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12/02/2010

História de escolas de samba







Fundada em 31 de dezembro de 1931, é uma das escolas de samba mais antigas do Brasil em atividade, mais nova apenas que Mangueira, Portela, Vai-Vai e União de Vaz Lobo. A agremiação surgiu a partir da fusão de blocos existentes nos morros das redondezas do Morro do Borel (comunidades da Casa Branca, Formiga e Ilha dos Velhacos). Mas o Morro do Borel é seu maior reduto, local de onde sai boa parte de seus componentes. Entre seus fundadores estão Leandro Chagas, João de Almeida, Pacífico Vasconcelos, Tatão, Alfredo Gomes, Marina Silva, Zeneida Oliveira e Regina Vasconcelos.

Em 1936, a escola viveu seu grande momento: foi a grande campeã do carnaval carioca, com o enredo Sonhos delirantes. Naquele desfile, realizado na Praça Onze, a Tijuca trouxe uma inovação, apresentando alegorias aludindo o enredo.

De 1960 a 1980, a escola enfrentou um período muito difícil, desfilando no segundo grupo e sem conseguir subir. Neste período, somente uma vez chegou perto de voltar ao grupo das grandes. Em 1980, a Tijuca reencontrou o caminho da vitória, sendo a campeã do Grupo 1B. Assim, voltava ao grupo principal do carnaval carioca.

Durante muitos anos, a escola não teve colocações muito boas, chegando a ser rebaixada algumas vezes. Na última vez, em 1998, homenageava o Vasco da Gama (clube de futebol e navegador). Em 1999, no Grupo de Acesso, a Tijuca fez um desfile memorável, com o enredo O Dono da Terra do carnavalesco Oswaldo Jardim, com um belo carnaval e um samba antológico, sendo reconduzida ao Grupo Especial.

Fez um grande carnaval em 2000, Terra dos papagaios… Navegar foi preciso!. O 5º lugar obtido foi o melhor resultado em quase 50 anos. No ano seguinte, cantou a vida e obra de Nélson Rodrigues e não obteve o sucesso do ano anterior.

Em 2002, homenageou a Língua Portuguesa e teve problemas com a última alegoria, que a fez terminar o desfile acima do tempo regulamentar e, com isto, foi punida com 0,2 na apuração. Ficou em nono lugar.

Em 2003, um desfile que falava dos Agudás, também problemático em diversos quesitos, obteve a 9ª colocação.

Com a chegada do carnavalesco Paulo Barros, a escola surpreendeu e conquistou o vice-campeonato em 2004 com enredo que falava dos avanços da Ciência, tendo revolucionado a estética dos desfiles ao apresentar alegorias humanas, como o já clássico carro do DNA.

Em 2005, foi novamente vice campeã, com um enredo que falava de cidades e reinos do imaginário humano dessa vez ficando a apenas um décimo da campeã Beija-Flor, tendo sido a favorita do público e vencedora do Estandarte de Ouro de melhor escola, porém nem sempre ganhar é tudo, a escola deixou sua marca e no fundo todos sabiam que merecia ter sido a campeã.

Em 2006, mais uma vez a escola do Morro do Borel entrou como favorita no Sambódromo onde realizou um desfile vibrante. Com o enredo Ouvindo tudo que vejo, vou vendo tudo que ouço, do carnavalesco Paulo Barros, a escola assumiu o desafio de transformar o som em imagem.

O desfile transcorreu perfeitamente, a escola foi premiada, ganhando, mais uma vez, o Estandarte de Ouro de melhor escola, porém amargou a sexta colocação.

Após o carnaval, a escola perdeu Paulo Barros, que transferiu-se para a Viradouro em 2007. O carnavalesco foi substituído pela dupla Lane Santana e Luiz Carlos Bruno .

Em 2007, a Tijuca superou todas as expectativas e manteve o estilo de Paulo Barros, provando que a escola é maior que qualquer carnavalesco. Ela desfilou com o enredo De lambida em lambida, a Tijuca dá um click na avenida, que falou sobre a fotografia, conquistando a quarta colocação, ficando ainda na frente da escola do ex-carnavalesco, a Unidos do Viradouro.

No carnaval de 2008, a azul e ouro da Tijuca falou sobre as mais diversas coleções que nós podemos ter. O enredo: "Vou juntando o que eu quiser, minha mania vale ouro. Sou Tijuca, trago a arte colecionando o meu tesouro que é assinado pelo carnavalesco Luiz Carlos Bruno, conquistando a quinta colocação."

No carnaval de 2009, a escola do borel escolheu o enredo Uma odisseia sobre o espaço ,de autoria de Luiz Carlos Bruno com texto de João Pedro Roriz e samba-enredo de Julio Alves e Totonho, terminou na 9º colocação.

Com o enredo É segredo! e a volta do carnavalesco Paulo Barros no carnaval 2010, a escola quebra o jejum de 74 anos sem o título do grupo especial e se torna a campeã do carnaval carioca pela segunda vez, levando ainda o Estandarte de Ouro como melhor escola. O maior destaque do desfile foi, sem dúvidas, a comissão de frente, que agradou ao público. e faz shows em vários eventos no Brasil, além disso usuou figuras da cultura pop.

Para o carnaval de 2011 a escola abordará o medo presente nos filmes com o enredo Esta noite levarei sua alma.



No começo, os desfiles da São Clemente eram realizados pelas ruas de Botafogo. Sua estreia nos desfiles oficiais das escolas de samba ocorreu em 1962, na Avenida Rio Branco, pelo terceiro grupo. O enredo da escola exaltou as riquezas do Brasil: geografia, vegetação, pedras preciosas, ferro, borracha, café, industria e o petróleo.

No ano seguinte, 1963,a escola inicou uma trilogia sobre a cidade do Rio de Janeiro. O primeiro enredo exaltou o Rio Antigo, dos tempos dos lampiões a gás, carruagens, tostão e vintém, destacando o Morro do Castelo e o Mosteiro de São Bento. A escola ficou muito próxima do acesso ao segundo grupo, garantido o terceiro lugar.

Em 1964, a São Clemente conquistou seu primeiro título no carnaval carioca. O enredo retratou o período de 45 anos, iniciado em 1763, ano em que a sede do Vice-Reino do Brasil foi transferida de Salvador, na Bahia, para a cidade do Rio de Janeiro, e encerrado com a vinda da família real para o Brasil em 1808. O enredo era baseado no livro O Rio de Janeiro no Tempo dos Vice-Reis, do jornalista e poeta simbolista Luís Edmundo. Na época, o governo patrocinava incontáveis festas populares (festa do divino, cavalhadas, congadas, serração da velha), uma versão brasileira da política do pão e circo romana.

Em 1965, já no segundo grupo, a São Clemente terminou sua trilogia sobre Rio, abordando os quatro séculos de glórias da cidade, através de suas relíquias e memórias, como os bondes, as obras do Mestre Valentim e os carnavais do Zé Pereira.

No carnaval de 1966, a escola conquistou mais um título, com o enredo "Apoteose ao Folclore Brasileiro", que destacou as lendas brasileiras do saci pererê, Negrinho do Pastoreio e da Cobra Grande do Amazonas, o culto africano à Iemanjá e as manifestações regionais do maracatu e boi bumbá.

Em menos de seis anos após sua fundação, a escola de Botafogo chegou ao primeiro grupo do carnaval carioca, em 1967. Para a sua estreia no hoje denominado Grupo Especial, a escola trouxe as festas e tradições populares do Brasil, inspirada no livro homônimo de Mello Moraes Filho. As festas descritas no desfile foram a do ano-bom (ano novo), a procissão de São Benedito no Lagarto (Sergipe), o carnaval e o casamento na roça. A escola fez referência ao poema Ode a Dois de Julho de Castro Alves, dia caracterizado como a luta efetiva da Independência do Brasil. A escola não se manteve no grupo.

De volta ao segundo grupo, em 1968, a São Clemente fez uma apoteose à cultura nacional, exaltando o grande pesquisador Ladislau de Souza Melo Neto (1875-1893), o cientista mais influente do Brasil da época do Segundo Reinado brasileiro, o pintor Pedro Américo, o jurista e político Rui Barbosa e o escritor Machado de Assis.

Em 1969, a escola concorria a uma vaga no Grupo 1, com o enredo Assim Dança o Brasil, mas em virtude dos atrasos, os jurados abandonaram o palanque do julgamento, deixando de julgá-la, assim como as escolas Tupi de Brás de Pina, Império da Tijuca e Independentes do Leblon que encerrariam aquele desfile. O samba-enredo desse desfile, aliás, foi o primeiro a ser reeditado na história do samba, pois seria novamente apresentado em 1981.

Em 1970, a São Clemente encerrou a sua bem sucedida primeira década de existência levando para a Avenida histórias fantásticas como a do sapo aru, uirapuru, saci pererê e o negrinho do pastoreio.
Durante a década de 70, a escola manteve-se em boa parte no segundo grupo, chegando a ser rebaixada para o terceiro grupo em duas ocasiões: em 1978 e em 1980, quando houve uma redução drástica nas escolas do primeiro e do segundo grupo, que passaram a contar com apenas 8 escola cada um.

Em 1971, a São Clemente exaltou a miscigenação através das três raças formadoras do povo brasileiro: índios nativos, os brancos portugueses e negros vindos da África, no enredo beijo das três saudades, inspirado em poema de Olavo Bilac.

Em 1972, a São Clemente falou das congadas, uma dança que representa a coroação do rei do Congo, surgida com a vinda de povos africanos tornados escravos no Brasil, incorporando-se à cultura brasileira após a abolição da escravatura.

Em 1973, a São Clemente mostrou a lavagem da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, localizada na Sagrada Colina, na península de Itapagipe, em Salvador. O enredo abordou aspectos dos festejos religiosos, como a romaria de fiéis, as tradicionais baianas com seus vasos com água perfumada para lavar as escadarias da igreja e a presença de barracas de comidas típicas.

Em 1974, a São Clemente mostrou o enredo “Sonhos Fascinantes de um jovem adolescente”, passando pela Vila Rica de Chico Rei, a cabocla Jurema do Amazonas e Iemanjá da Lagoa do Abaeté, na Bahia.

Em 1975, a São Clemente homenageou Francisco Alves, Ary Barroso e Lamartine Babo, lembrando as músicas que entraram para a história do cancioneiro nacional.

Em 1976, a São Clemente homenageou Recife, terra de Dona Santa, rainha do Maracatu Elefante.

Em 1977,a São Clemente trouxe a fantasia, num mundo lúdico representado por príncipe montado em cavalo alado, sereias e o casamento de um mamão com uma melancia.

Em 1978, a São Clemente exaltou o teatro de revista nas figuras de Walter Pinto, Carlos Machado, Virginia Lane e Carmen Miranda.

Em 1979,a São Clemente fez sua louvação às três rainhas, destacando Iemanjá.

Em 1980, a São Clemente trouxe como enredo a doce ilusão do sambista, que vê sua vida transformada para melhor nos quatro dias de carnaval, para, depois da quarta-feira de cinzas, voltar a sua dura realidade.

O ano de 1980 não tinha sido bom para a São Clemente. Além de cair para o terceiro grupo, a escola perdeu seu fundador Ivo da Rocha Gomes em julho de 1980. Em 1981, a São Clemente pela primeira vez na história do Carnaval reeditou um enredo ( Assim Dança o Brasil ), graças a astúcia dos seus dirigentes que conseguiram junto a AESCRJ esse direito, pois em 1969 com o mesmo enredo a escola desfilou, mas não foi julgada.
Eram tempos difíceis, mas a escola aproveitou-se da adversidade para se impor no carnaval. E o resultado positivo não tardaria a acontecer. A virada da São Clemente aconteceu através das mãos do carnavalesco Carlinhos D'Andrade, que passou a dar expediente no barracão da escola em 1982, desenvolvendo o enredo sobre o arco-íris, na figura lendária de Oxumaré. No ano seguinte, 1983, levou-a ao vice-campeonato falando sobre a criação da noite, assegurando-lhe o direito de retornar ao segundo grupo em 1984.

A partir de então, a escola se caracterizou por apresentar enredos participantes e de cunho social, que, comprovadamente, a define como uma escola de samba preocupada com a problemática do povo brasileiro. Ousada, crítica, irreverente, política, esses são alguns dos adjetivos que passaram a denominar a escola de Botafogo.

Em 1984, a São Clemente conseguiu ascender ao então primeiro grupo com o enredo Não Corra, Não Mate, Não Morra: O Diabo Está Solto no Asfalto, sobre o caos e a violência no trânsito. A escola encantou as arquibancadas com a história bem humorada do Zeca Passista e os perigos do trânsito. Placas, semáforos, atropelamentos foram genialmente representados em fantasias e o amarelo e preto da escola juntou-se ao vermelho e ao verde em um desfile que levou a escola de volta ao primeiro grupo. A escola chegou devagar, devagarinho, respeitando a toda sinalização e as co-irmãs e ascendeu ao grupo especial, após quase duas décadas.

Pelo carnaval de 1985 com Quem Casa, Quer Casa, novamente desfilou uma sátira, desta vez, no tocante ao sério problema do déficit habitacional no Brasil. Sua comissão de frente ganhou o Estandarte de Ouro do jornal O Globo. A escola revolucionou o carnaval carioca ao apresentar a sua comissão de frente fazendo evoluções engajadas ao enredo - até então as escolas apresentavam nesse quesito a velha-guarda que tinham a única função de apresentar a escola, permanecendo estática e sem engajamento ao enredo desenvolvido. A escola fez um desfile competente para uma escola que ascendera de grupo. Talvez pelo pioneirismo do enredo, pagou com o rebaixamento. O desfile, porém, não lhe manteve entre as grandes escolas.

De volta ao segundo grupo, a São Clemente entrou na avenida novamente abusando do bom humor e encantou público e jurados com o enredo Muita saúva, pouca saúde, Os males do Brasil são, abordando o descaso com a saúde no Brasil. Destaque para o carro que homenageava o hospital de Brasília, que atendeu Tancredo Neves, em que o paciente tinha seu leito infestado de baratas e tinha formigas até no soro. Um outro carro alegórico simbolizava a diligência da saúde que era puxada por saúvas. A escola ficou com o vice-campeonato e teve um saudável retorno ao Grupo Especial.

No carnaval de 1987, a São Clemente retornava ao primeiro grupo com um belo samba, todo em tom menor, composto por Manuelzinho Poeta, Jorge Madeira e Isaías de Paula, este último, ex-interno do SAM (Serviço de Assistência ao Menor). Sua experiência de vida o permitiu expressar nos versos do inspiradíssimo samba sua revolta contra o descaso com as crianças pobres do nosso país. O enredo Capitães do Asfalto era uma réplica análoga a obra de Jorge Amado, Capitães da Areia. Durante o desfile, permeado de ironia na discrepância entre o luxo da vida do menino rico e a miséria da criança que perambula pelas ruas das grandes metrópoles, a São Clemente apresentou um grupo de meninos de rua de verdade. O desfile emocionou a Marquês de Sapucaí e proporcionou um dos melhores momentos da história da escola de Botafogo. Com esse desfile, a São Clemente conseguiu um honroso sétimo lugar, e marcou seu nome definitivamente na história dos desfiles da passarela. Muito antes de se falar em estatuto da criança e do adolescente, a São Clemente saía mais uma vez na vanguarda, e dessa vez, capitaneando o público e a crítica pararam para ver, apreciar e refletir sobre o enredo da escola.

Em 1988, com a violência ganhando as páginas de jornais e com o sucateamento do Estado brasileiro, leniente com esta causa, a São Clemente mais uma vez deu voz ao povo, especialmente o carioca. O enredo Quem avisa amigo é foi um grito de alerta contra a violência. A São Clemente passou com um grande contingente. O sucesso do ano anterior fez com que a escola fosse procurada por pessoas alheias a comunidade e a escola se agigantou. Como uma onda avassaladora, a escola colocou o dedo na ferida, clamando por um basta à violência, de uma forma muito bonita e poética, pouco convencional.

No ano seguinte, com Made in Brazil!!! Yes, nós temos banana, a São Clemente trouxe irreverência ao denunciar a influência econômica e cultural brasileira dentro do mercado internacional, com ênfase na hegemonia norte-americana. O café, a gasolina, o ouro e até os craques do futebol nacional foram abordados em forma de denúncia ao descaso com os produtos genuinamente brasileiros, saqueados a céu aberto e aos olhos complacentes dos governantes. Com um desfile marcado por problemas com carros alegóricos, a superação da escola foi fundamental, num ano em que se prometia o rebaixamento de cinco escolas.

Em 1990 a grande surpresa do carnaval foi a São Clemente, ao fazer um célebre enredo E o samba sambou criticando o carnaval da Sapucaí. Destaque para os componentes da comissão de frente, que vieram com uns bonecos nas mãos, representando a comercialização no samba (compra e venda do quesito Mestre-sala e Porta-bandeira pelos dirigentes das escolas).Na sua coreografia,as fantasias eram jogadas no chão e eram pisoteadas.A fantasia do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira simbolizava bonecos de cordas. A simbologia das fantasias das alas e das alegorias era crítica a modernização do carnaval na era LIESA. A escola liderou a apuração até os dois quesitos junto com a a União da Ilha do Governador, naquele ano que prometia ser uma das maiores zebras da história dos desfiles.Mas,no final da apuração a escola terminou em 6o.lugar.

Em 1991 o enredo ficcional-histórico-futurista, Já Vi este Filme, da São Clemente, mesclava o futuro com a história do Brasil, de forma apocalíptica. A São Clemente fez um desfile compacto. Monique Evans, grávida, brilhou à frente da bateria. O carro abre-alas desfilou, saiu na dispersão e voltou ao desfile para encerrá-lo, dando a impressão que começaria tudo outra vez, como sugeria o enredo. Destacou-se o carro com a Estátua da Liberdade em ruínas, ao melhor estilo Planeta dos Macacos. O desfile da escola não iria rebaixar a mesma.Mas,devido ao sucesso da escola no ano anterior,o futuro da escola estaria marcado e ainda a escola teve a ingrata missão de encerrar o desfile da segunda-feira.

Em 1992 com mais um enredo crítico, dessa vez com relação aos problemas na educação, a São Clemente fez um bom desfile, com fantasias caprichadas e de bom efeito. A comissão de frente, do bom e criativo Gabriel Cortês, veio de palmatória. Eram homens vestidos de "senhoras professoras", que no refrão (E o salário ó…), levantavam a saia e mostravam a bunda na avenida. Alguns personagens da Escolinha do Professor Raimundo desfilaram no último carro da escola. Os carros representavam matérias escolares e tinha uma ala de protesto dos professores por melhores salários. A escola foi reprovada pelos jurados.

Em 1993 a São Clemente inaugurou no desfile da Marquês de Sapucaí o merchandising do pão, enredo que levou para avenida. De forma irônica, a escola cobriu a avenida com pandeiros, ratinhos e, sobretudo, baianas, representando o trigo, o centeio, o milho e a cevada do "Pão nosso de cada dia". A escola não estava no ponto para voltar a ser especial.

Em 1994 a São Clemente trouxe um enredo que versava sobre a união dos povos, nas histórias infantis (mosqueteiros, três porquinhos), na música (duplas sertanejas) e na vida pública (passeatas, protestos). O enredo pegava carona no "impeachment" de Fernando Collor. O enredo e o samba eram bons, mas a escola teve problemas no mau acabamento de alegorias e fantasias, apesar de a fantasia da bateria estar impecavelmente vestida de mosqueteiro. Como de costume, no abre-alas, lindas mulheres semi-nuas enfeitaram o desfile. Num dos carros, uma sósia de Madonna fez seu showzinho particular para a plateia. No período antecedente ao carnaval, já existia a polêmica de que o desfile já estaria armado pra duas escolas. A escola foi vice-campeã e juntamente com a Villa Rica ficou 20 pontos na frente das demais, o que causou muita confusão e atraso na sua inclusão no desfile do grupo especial de 1995. É a velha máxima: Unidos, venceremos!

Em 1995 a São Clemente abriu o Grupo Especial, lembrando da conquista do tetracampeonato de futebol, apostando na recuperação do orgulho brasileiro. Na comissão de frente, foi reproduzido o erro no pênalti de Roberto Baggio, jogador italiano que deu o tetracampeonato ao futebol brasileiro. A escola desfilou com muita empolgação e alegria, mas era evidente a simplicidade de fantasias e alegorias. O abre-alas trouxe São Clemente ladeado por baianas, cuja ala vinha logo a seguir representando a religiosidade. A escola desfilou com simplicidade, mas muita alegria. No centro do carro dos esportes havia uma réplica do capacete de Ayrton Senna, uma homenagem ao ídolo, no qual se destacou Túlio Maravilha. Isadora Ribeiro veio à frente da bateria, que veio multicolorida e representando a moeda Real. Os jurados, incrédulos, rebaixaram a escola.

Em 1996 a São Clemente , respeitando suas cores, colocou as embarcações na avenida, desde as egípcias até as naus portuguesas, e fez um desfile bem animado, repleto de cavalos marinhos, vikings, piratas, carrancas, galeões, velas, cisnes brancos, caravelas e canhões. A comissão de frente era formada por Aqualoucos, que vieram de pés de patos. O abre-alas representava folias marítimas. Uma das alegorias, passou avaria na avenida, e isso pode ter causado a perda do acesso.

Em 1997 a escola contou a história do bairro de Botafogo e um pouco da história da escola que estava completando 35 anos. O desfile foi um dos mais belos momentos da história da São Clemente, pois além do belo visual, a escola teve uma harmonia perfeita. No resultado, três escolas terminaram empatadas: São Clemente, Caprichosos de Pilares e Tradição. No desempate, a Tradição e a Caprichosos levaram a melhor e conseguiram a vaga para o grupo especial no próximo ano. A São Clemente entrou na justiça, alegando suspeita de fraude na classificação. A escola de Botafogo conseguiu uma liminar concedida pelo juiz da 31ª Vara Cível, Carlos Eduardo Moreira da Silva e marcou presença no desfile das campeãs.

Em 1998, com uma linguagem simples e direta, a São Clemente veio "mordida" e fez um protesto na Avenida, pedindo Justiça. O enredo Maiores são os poderes do povo. Se Liga na São Clemente!, retratava a briga do povo por justiça, falando da luta pelos direitos essenciais: saúde, educação, emprego, moradia. A escola elevou sua voz contra a fome, os baixos salários e a falta de cuidado com o bem-estar social. Na comissão de frente, vinham os "guerreiros de Momo", uma tropa de choque para botar ordem na casa, já que avacalharam com o carnaval. Eles vinham elegantemente vestidos e simulavam um ataque, em alusão aos jurados que prejudicaram a escola no ano anterior. A ala de baianas trouxe o nome da escola sobre o dorso em letras garrafais, mostrando o orgulho de ser clementiano. No carro da discriminação, Neusa Borges veio de destaque.

Em 1999, desfilando com sua alegria tradicional, a São Clemente abriu o desfile do Grupo Especial, com uma homenagem ao advogado, jornalista, político, diplomata e abolicionista Rui Barbosa. A agremiação realizou um desfile modesto e foi rebaixada para o Grupo de Acesso. Apesar de a escola ter tido uma melhora significativa no quesito fantasia, algumas alegorias pecaram um pouco, por falta de ousadia. Rui Barbosa foi retratado em quase todas elas. No carro da abolição, uma das figuras passou avariada.

No carnaval temático dos 500 anos do Brasil, com o enredo "No ano 2000 a São Clemente é Tupi, com Sergipe na Sapucaí", a São Clemente destacou as riquezas culturais, históricas e naturais de Sergipe, dos sítios arqueológicos ao seu fabuloso folclore, questionando os 500 anos do Brasil, de forma respeitosa, incorporando o indígena não como ser exótico, mas como elemento da nossa identidade histórica. Em anos cada vez mais competitivos, a escola fez uma parceria com o governo de Sergipe, fugindo um pouco de seu estilo.

No carnaval de 2001, com fantasias leves, bem-humoradas e claras, o enredo "A São Clemente mostrou e nada mudou nesse Brasil gigante" fez referência aos diversos enredos antigos e críticos da escola. Logo no abre-alas, todo branco e prata, a escola pedia paz em pequenos estandartes que enfeitavam o carro: um enorme balde, com duas garrafas de champanhe, cercado por taças. A festa que a escola levou para a avenida era a resposta aos que fazem do país um lugar nem sempre alegre. Por isso, depois do abre-alas, vinha a dura realidade: a alegoria da favela tinha sinais de trânsito, postes com fios e placas onde se lia "não jogue lixo", além de vasos sanitários que serviam de base para os destaques.

No ano dos enredos comercializados, a São Clemente não fugiu à regra. A São Clemente comemorou os 40 anos de avenida com um tema de alerta para a necessidade de preservação do meio ambiente: "Guapimirim, paraíso ecológico abençoado pelo Dedo de Deus". O alerta veio logo atrás da comissão de frente, com as 180 baianas. A ala desfilou divida com fantasias em duas cores (branco e preto), representando a Baía de Guanabara, suas águas e a poluição. Com carros gigantescos, a escola teve problemas com um deles, que quebrou e os destaques tiveram que desfilar no chão. Era o segundo carro que apresentava os primeiros sinais da presença do homem na região de Guapimirim - que significa "nascente pequena", na língua indígena. Com alguns problemas na evolução, a escola acabou disputando com a Tradição o rebaixamento, levando a pior, talvez por ter sido a primeira a desfilar, posição comumente sacrificada pelos jurados. A escola mudou, as alegorias cresceram, não houve racionamento de alegria, mas ainda assim precisava de algo mais.

No ano seguinte, a São Clemente novamente se sagraria campeã do Grupo de Acesso do carnaval carioca. O último título havia sido conquistado em 1966. A escola obteve nota máxima em todos os quesitos com um belo desfile em homenagem ao município de Mangaratiba. O resultado, porém, foi contestado pelas demais concorrentes.

No ano das reedições, a São Clemente abriu o desfile e também revisitou, não um enredo, mas sua tradição de carnavais bem-humorados, marcados pela crítica política e social, irreverentes, abandonada nos últimos anos. Sob pressão de deputados e senadores, Milton Cunha foi obrigado a mudar na última hora a escultura que mostrava Tio Sam sentado no Congresso como num vaso sanitário no enredo "Boi voador sobre o Recife - Cordel da galhofa nacional". Prejudicada pela chuva, a irreverência do enredo, que partiu da primeira cobrança de pedágio do Brasil, por Maurício de Nassau, no Recife, para criticar ferozmente os políticos brasileiros, não foi suficiente para manter a escola de Botafogo no Grupo Especial. O boi voou, a escola caiu e ele aterrissou e fincou o pé em Brasília em pleno governo petista.

No ano seguinte, apesar de desfilar para arquibancadas quase vazias, no fim de uma chuvosa madrugada, a São Clemente emocionou e divertiu quem ficou para ver "Velho é a vovozinha: a São Clemente enrugadinha e gostosinha". A escola entrou na Sapucaí com uma enorme escultura de um preto velho no abre-alas. A irreverência e a alegria estão de volta, mas a modernidade chegou na frente da São Clemente meia-idade.

Em 2006 a São Clemente entrou luxuosa e com carros grandes e bem acabados na sua homenagem a dupla Luiz Gonzaga e Gonzaguinha. A São Clemente arrebatou o estandarte de ouro de melhor escola, mas ficou apenas com o vice-campeonato. A São Clemente entrou na avenida disposta a acabar com todos os tipos de preconceitos. O enredo ‘Barrados no Baile’ trouxe hippies, gays, nordestinos, funkeiros, black power e todas as tribos sujeitas a qualquer tipo de discriminação se espalharam por suas 1.400 fantasias. Com 2.500 componentes na Avenida, a São Clemente não cometeu deslizes e conquistou o título do Grupo de Acesso A, que lhe deu o direito de voltar ao Grupo Especial em 2008.

De volta ao Grupo Especial, a São Clemente abriu os desfiles com luxo, ao apresentar a chegada da família real portuguesa ao Brasil, em 1808, sob a ótica da mãe do Rei Dom João VI, Dona Maria, "a Louca". O menor tapa-sexo usado no Carnaval levou à fama a modelo Viviane Castro . Os 3,5 cm de pano, no entanto, custaram 0,5 ponto à escola. A Comissão de Verificação das Obrigatoriedades Regulamentares da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro entendeu que a passista estava nua, o que é proibido pelo regulamento. A punição prejudicou a escola, mas não foi a causa de sua queda para o Grupo de Acesso.

No seu retorno ao Grupo de acesso A, a São Clemente abriu pela segunda vez o desfile, nesse grupo, com a manutenção do carnavalesco Mauro Quintaes, que iria desenvolver um enredo sobre a malandragem com o carnavalesco Wagner Gonçalves, mas a direção da escola resolveu mudar e trouxe Alexandre Louzada, para desenvolver o carnaval ao lado de Mauro Quintaes, o enredo O Beijo Moleque da São Clemente. A escola foi prejudicada pela organização dos desfiles, já que não liberaram a área de concentração, o que fez com que o desfile sofresse um atraso de mais de 40 minutos. A escola contou a história do primeiro palhaço negro Benjamin de Oliveira. A escola ficou na 4ª colocação com 238,5 pontos, permanecendo no mesmo grupo em 2010.

Em 2010 com o enredo Choque de Ordem na folia a São Clemente fez uma exibição correta e segura e sagrou-se campeã do Grupo de Acesso ganhando nota 10 em todos os quesitos, com exceção de um 9,7 para mestre-sala e porta-bandeira que fora decartado. Com xerifes na bateria, a escola mesclou as ações do Choque de Ordem coordenado pela atual gestão da Prefeitura do Rio de Janeiro e situações do carnaval contemporâneo. O abre-alas representou a Copacabana dos anos 50. Mas o grande destaque foi um enorme gato, que fez alusão às ligações clandestinas de luz e água.

No ano em que completa o seu jubileu de ouro, 2011, a São Clemente começa a década na elite do carnaval carioca. Com o objetivo de deixar para trás a fama de escola io-iô (que oscila entre a elite e o carnaval do grupo de acesso), a escola contratou o carnavalesco Fábio Ricardo, revelado na Acadêmicos da Rocinha, e um dos mais promissores, que faz sua estreia solo no grupo de elite em 2011 fazendo sua homenagem a cidade maravilhosa com o enredo "o meu, o seu, o nosso rio, abençoado por deus e bonito por natureza".



O futebol está ligado à fundação da Unidos de Vila Isabel, pois existia no bairro, em 1945, um bloco conhecido como Vermelho e Branco. O afastamento de alguns componentes resultou na criação de um time de futebol com as cores azul e branco, posteriormente transformado em um novo bloco carnavalesco. Antônio Fernandes da Silveira, o "China", registrou a sociedade na União Geral das Escolas de Samba, fundando, assim, no dia 4 de abril de 1946, a escola.

A casa de "China", primeiro presidente da escola, serviu até 1958 como sede administrativa da agremiação. Os ensaios eram realizados no Campo do Andaraí. O primeiro enredo da Vila, De Escrava a Rainha, contou com apenas 100 componentes desfilando na Praça Onze: 27 ritmistas, 13 baianas e mais 50 pessoas. Paulo Brazão, um dos fundadores da escola, foi um dos maiores ganhadores de samba-enredo da Vila Isabel, em 1960, a escola ficou em primeiro lugar no Grupo 3, com o enredo Poeta dos Escravos.

Uma das figuras mais conhecidas da escola é, sem dúvida, Martinho da Vila. Sua entrada na agremiação aconteceu em 1965: ele fazia parte da Escola de Samba Aprendizes da Boca do Mato e já estava partindo para o Império Serrano, quando surgiu o convite para integrar a ala de compositores da Vila Isabel. Na nova escola, Martinho reestruturou a forma de compor samba-enredos, com a introdução de letras e melodias mais suaves, emplacando 4 sambas consecutivamente. No carnaval de 1967, Martinho da Vila compôs Carnaval de Ilusões, em 1968 Quatro Séculos de Modas e Costumes, em 1969, Iaiá do Cais Dourado e em 1970, Glórias Gaúchas.

Em 1979, a Vila saiu vitoriosa do Grupo 1B, com um enredo feito por Yêdda Pinheiro, falando sobre Os dourados anos de Carlos Machado. Foi a primeira vez que uma escola homenageou um vulto da cultura ainda vivo. Hoje é lugar comum, mas esta foi a primeira vez em que isto foi feito.

No grupo especial, a Vila Isabel conquistou apenas seu primeiro campeonato, em 1988,desfile do samba-enredo Kizomba, a festa da raça. O desfile marcou a passarela do samba, por abusar de materiais alternativos, como a palha e sisal, e pela garra dos componentes da escola. Para muitos que conhecem bem os desfiles de escolas, este talvez tenha sido o melhor desfile de que se há notícia. Infelizmente, devido a um grave temporal, que deixou a cidade do Rio de Janeiro em estado de calamidade pública, o Desfile das Campeãs não foi realizado.

Após a vitória de 1988, a escola ainda conseguiu uma boa colocação com Direito é Direito, em 1989 (4º lugar), nesse ano, foi marcante a comissão de frente formada por mulheres grávidas. Mas na década de 1990, a escola alternou entre a 7ª e a 12ª colocação. Em 2000, no entanto, a Vila Isabel ficou na 13ª colocação, descendo para o Grupo de Acesso A. Em 2002, com um enredo sobre Nilton Santos a Vila deixou de subir ao Grupo Especial por engano de um julgador, que trocou a nota 10 que seria dada à Vila por uma nota menor, que seria dada à União da Ilha. Com isso, a Acadêmicos de Santa Cruz, sagrou-se campeã.

Em 2004, com um enredo sobre a cidade de Paraty, a Vila retorna ao especial, sagrando-se campeã do Grupo de Acesso, superando as favoritas Santa Cruz e Acadêmicos da Rocinha. Em 2005 tendo Joãosinho Trinta à frente, que vítima de um derrame cerebral não pode continuar os trabalhos a Vila trouxe um enredo sobre navios que lhe deu a 10ª colocação.

Depois de ficar anos sem quadra de ensaios, Ruça, presidenta da escola, conseguiu que a escola municipal Equador, que fica no Boulevard 28 de Setembro com a rua Rocha Fragoso, cedesse a sua quadra de esportes. Atualmente a escola possui uma quadra de ensaios localizada na Boulevard, na outrora estação final dos bondes, onde era o parque de estacionamento do Detran e garagem da antiga CTC.

Em 2006, a Vila Isabel levou para a avenida o enredo "Soy loco por ti América - A vila canta a latinidade", do carnavalesco Alexandre Louzada, e conseguiu seu segundo título, depois de muito sofrimento na apuração. Com um contagiante refrão, o samba-enredo da Vila Isabel foi um dos que mais fizeram as arquibancadas cantarem e, curiosamente, foi o que determinou o título. A empresa PDVSA, estatal petrolífera da Venezuela, financiou o carnaval da Vila Isabel com uma doação de R$ 900 mil.

Entretanto, segundo reportagem do "Jornal do Brasil" de 3 de março de 2006, autoridades venezuelanas estão investigando o patrocínio e seu verdadeiro valor, pois há versões de que o montante ficou entre US$ 450 mil e US$ 2 milhões. O matutino venezuelano Reporte noticiou em sua capa que mais de 500 pessoas viajaram ao Rio de Janeiro com todas as despesas pagas pela PDVSA para animar o desfile da Vila Isabel.Em 2007, com enredo falando sobre as Metamorfoses, de Cid Carvalho, que estreava carreira-solo, termina na 6º posição.

No carnaval de 2008, falando sobre os Trabalhadores do Brasil, a Vila vem com um desfile rico e visualmente perfeito. No entanto, um erro de manobra do 8º último carro prejudica a escola de Noel, mas não tiraram o brilho da nova rainha de bateria (Natália Guimarães) que arrasou na avenida.

No carnaval de 2009, a Vila falou sobre o centenário do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com o enredo "Neste Palco da Folia, Minha Vila Anuncia: Theatro Municipal, a Centenária Maravilha", de autoria do carnavalesco Alex de Souza, que em parceria com o polêmico Paulo Barros, terminou na 4º colocação.

No carnaval de 2010, a Vila falou sobre o centenário de Noel Rosa, com o enredo "Noel: a presença do poeta da Vila", do carnavalesco Alex de Souza. Para este carnaval, contou com um samba composto por Martinho da Vila, o que não acontecia desde 1993, além das estréias de Mestre Átila, como diretor de bateria e Gracyanne, como rainha. No entanto, a escola que lutava por mais um título, terminou na mesma colocação do ano anterior.

Meses após o carnaval, seu presidente na epoca, Wilson Vieira Alves (mais conhecido como "Moisés"), foi preso durante a Operação Alvará, após ser acusado de liderar a máfia ligada a exploração de caça-níqueis em Niterói e São Gonçalo. Com sua prisão, assumiu interinamente a direção da escola seu filho Wilsinho, que acumula também o cargo de superintendente.

No carnaval de 2011, a Vila vai falar da historia do cabelo, realizando um dos maiores e mais luxuosos carnavais da história da escola. O enredo é desenvolvido pela carnavalesca Rosa Magalhães com o titulo "Mitos e histórias entrelaçadas pelos fios de cabelo", onde aborda a mitologia do cabelo, a história de Sansão e Dalila, a simbologia do cabelo na China e na Índia, as tranças chinesas e russas, a história de Rapunzel, a lenda de Grimm e Lady Godiva, além de homenagem a Lamartine Babo, o corte de cabelo dos herdeiros incas, T'ang e os índios Hoppi, figuras místicas como Mami Wata e Vênus Romana, a importância dos cabelos para os gregos e romanos, os escravos que serviam de barbeiros e cabeleireiros no século XIX, as perucas egípcias, o cabelo dos africanos, o início do mundo pelos cabelos de Shiva, a história de Luis XIV (Rei Sol), as damas da corte de Luis XVI (rei da França) e Marilyn Monroe e suas inspirações.



A União da Ilha do Governador foi fundada por Maurício Gazelle, Joaquim Lara de Oliveira (o Quincas), Orphylo Bastos e mais 59 sócios. Manteve-se algum tempo entre o segundo e o terceiro grupos e em 1974, quando se sagrou campeã do segundo grupo, obteve o acesso ao grupo principal, a partir do ano seguinte.

De 1977, com o enredo "Domingo", a 1980, quando ficou em segundo lugar com o enredo "Bom, Bonito e Barato", a União da Ilha fez grandes desfiles, consagrando-se definitivamente como uma das escolas de samba mais simpáticas do grupo especial. O samba “É hoje O Dia”, de 1982, é um dos mais conhecidos e regravados da história do Carnaval. A escola levou para a Sapucaí desfiles leves, baratos e animados. Esta seria a marca registrada da União da Ilha, mantida até hoje. Suas fantasias costumam ser leves, sem grandes esplendores, facilitando o desfile para o componente. A escola também consegue estabelecer uma ótima comunicação com o público, sendo consideradas uma das mais simpáticas do carnaval carioca. O Amanhã foi o samba enredo da União da Ilha em 1978 e neste mesmo ano foi gravada por Elizeth Cardoso, mas foi com a primeira gravação de Simone, em 1983 (CD Delírios e Delícias e regravada no CD Simone ao vivo), que ela se popularizou.

Nos anos mais recentes, o desfile mais lembrado da União da Ilha foi em 1989. O samba-enredo "Festa profana" trazia o refrão "Eu vou tomar um porre de felicidade, vou sacudir eu vou zoar toda cidade". Este samba é cantando até hoje nos quatro cantos do país. Naquele ano, a escola ficou em terceiro lugar.

Em 1991 a escola fez uma homenagem a Didi, o poeta que ganhou 22 disputas de samba enredo. O samba trazia os versos "Hoje eu vou tomar um porre, não me socorre, que eu tô feliz" e "Bebo vem bebo vai, que nem maré, balança mas não cai, boêmio é", além de frases como "Garçom, garçom bota uma cerva bem gelada aqui na mesa". Sem sombra de dúvida, um grande carnaval sob a voz do grande mestre Aroldo Melodia.

O último bom resultado foi obtido em 1994, com "Abrakadabra", em que chegou em quarto lugar, sua última participação no Desfile das Campeãs. Desde então, não vem obtendo boas colocações.

Em 2000, com "Pra não dizer que não falei das flores", a União da Ilha chegou em oitavo lugar, abordando um dos períodos mais nebulosos dos 500 anos do Brasil: a ditadura militar, de 1964 a 1985.

Em 2001, a escola obteve o 13.º lugar do Grupo Especial, sendo assim rebaixada ao Grupo de acesso A em 2002, onde vem tendo altos e baixos.

Em 2008, mesmo sem muitos recursos, a escola fez um desfile de garra, e reeditou o É hoje, o que lhe valeu a quinta colocação. Nesse ano, estreou como rainha de bateria Bruna Bruno.

Em 2009, a escola insulana escolheu o enredo "Viajar é preciso - viagens extraordinárias através de mundos conhecidos e desconhecidos", do carnavalesco Jack Vasconcelos, sagrando-se campeã do carnaval do Grupo de Acesso A com 239,9 pontos, voltando após o seu rebaixamento em 2001, ao Grupo Especial em 2010.

Para 2010, de volta ao Grupo Especial, contratou a carnavalesca Rosa Magalhães, e apresentou um enredo que falava do famoso personagem da literatura espanhola, Dom Quixote de La Mancha. Em sua disputa interna de sambas de enredo, a escola optou por fundir duas composições finalistas, pegando por base o samba de Grassano, Gabriel Fraga, Márcio André Filho, João Bosco e Arlindo Neto, e juntando com segundo refrão da parceria de Gugu das Candongas, Marquinho do Banjo, Barbosão, Ito Melodia e Léo da Ilha ("nesse feitiço/ tem castanhola/ a bateria hoje deita e rola"). Algumas modificações nas letras e melodia foram feitas para harmonizar o samba, uma vez que logo o seu anúncio, os comentaristas em geral criticaram a fusão, embora elogiassem a qualidade do samba.

No dia do desfile, a frente da bateria, junto com a rainha Bruna Bruno, veio também, como madrinha, Luciana Picorelli. Abrindo o desfile do grupo especial, o carnaval da Ilha foi parcialmente ofuscado por alguns problemas nos carros alegóricos. A escola terminou em 11º lugar, escapando de um novo rebaixamento.

No início de 2011, a União da Ilha teve um incendio de grandes propoções que atingiu o seu barracão que fica localizado na Cidade do Samba, alem da Liga das Escolas de Samba do Rio (LIESA) e tambem os barracos da Portela e da Grande Rio. As três agremiações fizeram verdadeiros shows e a União da Ilha acabou conquistando, além da simpatia do público, três troféus Estandarte de Ouro, promovido pelo Jornal O Globo, nas categorias Melhor Enredo, Melhor Intérprete e Melhor Escola do Grupo Especial.



Em 1955, o time de futebol Independente Futebol Clube transformara-se em bloco, participando de um concurso de blocos em Padre Miguel, promovido pelo falecido político Waldemar Vianna de Carvalho. Como houve um empate entre a Mocidade Independente e o Unidos de Padre Miguel, Waldemar resolveu as coisas de modo diplomático, considerando a Mocidade uma escola de samba e dando-lhe o primeiro lugar na categoria, premiando assim o Unidos de Padre Miguel como melhor bloco.

Em 1956, apresentou o enredo "Castro Alves", novamente num desfile local. Em 1957, participou pela primeira vez do desfile oficial no Rio de Janeiro, com o enredo "O Baile das Rosas", quando tirou um 5° lugar. No ano de 1958, foi campeã do segundo grupo com o enredo "Apoteose ao Samba". De 1959 em diante passou a integrar o grupo principal e não desceu mais.

Em 1958, a bateria, sob a batuta de Mestre André, deu pela primeira vez a célebre "paradinha" em frente à comissão julgadora, mantendo o ritmo para que a escola continuasse evoluindo. O povo passaria, mais tarde, a acompanhar tal "bossa" com o grito de "Olé". Durante este período, a Mocidade era conhecida como "uma bateria que carregava a escola nas costas", pois a bateria era mais conhecida do que a própria escola, que só alguns anos depois teria condição de competir com as grandes da época (Portela, Império Serrano, Salgueiro e Mangueira).

No ano de 1974, com o carnavalesco Arlindo Rodrigues, apresentou o enredo "A festa do Divino", tirando um 5° lugar. Mas neste ano ela poderia ter ganhado o campeonato, se não tirasse uma nota 4 em fantasia - o que foi considerado um escândalo, na época, visto que Arlindo era conhecido e consagrado pelo bom gosto e requinte nas fantasias. A campeã Salgueiro teve apenas 4 pontos a mais que a Mocidade, ou seja, um simples 8 em fantasias daria o título à Padre Miguel, visto que no quesito de desempate, bateria, o Salgueiro tinha 9 e a Mocidade 10.

Desde então, a escola deixava de ser conhecida apenas por sua bateria, para impor-se como grande escola de samba. Em 1975, a Mocidade vence pela primeira vez as "quatro grandes", num desfile realizado em outubro durante o congresso da ASTA - American Society of Travel Agents, no Rio de Janeiro, em que as escolas do grupo principal realizaram um desfile competitivo, a Mocidade foi campeã.

Em 1976, por ironia, a Mocidade empatou em segundo lugar, com a Mangueira, e perdeu o desempate por ter um ponto a menos na nota da tão famosa bateria nota 10. Em 1979, ainda com Arlindo Rodrigues, a Mocidade conquista o seu primeiro campeonato com "O Descobrimento do Brasil".

No ano seguinte, assumiu o carnaval Fernando Pinto, produzindo desfiles excepcionais na Mocidade e projetando-se como um dos mais criativos e inventivos carnavalescos já conhecidos.

No primeiro ano de Fernando Pinto na Mocidade, em 1980, a escola conquistou um segundo lugar com o enredo "Tropicália Maravilha". Em 1983, a Mocidade recebe o Estandarte de Ouro de melhor comunicação com o público com o enredo "Como era verde o meu Xingu". Fernando permaneceu na escola até 1988 e fez grandes carnavais na Mocidade na década de 1980: além de "Tupinicópolis", deu à escola o título de 1985, com "Ziriguidum 2001". Nesse carnaval, a Mocidade entraria na Avenida com um enredo futurista, projetando o carnaval do próximo século.

Em 90, a Mocidade passaria ao comando de Renato Lage, que consagrou a escola em três anos: em 90, contando sua própria história ("Vira Virou, a Mocidade Chegou"); em 91, falando sobre a água ("Chuê, Chuá… As Águas Vão Rolar"); e em 96, com um enredo sobre a relação entre o homem e Deus ("Criador e Criatura").

Em 1997, a Mocidade perdeu seu patrono, Castor de Andrade. Dois anos depois, a escola fez um desfile primoroso, com uma homenagem à Villa-Lobos, com o enredo "Villa-Lobos e a Apoteose Brasileira". O público vibrou com o desfile. Porém, neste ano, uma decepção aconteceu: a Mocidade, que sempre se concentrou ao lado dos Correios, precisou se concentrar em frente ao edifício conhecido como "Balança Mas Não Cai", perto do qual há um viaduto que frequentemente atrapalha as alegorias das escolas que ali se concentram. No caso da Mocidade, a escola demorou demais a por os destaques nos grandes carros alegóricos e abriu um enorme buraco entre os setores 1 e 3, logo no começo da passarela. Apesar da grande falha, certamente foi a campeã para muita gente que viu e se emocionou com aquele belíssimo desfile. Em 90, a Mocidade passaria ao comando de Renato Lage, que consagrou a escola em três anos: em 90, contando sua própria história ("Vira Virou, a Mocidade Chegou"); em 91, falando sobre a água ("Chuê, Chuá… As Águas Vão Rolar"); e em 96, com um enredo sobre a relação entre o homem e Deus ("Criador e Criatura").

Em 1997, a Mocidade perdeu seu patrono, Castor de Andrade. Dois anos depois, a escola fez um desfile primoroso, com uma homenagem à Villa-Lobos, com o enredo "Villa-Lobos e a Apoteose Brasileira". O público vibrou com o desfile. Porém, neste ano, uma decepção aconteceu: a Mocidade, que sempre se concentrou ao lado dos Correios, precisou se concentrar em frente ao edifício conhecido como "Balança Mas Não Cai", perto do qual há um viaduto que frequentemente atrapalha as alegorias das escolas que ali se concentram. No caso da Mocidade, a escola demorou demais a por os destaques nos grandes carros alegóricos e abriu um enorme buraco entre os setores 1 e 3, logo no começo da passarela. Apesar da grande falha, certamente foi a campeã para muita gente que viu e se emocionou com aquele belíssimo desfile.

Em 2000, a Mocidade veio literalmente vestida com as cores do Brasil, apresentando o enredo "Verde, Amarelo, Azul-Anil Colorem o Brasil no Ano 2000". O belíssimo e imponente carro abre-alas, uma imensa nave espacial dos índios do futuro, deu uma amostra do que seria a escola. A Mocidade passou muito bem, mas o samba-enredo arrastado impediu que a escola decolasse e atingisse colocações melhores. Mesmo assim, ficou em um honroso quarto lugar, credenciando-se ao Desfile das Campeãs.

Após o carnaval de 2002, Renato Lage deixou a escola.

Em 2003, assumiu o carnavalesco Chico Spinoza, que levou para a avenida enredos de cunho social, como doação de órgãos e educação no trânsito. Em 2005, com a mudança da diretoria, a Mocidade contrata um carnavalesco de característica clássica, Paulo Menezes. Seu carnaval fez lembrar as formas de Arlindo Rodrigues, porém a escola terminou na 9ª colocação . Em 2006, entra Mauro Quintaes, com o carnaval sobre os 50 anos da escola, porém a escola não teve novamente uma boa colocação, inclusive sendo vaiada no setor 1 terminando na 10ª colocação.

Ainda em 2006, no mês de outubro, a Mocidade Independente de Padre Miguel encerrou o do show do grupo Mexicano RBD, onde o grupo sambou junto com a escola, que foi bastante aplaudida, tendo o show sido posteriormente lançado em DVD.

No ano de 2007 entra outro carnavalesco, Alex de Souza, que contou a história do artesanato terminando na pior colocação desde a era Castor de Andrade, na 11º colocação. Para 2008, a escola trocou outra vez de carnavalesco, desta vez trouxe Cid Carvalho, que com um enredo temático dos 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, consegue melhorar um pouco em relação ao carnaval passado, na 8ª colocação.

Para 2009 a escola trouxe de volta Wander Pires como sua voz oficial e Mestre Jorjão. Além disso, o carnavalesco Cláudio Cebola, que fazia parte da comissão de carnaval, foi promovido a carnavalesco oficial. O enredo, a princípio seria uma homenagem ao centenário da morte do escritor Machado de Assis, mas foi posteriormente alterado, com a inclusão também de Guimarães Rosa no tema, sendo um completo fiasco. Última escola do Grupo Especial a definir seu samba para 2009, a Mocidade enfrentou algumas polêmicas nesse processo, quando escolheu um samba com características pouco convencionais e que era preterido pela maioria da comunidade e afastou o diretor José Luiz Azevedo, e no final terminou na 11º colocação, ficando perto de descer para o Grupo A.

Para 2010 a escola trouxe de volta carnavalesco Cid Carvalho, David do Pandeiro - que dividiu o posto de intérprete com Nêgo - e estreou Bêreco como diretor de bateria. Nesse ano, mostrou o enredo Do paraíso de Deus ao paraíso da loucura, cada um sabe o que procura, conseguindo melhorar uma posição em relação ao carnaval anterior.

No ano de 2011, a Mocidade continua com Cid Carvalho como carnavalesco, Nêgo como cantor oficial, junto com Rixxah, e falará sobre a história da agricultura e da agropecuária, com o enredo A Parábola dos Divinos Semeadores. Rogério Andrade, filho de Castor, se tornou ainda em 2009 o presidente de honra da escola. tendo sua mulher Andrea, como rainha de bateria.



Nos anos 50, a cidade de Duque de Caxias teve uma participação efetiva no carnaval carioca, com a escola de samba Cartolinhas de Caxias. Esta agremiação participou do grupo de elite das escolas cariocas três vezes (1951, 1958 e 1959), participando posteriormente, com frequência, dos grupos intermediários e sendo respeitada pelo mundo do samba. O último desfile da Cartolinhas foi em 1971, quando com o intuito de fundar uma grande agremiação que representasse dignamente o município, os dirigentes das escolas União do Centenário, Cartolinhas de Caxias, Capricho do Centenário e Unidos da Vila São Luís unem-se e de sua fusão é fundada a GRES Grande Rio em 10/05/1971.

Finalmente, em 1988, a Grande Rio fundiu-se à Acadêmicos de Caxias, dando origem à atual Acadêmicos do Grande Rio. Na sua estreia, em 1989, a escola já subiu de grupo, com o enredo "O mito sagrado de ifé" passando para o Grupo de Acesso A.

Em 1990, com o enredo sobre a cidade do Rio de Janeiro, a escola novamente obteve a 2ª posição, subiu para o Grupo Especial. O enredo contava a história da cidade do Rio de Janeiro, com suas belezas naturais e o estilo de vida do carioca. A comissão de frente, formada por homens, estava trajada com elegância, com figurinos que faziam referência aos escudos e brasões portugueses. O luxuoso abre-alas, seguido por 4 tripés com representações da cruz de malta, antecedeu as alas alusivas aos índios tamoios e ao fundador Estácio de Sá, que também serviu de inspiração para o figurino da bateria.

Em 1991, a Grande Rio fez sua estreia no grupo especial com um enredo que falava da criação da vida, dos conflitos humanos e terminava com uma mensagem de paz e otimismo. O lema da escola era: “rejeitamos o caos, temos livre arbítrio e queremos brindar a vida”. O antes, era o paraíso, com destaque para o abre-alas, que representava o jardim do Éden, com destaques femininos circundadas por serpentes, antecedido de um feto dentro do globo terrestre. O durante era a evolução e a destruição, cujo destaque foi Sônia Lima no carro do gafanhoto, que representava a máquina da destruição. O depois foi a busca de um novo caminho, cujo destaque foi o carro da queda do muro de Berlim. Apesar do belo visual, a escola teve sérios problemas em evolução, com visíveis buracos entre as alas e a aceleração dos componentes. Assim, a escola chegou na 16ª colocação, e voltou para o Grupo de Acesso A, apesar de contar com nomes como o intérprete Dominguinhos do Estácio e o diretor de bateria Mestre Paulão (consagrado na União da Ilha).

Em 1992, reconquistou o direito de competir no desfile principal, sendo a campeã do Acesso, com o enredo "Águas Claras para um Rei Negro". A escola se destacou pelo belo samba, cujo refrão era muito parecido com o samba campeão da Mocidade em 1991. O enredo era baseado na mitologia afro-brasileira.

Na volta ao Especial, em 1993, a Grande Rio parecia que estava "No Mundo da Lua", enredo que abriu a etapa final do Desfile das Escolas do Grupo Especial, desenvolvido por Alexandre Louzada, que gastou US$ 500 mil para desenvolver o tema. Com um bom samba enredo que resultou da criticada fusão de três outros sambas, assinado pelo total de dez autores, os 5 mil componentes da escola misturaram astrologia e lendas nativas para cantar, ao desenrolar de 52 alas, as fábulas da lua. Na voz de Nêgo, o samba tornou-se um hino para os caxienses, que o cantam sempre no "esquenta" da escola.

Em 1994, a Grande Rio contou a história da umbanda pela visão de Zé Pelintra, que veio representado na comissão de frente. A escola mostrou a África Cultural e a África Negra, trazendo belos carros e alegorias, além de artistas e personalidades que encarnaram as diversas entidades e santos. A escola obteve o estandarte de ouro de melhor enredo, mas enfrentou problemas com as autoridades eclesiásticas, tendo inclusive o barracão vistoriado, devido a uma denúncia de que a escola sairia com imagens sacras. Na Sapucaí, a escola retirou os terços das baianas, antes de o oficial da 20ª Vara do Rio cumprisse o mandado de apreensão, por ser um símbolo católico.

Em 1995, a Grande Rio transformou o ciclo da borracha na Amazônia em conto de fadas, no qual o rei Amazonas, responsável pelo ecossistema mundial de responsabilidade do Imperador Brasil, vivia tranquilamente com sua filha Manaus, numa terra rica em borracha, até a vinda da Rainha Inglaterra, que levou, sem que ninguém soubesse, setenta mil espécies da planta que brotava o líquido que valia tanto ou mais que ouro, para serem plantadas em seus terrenos na Malásia. Tal atitude caiu como veneno para a Princesa Manaus, fazendo-a adormecer num sono profundo durante quase dois séculos, quando o Príncipe da Tecnologia a beijou, acordando-a para seu futuro. A escola, que até então trazia um homem como rei da bateria, trouxe Andréa Guerra, a desinibida do Grajaú, como rainha. O desfile, no entanto, mostrou-se confuso e não agradou. Por muito pouco, a escola não foi rebaixada.

Em 1996, a Grande Rio teve o desfile prejudicado pelo atraso do barracão. A escola só passou a ter barracão 36 dias antes do desfile, e boa parte dos 10 carros alegóricos foram retocados na concentração. O enredo era muito complexo e a escola toda se mobilizou para botar o carnaval na avenida. A carnavalesca Lícia Lacerda, demitida da Tradição, ajudou na reta final Roberto Szaniecki a colocar o carnaval da escola na avenida. A receptividade de público foi excelente e o samba virou antológico para a escola, cujo refrão é conduzido até hoje ("Imponho / Sou Grande Rio…").

Em 1997, a Grande Rio apresentou um lindo samba sobre a construção dos 300 quilômetros da Ferrovia Madeira-Mamoré, em Rondônia. Com muito luxo e criatividade nas alegorias e fantasias, a escola mostrou o delírio dos trabalhadores que morreram de febre amarela e malária na construção da ferrovia. No carro “Outros Perigos” uma serpente sobre trilhos de neon causou impacto. Mestre Maurício, um dos diretores da bateria da Grande Rio, bastante emocionado, sentindo-se mal no início do desfile e veio a falecer. A escola encerrou o desfile de forma dramática. Seu último folião atravessou a área que delimita o fim do Sambódromo a menos de 30 segundos do tempo permitido. Por pouco, a Grande Rio não estourou o seu tempo, o que acarretaria perda de pontos.

Em 1998, a Grande Rio veio com um samba muito popular e marcou presença principalmente pelo seu tema, um dos mais politizados deste ano: o centenário de nascimento de Luiz Carlos Prestes. A trajetória do líder comunista foi contada em detalhes: representações de tanques, helicópteros e soldados do Exército soviéticos. A escola fez uma viagem no tempo para lembrar a Coluna Prestes, sua militância no PCB, o Partidão, e o poema que foi oferecido a Prestes por Pablo Neruda. A escola recebeu muitas críticas ao colocar a líder dos sem-terra, Débora Rodrigues, como destaque de um carro alegórico, causando a insatisfação da família do ex-líder comunista. Com esse desfile, a Grande Rio começou a despontar como escola popular e dos artistas globais.

Em 1999, Assis Chateaubriand, o grande nome da mídia no Brasil no meio do século, foi o enredo da escola Grande Rio, que mostrou um carnaval rico e competitivo.

Em 2000, apesar da empolgação e da beleza das fantasias, a Grande Rio teve problemas para mostrar o espírito festivo presente entre os indígenas que contagiou os portugueses aqui chegados, reforçada com a chegada dos negros, fazendo alusão contra a falta de liberdade e as proibições dos colonizadores a suas manifestações. Na concentração, o iluminador Wellington sofreu traumatismo craniano ao ser atingido por uma estrutura de ferro que despencou de um dos carros alegóricos. Logo no início do desfile, o juizado de menores queria impedir a entrada do abre-alas, por trazer duas crianças como destaque a uma altura de três metros, acima do permitido pela Liga. Foi preciso reduzir o tamanho do carro, que tinha três andares. O incidente atrasou a entrada da escola na avenida e atrapalhou parte da evolução dos componentes. E por último, o assédio da imprensa ao ator Thiago Lacerda prejudicou o desfile da escola.

Em 2001, mais uma vez a escola trouxe um bom samba (dessa vez com Quinho ao microfone), e a estrela Joãosinho Trinta no comando para contar a história de José Datrino, um ex-empresário de Niterói, que se tornou personagem popular no Rio de Janeiro, quando enlouqueceu em 1961, ao saber do incêndio em um circo em sua cidade, com mais de 500 mortos. Designado como Profeta Gentileza, abandonou o mundo do dinheiro para pregar a gentileza pelas ruas do Rio, tornando-se, assim "o profeta", que deixava mensagens de paz e esperança em pilares da Avenida Brasil. A Secretaria de Segurança Pública proibiu a escola de utilizar fardas da Polícia Militar nos esquetes sobre a violência que seriam encenados por 150 atores do grupo Tá na Rua. O grupo distribuiu flores aos efeitos especiais nos carros alegóricos falando de paz e do novo milênio. A escola abriu o desfile com um pede passagem que desfilou entre a comissão de frente e o carro abre-alas, que representava a era espacial, que representava o terceiro milênio. A tragédia do circo de Niterói foi representada no carro Roma Pagã. A alegoria bateu uma vez num poste antes da entrada na avenida e outras duas na mureta que separa a avenida das arquibancadas e teve problemas durante o desfile. A escola fechou o desfile, já na terça-feira de manhã, com um homem voador importado dos Estados Unidos. O dublê americano Eric Scott voou sobre a Sapucaí, com um foguete portátil de US$ 120 mil nas costas. A Grande Rio perdeu três pontos porque um dos carros, Circo de Roma, quebrou, teve que ser dividido em dois e, assim, a escola passou com um número de carros (9) maior que o permitido pelo regulamento.

Em 2002, o sucesso do ano anterior foi tanto que o norte-americano Eric Scott voltou a sobrevoar a Grande Rio como papagaio voador. O enredo começou em 1612, quando a esquadra da França preparava a invasão do Maranhão, desembarcando em São Luís. Os franceses eram louros, de olhos azuis, emplumados e falavam uma língua que os índios não conheciam. Por isso, foram apelidados de papagaios amarelos. A escola trouxe chuva de papel laminado picado no abre-alas e um instrumento típico da festa do Bumba meu boi do Maranhão.

Em 2003, a grande surpresa do carnaval foi o terceiro lugar obtido pela Grande Rio, que pela primeira vez voltou no sábado das campeãs. A escola versou sobre a história da mineração no Brasil, com o patrocínio da Companhia do Vale do Rio Doce. A comissão de frente foi o ponto alto da apresentação da escola. Os 14 integrantes, acrobatas e bailarinos, se apresentaram com os corpos pintados nas cores cobre, prata, preto e dourado - representando os elementos da terra. Eles seguiram pela Passarela puxando e escalando esculturas brancas de 6 metros. No Abre-alas, a figura de Atlas carregando a Terra nas costas, precedido por enormes estátuas representando o rei Kronos. A alegoria que mostrava um homem sendo executado na cadeira elétrica causou muita polêmica. A escola teve de correr para não estourar os 80 minutos, prejudicando o quesito harmonia.

No carnaval de 2004, por decisão judicial, a escola teve dois carros censurados, que passaram na avenida cobertos. A escola abriu o desfile tendo como inspiração a obra O Jardim das Delícias, do pintor renascentista holandês Jeronimus Bosch. Em seguida, os carros da escola apresentaram imagens do paraíso, com a representação do que teria sido o primeiro ato sexual. A Grande Rio trouxe ainda alas em homenagem ao Movimento GLS, um carro falando dos prazeres nas casas noturnas e fantasias que representavam doenças sexualmente transmissíveis, principalmente a Aids. O preservativo foi destaque e esteve presente na fantasia de um dos casais de mestre-sala e porta-bandeira. A ala das baianas chamou a atenção e foi uma forma de driblar a censura ao Kama Sutra. As baianas exibiram imagens do livro reproduzidas em placas aplicadas nas saias dos vestidos. Depois de fazer uma retrospectiva histórica do uso da camisinha desde a Idade Média, a Grande Rio encerrou seu desfile fazendo uma homenagem a Chacrinha, que sempre divulgou o uso do preservativo. João 30 acabou demitido pela agremiação momentos antes da apuração do resultado.

Em 2005, volta a fazer um bom desfile, com o enredo "Alimentar o corpo e alma faz bem". Contando com o patrocínio da Nestlé, traz carros bem construídos, um desfile alegre, grande desempenho da bateria e conquista, assim como em 2003, o terceiro lugar. A Grande Rio misturou realidade e ficção. A escola levou para a avenida uma legião de atores da novela Senhora do Destino, que gravou cenas do desfile para recriá-lo como sendo da fictícia escola Unidos de Vila São Miguel. O enredo sobre alimentação, patrocinado pela Nestlé, rendeu um desfile tecnicamente correto, mas sem empolgação. O abre-alas representou Gaia, a mãe terra. O enredo mostrou a industrialização do alimento; a diversidade culinária das regiões do país; as festas e as comemorações que têm na comida um dos seus principais elementos, como Natal, Ano Novo, Dia das Mães, casamentos, Páscoa e festa junina. A parte mais subjetiva do enredo mostrou a fome de espiritualidade e de fé, as vertentes que criaram religiões como o cristianismo e os cultos africanos. Na sequência, a escola apresentou a fome de cultura, com apresentação dos diversos tipos de arte. O atraso nos desfiles provocado pela Portela trouxe prejuízos à Grande Rio. A escola tinha entre suas alegorias o carro dos sentidos, com muito neon, que perdeu um pouco do impacto visual com o amanhecer.

No carnaval de 2006, contando a história de exploração na Amazônia, a Grande Rio conquista o seu melhor resultado: o vice-campeonato, pois perdeu dois décimos por exceder o tempo máximo de desfile em 1 minuto (após o empate em número de pontos, a Vila Isabel, venceu por ter melhores notas no quesito de desempate). Com carros alegóricos luxuosos e ricos em detalhes no batido enredo sobre o Amazonas, possivelmente um recordista de passagens pela Sapucaí, a Grande Rio perdeu o título por um minuto. Este foi o tempo que a escola excedeu do máximo que o regulamento permite. A Comissão de Frente e o abre-alas mostravam dois Amazonas diferentes: o eldorado sonhado pelos expedicionários e o que eles de fato encontraram. Os tripés empurrados pelos componentes da comissão eram ocas que, num segundo momento, se transformavam em ouro. Para que a coreografia da comissão fosse completa, a escola tinha que andar devagar, e essa foi a técnica do desfile: o samba cantado em andamento muito lento e os componentes desfilando lentamente. As ocas indígenas se transformarem em templos incas. O Teatro Amazonas foi representado num belo cenário quase todo branco, decorado com flores. Nesta alegoria, borrifadores espirravam um perfume floral, que dominou a passarela. A Zona Franca de Manaus e sua tecnologia de ponta também foi lembrada. No último carro, vieram telas com imagens de linhas de produção. A escola teve sorte e recebeu três notas 10 no quesito Evolução, apesar da correria dos componentes para compensar o atraso.

Em 2007, a escola homenageou a sua cidade, Duque de Caxias, enredo assinado pelo carnavalesco Roberto Szaniecki (que já assinou os carnavais de 1996, 2005 e 2006 da escola). Mais uma vez, a escola conquistou o vice-campeonato. A escola inovou: montou um estúdio na avenida para desenvolver esse trabalho, monitorando o desfile com recursos tecnológicos, com apoio de um laptop e de três câmeras espalhadas pela avenida. A comissão de frente, fantasiada de formigas, retratava a cultura da laranja, uma das principais atividades econômicas de Caxias, representando um grande exemplo de colaboração mútua para o crescimento da cidade. No abre-alas, uma produtiva lavoura da região, que é a maior exportadora de laranjas. O carro da locomotiva estilizada, com aspecto de uma espiga de milho, com diversos produtos cultivados pelo homem, exalava aroma de laranja através de um spray. Para falar da Fábrica Nacional de Motores (FNM) na produção de motores de aviões para fins militares, que implantou suas bases em Xerém, o terceiro carro trouxe a escultura de uma cabeça de operário. Grazi Massafera fez sua estreia como rainha de bateria, comandada por mestre Odilon, que veio de Duque de Caxias. Outro destaque da escola foram as 110 baianas, em referência às festa populares da Baixada Fluminense, como a Folia de Reis e a Festa Junina, representaram um arraial ao trazer balões coloridos de festa junina na roupa. A fé do povo da cidade foi representada no quarto setor, com referências ao catolicismo, candomblé e às religiões evangélicas. Um dos personagens homenageados pela escola foi o político Tenório Cavalcanti, conhecido como Homem da Capa Preta e representado pelo ator José Wilker, que carrega a metralhadora Lurdinha, um justiceiro da região que inspirou o cineasta Sérgio Rezende. Suzana Vieira ficou ausente do desfile por ter se desentendido com o presidente de honra da escola. Para fechar o seu desfile, no oitavo carro, a Grande Rio homenageou Zeca Pagodinho, morador de Xerém, além do diretor de carnaval da escola, Milton Perácio, um dos fundadores da agremiação. O abre-alas da Grande Rio pegou fogo na dispersão.

Já em 2008, a escola de Caxias levou para a avenida a importância do gás em nosso dia a dia, homenageando a cidade de Coari, no Amazonas. A Grande Rio pegou o exemplo ecologicamente correto da Refinaria de Urucu, localizada no município amazonense, para falar sobre o gás natural. O início do desfile, que retratou o nascimento da vida no universo, foi marcado por um espetáculo circense de malabarismos. Criativa, a comissão de frente trouxe um tripé em forma de átomo. O carro abre-alas se destacou com a presença de acrobatas, representou a grande explosão, mostrou o início de tudo, recriando a formação dos gases e átomos, que geram novas galáxias. A alegoria, toda em verde, branco e preto, causou bastante impacto. Um carro representou as civilizações que descobriram as primeiras utilizações do gás e outra alegoria simbolizou o Rio de Janeiro, primeira cidade da América Latina a receber gás encanado. Grandes botijões de gás, escultura de onças e uma cobra que soltava gases pelas narinas foram mostrados em alegorias. Um ponto alto do desfile uma típica montadora de automóvel. Ao todo, foram utilizadas 15 carcaças de carros zero quilômetro que, em dois carrosséis, simularam uma linha de montagem em plena avenida. Composta por três partes, a alegoria desacoplou e entrou na Avenida sem um dos cabos que interligava os tripés. Com isso, a escola entrou com nove alegorias, o que não é permitido segundo o regulamento e foi penalizada em 0,1. A bateria do mestre Odilon era composta por 264 ritmistas fantasiados de acendedores de lampiões. A escola fechou o seu desfile com a projeção da cidade de Coari no futuro.

Para o carnaval de 2009, com o enredo "Voila, Caxias! Pra sempre Liberté, egalité, fraternité, merci beaucoup, Brésil! Não tem de quê!", enredo assinado pelo carnavalesco Cahê Rodrigues a escola contou a história da França com seus costumes. As alegorias representavam bem o enredo, como a do Moulin Rouge, entre outros. Paola Oliveira fez sua estreia como rainha de bateria, comandada por mestre Odilon, e touxe de volta Wantuir, agora como voz oficial, porém a escola terminou 5º colocação.

Em 2010 a escola trouxe o enredo "Das arquibancadas ao camarote número 1, um Grande Rio de emoção, na apoteose do seu coração", e contou o que de melhor aconteceu na Marquês de Sapucaí, e manteve Wantuir na equipe de intérpretes, além da estréia de Mestre Ciça à frente da bateria. A escola também fez uma alusão ao enredo "Ziriguidum 2001", que fez uma visualização do carnaval no ano 3000. A agremiação terminou sendo vice-campeã.

Em 2011 a escola apresentará o enredo "Y-Jurerê Mirim - A Encantadora Ilha das Bruxas (Um conto de Cascaes)", sobre a cidade de Florianópolis.

No dia 07 de Fevereiro de 2011, um incêndio atingiu a Cidade do Samba. Três escolas de samba foram atingidas, sendo a Grande Rio a principal afetada. Exatamente às 09h53 o teto do barracão da escola desabou. A Grande Rio perdeu todas as 4 mil fantasias e as oito alegorias, totalizando um prejuízo de 10 milhões de reais. A escola irá desfilar em 2011 falando sobre a capital catarinense, abordando a cultura, o folclore, as lendas, as paisagens e cartões postais (com destaque para a última alegoria com a ponte Hercílio Luz iluminada em neon), além da história da ilha, as praias, a Lagoa da Conceição, os festejos típicos, os pescadores, a fauna, o turismo, as rendeiras, o artesanato e a azuleijaria. O desfile também exalta personalidades da ilha como o tenista Gustavo Kuerten, com uma alegoria que tráz a escultura da taça de Roland Garros em tamanho gigante. Outra alegoria traz um lobisomem gigante com diversos movimentos.



Grêmio Recreativo Escola de Samba Beija-Flor é uma escola de samba do Rio de Janeiro, que está localizada no município de Nilópolis, Baixada Fluminense.

História

A Beija-Flor foi formada por um bloco carnavalesco, de Nilópolis. Nasceu no dia 25 de Dezembro de 1948. O nome foi inspirado no rancho Beija-Flor, que existia na cidade de Marquês de Valença. A idéia nasceu de um grupo formado por Milton de Oliveira (Negão da Cuíca), Edson Vieira Rodrigues (Edinho do Ferro Velho), Helles Ferreira da Silva, Mário Silva, Walter da Silva, Hamilton Floriano e José Fernandes da Silva. Mas foi a mãe do Negão da Cuíca, a Dona Eulália, que sugeriu o nome da agremiação o que lhe valeu o direito de ser admitida como fundadora. Somente em 1953, o bloco, que virou um vitorioso no bairro, se transformou no G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópolis fazendo o seu primeiro desfile oficial em 1954 pelo Segundo Grupo, quando obteve a primeira colocação. A história da agremiação, que tem como símbolo o beija-flor, pode ser dividida em duas partes: antes e depois de Joãosinho Trinta. Joãosinho Trinta assumiu a escola em 1976 com um enredo em homenagem ao jogo do bicho. Os desfiles assinados por ele se tornaram tão antológicos que mesmo quando não vencia deixava sua marca na avenida. Foi o que aconteceu em 1989 quando a escola, conhecida pelo luxo de suas alas e alegorias, surpreendeu o público com o enredo "Ratos e urubus, larguem a minha fantasia" levando para o Sambódromo carros e alas repletos de lixo, além do famoso Cristo Redentor coberto. Naquele ano a Beija-Flor ficou com o segundo lugar, mas Joãosinho foi considerado por alguma pessoas o campeão moral do desfile.

Durante os anos 90 a escola se manteve sempre nas primeiras colocações, sendo que no período 2003/2005 conquistou seu segundo tri campeonato em 2007, voltou a ganhar, dessa vez com uma diferença considerável em relação à segunda colocada. Meses após o Carnaval, a Polícia Federal, durante a Operação Hurricane, prendeu, entre outros, o patrono a escola, Anísio Abraão David, e apreendeu uma volumosa quantia de dinheiro, que segundo o delegado responsável pela operação, seria para comprar os jurados do desfile e assim garantir a conquista do título para a Beija-Flor. Após isto, instalou-se uma CPI na Câmara Municipal da cidade do Rio de Janeiro, que não comprovou nenhuma fraude, já que os kits alegados eram para tão-somente os mapas de votação e o delegado que afirmou tal fraude se recusou a comparecer para testemunhar na CPI.

Em 2008, a comissão de carnaval escolheu o enredo "Macapaba: Equinócio Solar, viagem fantástica ao meio do mundo" e conquistou o bicampeonato e o seu 11º título.

Em 2009, a comissão de carnaval escolheu o enredo "No chuveiro da alegria, quem banha o corpo lava a alma na folia" e terminou com um vice-campeonato.



Grêmio Recreativo Escola de Samba União do Parque Curicica é uma escola de samba do carnaval carioca. sendo sediada no bairro de mesmo nome.

História

O Grêmio Recreativo Escola de Samba União do Parque Curicica foi fundado em 01 de março de 1993. Surgiu da fusão dos Blocos “Universal” e “Quem tem boca fala o que quer”. Na época ambos não tinham registro oficial. O que tinham em comum, além da vontade de crescer, era a cor branca. O “Universal”, azul e branca e, o “Quem tem boca fala o que quer”, vermelha e branca. O dia, 1º de março, o ano, 1993. Reuniram-se, na Rua Paraíso do Norte Nº 14, sede do Universal Jacarepaguá Futebol Clube, vários representantes das duas agremiações e mais alguns amigos do “Conversando entre Homens e Mulheres”. O encontro começou às 19:00 e só terminou à 01:00h. Daí saíram as novas cores (vermelha, azul e branca) e, sob a presidência do Sr. João de Jesus, foram iniciados os trabalhos para o 1º desfile, com um nome registrado: Grêmio Recreativo Escola de Samba União do Parque Curicica.



O Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela é uma das mais tradicionais e conhecidas escolas de samba da cidade do Rio de Janeiro.

História

No início do século XX, em Osvaldo Cruz, havia o bloco Quem Fala de Nós Come Mosca, de Dona Ester. Uma dissidência desse bloco deu origem em 1922 a outro bloco, o Baianinhas de Osvaldo Cruz. E por sua vez, uma dissidência do Baianinhas criou o Conjunto Carnavalesco Osvaldo Cruz em 11 de Abril de 1923. Apesar dos seus fundadores serem de Osvaldo Cruz, a escola foi fundada no número 412 da Estrada do Portela, no bairro de Madureira, no então Bar do Nozinho.

Em 1929 acontece o primeiro concurso de sambas conhecido. Organizado pelo "pai-de-santo" Zé Espinguela, este concurso contou com a participação de sambistas do Estácio, da Mangueira e da Portela, e foi divulgado por Zé Espinguela na coluna que ele tinha no jornal Vanguarda. Os sambistas da Portela foram os vencedores.

Após esta vitória o bloco muda de nome para Quem nos Faz é o Capricho. Em 1931, quando as escolas de samba ainda estão sendo definidas, o grupo muda novamente de nome, desta vez para Vai como Pode (na verdade, "Vae Como Pode", na grafia da época), um nome sem dúvidas mais humilde em relação ao anterior.

Esta denominação foi usada até 1935, quando, dois dias antes do desfile das escolas de samba, no dia 1º de março de 1935, por ocasião da renovação da licença da escola na polícia, o delegado Dulcídio Gonçalves recusa-se a renová-la com este nome, considerado por ele como chulo e indigno de uma escola de samba. O mesmo delegado sugere no lugar a denominação atual Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, em referência à rua de Madureira onde os sambistas se reuniam, bem como a um de seus componentes mais ilustres, Paulo da Portela. A mudança agradou bastante à comunidade, mesmo porque muitos já se referiam anteriormente ao grupo como "o pessoal da Portela".

Em 1941, após um desentendimento com o mestre-sala Manuel Bambambã, Paulo da Portela não desfila. Paulo durante muito tempo brigou para que todos os componentes desfilassem devidamente fantasiados ou se não, vestidos com as cores da escola, porém no dia deste desfile ele voltava de uma apresentação em São Paulo, juntamente com Heitor dos Prazeres e Cartola, e estavam todos vestidos de preto e branco. Sem tempo de trocarem de roupa, combinaram assim de desfilar, os três, em cada uma de suas escolas de samba. Porém na vez de desfilarem pela Portela, Bambambã não permitiu que os outros dois, por não serem da escola e ainda não estarem devidamente vestidos, pudessem desfilar. Na verdade Bambambã já tinha desentendimentos anteriores com Heitor, que já havia sido da Portela, e a quem já havia esfaqueado. Porém, na época muitos portelenses ficaram a favor de Bambambã, pois julgaram falta de coerência por parte de Paulo da Portela, que tanto havia brigado pelo respeito as cores da escola no desfile, querer desfilar daquela maneira. Após isso, Paulo da Portela jamais desfilou novamente por sua escola do coração.

A partir dos anos 1980, a escola enfrentou muitos problemas internos, que se refletiram nos desfiles e em suas colocações. Culminando com a criação de uma dissidência, que originou a Tradição, desde então, a Portela nunca mais conseguiu sagrar-se campeã. Seu melhor momento foi em 1995 quando o enredo "Gosto que me enrosco" deu o vice-campeonato à escola.

Em 2004 foi uma das quatro escolas que reeditou sambas antigos, por sugestão da Liesa, no caso, "Lendas e mistérios da Amazônia", samba-enredo que deu o tíulo de campeã à escola em 1970. No mesmo ano, foi homenageada pela própria Tradição, que colocou no abre-alas o nome Portela e reeditou o samba-enredo portelense "Contos de Areia".

Em 2005, em seu pior momento, a escola ficou em 13º lugar. Devido a um atraso durante sua apresentação, seu presidente, Nilo Figueiredo, barrou a entrada da velha-guarda da escola nos momentos finais do desfile. Esse polêmica atitude do dirigente, que causou grandes constrangimentos no mundo do samba, foi tomada pois naquele ano a escola teve diversos problemas com alegorias, que fizeram com que seu desfile atrasasse. Caso a velha guarda entrasse no Sambódromo, na visão de seu presidente, a agremiação estouraria o tempo máximo de desfile e perderia pontos, podendo ser rebaixada. De fato, isto só não ocorreu pois naquele ano a Tradição, terminou em 14º lugar (último) e apenas uma escola seria rebaixada.

Em 2006, a Portela se recuperou, ficando em 7º lugar, e em 2007, com um enredo falando sobre os Jogos Panamericanos de 2007 caiu um degrau, ficando em 8º lugar. Em 2008 a escola confima sua gradual recuperação, ficando em 4º lugar com um enredo exaltando a preservação da natureza, e voltando para os desfile das campeãs, fato que não ocorria desde 1998. Mesmo com a boa colocação, gerou muita revolta e sensação de injustiça o não campeonato no Carnaval 2008. A Portela foi considerada a campeã pelo público numa enquete realizada no site do jornal O Globo.

Para 2009, a Águia de Madureira após seu retorno ao desfile das campeãs, em 2008, falou sobre o amor com o enredo E Por Falar em Amor… Onde Anda Você? de autoria dos carnavalescos Lane Santana e Jorge Caribé, obtendo a terceira colocação , com diferença de 1 décimo de ponto para a segunda colocada - a Beija-Flor de Nilópolis - e 1 ponto para a primeira colocada, Acadêmicos do Salgueiro. A águia, símbolo da escola, veio em dourado, num dos maiores carros abre-alas já mostrados na Sapucaí, trazida por uma comissão de frente representando o Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda, além da volta de Luma de Oliveira a escola, dessa vez como rainha de bateria.

Em 2010, a escola desfilou com o enredo "Derrubando fronteiras, conquistando a liberdade… um Rio de paz em estado de graça!", dos carnavalescos Amauri Santos, desenhista industrial, e Alex Oliveira, arquiteto e designer de moda.



O Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira é uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro e uma das mais populares do mundo.

História

Quando o samba ainda não tinha nenhum valor e nem se pensava em escolas de samba, a comunidade da Mangueira já despontava como pioneira dos carnavais cariocas através dos seus cordões, onde um grupo de mascarados conduzidos por um mestre com um apito acompanhava uma verdadeira orquestra de percussão. Na Mangueira existiam pelo menos dois cordões: o Guerreiros da Montanha e o Trunfos da Mangueira. Menos primitivos que os cordões, surgiram os ranchos, que se destacaram por permitir a participação das mulheres nos cortejos carnavalescos e por trazerem inovações tais como: alegorias, uso do enredo, instrumentação de sopro e cordas e o casal de dançarinos baliza e porta-estandarte, hoje conhecidos como mestre-sala e porta-bandeira. Três ranchos se destacaram em Mangueira: Pingo de Amor, Pérola do Egito e Príncipes da Mata. Por volta de 1920, surgiram os blocos com os elementos dos cordões e dos ranchos reunindo os "bambas" do batuque e que atuaram como células para mais tarde darem origem às escolas de samba.

E bloco era o que não faltava em Mangueira. Só no Buraco Quente havia o da Tia Fé, da Tia Tomázia, do Mestre Candinho e o mais famoso de todos, o Bloco dos Arengueiros. Foi Cartola, que aos 19 anos, sentiu que era a hora de canalizar o dom natural dos malandros do bloco, a fim de mostrá-los de uma forma mais civilizada, com todo o potencial rítmico e coreográfico herdados do ancestral africano.

Então, no dia 28 de abril de 1928, reunidos na Travessa Saião Lobato, 21, os arengueiros Zé Espinguela, "Seu" Euclides, Saturnino Gonçalves (pai de Dona Neuma), Massu, Cartola, Pedro Caim e Abelardo Bolinha fundaram o Bloco Estação Primeira.
Este bloco esteve presente no primeiro concurso entre sambistas na casa de Zé Espinguela, em 1929, sendo um dos precursores das escolas de samba, junto com a Deixa Falar e a Portela.

Cartola, que mais tarde casou com Zica, foi o primeiro mestre de harmonia da escola e deu a palavra definitiva na escolha do nome e das cores: Estação Primeira, porque era a primeira estação de trem a partir da Central do Brasil onde havia samba; verde e rosa como forma de homenagem a um rancho que existia em Laranjeiras, Os Arrepiados. Aos poucos todos os outros blocos do morro foram se agregando e nos anos 1930 e 40, a Mangueira já figurava no rol das "grandes" escolas de samba da cidade.

A Mangueira foi a escola que criou a ala de compositores e a primeira a manter, desde a sua fundação, uma única marcação do surdo de primeira na sua bateria. No símbolo da escola, o surdo representa o samba; os louros, as vitórias; a coroa, o bairro imperial de São Cristóvão; e as estrelas, os títulos.

A Estação Primeira de Mangueira detem 18 títulos, sendo 1 Super-Campeonato, exclusivo, oferecido no ano de 1984, na inauguração do Sambódramo. A Verde-e-Rosa fora campeã da segunda-feira de carnaval, a Portela do domingo. Três escolas foram para o sábado das campeãs, onde iriam disputar o Super-Campeonato. E a Mangueira foi aclamada a Super-Campeã.

Uma das figuras mais emblemáticas da Mangueira é o sambista Jamelão, que foi o intérprete oficial da escola de 1949 até 2006. e tornou-se uma verdadeira autarquia do samba carioca, com seu jeito mal-humorado e sua voz potente. Em 2006, Jamelão sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico e não gravou o samba-enredo da Mangueira para o CD oficial das escolas do carnaval de 2007 nem pôde desfilar com a escola.

Em 2007, a Mangueira mexeu com vários tabus. Após 79 anos, a Mangueira comemorará os 80 abrindo as portas de sua bateria às mulheres. A idéia do presidente da bateria da Mangueira, Ivo Meirelles, de aceitar mulheres na bateria da Verde e Rosa gerou polêmica. Além disso, Preta Gil veio como rainha da bateria da escola, quebrando uma tradição de ter rainhas somente vindas da comunidade, eleitas através de um concurso. Luizito substiuiu o Mestre Jamelão. No dia do desfile, a diretoria da escola impediu que Beth Carvalho de desfilar, e o baluarte Nélson Sargento preferiu não desfilar, já que possívelmente a roupa de sua mulher, não tinha sido entregue. Fatos que geraram um certo mal-estar no meio do samba e muitas críticas às diretorias de escolas de samba da atualidade.

Em 2008, a Mangueira passou por aquela que muitos consideram a sua pior crise. Primeiramente, seu enredo não falou sobre o centenário de Cartola, e sim, sobre o centenário do frevo. Segundo, pela escolha da rainha de bateria e, finalizando, o envolvimento com o tráfico do morro, o que culminou na 10º colocação.

No dia 14 de junho de 2008, a escola perde um de seus maiores ícones: Jamelão, vítima de falência múltipla dos órgãos. A perda de Jamelão deixou uma lacuna enorme não só na escola, como também no samba, no Brasil.

Para 2009, após oito anos a frente da escola, Max Lopes deixou a escola, que contratou o carnavalesco Roberto Szaniecki para seu lugar. O enredo será uma homenagem ao povo brasileiro, baseando-se no livro "O Povo Brasileiro, Formação e Sentido do Brasil", do professor, antropólogo e político Darcy Ribeiro, a escola teve problemas no inicio de 2009, tendo que torcedores da escola assumirem um multirão no barracão.

Após o Carnaval de 2009, houve uma eleição onde Ivo Meirelles foi aclamado e decidiu rever a estrutura dos últimos anos na escola, novos nomes foram contratados sendo que a primeira alteração foi a carnavalesca Márcia Lage, o casal de Mestre Sala e Porta Bandeira Raphael e Marcella Alves. além da criação de um trio chamado "os três tenores", formado por Luizito, Zé Paulo e Rixxa.

Para 2010, a escola escolheu o enredo Mangueira é a Música do Brasil, de Márcia Lage, que foi afastada e sera substítuida por Jaime Cezário e Jorge Caribé.



Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Viradouro é uma escola de samba tradicional da cidade de Niterói, mas que há muitos anos participa do Carnaval da cidade do Rio de Janeiro.

História

A Unidos da Viradouro foi fundada em 24 de junho de 1946, por Nelson dos Santos, conhecido com Jangada, apaixonado por samba costumava organizar batucadas no quintal de sua casa em Capitão Roseira, no alto da Rua D. Mário Viana, conhecida como Rua do Viradouro porque naquele local o bonde fazia o retorno. Disputou os desfiles de Niterói por 39 anos (1947 a 1985), porém, nesse período, veio ao Rio de Janeiro algumas vezes (64 e 65), conseguindo não mais que um 26º lugar (último) no Grupo B.

Após ser campeã niteroiense por dezoito vezes, a Viradouro resolveu tentar a sorte novamente no Rio em 1986. Fez bons desfiles nos grupos inferiores e chegou ao Especial já em 1991.

Com uma homenagem à atriz Dercy Gonçalves, a escola surpreendeu e chegou em 7º lugar, à frente da Mangueira e da Vila Isabel, no ano em que o Império Serrano foi rebaixado. Foi um desfile muito bonito, e a homenageada desfilou no alto do último carro, com os seios de fora.

Em 92, com o enredo "A magia da sorte chegou", a Viradouro não contou muito com a sorte em seu desfile. A escola fazia uma boa apresentação, com Max Lopes contando a história dos ciganos. Mas um dos mais belos carros daquele carnaval, que retratava a Sibéria e trazia vários huskys siberianos, pegou fogo e o incêndio se tornou incontrolável. Os bombeiros tiveram que entrar no meio do desfile para tentar conter as labaredas. As alas tiveram que se espremer na Avenida para dar passagem ao carro do Corpo de Bombeiros; enquanto isso, um imenso rastro de fumaça preta cobria a Sapucaí. Felizmente, os destaques e demais componentes da alegoria foram retirados a tempo e ninguém se feriu. O mais comovente foi ver o resto da escola continuar seu desfile, sem parar de cantar.

Por fim, a Viradouro se atrasou e perdeu 13 pontos na cronometragem, já que estourou o tempo. Foram esses pontos perdidos que levaram a escola ao 9º lugar; caso não tivesse sido punida, a escola chegaria em 3º lugar, em seu segundo ano no Grupo Especial.

Max Lopes ainda se manteve na escola em 93, mas em 94 a Viradouro traria Joãosinho Trinta, que se afastara da Beija-Flor havia dois anos. Logo em sua estréia, o carnavalesco obteve um ótimo 3º lugar. Depois, errou a mão por dois anos, chegando na 8ª e na 13ª posição. E então veio o grande desfile da escola, em 97. Saindo de um péssimo desfile em 96, quando quase foi rebaixada, a escola tinha o projeto de conseguir chegar ao Desfile das Campeãs. Mas o resultado final foi mais generoso e deu o primeiro título à escola de Niterói. Com "Trevas, luz, a explosão do Universo", a Viradouro levou para a Avenida um bonito jogo de cores, contrastando o preto e o branco, o claro e o escuro. Um dos destaques deste desfile foi a bateria ter tocado, na "paradinha", alguns compassos em ritmo de funk, sob o comando de Mestre Jorjão. Na época o funk ainda sofria forte preconceito social.

Desde então, a Viradouro vem fazendo bons desfiles, conseguindo sempre chegar ao Desfile das Campeãs, exceto em 2005, quando ficou na 8º posição. Em 2007, a escola de Niterói apostou todas as fichas no talento do carnavalesco Paulo Barros, com o enredo "A Viradouro vira o jogo", a escola levou a bateria em cima de um carro alegórico, um grande tabuleiro de xadrez.

Para o carnaval de 2008, a escola de Niterói levou para a avenida o enredo "É de Arrepiar!", tanto que por coincidir com o enredo, a escola trocou de intérprete e direção de carnaval e harmonia terminou em sétimo lugar.

Para o carnaval de 2009, a escola de Niterói levou para a avenida o enredo "Vira-Bahia, pura energia", do carnavalesco Milton Cunha, que retornou a agremiação, em substituição a Paulo Barros e também com novo intérprete David do Pandeiro, que já interpretou o samba da Imperatriz e que estava na Santa Cruz a vermelho e branco terminou a apuração em 8ºlugar.



Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro é uma escola de samba, das mais populares do Rio de Janeiro.

História

Foi fundado em 5 de março de 1953 a partir da união de duas escolas de samba do Morro do Salgueiro: Azul e Branco e Depois eu Digo. A Unidos do Salgueiro, terceira escola existente naquela localidade e que tinha como representante maior o sambista Joaquim Calça Larga, não concordou com a fusão e, por esse motivo, ficou de fora. Mais tarde, desapareceu. Em seu primeiro desfile, com o enredo "Romaria à Bahia" em 1954, a Acadêmicos do Salgueiro surpreendeu o público e alcançou a terceira colocação, à frente da Portela.

O primeiro presidente do Salgueiro foi Paulino de Oliveira e nos anos que se seguiram, a escola ousou ao tratar de enredos que colocassem os negros em destaque, e não como figurantes. É exemplo marcante desse novo estilo, Navio Negreiro (1957). Mas foi em 1958, sob a presidência de Nelson Andrade, que a agremiação adotou o lema que traz até hoje: nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente. Foi Nelson Andrade o responsável pela ida do carnavalesco Fernando Pamplona para o Salgueiro, em 1960, dando início a uma grande mudança no visual da escola. Pamplona criou uma equipe formada por ele, o casal Dirceu e Marie Lousie Nery, Arlindo Rodrigues e Nilton Sá, revolucionou a estética dos desfiles das escolas de samba.Essa tendência foi reforçada com a chegada de Fernando Pamplona e, posteriormente, de Arlindo Rodrigues, que resgataram personagens negros que enriqueceram a história do Brasil, embora fossem pouco retratados nos livros escolares, como Zumbi dos Palmares (Quilombo dos Palmares - 1960), Xica da Silva (Xica da Silva - 1963) e Chico Rei (Chico Rei - 1964).

Na década de 1970, a escola consagra o jovem artista plástico Joãosinho Trinta, que foi aluno de Pamplona, nos memoráveis desfiles de 1971 Festa para um Rei Negro (samba composto por Zuzuca, tendo como carnavalesco Joãosinho Trinta com o qual obtém seu 5º título) e o bicampeonato em 74/75 com Rei de França na Ilha da assombração (samba composto em 1974 por Zé Di e Malandro tendo como carnavalesco Joãosinho Trinta que lhe rendeu seu 6º título do carnaval carioca) e As minas do rei Salomão (samba composto em 1975 por Nininha Rossi, Dauro Ribeiro, Zé Pinto e Mário Pedra e tendo como carnavalesco Joãosinho Trinta com o qual conquistou seu 7º título).

Nos anos 1980 a escola amarga uma série de insucessos, disputas internas causaram afastamento de salgueirenses históricos e vê a ascensão de escolas como: Beija-Flor , Imperatriz e Mocidade Independente, cujos desfiles eram confeccionados por ex carnavalescos do Salgueiro, como Joãosinho Trinta, Arlindo Rodrigues e Rosa Magalhães.

O jejum de títulos é quebrado em 1993 com o surpreendente Peguei um Ita no Norte, de Mario Borrielo, Demá Chagas, Arizão, Celso Trindade, Bala, Guaracy e Quinho e com o carnavalesco Mário Borriello, esse desfile foi responsável por um dos momentos mais inesquecíveis do carnaval carioca e por um dos melhores samba-enredo que a Sapucaí ouviu.

Nos últimos anos seu carnaval foi feito pelo carnavalesco Renato Lage que foi discípulo de Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues. Com a morte dos patronos Maninho e Miro Garcia, a vermelho-e-branca precisou mais do que nunca se unir para apresentar um grande desfile com o enredo Do fogo que ilumina a vida, Salgueiro é chama que não se apaga. O desafio foi vencido. O excelente desenvolvimento do enredo de Renato Lage e Márcia Lavia contava a história e a importância do fogo para a humanidade. A plástica do tema iluminou os carnavalescos a criarem um belíssimo trabalho de cores quentes e formas originais inspirados no elemento. O Salgueiro desfilou com uma garra que há muito tempo não se via. Exceto por problemas em duas alegorias, que tiveram dificuldade de passar pelas árvores não podadas da Presidente Vargas, a escola foi extrema em sua excelência e incendiou a avenida, credenciando-se ao título. Porém, na abertura dos envelopes, apenas a 5ª colocação foi reservada à escola.

Golpe maior a escola sofreria no ano seguinte, quando levou para a avenida o enredo Microcosmos, o que os olhos não vêem, o coração sente, criado por Renato Lage e Márcia Lávia. Já contando com a estrutura do barracão na Cidade do Samba, a escola sentiu o peso de abrir o desfile do Grupo Especial, com um público ainda frio e pouco receptivo. O resultado final foi a 11ª colocação, a pior da história do Salgueiro.

Para se reerguer, em 2007 o Salgueiro foi em busca de suas raízes para encontrar, na África Oriental, a história das Candaces, rainhas negras que governaram o Império Meroe, sete séculos antes de Cristo. Tudo pareceu perfeito para mais uma vitória - ou pelo menos o vice-campeonato. A escola fez um desfile brilhante e saiu aclamada pelo público e pela imprensa como postulante ao título. Uma boa colocação parecia certa para a escola (e para o público em geral). Essa expectativa durou apenas até a leitura das primeiras notas, na quarta-feira de cinzas. Inexplicavelmente os jurados deram notas baixas à escola. Afastada da luta pelo campeonato, o Salgueiro terminou a apuração em 7º lugar. Em 2008, falando sobre a cidade do Rio de Janeiro, o Salgueiro conquista o vice-campeonato.

Após o vice-campeonato, o Salgueiro realizou eleições para a escolha da diretoria executiva, responsável pelo comando da escola no triênio 2008/2010. A vencedora foi a candidata da situação, Regina Celi Fernandes Duran, segunda mulher na história a presidir a escola.

Para 2009, a escola escolheu o enredo Tambor, de Renato Lage. O samba enredo vencedor foi composto por Moisés Santiago, Paulo Shell, Leandro Costa e Tatiana Leite. Graças a a esse enredo, o Salgueiro ganhou o campeonato deste ano, com um ponto de diferença da vice Beija-Flor e quebrando um jejum que durava 16 anos.

Para o carnaval de 2010, o Salgueiro segue com o carnavalesco Renato Lage e busca o bicampeonato com o enredo autoral Histórias Sem Fim, contado a história do livro, que vem da Antiguidade até os tempos modernos.



O Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Porto da Pedra é uma escola de samba, que participa do Carnaval carioca.

História

A Unidos do Porto da Pedra foi fundada em 8 de março de 1978 a partir de um time de futebol - o Porto da Pedra Futebol Clube - passando a desfilar como um bloco em São Gonçalo. Campeã diversas vezes em sua cidade natal, em 1994 passou a desfilar no carnaval do Rio de Janeiro, quando apresentou o enredo "O Novo Sol do Amanhã", sendo vice-campeã do "Grupo de acesso", nome que era dado na época ao Grupo D (quinta divisão do Carnaval Carioca). Com a criação da LIESGA, em 1995, a Porto da Pedra foi convidada a disputar o Grupo de acesso A(segunda divisão) em 1995, sagrando-se campeã e sendo promovida ao Grupo Especial.

A escola foi a grande revelação da década de 90. Nona entre 18 escolas em 1996, em 1997, a Porto da Pedra conseguiu um honroso quinto lugar que a colocou no desfile das campeãs. Com audácia, a Porto da Pedra chegou ao sambódromo com um elogio à loucura. Com a participação de pacientes e funcionários do hospital psiquiátrico Pinel, a Porto da Pedra trouxe como enredo "No reino da folia, cada louco com a sua mania", do carnavalesco Mauro Quintaes . A escola conseguiu causar um bom impacto na sua abertura com uma comissão de frente vestida de Napoleão e um abre-alas que mostrou o tigre, símbolo da agremiação, em meio ao “Portal da Loucura”. As primeiras fantasias mostraram os delírios de D. Maria I, a rainha louca, que também foi motivo de inspiração para o figurino das baianas. O segundo setor do desfile foi dedicado ao Fantasma da Ópera. Havia ainda os carros de Raul Seixas e do Menino Maluquinho. O bailarino Nijinsky foi o personagem principal do carro “Prelúdio do Entardecer de um Fauno”, no qual foi montada, em estilo “art nouveau”, uma réplica do palco do Teatro Parisiense. Os loucos varridos, criados por uma campanha publicitária da Comlurb, estrelada por Sônia Braga, para manter as ruas do Rio limpas, vieram em uma das alas da escola. O último setor do desfile foi dedicado ao Bispo do Rosário, personagem central do último carro. Destaque para a bateria de Dom Quixote e a ala das crianças de Menino Maluquinho.

No ano seguinte, a Porto da Pedra trouxe mais uma vez um polêmico enredo intitulado "Samba no pé e mãos ao alto, isto é um assalto", e que acabou não sendo bem recebido, cabendo à escola a última colocação entre 14 escolas, o que causou o surpreendente rebaixamento da então novata do Grupo Especial. A idéia de Mauro Quintaes após o primeiro ano da escola no Grupo Especial era fazer uma trilogia que homenageasse grupos marginalizados da sociedade: os loucos, os ladrões e as prostitutas. Porém, com o rebaixamento, o carnavalesco acabou demitido e sua proposta foi abandonada.

A Porto da Pedra ainda voltou ao grupo principal ao ser vice-campeã do Grupo A em 1999, porém só ficou um ano. Em 2001, vence novamente o Grupo de acesso e volta ao grupo de elite do samba carioca, onde tem se mantido desde então, com destaque para o ano de 2005, quando conseguiu um 7º lugar com a reedição do enredo da sua escola-madrinha: União da Ilha "Festa Profana".

Em 2008 , a Porto da Pedra em comemorção dos 100 anos de imigração japonesa no Brasil, apresenta um desfile com o enredo: 100 anos de imigração japonesa no Brasil- Tem pagode no Maru, porém não agradou os jurados e por pouco não foi rebaixada ficando com o 11º lugar.

Para 2009, a escola, contrata o consagrado Max Lopes, que ficou oito anos a frente da Mangueira ,já no seu 1º ano a frente da Porto da Pedra, falou sobre as mais diversas curiosidades que podemos ter, como enredo "Não me proíbam criar, pois preciso curiar! Sou o país do futuro e tenho muito a inventar!" e acabou enfrentando problemas durante o desfile e como a desacoplação de uma alegoria perdendo 0,1 ponto, terminando a apuração em 10ºlugar.



O Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense é uma escola de samba do Rio de Janeiro, sediada no bairro de Ramos.

Primeira tri-campeã do Sambódromo, a escola se orgulha de seus desfiles técnicos originais e luxuosos.

História

A Imperatriz Leopoldinense foi fundada em 6 de março de 1959 por Amaury Jório e alguns remanescentes do extinto rancho Recreio de Ramos: Oswaldo Gomes Pereira , Elísio Pereira de Mello, Agenor Gomes Pereira, Vicente Venâncio da Conceição, José da Silva (Zé Gato), Jorge Costa (Tinduca), Francisco José Fernandes (Canivete), Manoel Vieira (Sagüi) e Aloísio Soares Braga (Índio). A escola foi nomeada em homenagem a Imperatriz do Brasil Dona Leopoldina von Habsburg, a primeira esposa do Imperador Dom Pedro I, e se orgulha de seus desfiles ao mesmo tempo originias e luxuosos, característicos de seus principais carnavalescos, como Arlindo Rodrigues, Max Lopes,Viriato Ferreira e Rosa Magalhães. É a única escola de samba do Rio de Janeiro que obteve nota máxima em todos os quesitos, no desfile principal, por três vezes, em 1980,1989 e 2001.

Rica, bem vestida e temida pelas adversárias. A Imperatriz que hoje conhecemos como uma das maiores instituições culturais deste país, também começou pequenininha igual a todas as escolas de samba.

A Zona da Leopoldina é um tradicional foco de resistência de cultura popular brasileira. Ao contrário do que muitos imaginam, essa região carioca sempre foi tão importante e famosa na qualidade de seu carnaval e competência de seus sambistas quanto seus rivais subúrbios da central. Em seu coração acha-se o maior e mais representativo acontecimento pré-carnavalesco, a Festa da Penha, tradicional cenário de confraternização de sambistas e lançamento de sua respectiva produção musical destinada ao próximo carnaval. Ali se encontra o maior e mais famoso Bloco Carnavalesco do Rio de Janeiro, o Cacique de Ramos (Fundado em 1961, dois anos depois do surgimento da Imperatriz) e a Folia de Reis mais esperada na cidade. Foi nesse farto caldeirão de cultura popular que se fundou o Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense.

Desde sua fundação, na sexta-feira de 6 de março de 1959, a Imperatriz Leopoldinense se preocupou com a difusão do saber. A reunião que a fez surgir, realizada na casa do farmacêutico Amauri Jório, esta que serviria por sete anos como sede da nova agremiação, tinha um objetivo: fundar uma grande escola de samba, que agregasse, em seus quadros, a nata dos sambistas da Zona da Leopoldina e pudesse suceder o Recreio de Ramos, bloco que saia ao lado da linha do trem e a escola de samba Unidos da Capela.

Para este primeiro encontro, foram chamados aproximadamente cinqüenta membros, dentre eles Oswaldo Gomes Pereira (primeiro presidente da escola), Amauri Jório (idealizador e secretário da Junta Governativa), Arlindo de Oliveira Lima (tesoureiro), Elísio Pereira de Mello, Agenor Gomes Pereira, Vicente Venâncio da Conceição, José da Silva (Zé Gato), Jorge Costa (Tinduca), Francisco José Fernandes (Canivete), Manoel Vieira (Sagüi), Aloísio Soares Braga (Índio), entre outros dissidentes do Recreio de Ramos.

Conhecido por sua grande habilidade política, Amauri Jório retirou das agremiações e blocos da Zona da Leopoldina a elite do samba, o que eles tinham de melhor. Foi um árduo trabalho de garimpagem, escolhendo e convencendo os sambistas a se juntarem na nova escola, completando o grupo que foi incubido de legalizar a escola e criar seu Regimento Interno.

Como o objetivo era, realmente, unir as agremiações da região, Manoel Vieira propôs a idéia de chamar a nova escola de Imperatriz Leopoldinense, fato que foi imediatamente aceito pelas senhoras Nair dos Santos Vaz e Nair da Silva, que faziam parte da comunidade de Ramos, contando com o apoio de Oswaldo Gomes Pereira e Amauri Jório. No livro de ata da fundação da escola, consta que o nome da agremiação foi inspirado na linha de ferro Leopoldina, e ainda de acordo com a ata, esse fato se deu, para que a escola tivesse um nome que representasse todo o subúrbio da Leopoldina. Curiosamente, há também uma outra vertente que acredita na origem de seu nome nobiliárquico parecer ter sido inspirado no da loja de tecidos Imperatriz das Sedas, existente próximo à estação de Ramos.

A escolha das cores, porém, provocou intensos debates. Vicente Venâncio conseguiu aprovar o verde e branco, recordando as cores de sua escola madrinha - a Império Serrano - de tantas glórias já então. A Bandeira cujo desenho é de autoria de Agenor Gomes Pereira, consiste numa faixa transversal verde que corta o pavilhão branco e onde se pode ler o nome da escola e contém, também, uma coroa, símbolo da escola, que é uma referência à coroa do Primeiro Reinado, ou seja, reinado no qual a Imperatriz Leopoldina governou o Brasil e 11 estrelas douradas, representando os bairros da Leopoldina: Benfica, Manguinhos, Bonsucesso, Olaria, Penha, Penha Circular, Braz de Pina, Cordovil, Parada de Lucas, Vigário Geral e Ramos, sendo que esta última se destaca por representar o berço da escola. Nos anos 70 a Bandeira recebeu estatutariamente a adição do ouro.

No mesmo ano de 1959, a escola conseguiu o Alvará de Localização, sendo a pioneira neste fato, fixando a sede na casa de Amauri Jório. Outro acontecimento importante neste mesmo período de tempo foi o recebimento da Menção Honrosa no Concurso de Ornamentação da cidade do Rio de Janeiro.

Lançada a semente do sonho de uma grande escola de samba, o próprio Amauri Jório comprou os trinta primeiros instrumentos da bateria da Escola. Se hoje a quantidade pode parecer pequena, para a época o número era bastante expressivo.

No início eram muitas as dificuldades para desfilar, mas a vontade dos componentes era maior do que qualquer problema. Em seu primeiro desfile, no carnaval de 1960, a Imperatriz Leopoldinense já demonstrava sua preocupação com a cultura. Com o enredo "Homenagem à Academia Brasileira de Letras". A escola conquistou o sexto lugar no terceiro grupo.

Em 1961, já com Amauri Jório como presidente, a Imperatriz levou para a Praça XI o tema Riquezas e Maravilhas do Brasil, de autoria do próprio presidente, e que valeu à escola seu primeiro título de campeã. Com o título no Grupo 3, trataram desde cedo, de avisar, ameaçadoramente, às concorrentes que se julgavam inabaláveis que "nos pequenos frascos é que se encontram os piores venenos". No ano de 1962, conseguiu o quinto lugar com o enredo "Rio no século XVIII, Homenagem a Carlos Gomes de Andrade, O Conde de Borbadela". No ano seguinte ainda desfilando pelo Grupo 2, classificou-se em terceiro lugar com o enredo "Três Capitais". Posteriormente foi vice-campeã do Grupo 2 com o enredo "A Favorita do Imperador-Marquesa de Santos", subindo para o primeiro grupo.

O ano de 1965 foi muito especial para a verde-e-branco da Leopoldina. Debutante no Grupo 1 e com a responsabilidade de abrir o desfile que comemorava os 400 anos da fundação da cidade do Rio de Janeiro. Neste ano, Debret era o tema de decoração das ruas centrais da cidade no primeiro carnaval temático da história. É construída a passarela para a instalação de câmeras de televisão e estações de rádio. Os ingressos postos à venda para as arquibancadas esgotaram-se rapidamente, o que passaria a repetir-se todos os anos. A escola apresentou na Avenida Presidente Vargas o enredo "Homenagem do Brasil ao IV Centenário do Rio de Janeiro", descendo para o segundo grupo por não ter feito um bom desfile, tendo em vista a verba que empregou na nova sede, situada à rua Professor Lacê, 235, em Ramos. Um fato inusitado aconteceu com a agremiação na apuração deste desfile. Após uma série de problemas na organização do carnaval deste ano, a mais escandalosa gafe do desfile do VI Centenário ficou por conta de Enid Sauer, encarregada de julgar o quesito que avalia a coreografia do mestre-sala e da porta-bandeira. Ela deu nota seis ao mestre-sala e oito à porta-bandeira da Imperatriz Leopoldinense. O problema é que, como suas fantasias não ficaram prontas, nem o mestre-sala nem a porta-bandeira da Imperatriz desfilaram. Para agravar a situação absurda, a porta-bandeira fantasma da Imperatriz ganhou uma nota superior à atribuída a Neide, Mangueira, que disputava com Vilma da Portela o título de melhor porta-bandeira do carnaval carioca. Enid Sauer deu nota seis à exibição de Neide.

Querendo livrar sua escola da sina da instabilidade, Amauri Jório convidou o amigo Luiz Pacheco Drumond para finalmente consolidar o sonho de que a Imperatriz deveria ser uma grande escola de samba. Luizinho, como Amauri o chamava, chegou à escola prometendo a compra de uma quadra. Promessa imediatamente cumprida. A partir daí, era hora de estruturar a Imperatriz Leopoldinense para os desfiles.

Aliás, a quadra de ensaios da Imperatriz, construída em 1965, é especialmente bem localizada no que diz despeito à vizinhança essencialmente residencial e de muito fácil acesso, a dois quarteirões da estação de Ramos e pouco mais de quinze quilômetros do centro da cidade.

Em 1966, obteve o 2º lugar no Grupo 2 com o enredo "Monarquia e Esplendor da História", ficando atrás apenas da São Clemente no desfile da Avenida Rio Branco e retornando ao desfile principal.

A Imperatriz foi pioneira ao criar, no ano de 1967, um departamento cultural que teve como integrantes, o médico e pesquisador Hiram Araújo (fundador e diretor do Departamento Cultural), Fernando Gabeira, Oswaldo Macedo e Ilmar de Carvalho. Era uma espécie de comissão de carnaval que desenvolvia os desfiles. Foi o pontapé inicial para que a escola potencializasse a união, iniciada pelo Salgueiro na década de 50, entre o erudito das universidades e popular do samba. Seus enredos eram baseados em obras da literatura brasileira ou em movimentos artísticos. Já neste ano, Hiram Araújo representa a Imperatriz no 1° Simpósio do Samba na cidade de Santos, em São Paulo.

Retornando a abrir o desfile do Grupo 1 na Avenida Presidente Vargas com o enredo "Monarquia e Esplendor da História", obteve o nono lugar e voltou a ser rebaixada ao Grupo de Acesso.

No carnaval de 1968, volta para a Avenida Rio Branco e tira o segundo lugar no Grupo 2 com o enredo "Bahia em Festa" com samba-enredo de Bide e Carlinhos Sideral, novamente ingressando no Grupo 1. Foi o primeiro carnaval realizado pelo Departamento Cultural e de Carnaval da escola. No ano seguinte, a Imperatriz abre novamente a ordem dos desfiles e obtém o oitavo lugar no Grupo 1 com o enredo "Brasil, Flor Amorosa de Três Raças", com samba-enredo de Carlinhos Sideral e Matias de Freitas, considerado por Pixinguinha um dos melhores sambas-enredos de todos os tempos.

Foram anos difíceis para a escola de Ramos. Ainda aprendendo a lidar com os autos e baixos no desfile, a crítica da imprensa não poupava seus fracos desempenhos nas apresentações durante a década de 60. Como grande parte de seus torcedores não possuía condições financeiras para assistir ao desfile pela TV, só restava a opção de acompanhar pelo rádio. Fantasias pesadas, maquiagens pastosas, perucas mal-feitas e outros mais. Os adjetivos eram os mais assustadores possíveis e o resultado negativo só vinha confirmar o prognóstico dado anteriormente. Somente os enredos sobre a cultura popular eram um jeito de apresentar carnavais marcantes, chamando a atenção do público.

Em uma das passagens mais bonitas de sua história, Maria, freqüentadora assídua da quadra e apaixonada pela Imperatriz, gastou toda a herança que sua tia havia recebido por ter sido uma fiel empregada de Carlos Lacerda (Antigo Governador da Guanabara [1960-1965]), durante os carnavais, para a compra de roupas e adereços. Era um baú de jóias que ficava escondido em um quarto. A cada ano que passava, três jóias eram empenhadas e assim estava criada uma fonte temporária de renda. Como era esperado, um dia elas acabaram e tudo estava perdido. A comunidade sentia-se triste e sabia que já era chegada a hora da mudança.





O Grêmio Recreativo Cultural Social Escola de Samba Vai-Vai é uma escola de samba fundada por um grupo de notáveis sambistas no bairro do Bixiga, pertencente ao distrito da Bela Vista, São Paulo, Brasil.

História

No início do século XX, havia no bairro do Bixiga um time de futebol e grupo carnavalesco chamado Cai-Cai, que utilizava as cores preto e branco, da qual fazia parte um grupo de choro e jogava no campo do Lusitana, próximo ao cruzamento das ruas Rocha e Una, na região do Rio Saracura.

Por volta de 1928, um grupo de amigos, liderados por Livinho e Benedito Sardinha, ajudava a animar os jogos e festas realizadas pelo Cai-Cai, porém eram sempre vistos como penetras e arruaceiros, sendo apelidados de modo jocoso como "a turma do Vae-Vae". Expulsos do Cai-Cai, estes criaram o "Bloco dos Esfarrapados", e paralelamente, o Cordão Carnavalesco e Esportivo Vae-Vae, que foi oficializado em 1930.

O Vae-Vae adotou as cores preto e branco, as cores do Cai-Cai invertidas, como forma de ironizar o cordão do qual se separaram. Seu primeiro estandarte foi feito de cetim preto ornados com franjas brancas, tendo como símbolo no centro o desenho de uma Coroa com dois ramos de café e abaixo dos ramos, o nome do cordão, seguido da data de fundação.

Seu primeiro compositor foi Henrique Filipe da Costa, o Henricão, que compôs o samba de 1928: "Quem vive aborrecido distrai no Bloco Carnavalesco Vai Vai". Também de sua autoria foi o samba de 1929, que dizia "O Vai Vai na rua faz tremer a Terra / Quem está ouvindo e não vê / Chega a pensar que é guerra". Nos anos 1980, Henricão viria a ser o primeiro Rei Momo negro do carnaval paulistano.

O primeiro desfile oficial do cordão Vai Vai, foi em fevereiro de 1930, o tema era sobre São Paulo e o samba novamente foi feito por Henricão: “Salve São Paulo, tens o céu cor de anil/ Possui a riqueza e a grandeza, és o coração do Brasil". As fantasias eram livres, e nelas predominavam o preto e o branco. No segundo desfile, em 1931, foi cantado um samba exaltando o próprio cordão. Em 1932 devido à Revolução Contitucionalista, foi o único ano que o Cordão Vai-Vai não desfilou, mas em 1933, o Vai-Vai volta com um tema em Homenagem à Marinha Brasileira, com todos vestidos de marinheiros. De 1934 até 1965 o Vai-Vai não tinha um samba enredo, mas sim sambas exaltação, que eram cantados durante o desfile, sambas como sempre compostos por Tino e Henricão.

Djalma Branco, junto com Carioca, elaboraram grandes enredos na década de 1960, tais como "O segundo casamento de Dom Pedro I", em 1966. Por falta de verbas, em 1967 o cordão repetiu o enredo e levou o título, o que gerou grande confusão entre os concorrentes. Em 1968 o enredo foi: "A vinda da família real", onde o Vai-Vai teve como figurinista a mais alta patente em alta costura da época, o estilista Denner. Sua vinda revolucionou o mundo do samba paulistano. Ainda como enredos a Vai-Vai teve em 1969 "Aleijadinho", em 1970 "Princesa Leopoldina" - último título da entidade como cordão carnavalesco - e em 1971 "Independência ou Morte", sendo Zédi o compositor do último samba do tempo de cordão.

No início da década de 1970 a categoria dos cordões carnavalescos já estava decadente e todos passaram a se transformar em escolas de samba. Em 1972 a Vai-Vai torna-se oficialmente uma escola de samba, com a nomenclatura Grêmio Recreativo Cultural e Escola de samba Vai-Vai, estreando logo no Grupo Especial. Porém o primeiro título como escola de samba chegou em 1978, seis anos depois da mudança. Outros títulos também foram conquistados em 1981, 1982, 1986, 1987 e 1988.

No final dos anos 1990 e início dos anos 2000 a escola viveu a sua melhor fase, quando após conquista o título de 1996, foi tetracampeã consecutiva entre 1998 e 2001.

Às vésperas do desfile de 1999, as entidades judaicas Confederação Israelita do Brasil, Federação Israelita do Estado de São Paulo e B'nai B'rith do Brasil criaram polêmica com a escola, protestando contra uma das alas da Vai-Vai, que apresentava fantasias com o desenho da suástica como adereço, com a intenção de representar a suposta previsão sobre Adolf Hitler feita por Nostradamus, que era o personagem-título do enredo aquele ano.

Sólon Tadeu, presidente da escola na época, desculpou-se com representantes das três entidades, em uma reunião, argumentando que a escola não teria intenção de ofender, mas sim de apenas representar aquele elemento no enredo. Ainda assim, a escola decidiu desfilar com tarjas pretas sobre o polêmico adereço.

No ano seguinte a Vai-Vai comemorando 70 anos de história e 500 de Brasil trouxe o enredo "Vai-Vai Brasil", um enredo polêmico em relação ao período politico de 1985 - 2000 e conseguiu o seu 11º título

Em 2001 a escola foi Tetracampeã com o enredo "O Caminho da Luz, a Paz Universal"

Em 2002 a escola foi a quinta a desfilar na segunda noite de desfiles com o enredo "Guardado à Sete Chaves" enredo que mostrava lendas e supersões sobre o número 7. A escola terminou em 5º lugar

No ano seguinte, sexta escola a desfilar na sexta-feira com o enredo "Entre Marchas, Galopes e Cavalgadas". A escola terminou em 5º lugar

Em 2004, aniversário dos 450 anos da cidade de São Paulo, a escola homenageou o próprio bairro, o Bixiga e obteve o pior resultado de sua história, o 11º lugar, após alguns problemas na evolução.

No ano seguinte, terceira a desfilar na sexta-feira com o enredo "Eu também sou Imortal", a escola veio "mordida", e após um longo período na concentração, entrou muito bem na avenida, sendo considerada até o fim a favorita para o título daquele ano. Liderava a apuração, quando inesperadamente tirou algumas notas 9 novamente em quesitos como evolução e harmonia, terminando em quinto lugar. Naquele ano, a bateria protestou contra algumas de suas notas, e decidiu também que não desfilaria no desfile das campeãs, tendo após isso o presidente decidido que a escola não participaria do desfile.

Em 2006, chegou mais perto do título com o enredo "São Vicente, aqui começou o Brasil", mas por meio ponto acabou em segundo lugar atrás da campeã Império de Casa Verde.

Em 2007, já sob o comando do presidente Tobias e com Waguinho como intérprete, a Vai-Vai, terminou na terceira colocação. O novo presidente, logo após o desfile, não polemizou sobre o resultado, reconhecendo a vitória da Mocidade Alegre, embora dizendo que gostaria de ver as justificativas de algumas notas do quesito enredo

Após o Carnaval, a escola teve que abandonar seus ensaios no bairro do Bixiga, pois sua sede não era suficientemente grande para abrigar os ensaios, e por isso estes sempre aconteciam nas ruas em volta da escola. Alguns moradores, que durante muitos anos protestaram contra supostos transtornos trazidos á vizinhança por estes ensaios, finalmente fizeram com que a prefeitura os cancelasse. Mesmo assim os ensaios continuam sendo feitos nas ruas do Bixiga.

Em 2008 após sete anos sem vencer a Vai-Vai veio com o enredo "Acorda Brasil, saída é ter esperança" que falava sobre a educação através da música no Brasil e conquistou seu 13º título.

Em 2009 a Vai-Vai apostou num desfile mais técnico do que empolgante com o enredo "Mens sana et corpore sano - O milênio da superação" com alegorias mais realistas do que a própria beleza focando-se na falta de saúde e de higiene. A comissão de frente "Em busca do homem vitruviano" representou um duelo entre o bem e o mal, o Carro abre-alas "Peste Negra" representava a varíola, a Ala das baianas simbolizava a "Globalização Microbiana" e a Bateria veio de "Peste Negra", "Homem Lobo do Homem" representando a falta de saúde no Século XIV. A escola terminou em 2º lugar com meio ponto a menos que a campeã Mocidade Alegre.

Em 2010, já sem Chico Spinosa e sim agora com uma Comissão de Carnaval a Vai-Vai teve como enredo "80 Anos de Arte e Euforia, “É Bom no Samba, É Bom no Couro” Salve o Duplo Jubileu de Carvalho", um enredo que remontava os 80 anos de fundação de Vai-Vai e das Copas do Mundo, mas devido a alguns problemas nos quesitos Evolução e Comissão de Frente a escola terminou em 3º lugar com 75 décimos a menos que a campeã Rosas de Ouro.

No dia 20 de Abril de 2010 o presidente da Vai-Vai, Thobias da Vai-Vai, passa o cargo de presidente para Darli Silva, o Neguitão e é nomeado Presidente de Honra da Vai-Vai pelo Conselho Deliberativo do GRCSES Vai-Vai.

Para 2011 a Vai-Vai teve como carnavalesco Alexandre Louzada, como intérprete Wander Pires e terá como enredo A Música Venceu, sobre a vida e obra do maestro e pianista João Carlos Martins. A Vai-Vai desfilou no dia 4 de Março de 2011 (Sexta-feira) e foi a penultima escola a desfilar. A escola terminou como a grande campeã do carnaval de São Paulo, conquistando assim seu 14º título do carnaval paulistano.



A Peruche tornou-se vice-campeã de 1968 à 1971 e também em 1989 e 1990. Mas um dos desfiles que mais marcaram a escola foi o de 1988, quando a escola, numa apresentação luxuosa com carros alegóricos gigantescas, contou com dois grandes intérpretes puxando seu samba: Jamelão e Eliana de Lima. Devido à forte chuva que atrapalhou o desfile naquele ano, a escola conseguiu, no entanto, apenas um quinto lugar.

Entre seus fundadores estavam João Cândido da Silva, conhecido como Cachimbo e Carlos Alberto Caetano, conhecido como Carlão, que junto com alguns sambistas, decidiram fundar o bloco de foliões no Parque Peruche. Surge então a Sociedade Esportiva Recreativa Beneficente Unidos do Parque Peruche, que possuía de início uma quadra para realização de seus ensaios no local chamado "Terreio do Caqui".

Os times de futebol da região ajudaram a escola emprestando instrumentos. Mesmo assim, eram insuficientes para o tamanho da escola, que crescia cada vez mais. até essa época, o Clube dos Lojistas da Lapa colaborava com a escola, mas em 1967, quando a prefeitura oficializou os desfiles, a escola perdeu o apoio e começou a encontrar dificuldades. Nesse mesmo período, a Peruche começou a ensaiar na Rua Zilda, uma vez que havia vendido seu terreno. Algum tempo depois, a entidade comprou um pequeno imóvel sendo impossível ensaiar em um espaço tão pequeno, adquiriram a quarta quadra, um terreno no Morro do Chapéu que mais tarde foi vendido, para poderem adquirir o espaço onde se encontra a atual quadra da escola, no Limão.

Em 1989, o conhecido carnavalesco carioca Joãozinho Trinta desenvolveu o enredo da escola, ocasião em que o também carioca Jamelão interpretou o samba-enredo. Em 1990 Joãozinho deixou um auxiliar em seu lugar, sendo Eliana de Lima a nova intérprete. Naquele ano, a Peruche desfilou com 2500 componentes, durante uma noite chuvosa, onde justamente seu desfile não foi atingido pela chuva.Devido a alguns problemas na evolução a escola terminou na apuração a um ponto da campeã.

Em 1991, a escola inova trazendo duas mulheres ao microfone: Bernardete e Eliana de Lima. Já o andamento do barracão não é o mesmo: às pressas a escola trocou de carnavalesco, com a chegada de Laíla. Eliana entra em trabalho de parto, tendo que sair às pressas e deixando Bernardete para cantar sozinha. Em 1992, a agremiação novamente a escola sucumbe diante de uma gama de problemas de harmonia e evolução. Já no ano de 1993, a Peruche levanta a arquibancada, porém problemas de alegorias fizeram com que a agremiação se atrasasse, perdesse pontos, iobtendo um 8º lugar muito pouco festejado.

No ano seguinte novamente Jamelão retorna ao posto de intérprete, novamente a Peruche desfila aspirando conquistar o título, mas novamente uma chuva forte e constante fez com que os carros fossem quebrando ao longo da avenida. Dois carros que não conseguiram passar acabaram ficando no recuo, ocasionando a perda de 14 pontos. Naquele ano, a Peruche terminou com, já descontadas as perdas, 272,50 pontos, enquanto a campeã Rosas de Ouro obteve no total fez 289,00 pontos.

Indignada com a perda dos pontos em 94, para 1995 a direção da escola preparou o enredo de protesto "Não Deixe o Samba Sambar", uma crítica irreverente às inovações do carnaval que desrespeitariam as tradições do samba. Na apuração, acabou disputando apenas o sétimo lugar com a vizinha Mocidade Alegre.

Durante algum tempo, por problemas internos da escola, parte da comunidade foi gradualmente se afastando, o que gerou inclusive uma dissidência, a Império de Casa Verde, que nascendo com o apoio do bicheiro Chico Ronda, viria a ser mais tarde uma das maiores escolas de samba de São Paulo, numa ascensão meteórica.

No final dos anos 90 a Peruche foi rebaixada, voltando em 2001 para o Grupo Especial ao ser vice do Grupo de Acesso. Em 2003, um acontecimento comovente: a poucos dias do Carnaval, o barracão do Peruche pega fogo e alguns carros são atingidos. Muitas escolas se solidarizam e doam material, fazendo com que a escola consiga desfilar. Ainda assim isso não evita que ela termine em último lugar, sendo a princípio rebaixada, o que faz sua então presidente passar mal após ter uma crise de choro no fim da apuração, enquanto dava entrevistas. Ela alegava que depois de toda a dificuldade para sua escola entrar na avenida, não seria justo deixar de rebaixar o Império de Casa Verde (que deveria cair, mas numa decisão de última hora, o presidente da Liga resolveu que não cairia),e rebaixar a sua escola. Após uma série de discussões, Peruche e Barroca Zona Sul se mantiveram no Grupo Especial, porém ao contrário do Império, não conseguiram se firmar, e no ano seguinte a Peruche foi a penúltima colocada, caindo novamente (a Barroca conseguiu se manter por mais um ano).
Após desfilar no Grupo de acesso em 2005, a Unidos do Peruche conseguiu ser vice-campeã novamente, voltando ao Grupo Especial para 2006.

Neste ano, a Peruche, primeira a desfilar, fez um enredo em homenagem a Santos Dumont, e traz um dos carnavalescos campeões pelo Império no ano anterior. Se propondo a resgatar algumas das antigas tradições da escola, este vai de porta em porta chamar de volta alguns antigos componentes que estavam magoados com a escola. O desfile vem acima do esperado e a Peruche consegue se manter no Especial naquele ano, porém em 2007, ao homenagear a Turma da Mônica, novamente a escola termina em penúltimo, voltando ao Grupo de Acesso para 2008. No ano de 2009, juntamente com a Leandro de Itaquera, retorna ao Grupo Especial do Carnaval de São Paulo.

Em 2009 a Escola falou sobre jóias, com o enredo Do ventre da Terra a indomável cobiça do homem, porém acabou voltando para o Grupo de acesso, tendo terminado na última posição.

Em 2010, de volta ao grupo de acesso com outras duas tradicionalíssimas escolas de samba, a Nenê de Vila Matilde e o Camisa Verde e Branco, favoritas ao acesso, enredo sobre como as religiões chegaram e se desenvolveram na cidade de São Paulo intitulado "São Paulo, Olhai por Nós", conquistou o vice-campeonato com 268,00 os mesmos pontos que a Dragões da Real, desempatadas no quesito Alegoria.

Em 2011 falará sobre os 100 anos do Theatro Municipal de São Paulo com o enredo: "Bravo! Bravíssimo! Peruche Apresenta 100 Anos do Theatro Municipal de São Paulo - O Retrato da Arte Brasileira". Toninho Penteado como cantor principal, sendo que Bernardete, Tiago Melodia, Manoel e Toninho Penteado gravaram no CD, com Tinga sendo auxiliar, além de ter a modelo Caroline Bittencourt como sua rainha de bateria. A escola ultrapassou o limite máximo do tempo em três minutos e o presidente optou por deixar dois carros de fora do desfile, pois poderia atrasar ainda mais o desfile.. Com isso, a escola foi rebaixada e disputará a Divisão de Acesso em 2012.



O Grêmio Recreativo Cultural Social Escola de Samba Unidos de Vila Maria é uma escola de samba de São Paulo.

História

A Unidos de Vila Maria foi fundada em 1954 a partir de um grupo de amigos que moravam na parte alta do distrito de Vila Maria e imediações, que se reuniam para brincar o carnaval pelas ruas do bairro, da Vila Munhoz até a Vista Alegre. Assim, surgiu em 1950 a escola de samba Unidos do Morro da Vila Maria (nome que permaneceria até 1971), sendo oficializada em 10 de janeiro de 1954. Neste primeiro ano, a Vila Maria ficou em segundo lugar no primeiro concurso do qual participou

Inicialmente, como as demais escolas da cidade, a Vila Maria não desfilava com alas formalizadas, saindo pelas ruas da cidade, tais como a Avenida Celso Garcia, no Brás, e a Avenida São João, no Centro, com sua bateria, o baliza Zé Caxambu e Claudete, uma passista que “escandalizava” por sair de maiô frente à bateria.

Sua primeira sede foi a casa de Mané Sabino, e os escassos recursos eram obtidos através de contribuições dos comerciantes da região e dos próprios associados para a compra de tecidos para as fantasias. Uma figura importante na história da escola é João Franco, o Xangô da Vila Maria, ator, cantor, compositor, um dos primeiros componentes da escola, um dos primeiros artistas a aderir ao movimento negro, e homenageado por Leci Brandão, num samba de autoria desta.

Segundo arquivos pessoais do próprio Xangô, uma característica da escola, levantada por alguns dos componentes mais antigos, é que durante muito tempo, apenas negros faziam parte da Vila Maria. Alguns dizem que isso acontecia porque os brancos não queriam misturar-se a este tipo de folia, enquanto outros pregam que havia mesmo preconceito por parte dos negros.

Em 1968, no primeiro desfile oficial da cidade, a Vila Maria conquista o título do Grupo 2 (atual Grupo de acesso, quando, através de um enredo que falava sobre Villa Lobos, desfilou com 300 componentes e mais uma ala mirim.

Ainda na década de 1960, a Vila Maria foi premiada pelo prefeito Faria Lima com o Apito de ouro, prêmio concedido às melhores baterias das escolas. Na ocasião, o Mestre responsável pela bateria era Mestre Batucada, outro grande nome do samba paulistano. Em 1976, já com 600 componentes, e sob a presidência de Benedito Nascimento, a escola ganha uma nova quadra. Porém, é apenas na década de 1990, quando o hoje presidente de honra da Velha Guarda, Vadinho, e alguns amigos resolvem assumir a escola é que a Vila voltou a obter bons resultados.

Em 1998, com o enredo “Uma viagem a Atlântida”, a Vila consegue o título do Grupo 2 (atual Grupo 1 da UESP). Em 2001, sob a presidência de Marcelo Muller, vem, finalmente, o título do Grupo de acesso, o que lhe concedeu o direito de figurar entre as grandes escolas no ano seguinte, tendo como tema do desfile as novelas. Já figurando entre as principais escolas do Carnaval paulistano , a Vila Maria ganhou uma nova quadra, a maior das escolas de samba de São Paulo, chegando em sexto lugar na disputa do Carnaval em 2004.

Em 2007, com um enredo sobre o renascimento ecológico da cidade de Cubatão, a Vila Maria surpreendeu o público, conquistando o vice-campeonato, melhor colocação de sua história.

Em 2008, com um enredo sobre os 100 anos de imigração japonesa no Brasil, terminou na 3º colocação.

Em 2009, a escola trouxe o enredo Da sobrevivência a luxúria,da ilusão a lucinação. Dinheiro, mito, história e realidade, terminando na 8º colocação.

Para 2010, a escola trouxe um enredo sobre o minério de ferro; "A indústria que manipula o ferro, é a mãe de todas as outras !" de autoria do carnavalesco Fabio Borges, que estava na Academicos do Tucuruvi.



O Grêmio Recreativo Cultural Social Escola de Samba Águia de Ouro é uma escola de samba da cidade de São Paulo, sendo sediada no bairro da Pompéia.

História

A Águia de Ouro foi fundada em 9 de maio de 1976, com a associação dos jogadores do time de futebol Faísca de Ouro a Carlos Alberto de Moraes, fundador da escola Pérola Negra. Na época Moraes havia deixado a Pérola. Entre uma partida e outra, fazendo samba e comandados por Gílson Carrioulo Antônio, e contando com o experiente Maíco, crescia a cada dia a roda de samba. Decidiram então fundar em 9 de maio de 1976, o G.R.E.S. Águia de Ouro. O primeiro ensaio foi realizado na Vila Madalena, mas esse foi o único naquele bairro. Todos os outros foram feitos na Vila Anglo-Brasileira, mais tarde, Vila Pompéia.

Dos cerca de 50 jogadores do Faísca que ajudaram a formar a escola, 15 deles ainda comparecem regularmente à quadra da Águia, embora o time tenha parado de jogar em 1982. Desses, um dos mais importantes é Sidnei Carrioulo Antônio, atual presidente da agremiação.

A Águia de Ouro estreou em 1977 no Grupo 4 (atual Grupo 2 da UESP), com o Enredo "A Bahia de Jorge Amado" e samba de Ditinho, numa tarde de sol forte na Avenida Tiradentes. Nesta ocasião, a escola conseguiu o vice-campeonato, ascendendo ao Grupo 3.

Em 1984, um incêndio na sede destruiu parte das fantasias e quase a tirou do carnaval. De 1976 até 1986, os integrantes ensaiaram em praças do bairro, até conseguirem nesse ano um espaço embaixo do Viaduto Pompéia.

No período 1999 a 2007, a escola se mantém no grupo Especial do carnaval, quase sempre com desfiles polêmicos, exóticos e/ou inovadores. Destaca-se entre eles o de 2001, quando a Águia fez uma crítica política com um enredo que comparava a corrupção existente no Brasil à bruxaria.

Em 2003, , sendo a terceira a desfilar na sexta-feira, a Águia fica em 11º lugar, muito próxima do que seria o rebaixamento previsto - uma vez que no fim a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo decidiu não rebaixar ninguém.

Em 2004, durante os festejos pelos 450 anos de São Paulo, a escola para fugir um pouco do tema único decidiu homenagear a culinária paulistana e a apresentadora de programas sobre culinária Ana Maria Braga, recém recuperada de um câncer. O desfile, desenvolvido pelo carnavalesco Cebola, também foi uma crítica à desigualdade e à fome, e contou com a participação do bispo de Duque de Caxias, Dom Mauro Morelli, um dos criadores do programa Fome Zero, que compareceu à concentração para agradecer à visita que recebeu de integrantes da agremiação enquanto esteve internado alguns meses atrás, e aproveitou para abençoar o desfile. Segundo Chico Pinheiro e Maurício Kubrusly, que narravam o desfile pela TV no dia, o bispo também queria ter desfilado pela escola, mas os integrantes acharam melhor não criar problemas com a Igreja Católica.

No ano seguinte, novamente com um enredo sobre o combate à fome, dessa vez mais específico, não foi mais possível segurar o bispo, um dos consultores do enredo, na concentração, e ele desfilou num carro alegórico adornado por anjos.

Em 2006, com a saída de Cebola, que foi para a Mancha Verde, a Águia trouxe um tema forte, que falava sobre a pedofilia e maus tratos a crianças. Quarta a desfilar no desfile da madrugada de sábado para domingo, a escola trouxe o samba-enredo mais acelerado daquele ano. Segundo os narradores e comentaristas do desfile, a escola tratou com leveza um tema considerado bastante pesado para o Carnaval, fazendo uma importante denúncia. Durante o recuo da bateria, os integrantes desta apresentaram uma coreografia elaborada, ajoelhando para o público, sendo esta uma das escolas mais aplaudidas. Outras surpresas dos desfile foram as bailarinas que se apresentaram com sapatilhas de ponta e o casal de mestre-sala e porta-bandeiras fantasiado de Lobo Mau e Chapeuzinho Vermelho. Um dos carros alegóricos se referia à criança recém-nascida que foi abandonada na Lagoa da Pampulha pouco antes do carnaval, que mostrava uma sereia salvando um bebê.

Em 2007, sendo a 5ª a desfilar na madrugada de sábado para domingo, mais uma vez a escola levantou a arquibancada com suas inovações, conquistando o 4º lugar do Grupo Especial, sua melhor colocação até hoje.

No carnaval 2008, com um enredo sobre o sorvete, a escola levantou a arquibancada com um samba muito empolgante, porém um problema no quarto carro fez com que a escola tivesse várias ocorrências em sua evolução, caindo para o Grupo de Acesso daquele ano.

Em 2009, com o enredo No Swing da Pompeia, Águia de Ouro te convida pra Dançar a escola retorna ao Grupo Especial, ao ganhar o Grupo de acesso. Em 2010 de volta ao grupo especial vai com um enredo sobre a cidade de Ribeirão Preto "Ribeirão Preto - Região à Frente do Seu Tempo: Da Abolição ao Agronegócio, Terra de Liberdade e Riqueza!" e terá uma Comissão de Carnaval, mas permanecerá com intérprete Serginho do Porto.



O Grêmio Recreativo Escola de Samba Tom Maior é uma escola de samba da cidade de São Paulo, fundada em 14 de fevereiro de 1973.

História

Na reunião de fundação, criada e idealizada pelo Sr. Hélio Bagunça, que foi o primeiro presidente da escola, havia pessoas com diferentes idades, origens e experiências de vida, havia também universitários da USP que na época freqüentavam o São Paulo Chique, que era uns dos maiores eventos culturais dos anos 70 dirigido então pelo Sr. Helio.

Em 1974, a escola colocou na avenida o seu primeiro Carnaval, sendo vice-campeã do Grupo 3 (atual Grupo 1 da UESP), fato que a promoveu para o Grupo 2(atual Acesso). Manteve-se em 1975 e foi vice-campeã do Grupo 2 (atual Grupo de acesso) em 1976, chegando ao Grupo 1(Hoje Especial) pela primeira vez em 1977, ficando em 9º lugar.

Não se firmou muito tempo no Grupo Especial, voltando ao Grupo 2 (acesso) em 1979 e em 1982 chegou a ser rebaixada para o Grupo 3 novamente, permanecendo até 1992. Só retornaria ao Grupo Especial em 1996, quando terminou em 8º lugar, à frente da tradicional Camisa Verde e Branco. Mas em 1997, ao terminar na 9ª colocação entre 10 escolas, acabou rebaixada novamente, porém com um belíssimo desfile e numa classificação muito discordada pelo mundo do samba.

Em 1999 a escola alugou uma quadra no Sumaré, em plena Av. Dr. Arnaldo, permanecendo nos carnavais de 2000 e 2001. Embora até hoje constantemente se afirme como pertencente ao Sumaré, após a saída deste endereço migrou para a Rua Eugenio de Medeiros, em Pinheiros. No carnaval de 2000, a Tom Maior teve uma nova passagem pela divisão principal, porém terminou em 13º lugar entre 14 escolas, caindo outra vez, por apenas meio ponto, assim como em 1997.

A escola nunca teve quadra própria, ensaiando pelas ruas do bairro onde funcionava sua sede provisória. Sua primeira sede ficava na Oscar Freire, onde hoje está localizada a Estação Sumaré do Metrô. Depois rodou por diversos bairros da região, como Vila Madalena, Cerqueira César, e até Campo Limpo em 77 e 78, chegando a voltar ao Sumaré em 1979. Nas ruas Cristiano Viana, Oscar Freire, Galeno de Almeida, Amália de Noronha, Alves Guimarães, João Moura e adjacências, durante muitos anos, se realizavam os ensaios de Carnaval.

Em 2004, foi vice-campeã do Grupo de acesso, voltando ao especial em 2005 com um enredo sobre o meio-ambiente. Mais uma vez mudava seu endereço, mas apenas do númerio 50 para o número 263 da mesma rua Eugenio de Medeiros, em Pinheiros. Espaço amplo e muito bem projetado, ajudou a preparação de um grande desfile. Manteve-se no Grupo Especial para o ano seguinte, quando fez uma homenagem ao cantor Frank Aguiar, bem como a seu Estado-natal, o Piauí o que concedeu a escola 6 premios especiais do Jornal Diário de São Paulo, considerado o estanderte do carnaval. Em 2007 a escola surpreendeu com um enredo sobre o movimento trabalhista no mundo, com alegorias altas e um samba politizado, conseguindo uma expressiva 8ª colocação entre 14 escolas.

Já no Carnaval 2008 surpreendeu no Anhembi, com o enredo "Glória Paulista - São Paulo na Vanguarda da Economia Brasileira" a escola conseguiu sua melhor colocação entre a elite do carnaval paulista, alcançando um expressivo 5° lugar. Com um belo samba, fantasias e carros alegóricos criativos que chamaram atenção do público, assegurou sua participação no desfile das campeãs de São Paulo, porém junto desta conquista inédita, mais uma vez a escola precisou deixar sua quadra, pois o proprietário vendeu o imóvel para uma construtora, o que levou a escola a ensaiar no bairro da Barra Funda.

No carnaval 2009, com um enredo sobre Angola e Martinho da Vila, denominado Uma nova Angola se abre para o mundo! em nome da paz, Martinho da Vila canta a liberdade!!, a escola fez um excepcional desfile, porém ficou na 11º colocação após critérios duvidosos e notas injustas dos jurados.

No carnaval 2010, foi com um enredo sobre os 50 anos de Brasília: "Brasilia, Do Sonho à Realidade... Uma Homenagem de São Paulo aos 50 Anos da Capital Coração do Brasil". Trouxe o carnavalesco Roberto Szaniecki.



O Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Mocidade Alegre é uma Escola de Samba da cidade de São Paulo. Foi campeã do Grupo Especial sete vezes, e intitula-se a "Morada do Samba".

História

Durante a década de 60, diversos grupos de homens fantasiados de mulher saíam pela ruas do bairro no Carnaval. Um desses grupos, era o Mariposas Recuperadas, fundado em 1952, por Juarez Cruz, que era natural de Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, e queria brincar o Carnaval à moda de sua cidade natal. Com a introdução de mulheres e crianças, foi este bloco que deu origem à escola de samba Mocidade Alegre, em 1967.

Campeã do então Grupo 3 em 1969, e do então Grupo 2 em 1970, a escola levou o título do então Grupo 1 (atual Grupo Especial) logo no seu primeiro ano, totalizando uma seqüência de cinco anos de vitórias ininterruptas com o tri-campeonato do Grupo Especial em 1973. A escola ainda chegaria a ser campeã novamente em 1980, e à partir daí passaria por um longo jejum de 24 anos sem títulos, sem no entanto nunca ter caído para os grupos inferiores, voltando ao topo do Carnaval Paulistano com o título de 2004.

Na primeira década do século XXI, a Mocidade, já sob o comando da presidente Elaine Cristina Cruz Bichara, contratou o intérprete Daniel Collête para puxar seus sambas. Elaine faleceu em 2003 (ano em que a Mocidade foi vice-campeã), pouco tempo após terminar de ajudar a escrever a sinopse para o enredo de 2004, quando a escola voltou a conquistar um título do Grupo Especial. A partir daí a Mocidade Alegre voltou a figurar entre as grandes de São Paulo. Em 2006 houve um susto durante o desfile quando um defeito num mecanismo que faria sair faíscas de fogo da fantasia da rainha de bateria, Nani Moreira, fez com que essa tivesse algumas leves queimaduras, sem no entanto abandonar o desfile.

A Mocidade voltou a ganhar o título de 2007, quando foi a última a desfilar, com um enredo leve sobre o riso, sendo o seu título reconhecido sem contestações pelas co-irmãs.

Em 2008, ainda sob o comando da presidente Solange Cruz Bichara, repatriou o intérprete Clovis Pê,a Mocidade Alegre ficou em 2º lugar, somente atrás da Vai-Vai. As duas agremiações empataram rigorosamente com a mesma pontuação, mas a Escola da Bela Vista conquistou o título pois o desempate foi definido em sorteio antes da apuração, pois obteve 30 pontos no Quesito Harmonia, onde a Morada do Samba obteve 29,75.

Para 2009, a Mocidade fez a proposta ao seu carnavalesco (Zilkson Reis) para que integrasse uma Comissão de Carnaval, e este não aceitou, transferindo-se para a Gaviões da Fiel.A direção deu continuidade com a proposta de uma Comissão de Carnaval, formada por Sidnei França, Márcio Gonçalves, Flávio Campello e Fábio Lima, por acreditar ser este o melhor formato para a Escola, que com o enredo "Da Chama da Razão ao Palco das Emoções... Sou Máquina, Sou Vida... Sou Coração Pulsando Forte na Avenida!!!", conquistou mais um título no Carnaval Paulistano.

No dia 3 de Março de 2009. Morreu Juarez da Cruz, um dos fundadores da escola de samba Mocidade Alegre. Ele havia passado mal no dia 24 de fevereiro, logo após a apuração dos votos que deu o título à escola. Cruz estava internado desde a ocasião em um hospital na Liberdade, Centro de São Paulo.



O Grêmio Recreativo Escola de Samba Pérola Negra é uma escola de samba do bairro de Vila Madalena, zona oeste da capital paulista, fundada em agosto de 1973.

História

Sua estréia no Carnaval Paulistano ocorreu no ano de 1974, levando para a avenida São João o tema enredo "Piolim, Alegria Circo História", resultado: Pérola Negra campeã do Grupo III.

Com esse resultado surpreendente, pessoas ainda indecisas resolveram aderir ao projeto e no Carnaval de 1975, quando contagiaram a avenida com o enredo "A São Paulo de Adoniran", o resultado não poderia ser outro senão: Pérola Negra, campeã do Grupo II.

Em 1976 com o enredo "Portinari, Pintor do Povo" é novamente campeã, passaram a fazer parte da elite do Carnaval Paulistano, tornando-se a "coqueluche" do momento.

Tiveram vários momentos inesquecíveis de glórias e desafetos, alegrias e tristezas, mas sem perder a paixão pelo samba que é a nossa alegria palavras bem lembradas na letra do nosso hino; composto pelo poeta Pasquale Nigro, compositor e um dos idealizadores da escola. Morador da tão singular comunidade da Vila Madalena e ainda ativo nos assuntos da escola.

A Pérola Negra também está localizada em uma região da cidade de São Paulo que vem se valorizando nos últimos tempos, a Vila Madalena. Mas a sua presença no lugar vem desde quando a Vila era um bairro de operários e ainda não tinha todo o agito dos dias atuais.

A escola tem nove participações no Grupo Especial. Esteve pela primeira vez em 76, quando ficou ininterruptamente até 81. As outras participações se deram em 83, 90, 96,2001.

No carnaval 2006, a escola ficou em segundo lugar no Grupo de Acesso, assegurando assim o direito de desfilar no Grupo Especial em 2007, onde se mantém para o desfile de 2008, tendo conquistado a 11° posição.

Em 2008 a escola conquistou o 10°lugar com o enredo "A onça vai beber água. Jaguariúna, desenvolvimento e qualidade de vida nos trilhos do tempo", e fez um belo desfile.

Para o desfile de 2009, a escola teve como tema Guiado por Surya pelos caminhos da India em busca da Pérola sagrada, idealizado pelo carnavalesco André Machado. Por ironia, o desfile ganhou novos ares graças a telenovela Caminho das Índias. A escola passou bem, sendo inclusive cotada para figurar no desfile das campeãs, mas no final terminou na 9º colocação.



Sob a liderança de José Leandro, Oswaldo de Salva, Tininho e posteriormente, Nenê da Cuica e Aldo Amaral, resolveram fundar no dia 1º de fevereiro de 1976,uma Escola de Samba que receberia o nome de G.R. Acadêmicos do Samba do Tucuruvi.

O primeiro desfile da escola foi no ano de 1977. O carro alegórico era um gafanhoto que tinha como base uma Kombi coberta com tecido verde. De lá para cá, somente em 2006 o gafanhoto deixou de sair no abre-alas, pois o enredo falava da agricultura e a escola entendeu que um gafanhoto num enredo como este seria mal-interpretado.

O Tucuruvi subiu para o grupo especial pela primeira vez dez anos após sua fundação. O samba-enredo "Brasil em Aquarela" marcou a estreia da escola entre as grandes e ainda é recordado pelos sambistas paulistanos. Se manteve entre as grandes em 88 e 89, caindo e voltando em 93. Caiu em 94, mas subiu em 98, participando de todos os desfiles do Grupo Especial desde então. Suas melhores participações aconteceram em 1993, quando ficou em sexto lugar, e em 1999, quando ficou em quinto, ambas as vezes entre doze escolas, e nesta última vez voltando para o desfile das campeãs. Voltou também em 2000, quando ficou em sexto, mas entre quatorze agremiações e contou com a presença de Preto Jóia, campeão quatro vezes pela Imperatriz, como puxador, e Mestre Jorjão, ex-diretor de bateria da Mocidade , Viradouro e Imperatriz. Outros personagens a ser lembrado da escola é o compositor Maurinho da Mazzei, vencedor de quase 40 sambas nas escolas e blocos de São Paulo e Ricardo Gonçalves (Soneca) por estar sempre presente desde a superação e o crescimento da escola.

Em 2009, a escola surpreende com um desfile simples, mas com muita emoção, homenageando a cidade histórica de Ouro Preto, com o enredo Ouro Preto - O esplendor barroco de uma Vila Rica. Relicário da pátria, patrimônio da humanidade terminando na 7º colocação.

Em 2010 a escola foi com o enredo São Luís... Um universo de encanto e magia, com novo carnavalesco: Wagner Santos, que veio da Unidos de Vila Maria.Um grande destaque do desfile foi as batidas de reggae na parte do samba-enredo. Foi considerada, na apuração, uma das favoritas ao título, estando empatado em primeiro lugar com a Rosas de Ouro e a Mocidade Alegre durante boa parte da divulgação das notas, até que no quesito evolução perdeu preciosos pontos que a fizeram ir até a 8ª posição. Se não houvesse descarte de notas, o Tucuruvi chegaria na quarta posição.

Para 2011 a Tucuruvi anunciou que fará uma homenagem aos nordestinos em seu enredo, o que rendeu a agremiação ameaças por e-mail de extremistas.

Apesar de criticada por alguns pelo enredo, a Tucuruvi apresentou um belíssimo carnaval na avenida, conseguindo um inédito Vice-campeonato, a mais alta colocação já obtida pela escola no carnaval,superando agremiações de peso como Mocidade Alegre(prejudicada por um problema com um carro alegórico, que a impediu de concluir o desfile de forma satisfatória)e Rosas de Ouro(prejudicada pela correria que se fez necessária para terminar o desfile a tempo, o que afetou as notas em Evolução).



A Mancha Verde, ainda como torcida, foi fundada em 1983, resultado da fusão de três antigas torcidas organizadas - Império Verde, Inferno Verde e Grêmio Alviverde.

No começo do ano de 1995, a Mancha Verde (Palmeiras) decidiu participar do Carnaval, acertando sua participação junto à UESP, e alterando seu estatuto. Porém, devido à uma briga entre torcedores da Mancha e da torcida Independente, do São Paulo Futebol Clube, a justiça decretou, ainda naquele ano, a extinção do então Grêmio Recreativo Esportivo Cultural Torcida Mancha Verde como pessoa jurídica.

Como os integrantes da torcida continuaram se reunindo após isso, para que continuassem a poder fazê-lo de modo oficial, em 18 de outubro de 1995 assinaram a oficialização do Grêmio Recreativo Cultural Bloco Carnavalesco Mancha Verde. Embora a Mancha como escola de samba tenha sido criada com novos CNPJ e estatuto, seus integrantes a consideram como a continuação da torcida extinta. Anos mais tarde, seria criada a torcida Mancha Alvi-Verde, desvinculada juridicamente da antiga torcida e então somente escola de samba.

Em 1996, ano de seu primeiro desfile, com um enredo alertando para a destruição da natureza, ficou em segundo lugar no Grupo de Espera (subindo para o Grupo Especial dos Blocos), em seu primeiro desfile oficial. No ano seguinte, cantando a "Noite paulistana, um convite ao prazer", vence pela primeira vez o concurso dos blocos do carnaval paulistano.

Em 1998, tendo como enredo a palmeira, árvore indiana que veio para o Brasil, torna-se bicampeã do Grupo Especial dos Blocos Paulistanos. Tudo levava a crer que a Mancha Verde poderia ter sucesso semelhante a Gaviões da Fiel, escola também oriunda de torcidas organizadas.

Na tentativa do terceiro título consecutivo, o já consagrado bloco alviverde acaba em segundo lugar, com o enredo "Vinho, o néctar dos deuses". Mesmo assim, foi consolidando-se como uma promissora escola de samba, tendo inclusive o seu samba cantado por Quinho, famoso intérprete de sambas-enredo.

Em 2000, a Mancha Verde estreia com escola de samba. Cantando um enredo questionador sobre os 500 anos do Brasil ("Brasil, que história é essa?"), fica em segundo lugar no Grupo 3 Oeste do carnaval de São Paulo, ficando atrás apenas da Lavapés, a primeira escola de samba paulistana. Este resultado eleva a escola ao Grupo 2.

Cantando os orixás no carnaval de 2001, vence pela primeira vez como escola de samba e ascende ao Grupo 1A, prosseguindo a sua vertiginosa senda de vitórias em apenas seis desfiles. No ano seguinte, homenageando a Força Sindical, vence o Grupo 1A e se aproxima do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo.

Em 2003, uma nova meta a ser alcançada pela surpreendente e jovem escola de samba: chegar à elite do samba de São Paulo. Exaltando a cor mais brilhante no coração palmeirense - verde -, a Mancha Verde mostra a sua força perante as escolas de maior tradição que compunham àquele grupo (como Tom Maior, Pérola Negra e Unidos de São Lucas). Por razões até hoje contestadas, a escola fica em terceiro lugar, meio ponto atrás da vice-campeã Imperador do Ipiranga e um atrás da campeã Acadêmicos do Tatuapé, as escolas que voltaram ao Grupo Especial.

Mas, ao invés do arrefecimento, o aguerrimento. Consertando os equívocos e aperfeiçoando as virtudes, a Mancha provou ser uma escola estruturada no carnaval de 2004. Cantando "A saga italiana em terra paulistana", faz um desfile sem erros e conquista, enfim, o tão sonhado título do Acesso e sobe ao Grupo Especial paulistano, ao mesmo tempo em que a co-irmã Gaviões da Fiel caiu ao Acesso.

Em 2005, ano de sua primeira participação no grupo especial no Carnaval de São Paulo, terminou na 12ª colocação.

Em 2006, a Mancha Verde forma, juntamente com a Gaviões da Fiel, o Grupo Especial das Escolas de Samba Desportivas. O regulamento da Liga prevê que caso duas escolas, que sejam ligadas a agremiações desportivas, estejam no Grupo Especial, as mesmas formariam um outro grupo, que só teria escolas de samba ligadas a torcidas de futebol. Após muita polêmica, a Gaviões consegue, dias antes do carnaval, uma liminar que lhe garante o direito de disputar o Grupo Especial, porém tal direito é negado à Mancha Verde, pois a Gaviões argumentou na justiça que tendo sido convidada pela Liga em finais dos anos 80, não teria esta o direito de impedi-la de disputar agora. Já Mancha tentou provar que por ser uma pessoa jurídica diferente, não seria ligada a nenhuma torcida organizada. O juiz, porém, usou como base para indeferir tal pedido o texto que constava no então site da entidade, que acabou funcionando como uma confissão da tese contrária. A Mancha foi assim obrigada a desfilar sozinha no Grupo de Escolas de Samba Desportivas, onde torna-se campeã. Porém às vésperas do desfile, a Mancha conseguiu negociar com a Liga a transferência do desfile, da madrugada de domingo para segunda, inicialmente a data prevista, para a madrugada de sábado para domingo, junto com as escolas do Grupo Especial, sendo também avaliada pelos mesmos jurados deste grupo. Essa avaliação lhe garantiu a sétima colocação geral, muito embora a Liga não reconheça esta classificação.

Em 2007, a Mancha Verde novamente foi colocada sozinha num grupo à parte, sendo obviamente declarada campeã deste grupo, e inclusive participando do desfile das campeãs, onde desfilou logo após a Gaviões da Fiel. Em relação ao Grupo Especial, obteve a décima-primeira colocação.

Em 2008, o Grupo Especial das Escolas de Samba Desportivas deixou de existir, fazendo com que Gaviões da Fiel e Mancha Verde voltassem a disputar com as outras escolas o título do Grupo Especial no carnaval.

Em 2009, falando sobre o estado de Pernambuco, com o tema Pernambuco: uma nação cultural!, a escola terminou na 10º colocação.

Em 2010, a Mancha Verde teve como enredo Aos Mestres com Carinho! Mancha Verde "ensina" como criar identidade! e teve também a volta do intérprete Celsinho que veio do Camisa Verde e Branco e também o carnavalesco Cebola, que estava na Mocidade Independente no carnaval carioca em 2009. tendo sumido antes do desfile. No final, conseguiu ficar em 4º Lugar, à frente de escolas como Gaviões da Fiel e X-9 Paulistana. Não se sagrou campeã por apenas um ponto: 269, contra 270 da Rosas de Ouro. Ficou em 4ºlugar,a sua melhor colocação em toda a sua história.

Em 2011 a Mancha Verde irá com o enredo "Uma Ideia de Genio" e tambem com uma comissão de carnaval em busca do titulo do carnaval com um carnval lindo a mancha verde conseguiu de novo uma posição otima um 4ºlugar,agora a frente de grandes escolas como a campeã do ano passado Rosas de Ouro,X-9 Paulistana e Mocidade Alegre.



Desde o início, integrantes da Gaviões da Fiel participavam ativamente dos desfiles de escola de samba, inicialmente como uma ala da escola de samba Vai-Vai, que possui as mesmas cores do Corinthians. Em 1974 foi inaugurada a primeira sede social da Gaviões e em 1975 a torcida passou a desfilar no desfile oficial de blocos da cidade de São Paulo, ganhando doze vezes a competição em treze anos de disputa.

Aceitou desfilar como escola de samba em 1989, ficando em segundo lugar no grupo 1 (atual grupo de acesso). Em 1990, terminou a disputa em nono lugar, entre dez escolas, a Gaviões foi rebaixada, porém em 1991 ganhou o Grupo de Acesso, ficando em oitavo Lugar no Grupo Especial de 1992.

Em 1993, a escola ficou em quinto lugar com o enredo A Chave do Tempo. Em 1994, a Gaviões chegou ao segundo lugar, sendo campeã pela primeira vez em 1995, com um enredo que até hoje é lembrado entre os sambistas de São Paulo, Coisa Boa é pra Sempre.

Graças ao inusitado fato de até então ser ao mesmo tempo uma escola de samba e uma torcida, a Gaviões ganhou muita visibilidade no Carnaval, não só em São Paulo, mas também atraindo a curiosidade de gente de outros estados, como o Rio de Janeiro, por exemplo, bem como ganhando a simpatia também dos torcedores do Corinthians, mesmo os que torciam para outras escolas.

Em 1999, vence novamente com o enredo "O Príncipe Encoberto ou a busca de S. Sebastião na Ilha de São Luís do Maranhão", terminado empatada com a Vai-Vai, mas teria vencido sozinha se houvesse critérios de desempate na época.

Em 2002, seu samba-enredo campeão, Xeque-Mate, que fazia uma homenagem ao jogo de xadrez e ainda aproveitava para fazer duras críticas políticas e sociais, foi inclusive usado no horário político. No ano seguinte, a escola sagrou-se bicampeã com enredo que falava sobre as cinco regioes do Brasil.

Em 2004, quase dez anos após o seu primeiro título no Grupo Especial e já consolidada como uma das maiores escolas de samba de São Paulo, a Gaviões da Fiel era favorita para um tricampeonato consecutivo, quando, em meio ao seu desfile sobre os 450 anos da cidade de São Paulo, um carro alegórico que falava sobre a "revolução corintiana" teve problemas no seu eixo, tendo uma alegoria que representava um jogador do Corinthians ficado presa na caixa de som e no relógio do Sambódromo, chegando até mesmo a derrubar este último. Isso fez a escola estourar o tempo em cinco minutos, perdendo oito pontos no total, além de levar algumas notas baixas no quesito evolução, terminando aquele desfile em último lugar.

Em 2005, a Gaviões teve alguns problemas novamente na saída do desfile, mas contou com a ajuda da Liga que permitiu-lhe mais tempo para começar o desfile, fazendo assim com que a escola vencesse novamente o Grupo de Acesso.

O ano de 2006 foi o primeiro em que duas escolas ligadas à torcidas organizadas estiveram ao mesmo tempo no Grupo Especial: a Gaviões (primeira a desfilar na sexta-feira) e a Mancha Verde (penúltima da madrugada de sábado para domingo). A Gaviões, porém, ganhou na Justiça o direito de participar normalmente do campeonato no Grupo Especial e a Mancha Verde então disputou sozinha durante dois anos o grupo das escolas desportivas.

Nesse ano, havia um temor entre alguns sambistas de que brigas entre torcidas organizadas pudessem atrapalhar o espetáculo. Por isso, o regulamento passou a prever que as escolas de torcida deveriam desfilar num dia em separado (no caso, a madrugada de domingo para segunda), disputando assim, num grupo à parte, o Grupo Especial das Escolas de Samba Desportivas. Porém, faltando menos de uma semana para o carnaval, a Gaviões da Fiel conseguiu uma liminar que garantia que ela disputasse o título do Grupo Especial, abrindo o desfile de sexta-feira.

Este deveria ser um desfile de recomeço, porém a escola acabou estourando o tempo regulamentar, causando perda de pontos. Na apuração, a escola ainda foi punida em mais pontos: por mostrar o escudo do Corinthians em um de seus carros alegóricos (mesmo tendo ganho na justiça o direito de exibi-lo), e por uma suposta propaganda em outro carro alegórico (a marca da empresa de geradores apareceu durante o desfile, quando deveria ter sido escondida), perdendo no total quatro pontos. A isto, somado ao fato de os jurados terem dado notas muito baixas a escola, como, por exemplo, no quesito Bateria, resultou em outro rebaixamento. A escola, então, parecia determinada a abandonar o carnaval paulista, segundo declarações de seu então presidente. Mas isto não aconteceu e, em 2007, a Gaviões da Fiel desfilou pelo Grupo de acesso com quatro carros alegóricos e 3.000 componentes. O enredo dedicado ao padre José de Anchieta contribuiu para que a Gaviões da Fiel se sagrasse novamente campeã da Categoria de Acesso.

Para 2008, inicialmente havia duas possibilidades: a Gaviões deveria participar do Grupo Especial das Escolas Esportivas juntamente com a Mancha Verde, ou poderia haver a possibilidade de a escola competir no tradicional Grupo Especial, resguardada pela mesma liminar que lhe garantiu este direito em 2006. No entanto, em julho de 2007, após uma nova reunião da LigaSP, ficou decidido que tal divisão seria extinta, voltando as escolas participantes desse grupo a disputar o Grupo Especial.

Para o carnaval daquele ano, a Gaviões teve como tema a cidade de Santana do Parnaíba, que fica na região metropolitana de São Paulo, e trouxe o carnavalesco carioca Mauro Quintaes. Como então campeã do grupo de acesso, a Gaviões foi a primeira escola a desfilar. A escola impressionou com suas alegorias e fantasias luxuosas, porém, apresentou um nível abaixo em relação a outras agremiações e, até mesmo, em relação a desfiles seus anteriores. Novamente, a escola teve que correr no final do desfile para não estourar o tempo máximo (65 min), isso resultou na perda de pontos nos quesitos evolução e harmonia. O resultado foi um tímido 11° lugar.

Para o carnaval 2009, a Gaviões trouxe o carnavalesco Zilkson Reis, vindo da Mocidade Alegre, que, com o enredo O sonho comanda a vida, quando o homem sonha o mundo avança. A fantástica velocidade da roda para evolução humana. É pura adrenalina!, obteve a quarta colocação.

Em 2010, a escola homenageou o centenário do Corinthians, com o enredo "Corinthians... Minha vida, minha história, meu amor!". Além disso, houve a troca de madrinha de bateria, saindo Lívia Andrade e entrando Sabrina Sato. Durante a apuração, os torcedores, revoltados com as notas do quesito Enredo, jogaram garrafas na pista do Sambódromo, após a revolta dos dirigentes da escola.. A escola terminou em 5º lugar.

Para 2011, apresentou como enredo a cidade de Dubai, ficando assim em 5º lugar com 268,50 pontos.



A Rosas de Ouro desfilou pela primeira vez no carnaval de 1971, no atual Grupo 1 da UESP (na época Grupo 3), terminando em 9º lugar entre 10 escolas. Em 1972 terminou em quinto, vencendo finalmente o Grupo 3 em 1973. Em 1974, ganhou o Segundo Grupo e subiu para o Grupo 1 (atual Grupo Especial), em 1975. Em sua primeira aparição entre as grandes, ficou com o vice-campeonato.

Nos anos 80, a Rosas de Ouro mudou-se para a Freguesia do Ó, onde construiu sua quadra, considerada por muitos uma das mais modernas da cidade. Seus sambas, nos primeiros anos de existência, foram feitos pelo compositor Zeca da Casa Verde. Com o enredo "Nostalgia", último samba de Zeca da Casa Verde para a escola, a Rosas pela primeira vez tornou-se campeã do Grupo Especial, feito que voltaria a se repetir no ano seguinte e também em 1990, 1991, 1992, este considerado seu melhor carnaval, e 1994 com o enredo Sapoti, que fazia uma homenagem à cantora Ângela Maria.

Desde muitos anos a Rosas de Ouro mantém, junto com a comunidade da Freguesia do Ó, projetos sociais voltados para crianças e idosos. Segundo o presidente Basílio, no bairro da Freguesia do Ó não existiam crianças nos semáforos, pois a escola havia tirado todas as crianças das ruas.

Em 2002 a Rosas de Ouro trouxe para avenida um enredo falando sobre o Pão, a escola veio cheia de esperança pois comemorava seus 30 anos.O samba era leve e bem facil de se pegar, porem a escola ficou no terceiro lugar atras apenas de Camisa Verde e Branco (vice-campea) e Gavioes da Fiel (Campeã).

Em 2003, Eduardo Basílio foi homenageado pela escola, desfilando no primeiro carro num enredo que falava sobre o circuito das frutas. Este seria o seu último desfile, pois no mesmo ano o presidente adoeceu, falecendo em outubro. Sua filha, Angelina Basílio, assumiu o comando da agremiação, e desde então vem comandando a escola.
A Rosas mantém a característica de fazer da cidade de São Paulo e seus personagens um tema recorrente em seus carnavais. O último foi em 2004, quando contou a história da capital paulista através de seus monumentos.

Em 2005, com um samba considerado pela crítica como um dos melhores do ano a escola foi a tendo sido considerada uma das favoritas ao título, porém quem levou foi o Império de Casa Verde, que desfilou logo em seguida na madrugada de sexta para sábado. Naquele ano, um fato inusitado chamou muito a atenção dos componentes da escola e dos comentaristas da Globo, que transmitiam o desfile: quando a escola entrou na avenida, já por volta do amanhecer, o céu ganhou tons de azul e rosa misturados entre si. Logo depois ganhou um tom dourado, cor secundária da escola. Devido a isso, 2005 é considerado por alguns de seus integrantes como o desfile mais marcante da história, apesar da colocação obtida, o sétimo lugar.

Já em 2006, trouxe um enredo forte e polêmico, falando sobre a diáspora africana e acabou em 5°, meio-ponto atrás da campeã Império de Casa Verde.

Em 2007, a escola faz um desfile considerado como tecnicamente perfeito, porém recebeu uma nota 9 no quesito Enredo, com isso, terminou em sexto lugar. Terminada a apuração, o jurado acabou confessando que a nota 9 foi um equivoco seu, já que a mesma acabaria sendo aplicada para a Pérola Negra. Não fosse essa nota, a Rosas terminaria em 2° lugar.

Em 2008, a agremiação veio com um enredo falando sobre o perfume de rosas terminando na 4º colocação, mas apenas a 0,25 da campeã Vai-Vai.Uma novidade levada pela escola nesse ano foi o perfume de rosas que sai de alguns carros alegóricos que perfumaram o Anhembi. A escola terminou tecnicamente empatada com a Unidos de Vila Maria,não fosse pelo desempate no quesito Harmonia a escola teria levado o terceiro lugar.

Em 2009, a escola estava há quinze anos sem um título, para que tal feito fosse realizado a escola resolveu retratar "A Fábrica dos Sonhos" que é o carnaval, homenageando o trabalho dos componentes de uma escola para preparar um desfile. O samba fazia menção indireta ao fundador e ex-presidente Eduardo Basílio. Com o desfile, a Rosas ficou com o terceiro lugar, sua melhor posição em sete anos.

Em 2010 a escola escolheu o cacau como tema de seu carnaval. Com o Carnaval supostamente patrocinado pela empresa Cacau Show, o samba escolhido possuía o refrão "Tá na boca do povo / O cacau é show...". A cerca de vinte dias do desfile, no entanto, segundo algumas fontes, por pressão da Rede Globo, a Rosas alterou a letra do samba para "O cacau chegou...". Com 270 pontos (pontuação máxima), foi a campeã do carnaval de São Paulo.

A Sociedade Rosas de Ouro no Carnaval de 2011 virá com o enredo: "Abra-te Sesamo: a senha da sorte!", de Jorge Freitas. o qual a escola promete trazer muito luxo nas fantasias e alegorias com o acabamento impecável, em busca do Bicampeonato no Carnaval 2011. além disso a escola mantem a base campeã do carnaval de 2010, como o interprete Darlan Alves, mestre de bateria Tornardo, entre outros. além disso para abrilhantar o desfile da Rosas, a modelo Ellen Rocche continua a frente da bateria da escola.A Rosas de Ouro teve sua pior colocação da sua trajetória no grupo especial em 2011, ficando em 8º lugar.



A X-9 foi fundada por amigos que jogavam em um time de futebol de várzea, o Internacional da Parada Inglesa, sendo que alguns deles eram também integrantes da X-9, uma das principais agremiações da Baixada Santista. O nome, muito estranho, batizou a escola santista por causa de uma revista em quadrinhos de um detetive, que se chamava X-9.

Entre os fundadores da X-9 Paulistana estão Laurentino Borges (Presidente Lauro), Luiz Ademar, José Gaspar, Luiz Manoel, Jorge Nasser, entre outros. A agremiação foi campeã no seu terceiro ano no Grupo Especial, feito que só seria igualado anos mais tarde pelo Império de Casa Verde.

Inicialmente o nome da escola era "Filhotes da X-9", sendo trocado pelo atual "X-9 Paulistana" em 1986. Logo no primeiro ano com o novo nome, vence o Grupo 3. No ano seguinte, passa para o Grupo 2, e em 1989 chega ao Grupo 1. Quase é promovida para o Especial, ficando na terceira colocação. Em 1994 a X-9 ganha o Grupo 1 e, em 1995 chega ao Grupo Especial. Brilha na estreia entre as grandes e fica em um surpreendente quinto lugar, à frente de escolas mais tradicionais, como a Unidos do Peruche e Mocidade Alegre. Em 1996 incorpora a Passo de Ouro, outra escola da região.

Após a fusão, a X-9, que até então ensaiava nas ruas do bairro, passa a utilizar a antiga quadra da Passo de Ouro. Dois anos depois conquista o título com o enredo "Amazônia, a Dama do Universo", um carnaval grandioso e surpreendente. Neste mesmo ano, porém, a apuração foi bastante tumultuada, pois o presidente da X-9 era na época também presidente da LIGA, encarregado de ler as notas. No meio da apuração, esqueceu-se de ler nomes de jurados e foi acusado de fraude por presidentes de outras agremiações, terminando a cerimônia em tumulto.

Em 2000 a X-9 chegou ao seu segundo título, empatada com o Vai-Vai, escrevendo assim seu nome definitivamente entre as principais escolas de samba de São Paulo.
No ano de 2002 a X-9 falou do Papel, mas devido ao atraso no desfile ela perdeu 6 pontos preciosos, que lhe custou o titulo, pois somando as notas, ela terminaria empatada com a Gaviões da Fiel em 1º Lugar.

Após um bi-vice-campeonato em 2004 e 2005 passou dois anos fora do desfile das campeãs, contratando a peso de ouro o puxador Daniel Collête, então campeão pela Mocidade Alegre. Apesar disso, não melhorou muito o seu desempenho, conseguindo em 2008 apenas uma sexta colocação.

Inicialmente, anunciou para 2009 um enredo aparentemente inovador, falando sobre o filósofo alemão Nietzsche; porém em meados do ano, resolveu voltar atrás e mudou o tema para novamente a Amazônia, o mesmo enredo de seu primeiro título, doze anos atrás. Porém repetiu pela segunda vez seguida o 6º Lugar.

Em 2010 a X-9 vai com o enredo "Do além mar, a herança lusitana nos une. Ora pois… a X-9 é portuguesa com certeza!", e irá com dois carnavalescos: Augusto de Oliveira e Rodrigo Cadete. Em 2010 ficou em nono lugar.

Para 2011, a escola irá homenagear o ator e humorista Renato Aragão, de autoria dos carnavalescos Rodrigo Cadete e Flávio Campello, além disso a escola trouxe como cantor Zé Paulo e como rainha de bateria, a ex-noiva do jogador Adriano (Joana Machado).



Em 2003, quando estreava no Grupo Especial, o Império de Casa Verde causou um forte impacto com seus tigres no abre-alas, considerados luxuosos para uma escola ainda estreante no grupo de elite de São Paulo. Num enredo que falava sobre o beato João de Camargo, a escola terminou em 12º lugar entre 14 agremiações (empatado em pontos com a Águia de Ouro, mas perdendo nos critérios de desempate). Logo após o fim da apuração, o presidente da LigaSP, Robson de Oliveira, anunciou que, ao contrário do que previa o regulamento, não cairiam três escolas, mas sim apenas duas, o que gerou protestos por parte da Unidos do Peruche. Durante o ano, então, ficou resolvido que ninguém cairia, e o Grupo Especial passaria a ter 16 escolas.

No decorrer de 2003, o patrono da Escola, Chico Ronda, morreu. No samba escolhido para 2004, uma estrofe (antes do refrão do meio) dizia: "Mistério / Quem constrói não pode desfrutar / Tudo o que toca vira ouro / Mas morre sem poder aproveitar". Segundo Maurício Kubrusly, comentarista da Rede Globo na transmissão do Carnaval, seria uma referência ao patrono imperiano. Nesse ano o Império de Casa Verde surpreendeu com um enredo que fazia analogias entre a história de São Paulo e a Grécia Antiga, trazendo mais uma vez tigres luxuosíssimos no Abre-alas e conseguindo um expressivo 3° lugar, terminando apenas a 0,5 ponto da Mocidade Alegre, campeã de 2004. No momento da apuração, a quadra da escola encontrava-se fechada, e o helicóptero da Rede Globo seguiu para lá de última hora. Ao chegar, encontrou membros da Escola ainda abrindo a quadra, pois era inesperado que a agremiação pudesse ser campeã naquele ano.

No carnaval de 2005, um enredo que tratava talvez com um de positivismo sobre o fim do mundo. Intitulado "Brasil: Se Deus é por nós quem será contra nós", o desfile marcou a história do carnaval paulistano devido ao bom-humor ao retratar uma "nova era". No último carro, a escola fora processada devido a apologia ao bicheiro Chico Ronda, que para a justiça soou como apologia ao crime.

Em 2006, fazendo uma homenagem à pecuária brasileira, o Império sagrou-se bicampeão após terminar empatado com o Vai-Vai. Em 2007, num enredo que falava sobre os grandes impérios do mundo, o Império trouxe dessa vez cinco tigres gigantes, um de cada cor, no Abre-alas. Pela primeira vez, os comentaristas da transmissão do Carnaval reconheceram que uma escola de São Paulo se igualava às cariocas em luxo e grandiosidade. Mesmo assim, nesse ano o Império acabou apenas em 5ºlugar (empatado em pontos com a Águia de Ouro, quarta colocada), mas voltou no desfile das campeãs.No ano de 2008, com um enredo, homenageando a MPB, acabou apenas na 9º colocação.

Para 2009, com a volta de Roberto Szaniecki, que desenvolveu junto com uma comissão, um enredo sobre os 15 anos da escola, tentou seu 3º título na elite do samba paulistano. O desfile de 2009 foi realmente um destaque por conta dos colossais carros que a Império colocou na passarela, com destaque para o último carro, com um bolo de aniversário(comemorando os 15 anos da escola)e um imenso tigre na parte de trás, medindo 55 metros de comprimento, (o maior carro alegórico já visto em São Paulo). Apesar de toda a grandiosidade, novamente ficou em quinto lugar como a dois anos atrás (por coincidência, nas duas ocasiões em que a escola ficou em quinto, a Mocidade Alegre foi campeã).

No desfile das campeãs de 2009, a Escola veio com um atraso de dez minutos, com faixas de protesto e narizes de palhaço com as péssimas notas em alegorias, bateria e fantasia. A Escola foi aplaudida e vaiada pelo público, tivera de correr pois perderia pontos no próximo Carnaval por atraso; uma das patas do tigre da última alegoria quebrou, prejudicando ainda mais o desfile, e alguns dirigentes ainda se maquiaram de palhaços. As faixas criticaram vários jurados e ainda apoiava o Mestre Zoinho que perdeu pontos com sua cadência.

No desfile de 2010 trará um enredo sobre Itu: "Itu, Fidelíssima Terra de Gigantes"; e trouxe de volta o intérprete Carlos Júnior que estava na Vai-Vai e também com novo carnavalesco que é o Marco Aurélio Ruffim que estava na Tom Maior. Em 2010 ficou em 7ºlugar.

Em 2010, a Imperio havia consolidado a marca de carros gigantes, no entanto no carnaval deste ano houve uma certa decepção pois não houve o tal exagero esperado, isto devido até ao estilo do carnavalesco Marco Aurelio Ruffin. E novamente a escola foi penalizada curiosamente num dos quesitos em que é cosiderda forte, alegoria. Contudo, Mestre Zoinho e sua bateria denominada "Arame Farpado", recebeu o Troféu Nota Dez promovido pelo jornal Diario de São Paulo e nota maxima perante aos jurados.Houve tambem perda de pontos nos quesitos fantasia e enredo que resultou na setima colocação da agremiação.

Para 2011 a escola teve o enredo: "Samba sabor cerveja. Admirada a milênios, a mais nova sensação nacional" e continuou com o carnavalesco Marco Aurélio Ruffir, acabando o carnaval de 2011 em 12º lugar com 265,75 pontos.



É ligada à torcida organizada de mesmo nome, do São Paulo Futebol Clube.

A escola então recebeu um convite da Lavapés para ensaiar em sua quadra. Além da Lavapés, também recebeu uma grande ajuda da Torcida Independente, outra organizada do São Paulo que também possuía um bloco carnavalesco, mas havia sido suspensa pela UESP por incidentes ocorridos durante o Carnaval.

A Dragões foi campeã do grupo de acesso da UESP logo em 2001, do Grupo 3 em 2003 e em 2006 já chegou ao Grupo de acesso da LigaSP.

Em 2009, com o enredo Bem-vindos à Idade Mídia terminou na terceira colocação no Grupo de Acesso, mas como somente a campeã e a vice-campeã ascendem ao Grupo Especial, a escola permaneceu no Grupo de Acesso em 2010.

Em 2010 a escola fez o desfile com enredo Renovação… Assim Caminha a Humanidade, a escola era uma das favoritas a subir, mas foi prejudicada no quesito Evolução. Ficou novamente em terceiro lugar, permanecendo no Grupo de Acesso em 2011.

A Agremiação foi campeã do Grupo de Acesso em 2011 sendo classificada, assim, para o Grupo Especial em 2012, sendo a primeira a desfilar no Sábado de Carnaval, seguida da GRES Pérola Negra.



O início remonta a 1914, quando foi criado o "Grupo Carnavalesco Barra Funda", liderado por Dionísio Barbosa. Nesse grupo carnavalesco, os homens saíam pelas ruas do bairro da Barra Funda vestidos de camisas verdes e calças brancas. Durante o Estado Novo, os integrantes do Barra Funda foram confundidos com simpatizantes da Ação Integralista Brasileira, partido político de Plínio Salgado, e por isso perseguidos pela polícia de Getúlio Vargas, até deixarem de desfilar em 1936.

Depois de 17 anos, em 1953, Inocêncio Tobias, o Mulata, cria um movimento para reorganizar o antigo grupo carnavalesco, criando no dia 4 de setembro o Cordão Mocidade Camisa Verde e Branco. Logo no seu primeiro ano desfilando como cordão, o Camisa Verde vence o desfile de cordões, com o enredo IV Centenário; O Camisa ainda seria campeão como cordão mais 4 vezes: 1968, 1969 e 1971, ano este em que os cordões já estavam em decadência com a popularização das escolas de samba. A partir de 1972 o Camisa segue o caminho natural, tornando-se escola de samba com o fim do desfile de cordões, chegando ao primeiro título, como escola, em 1974.

Durante a época da Ditadura Militar, a escola tentou produzir um enredo sobre João Cândido, herói da Revolta da Chibata, porém esta proposta foi censurada pelos generais da época. Em 1980, Inocêncio Tobias, morre deixando a presidência do Camisa Verde nas mãos do seu filho Carlos Alberto Tobias, que dirige a escola apoiado pela esposa Magali e sua mãe Cacilda Costa, a Dona Sinhá(esposa de Inocêncio Tobias).

Oito anos depois, morre a Dona Sinhá, considerada uma das damas do samba paulistano, e dois noas depois, em 1990, também vem a falecer o presidente da escola. Sua mulher, Magali dos Santos assume a presidência, sendo campeã logo no seu primeiro ano à frente da diretoria. O Camisa Verde, que já havia sido campeão em 1974, 1975, 1976, 1977, 1979, 1989 e 1990, ainda vence o Grupo Especial depois disso em 1991 e 1993.

Porém em 1996, num ano em que a escola enfrenta problemas antes e depois do desfile, o Camisa termina em penúltimo lugar entre dez escolas e é rebaixado para o Grupo de acesso. Após contar na avenida um enredo patrocinado pela Coca-Cola, a escola vence e retorna ao Grupo Especial.

Em 2002, a Camisa Verde apresenta um grande desfile falando sobre o numero quatro e as misticas dele, terminando em um honroso 2º Lugar, perdendo o carnaval no quesito Enredo, para a sua afilhada Gaviões da Fiel. Talvez esse tenha sido a ultima alegria dos torcedores da Camisa, que após esse ano a escola não voltou mais ao desfile das campeões.

Em 2003, o Camisa Verde consegue apresentar na avenida o enredo que havia sido probido pela ditadura, fazendo uma homenagem ao líder dos revoltosos marinheiros, e com um samba forte, termina em 6º lugar. O desfile contou com a participação inclusive do neto do marinheiro, que desfilou no último carro alegórico.

Em 2004, durante os 450 anos de São Paulo, a escola fez uma homenagem à Barra Funda, aproveitando para contar ao mesmo tempo a história da cidade, do seu bairro e da própria escola, que completava 50 anos desde que foi reorganizada em 1953. O refrão do Camisa Verde neste ano dizia: "Vem festejar vem brindar, amor / 50 anos de glórias, eu sou! / Vem batuqueiro e mete a mão no couro / Que a Barra Funda é jubileu de Ouro".

Em 2005, após um ano de muitas dificuldades, e com um samba que a princípio foi classificado pela crítica como fraco, o Camisa surpreende na avenida, a escola evolui bem e o samba cresce na avenida, tendo este sido considerado um grande desfile. Apesar disso a escola acaba em apenas 11º lugar. Em 2006, com muitos problemas e com um carnavalesco que abandonou o barracão faltando menos de 20 dias para o desfile, o Camisa Verde acaba na 13ª posição e cai para o Grupo de acesso. A escola, durante o ano, protestou contra uma nota 8,5 que foi dada para sua a bateria, sob a alegação dada pelo jurado de que "não teria ouvido os surdos". É preciso ressaltar que a bateria do Camisa Verde é conhecida como A Furiosa da Barra Funda, e considerada uma das melhores de São Paulo, e sem este 8,5 a escola teria se mantido no Especial.

Em 2007, o Camisa foi vice-campeão do Grupo de Acesso, voltando a elite do Carnaval Paulistano. Em 2008 a escola trouxe como enredo "Da pré-história ao DNA: A história do cabelo eu vou contar", mas fez um desfile muito aquém do esperado, sendo rebaixada novamente ao grupo de Acesso. Em 2009, a escola desfilou com o enredo "Guerreiros! Camisa Verde faz a festa e prega a paz universal", e acabou no quarto lugar, fazendo com que a escola permaneça por mais um ano no grupo de Acesso.

Em 2010 foi com o enredo "Tô no jogo... Me respeite!!!" e com novo intérprete, o experiente Agnaldo Amaral que estava na Barroca Zona Sul e novo carnavalesco, Armando Barbosa. Conseguiu um 4ºlugar, mas foi um desfile de nível de especial, e certamente vai brigar, ainda mais, para subir ano que vem para o grupo Especial.

Em 2011 o Camisa falou sobre a Avenida Paulista com o enredo "Paulista viva, vista a Camisa. A mais paulista das avenidas", e também teve a volta o intérprete Celsinho que estava na Mancha Verde em 2010. Foi Vice-Campeã, assim, se classificando para o Grupo Especial junto com a Dragões da Real que sagrou-se campeã.

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