha resultou apenas em uma lei municipal, que determinou a construção do teatro municipal. Essa lei não foi cumprida, apesar da cobrança de uma taxa para financiar a obra. Observe-se que a arrecadação desse novo tributo nunca foi utilizada para a construção do teatro.

Seria necessário esperar até à alvorada do século XX quando a sua construção viria a representar um dos símbolos do projeto republicano para a então capital do Brasil. À época, o então prefeito Pereira Passos promoveu uma grande modernização do centro da cidade, abrindo-se, a partir de 1903, a Avenida Central (hoje avenida Rio Branco) moldada à imagem dos boulevards parisienses e ladeada por magníficos exemplares de arquitetura eclética.

Nesse contexto, realizou-se um concurso para a construção de um novo teatro, do qual saiu vitorioso o projeto de Francisco de Oliveira Passos (filho do então prefeito Francisco Pereira Passos), que contou com a colaboração do francês Albert Guilbert, com um desenho inspirado na Ópera de Paris, de Charles Garnier.

O edifício foi iniciado em 1905 sobre um alicerce de mil e seiscentas estacas de madeira fincadas no lençol freático. Para decorar o edifício, foram chamados os mais importantes pintores e escultores da época, como Eliseu Visconti, Rodolfo Amoedo e os irmãos Bernardelli. Também foram recrutados artesãos europeus para executar vitrais e mosaicos.

Finalmente, quatro anos e meio mais tarde – um tempo recorde para a obra, que teve o revezamento de 280 operários em dois turnos de trabalho – no dia 14 de julho de 1909 foi inaugurado pelo então presidente da República, Nilo Peçanha, o Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Serzedelo Correia era o então prefeito da cidade.

Originalmente com capacidade para 1.739 espectadores, em 1934, com a constatação de que o teatro estava pequeno para o tamanho crescente da população da cidade, a capacidade da sala foi aumentada para 2.205 lugares. A obra, apesar de sua complexidade, foi realizada em apenas três meses, também tempo recorde para a época. Posteriormente, com algumas modificações, chegou-se ao número atual de 2.361 lugares.

Em 1975, a 19 de outubro, o teatro foi fechado para obras de restauração e modernização de suas instalações e reaberto em 15 de março de 1978. No mesmo ano foi criada a Central Técnica de Produção, responsável por toda a execução dos espetáculos da casa.

Em 1996 iniciou-se a construção do edifício anexo, visando desafogar o teatro dos ensaios para os espetáculos, que, com a atividade intensa da programação durante todo o ano, ficou pequeno para eles e, também, para abrigar condignamente os corpos artísticos. Com a inauguração do anexo, o coro, o balé e a orquestra ganharam novas salas de ensaio e espaço para as suas práticas artísticas.

Em seus primórdios, apresentavam-se no teatro apenas companhias e orquestras estrangeiras - especialmente as italianas e francesas - até que, em 1931, foi criada a Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Entre as personalidades ilustres que nele se apresentaram destacam-se os nmomes de Maria Callas, Renata Tebaldi, Arturo Toscanini, Sarah Bernhardt, Bidu Sayão, Eliane Coelho, Heitor Villa-Lobos, Igor Stravinsky, Paul Hindemith, Alexander Brailowsky entre outras. Hoje a casa abriga o Coro, Balé e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal e são apresentados, majoritariamente, programas de dança e de música erudita.



O Bondinho do Pão de Açúcar é um teleférico localizado na cidade do Rio de Janeiro, no Pão de Açúcar, sendo uma das atrações turísticas da capital fluminense, inaugurado em 1912 e desde então já transportou cerca de 37 milhões de pessoas, mantendo uma média atual 2.500 por dia.

História

A vista da Baía da Guanabara, considerada uma das paisagens mais belas do mundo, era o atrativo que levava curiosos e alpinistas a escalar o Pão de Açúcar, já em fins do século XIX. O desenvolvimento das técnicas de engenharia levaram, já em 1908, ao engenheiro Augusto Ferreira Ramos a idealizar um sistema teleférico que facilitasse o acesso a cume do monte.

Quando o bondinho foi construído, só existiam dois no mundo: o teleférico de Monte Ulia, na Espanha, com uma extensão de 280 metros e que foi construído em 1907; e o teleférico de Wetterhorn, na Suíça, com um extensão de 560 metros, construído em 1908.



O Palácio Laranjeiras é a atual residência oficial do governador do estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Localiza-se no bairro de Laranjeiras, na cidade do Rio de Janeiro.

História

Construído entre 1909 e 1913 segundo projeto dos arquitetos Joseph Gire e Armando da Silva Telles, o palacete era a residência da família Guinle. Em 1940, passou à administração federal, tendo sido utilizado como residência oficial da presidência por Juscelino Kubitschek (1956-1961), que não quis permanecer no Palácio do Catete após o suicídio de Getúlio Vargas (1954). Com a conclusão do Palácio da Alvorada, inaugurado em 1958 em Brasília, Kubitschek deixou o palácio.

Inaugurada a nova capital brasileira em 1960, o Palácio Laranjeiras passou para a administração estadual, tornando-se residência do governador do estado da Guanabara até 1975, quando foi assinada a Lei complementar número 20 para fundi-lo com o estado do Rio de Janeiro.

Desde então, foi utilizado como residência do presidente da República durante suas visitas ao Rio de Janeiro e para recepções diplomáticas. Entretanto, nesse meio tempo, diversos governadores fluminenses preferiram utilizar a residência da Gávea Pequena. Dentre os seus visitantes ilustres, destacam-se os ex-presidentes Charles de Gaulle, da França, Harry Truman, dos Estados Unidos e o Papa João Paulo II.

Em 2001, o palácio foi objeto de ampla campanha de restauração envolvendo restauradores, historiadores, museólogos e pesquisadores, que lhe procederam a recuperação de pinturas, pisos e móveis. Ao final dessa intervenção, o governo do estado abriu as portas do palácio para visitas guiadas por estudantes de história da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, porém, o palácio não está aberto a visitação.

O terreno onde hoje se ergue o edifício era, nos fins do século XIX, propriedade do conde Sebastião Pinho, aristocrata português estabelecido no Rio de Janeiro. Na propriedade, situava-se um palacete pertencente ao conde que foi demolido para dar lugar ao atual palácio.

O acervo do palácio compreende pinturas de Frans Post, uma réplica do piano que pertenceu à rainha Maria Antonieta da França, mosaicos de mármore e de cerâmica com aplicações de ouro 24 quilates, esculturas e mobiliário fino.



O Parque Eduardo Guinle, também conhecido popularmente como Parque Guinle, é um parque público localizado no bairro de Laranjeiras, na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

Primitivamente, a área do parque constituía os jardins do palacete de Eduardo Guinle (1846-1914), erguido na década de 1920. Foram projetados pelo paisagista francês Gérard Cochet, tendo, mais tarde, recebido algumas intervenções pontuais de Roberto Burle Marx.

As dependências do parque comportam o primeiro conjunto de edifícios residenciais direcionado para a elite carioca. Projetado pelo arquiteto Lucio Costa e erguidos entre 1948 e 1954, caracterizam-se pelos traços de uma arquitetura moderna e repleta de brasilidade, integrando a edificação ao meio-ambiente. O Jardim foi refeito nessa ocasião por Burle Marx. Tanto Burle Marx quanto Lucio Costa, receberam fortes influências do Modernismo e é possível observar esta particularidade nas composições dispostas no parque.

O projeto original de Lucio Costa incluía seis prédios dispostos de forma radial ao redor do parque, dos quais somente três foram construídos. O conjunto foi completado posteriormente por um prédio do escritório MMM Roberto.



O Palácio Tiradentes localiza-se na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Foi o antigo prédio do Congresso Nacional brasileiro, entre 1926 e 1960, e é a atual sede da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

História

O primeiro edifício era um parlamento imperial, construído no ano de 1640, que possuía no seu piso inferior uma cadeia chamada de "Cadeia Velha", onde eram abrigados os presos do período colonial e onde também esteve preso, por três anos, o inconfidente Joaquim José da Silva Xavier (o Tiradentes), enquanto aguardava a execução na forca, o que viria a acontecer no dia 21 de abril de 1792.
O prédio do parlamento imperial foi demolido em 1922, e deu lugar ao Palácio Tiradentes, edifício monumental projetado em Estilo Eclético por Archimedes Memoria e Francisco Cuchet inaugurado em maio de 1926, que homenageia o alferes Tiradentes, e que hoje oferece aos visitantes uma exposição multimídia permanente, intitulada: Palácio Tiradentes: lugar de memória do Poder Legislativo.

Com a instauração do Estado Novo, em 1937, o Palácio Tiradentes passou a ser a sede do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). Com o fim do Estado Novo voltou a abrigar a Câmara dos Deputados.

Em 1960, com a mudança da Capital Federal para Brasília, a cidade do Rio de Janeiro passou à qualidade de Estado da Guanabara e o Palácio Tiradentes passou a acolher a Assembléia Legislativa do Estado da Guanabara. A Guanabara existiria entre 1960 e 1975, quando se fundiu ao Estado do Rio de Janeiro e o Palácio Tiradentes passou a abrigar a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.



O Cristo Redentor é um monumento retratando Jesus Cristo, localizado no bairro do Alto da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Situa-se no topo do Morro do Corcovado, a 709 metros acima do nível do mar.

História

A construção de um monumento religioso no local foi sugerida pela primeira vez em 1859, pelo padre lazarista Pedro Maria Boss, à Princesa Isabel. No entanto, apenas retomou-se efetivamente a ideia em 1921, quando se iniciavam os preparativos para as comemorações do centenário da Independência.

A estrada de rodagem que dá acesso ao local onde hoje se situa o Cristo Redentor foi construída em 1824. Já a estrada de ferro teve o primeiro trecho (Cosme Velho-Paineiras) inaugurado em 1884. No ano seguinte, 1885, o segundo trecho foi concluído, completando a ligação com o cume. A ferrovia, que tem 3 800 metros de extensão, foi a primeira a ser eletrificada no Brasil, em 1906. A construção do Cristo Redentor, ainda, é considerada um dos grandes capítulos da engenharia civil brasileira. Foi erguida em concreto armado e revestida de um mosaico de triângulos de pedra-sabão originária da região de Carandaí, no estado brasileiro de Minas Gerais.

A pedra fundamental do monumento foi lançada em 4 de abril de 1922, mas as obras somente foram iniciadas em 1926. Dentre as pessoas que colaboraram para a realização, podem ser citados o engenheiro Heitor da Silva Costa (autor do projeto escolhido em 1923), o artista plástico Carlos Oswald (autor do desenho final do monumento) e o escultor francês de origem polonesa Paul Landowski (executor dos braços e do rosto da escultura).

Ainda hoje, algumas pessoas dizem, erroneamente, que o monumento foi um presente da França para o Brasil, quando, na verdade, a obra foi erigida a partir de doações de fiéis de arquidioceses e paróquias por todo o país, com o projeto de autoria e chefia do engenheiro Heitor da Silva Costa. Da França, vieram, apenas uma réplica de quatro metros feita de pequenos moldes, assim como modelos das mãos feitos pelo colaborador Landowski. Todos estes fatos foram atestados com rigor no programa televisivo Detetives da História produzido pelo The History Channel.

Em 22 de março de 1923, seguidores da igreja Batista declararam, em nota publicada em O Jornal Batista, órgão oficial da Convenção Batista Brasileira, seu desgosto quanto à construção do Cristo Redentor. A nota afirmava que a construção "será, a um tempo, um atestado eloquente de idolatria da igreja de Roma".

Entretanto, a igreja Católica sempre manteve-se firme em sua posição, argumentando jamais ter adotado a idolatria em sua doutrina, esclarecendo sempre que as imagens de santos em suas igrejas são vistos por seus fiéis como exemplos de fé a serem seguidos.

Na cerimônia de inauguração, no dia 12 de outubro de 1931, estava previsto que a iluminação do monumento seria acionada a partir da cidade de Nápoles, de onde o cientista italiano Guglielmo Marconi emitiria um sinal elétrico que seria retransmitido para uma antena situada no bairro carioca de Jacarepaguá, via uma estação receptora localizada em Dorchester, Inglaterra, tudo a convite de Assis Chateaubriand. No entanto, o mau tempo impossibilitou a façanha e a iluminação foi acionada diretamente do local. O sistema de iluminação original foi substituído duas vezes: em 1932 e no ano 2000.

Tombado definitivamente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 2009, o Monumento ao Cristo Redentor passou por obras de recuperação em 1980, quando da visita do Papa João Paulo II. Em 1990, sofreu ampla restauração através de um convênio entre a Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro, a Rede Globo, a Shell do Brasil, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e a prefeitura do Rio de Janeiro.

Em 2003, foi inaugurado um sistema de escadas rolantes, passarelas e elevadores para facilitar o acesso à plataforma de onde se eleva o monumento. A restauração de 2010, realizada pela Vale em parceria com a arquidiocese do Rio de Janeiro, concentrou-se na estátua. Além da recuperação da estrutura interna, foi restaurado o mosaico de pedra-sabão que reveste a estátua, com a retirada da pátina biológica (camada de fungos e outros microorganismos) e a recomposição de danos devido a pequenas rachaduras. Também foram consertados os para-raios localizados na cabeça e nos braços da estátua. O desgaste do monumento é causado pelas condições climáticas extremas a que ele está submetido, como rajadas de ventos e fortes chuvas, de modo que obras de manutenção devem ser realizadas periodicamente.



O Monumento ao Senador Pinheiro Machado é um monumento público localizado na Praça Nossa Senhora da Paz, no bairro de Ipanema, na cidade do Rio de Janeiro.

História

Erigido em homenagem a José Gomes Pinheiro Machado, (Cruz Alta, 8 de maio de 1851 — Rio de Janeiro, 8 de setembro de 1915) apóstolo republicano, político da República Velha que contribuiu com o seu trabalho e importante liderança para a consolidação do regime republicano no Brasil.

Resultou a sua construção de projeto de lei apresentado à Câmara dos Deputados pelo deputado Francisco Valadares. Foi vencedor da concorrência aberta pelo Ministério da Justiça o escultor Hildegardo Leão Veloso, nascido no distrito de Palmeiras, município de Suzano, estado de São Paulo, em 1899, discípulo de Rodolfo Bernardelli em escultura e modelagem.

O monumento inaugurado em 1931, esta assentado sobre base construída em pedra e cimento, com quatro degraus de acesso ao pedestal de onde se elevam colunas de granito e cantaria de cinco metros de altura. A figura em bronze de Pinheiro Machado, em tamanho natural, encontra-se voltada para a Rua Visconde de Pirajá. Nas laterais do monumento, também em tamanho natural, duas figuras de mulher representam a "Glória" e a "Apoteose". Segundo a crítica de arte Anna Teresa Fabris, o monumento, embora não siga uma concepção artística totalmente moderna, também não esta adstrita aos cânones tradicionais.

No dia 8 de maio de 1951, na data em que se comemorava o primeiro centenário do nascimento do Senador Pinheiro Machado, junto ao monumento foi realizada cerimônia cívica alusiva ao acontecimento, promovida pela Comissão Organizadora dos festejos, integrada pelo ministro Augusto Tavares de Lyra, pelos senadores Landulfo Alves, Alfredo da Silva Neves e Joaquim Pires Ferreira, deputados José Antônio Flores da Cunha e Daniel de Carvalho, historiador Cyro Silva, jornalista Hebert Moses, presidente da Associação Brasileira de Imprensa - ABI, Guilherme Melecchi, Presidente da Sociedade Sul-Riograndense e os doutores José de Oliveira Machado, ex-secretário particular do homenageado, Luiz Simões Lopes e Julio Barbosa, Diretor-Geral do Senado Federal.



O Monumento aos Heróis de Laguna e Dourados localiza-se na praça General Tibúrcio, na praia Vermelha, bairro da Urca, na cidade e estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Homenageia o episódio da Retirada da Laguna, ocorrido no contexto da Guerra da Tríplice Aliança.

História

O monumento foi erguido por iniciativa do coronel Pedro Cordolino de Azevedo que, ainda tenente, lançou a ideia em 1920. Acolhida com entusiasmo, mais tarde foi organizada uma comissão, composta pelo então Ministro da Guerra, João Pandiá Calógeras, o coronel Eduardo Monteiro de Barros, Félix Pacheco, o professor José Otávio Correia Lima, o próprio Cordolino de Azevedo - agora capitão -, e pelo 1º tenente Norival Francisco de Lemos. Aberto um concurso para apresentação de maquetes, concorreram 16 artistas, tendo obtido o primeiro prêmio o escultor brasileiro Antonino Pinto de Matos.

O monumento foi fundido na Fundição Artística em Bronze de Covina & Cia., tendo sido aproveitado o bronze de antigos canhões utilizados pelos mesmos heróis glorificados.

O artista, tendo executado a obra, faleceu dias antes da sua inauguração, marcada inicialmente para 29 de dezembro de 1938, mas entretanto transferida para 31 do mesmo mês, por força do mau tempo. Compareceram à inauguração o então presidente da República, Getúlio Vargas, autoridades civis e militares e copioso público.



Estádio Jornalista Mário Filho, mais conhecido como Maracanã, o popular Maraca ("semelhante a um chocalho" em tupi-guarani, devido ao som de pássaros que viviam por ali), é um estádio de futebol localizado no Rio de Janeiro.

História

A construção do Maracanã foi muito criticada por Carlos Lacerda, na época deputado federal e inimigo político do prefeito da cidade, o general Ângelo Mendes de Morais, pelos gastos e, também, devido à localização escolhida para o estádio, defendendo que o mesmo fosse construído em Jacarepaguá. Ainda assim, apoiado pelo jornalista Mário Rodrigues Filho, Mendes de Morais conseguiu levar o projeto para frente. Na área escolhida, situava-se uma arena destinada à corrida de cavalos. A concorrência para as obras foi aberta pela prefeitura do Rio de Janeiro em 1947, tendo como projeto arquitetônico vencedor o apresentado por Miguel Feldman, Waldir Ramos, Raphael Galvão, Oscar Valdetaro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Antônio Dias Carneiro. As obras iniciaram-se em 2 de agosto de 1948, data do lançamento da pedra fundamental. Trabalharam na construção cerca de 1 500 homens, tendo se somado a estes mais 2 000 nos últimos meses de trabalho. Apesar de ter entrado em uso em 1950, as obras só ficaram completas em 1965.

Sua inauguração deu-se com a realização de uma partida de futebol amistosa entre seleções do Rio de Janeiro e São Paulo no dia 16 de junho de 1950, vencida pelos paulistas por 3 a 1. O meio-campista da equipe carioca Didi, do Fluminense, foi o primeiro autor de um gol no estádio.

Na Copa do Mundo de 1950, intenção principal para a construção do estádio, abrigou oito jogos da competição e onde ocorreu a primeira partida oficial do estádio, em 24 de junho, com vitória do Brasil sobre o México por 4 a 0, com dois gols de Ademir, um de Baltasar e outro de Jair Rosa Pinto. O jogo contou com a arbitragem do inglês George Reader.

A Seleção Brasileira disputou no Maracanã cinco partidas, de seis durante toda a Copa. Na partida final, foi registrado oficialmente o público recorde de 199.854 torcedores presentes (173.850 pagantes). Nesta decisão, o Brasil foi derrotado de virada por 2 a 1 para o Uruguai. A derrota em solo nacional ficou marcada na história do povo brasileiro, sendo conhecida popularmente como o Maracanazo.

O primeiro Campeonato Carioca de Futebol com a presença do Maracanã deu-se após a Copa do Mundo, também em 1950. O campeão do ano anterior, o Vasco, que havia cedido oito futebolistas e o treinador para a Seleção Brasileira vice-campeã do mundo, chegava juntamente com o América para o último jogo, em 28 de janeiro de 1951, com chances de ser campeão apenas com o empate. Ademir Menezes fez os dois gols do Vasco, que venceu por 2 a 1 (Maneco descontou para o América) levando o chamado Expresso da Vitória ao nono título estadual, incluídos nesta conta títulos pelos Torneios Municipal e Extra, no último ano da década de 1940. Ainda abalada pela derrota na Copa do Mundo de 1950, a população carioca não compareceu em massa neste primeiro Campeonato Carioca realizado no grande estádio, quando a única partida que ultrapassou 100.000 espectadores foi justamente a partida final. Nesta década o Vasco seria ainda campeão carioca em 1952, 1956 e 1958, após o que só voltaria a ser campeão carioca em 1970.

Rapidamente, o Estádio Jornalista Mário Filho tornava-se o principal palco do futebol do Rio de Janeiro. Em 1951, já na década de 1950, foi realizada a primeira partida noturna do estádio. Neste mesmo ano, foi realizada a primeira Copa Rio, uma competição que reunia os principais clubes do planeta. Palmeiras, de São Paulo, e Juventus, da Itália, fizeram a final, com o time brasileiro sagrando-se campeão. No ano de 1952, realizou-se a segunda Copa Rio, com o Fluminense conquistando o título ao derrotar o Corinthians nos jogos finais.

Já em janeiro de 1952, o Fluminense conquistou o seu primeiro Campeonato Carioca no Maracanã, referente ao ano de 1951, ao vencer o Bangu nos jogos finais. Já o Flamengo sagrou-se o primeiro tricampeão carioca após a construção do Maracanã, ao vencer os campeonatos de 1953, 1954 e 1955.

Em 1954, a Seleção Brasileira voltou a jogar no estádio, o que não fazia desde a final de 1950. A partida, contra o Chile, foi válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1954 e terminou com uma vitória brasileira por 1 a 0. Foi a primeira vez que o Brasil atuou no Maracanã com a camisa amarela ao invés da branca utilizada em 1950.

Em 1957, o Maracanã foi palco da maior goleada em uma final da história do Campeonato Carioca. Com cinco gols de Paulinho Valentim e outro de Garrincha, o Botafogo aplicou 6 a 2 no Fluminense, que descontou com Escurinho e Waldo. Neste mesmo ano o Fluminense foi campeão invicto do Torneio Rio-São Paulo, quebrando a hegemonia paulista nesta competição, sendo bicampeão em 1960, neste ano com apenas uma derrota, além de sagrar-se campeão carioca em 1959, igualmente com apenas uma derrota.

No ano de 1960, foi criado o Estado da Guanabara e o América foi campeão carioca ao bater o Fluminense na final por 2 a 1, perante 98.099 pagantes. Em 1961, o Flamengo venceu o Torneio Rio-São Paulo. O Botafogo também venceu a competição em 1962. Em 1964 foram declarados co-campeões por medida administrativa o Botafogo e o Santos, pelo título não ter sido decidido nos gramados, assim como em 1966 foram declarados quatro campeões, pelo mesmo motivo.

Nesta época, era comum a realização de partidas importantes de um clube com sede fora da cidade, o Santos, de Pelé. No Maracanã, o time disputou, contra o Botafogo, clube com o qual fazia um dos principais clássicos do mundo à época, finais da Taça Brasil de 1962, do Torneio Rio-São Paulo e semifinais da Copa Libertadores da América de 1963, quando milhares de torcedores de outros clubes iam assistir ao grande jogo do Brasil durante alguns anos. O estádio foi o local onde o Santos mandou seus jogos das decisões da Libertadores e do Mundial Interclubes de 1962 e 1963, sendo campeão em todas estas ocasiões.

No dia 15 de dezembro de 1963, em outra final de Campeonato Carioca, desta vez entre o Flamengo e o Fluminense (clássico conhecido como Fla-Flu), registrou-se o maior público de uma partida entre clubes no mundo, 194.603 presentes (177.656 pagantes). Porém, o recorde de público pagante oficial da história do Maracanã (entre seleções nacionais) é de 183.341 pagantes (195.513 presentes), registrado em 31 de agosto de 1969, na partida válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1970, disputado entre a Brasil e a Paraguai, cujo resultado final foi de 1 a 0 para os brasileiros, com a final do Campeonato Carioca de 1969, vencida pelo Fluminense por 3 a 2 contra o Flamengo, tendo levado mais de 171.000 pagantes ao grande estádio.
Em 1964, o título do Torneio Rio-São Paulo foi dividido entre Botafogo e Santos. Ainda em 1964, Botafogo, Vasco da Gama, Corinthians e Santos foram declarados campeões pela CBD, mesmo ano em que o Fluminense foi campeão carioca, ao derrotar o Bangu nas partidas finais, Bangu este, que se sagraria campeão carioca em 1966 ao golear o Flamengo na partida final.

Em 1969, o Botafogo derrotou, no último jogo da final da Taça Brasil de 1968, o Fortaleza por 4 a 0, sagrando-se assim campeão do torneio e o primeiro clube carioca campeão de uma competição nacional no futebol. Ainda neste ano, em 19 de novembro, Pelé marcou o milésimo gol de sua carreira de futebolista, em uma partida contra o Vasco da Gama, de pênalti sobre o goleiro Andrada. O Santos, time do artilheiro, venceu a partida por 2 a 1.

O Fluminense venceu o Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1970, ao empatar com o Atlético Mineiro, perante 112.403 pagantes, por 1 a 1.

Em 1971, pelo primeiro Campeonato Brasileiro organizado pela CBD com este nome, o triangular final contaria com Botafogo, Atlético Mineiro e São Paulo. A última partida estava marcada para o Maracanã, envolvendo Botafogo, que precisava vencer por três gols de diferença para ser campeão, e Atlético Mineiro, que jogava por um empate. Com um gol de Dadá Maravilha, o Atlético sagrou-se o primeiro campeão brasileiro. No Estadual, o Botafogo foi derrotado pelo Fluminense com um polêmico gol de Lula, faltando poucos minutos para o término do jogo. Nesse ano também, Pelé fez seu jogo de despedida com a camisa da Seleção Brasileira, com o Vasco sendo campeão brasileiro de 1974 ao derrotar o Cruzeiro.

Na década de 1970, o Fluminense apresentava a sua Máquina Tricolor, liderada, principalmente, por grandes jogadores que fizeram sucesso em outros clubes, como Rivellino, Paulo Cézar Caju, Gérson, entre outros. Um dos melhores times da história do Fluminense ganhou os campeonatos estaduais em 1975 e 1976, anos em que também foi semfinalista do Brasilerão, empatando nas semifinais com o Corinthians em 1 a 1, vindo a perder a classificação para as finais nos penalts, evento conhecido como a invasão Corinthiana, quando as torcidas cariocas rivais do Fluminense se uniram a torcida corinthiana e dividiram as arquibancadas. Ainda na década de 1970, o Fluminense foi campeão carioca em 1971, 1973 e 1980.

A década de 1970 por muito pouco que não foi quase inteira dominada pelo Fluminense e pelo Flamengo. Com exceção de 1970 e 1977, quando o Vasco ganhou, o Fluminense e o Flamengo dividiram igualmente o resto da década. O Flamengo foi campeão carioca (1972; 1974; 1978; 1979).

Nos anos 1980, Zico e outros craques ajudaram o Flamengo em sua ascensão, tendo sido campeão carioca em 1981 e 1986, além de campeão brasileiro em 1980, 1982, 1983 e em 1987, de acordo com o Clube dos 13 (ver Copa União); O time mandou os jogos destas campanhas no estádio, assim como os jogos da campanha que o levou à conquista da Copa Libertadores da América em 1981. O Vasco da Gama, liderado por Roberto Dinamite, campeão carioca em 1982, 1987 e 1988, além de campeão brasileiro em 1989. Na década de 1980, o Fluminense foi campeão carioca em 1983, 1984 e 1985, além de campeão brasileiro em 1984 ao vencer o Vasco na final carioca, a primeira final de Campeonato Brasileiro entre times da mesma cidade, Rio de Janeiro.

O América conquistou, no ano de 1982, o Torneio dos Campeões e a Taça Rio. O Bangu também teve seus momentos de grandeza no maior do mundo nesta década. Em 1985, o time chegou à final do Campeonato Brasileiro contra o Coritiba, com o Maracanã recebendo mais de 90.000 espectadores. Após empate no tempo normal em 1 a 1 e a persistência do resultado na prorrogação, o time do Paraná sagrou-se campeão ao bater o Bangu por 6 a 5 nos pênaltis. O Bangu ainda foi campeão invicto da Taça Rio, em 1987.

Em 1987 e 1988, o Vasco da Gama venceu o Campeonato Carioca duas vezes sobre o Flamengo. Na última ocasião, por 1 a 0, com um gol de Cocada, que entrou aos 41 minutos do segundo tempo, marcou aos 44, e foi expulso em seguida pela comemoração. Aquela, todavia, seria a última vez em que o clube seria campeão sobre o Flamengo.

Em 1989, o Botafogo dava fim a um período de 21 anos sem títulos ao bater, após um 0 a 0 no primeiro jogo, o Flamengo na final do Campeonato Carioca; Maurício fez o único gol do jogo. Neste mesmo ano, a Seleção Brasileira conquistou a Copa América realizada no Brasil, derrotando o Uruguai na decisão, e o Vasco sagrou-se campeão brasileiro.

A partir da final do Campeonato Brasileiro de Futebol de 1992, entre Flamengo e Botafogo, em que o Flamengo conquistou o seu quinto título nacional, o estádio teve sua capacidade reduzida, passando por reformas sucessivas durante a década de 1990 e os primeiros anos do século XXI, diminuindo em muito os grandes públicos registrados na história deste estádio. No segundo jogo da final, uma parte da grade da arquibancada cedeu entre os torcedores do Flamengo, quando foram registradas mortes e ferimentos. No ano seguinte, o Botafogo conquistou a Copa Conmebol sobre o Peñarol do Uruguai nos pênaltis por 3 a 1, após dois empates em 2 a 2 nas partidas finais.

O centenário da fundação do Clube de Regatas do Flamengo foi em 1995 e, neste ano, porém, na decisão do Campeonato Carioca, o Fluminense derrotou o Flamengo na final com um gol de barriga de Renato Gaúcho. O Botafogo realizou, também em 1995, o primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro contra o Santos no estádio, vencendo a partida por 2 a 1. Na partida seguinte, no Pacaembu, o clube sagrou-se campeão brasileiro daquele ano. Dois anos depois, o Vasco conquistou sobre o Palmeiras o título do Brasileirão de 1997 no Maracanã ao empatar, em 0 a 0, o jogo.

Em 1999, na final da Copa do Brasil, o Botafogo recebeu 101.581 torcedores (90.917 pagantes), que viram a equipe, que precisava vencer, empatar em 0 a 0 com o Juventude, que se sagrou campeão daquela edição. Aquela seria a última vez em que o estádio receberia mais de 100 mil torcedores.

Depois de uma ampla reforma ocorrida em 1999, visando a realização do Mundial de Clubes FIFA de 2000 no Brasil, o estádio teve sua capacidade reduzida para 103.022 pessoas, pois foram instalados assentos individuais no anel superior. Por causa das mudanças, o estádio deixou de ser o maior estádio do mundo, sendo capaz de receber menos torcedores em relação ao Estádio Azteca, no México.

Durante o Mundial de Clubes, o Maracanã recebeu partidas do Grupo B, que contava com o brasileiro Vasco, o inglês Manchester United, o mexicano Necaxa e o australiano South Melbourne. Classificam-se para a final, que também seria no Maracanã, Vasco e outro brasileiro, o Corinthians. Na final, após empate no tempo regulamentar por 0 a 0, o Corinthians sagrou-se campeão do mundo ao vencer por 4 a 3 nos pênaltis.

Em 2001, após a queda do alambrando no Estádio São Januário na decisão da Copa João Havelange entre Vasco e São Caetano em dezembro do ano anterior, o último jogo da decisão do campeonato foi remarcado para o Maracanã por medidas de segurança. O Vasco sagrar-se-ia campeão brasileiro pela quarta vez ao vencer a partida por 3 a 1, com gols de Juninho Pernambucano, Jorginho Paulista e Romário, com Adãozinho descontando para o time paulista.

No Campeonato Carioca de 2001, o Flamengo obteria seu quarto tricampeonato estadual, derrotando o Vasco pela terceira vez seguida na final. O rubro-negro venceu o último jogo por 3 a 1, com um gol de falta de Petković aos 43 minutos do segundo tempo.
No ano de 2002, foi realizado, com equipes grandes utilizando reservas e jovens das categorias de base devido à disputa do Torneio Rio-São Paulo, o Campeonato Carioca, conhecido como Caixão, por conta do apelido do presidente da federação carioca ser "Caixa D'Água". Em um dos jogos semifinais, o goleiro do Bangu, Eduardo, fez, de cabeça, um gol contra o Americano que foi anulado. Eliminado, o Bangu entrou na justiça pedindo a anulação da partida. O campeonato que foi vencido pelo Fluminense sobre o Americano ficou por quase sete anos sub judice (pois não era julgado pela entidade que teve como dirigente Rubem Lopes, dirigente do Bangu, até a confirmação do título tricolor pelo Tribunal de Justiça Desportivo em abril de 2009, pois como se sabe, eventuais erros de arbitragem não anulam partidas.

Em 2003 e 2004, o Flamengo chegou à final da Copa do Brasil nas duas ocasiões. Na primeira oportunidade, empatou em 1 a 1, o primeiro jogo para o Cruzeiro, que terminou campeão ao derrotar o adversário no Mineirão por 3 a 1. No ano seguinte, contra o Santo André, o Flamengo foi derrotado no último jogo, realizado no Maracanã, por 2 a 0, e perderia o título para o time paulista.

Na final do Campeonato Carioca de 2005, o Fluminense bateu o Volta Redonda por 3 a 1, em jogo marcado pela compra antecipada de três atletas do clube do interior pelo time de Laranjeiras, ao final do primeiro turno, quando não se supunha que os clubes pudessem se encontrar na final.

O Maracanã ficou fechado entre abril de 2005 e janeiro de 2006 para obras visando à instalação de cadeiras em todo o seu interior e a realização dos Jogos Pan-americanos de 2007. Com isto, foi realizado o rebaixamento do nível do campo e implantação de cadeiras no lugar da antiga "geral", área mais próxima ao campo onde os espectadores assistiam às partidas em pé. Além de ocupar o setor da geral, as novas cadeiras expandiram o conhecido "setor das cadeiras", existente atrás da geral. Apesar de ter sido aberto no início de 2006, as obras só encerraram-se em dezembro daquele mesmo ano e sua reinauguração deu-se em 2007 apenas. Neste mesmo ano, ocorreu a construção de novas rampas de acesso para as cadeiras e arquibancadas. O placar eletrônico também foi trocado por um colorido e em LCD. Telões também foram instalados na cobertura do estádio, sobre o setor verde das arquibancadas, possibilitando a visualização dos eventos ao vivo.

A reabertura do estádio em 2006, sem a utilização das cadeiras inferiores (antiga geral) devido às obras inacabadas, o Botafogo goleou o Vasco da Gama por 5 a 3, em jogo válido pelo Campeonato Carioca. Neste torneio, o Botafogo saiu campeão, levando ainda um troféu em homenagem à centésima edição do campeonato.

Na Copa do Brasil de 2006, a final foi entre dois cariocas, Flamengo e Vasco fizeram a final em dois jogos. Na primeira partida realizada no dia 19 de julho, o Flamengo derrotou o Vasco por 2 a 0. Na segunda e decisiva, a 26 de julho, o Flamengo voltou a derrotar o Vasco, desta vez por 1 a 0 sagrando-se campeão pela segunda vez da competição.

No início de 2007, quando as cadeiras inferiores começaram a ser efetivamente utilizadas, o estádio foi palco de algumas partidas do Flamengo válidas pela Copa Libertadores da América, após ter vencido as três partidas da primeira fase no Maracanã, o rubro-negro venceu Defensor do Uruguai por 2 a 0, mas o resultado não foi suficiente para o clube seguir na competição. No mesmo ano, o Maracanã voltou a ser palco de uma final da Copa do Brasil. Desta vez, o representante do Rio de Janeiro foi o Fluminense que enfrentou o Figueirense na primeira partida no dia 30 de maio para 64.664 torcedores. O jogo terminou empatado em 1 a 1, e o Fluminense sagrou-se campeão no segundo jogo, em Florianópolis.

Em 2007, foi palco das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio de Janeiro. Ao contrário do que se especulava a pira pan-americana ficou acesa dentro do estádio. Também recebeu as partidas de futebol do evento a partir da segunda fase da competição, as partidas eram disputadas no Estádio Olímpico João Havelange, no Miécimo da Silva e no CFZ. Na categoria masculina, disputada por atletas com menos de vinte anos, A Seleção Sub-17 do Brasil foi eliminada, nas semifinais, no estádio, pelo Equador ao perder de 4 a 2. Os "carrascos" do Brasil iriam ser campeões ao derrotarem, na final, a Jamaica por 2 a 1, com um gol de Edmundo Zura 39 minutos do segundo tempo de pênalti.

Pelo torneio feminino, o Brasil ganhou a medalha de ouro ao vencer na final os Estados Unidos por 5 a 0, com dois gols de Marta, Cristiane marcando dois também e um de Daniela Alves.

Após o término do Pan, o Botafogo deixava de mandar seus jogos no estádio pois arrendou o Estádio Olímpico João Havelange, construído para o evento. No Brasileirão de 2007, o Flamengo, que era vice-lanterna da competição, conseguiu uma vaga na Taça Libertadores da América de 2008, batendo rodada após rodada o recorde de público do campeonato. No último jogo como mandante, 87.795 pessoas (82.044 pagantes) comperaceram para ver o rubro-negro vencer o Atlético Paranaense por 2 a 0.

Em 2008, o Maracanã foi, pela primeira vez, palco de um jogo final da Taça Libertadores da América. Curiosamente, a decisão foi marcada pela presença de dois times que, até então, não tinham chegado a esse ponto: Fluminense e LDU, do Equador. Após a prorrogação, o time equatoriano sagrou-se campeão nos pênaltis, por 3 a 1, diante de 86.027 torcedores (78.918 pagantes).

Em 2009 o Flamengo foi campeão brasileiro no grande estádio, e em 2010 o Fluminense conquistou o segundo título nacional seguido do Estado do Rio de Janeiro, tendo disputado várias partidas no Maracanã, que seria fechado durante a competição em função de obras visando a Copa do Mundo de 2014.



O Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, popularmente conhecido como Monumento aos Pracinhas, localiza-se no parque Eduardo Gomes, na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

O monumento foi projetado pelos arquitetos Marcos Konder Netto e Hélio Ribas Marinho, vencedores de um concurso nacional, tendo sido inaugurado em 1960.

Abriga e homenageia os restos mortais dos militares brasileiros que haviam sido depositados no cemitério de Pistoia, na Itália, à época do conflito.



A Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro, também conhecida como Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, foi inaugurada em 1979. Ergue-se no Centro da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

A beleza da edificação, de linhas retas e sóbrias, deve-se aos vitrais coloridos rasgados nas paredes até a cúpula. Seu projeto e execução foram coordenados pelo Monsenhor Ivo Antônio Calliari (1918 - 2005).

4 comentários:

  1. Que interessantes as historias de os distintos bairros do Rio.
    A maioria nem conhecia e outras são mais populares.
    Algo que tem a cidade é que tem um serviço de saúde muito bom, e também a parte de oftalmologia no rio de janeiro é muito profissional.

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  2. Obrigado pela opinião e pela visita! Leia também textos meus na sessão "Ponto de Vista" e conheça mais postagens na barra lateral, na sessão "Artigos".
    Obrigado! B)

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  3. Bom dia! Achei ótimo o conteúdo! Faz da Baixada Fluminense também, me interesso muito por Turismo! Moro em Mesquita, cidade que acredito possuir um grande potencial para se tornar uma cidade com atrativos turísticos.

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  4. RIO COMPRIDO minha saudade!
    Aos 5 anos mudamos da usina da Tijuca para a Av. Paulo de Frontin, nº 702. Era o ano de 1958. Em Janeiro de 59 comecei a estudar na Escola Pública Pereira Passos. Estudei todo o "primário" nela. O Rio Comprido era poesia, Tinha musicalidade no ar. Era o Bairro das famílias, da criançada feliz, riqueza de vida e de memória,de histórias bonitas que estão sendo contadas por aí. Eu me lembro desse rio comprido e por que não do Rio de Janeiro que verdadeiramente era a Cidade Maravilhosa!
    no Rio comprido fiz infancia, amizades e lembro de cada um deles.
    Carlos Firullis e seu irmão apelidado de Metralha, Ronaldo irmão do Poly, Boy da família inglesa que residia onde hoje tem a casa de repouso na entrada da alameda Leontina Machado, Renatinho com Ricardo irmão dele e meu amigo Cleibe, Todos personagens vivos em minha memoria de 62 anos. Época em que a infância era rica. No Clube Ibéria aprendi a nadar na piscina que realmente era micro. No Clube alemão jogávamos futebol de salão, além das peladas de rua numa Paulo de Frontin ainda sem caos urbano. Vivi a época dos balões e das pipas, da febre provocada pelos Beatles, Ditando novos rumos para uma juventude inquieta. Lembro das matines de domingo no cineminha da Igreja Nossa Senhora das Dores, lembro da minha amada Escola Pública Pereira Passos onde filhos de pobres e de alguns ricos estudavam. Lembro das várias Marias, professoras que nos ensinaram. Maria de Lurdes, Maria Cecilia, Maria José, Respeitava e amava como mãe cada uma delas. Época de respeito que não existe mais. Hoje acabou tudo! O Bairro, a familiaridade que existia, a tranquilidade e a qualidade de vida. Acabou-se, mas sou grato a Deus por ter vivido esse tempo. Sou Augusto, apelidado pelo Dr. Leite de "Papel Fino" pela minha magreza. Fica meu testemunho na memoria de um Rio Comprido que vivi. Abraço!

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