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05/09/2008

Monumentos Históricos







A ideia da construção do monumento voltou à tona em 1921, para marcar a comemoração do Centenário da Independência do Brasil no ano seguinte. Era a oportunidade da Igreja firmar a causa do catolicismo no País. A intenção era fazer um monumento, em bronze, representando Jesus Cristo abençoando o Brasil, do alto do Pão de Açúcar. Reuniu-se a primeira assembléia destinada a discutir o projeto e o local para a edificação do monumento, e com ela surgiu também a primeira dúvida: disputavam o Corcovado, o Pão de Açúcar e o Morro de Santo Antônio. Venceu a opção pelo Corcovado, o maior dos pedestais. A pedra fundamental da construção do monumento foi lançada no dia 4 de abril de 1922. Quatro anos depois, as obras seriam iniciadas.

Através de um concurso, o engenheiro Heitor da Silva Costa tornou-se o responsável pelo projeto de construção do monumento. Para executar a maquete definitiva da estátua e estudar problemas de construção e de base, Heitor vai para a Europa, onde escolhe o arquiteto Paul Landowsky para desenvolver o projeto. Foi organizada, então, a Semana do Monumento - uma campanha para recolher contribuições dos católicos. As doações, no entanto, demoraram a chegar. O Cristo Redentor levaria quase cinco anos para ser concluído. O motivo de tanta demora? Somente entre os anos de 1924 e 1927 várias maquetes aperfeiçoaram o modelo inicial do monumento.

Em 1928, uma comissão de técnicos examinou estudos, projetos e orçamentos. A armação metálica foi substituída por uma estrutura de cimento armado, e a imagem assumiu a forma de uma cruz. Vários materiais foram cogitados para o revestimento da estátua, mas por fim foi escolhida a pedra-sabão, que embora seja seja um material fraco é extremamente resistente ao tempo e não deforma nem racha com as variações de temperatura.

Em 1931 não se falava outra coisa na cidade. A chegada e a montagem da estátua do Cristo Redentor e os preparativos para a inauguração do monumento são os assuntos preferidos dos cariocas. Durante toda a construção do cartão postal, de meados de 1926 a outubro de 1931, o Trem do Corcovado foi o responsável pelo transporte das peças e dos funcionários que trabalharam na obra. E chega o momento: o monumento do Cristo Redentor foi inaugurado no dia 12 de outubro de 1931, no alto do Morro do Corcovado.

O evento de inauguração teve a presença do cardeal Dom Sebastião Leme, do chefe do Governo Provisório, Getúlio Vargas, e de todo o seu ministério. Por iniciativa do jornalista Assis Chateaubriand, o cientista italiano Guglielmo Marconi foi convidado a inaugurar a iluminação do monumento, a partir de seu iate Electra, fundeado na Baía de Nápoles, na Itália. Emitido do iate, o sinal elétrico seria captado por uma estação receptora instalada em Dorchester, na Inglaterra, e retransmitido para uma antena em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, de onde seriam acesas as luzes do Corcovado. No entanto, o mau tempo no dia prejudicou a transmissão e o monumento foi iluminado diretamente do Rio de Janeiro. Nada que tirasse o brilho da ocasião.

O ato de consagração do monumento realizado por Dom Sebastião Leme deixou bem claro os objetivos da estátua: evangelização e retomada do poder da Igreja no Estado Republicano. "(...) esta sagrada imagem seja o símbolo do vosso domínio, do vosso amparo, da vossa predileção, da vossa benção que paira sobre o Brasil e sobre os brasileiros (...)". Mas, com o passar dos anos, a estátua transcende o simbolismo religioso para se tornar um ícone da cidade. Católicos ou não, todos se rendem à grandiosidade da obra que reverencia o Rio de Janeiro e é por ele reverenciado.



O Lincoln Memorial é um monumento localizado em Washington D.C., Estados Unidos, em homenagem ao ex-presidente estadunidense Abraham Lincoln. O monumento foi concluído em 1922 e arquitetado por Henry Bacon, o esculpista foi Daniel Chester French e o pintor dos murais internos foi Jules Guerin. O monumento está aberto para visitação pública 24 horas por dia.

Interior

A principal influência do Lincoln Memorial foi o Templo de Zeus, na Grécia. O foco do memorial é percebido pela estátua de Lincoln, feita por Daniel Chester French em mármore. Na parede atrás da estátua estão escritos os seguintes dizeres:

IN THIS TEMPLE

AS IN THE HEARTS OF THE PEOPLE

FOR WHOM HE SAVED THE UNION

THE MEMORY OF ABRAHAM LINCOLN

IS ENSHRINED FOREVER


Em 28 de agosto de 1963, o memorial era local de um dos maiores comícios políticos na história americana, o Washington em março de criação de empregos e de liberdade, o que provou ser um ponto alto do Movimento dos Direitos Civis Americanos. Estima-se que cerca de 25.000 pessoas vieram ao evento, onde eles ouviram Martin Luther King, entregar seu discurso memorável, "I Have a Dream", honrando a memória antes do presidente que tinha emitido Proclamação da Emancipação 100 anos antes. DC também apreciaram a polícia local, porque foi cercada por três lados por água, de modo que qualquer incidente poderia ser facilmente contido. Um azulejo marcado sobre o memorial mostra onde se situava o Dr. King. Em 28 de agosto de 1983, multidões reuniram novamente para marcar o 20 º aniversário da Mobilização de criação de empregos, paz e liberdade, para refletir sobre a evolução na conquista de direitos civis Africano americanos, e continuando a corrigir a cometer injustiças.

O local já teve a sua cota de eventos incomuns. Em 9 de maio de 1970, o presidente Richard Nixon teve um notável improviso, em uma breve reunião com os manifestantes que se preparam para março contra a Guerra do Vietnam . Em 27 de novembro de 2006, o monumento foi parcialmente fechado quando um líquido suspeito foi encontrado em uma casa de banho. Também foi encontrada uma "ameaça atrás das letras", de acordo com as autoridades.

Lendas urbanas

Há uma série de lendas urbanas associadas ao memorial. Uma lenda popular é que Lincoln é mostrado usando a linguagem de surdos para representar suas iniciais, com sua mão esquerda moldada para formar um "A" e sua mão direita para formar um "L". O National Park Service nega as histórias. O historiador Gerald Prokopowicz escreve que, enquanto não é claro que escultor Daniel Chester French tenha feito as mãos destinadas a ser formar em assinar versões linguísticas da sua sigla, é possível que a intenção do francês , uma vez que ele estava familiarizado com a American Sign Language, e ele teria tido uma razão para o fazer, ou seja, para prestar homenagem a Lincoln por ter assinado a lei federal, dando a uma Universidade para surdos , a autoridade para conceder graus.



O Monte Rushmore localiza-se em Keystone, Dakota do Sul, nos Estados Unidos da América.É um monte onde estão esculpidos os bustos de quatro Presidentes dos Estados Unidos: George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln. Idéia do pintor e escultor Gutzon Borglum, inicialmente, era para ser feito apenas um busto, mas houve muita indecisão em relação a qual deveria ser construído. Após a decisão do primeiro busto a ser construído, foram montados os primeiros andaimes em 1927. Demorou 15 anos para a obra ser terminada.Esta enorme escultura é uma das atrações turísticas mais conhecidas do mundo, rendendo ao Estado de Dakota do Sul o cognome de The Mount Rushmore State.



Situada na Ilha da Liberdade, no Porto de Nova York, a Estátua da Liberdade foi oferecida como sinal de amizade internacional pelo povo da França ao povo dos Estados Unidos e é um dos mais universais símbolos da liberdade política e da democracia; o seu nome oficial é Liberty Enlightening the World (A Liberdade Iluminando o Mundo).Inaugurada em 28 de Outubro de 1886, a Estátua da Liberdade foi classificada como Monumento Nacional em 15 de Outubro de 1924 e restaurada para a cerimônia que assinalou o seu primeiro centenário, em 4 de Julho de 1986.As 25 janelas da coroa simbolizam jóias encontradas na terra e raios celestes brilhando sobre o mundo; os sete raios da coroa representam os sete mares e continentes do mundo; a tábua que a figura segura na mão esquerda tem a inscrição "4 de Julho de 1776".A visita à coroa da Estátua da Liberdade pode significar uma espera de duas ou três horas na fila e requer a subida de 354 degraus (22 andares), não aconselhada a pessoas com problemas de saúde.A plataforma de observação no topo do pedestal oferece uma vista espectacular sobre o porto de Nova York e pode ser atingida subindo uma escada com 192 degraus ou de elevador.Para os visitantes com pouco tempo, o museu no pedestal da estátua explica como o monumento foi concebido, construído e restaurado.Atualmente, a Estátua da Liberdade está fechada ao público, mas a ilha pode ser visitada.O único transporte para a Ilha da Liberdade são os ferries da Circle Line - Statue of Liberty Ferry, Inc.



A Muralha da China, também conhecida como a Grande Muralha, foi construída durante a época Imperial da História da China com objetivos militares (proteger a China contra a invasão dos povos do Norte).
A construção começou por volta do ano 220 a.C, terminando apenas no século XV, durante a Dinastia Ming.
Esta construção possui cerca de 7 mil quilômetros de extensão, sendo a maior do mundo.
A construção envolveu centenas de milhares de trabalhadores, soldados e camponeses e aproveitou outras muralhas antigas e estruturas militares (torres).
A muralha não é uniforme, sendo composta de torres de vigilância, fortes e portas.
Embora algumas pessoas afirmem que ela é a única construção possivel de ser visualizada da Lua, esta informação não é comprovada.
Na dácada de 1980 foi transformada no símbolo da China.
Em 2007, foi eleita como uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo.
É considerada Patrimônio Mundial da Unesco.
É um dos pontos turísticos mais visitados do oriente.



O edifício foi construído por iniciativa de Péricles, líder político ateniense do século V a.C., e a sua construção foi supervisionada por Fídias, encarregado também das esculturas decorativas. Os arquitetos foram Ictinos e Calícrates e a construção começou em 447 a.C. e estava substancialmente pronta em 438 a.C., mas a decoração continuou até 433 a.C.. Algumas das prestações de conta sobreviveram até nós e mostram que a maior despesa foi transportar a pedra do Monte Pentélico, a cerca de 16 km de Atenas. Os fundos, cerca de 2.000 talentos, uma fortuna colossal para a época, eram também da liga de Delos, cujos tesouros foram transferidos do pan-helênico Santuário de Delos para a acrópole em 454 a.C..



O Coliseu, também conhecido como Anfiteatro Flaviano, deve seu nome à expressão latina Colosseum (ou Coliseus, no latim tardio), devido à estátua colossal de Nero, que ficava perto a edificação. Localizado no centro de Roma, é uma excepção de entre os anfiteatros pelo seu volume e relevo arquitectónico. Originalmente capaz de albergar perto de 50 000 pessoas, e com 48 metros de altura, era usado para variados espetáculos. Foi construído a leste do fórum romano e demorou entre 8 a 10 anos a ser construído.
O Coliseu foi utilizado durante aproximadamente 500 anos, tendo sido o último registro efetuado no século VI da nossa era, bastante depois da queda de Roma em 476. O edifício deixou de ser usado para entretenimento no começo da era medieval, mas foi mais tarde usado como habitação, oficina, forte, pedreira, sede de ordens religiosas e templo cristão.
A construção do Coliseu foi iniciada por Vespasiano, nos anos 70 da nossa era. O edifício foi inaugurado por Tito, em 80, embora apenas tivesse sido finalizado poucos anos depois. Empresa colossal, este edifício, inicialmente, poderia sustentar no seu interior cerca de 50 000 espectadores, constando de três andares. Aquando do reinado de Alexandre Severo e Gordiano III, é ampliado com um quarto andar, podendo suster agora cerca de 90 000 espectadores. A grandiosidade deste monumento testemunha verdadeiramente o poder e esplendor de Roma na época dos Flávios.



Big Ben, ao contrário do que muitos pensam, não é o famoso relógio do Parlamento Inglês, nem tão pouco sua torre. É o nome do sino, que pesa 13 toneladas e que foi instalado no Palácio de Westminster durante a gestão de sir Benjamin Hall, ministro de Obras Públicas da Inglaterra, em 1859. Por ser um sujeito alto e corpulento, Benjamim tinha o apelido de Big Ben. Todos os dias, a rádio BBC transmite as badaladas do sino. O sino, fundido por George Mears em 1858, media quase 3 metros de diâmetro e pesava 13, 5 toneladas.

O nome do relógio é Tower Clock, ou Clock Tower, e é muito conhecido pela sua precisão e tamanho.



O Palácio de Buckingham é a residência oficial da monarquia britânica em Londres, Inglaterra. Somado ao facto de ser a residência onde a rainha Isabel II mora, o Palácio de Buckingham é o local de entretenimento real, base de todas as visitas oficiais de chefes de estado ao Reino Unido, e uma grande atração turística. Tem sido um ponto de religação para o povo britânico em momentos de grande alegria e de crise. No entanto, não é admirado por todos, pois foi votado como o quarto prédio mais feio de Londres em Março de 2005.

Na Idade Média, o local onde se encontra actualmente o Palácio de Buckingham formava parte da herdade de Ebury (também chamada de Eia). As terras pantanosas eram alagadas pelo rio Tyburn, o qual ainda corre por baixo do pátio e da ala Sul do palácio. No local onde o rio era transponível, no Cow Ford ("Vau da Vaca"), cresceu uma aldeia, Eye Cross. A posse do local mudou de mãos muitas vezes; entre os proprietários contam-se Eduardo, o Confessor e a sua esposa, a rainha Edite de Wessex, no final da época dos saxões, e, depois da conquista normanda, Guilherme I, o Conquistador. Guilherme deu o local a Geoffrey de Mandeville, que o legou aos monges da Abadia de Westminster.

Em 1531, Henrique VIII adquiriu o Hospital de St. James (mais tarde Palácio de St. James) ao Eton College, e em 1536 recebeu a herdade de Ebury da Abadia de Westminster. Estas transferências trouxeram o local onde se ergueria o Palácio de Buckingham de volta para as mãos reais, pela primeira vez desde que Guilherme I, o Conquistador o dera, quase 500 anos antes.

Vários proprietários arrendaram os terrenos ao rei, tendo a propriedade real sido objecto de uma frenética especulação durante o século XVII. Nessa época, a velha aldeia de Eye Cross tinha entrado em decadência havia muito tempo, e a área tinha essencialmente terras incultas.
Necessitando de dinheiro, Jaime I vendeu parte das propriedades da Coroa, mas reteve uma parte do local, no qual estabeleceu um jardim de amoreiras com quatro acres, para a produção de seda, o qual ficava no local onde se ergue actualmente o canto Noroeste do palácio. Clement Walker, na Anarchia Anglicana (1649), refere-se às "recém-erguidas sodomas do Jardim das Amoreiras de Saint James"; este sugere que o jardim poderá ter sido um local de depravação. Mais tarde, no final do século XVII, a propriedade passou, por herança, do proprietário magnata Sir Hugh Audley para a herdeira Mary Davies.

Possivelmente, a primeira casa erguida neste local foi a de um tal Sir William Blake, cerca de 1624. O proprietário seguinte foi Lord George Goring, 1º Conde de Norwich, qua a partir de 1633 aumentou a casa de Blake e desenvolveu muito do actual jardim, então conhecido como "Grande Jardim Goring". De qualquer forma, Lord Goring não conseguiu obter propriedade permanente no jardim das amoreiras. Sem o conhecimento de Goring, em 1640, o documento "falhou na passagem do grande sêlo antes de Carlos I fugir de Londres, o qual era imprescinível para a execução legal". Foi esta omisão crítica que ajudou a Família Real britânica a recuperar a propriedade eterna, no reinado de Jorge III.

O imprevidente Goring negligenciou o pagamento das suas rendas; Henry Bennet, 1º Conde de Arlington obteve, então, a posse da mansão, agora conhecida como Goring House. Era Bennet quem ocupava o edifício em 1674, quando este foi consumido pelas chamas. No ano seguinte foi erguida no local a Arlington House — a ala Sul do actual palácio — e a sua propriedade eterna foi comprada em 1702.

O edifício que forma o coração arquitectónico do actual palácio foi construido por John Sheffield, 1º Duque de Buckingham e Normanby, em 1703, segundo o desenho de William Winde. O estilo escolhido foi o de um grande bloco central com três pisos, flanqueado por duas alas de serviço mais pequenas.

A Buckingham House foi vendida mais pelo descendente de Buckingham, Sir Charles Sheffield, em 1762 ao Rei Jorge III, por 21.000 libras estrelinas. Tal como o seu avô Jorge II, Jorge III recusou vender os interesses no jardim das amoreiras, e por esse motivo Sheffield foi incapaz de comprar a totalidade da propriedade permanente do local. A casa foi pensada inicialmente como um retiro privado para a Família Real, e em particular para a rainha Charlotte, pelo que era conhecida como a Casa da Rainha. O Palácio de St. James permaneceu a residencia oficial e cerimonial da realeza; na realidade, a tradição continua até ao presente, com os embaixadores estrangeiros a serem formalmente acreditados na "Corte de St. James", apesar de ser no Palácio de Buckingham que apresentam as suas credenciais e equipa à rainha, depois da sua nomeação.

O Palácio de Buckingham tornou-se, finalmente, na principal residência Real, em 1837, aquando da subida ao trono da rainha Vitória. Enquanto os Apartamentos de Estado eram um tumulto de dourados e cor, as funções necessárias no novo palácio, eram algo menos luxuosas. Em primeiro lugar, foi relatado que as chaminés fumegavam tanto que teve que se prescindir dos fogos, e consequentemente a Corte tiritava numa magnificência gelada. A ventilação era tão má que o interior fedia, e quando foi tomada a decisão de instalar lâmpadas de gáz, houve uma séria preocupação com a acomulação de gáz nos pisos mais baixos. Também foi dito que a criadagem era relaxada e preguiçosa, e que o palácio era imundo. Depois do casamento da rainha, em 1840, o seu marido, o Príncipe Alberto, encarregou-se, ele próprio, com a reorganização das oficinas domésticas e da criadagem, além das falhas no desenho do edificio. Os problemas foram rectificados e os construtores deixaram, finalmente o palácio em 1850.

Em 1847, o casal achou o palácio demasiadamente pequeno para a vida da Corte e da sua família que crescia, e consequentemente foi construida a nova ala, desenhada por Edward Blore, a qual encerrou o quadrângulo central. Esta grande ala Este, com fachada para o Mall, é actualmente a "face pública" do Palácio de Buckingham e contém o famoso balcão, de onde a Família Real acena à multidão em ocasiões especiais e anualmente, depois das cerimónias militares conhecidas como "Trooping the Colour" (algo como "agrupar a cor"). A ala do Salão de Baile e um conjunto de salas de estado foram construidos neste periodo, desenhados por um discípulo de Nash, Sir James Pennethorne.

Antes do falecimento do príncipe Alberto, a rainha Vitória era conhecida publicamente por gostar de música e de dança, tendo os grandes compositores contemporâneos feito exibições no Palácio de Buckingham. Sabe-se que Felix Mendelssohn actuou ali em três ocasiões. Johann Strauss II e a sua orquestra também tocaram no palácio quando estiveram em Inglaterra. A Alice Polka, de Strauss, teve a sua primeira apresentação no palácio, em 1849, em honra da filha da rainha, a princesa Alice. Na época da rainha Vitória, o Palácio de Buckingham foi frequentemente cenário de opulentos bailes de fantasia, além das cerimónias Reais rotineiras, investiduras e apresentações.

Quando enviuvou, em 1861, a triste rainha retirou-se da vida pública e deixou o Palácio de Buckingham para viver no Castelo de Windsor, no Castelo de Balmoral e na Osborne House. Durante muitos anos, o palácio foi usado raramente, e mesmo negligenciado. Mais tarde, a opinião pública forçou-a a regressar a Londres, apesar de a monarca preferir viver em qualquer outro lugar sempre que possivel. As funções da Corte foram mantidas no Castelo de Windsor, em vez do Palácio de Buckingham, presididas pela sombria rainha, habitualmente vestida com o preto da manhã, enquanto que o Palácio de Buckingham se mantinha fechado durante a maior parte do ano.

Em 1901, a subida ao trono de Eduardo VII trouxe um novo sopro de vida ao palácio. O novo rei e a sua esposa, a rainha Alexandra estiveram sempre na primeira linha da alta sociedade londrina, e os seus amigos, conhecidos como "o Grupo da Marlborough House", foram cosiderados os mais eminentes e elegantes da época. O Palácio de Buckingham — o Salão de Baile, Grande Entrada, Hall de Mármore, Grande Escadaria, vestíbulos e galerias, redecorados ao estilo Belle Epoque, com o esquema de cores em creme e dourado, que mantém actualmente — tornou-se uma vez mais no ponto fulcral de todo o Império Britânico, e um cenário para o entretenimento numa escala majestosa. Muitas pessoas sentem que a pesada decoração do Rei Eduardo VII não complementa o trabalho original de Nash. De qualquer forma, foi permitido que permanecessem até aos dias de hoje.

As últimas obras de construção importantes ocorreram durante o reinado de Jorge V quando, em 1913, Sir Aston Webb redesenhou a fachada Este de, desenhada por Blore em 1850, para se assemelhar em parte com o Lyme Park, em Cheshire, de Giacomo Leoni. Esta renovada fachada principal em pedra de Portland, foi desenhada para ser o pano de fundo do Memorial de Vitória, uma grande estátua em memória da rainha Vitória, situada no exterior dos portões principais. Jorge V, que sucedeu a Eduardo VII, em 1910, tinha uma personalidade mais sóbria que o seu pai. No seu reinado, foi dado maior ênfase ao entretenimento oficial e aos deveres Reais do que às festas opulentas. A esposa de Jorge V, a rainha Maria era uma entendida em artes, e teve um grande interesse pela Colecção Real de mobiliário e arte, através do restauro de peças antigas e da aquisição de novas peças. A rainha também instalou vários utensílios e acessórios, tal como um par de chaminés de mármore em Estilo Império, desenhadas por Benjamin Vulliamy, datadas de 1810, as quais foram colocadas na Sala de Saudações do piso térreo, a gigantesca sala baixa no centro da fachada do jardim. A rainha Maria também foi responsável pela decoração da Sala-de-Estar Azul. Esta sala, com 69 pés (21 m.) de comprimento, previamente conhecida como Sala-de-Estar do Sul, tinha um dos mais refinados tectos de Nash, ornamentada com caixotões com enormes consolas douradas. Este tecto é referido pelo autor e historiador Olwen Hedley, no seu livro Buckingham Palace, como o mais bonito do palácio, mais grandioso e opulento que o da Sala do Trono ou do Salão de Baile, o qual foi construido para receber as funções originais da Sala-de-Estar Azul.

Durante a Primeira Guerra Mundial, o Palácio, então residência do Rei Jorge V e da rainha Maria, escapou ileso. Os seus conteúdos mais valiosos foram evacuados para o Castelo de Windsor, mas a Família Real permaneceu in situ. As maiores alterações para a vida na Corte, nessa época, tiveram a ver com o facto de o Governo ter persuadido o Rei a, ostensiva e publicamente, fechar os porões dos vinhos e a refrear o consumo de álcool durante a guerra, como bom exemplo para as supostamente inebriadas classes populares. No entanto, as classes baixas continuaram a beber e, ao que dizem, o Rei ficou furioso com a sua abstinência forçada. Os filhos do Rei foram fotografados, nessa época, servindo chá aos oficiais feridos, no adjacente "Royal Mews".

Durante a Segunda Guerra Mundial, o palácio experimentou pior sorte que no conflito anterior: Foi bombardeado por sete vezes, e era um alvo deliberado, uma vez que os nazis alemães acreditavam que a destruição do Palácio de Buckingham poderia desmoralizar a nação. O mais sério e publicitado bombardeamento foi aquele que destruiu a capela em 1940: a cobertura deste evento foi exibida nos cinemas de toda a Inglaterra, para mostrar o sofrimento comum aos ricos e aos pobres. Uma bomba caiu no quadrângulo do palácio enquanto o Rei Jorge VI e a rainha Elizabeth estavam na residência. Muitas das janelas estouraram e a capela ficou destruida. A cobertura de tais incidentes, em tempos de guerra, era severamente restringida, no entanto, o rei e a rainha foram filmados enquanto inspeccionavam a sua residência bombardeada. A sorridente rainha, como sempre imaculadamente vestida, com chapéu e casaco a condizer, mostrou-se aparentemente indiferente aos danos que a rodeavam. Foi neste momento que a rainha proferiu a famosa frase: "Estou feliz por termos sido bombardeados. Agora posso olhar para o East End na face". A família real foi vista a partilhar as suas misérias, como o "The Sunday Graphic" registou:

Pelo editor: O rei e a rainha sofreram a provação que veio até às suas pessoas. Pela segunda vez, um bombardeiro alemão tentou trazer a morte e a destruição à Casa de Suas Majestades (…) Quando esta guerra ultrapassa o perigo comum, que o rei Jorge e a rainha Elizabeth compartilharam com a sua gente, será uma memória estimada e uma inspiração ao longo dos anos.

No dia 15 de Setembro de 1940, um piloto de RAF, Ray Holmes, golpeou um avião alemão que tentava bombardear o palácio. Holmes, ao ficar sem munição, fez a escolha rápida de chocar com o inimigo. Ambos os aviões caíram, tendo os seus pilotos sobrevivido. Este incidente foi filmado. O motor do avião foi, mais tarde, exposto no Museu Imperial da Guerra, em Londres. Depois da guerra o piloto britânico foi nomeado "Mensageiro do Rei". Morreu aos 90 anos de idade, em 2005.

No Dia da Vitória na Europa, em 8 de Maio de 1945, o palácio foi o centro das celebrações britânicas, com o rei, a rainha, a princesa Elizabeth (futura Isabel II) e a Princesa Margarida a aparecerem no balcão, com as escurecidas janelas do palácio atrás deles, brindando com uma vasta multidão apinhada na alameda.

O Palácio de Buckingham é um dos principais símbolos britânicos. Este palácio, além de ser a residência da monarquia britânica, é também uma galeria de arte e uma atracção turística. Por trás das grades douradas e dos portões, que foram feitos pela Corporação de Bromsgrove, e da famosa fachada de Webb, a qual foi descrita como "a ideia que todas as pessoas têm de um palácio", o numeroso pessoal empregado pela Casa Real mantém a monarquia constitucional britânica em funcionamento.

Todos os anos, cerca de 50.000 hóspedes convidados são entretidos em Festas de Jardim, recepções, audiências e banquetes. As Festas de Jardim, habitualmente três, realizam-se no Verão, normalmente em Julho. O átrio do Palácio de Buckingham é usado para o "Render da Guarda" (também conhecido como "Troca da Guarda"), uma importante cerimónia que é usada como atracção turística (diariamente durante os meses de Verão; em dias alternados durante o Inverno).

O Palácio de Buckingham não é propriedade privada do monarca; tanto o Castelo de Windsor como o Palácio de Buckingham e as suas colecções de arte pertencem à nação. O mobiliário, pinturas, equipamentos e outros artefactos de ambos os palácios, muitos deles feitos por Fabergé, são conhecidos colectivamente como a Royal Collection; sendo propriedade da nação, podem ser admirados pelo público. A Galeria da Rainha, próximo dos Royal Mews, está aberta ao público durante todo o ano e expõe uma selecção de elementos da colecção que vai sendo alterada. As salas que contêm a Galeria da Rainha encontram-se no local da antiga capela, danificada num dos sete bombardeamentos que atingiram o Palácio no decorrer da Segunda Guerra Mundial. As Salas de Estado do Palácio estão abertas ao público durante os meses de Agosto e Setembro, desde 1993. O dinheiro cobrado em taxas de entrada foi, originalmente, usado na reedificação do Castelo de Windsor, seriamente danificado num incêndio ocorrido em 1992, o qual destruiu muitas das suas Salas de Estado.

Actualmente, o Palácio de Buckingham não é exclusivamente a residência dos dias de semana da rainha Isabel II e do Príncipe Filipe. O edifício é também a residência londrina de André, Duque de York e dos Condes de Wessex, Eduardo e Sofia. O Palácio também aloja os gabinetes da Casa Real e é o local de trabalho de 450 pessoas.

Em 1999, foi declarado que o palácio continha 19 Salas de Estado, 52 quartos de dormir principais, 188 quartos para o pessoal, 92 gabinetes e 78 casas de banho. Embora estes números possam parecer impressionantes, o Palácio de Buckingham é pequeno quando comparado com os palácios dos Czars, Peterhof, em São Petersburgo e os palácios de Alexandre e Catarina, em Tsarskoe Selo, com o Palácio Apostólico, em Roma, com o Palácio Real de Madrid ou mesmo com o antigo Palácio de Whitehall, e muito pequeno em comparação com a Cidade Proibida e com o Palácio de Potala. A relativa pequenez do palácio pode ser melhor apreciada de dentro, olhando para o quadrângulo interior. Em 1938 foi feita uma ampliação menor, com o pavilhão Noroeste, projectado por Nash, a ser convertido numa piscina.



A Biblioteca do Congresso é a maior biblioteca dos Estados Unidos e a maior do mundo (segundo o Livro dos Recordes). Localizado na capital dos Estados Unidos, Washington, DC, a Biblioteca do Congresso possui mais de 130 milhões de itens diferentes, disponíveis em cerca de 480 idiomas.

Sua coleção inclui:

- Mais de 29 milhões de livros catalogados e outros materiais impressos em 470 línguas;
- Mais de 58 milhões de manuscritos;
- 6.000 histórias em quadrinhos;
- 4,8 milhões de mapas;
- 500.000 microfilmes;
- A maior coleção de livros raros da América do Norte, incluindo a Bíblia de Gutenberg (Gutenberg Bible).


A Biblioteca do Congresso foi inaugurada em 24 de abril de 1800, quando o presidente norte-americano John Adams assinou um Ato do Congresso transferindo a sede de governo nacional, da Filadélfia para a nova capital federal, Washington.

A legislação destinou verbas de cinco mil dólares para a aquisição daqueles livros que eram necessários ao uso do congresso e para deixar um apartamento adequado para contê-los. A biblioteca original foi hospedada no novo Capitólio até agosto de 1814, quando as tropas invasoras britânicas colocaram fogo no prédio do Capitólio, destruindo o conteúdo da pequena biblioteca (que continha apenas três mil volumes).

Dentro de um mês, o ex-presidente Thomas Jefferson ofereceu sua biblioteca pessoal como reposição. Jefferson tinha gasto 50 anos acumulando livros “armazenando tudo que fosse relacionado aos Estados Unidos, e realmente tudo que fosse raro e valioso em cada ciência”. Sua biblioteca foi considerada uma das melhores dos Estados Unidos. Jefferson, que estava pesadamente endividado, procurou usar o lucro com a venda dos livros para quitar suas dívidas com os credores. Ele antecipou a discussão sobre o universo da sua coleção, que incluía livros em línguas estrangeiras e volumes de filosofia, ciência, literatura e outros tópicos que não eram normalmente vistos em uma biblioteca legislativa. Ele escreveu: “Eu ignoro que haja em meu acervo qualquer ramo da ciência que o congresso deveria excluir da sua coleção; não existe, de fato, nenhum assunto que um membro do congresso não tenha oportunidade de utilizar.”

Em janeiro de 1815 o congresso aceitou a oferta de Jefferson destinando 23 950 dólares em troca de seus 6.487 livros. O conceito Jeffersoniano de universalidade, a crença de que todos os assuntos são importantes para a biblioteca legislativa dos Estados Unidos, é a filosofia e a lógica por trás das políticas de coleção da biblioteca do congresso nos dias atuais.

Em dezembro de 1851, houve um incêndio na biblioteca do congresso. O fogo destruiu 35 mil livros, um retrato original de Cristóvão Colombo, retratos dos cinco primeiros presidentes dos Estados Unidos pintados por Gilbert Stuart e estatuas de George Washington, Thomas Jefferson e do Marquês de Lafayette.



A história inicial da propriedade em Little Hunting Creek é separada da história do edifício, o qual só seria erguido entre 1741 e 1742, sendo ocupado pela primeira vez em 1743. Em 1674, John Washington e Nicholas Spencer tomaram posse das terras onde a plantação Mount Vernon seria entalhada. Quando John Washington faleceu, em 1677, o seu filho Lawrence (1659-1698), avô de George Washington, herdou a participação do seu pai na propriedade. Em 1690, Lawrence concordou em dividir formalmente a propriedade, estimada em 5.000 acres (20 km²), com os herdeiros de Nicholas Spencer. Os Spencer ficaram com a metade sul, nas margens do Dogue Creek, deixando aos Washington a porção que se estendia ao longo de Little Hunting Creek.

Quando Lawrence Washington faleceu, a propriedade foi deixada à sua filha, Mildred. Em 1726, com a insistência do seu irmão Augustine Washington (pai de George Washington), Mildred vendeu-lhe a propriedade do Rio Potomac. Em 1735, Augustine Washington mudou a sua jovem segunda família para a propriedade, fixando-a num "quarteirão" situado junto a Little Hunting Creek. Em 1738, Augustine chamou o seu filho mais velho, Lawrence (1718-1752), meio irmão de George, de volta a casa, vindo da The Appleby School, em Inglaterra, onde estudava. Augustine instalou-o, então, na plantação de tabaco da família, em Little Hunting Creek, tendo, por esse motivo, concordado em mudar a sua família de volta para Fredericksburg no final de 1739.

Em 1739, Lawrence, tendo atingido a sua maioridade (21 anos de idade), deu início à compra de parcelas de terreno da adjacente propriedade dos Spencer, cmeçando pelas terras em volta de Grist Mill em Dogue Creek. No Verão de 1740, Lawrence recebeu uma cobiçada comissão de oficial no Exército Regular Britânico, tendo feito preparações para ir para a guerra nas Caraíbas com o recém-formado Regimento Americano. Parte dessa preparação incluia a certificação de que o seu pai teria controlo legal sobre as parcelas compradas aos Spencer. Enquanto esteve na guerra (a Guerra da Orelha de Jenkins, 1739-1743), Lawrence escreveu uma carta ao seu pai a partir da Jamaica, em Maio de 1741, na qual dizia que se sobrevivesse à guerra tencionava instalar-se na cidade de Fredericksburg, construíndo uma casa de cidade num dos três lotes que possuía ali.

Nessa mesma época, a família Spencer encontrava-se numa disputa legal sobre a terra adicional vendida aos vizinhos de Lawrence. Para adjudicar a linha fronteiriça em disputa, uma corte geral enviada pelo Condado de Prince William ordenou uma nova perícia de toda a área de 5.000 acres concedida aos Washington-Spencer. O mapa sobrevivente deste levantamento de 1741, uma planta feita pelo Perito do condado Robert Brooke, revelou que a propriedade havia sido grosseiramente medido em Abril de 1669, contendo apenas cerca de 4.200 acres (17 km²), em vez dos 5.000 convencionados na concessão de terras de 1674. Esta medição grosseira pode ser atribuida aos factos de a propriedade ser marginada por água em três dos lados, e de nem o rio nem os dois ribeiros terem um curso recto. Em conformidade com a concessão de terras de Culpeper, o inspector original de 1669 foi acusado pelo erro de estimativa. Mais importante ainda, o levantamento sobrevivente, executado em Maio de 1741 por Brooke, revela que o local onde se ergue actualmente o palácio estava, então, vago, com os Washington descritos como tendo o seu "quarteirão" ao longo de Little Hunting Creek, tal como se pode ver num levantamento semelhante, feito em larga-escala ao Rio Potomac em 1738.

Ao tomar conhecimento da intenção de Lawrence viver em Fredericksburg, Augustine Washington parece ter tomado providências para erguer uma modesta casa de lavoura numa zona livre das margens escarpadas do Rio Potomac, onde se ergue o actual edifício, entre 1741 e 1742. Estima-se que Lawrence terá recebido notícias dos planos do seu pai no final de 1741, enquanto ainda estava na Jamaica, e presumivelmente terá escrito de volta, dando-lhe instruções para chamar a nova residência de "Mount Vernon", em honra do seu oficial comandante, o Vice-Almirante Edward Vernon, visto então em Inglaterra como o maior herói militar da época. No início de Agosto de 1742, o lugar chamado de "Mount Vernon" aparece pela primeira vez numa carta sobrevivente, escrita pelo vizinho de Lawrence no Rio Potomac, William Fairfax, de Belvoir. Lawrence Washington regressou da guerra no final de 1742, enterrou o seu pai em Abril de 1743, casou com uma jovem da família Fairfax e instalou residência no seu "Mount Vernon" em Julho desse mesmo ano. No final da década de 1740 empreendeu uma ampliação do edifício que Augustine havia construído para si.

Quando Lawrence faleceu prematuramente em Julho de 1752, George Washington ainda vivia em Mount Vernon e provavelmente dirigia a plantação. A viúva de Lawrence, Anne Fairfax, voltou a casar prontamente com um membro da família Lee, tendo-se mudado. Quando o único filho sobrevivente de Anne e Lawrence faleceu em 1754, George, como executor da propriedade do seu irmão, tratou de arrendar "Mount Vernon" nesse Dezembro. Em 1757, George iniciou a primeira das duas principais campanhas de ampliação e melhoramento do edifício. A segunda expansão começou pouco antes da irrupção da Guerra Revolucionária. Nessas ocasiões, George reconstruiu todo o edifício principal sobre as fundações originais, dobrando o seu tamanho de cada vez. A grande maioria do trabalho foi executado por escravos e artesãos. É importante notar que embora George tenha reconstruíu duas vezes o palácio, nunca lhe mudou o seu patriótico nome britânico.

Quando Anne Fairfax Washington Lee faleceu, em 1761, George herdou legalmente a propriedade de Mount Vernon. A partir de 1759 e até à Guerra Revoluvionária, Washington, que nessa época aspirava a tornar-se num proeminente agricultor, operava a propriedade como cinco quintas separadas. Washington adoptou uma abordagem científica para a lavoura, mantendo extensos e mticulosos records de trabalho e resultados. Uma das suas iniciativas de maior sucesso foi o estabelecimento de uma destilaria, tornando-se num dos maiores, se não mesmo o maior, destiladores de whiskey da nação.

Depois de cumprir o seu serviço na guerra, Washington regressou a Mount Vernon e, entre 1785 e 1786, despendeu um grande esforço na melhoria do paisagismo da propriedade. Estima-se que durante os seus dois mandatos como Presidente dos Estados Unidos da América (1789-1797) Washington passou 434 dias a residir em Mount Vernon. Depois da sua presidência, Washington dedicou-se à reparação dos edifícios, socialização e à jardinagem. Os restos mortais de George e Martha Washington, assim como outros membros da família, encontram-se sepultados nos terrenos de Mount Vernon.

Depois do falecimento de Washington, em 1799, a posse da plantação passou através de uma série de sucessores a quem faltou o desejo ou os meios para manter a propriedade. Depois de tentar, sem sucesso, restaurar o domínio durante cinco anos, John Augustine Washington pô-la à venda em 1848. Os governos da Virgínia e dos E.U.A. declinaram a compra do palácio e da propriedade.

Em 1860, a "Mount Vernon Ladies' Association of the Union", sob a liderança de Ann Pamela Cunningham, adquiriram o palácio e uma parcela de terreno por 200.000 dólares, resgatando-o do estado de ruína e negligência em que se encontrava. A propriedade serviu como campo neutral para ambos os lados durante a Guerra Civil Americana, apesar de terem havido combates nos campos vizinhos.

Mount Vernon foi designado como Marco Histórico Nacional no dia 19 de Dezembro de 1960 e mais tarde listado administrativamente no Registo Nacional de Lugares Históricos.

O palácio tem sido restaurado pela Associação, sem aceitar quaisquer fundos estaduais ou federais, e completado com mobílias e decoração da época, servindo, actualmente, como uma importante atracção turística. A propriedade também é bem conhecida pela sua excepcional paisagem e edifícios de apoio.



O imperador Shah Jahan foi um prolífero mecenas, com recursos praticamente ilimitados. Sob a sua tutela construíram-se os palácios e jardins de Shalimar em Lahore, também em honra da sua esposa.

Mumtaz Mahal deu ao seu esposo 14 filhos, mas faleceu no último parto e o imperador, desolado, iniciou quase de seguida a construção do Taj como oferta póstuma. Todos os pormenores do edifício mostram a sua natureza romântica e o conjunto promove uma estética esplêndida. Aproveitando uma visita realizada em 1663, o explorador francês François Bernier realizou o seguinte retrato do Taj Mahal e dos motivos do imperador que levaram à sua edificação:

"[...] Completarei esta carta com uma descrição dos maravilhosos mausoléus que outorgam total superioridade a Agra sobre Deli. Um destes foi erigido por Jehan-guyre em honra do seu pai Ekbar, e Shah Jahan construiu outro de extraordinária e celebrada beleza, em memória da sua esposa Tage Mehale, de quem de diz que o seu esposo estava tão apaixonado que lhe foi fiel toda a sua vida e, após a sua morte, ficou tão afectado que não tardou em segui-la para a morte."


A pouco tempo do término da obra em 1657, Shah Jahan adoeceu gravemente e o seu filho Shah Shuja declarou-se imperador em Bengala, enquanto Murad, com o apoio do seu irmão Aurangzeb, fazia o mesmo em Gujarat. Quando Shah Jahan, caído doente no seu leito, se rendeu aos ataques dos seus filhos, Aurangzeb permitiu-lhe continuar a viver exilado no forte de Agra. A lenda conta que passou o resto dos seus dias observando pela janela o Taj Mahal e, depois da sua morte em 1666, Aurangzeb sepultou-o no mausoléu lado a lado com a esposa, gerando a única ruptura da perfeita simetria do conjunto.

Em finais do século XIX vários sectores do Taj Mahal estavam muito deteriorados por falta de manutenção e durante a época da rebelião hindu, em 1857, foi arrestado por soldados britânicos e oficiais do governo, que lhes arrancavam as pedras embutidas nas paredes e o lápis-lazúli dos seus muros. Em 1908 completou-se a restauração ordenada pelo vice-rei britânico, Lord Curzon, que também incluiu o grande candelabro da câmara interior segundo o modelo de um similar que se encontrava numa mesquita no Cairo. Curzon ordenou a remodelação dos jardins ao estilo inglês que ainda hoje se conservam.

Durante o século XX melhorou o cuidado com o monumento. Em 1942 o governo construiu um andaime gigantesco cobrindo a cúpula, prevendo um ataque aéreo da Luftwaffe e, posteriormente, da força aérea japonesa. Esta protecção voltou a erguer-se durante as guerras indo-paquistanesas, de 1965 a 1971. As ameaças mais recentes provêm da poluição ambiental nas ribeiras do rio Yamuna e da chuva ácida causada pela refinaria de Mathura. Ambos os problemas são objecto de vários recursos ante a Corte Suprema da Justiça da Índia.

Em 1993, foi eleito como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, e é hoje um importante destino turístico. Recentemente, alguns sectores sunitas reclamaram para si a propriedade do edifício, baseando-se de que se trata do mausoléu de uma mulher desposada por um membro deste culto islâmico. O governo indiano rejeitou a reclamação considerando-a mal-fundamentada, já que o Taj Mahal é propriedade de toda a nação indiana.

O Taj Mahal incorpora e amplia as tradições idílicas do Islão, da Pérsia, da Índia e da arquitectura mogol antiga.

O desenho geral do projecto inspirou-se numa série de edifícios mogóis, entre os quais a tumba de Itmad-Ud-Daulah e a Jama Masjid, em Deli. Sob o mecenato de Shah Jahan, a arquitectura mogol alcançou novos níveis de refinamento. Antes do Taj Mahal era habitual edificar com pedra vermelha, mas o imperador promoveu o uso de mármore branco com incrustações de pedras semipreciosas.

Os artesãos indianos, especialmente escultores e decoradores, percorriam os países asiáticos durante esta época e o seu trabalho era particularmente apreciado pelos construtores de mausoléus. A arquitectura palaciana mogol, aplicada noutros edifícios indianos (como o palácio Man Sing, em Galore), foi a grande fonte inspiradora dos chattris que se vêem no Taj Mahal.

A construção do Taj Mahal iniciou-se com a fundação do mausoléu. Escavou-se e formou-se com os escombros uma superfície de aproximadamente 12.000 m² para reduzir o risco de infiltrações do rio. Toda a área foi levantada a uma altura de quase 15 metros sobre o nível da ribeira. O Taj Mahal tem uma altura aproximada de 60 metros e a cúpula principal mede 20 metros de diâmetro e 25 de altura.

Na zona do mausoléu cavaram-se poços até encontrar água e preencheram-se com pedra formando as bases da fundação. Deixou-se um poço aberto em torno do edifício para monitorizar as mudanças do nível da água subterrânea.

Ao invés da utilização de andaimes de bambu, comuns na época, os trabalhadores construíram colossais andaimes de ladrilho por fora e por dentro das paredes do mausoléu. Estes andaimes eram tão grandes, que muitos estimam anos como o tempo que se demorou a desmantelá-los. De acordo com a lenda, Shah Jahan decretou que qualquer um poderia levar os ladrilhos e, em consequência, muitos foram levados, pela noite, pelos camponeses locais.

Para transportar o mármore e outros materiais desde Agra até ao local da edificação, construiu-se uma rampa de terra de 15 km de comprimento. De acordo com os registos da época, para o transporte dos grandes blocos utilizaram-se carreiras especialmente construídas, tiradas por carros de vinte ou trinta bois.

Para colocar os blocos em posição foi necessário um elaborado sistema de roldanas montadas sobre postes e vigas de madeira, e a força de juntas de bois e mulas.

A sequência construtiva foi:

1 - A base ou pedestal;
2 - O mausoléu com a sua cúpula;
3 - Os quatro minaretes;
4 - A mesquita e o jawab;
5 - O forte de acesso.


O pedestal e o mausoléu consumiram doze anos de construção. As restantes partes do complexo tomaram mais dez anos. Como o conjunto foi construído por etapas, os historiadores da época informam diferentes datas de «término», a causa possivelmente de opiniões divergentes sobre a definição da palavra «término». Por exemplo, o mausoléu em si foi completado em 1643, mas o trabalho continuou no resto do complexo.

A água para o Taj Mahal provinha de uma complexa infraestrutura que incluia séries de purs, movidos por animais, que levavam a água a grandes cisternas, onde, mediante mecanismos similares, se elevava a um grande tanque de distribuição erguido sobre a planta baixa do mausoléu.

Do tanque principal de distribuição, a água passava por três tanques subsidiários, desde os quais se conduzia a todo o complexo. A uma profundidade de 1,50 metros, corre a conduta de barro que completa o sistema de rega dos jardins. Outros canos em cobre alimentam as fontes no canal norte-sul, e escavaram canas secundários para regar o resto do jardim. As fontes não se conectaram de forma directa com os tubos de alimentação, mas sim a um tanque intermediário de cobre debaixo de cada saída, com o fim de igualar a pressão em todas.

Os purs não se conservaram, mas sim o resto das instalações.

O Taj Mahal não foi projectado por uma só pessoa, mas exigiu talento de várias origens. Os nomes dos construtores das diversas especialidades que participaram na obra chegaram aos nossos dias através de diversas fontes.

Dos discípulos do grande arquiteto otomano Koca Mimar Sinan Agha, Ustad Isa e Isa Muhammad Effendi, tiveram um papel-chave no desenho do complexo. Alguns textos em idioma persa mencionam Puru de Benarus como arquitecto supervisor.

A cúpula principal foi desenhada por Ismail Khan do Império Otomano, considerado o primeiro arquiteto e construtor de cúpulas daquela época. Qazim Khan, um nativo de Lahore, moldou o finial de ouro maciço que coroa a cúpula principal. Chiranjilal, um artesão de Deli, foi o escultor chefe e responsável pelos mosaicos. Amanat Khan de Shiraz, Pérsia), foi o responsável da caligrafia Muhammad Hanif foi o capataz de maçonaria (arte de trabalhar a pedra). Mir Abdul Karim e Mukkarimat Khan de Shiraz, Pérsia, supervisionaram as finanças e a gestão da produção diária.

O grupo de artistas incluindo escultores de Bucara, calígrafos da Síria e Pérsia, mestres em incrustação do sul da Índia, cortadores de pedra de Baluchistão, um especialista em construir torres, outro que gravava flores sobre os mármores, completando um total de 37 artesãos principais. Esta equipe directriz esteve acompanhada por uma força laboral superior a 20.000 trabalhadores recrutados em todo o norte da Índia.

Os cronistas europeus, especialmente durante o primeiro período do Raj britânico, sugeriram que alguns dos trabalhos do Taj Mahal tinham sido obra de artesãos europeus. A maioria destas suposições eram puramente especulativas, mas uma referência de 1640, segundo a carta de um frade espanhol que visitou Agra, menciona que Geronimo Veroneo, um aventureiro italiano na corte de Shah Jahan, foi o responsável principal do desenho. Não há prova científica demonstrável para provar esta afirmação, nem se citou nenhum Veroneo nos documentos relativos à obra que ainda se conservam. E.B. Havell, o principal investigador britânico de arte indiana no último Raj descartou esta teoria por não se encontrar evidência alguma e por resultar inconsistente com os métodos empregados pelos desenhistas.

O principal material empregado para a construção é o mármore branco trazido em carros puxados por bois, búfalos, elefantes e camelos desde as pedreiras de Makrana, no Rajastão, situadas a mais de 300 km de distância.

O segundo material mais utilizado é a pedra arenisca rochosa, empregada na construção da maioria dos palácios e fortes muçulmanos anteriores à era de Shah Jahan. Este material foi utilizado em combinação com o mármore negro, nas muralhas, no acesso principal, na mesquita e no jawab.

O Taj Mahal inclui, aliás, outros materiais trazidos de toda a Ásia. Mais 1.000 elefantes transportaram materiais de construção dos confins do continente. O jaspe foi importado do Punjab, e o cristal e o jade, da China.

Do Tibete trouxeram-se turquesas e do Afeganistão o lápis-lazúli, enquanto as safiras provinham de Ceilão e os quartzos da Península arábica. No total utilizaram-se 28 tipos de gemas e pedras semipreciosas para fazer as incrustações no mármore.

O custo total da construção do Taj Mahal estima-se em 50 milhões de rupias. Naquele tempo, um grama de ouro valia aproximadamente 1,40 rupias, de modo que segundo a valorização actual, a soma poderia significar mais de quinhentos milhões de dólares estadounidenses. Deve ter-se em conta, não obstante, que qualquer comparação baseada no valor do ouro entre distintas épocas resulta à partida muito inexata.

A palavra "Taj" provem do persa, linguagem da corte mogol, e significa "Coroa", enquanto que "Mahal" é uma variante curta de Mumtaz Mahal, o nome formal na corte de Arjumand Banu Begum, cujo significado é "Primeira dama do palácio". Taj Mahal, então, refere-se à "coroa de Mahal", a amada esposa de Shah Jahan. Já em 1663 o viajante francês François Bernier mencionou o edifício como "Tage Mehale".

Uma velha tradição popular afirma que se previu construir um mausoléu idêntico na margem oposta do rio Yamuna, substituindo o mármore branco por negro. A lenda sugere que Shah Jahan foi destronado por seu filho Aurangzeb antes de a versão negra ser edificada, e que os restos de mármore negro que podem encontrar ao cruzar o rio são as bases inacabadas do segundo mausoléu.

Estudos recentes desmentem parcialmente esta hipótese e projetam novas luzes sobre o desenho do Taj Mahal. Todos os restantes grandes túmulos mogóis situavam-se em jardins formando uma cruz, com o mausoléu no centro. O Taj Mahal, pelo contrário, está disposto em forma de um grande "T" com o mausoléu num extremo. O rasto das ruínas na margem oposta do rio estende o desenho até formar um esquema de cruz, em que o próprio rio se converteria em canal central de um grande chahar bagh. A cor negra parece ser produto da ação do tempo sobre os mármores brancos originalmente abandonados no local. Os arqueólogos chamaram a este segundo e nunca construído Taj como "Mahtab Bagh", ou seja, "Jardim de Luz da Lua".

Aurangzeb situou o túmulo e o cenotáfio de Shah Jahan no Taj Mahal em vez de lhe construir um mausoléu próprio como era característico para os imperadores. Esta ruptura da simetria é atribuída por uma lenda complementar do Taj Negro à malícia ou à indiferença de Aurangzeb. Os avós deste último tinham sido já sepultados num mausoléu com configuração assimétrica semelhante.

O filho de Shah Jahan era um homem piedoso, e o Islão evita todo o tipo de ostentação, especialmente no aspecto funerário. Assim, em lugar de utilizar um ataúde, era normal usar simplesmente um sudário para sepultar os mortos.

Os livros islâmicos descrevem a sepultura em ataúdes como "um gasto inútil, que poderia ser melhor utilizado para alimentar o faminto ou ajudar o necessitado". Segundo a visão de Aurangzeb, construir um mausoléu novo para Shah Jahan teria sido um desperdício. Por isso sepultou o seu pai junto a Mumtaz Mahal sem mais complicações.

Um sem-fim de histórias descrevem, muitas vezes com detalhes horripilantes, a morte, desmembramento e mutilação que Shah Jahan teria infligido a vários artesãos relacionados com a construção do mausoléu. Talvez a história mais repetida é a de que como o imperador teve à sua disposição os melhores arquitetos e decoradores, depois de completar o seu trabalho fazia-os cegar e cortar as mãos para que não pudessem voltar a construir um monumento que igualasse a superioridade do Taj Mahal. Nenhuma referência respeitável permite assegurar estas hipóteses, na qual alguns crêem, por outro lado, que fosse uma prática bastante comum em relação a alguns grandes monumentos da Antiguidade.

Uma historia freqüentemente repetida narra que Lord William Bentinck (governador da Índia na década de 1830) pensou em demolir o Taj Mahal e vender o mármore. Em algumas versões do mito, a demolição esteve iminente, mas não começou porque Bentinck foi incapaz de criar uma projeto viável do ponto de vista financeiro. Não há provas da época sobre tal plano, que pode ter sido difundido no final do século XIX quando Bentinck era criticado por seu insistente utilitarismo e Lord Curzon enfatizava a negligência em que haviam incurrido os anteriores responsáveis do monumento, apresentando-se a si mesmo como um salvador do património indiano.

De acordo com John Rosselli, biógrafo de Bentinck, a história foi criada a partir de outros acontecimentos, de tipo diferente: a venda de mármore proveniente do forte de Agra e a de um famoso embora obsoleto canhão, em ambos casos com fins de beneficência.



Estas três majestosas pirâmides foram construídas como tumbas reais para os reis Kufu (ou Quéops), Quéfren, e Menkaure (ou Miquerinos) - pai, filho e neto. A maior delas, com 160 m de altura (49 andares), é chamada Grande Pirâmide, e foi construída cerca de 2550 a.C. para Kufu, no auge do antigo reinado do Egito.

As pirâmides de Gizé são um dos monumentos mais famosos do mundo. Como todas as pirâmides, cada uma faz parte de um importante complexo que compreende um templo, uma rampa, um templo funerário e as pirâmides menores das rainhas, todo cercado de túmulos (mastabas) dos sacerdotes e pessoas do governo, uma autêntica cidade para os mortos. As valas aos pés das pirâmides continham botes desmontados: parte integral da vida no Nilo sendo considerados fundamentais na vida após a morte, porque os egípcios acreditavam que o defunto-rei navegaria pelo céu junto ao Rei-Sol. Apesar das complicadas medidas de segurança, como sistemas de bloqueio com pedregulhos e grades de granito, todas as pirâmides do Antigo Império foram profanadas e roubadas possivelmente antes de 2000 a.C.

A Grande Pirâmide, de 450 pés de altura, é a maior de todas as 80 pirâmides do Egito. Se a Grande Pirâmide estivesse na cidade de Nova Iorque por exemplo, ela poderia cobrir sete quarteirões. Todos os quatro lados são praticamente do mesmo comprimento, com uma exatidão não existente apenas por alguns centímetros. Isso mostra como os antigos egípcios estavam avançados na matemática e na engenharia, numa época em que muitos povos do mundo ainda eram caçadores e andarilhos. A Grande Pirâmide manteve-se como a mais alta estrutura feita pelo homem até a construção da Torre Eiffel, em 1900, 4.400 anos depois da construção da pirâmide.

Para os egípcios, a pirâmide representava os raios do Sol, brilhando em direção à Terra. Todas as pirâmides do Egito foram construídas na margem oeste do Nilo, na direção do sol poente. Os egípcios acreditavam que, enterrando seu rei numa pirâmide, ele se elevaria e se juntaria ao sol, tomando o seu lugar de direito com os deuses.

Um velho provérbio árabe ilustra isso: "O tempo ri para todas as coisas, mas as pirâmides riem do tempo".

Pouco se sabe a respeito do rei Kufu. As lendas dizem que ele era um tirano, fazendo de seu povo escravos para a realização do trabalho. É possível, porém que os egípcios comuns considerassem uma honra e um dever religioso trabalharem na Grande Pirâmide. Além disso, a maior parte do trabalho na pirâmide ocorreu durante os quatro meses do ano quando o rio Nilo estava inundado e não havia trabalho para ser feito nas fazendas. Alguns registros mostram que as pessoas que trabalharam nas pirâmides foram pagas com cerveja.

Foram necessários 30.000 trabalhadores por mais de 20 anos para construir a Grande Pirâmide. Foram usados mais de 2.000.000 de blocos de pedra, cada qual pesando em média duas toneladas e meia. Existem muitas idéias diferentes sobre o modo de construção daquela pirâmide. Muito provavelmente os pesados blocos eram colocados sobre trenós de madeira e arrastados sobre uma longa rampa. Enquanto a pirâmide ficava mais alta, a rampa ficava mais longa, para manter o nível de inclinação igual. Mas uma outra teoria é a de que uma rampa envolvia a pirâmide, como uma escada em espiral.

Existem três passagens dentro da Grande Pirâmide, levando às três câmaras. A maioria das pirâmides tem apenas uma câmara mortuária subterrânea, mas enquanto a pirâmide ia ficando cada vez mais alta, provavelmente Kufu mudou de idéia, duas vezes. Ele finalmente foi enterrado na Câmara do Rei, onde a pedra do lado de fora de seu caixão - chamado sarcófago - está hoje. (A câmara do meio foi chamada Câmara da Rainha, por acidente. A rainha foi enterrada numa pirâmide muito menor, ao lado da pirâmide de Kufu).

O paradeiro do corpo de Kufu é desconhecido, bem como os tesouros enterrados com ele. A pirâmide foi roubada há alguns milhares de anos. Todos os reis do Egito foram vítimas de ladrões de túmulos - exceto um, chamado Tutankhamon (ou Rei Tut Ankh Âmon'. Os tesouros de ouro da tumba de Tutankhamon foram descobertos em meio a riquíssimos tesouros por Lord Carnavon e seu amigo Howard Carter, em 1922.

Construção

Começando por seu interior ela foi construída com blocos de pedra calcária, sendo que a camada externa das pirâmides foi revestida com uma camada protetora de pedras vindas das pedreiras de Tura, que são polidas e tem um brilho distinto.

Era composta de 1,0 milhões de enormes blocos de calcário - estima-se que cada um pese de duas a três toneladas.

Observa-se que o ângulo de inclinação de seus lados fizeram com que cada lado fosse orientado cuidadosamente pelos pontos cardeais.

Em todos os níveis da pirâmide a seção transversal horizontal é Triangular.

As teorias inventadas nos últimos séculos para explicar a construção das pirâmides sofrem todas de uma problema comum. O desconhecimento da ciência egipcia do Antigo Império. Conhecimento este que foi recuperado apenas no final do século XX.

A teoria que melhor explica as construções das pirâmides sem encontrar contradições logísticas e sem invocar elementos extra-terrenos é a química, mais exatamente um ramo dela, a geopolimerização. Os blocos foram produzidos a partir de calcário dolomítico, facilmente agregado no local usando-se compostos muito comuns na época, como cal, salitre e areia. Toda a massa dos blocos foi transportada por homens carregando cestos da massa, posta a secar em moldes de madeira. O esforço humano neste caso seria muito menor e o assentamento do blocos perfeito.

Contra a teoria da geopolimerização pesa nomeadamente o fato de que os antigos egípcios especializaram-se na extração e transporte de enormes blocos de pedra, tais como obeliscos de granito que chegavam a pesar mais de 300 toneladas. Ainda hoje é possível ver-se, em uma pedreira abandonada, em Assuã, o famoso obelisco inacabado, com mais de mil toneladas de peso, que tem servido como fonte de informações das técnicas utilizadas na extração de blocos de granito.



Inaugurada em 31 de Março de 1889, a Torre Eiffel foi construída para honrar o centenário da Revolução Francesa. Era para ser uma estrutura temporária, mas foi se tomou a decisão de não desmontá-la. O Governo da França planejou uma Exposição mundial e anunciou uma competição de design arquitetônico para um monumento que seria construído no Champ-de Mars, no centro de Paris. Mais de cem designs foram submetidos ao concurso. O comitê do Centenário escolheu o projeto do engenheiro Gustave Eiffel (1832-1923), de quem herdaria o nome, da torre com uma estrutura metálica que se tornaria, então, a estrutura mais alta do mundo construída pelo homem. Com seus 317 metros de altura, possuía 7300 toneladas quando foi construída, sendo que actualmente deva passar das 10000, já que são abrigados restaurantes, museus, lojas, entre muitas outras estruturas que não possuía na época de sua construção.

Eiffel, um notável construtor de pontes, era mestre nas construções metálicas e havia desenhado a armação da Estátua da Liberdade, erguida pouco antes no porto de Nova Iorque. Quando o contrato de vinte anos do terreno da Exposição mundial (de 1889) expirou, em 1909, a Torre Eiffel quase que foi demolida, mas o seu valor como uma antena de transmissão de rádio a salvou. Os últimos vinte metros desta magnífica torre correspondem a antena de rádio que foi adicionada posteriormente.

A torre manteve-se como o monumento mais alto do mundo ao longo de mais de quarenta anos. Foi destronada em 1930 com o Chrysler Building, de Nova Iorque de 319 metros.

Ao todo, desde a abertura já recebeu um total de 244 milhões de visitantes.

Na Torre Eiffel, setenta e dois nomes de cientistas, engenheiros e outros franceses notáveis estão gravados em reconhecimento a suas contribuições por Gustave Eiffel. Estas gravações foram cobertas de tinta no começo do século XX, e restauradas em 1986-1987 pela Société Nouvelle d'exploitation de la Tour Eiffel, uma companhia contratada para negócios relacionados à Torre.

A lista é duramente criticada por excluir Sophie Germain, física e matemática francesa cujo trabalho na teoria da elasticidade foi crucial para a construção da torre. Alguns autores e biógrafos dizem que ela foi excluída pelo simples fato de ser mulher.



Stonehenge (do inglês arcaico "stan" = pedra, e "hencg" = eixo) é um monumento megalítico da Idade do Bronze, localiza-se na planície de Salisbury, próximo a Amesbury, no condado de Wiltshire, no Sul da Inglaterra.

Denominado pelos Saxões de "hanging stones" (pedras suspensas) e referido em escritos medievais como "dança dos gigantes", existem diversas lendas e mitos acerca da sua construção, creditada a diversos povos da Antiguidade.

Uma das opiniões mais populares foi a de John Aubrey. No século XVII, antes do desenvolvimento dos métodos de datação arqueológica e da pesquisa histórica, foi quem primeiro associou este monumento, e outras estruturas megalíticas na Europa, aos antigos Druidas. Esta idéia, e uma série de falsas noções relacionadas, difundiram-se na cultura popular do século XVII, mantendo-se até aos dias atuais.

Na realidade, os Druidas só apareceram na Grã-Bretanha após 300 a.C., mais de 1500 anos após os últimos círculos de pedra terem sido erguidos. Algumas evidências, entretanto, sugerem que os Druidas encontraram os círculos de pedra e os utilizaram com fins religiosos.

Outros autores sugeriram que os monumentos megalíticos foram erguidos pelos Romanos, embora esta idéia seja ainda mais improvável, uma vez que os Romanos só ocuparam as Ilhas Britânicas após 43, quase dois mil anos após a construção dos círculos de pedra.

Somente com o desenvolvimento do método de datação a partir do Carbono-14 estabeleceram-se datas aproximadas para os círculos de pedra. Durante décadas não foram formuladas explicações plausíveis para a função dos círculos, além das suposições de que se destinavam a rituais e sacrifícios.

Nas décadas de 1950 e de 1960, o professor Alexander Thom, coordenador da Universidade de Oxford e o astrônomo Gerald Hawkins abriram caminho para um novo campo de pesquisas, a Arqueoastronomia, dedicado ao estudo do conhecimento astronômico de civilizações antigas. Ambos conduziram exames acurados nestes e em outros círculos de pedra e em numerosos outros tipos de estruturas megalíticas, associando-os a alinhamentos astronômicos significativos às épocas em que foram erguidos. Estas evidências sugeriram que eles foram usados como observatórios astronômicos. Além disso, os arqueoastrônomos revelaram as habilidades matemáticas extraordinárias e a sofisticação da engenharia que os primitivos europeus desenvolveram, antes mesmo das culturas egípcia e mesopotâmica. Dois mil anos antes da formulação do teorema de Pitágoras, constatou-se que os construtores de Stonehenge incorporavam conhecimentos matemáticos como o conceito e o valor do π (Pi) em seus círculos de pedra.

A explicação científica para a construção está no ponto em que o lugar tenha sido concebido para que um observador em seu interior possa determinar, com exatidão a ocorrência de datas significativas como solstícios e equinócios, eventos celestes que anunciam as mudanças de estação. Para isto bastando se posicionar adequadamente entre os mais de 70 blocos de arenito que o compunham e observa-se na direção certa. Esta descoberta se deu em 1960, demonstrando através da arqueologia que os povos neolíticos a 3000 anos antes de Cristo já tinham este conhecimento. A importância estaria vinculada diretamente a agricultura dos povos da época. Segundo o historiador Johnni Langer, a vida dos povos agrícolas está ligada ao ciclo das estações, e o homem pré-histórico precisava demarcar o tempo para saber quais eram as melhores épocas para colheita e semeadura, e a observação do céu nasce daí.

Stonehenge é uma estrutura composta, formada por círculos concêntricos de pedras que chegam a ter cinco metros de altura e a pesar quase cinquenta toneladas, onde se identificam três distintos períodos construtivos:

- O chamado Período I (c. 3100 a.C.), quando o monumento não passava de uma simples vala circular com 97,54 metros de diâmetro, dispondo de uma única entrada. Internamente erguia-se um banco de pedras e um santuário de madeira. Cinquenta e seis furos externos ao seu perímetro continham restos humanos cremados. O círculo estava alinhado com o pôr do Sol do último dia do Inverno, e com as fases da Lua.

- Durante o chamado Período II (c. 2150 a.C.) deu-se a realocação do santuário de madeira, a construção de dois círculos de pedras azuis (coloridas com um matiz azulado), o alargamento da entrada, a construção de uma avenida de entrada marcada por valas paralelas alinhadas com o Sol nascente do primeiro dia do Verão, e a ereção do círculo externo, com 35 pedras que pesavam toneladas. As altas pedras azuis, que pesam quatro toneladas, foram transportadas das montanhas de Gales a cerca de 24 quilômetros ao Norte.

- No chamado Período III (c. 2075 a.C.), as pedras azuis foram derrubadas e pedras de grandes dimensões (megálitos) - ainda no local - foram erguidas. Estas pedras, medindo em média 5,49 metros de altura e pesando cerca de 25 toneladas cada, foram transportadas do Norte por 19 quilômetros. Entre 1500 a.C. e 1100 a.C., aproximadamente sessenta das pedras azuis foram restauradas e erguidas em um círculo interno, com outras dezenove, colocadas em forma ferradura, também dentro do círculo.


Estima-se que essas três fases da construção requereram mais de trinta milhões de horas de trabalho.

Recolhendo os dados a respeito do movimento de corpos celestiais, as observações de Stonehenge foram usadas para indicar os dias apropriados no ciclo ritual anual. Nesta consideração, é importante mencionar que a estrutura não foi usada somente para determinar o ciclo agrícola, uma vez que nesta região o Solstício de Verão ocorre bem após o começo da estação de crescimento; e o Solstício de inverno bem depois que a colheita é terminada. Desta forma, as teorias atuais a respeito da finalidade de Stonehenge sugerem seu uso simultâneo para observações astronômicas e a funções religiosas, sendo improvável que estivesse sendo utilizado após 1100 a.C..

A respeito da sua forma e funções arquitetónicas, os estudiosos sugeriram que Stonehenge - especialmente seus círculos mais antigos - pretendia ser a réplica de um santuário de pedra, sendo que os de madeira eram mais comuns em épocas Neolíticas.

No dia 21 de Junho, o Sol nasce em perfeita exatidão sob a pedra principal.

Segundo dados mais recentes, obtidos por arqueólogos chefiados por Mike Parker Pearson, Stonehenge está relacionada com a existência do povoado Durrington. Este povoado formado por algumas dezenas de casas construídas entre 2600 a.C. e 2500 a.C., situado em Durrington Walls, perto de Salisbury, é considerada a maior aldeia neolítica do Reino Unido. Segundo os arqueólogos foi aí encontrada uma espécie de réplica de Stonehenge, em madeira.



Uma zigurate é uma forma de templo, comum aos sumérios, babilônios e assírios, pertinente à época do antigo vale da Mesopotâmia e construído na forma de pirâmides terraplanadas. O formato era o de vários andares construídos um sobre o outro, com o diferencial de cada andar possuir área menor que a plataforma inferior sobre a qual foi construído — as plataformas poderiam ser retangulares, ovais ou quadradas, e seu número variava de dois a sete.

O centro do zigurate era feito de tijolos cozidos ao sol, enquanto o exterior da construção mostrava adornos de tijolos queimados. Os adornos normalmente eram envidraçados em cores diferentes, possivelmente contendo significação cosmológica. O acesso ao templo, situado no topo do zigurate, se fazia por uma série de rampas construídas no flanco da construção ou por uma rampa espiralada que se estendia desde a base até o cume do edifício. Os exemplos mais antigos de zigurates datam do final do terceiro milênio a.C., enquanto os mais tardios, do século VI a.C., e alguns dos exemplos mais notáveis dessas estruturas incluem as ruínas na cidade de Ur e de Khorsabad na Mesopotâmia.

Com a descrição supracitada pode-se formular uma imagem, ainda que básica, de com que se parece um zigurate. A idéia que se tem de que serviam como lugar de idolatria ou cerimônias públicas, contudo, não é correta. Na Mesopotâmia acreditava-se que eram a morada dos deuses. Através dos zigurates as divindades colocariam-se perto da humanidade, razão pela qual cada cidade adorava seu próprio deus ou deusa. Além disso, apenas aos sacerdotes era permitida a entrada ao zigurate, e era deles a responsabilidade de cuidar da adoração aos deuses e fazer com que atendessem as necessidades da comunidade. Naturalmente os sacerdotes gozavam de uma reputação especial na sociedade suméria.

Um exemplo de zigurate mais simples é o do Templo Branco de Uruk, na antiga Suméria, que deve ter sido construído por volta de 400-300 a.C.. O próprio zigurate é a base sobre o qual o Templo Branco repousa, e sua função é trazer o templo mais próximo aos céus, de forma que puedesse prover acesso desde o solo até lá, por meio de degraus — a estrutura teria a função, portanto, de uma ponte entre os dois mundos. Por isso acredita-se que o templo dos sumérios seria um eixo cósmico, uma conexão vertical entre o céu e a terra, e entre a terra o submundo; e uma conexão horizontal entre as terras. Construído em sete níveis, ou camadas, o zigurate representaria os sete céus, ou planos de existência, os sete planetas e os sete metais a eles associados e suas cores correspondentes.

Um exemplo de zigurate sólido e abrangente é o de Marduk, ou Torre de Babel, situado na antiga Babilônia. Infelizmente não sobrou nem mesmo a base daquela poderosa estrutura, mas de acordo com achados arqueológicos e fontes históricas, a torre colocava-se sobreposta a sete camadas multicoloridas, em cujo topo achava-se um templo de proporções singulares. Acerca desse templo, acredita-se haver sido pintado e preservado em cor anil, combinando com o cimo das camadas. É sabido que havia três escadarias que levavam ao templo, e diz-se que duas delas ascendiam apenas até a metade da altura do zigurate.

O nome sumério para a estrutura era Etemenanki, palavra que significa "A Fundação do Céu e da Terra." Provavelmente construído sob as ordens de Hamurabi, averigüou-se que o centro do zigurate de Marduk continha restos de outros zigurates e estruturas mais antigas. O estágio final consistia dum encaixamento de 15 metros de tijolos reforçados construído pelo monarca Nabucodonossor.



A Bastilha (em francês: Bastille) foi originalmente concebida apenas como um portal de entrada ao bairro parisiense de Saint-Antoine, na França, motivo pelo qual era denominada Bastilha de Saint-Antoine. Encontrava-se onde hoje está situada a Place de la Bastille ("Praça da Bastilha") em Paris. Mas ficou realmente conhecida por ter sido uma prisão, assim funcionando desde o início do século XVII até o final do século XVIII.

A Bastilha foi construída como "Bastião de Saint-Antoine" durante a Guerra dos Cem Anos, por Carlos V da França. Inicialmente serviu apenas como mero portal de entrada para o bairro de Saint-Antoine, mas de 1370 a 1383 o portal foi ampliado e reformado para se transformar numa fortaleza, que serviria para defender o lado leste de Paris, além de um palácio real que ficava nas proximidades, constituindo-se no mais forte ponto de defesa da muralha do rei. Após a guerra, começou a ser utilizada pela realeza francesa como prisão estadual (o rei Luís XIII foi o primeiro a enviar prisioneiros para lá).

A Bastilha foi construída como um retângulo irregular com 8 torres de 68 metros (223 pés) de comprimento, 27 metros (88 pés) de largura, com torres e paredes de 24 metros (78 pés) de altura, cercada por um largo e amplo fosso. Originalmente, possuía em seu interior dois pátios, além de edifícios residenciais contra as paredes. Um par de torres nas fachadas leste e oeste era o que servia de portal inicial de passagem para o bairro Saint-Antoine.

Uma característica militar significativa da construção é que as paredes e torres eram da mesma altura, e eram conectadas por um amplo terraço. Isto possibilitava que os soldados na parede frontal se movimentassem rapidamente até um setor ameaçado da fortaleza sem que precisassem descer por dentro das torres, assim como possibilitava o fácil posicionamento de artilharia defensiva.

Uma construção muito similar à Bastilha pode ser vista hoje no Château de Tarascon.

À época da Revolução Francesa, por volta do século XVIII, servia muito mais como lugar de lazer e depósito de armas do exército francês do que como prisão, como nos anos passados, pelo que havia adquirido a simpatia do rei Luís XVI da França.

Neste período, encontrou-se a Bastilha dividida internamente em:

- pavimento superior;
- pavimento térreo;
- calabouço.


O pavimento superior proporcionava acomodações um pouco mais confortáveis para os detentos, em comparação aos outros dois.

O térreo funcionava como uma prisão comum, registrando-se a maior incidência de doenças como pneumonias, devido à temperatura ambiente.

O calabouço era a parte mais temida da Bastilha, uma vez que a sua arquitetura era de estreitos corredores e salas. A pessoa condenada ao calabouço deveria escolher uma posição corporal para entrar na sala, sendo que a mesma não possuía nenhum espaço para a locomoção, obrigando-a a ficar de pé. O prisioneiro do calabouço freqüentemente falecia, vítima de frio, fome ou doenças, visto que o tratamento prestado aos prisioneiros daquele setor era o pior.

A grande prisão do estado terminou sendo invadida em 14 de julho de 1789 porque um jornalista, Camille Desmoulins, até então desconhecido, arengou em frente ao Palais Royal e pelas ruas dizendo que as tropas reais estavam prestes a desencadear uma repressão sangrenta sobre o povo de Paris. Todos deviam socorrer-se das armas para defender-se. A multidão, num primeiro momento, dirigiu-se aos Inválidos, o antigo hospital onde concentravam um razoável arsenal. Ali, apropriou-se de três mil espingardas e de alguns canhões. Correu o boato de que a pólvora porém se encontrava estocada num outro lugar, na fortaleza da Bastilha. Marcharam então para lá. A massa insurgente era composta de soldados desmobilizados, guardas, marceneiros, sapateiros, diaristas, escultores, operários, negociantes de vinhos, chapeleiros, alfaiates e outros artesãos, o povo de Paris enfim. A fortaleza, por sua vez, defendia-se com 32 guardas suíços e 82 "inválidos" de guerra, possuindo 15 canhões, dos quais apenas três em funcionamento.

Durante o assédio, o marquês de Launay, o governador da Bastilha, ainda tentou negociar. Os guardas, no entanto, descontrolaram-se, disparando na multidão. Indignado, o povo reunido na praça em frente partiu para o assalto e dali para o massacre. O tiroteio durou aproximadamente quatro horas. O número de mortos foi incerto. Calculam que somaram 98 populares e apenas um defensor da Bastilha.

Launay teve um fim trágico. Foi decapitado e a sua cabeça espetada na ponta de uma lança desfilou pelas ruas numa celebração macabra. Os presos, soltos, arrastaram-se para fora sob o aplauso comovido da multidão postada nos arredores da fortaleza devassada. Posteriormente a massa incendiou e destruiu a Bastilha, localizada no bairro Santo Antônio, um dos mais populares de Paris. O episódio, verdadeiramente espetacular, teve um efeito eletrizante. Não só na França mas onde a notícia chegou provocou um efeito imediato. Todos perceberam que alguma coisa espetacular havia ocorrido. Mesmo na longínqua Königsberg, na Prússia Oriental, atingida pelo eco de que o povo de Paris assaltara um dos símbolos do rei, fez com que o filósofo Emanuel Kant, exultante com o acontecimento, pela primeira vez na sua vida se atrasasse no seu passeio diário das 18 horas.



A Tower Bridge é uma ponte-báscula construída sobre o rio Tâmisa, na cidade de Londres, capital do Reino Unido.

A construção da ponte começou em 1886, contando com a ajuda de mais de 400 operários. Uma forte estrutura de aço suporta as duas torres, que têm 65 metros de altura. Elas foram revestidas por granito (vindo da região de Cornwall) e pelas pedras de Portland (que também foram usadas em larga escala após o Grande Incêndio de Londres, em 1666) para corresponder à exigência de que a ponte ficasse parecida com a Torre de Londres. Devido ao tráfego sobre o Tâmisa, as torres foram construídas uma por vez, e até suas básculas foram construídas na posição vertical.

Uma dupla de passarelas (uma para ida e outra para volta) foi construída ligando as duas torres, com o objetivo de facilitar o tráfego de pedestres.

A ponte foi inaugurada em 1894, com a presença do então Príncipe de Gales, Eduardo VII.



O Castelo de Lichtenstein, também conhecido como "Castelo do Conto de Fadas", localiza-se sobre um penhasco nas montanhas suábias (Schwäbische Alb em alemão) próximo a Honau, em Baden-Württemberg, na Alemanha.

A sua primitiva construção remonta a cerca de 1200. À época, os senhores de Lichtenstein fizeram erguer, no local, o castelo "Alter Lichtenstein". Essa fortificação medieval foi por duas vezes destruída, em 1311 e em 1381, durante a Guerra do Império (Reichskrieg) pela cidade-estado de Reutlingen. Após a segunda vez, contudo, ela não foi mais reconstruída.

Em 1802 as ruínas do antigo castelo passaram para o rei Friedrich I de Württemberg que as fez demolir, erguendo em seu lugar um Pavilhão de Caça, que finalmente foi adquirido pelo duque Wilhelm I de Urach.

A atual edificação foi erguida entre os anos de 1840 e 1842 por iniciativa de Wilhelm I, duque de Urach, conde de Württemberg. Esse nobre, um apaixonado colecionador de armas, armaduras e quadros, desejava um local para guardar as suas obras de arte e, evidentemente inspirado pelo romance "Lichtenstein" de Wilhelm Hauff, quis ter um autêntico castelo medieval. O romântico estilo neo-gótico do castelo foi criado pelo arquiteto Carl Alexander Heideloff.



A Ponte de Rialto é a ponte em arco mais antiga e mais famosa sobre o Grande Canal, na cidade italiana de Veneza. Ela foi formalmente a única ligação permanente entre os dois lados do Grande Canal, até abrirem as restantes travessias.

A primeira construção que cruzou o Grande Canal foi uma ponte flutuante, construída em 1181 por Nicolò Barattieri. Chamou-se Ponte della Moneta, presumivelmente pela cunhagem de moeda veneziana que se fazia perto da sua entrada oriental.

A evolução e importância do mercado de Rialto na margem oriental do canal aumentou o tráfego fluvial consideravelmente perto da ponte flutuante. Por isso, foi substituída por volta de 1250 por uma ponte de madeira. A estrutura tinha duas rampas inclinadas que se uniam a uma secção móvel, que podia ser elevada para que passassem barcos altos. A relação da ponte com o mercado finalmente produziu a troca de nome desta. Durante a primeira metade do século XV, duas fileiras de lojas foram construídas nos lados da ponte. Os impostos destas lojas entravam no tesouro da cidade, que ajudava na manutenção da ponte. Isso era vital numa ponte de madeira.

A ponte de Rialto foi queimada parcialmente durante a revolta liderada por Bajamonte Tiepolo em 1310. Em 1444, caiu quando foi demasiado o peso da multidão reunida para ver um desfile náutico, sendo reconstruída outra vez, e em 1524 voltou a derrubar.

A ideia de uma reconstrução em pedra foi pela primeira vez proposta em 1503. Vários projetos sucederam-se nas décadas. Em 1551, as autoridades venezianas pediram propostas para renovar a Ponte de Rialto. Numerosos arquitetos famosos, como Michelangelo, Jacopo Sansovino, Andrea Palladio e Jacopo Vignola ofereceram os seus préstimos, mas todos realizaram propostas de enfoque clássico com diferentes arcos, que foram tidos por inadequados para esta obra.

A ponte de pedra que hoje existe é formada por um único arco, desenhado por Antonio da Ponte, e construída entre 1588 e 1591, baseado no desenho da anterior ponte de madeira: duas rampas inclinadas cruzam-se num pórtico central. De cada lado das rampas há uma fila de cubículos rematados com arcos de meio ponto, que servem como espaços de comércio. A ponte é apoiada em 600 pilaretes de madeira, com la construção disposta de tal modo que em cada momento as juntas das dovelas são perpendiculares à força do arco. O desenho de engenharia foi considerado tão audaz na época que o arquiteto Vincenzo Scamozzi predisse a sua queda. No entanto ainda hoje se ergue a Ponte de Rialto, sendo um dos ícones arquitetónicos da cidade de Veneza. A peculiaridade desta ponte é que parece romper com a tradição arquitectónica de construir pontes de tipo romano baseados na estrutura de arco de meio ponto com uma nova tipologia de arco rebaixado. Mas neste caso a inovação é somente visual, porque se trata igualmente de um arco de meio ponto que o nível da água oculta as bases (dovelas basais) do arco que só visualmente parece rebaixado.



A Torre de Belém é um dos monumentos mais expressivos da cidade de Lisboa. Localiza-se na margem direita do rio Tejo, onde existiu outrora a praia de Belém. Inicialmente cercada pelas águas em todo o seu perímetro, progressivamente foi envolvida pela praia, até se incorporar hoje à terra firme.

Originalmente sob a invocação de São Vicente de Saragoça, padroeiro da cidade de Lisboa, designada no século XVI pelo nome de Baluarte de São Vicente a par de Belém e por Baluarte do Restelo, esta fortificação integrava o plano defensivo da barra do rio Tejo projetado à época de João II de Portugal (1481-95), integrado na margem direita do rio pelo Baluarte de Cascais e, na esquerda, pelo Baluarte da Caparica.

A estrutura só viria a ser iniciada em 1514, sob o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521), tendo como arquitecto Francisco de Arruda. Localizava-se sobre um afloramento rochoso nas águas do rio, fronteiro à antiga praia de Belém, e destinava-se a substituir a antiga nau artilhada, ancorada naquele trecho, de onde partiam as frotas para as Índias. As suas obras ficaram a cargo de Diogo Boitaca, que, à época, também dirigia as já adiantadas obras do vizinho Mosteiro dos Jerónimos.

Concluída em 1520, foi seu primeiro alcaide Gaspar de Paiva, nomeado para a função no ano seguinte.

Com a evolução dos meios de ataque e defesa, a estrutura foi, gradualmente, perdendo a sua função defensiva original. Ao longo dos séculos foi utilizada como registro aduaneiro, posto de sinalização telegráfico e farol. Os seus paióis foram utilizados como masmorras para presos políticos durante o reinado de Filipe II de Espanha (1580-1598), e, mais tarde, por João IV de Portugal (1640-1656). O Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas, D. Sebastião de Matos de Noronha (1586-1641), por coligação à Espanha e fazendo frente a D. João IV, foi preso e mandado recluso para a Torre de Belém.

Sofreu várias reformas ao longo dos séculos, principalmente a do século XVIII que privilegiou as ameias, o varandim do baluarte, o nicho da Virgem, voltado para o rio, e o claustrim.

Classificada como Monumento Nacional por Decreto de 10 de Janeiro de 1907, é considerada como Património Mundial pela UNESCO desde 1983. Naquele mesmo ano integrou a XVII Exposição Europeia de Arte Ciência e Cultura.

Características

O monumento reflete influências islâmicas e orientais, que caracterizam o estilo manuelino e marca o fim da tradição medieval das torres de menagem, ensaiando um dos primeiros baluartes para artilharia no país (ver fortalezas).

Parte da sua beleza reside na decoração exterior, adornada com cordas e nós esculpidas em pedra, galerias abertas, torres de vigia no estilo mourisco e ameias em forma de escudos decoradas com esferas armilares, a cruz da Ordem de Cristo e elementos naturalistas, como um rinoceronte, alusivos às navegações. O interior gótico, por baixo do terraço, que serviu como armaria e prisão, é muito austero.

A sua estrutura compõe-se de dois elementos principais: a torre e o baluarte. Nos ângulos do terraço da torre e do baluarte, sobressaem guaritas cilíndricas coroadas por cúpulas de gomos, ricamente decorada em cantaria de pedra.

A torre quadrangular, de tradição medieval, eleva-se em cinco pavimentos acima do baluarte, a saber:

- Primeiro pavimento - Sala do Governador;
- Segundo pavimento - Sala dos Reis, com teto elíptico e fogão ornamentado com meias-esferas;
- Terceiro pavimento - Sala de Audiências;
- Quarto pavimento - Capela;
- Quinto pavimento - Terraço da torre.


A nave do baluarte poligonal, ventilada por um claustrim, abre 16 canhoneiras para tiro rasante de artilharia. O terrapleno, guarnecido por ameias, constitui uma segunda linha de fogo, nele se localizando o santuário de Nossa Senhora do Bom Sucesso com o Menino, também conhecida como a Virgem do Restelo.



O Palácio do Luxemburgo (Palais du Luxembourg, em francês) é um palácio localizado no 6º arrondissement de Paris, na França. Actualmente é a sede do Senado da França.

O formal Jardim Luxemburgo (Jardin du Luxembourg) apresenta 25 hectares de parterres empedrados e relvados, povoados por estátuas e providos de grandes tanques de água onde as crianças pilotam modelos de barcos. No canto sudoeste, existe um pomar de macieiras e pereiras e o théâtre des marionettes (teatro de marionetas).

O Palácio do Luxemburgo foi construído por Marie de Médicis, mãe do Rei Luís XIII, no local de um antigo hôtel particulier pertencente a François, Duque de Luxemburgo, de onde vem o seu nome. Marie de Médicis comprou a estrutura e o seu relativamente extenso domínio em 1612, tendo encomendado o novo edifício, ao qual se referia como Palais Médecis, em 1615. O seu arquitecto foi Salomon de Brosse.

A construção e mobiliamento do palácio formaram o seu principal projecto artístico, apesar de nada restar actualmente dos interiores tal como foram criados por ela, salvo alguns fragmentos arquitectónicos reunidos na Sala do Livro de Ouro (Salle du Livre d'Or). Os conjuntos de pinturas que a Rainha encomendou, de cujos temas ela expressou os seus requisitos através de agentes e conselheiros, estão dispersos por vários museus. Os mais célebres, uma série de vinte e quatro telas triunfantes, foram encomendados a Peter Paul Rubens. Um série de pinturas executadas para o seu Gabinete Dourado (Cabinet Doré) foi identificado por Anthony Blunt em 1967.

Marie instalou residência em 1625, enquanto os trabalhos no interior continuavam. Os aposentos de um dos lados, no piso térreo, foram reservados para a Rainha, e o conjunto correspondente no outro lado para Luís XIII. A construção foi finalizada em 1631; a Rainha Mãe foi expulsa da corte no mesmo ano, na sequência da Journée des dupes. Luis XIII encomendou, mais tarde, decorações para o palácio a Nicolas Poussin e Philippe de Champaigne.

Em 1642, Marie deixou em herança o Palácio do Luxemburgo ao seu segundo filho, Gastão de Orleans, o irmão mais novo do Rei. O palácio passou depois para a sua viúva e para a sua filha, Ana, Duquesa de Montpensier, que fez dele a sua residência. A filha desta, a Duquesa de Guise, herdou-o em 1660 e deu-o a Luís XIV em 1694. O palácio não voltaria a ser habitado até ser possuído por Luís XVI que o deu, em 1778, ao seu irmão, o Conde de Provença. Durante a Revolução, foi uma prisão durante um breve periodo, de seguida foi o centro do Directório Francês e mais tarde a primeira residência de Napoleão Bonaparte, como Primeiro Cônsul de França. O palácio manteve o seu papel senatorial, com breves interrupções, desde então.

No século XIX o palácio foi extensamente remodelado, com uma nova fachada para o jardim, obra de Alphonse de Gisors realizada entre 1836 e 1841), e um ciclo de pinturas, realizado entre 1845 e 1847 por Eugène Delacroix, o qual foi adicionado à biblioteca.

Durante a ocupação germânica de Paris (1940-1944), Hermann Göring ocupou o palácio, usando-o como qurtel general do Luftwaffe em França. Tomou para si próprio um sumptuoso conjunto de salas para acomudá-lo nas suas visitas à capital francesa. O seu subordinado, o Marechal de Campo do Luftwaffe Hugo Sperrle, também ocupou um apartamento e passou a maior parte da guerra gozando as luxuosas cercanias. "A paixão do Marechal de Campo pelo luxo e pela exibição pública corre de perto com a do seu superior, Goering; ele também estava compatível em corpulência", escreveu o ministro do armamento Albert Speer depois de uma visita a Sperrle em Paris.

O palácio foi designado como um "ponto forte" para a defesa da cidade pelas forças alemãs em Agosto de 1944, mas graças à decisão do General no comando Dietrich von Choltitz de render a cidade em vez de lutar, o palácio foi apenas minimamente danificado.

O edifício foi mais tarde usado para a conferência de paz de 1946.

Arquitetura

O Palácio do Luxemburgo tem mais de residência secundária que de palácio urbano oficial. A sua plata é bastante característica dos châteaux franceses, como o de Verneuil-en-Halatte, no qual Salomon de Brosse participou. Compõe-se por um pátio quadrado, o cour d'honneur, um corpo de entrada coroado por uma cúpula, a cúpula Tournon, e por pavilhões redobrados no corps de logis.

Novidades, como o corps de logis, que toma uma grande amplitude em comparação com as duas alas, ou ainda a parte central monumental, marcam o château. O Palácio do Luxemburgo é o resultado da livre inspiração no Palazzo Pitti (Florença, Itália) pedida por Marie de Médicis que, tendo-se cansado do Palais du Louvre, desejava reencontrar o espírito florentino e a doçura que este lhe evocava, nomeadamente através do emprego das ornamentações de pedra na arquitectura do edifício em vez de uma mistura de tijolo e pedra, como se encontra por exemplo no pavilhão de caça do Château de Versailles.



O Arco do Triunfo (francês: Arc de Triomphe) é um monumento, localizado na cidade de Paris, construído em comemoração às vitórias militares de Napoleão Bonaparte, o qual ordenou a sua construção em 1806. Inaugurado em 1836, a monumental obra detém, gravados, os nomes de 128 batalhas e 558 generais. Em sua base, situa-se o Túmulo do Soldado Desconhecido (1920). O arco localiza-se na praça Charles de Gaulle, uma das duas extremidades da avenida Champs-Élysées.

Iniciado em 1806, após a vitória napoleônica em Austerlitz, o Arc de Triomphe representa, em verdade, o enaltecimento das glórias e conquistas francesas, sob a liderança de Napoleão Bonaparte – seja este oficial das forças armadas, esteja ele dotado da eminente insígnia imperial. A obra, no entanto, foi somente finalizada em 1836, dada a interrupção propiciada pela derrocada do Império (1815). Com 50 metros de altura, o monumental arco tornou-se, desde então, ponto de partida ou passagem das principais paradas militares, manifestações e, claro, visitas turísticas.

Arquitetura

Diversos elementos arquitetônicos são dignos de detida e fiel observação. Trinta medalhões, localizados sob a bela cornija, fazem, cada qual, referência a importantes batalhas travadas pelo exército francês, dentre as quais Aboukir, Ulm, Austerlitz, Iena, Friedland e Moscou. O friso, por sua vez, retrata a partida (fachada leste) e o retorno (fachada oeste) das tropas imperiais, visto que estas conflitaram em diversas regiões do continente europeu.

Na fachada leste, os baixo-relevos aludem à batalha de Aboukir e à morte do general Marceau. À esquerda, situa-se o Triunfo de Napoleão. Este belo alto-relevo, de Cortot, representa a paz e a conquista napoleônica, alcançados pela celebração do Tratado de Viena (1810). Na alegoria, o imperador francês é coroado pela Vitória e reverenciado pela extinta Monarquia. À direita, situa-se a Partida dos Voluntários de 1792 (obra de François Rude), aptos a defender a recém-instaurada e revolucionária República. A liberdade, aqui, é representada pela guerreira e valente mulher, a comandar e a incitar o povo francês. Na fachada oeste, os alto-relevos impressionam pela intensa carga emotiva. Verifica-se a submissão do povo ao Estado e a crença, pelos populares, na vitória das forças armadas.

No interior dos arcos menores, encimados por interessantes alegorias à marinha, à infantaria e a outras guarnições, constam gravados inúmeros nomes de importantes oficiais franceses, assim como diversas localidades nas quais se travaram decisivas batalhas no âmbito do expansionismo francês – Toulouse, Lille, Luxemburgo, Düsseldorf, Maastricht, Nápoles, Madrid, Porto, foz do rio Douro e Cairo, por exemplo. No solo, situa-se o memorável Túmulo do Soldado Desconhecido (“Ici repose un soldat français mort pour la patrie”). As cinzas do incógnito combatente francês, morto durante os sangrentos conflitos da I Guerra Mundial, ali repousam desde 1920.

Projetado por Jean Chalgrin, o Arco do Triunfo é, ainda e desde sempre, símbolo do patriotismo e orgulho francês.



A Torre de Babel, segundo a narrativa bíblica no Gênesis, foi uma torre construída por um povo com o objetivo que o cume chegasse ao céu, para que não fossem espalhados sobre toda a terra. Deus parou este projeto ao confundir a sua linguagem e espalhar o povo sobre toda a terra. Esta história é usada para explicar a existência de muitas línguas e raças diferentes. A localização da construção teria sido na planície entre o Rio Tigre e Eufrates, atual Iraque, uma região estrategicamente boa por ser muito fértil.

Segundo narrativa contido no Livro do Gênesis (Bíblia), a Torre de Babel começou a ser construída numa época em que "o mundo inteiro falava a mesma língua, com as mesmas palavras" (Gn 11,1), e era parte integrante do projeto de construção de uma cidade, que foi abandonado porque o Deus Bíblico (Yahveh) não apreciou o projeto dos homens e confundiu-lhes a língua. A história dessa torre pretende explicar, alegoricamente, a origem das muitas línguas faladas no mundo.

História

Babel, capital do Império babilônico, era uma cidade-estado extremamente rica e poderosa. Era um centro político, militar, cultural e econômico do mundo antigo. Tal qual cidades como Nova York e Paris, nos dias atuais, ela recebia grande número de imigrantes de diversas nacionalidades, cada qual falando um idioma diferente.

A forma grega do nome, Babilônia, é do Acadiano Bāb-ilu, que significa "Portão de Deus". Isto sumaria corretamente o propósito religioso das grandes torres-templo (os zigurates) da antiga Suméria (Sinar bíblica, no sul do Iraque moderno). Estes templos enormes, quadrados e com escadas eram vistos como portões para os deuses virem à terra, escadas literais para o céu. ("Alcançando o céu" é uma inscrição comum nas torres-templo.) Este é o tipo de estrutura referida na narrativa bíblica, apesar de artistas e estudiosos bíblicos a imaginarem de diferentes maneiras. O retrato influente de Pieter Brueghel é baseado no Coliseu de Roma, enquanto que as representações cónicas da torre mais tardias (como na ilustração de Doré) se assemelham muito a torres Muçulmanas tardias observadas por exploradores do século XIX na área. O artista flamengo também faz uma pintura alegórica, talvez a nova construção européia do Imperador para a Cristandade.

Os Zigurates estão entre as maiores estruturas religiosas alguma vez construídas, e o seu uso remonta aos princípios da História. A narrativa Bíblica é uma reacção ao antigo sistema Mesopotâmico de crenças reflectido nestas estruturas impressionantes, crenças que governaram os corações e as mentes de algumas das maiores civilizações dos tempos antigos.

Para os judeus adquiriu o significado de "confusão" em harmonia com Gênesis 11:9. Moisés terá derivado o nome Babel, em hebraico Bavél, da raiz do verbo ba.lál, que significa "confundir". Curiosamente, Bab e El sugere uma combinação do acadiano Bab ("porta", "portão") com o hebraico El ("Deus", abreviatura usada para Elóhah e Elohím). Segundo o Gênesis, seria Nimrod ou Ninrode (Ninus), filho de Cus, que teria mandado construir a Torre-templo de Babel. Alguns acreditam que tenha sido Cus quem iniciou a sua construção, antes da confusão das línguas (idiomas). Após isso, seu filho Nimrod, teria continuado a urbanização do local, dando origem à futura cidade de Babilônia.

Segundo a Hipótese documentária, a passagem deriva da fonte Javista, um escritor cujo trabalho está cheio de Paranomásias, e como muitas das outras paranomásias no texto Javista, o elemento da história que se refere à confusão das línguas é visto por muitos como uma pseudo-etimologia para o nome Babel, relacionado com uma história mais histórica do colapso de uma torre.

A Linguística histórica luta há muito tempo contra a ideia de uma linguagem única original (Língua adâmica). Tentativas de identificar esta língua com uma língua actual têm sido rejeitadas pela comunidade académica. Foi este o caso do Hebreu, e do Basco (como foi proposto por Manuel de Larramendi). Ainda assim, o bem documentado ramo de linguagens com antepassados comuns (como as modernas línguas europeias vindas do antigo Indo-Europeu) aponta na direcção de uma única língua ancestral. O tema principal da disputa é a data, que muitos estudiosos poriam vários milhares de anos antes da própria data da Bíblia para o fim da Torre de Babel.

Um grande projecto de construção no mundo antigo pode ter usado trabalho forçado de diversas populações conquistadas ou súbditas, e o domínio que cobria a Babilónia teria tido algumas línguas não Semitas, como o Hurrita, o Cassita, o Sumério, e o Elamita, entre outros.

Amar-Sin (2046-2037 a.C.), terceiro monarca da Terceira dinastia de Ur, tentou construir um zigurate em Eriduque nunca foi terminado. Tem sido sugerido que Eridu seria o local onde teria estado a torre de Babel, e que a história teria sido mudada mais tarde para a Babilónia Enmerkar (i.e. Enmer o Caçador) rei de Uruk, sugerido por alguns como sendo o modelo para Nimrod, foi também um constructor do templo de Eridu.

Há uma história parecida à da Torre de Babel na Mitologia suméria chamada Enmerkar e o Senhor de Aratta, na qual os dois deuses rivais, Enki e Enlil acabam por confundir as línguas de toda a humanidade como efeito colateral da sua discussão.

Em Gênesis 10, diz-se que Babel era parte do reino de Nimrod. Apesar de não ser especificamente mencionado na Bíblia, Ninrode é frequentemente associado com a construção da torre noutras fontes. Uma teoria recentemente proposta por David Rohl associa Nimrod com Enmerkar, e propõe que as ruínas da Torre de Babel são na verdade as ruínas muito mais velhas do zigurate de Eridu, a sul de Ur, em vez de Babilónia. Entre as razões para esta associação estão o grande tamanho das ruínas, a idade mais velha das ruínas, e o facto de um título de Eridu ser NUN.KI ("lugar poderoso"), que mais tarde se tornou um título da Babilónia.

Tradicionalmente, os povos enumerados no capítulo 10 do Gênesis (a Tabela das Nações) são vistos como tendo-se espalhado pela Terra a partir do Sinar apenas após o abandono da Torre, que é uma explicação da diversidade cultural. Alguns, contudo, vêem uma contradição entre a menção em Génesis 10:5 que diz "5Deles nasceram os povos que se dispersaram por países e línguas, por famílias e nações." E a seguinte história de Babel, que começa da seguinte maneira "1Em toda a Terra, havia somente uma língua, e empregavam-se as mesmas palavras." (Genesis 11:1).

A parede exterior da Babilónia é a principal defesa da cidade. Há, contudo, uma segunda parede interior, de menor espessura que a primeira, mas não muito inferior a ela [parede exterior] em força. O centro de cada divisão da cidade era ocupado por uma fortaleza. Numa ficava o palácio dos reis, rodeado por um muro de grande força e tamanho: na outra estava o sagrado recinto de Júpiter (Zeus) Belus, um cerco quadrado de 201 m de cada lado, com portões de latão sólido; que também lá estavam no meu tempo. No meio do recinto estava uma torre de mampostería sólida, de 201 m em comprimento e largura, sobre a qual estava erguida uma segunda torre, e nessa uma terceira, e assim até oito. A ascensão até ao topo está do lado de fora, por um caminho que rodeia todas as torres. Quando se está a meio do caminho, há um lugar para descansar e assentos, onde as pessoas se podem sentar por algum tempo no seu caminho até ao topo. Na torre do topo há um templo espaçoso, e dentro do templo está um sofá de tamanho invulgar, ricamente adornado, com uma mesa dourada ao seu lado. Não há estátua de espécie alguma nesse sítio, nem é a câmara ocupada de noite por alguém a não ser por uma mulher nativa, que, como os Caldeus, os sacerdotes deste deus, afirmam, é escolhida para si próprio pela divindade, de todas as mulheres da terra.
Pensa-se que esta Torre de Júpiter Belus se refere ao deus acadiano Bel, cujo nome foi helenizado por Heródoto para Zeus Belus. É provável que corresponda ao gigantesco zigurate a Marduk (Etemenanki), um antigo zigurate que foi abandonado, caindo em ruínas devido a terramotos, e relâmpagos a danificar o barro. Este enorme zigurate, e a sua queda são vistos por muitos académicos como tendo inspirado a história da Torre de Babel. Contudo, também se encaixaria bem na narrativa Bíblica — dando algum suporto arqueológico para a história. Mais provas podem ser recolhidas daquilo que o Rei Nabucodonosor inscreveu nas ruínas do seu zigurate.

A destruição

Não é mencionado no relato do Gênesis que Deus destruiu diretamente a torre; contudo, os relatos no Livro dos Jubileus, em Cornelius Alexandre (frag. 10), Abydenus (frags. 5 and 6), Flávio Josefo (Antiguidades Judaicas 1.4.3), e os Oráculos Sibilinos (iii. 117-129) atestam a tradição de que Deus derrubou a torre com um grande vento.

Midrash

A Literatura Rabínica oferece muitos relatos diferentes sobre outras causas para a Torre de Babel ter sido construída, e sobre as intenções dos seus construtores. Na Mishná era vista como uma rebelião contra Deus. Uns midrash mais tardios registam que os construtores da Torre, chamados "a geração da secessão" nas fontes Judaicas, disseram: "Deus não tem o direito de escolher o mundo superior para Si próprio, e de deixar o mundo inferior para nós; por isso iremos construir uma torre, com um ídolo no topo segurando uma espada, para que pareça como se pretendesse guerrear com Deus" (Gen. R. xxxviii. 7; Tan., ed. Buber, Noah, xxvii. et seq.).

A construção da Torre foi feita para desafiar não só Deus, mas também Abraão, que exortava os construtores a reverenciar. A passagem menciona que os construtores falavam palavras afiadas contra Deus, não citadas na Bíblia, dizendo que uma vez em cada 1656 anos, o céu abanava para que a água chovesse para a terra, por isso eles iram suportar isso com colunas para que não pudesse haver outra inundação (Gen. R. l.c.; Tan. l.c.; similarmente Flávo Josefo, "Ant." i. 4, § 2).

Alguns entre essa geração pecaminosa até queriam pelejar contra Deus no céu (Talmude Sanhedrin 109a.) Eles foram encorajados nesta tarefa impensável pela noção de que setas que eles atiravam para o céu caíam a pingar com sangue, por isso o povo acreditava mesmo que podiam guerrear contra os habitantes dos céus (Sefer ha-Yashar, Noah, ed. Leghorn, 12b). Segundo Josefo e Midrash Pirke R. El. xxiv., foi principalmente Nimrod quem persuadiu os seus contemporâneos a construir a Torre, enquanto que outras fontes rabínicas afirmam, pelo contrário, que Nimrod estava separado dos construtores.

Altura e largura

A altura da torre é matéria de especulação, mas visto que a torre pode ser simbolicamente considerada uma precursora do desejo do homem de construir edifícios altos pela História, a sua altura é um aspecto significativo do seu mythos. A Torre histórica encomendada por Nabucodonosor a cerca de 560 a.C. na forma de um zigurate de oito níveis é vista pelos historiadores como tendo cerca de 2089 metros de altura e 100 de largura.

A Torre de Babel Bíblica contudo, teria sido construída 2000 anos antes. A narrativa no livro do Génesis não menciona a altura da torre, e por isso não tem sido um grande tema de debate entre fundamentalistas Cristãos. Há, porém, pelo menos duas fontes extra-canonicais que mencionam a altura da torre.

O Livro dos Jubileus menciona a altura da torre como sendo de 5433 cúbitos e 2 palmos (2484 metros de altura). Isto seria aproximadamente quatro vezes mais alto do que as estruturas mais altas do mundo de hoje e em toda a história humana. Tal afirmação seria considerada mítica para a maioria dos estudiosos, visto que construtores em tais tempos antigos seriam considerados incapazes de construir uma estrutura de quase 2,5 quilómetros de altura.

A outra fonte extra-canonical é encontrada no Terceiro Apocalipse de Baruch; menciona que a 'torre da discórdia' alcançava uma altura de 463 cúbitos (212 metros de altura). Isto seria mais alto do que qualquer outra estrutura construída no mundo antigo, como a Pirâmide de Quéops em Gizé, Egito e mais alta do que qualquer estrutura construída na história humana até à construção da Torre Eiffel em 1889. Uma torre de tal altura no mundo antigo teria sido tão incrível ao ponto de merecer a sua reputação e menção na Bíblia e outros textos históricos.

Após isso, os povos foram espalhados pela terra cada um conforme sua língua.(Gênesis Cap-11) Daí se explica fato de existir muitos idiomas, isso tornou necessário por que o propósito do criador era que a humanidade se espalhasse por toda a terra, essa idéia de construir tal torre tinha o objetivo de manter todas as pessoas num só lugar.



O Pensador (francês: Le Penseur) é uma das mais famosas esculturas de bronze do escultor francês Auguste Rodin. Retrata um homem em meditação soberba, lutando com uma poderosa força interna.

Originalmente chamado de O Poeta, a peça era parte de uma comissão do Museu de Arte Decorativa em Paris para criar um portal monumental baseada na Divina Comédia, de Dante Alighieri. Cada uma das estátuas na peça representavam um dos personagens principais do poema épico. O Pensador originalmente procurava retratar Dante em frente dos Portões do Inferno, ponderando seu grande poema. A escultura está nua porque Rodin queria uma figura heróica à la Michelangelo para representar o pensamento assim como a poesia.

Rodin fez sua primeira versão por volta de 1880. A primeira estátua (O Pensador) em escala maior foi terminada em 1902, mas não foi apresentada ao público até 1904. Tornou-se propriedade da cidade de Paris graças a uma contribuição organizada pelos admiradores de Rodin e foi colocada em frente do Panteão em 1906. Em 1922, contudo, foi levada para o Hotel Biron, transformado no Museu Rodin. Mais de vinte cópias da escultura estão em museus em volta do mundo. Algumas destas cópias são versões ampliadas da obra original assim como as esculturas de diferentes proporções.

O Instituto Ricardo Brennand na cidade do Recife, Pernambuco, possui uma réplica autorizada da obra, exposta nos seus jardins.



O templo de Zeus Olímpico, também conhecido como Olympeion, é a ruína monumental de um antigo templo dedicado a Zeus em sua qualidade de rei dos deuses do Olimpo. Está localizado no centro de Atenas, na Grécia. Sua construção começou no século VI a.C. e só foi concluída no reinado de Adriano. Em seu apogeu foi um dos maiores e mais famosos templos gregos.

Desde a pré-história o local era usado para culto de deidades ctônicas e heróis. O primeiro templo erguido no local se deve ao tirano Pisístrato, datando de c. 550 a.C. Logo depois da morte de Pisístrato seus filhos Hípias e Hiparco o demoliram para dar lugar a uma construção maior, projetada por Antistates, Callaeschrus, Antimachides e Porinus. Tinha um estilo dórico e se elevava sobre um pódio de 41 m x 108 m, com uma série dupla de colunas na frente e nos fundos, e uma série simples nos lados. Com a abolição da tirania o trabalho foi interrompido, ainda incompleto. Durante o período da democracia nada se fez nele, e Aristóteles, em sua Política, dava o templo como um exemplo de como os tiranos mantinham a população ocupada com obras monumentais a fim de que não tivesse tempo ou energia para rebeliões.

Somente em 174 a.C. a construção foi retomada, por ordem de Antíoco IV Epifânio, que se considerava uma encarnação de Zeus. O arquiteto Decimus Cossutius alterou o projeto e acrescentou uma série de colunas na frente e nos fundos e uma outra nos lados, perfazendo um total de 104 colunas de 17 m de altura e 2 m de diâmetro. O seu estilo foi igualmente alterado para o jônico, e em vez do calcário foi adotado o custoso mármore pentélico. Com a morte do rei o projeto foi mais uma vez abandonado.

No saque de Atenas por Lucius Cornelius Sulla em 86 a.C. a construção foi espoliada, e algumas de suas colunas acabaram sendo usadas no templo de Júpiter Capitolino, em Roma. Augusto tentou terminar a obra, mas somente Adriano o conseguiria. Ele acrescentou um prescinto, uma enorme estátua de ouro e marfim de Zeus, e o adornou de estátuas de deuses e personificações das províncias romanas. Em gratidão o povo de Atenas ergueu uma estátua colossal do imperador atrás do templo, que foi consagrado em 132, ocasião em que Adriano adotou o título de Panhellenios (de todos os gregos).

Novamente o templo sofreu no saque de Atenas de 267, promovido pelos hérulos. Possivelmente não foi restaurado depois disso, mas de qualquer forma foi desativado com a supressão do paganismo em 425 por Teodósio II, que usou parte do material para erguer uma basílica cristã nas proximidades. Desde então o templo foi sistematicamente depredado para retirada de mármore para outras edificações em Atenas, e quando Ciríaco de Ancona o visitou em 1436 só encontrou 21 das 104 colunas originais. Uma outra coluna desapareceu durante o governo turco de Tzisdarakis, que usou o mármore para decoração da uma mesquita em Monastiraki. Hoje restam 15 colunas em pé, e uma outra caída ao solo. Nada restou da cella e da decoração, nem da estatuária.

Em 21 de janeiro de 2007 o templo foi pela primeira vez desde a antiguidade usado como local de culto, quando foi realizada ali uma cerimônia neopagã pelo grupo Ellinais.

O sítio arqueológico do Olympeion

O sítio arqueológico do templo foi escavado entre 1889 e 1896 por Francis Penrose, e novamente por Gabriel Weltet (1922) e Ioannes Travlos (anos 60). Recentemente o Terceiro Eforado de Antiguidades Pré-históricas e Clássicas, órgão responsável pela administração arqueológica local, unificou a área do templo com outras ruínas localizadas nas proximidades, e hoje o sítio do Olympeion inclui o templo de Zeus propriamente dito, o templo de Apolo Delfínio, o pequeno templo de Réia e Cronos, termas romanas, residências clássicas, uma basílica do século V e parte dos antigos muros da cidade. O famoso Arco de Adriano está localizado imediatamente ao lado.



O Albert Einstein Memorial é uma monumental estátua de bronze representando Albert Einstein sentado com papéis manuscritos na mão. Está localizada no centro de Washington, DC, Estados Unidos, em um arvoredo no canto sudoeste da área do National Academy of Sciences, próximo ao Memorial aos Veteranos do Vietnã.

A estátua foi esculpida por Robert Berks em 19 seções e, depois, soldadas juntas. Pesa 3,2 toneladas e, posta em pé, teria 6,4 m de altura. A estátua está assentada em uma arquibancada de granito branco.

Gravado como se escrito à mão sobre os documentos da mão esquerda da estátua estsão três equações, resumindo três dos importantes avanços científicos de Einstein.

Três citações textuais de Einstein, em inglês, estão impressas em painéis informativos nas proximidades, e inscritos na parte de trás da arquibancada de granito. Estas poderiam ser traduzidas da seguinte forma:

- "Enquanto eu tenha possibilidade de escolher, viverei apenas em um país onde a liberdade civil, tolerância e igualdade de todos os cidadãos prevaleça diante da lei".
- "Alegria e espanto da beleza e grandiosidade deste mundo que o homem pode apenas formular uma fraca noção…"
- "O direito de buscar pela verdade implica também um dever; uma pessoa não deve ocultar qualquer parte do que uma pessoa tenha reconhecido em ser verdade."




Theodore Roosevelt Island (em português: Ilha Theodore Roosevelt), anteriormente conhecida como Ilha do Meu Senhor, Mason's Island e Analostan Island, é um monumento nacional situado no Rio Potomac, em Washington, DC, e foi o dom para o povo norte-americano , em memória ao 26º presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt. O local traz uma estátua de Roosevelt, em um memorial Plaza - a paisagem ao redor da ilha é mantida como um parque natural. A ilha situada a norte da Ilha Columbia e pode ser acessado através de uma ponte que conduz a uma trilha pavimentada . Uma pequena ilha com o nome "Little Island" situa-se apenas ao largo da extremidade sul. Sobre a costa oriental em cerca de meio a meio ponto da ilha.

História

Chamada de Ilha, "Analostan", a ilha foi nomeada em 1682 pelo Capitão como Analostan, que deixou a ilha a sua filha Margaret Hammersley, após a sua morte em 1698/1699. A ilha foi adquirida em 1724 por George Mason. John Mason, o filho de George Mason, herdou a ilha em 1792 e a possuiu até 1833. John Mason construiu uma mansão e jardins no lugar, no início do século XIX. Mason deixou a ilha em 1831, quando um istmo estagnou a água.

Além de um breve período da Guerra Civil, quando as tropas da União estavam ali estacionadas, a ilha desabitada tem sido desde o Masons esquerda. Locais continuaram a chamar-lhe "Mason's Island" até que o monumento foi construído lá. Por volta de 1906, o fogo queimou na ilha e amplamente prejudicou a mansão. Parte da mansão da fundação é tudo o que resta hoje. De 1913 a 1931, a ilha era propriedade do Washington Gas Light Company, que permitiu que a vegetação cresça desmarcada na ilha.



O Monumento a Washington ou Monumento de Washington é um obelisco localizado no centro do National Mall, em Washington, DC, Estados Unidos. Foi construído como um memorial a George Washington, entre 1848 a 1888. Possui 169,7 metros de altura e é a estrutura mais alta da cidade. Quando inaugurada, tornou-se a mais alta estrutura construída pelo homem, até 1889, quando a Torre Eiffel foi inaugurada.

O monumento está entre as estruturas mais altas do mundo, e é o mais alto obelisco do mundo, com 169,294 m de altura. É constituído de mármore, granito e arenito. Foi desenhado por Robert Mills, um arquiteto de 1840. A própria construção do monumento foi iniciada em 1848, mas não foi concluída até 1884, quase 30 anos após a morte do arquiteto. Essa ruptura na construção foi devido a uma falta de fundos e a intervenção da Guerra Civil Americana. Uma diferença de sombreamento do mármore, visível aproximadamente 150 pés (45 m) acima, claramente delineia a construção inicial de sua reabertura em 1876.

O Monumento de Washington reflexão pode ser visto no chamado aptamente Reflecting Pool, uma piscina rectangular que se estende ao oeste para o Lincoln Memorial.

Motivo e Homenagem

George Washington ganhou o título de "Pai da Pátria" em reconhecimento de sua liderança na causa da independência americana. Nomeado como comandante do exército continental em 1775, ele moldado uma luta contra a força que ganhou independência do Reino da Grã-Bretanha. Em 1787, como presidente da Convenção Constitucional, ele ajudou a orientar as deliberações de modo a formar um Governo que já dura há mais de 200 anos. Dois anos depois ele foi eleito por unanimidade, o Presidente dos Estados Unidos. Washington, a definição da Presidência e ajudado a desenvolver o relacionamento entre os membros dos três órgãos do governo. Ele estabeleceu precedentes, que lançou com sucesso o novo governo sobre o seu curso normal. Ele recusou a pompa de poder e governo monarchical de veered e tradições e duas vezes-apesar das fortes pressões para fazer o contrário-deu-se a mais poderosa posição nas Américas. Washington manteve sempre atenta ao ramificações de suas decisões e acções. Com este monumento aos cidadãos dos Estados Unidos mostram a sua gratidão e respeito duradouro.

Quando acabou a Guerra Revolucionária, nenhum homem nos Estados Unidos, comandou mais respeito do que George Washington. Os americanos comemorou sua capacidade de ganhar a guerra, apesar limitado fornecimentos e inexperientes os homens, e eles admiravam sua decisão de recusar a aceitar apenas um salário e de reembolsos dos seus gastos. A sua relação aumentou ainda mais quando se tornou conhecido que ele tinha rejeitado uma proposta apresentada por alguns de seus funcionários para que ele o novo rei do país.

Tal como ficou claro os artigos da Confederação tinha deixado o governo federal demasiado fraco para cobrar impostos, regulamentar o comércio, ou o controlo das suas fronteiras, os homens como James Madison começaram a pedir uma convenção que irá reforçar a sua autoridade. Washington não quis comparecer, porque ele tinha de gerir negócios em Mount Vernon. Se ele não ir à Filadélfia, no entanto, ele preocupado com sua reputação e sobre o futuro do país. Ele acabou por decidir que, uma vez que "para ver esta nação feliz… é tanta que o desejo da minha alma", ele iria servir como um dos representantes da Virgínia. Os outros delegados durante o verão de 1787 ele escolheu para presidir a sua deliberação, o que acabou por ser a Constituição dos Estados Unidos.

Uma parte essencial da Constituição foi o desenvolvimento do gabinete do presidente dos Estados Unidos. Ninguém parecia mais qualificado para preencher essa posição do que Washington, e em 1789 ele iniciou o primeiro de seus dois mandatos. Ele usou o respeito da nação para ele para desenvolver o respeito deste novo cargo, mas ele tentou simultaneamente calma teme que o presidente iria tornar tão poderoso como o novo rei do país tinha lutado contra. Ele tentou criar o tipo de sólido governo pensou a nação necessário, apoiando um banco nacional, à recolha de impostos para pagar as despesas, bem como o reforço do Exército e da Armada. Embora muitas pessoas queriam lhe a estada para um terceiro mandato, em 1797 ele novamente reformados para Mount Vernon. Washington morreu repentinamente dois anos mais tarde. Sua morte reiniciado tentativas para homenagear ele. Já em 1783, o Congresso Continental tinha resolvido "Essa uma estátua equestre de George Washington ser erguido no local onde a residência do Congresso será estabelecido". A proposta para a chamada gravura sobre a estátua que explicou que tinha sido erguido "em homenagem a George Washington, o ilustre Comandante-em-chefe dos exércitos dos Estados Unidos da América durante a guerra e garantiu que validou a sua liberdade, da soberania, e independência. "

Dez dias depois da morte de Washington, um Congresso comissão recomendou um tipo diferente de monumento. John Marshall, um representante da Virgínia (que mais tarde se tornou Chefe do Supremo Tribunal de Justiça) propôs que um túmulo ser erigido dentro do Capitólio dos Estados Unidos da América . Mas a falta de fundos, de desacordo sobre qual o tipo de memorial seria melhor homenagem ao primeiro presidente do país, e de Washington relutância da família para mover seu corpo impedido progressos em relação a qualquer projeto.

Logo antes de terminar a guerra do Vietnã, quando já havia muitos movimentos nos EUA contra a guerra, uma passeata em Washington, que parou em frente ao "Monumento de Washington" para pedir o fim da guerra.



O Monumento aos Descobrimentos, popularmente conhecido como Padrão dos Descobrimentos, localiza-se na freguesia de Belém, na cidade e Distrito de Lisboa, em Portugal.

Em posição destacada na margem direita do rio Tejo, o monumento foi erguido para homenagear os elementos envolvidos no processo dos Descobrimentos portugueses.

História

O monumento original foi encomendado pelo regime de António de Oliveira Salazar aos arquitectos Cottinelli Telmo (1897-1948) e Leopoldo de Almeida (1898-1975), para a Exposição do Mundo Português (1940), e desmontado em 1958.

O atual, uma réplica do anterior, foi erguido em betão com esculturas em pedra de lioz, erguendo-se a 52 metros de altura. Foi inaugurado em 1960, no contexto das comemorações dos quinhentos anos da morte do Infante D. Henrique, o Navegador.

Características

O monumento tem a forma de uma caravela estilizada, com o escudo de Portugal nos lados e a espada da Casa Real de Avis sobre a entrada. D. Henrique, o Navegador, ergue-se à proa, com uma caravela nas mãos. Em duas filas descendentes, de cada lado do monumento, estão as estátuas de heróis portugueses ligados aos Descobrimentos. Na face ocidental encontram-se o poeta Camões, com um exemplar de Os Lusíadas, o pintor Nuno Gonçalves com uma paleta, bem como famosos navegadores, cartógrafos e reis.

Eis a lista completa das 33 personalidades representadas no monumento:

- Infante Pedro, Duque de Coimbra (filho do rei João I de Portugal);
- Filipa de Lencastre;
- Fernão Mendes Pinto (escritor);
- Frei Gonçalo de Carvalho;
- Frei Henrique Carvalho;
- Luís de Camões (o poeta autor de Os Lusíadas);
- Nuno Gonçalves (pintor);
- Gomes Eanes de Zurara (cronista);
- Pêro da Covilhã (viageiro);
- Jácome de Maiorca (cosmógrafo);
- Pedro Escobar (navegador);
- Pedro Nunes (matemático);
- Pêro de Alenquer (navegador);
- Gil Eanes (navegador);
- João Gonçalves Zarco (navegador);
- Fernando, o Infante Santo (filho do rei João I de Portugal);
- Infante Dom Henrique, o Navegador;
- Afonso V de Portugal;
- Vasco da Gama;
- Afonso Gonçalves Baldaia (navegador);
- Pedro Álvares Cabral (descobridor do Brasil);
- Fernão de Magalhães;
- Nicolau Coelho (navegador);
- Gaspar Corte-Real (navegador);
- Martim Afonso de Sousa (navegador);
- João de Barros;
- Estêvão da Gama (capitão marítimo);
- Bartolomeu Dias (descobridor do Cabo da Boa Esperança);
- Diogo Cão;
- António Abreu (navegador);
- Afonso de Albuquerque;
- São Francisco Xavier (missionário);
- Cristóvão da Gama (capitão).


A norte do monumento uma rosa-dos-ventos de 50 metros de diâmetro, desenhada no chão, foi uma oferta da África do Sul em 1960. O mapa central, pontilhado de galeões e sereias, mostra as rotas dos descobridores nos séculos XV e XVI.

No interior do monumento existe um elevador que vai até ao sexto andar, e uma escada que vai até ao topo de onde se descortina um belo panorama de Belém e do rio Tejo. A cave é usada para exposições temporárias.

Uma das mais interessantes perspectivas do monumento pode ser observada a partir de oeste, à luz do pôr do sol.



O Muro das Lamentações, ou Muro Ocidental, (Qotel HaMa'aravi הכותל המערבי em hebraico), é o local mais sagrado do judaísmo.

Trata-se do único vestígio do antigo templo de Herodes, erigido por Herodes o Grande no lugar do Templo de Jerusalém inicial.

História

O Primeiro Templo, ou Templo de Salomão, foi construído no século X a.C., e derrubado pelos babilónios em 586 a.C.. O Segundo Templo, entretanto, foi construído por Esdras e Neemias na época do Exílio da Babilónia, e voltou a ser destruído pelos romanos no ano 70 da nossa era, durante a Grande Revolta Judaica. Deste modo, cada templo esteve erguido durante uns 400 anos.

Quando as legiões do imperador Tito destruíram o templo, só uma parte do muro exterior ficou em pé. Tito deixou este muro para que os judeus tivessem a amarga lembrança de que Roma vencera a Judeia (daí o nome de Muro das Lamentações). Os judeus, porém, atribuíram-no a uma promessa feita por Deus, segundo a qual sempre ficaria de pé ao menos uma parte do sagrado templo como símbolo da sua aliança perpétua com o povo judeu. Os judeus têm pregado frente a este muro durante os derradeiros dois milénios, crendo que este é o lugar acessível mais sagrado da Terra, já que não podem aceder ao interior da Esplanada das Mesquitas, que seria ainda mais sagrado.

A tradição de introduzir um pequeno papel com pedidos entre as fendas do muro tem vários séculos de antiguidade. Entre as petições dos judeus estão ferventes súplicas a Deus para que regresse à terra de Israel, o retorno de todos os exilados judeus, a reconstrução do templo (o terceiro), e a chegada da era messiânica com a chegada do Messias judeu.

O Muro das Lamentações é sagrado para os judeus devido a ser o último pedaço do muro que rodeava o Templo pelos lados sul e leste. Alem disso, o Muro é o lugar mais próximo do sancta sanctorum ou lugar "sagrado entre os sagrados" (1 Reis 8:6-8). Das três secções do muro, a do leste, do sul e do oeste, a do oeste é o lugar tradicional de oração (daí o seu nome em hebraico, Hakótel Hama'araví, "o Muro Ocidental").

Na Esplanada das Mesquitas, rodeada pelo Muro, os muçulmanos construíram ao longo dos séculos a Cúpula da Rocha e a Mesquita de Al-Aqsa.



Petra (do grego "petrus", pedra; árabe: البتراء, al-Bitrā) é um importante enclave arqueológico na Jordânia, situado na bacia entre as montanhas que formam o flanco leste de Wadi Araba, o grande vale que vai do Mar Morto ao Golfo de Aqaba.

História

A região onde se encontra Petra foi ocupada por volta do ano 1200 a.C. pela tribo dos Edomitas, recebendo o nome de Edom. A região sofreu numerosas incursões por parte das tribos israelitas, mas permaneceu sob domínio edomita até à anexação pelo império persa. Importante rota comercial entre a Península Arábica e Damasco (Síria) durante o século VI a.C., Edom foi colonizada pelos Nabateus (uma das tribos árabes), o que forçou os Edomitas a mudarem-se para o sul da Palestina.

Fundação

O ano 312 a.C. é apontado como data do estabelecimento dos Nabateus no enclave de Petra e da nomeação desta como sua capital. Durante o período de influência helenística dos Selêucidas e dos Ptolomaicos, Petra e a região envolvente floresceram material e culturalmente, graças ao aumento das trocas comerciais pela fundação de novas cidades: Rabbath 'Ammon (a moderna Amã) e Gerasa (actualmete Jerash).

Devido aos conflitos entre Selêucidas e Ptolomaicos, os Nabateus ganharam o controlo das rotas de comércio entre a Arábia e a Síria. Sob domínio nabateu, Petra converteu-se no eixo do comércio de especiarias, servindo de ponto de encontro entre as caravanas provenientes de Aqaba e as de cidades de Damasco e Palmira.

O estilo arquitectónico dos Nabateus, de influência greco-romana e oriental, revela a sua natureza activa e cosmopolita. Este povo acreditava que Petra se encontrava sob a protecção do deus dhû Sharâ (Dusares, em grego).

Época Romana

Entre os anos 64 e 63 a.C., os territórios nabateus foram conquistados pelo general Pompeu e anexados ao Império Romano, na sua campanha para reconquistar as cidades tomadas pelos Hebreus. Contudo, após a vitória, Roma concedeu relativa autonomia a Petra e aos Nabateus, sendo as suas únicas obrigações o pagamento de impostos e a defesa das fronteiras das tribos do deserto.

No entanto, em 106 d.C., Trajano retirou-lhes este estatuto, convertendo Petra e Nabateia em províncias sob o controlo directo de Roma (Arábia Petrae). Adriano, seu sucessor, rebaptizou-a de Hadriana Petrae, em honra de si próprio.

Época Bizantina

Em 313 d.C., o Cristianismo converteu-se na religião oficial do Império Romano, o que teve as suas repercussões na região de Petra. Em 395, Constantino fundou o Império Bizantino, com capital em Constatinopla (actual Istambul).

Petra continuou a prosperar sob o seu domínio até 363, ano em que um terramoto destruiu quase metade da cidade. Contudo a cidade não morreu: após este acontecimento muitos dos edifícios "antigos" foram derrubados e reutilizados para a construção de novos, em particular igrejas e edifícios públicos.

Em 551, um segundo terramoto (mais grave que o anterior) destruiu a cidade quase por completo. Petra não se conseguiu recuperar desta catástrofe, pois a mudança nas rotas comerciais diminuíram o interesse neste enclave.

Redescoberta de Petra

As ruínas de Petra foram objecto de curiosidade a partir da Idade Média, atraíndo visitantes como o sultão Baybars do Egipto, no princípio do século XIII. O primeiro europeu a descobrir as ruínas de Petra foi Johann Ludwig Burckhardt (1812), tendo o primeiro estudo arqueológico científico sido empreendido por Ernst Brünnow e Alfred von Domaszewski, publicado na sua obra Die Provincia Arabia (1904).

Em 6 de Dezembro de 1985, Petra foi reconhecida como Património da Humanidade pela UNESCO.

Em 2004, o governo jordano estabeleceu um contrato com uma empresa inglesa para construir uma auto-estrada que levasse a Petra tanto estudiosos como turistas.

Em 7 de Julho de 2007, foi eleita em Lisboa, no Estádio da Luz uma das Novas sete maravilhas do mundo.



O Panteão, situado em Roma, Itália, também conhecido como Panteão de Agripa, é o único edifício construído na época greco-romana que, actualmente, se encontra em perfeito estado de conservação. Desde que foi construído que se manteve em uso: primeiro como templo dedicado a todos os deuses do panteão romano (daí o seu nome) e, desde o século VII, como templo cristão. É famoso pela sua cúpula.

O Panteão original foi construído em 27 a.C., durante a República Romana, durante o terceiro consulado de Marco Vipsânio Agripa. Efectivamente, o seu nome está inscrito sobre o pórtico do edifício. Lê-se aí: M.AGRIPPA.L.F.COS.TERTIUM.FECIT, o que significa: "Construído por Marco Agripa, filho de Lúcio, pela terceira vez cônsul".

De fato, o Panteão de Agripa foi destruído por um incêndio em 80 d.C., sendo totalmente reconstruído em 125, durante o reinado do imperador Adriano, como se pode comprovar pelas datas impressas nos tijolos que fazem parte da sua estrutura. A inscrição original, referindo-se à sua fundação por Agripa foi, então, inserida na fachada da nova construção de acordo com uma prática habitual nos projectos de reconstrução devidos a Adriano, por toda a Roma.

Adriano caracterizava-se pelo seu cosmopolitismo, viajou bastante pelas regiões orientais do império, e foi um grande admirador da cultura grega. O Panteão nasceu do seu desejo de fundar um templo dedicado a todos os deuses, num gesto ecuménico ou sincretista que abarcasse os novos povos sob a dominação do Império Romano, já que estes ou não adoravam os antigos deuses romanos ou (o que acontecia cada vez mais) adoravam-nos sob outras designações, adoptando deuses estrangeiros.

O edifício, circular, tem um pórtico (também denominado pelo termo grego "pronaos") com três filas de colunas (8 colunas na fila frontal, 16 ao todo), sob um frontão. O interior é abobadado, sob uma cúpula que apresenta alvéolos (em forma de caixotões) no interior, em direcção a um óculo que se abre para o zénite. Estes alvéolos, além de serem utilizados estéticamente, também foram pensados para diminuir a quantidade de concreto a ser utilizado na estrutura, tornando-a mais leve. Da base da rotunda até ao óculo vão 43 metros - a mesma medida do raio do círculo da base - o que significa que o espaço da cúpula se inscreve no interior de um cubo imaginário.

Em 608, o imperador bizantino Focas ofereceu o edifício ao Papa Bonifácio IV que o consagrou, em 609, como igreja cristã dedicada a Santa Maria e Todos-os-Santos (Mártires) - nome que mantém actualmente. A sua cúpula é a maior que chegou até nós da antiguidade e foi durante muito tempo a maior de toda a Europa Ocidental, até que Brunelleschi criou a cúpula (duomo) de Florença, completada em 1436.

A consagração do edifício como igreja salvou-o do vandalismo e destruição deliberada que as antigas construções da Roma antiga sofreram durante o início do período medieval. A única perda a registar prende-se com as esculturas que adornavam o tímpano do frontão, acima da inscrição relativa a Agripa. O interior de mármore e as grandes portas de bronze resistiram ao passar do tempo, ainda que estas últimas tenham sido restauradas mais de uma vez.

Desde o Renascimento que o Panteão é utilizado como última morada de personalidades italianas ilustres, como os pintores Rafael e Annibale Caracci, o arquitecto Baldassare Peruzzi, além de dois reis de Itália: Vítor Emanuel II e Humberto I. A mulher de Humberto I, Margarida I, também foi aí sepultada.

Ainda que a Itália seja uma república desde 1947, membros voluntários de organizações monárquicas italiana mantêm uma vigília contínua junto dos túmulos reais, no Panteão. Os republicanos insurgem-se frequentemente contra a prática. A autoridades católicas, contudo, autorizam-na, ainda que seja o Ministério do Património Cultural Italiano o responsável pela sua segurança e manutenção.

No seu estatuto de exemplar mais bem conservado da arquitectura monumental romana, o Panteão influenciou muito várias gerações de arquitectos europeus, americanos e não só, do Renascimento até ao século XIX. Podemos referir, por exemplo, Andrea Palladio. Muitos auditórios de cidades, universidades e bibliotecas copiam o seu estilo formado pela junção do pórtico à rotunda. A "Rotunda" Thomas Jefferson, na Universidade da Virgínia; a Law Library da Universidade de Columbia ou a Biblioteca Estadual de Victoria, em Melbourne, Austrália, são exemplos que não esgotam a versatilidade do modelo.



A Smithsonian Institution é uma instituição educacional e de pesquisa associada a um complexo de museus, administrada e fundada pelo governo dos Estados Unidos. Com grande parte de seus prédios localizados em Washington, DC, o instituto compreende 19 museus e sete centros de pesquisa, e tem 142 milhões de itens em suas coleções.

A Smithsonian Institution foi fundada para a promoção e disseminação de conhecimento pelo cientista britânico James Smithson (1765-1829). No testamento de Smithson, ele declarou que se o herdeiro, seu sobrinho Henry James Hungerford, morresse sem deixar descendentes, o patrimônio dos Smithson deveria ser doado ao governo dos Estados Unidos para a criação de um "estabelecimento para a expansão e difusão de conhecimento entre os homens". Após Henry James morrer em 1835 sem deixar herdeiros, o presidente Andrew Jackson informou o Congresso do patrimônio de Smithson, que consistia de 100,000 moedas de ouro e 500,000 dólares (9,235,277 em valores de 2005).

A Smithsonian Institution foi então estabelecida como um truste por uma lei do Congresso, sendo funcionalmente e legalmente um órgão do governo dos Estados Unidos.



A Capela Sistina é uma capela situada no Palácio Apostólico, residência oficial do Papa na Cidade do Vaticano, erigida entre os anos 1475 e 1483, durante o pontificado do Papa Sisto IV.

Contexto histórico

A virada do Quattrocento para o Cinquecento foi um dos momentos mais marcantes para a História da arte ocidental, quiçá mundial. A Itália, com epicentro em Florença, deu ao mundo uma tal gama de geniais artistas que parece milagrosa. "Não há como explicar a existência do gênio. É preferível apreciá-lo", diz Gombrich, tentando entender por que tantos grandes mestres nasceram no mesmo período.

A Capela Sistina é um dos locais mais propícios para aquilatar a dimensão desta explosão criativa. Para a sua feitura concorreram os maiores nomes de que dispunha a Itália no momento.

Sisto IV, como parte da política que empreendia para o restabelecimento do prestígio e fortalecimento do papado, convocou a Roma os maiores artistas da Itália. Florença era o centro de excelência até então. De lá e da Úmbria vieram os maiores nomes, fato que deslocaria para Roma a capitalidade cultural, que atingiria o zênite algumas décadas depois, com a eleição de Júlio II para ocupar a Cátedra de São Pedro. Para a história da cultura o significado do projeto e construção da Sistina é imenso, juntamente com as demais obras encomendadas por Sisto IV. Não somente porque marca o deslocamento da capitalidade cultural para Roma, mas por se tratar do ciclo pictórico de maior relevo da Itália no final do século XV, "constituindo além disso um documento inapreciável para observar as virtudes e os limites da pintura do Quattrocento'".

Com exceção de Ghirlandaio, os pintores que nela assinalaram seus talentos avançam com a sua obra o século seguinte e os gênios que mudaram os rumos da pintura no período estão todos estreitamente relacionados com eles: Ghirlandaio fora mestre de Michelangelo; Rafael aprendiz de Perugino; e no atelier de Verrocchio passaram: Leonardo, Perugino e Botticelli.

Mais que um liame entre o Quattrocento e o Cinquecento, esta geração de artistas "representa um ponto final, a constatação de uma crise. Algo que ficará manifesto pelo fato de que tanto Leonardo como Michelangelo construírem em boa medida suas respectivas linguagens sobre a negação da deles".

Arquitetura e decoração

Baccio Pontelli foi o autor do projeto arquitetônico para a construção da capela. Este florentino era um dos responsáveis pela reformulação e revitalização urbanística que Sisto IV efetuava em Roma, tendo realizado dezenas de obras públicas.

No projeto, construído com a supervisão de Giovannino de Dolci entre 1473 e 1484, emprestaram seus dons: Perugino, Botticelli, Ghirlandaio, Rosselli, Signorelli, Pinturicchio, Piero di Cosimo, Bartolomeo della Gatta, Rafael e outros. Coroando este festival, alguns anos depois, um dos maiores gênios artísticos de todos os tempos: Michelangelo Buonarroti.

As dimensões do projeto de Baccio Pontelli tiveram como inspiração as descrições contidas no Antigo Testamento relativas ao Templo de Salomão. A sua forma é retangular medindo 40,93 m de longitude, 13,41 m e largura e 20,70 m de altura. Os numerosos artistas vestiram o seu interior, esculpindo e pintando as suas paredes, transformando-a em um estupendo e célebre lugar conhecido em todo o mundo pelas maravilhosas obras de arte que encerra.

Uma finíssima transenna de mármore, em que trabalharam Mino de Fiesole, Giovanni Dálmata e Andréa Bregno, divide a capela em duas partes desiguais. Os mesmos artistas levaram a cabo a construção do coro.

Internamente, as paredes, divididas por cornijas horizontais, apresentam 3 níveis:

- o primeiro nível, junto ao chão em mármore - que, em alguns setores, apresenta o característico marchetado cosmatesco - simula refinadas tapeçarias. No lado direito, próximo à transenna está o coro;

- o intermediário é onde figuram os afrescos narrando os episódios da vida de Cristo e de Moisés. A cronologia inicia-se a partir da parede do altar, onde se encontravam, antes da feitura do Juízo Final de Michelangelo, as primeiras cenas e um retábulo de Perugino representando a Virgem da Assunção, a quem foi dedicada a capela;

- o nível mais alto, onde estão as pilastras que sustentam os pendentes do teto. Acima da cornija estão situadas as lunettes, entre as quais foram alocadas as imagens dos primeiros papas.


Afrescos

Afrescos inspirados em cenas do Velho e do Novo Testamento decoram as paredes laterais, assim como o teto.

Precisamente, na parede esquerda, a partir do altar, estão as cenas do Velho Testamento a representar:

1. Moisés a caminho do Egito e a circuncisão de seus filhos, obra de Pinturicchio;

2. Cenas da Vida de Moisés, de Botticelli;

3. Passagem do Mar Vermelho, de Cosimo Rosselli;

4. Moisés no Monte Sinai e a Adoração do Bezerro de Ouro, de Rosselli;

5. A Punição de Korah, Natan e Abiram, de Botticelli;

6. A Morte de Moisés, de Lucas Signorelli.


Na parte direita, também a partir do altar, as cenas do Novo Testamento:

1. O Batismo de Jesus, de Pinturicchio;

2. Tentação de Cristo e a Purificação do Leproso, de Botticelli;

3. Vocação dos Apóstolos, de Ghirlandaio;

4. Sermão da Montanha, de Rosselli;

5. A Entrega das Chaves a São Pedro, de Perugino;

6. A Última Ceia,de Rosselli.


Entre as janelas, seis de cada lado, figuram 24 retratos de papas, pintados por Botticelli, Ghirlandaio e Fra Diamante. Na abóbada estão os famosos afrescos de Michelangelo, pintados entre 1508 e 1512. O mesmo artista realizaria entre os anos de 1535 e 1541, na parede do altar, o Juízo Final.

Rafael realizou uma série de tapeçarias que, em ocasiões especiais, vestem as paredes.

As cenas de Botticelli

Botticelli, o talentoso discípulo de Filippino Lippi, exercia seu ofício em Florença. Chamado a Roma por Sisto IV para a decoração da capela, ali executou entre 1481 e 1482 alguns afrescos: A Punição de Korah, Dathan e Abiram; Tentação de Cristo e a Purificação do Leproso e Cenas da Vida de Moisés .

Cenas da Vida de Moisés, afresco medindo 348 cm x 558 cm, é a obra mais complexa. Botticelli teve que se empenhar para entrelaçar os diversos episódios que ali figuram numa narrativa bem articulada. O quadro tem certas irregularidades. É mais apreciado em virtude de detalhes isolados do que pelo conjunto. Os episódios estão narrados no Livro do Êxodo, capítulos II, III e XIII.

A Punição de Korah, medindo 348,5 cm x 570 cm, é a representação da narrativa contida no Livro dos Números, capítulo XVI, onde Korah, subleva 250.000 hebreus contra a autoridade de Moisés e de seu irmão Aarão.

Tentação de Cristo e a Purificação do Leproso, medindo 345,5 cm x 555 cm, ilustra as 3 tentações de Cristo no deserto e a cura do leproso narradas no Evangelho de Mateus, capítulos IV e VIII. No centro do quadro vê-se o edifício do Hospital do Santo Espírito mandado construir por Sisto IV.

O Teto da Capela Sistina (Michelangelo)

Na realização desta grandiloqüente obra concorreram amor e ódio. Michelangelo teria feito este trabalho contrariado, convencido que era mais um escultor que um pintor. Encarregado pelo Papa Júlio II, sobrinho de Sisto IV, de pintar o teto da capela, julgou ser um conluio de seus rivais para desviá-lo da obra para a qual havia sido chamado a Roma: o mausoléu do Papa. Mas dedicou-se à tarefa e o fez com tanta mestria que praticamente ofuscou as obras primas de seus antecessores na empresa. Os afrescos no teto da Capela Sistina são, de fato, um dos maiores tesouros artísticos da humanidade.

É difícil acreditar que tenha sido obra de um só homem, pois dispensara os assistentes que havia contratado inicialmente, insatisfeito com a produção destes, e que o mesmo ainda encontraria forças para retornar ao local, duas décadas depois, e pintar na parede do altar, sacrificando, inclusive, alguns afrescos de Perugino, o Juízo Final, entre 1535 e 1541, já sob o pontificado de Paulo III.

A superfície da abóbada foi dividida em áreas concebendo-se arquitetonicamente o trabalho de maneira que resultasse numa articulação do espaço entremeado por pilares. Nas áreas triangulares alocou as figuras de profetas e sibilas; nas retangulares, os episódios do Gênesis. Para entender estas últimas deve-se atentar para as que tocam a parede do fundo:

- Deus separando a Luz das Trevas;

- Deus criando o Sol e a Lua;

- Deus separando a terra das águas;

- A Criação de Adão;

- A Criação de Eva;

- O Pecado Original e a Expulsão do Paraíso;

- O Sacrifício de Noé;

- O Dilúvio Universal;

- Noé Embriagado.


O Juízo Final (Michelangelo)

A parede do altar foi destinada a conservar a maior pintura na qual Michelangelo dedicou, desde 1534, todo seu engenho e força: o Juízo Final.

O afresco ocupa inteiramente a parede atrás do altar. Para sua execução, duas janelas foram fechadas e algumas pinturas da época de Sisto IV apagadas: os primeiros retratos de papas; a primeira cena da vida de Cristo e a primeira da vida de Moisés. Uma imagem da Virgem da Assunção de Perugino, e os afrescos das duas lunettes, onde o próprio Michelangelo havia pintado os ancestrais de Cristo.

A grandiosidade da personalidade do grande mestre se revela aqui, com toda sua potência, devido sobretudo à concepção e a força de realização da obra.

Aqui, o "Pai do Barroco", como querem alguns, já desnuda de forma marcante os novos rumos que o artista imprimira em sua arte. A liberdade em relação aos cânones anteriores, da chamada Alta Renascença, manifesta-se na rigorosa maneira com que trata a figura humana. O que seria chamado o terribile por seus contemporâneos.

Michelangelo expressa vigorosamente o conceito de Justiça Divina, severa e implacável em relação aos condenados. O Cristo, parte central da composição, é o Juiz dos eleitos que sobem ao Céu por sua direita, enquanto os condenados, abaixo de sua esquerda esperam Caronte e Minos.

A ressurreição dos mortos e os anjos tocando trombetas completam a composição.

A polêmica da restauração

No último quartel do século XX, obras empreendidas no teto da Capela Sistina no intuito de recuperar o brilho original do tempo de Michelangelo foram motivo de inúmeras controvérsias.

Restaurações vinham sendo feitas ao longo dos anos, e desde a década de 1960 já se trabalhava nos afrescos mais antigos. O projeto mais audacioso, a cargo do restaurador Gianluigi Colalucci, iniciou-se em 1979 com a limpeza da parede do altar: o Juízo Final, de Michelangelo.

Durante este período a capela esteve fechada ao público que visita o Museu do Vaticano - cerca de 3.000.000 pessoas por ano - só voltando a ser reaberta em 8 de Abril de 1994.



O Memorial da Cabanagem é um monumento de 15 metros de altura por 20 de comprimento, todo em concreto, erguido no complexo do entroncamento, Belém/Pa. Projetado pelo aquiteto Oscar Niemeyer a pedido do então governador do Pará Jader Barbalho, o monumento foi construído para compor as comemorações do sesquicentenário da Cabanagem, que aconteceu em 7 de janeiro de 1985. Esteticamente a obra pode ser definida como uma rampa elevada em direção ao céu com uma inclinação acentuada apontando para um ponto sem fim, tendo no meio uma "fratura", um pedaço do monumento que jaz no chão.

O Memorial da Cabanagem, segundo a concepção de Nyemeyer, representa a luta heróica do povo cabano, que foi um dos movimentos mais importantes de todo o Brasil. A rampa elevada em direção ao firmamento representa a grandiosidade da revolta popular que chegou muito perto de atingir seus objetivos e a "fratura" faz alusão à ruptura do processo revolucionário. Mas embora tenha sido sufocada, a Cabanagem permanece viva na memória do povo, por isso, o bloco continua subindo para o infinito, simbolizando que a essência, os ideais e a luta cabana continuam latentes na história do país.



Magic Kingdom (em Português, Reino Mágico) é um dos quatro parques temáticos do Walt Disney World, em Orlando, Florida.

O Magic Kingdom inaugurado em 1971, é um parque voltado para a magia e os principais personagens da Disney. O parque é dividido nas seguintes áreas: A Main Street, U.S.A., que retrata uma cidade antiga do interior dos EUA. Nela se realizam as famosas paradas e desfiles.

Ao final dessa avenida situa-se o famoso castelo da Cinderela. A Adventure Land (Terra da Aventura) tem como atrações a Jungle Cruise, um passeio por uma selva tropical, e os Piratas do Caribe, uma viagem que termina numa batalha entre piratas. A Frontier Land (Terra da Fronteira) apresenta: o Big Thunder Mountain Railroad (montanha-russa numa mina do velho Oeste), a Splash Mountain (que tem uma queda d' água de 15 metros). A Liberty Square (Praça da Liberdade) é uma homenagem à independência dos EUA, e apresenta como atrações a Mansão Mal-Assombrada (com cemitério, jantar dançante, e quarto assombrado), o Goofy Country Bear Jamboree (show com ursos que tocam e cantam música country) passeios de barco (Liberty Square Riverboat) e o Hall of Presidents, além de haver lá o Liberty Tree Bell, um sino réplica daquele existente no local onde foi assinada a Declaração de Independência e ainda alguns restaurantes, a saber, a Liberty Tree Tavern, o Sleep Hollow e o Columbia Harbour House.

A Fantasyland (Terra da Fantasia) apresenta: o Carrossel da Cinderela, as Aventuras da Branca de Neve, as xícaras gigantes do País das Maravilhas, o Small World, o espetácular Mickey´s Philharmagic Orchestra (um filme 3D absolutamente fantástico), entre outros. A Mickey's Toon Town, apresenta a Casa do Mickey (passe no camarim do Mickey e tire uma foto com ele!), a casa da Minie o The Barnstormer (uma montanha-russa do Pateta) e o barco do Pato Donald, entre outras atrações.

A Tomorrow Land (Terra do Amanhã) apresenta o As Aventuras do Stitch, o Astro Orbiters, o Space Mountain (montanha- russa no escuro do espaço sideral), o Transit Authority, entre outros.

No meio da tarde há a incrível Share a Dream Come True Parade ("Ladies and Gentle, Boys and Girls! The Magic Kingdom and Kodak proudly presents: The Share a Dream Come True Parade!"), e no fim do dia as luzes do parque se apagam para realçar a passada da Spectro Magic Parade, onde todos os carros e personagens desfilam em fantasias luminosas.

No final do dia você se surpreenderá com o show de fogos chamado WISHES. Em dias especiais há ainda um outro show de fogos ainda mais espetacular chamado Fantasy in the Sky (Fantasia no Céu).



A Colina da Glória (курган славы) é um memorial imponente em honra dos soldados Soviéticos que combateram durante a Segunda guerra mundial, localizado a 21km de Minsk, Bielorrússia.

Foi projectado por O.Stakhovich e esculpido por A.Bembel e foi inaugurado em 1969 pelas comemorações do 25º aniversário da libertação da Bielorrússia através da Operação Bagration (1944).



A Cruz Alta é um monumento inaugurado no dia 17 de Maio no Santuário do Cristo Rei, em Almada, e marca a profunda ligação que existe entre esse local e o Santuário de Fátima pois foi oferecido ao Santuário de Cristo Rei pelo Santuário de Fátima no início de 2007.

A Cruz Alta, retirada no início das obras de construção da Igreja da Santíssima Trindade em Fátima e devidamente restaurada, está agora à entrada do monumento de Cristo Rei.

A lápide descerrada na inauguração tem inscrito:

CRUZ ALTA. Assim era conhecida no Santuário de Nossa Senhora de Fátima. Venerada na Cova da Iria desde o dia 13 de Outubro de 1951 (encerramento do Ano Santo), até ao dia 16 de Fevereiro de 2004, altura em que é retirada devido à construção da nova Igreja. Foi oferecida a este Santuário no dia 15 de Fevereiro de 2007, sendo inaugurada a 17 de Maio do mesmo ano.




World Trade Center foi um complexo de sete prédios edificado em Lower Manhattan, Nova Iorque que foi destruído em 2001 nos ataques de 11 de Setembro.

Durante o período pós-Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos prosperaram economicamente, com o aumento do comércio internacional. Nessa altura, o crescimento econômico na de Nova Iorque foi concentrado em Midtown Manhattan, sendo que a Lower Manhattan ficou de fora. Para ajudar a estimular a renovação urbana, David Rockefeller, com o apoio do seu irmão e Governador de Nova Iorque, Nelson Rockefeller, sugeriu que o Porth Authority deveria construir um "centro comercial mundial", em Lower Manhattan. Planos iniciais, tornados públicos em 1961, identificaram um terreno ao longo do Rio East para o World Trade Center. Objeções ao plano vieram do governador de Nova Jersey Robert B. Meyner, que ressentiu que Nova Iorque estaria recebendo US$ 335 milhões para o projeto. Entretanto, a New Jersey's Hudson & Manhattan Railroad (H & M) estava falindo. O diretor executivo do Port Authority, Austin J. Tobin concordou em assumir o controle da H & M Railroad, em troca do apoio de Nova Jersey para o projeto do World Trade Center.

Com esta aquisição, o Port Authority obteria o Terminal Hudson, e os velhos edifícios situados acima do terminal em Lower Manhattan. O Port Authority decidiu demolir estes edifícios, e utilizar este terreno ao longo do Rio Hudson para o World Trade Center. As torres do complexo foram projetadas pelo arquiteto Minoru Yamasaki com Antonio Brittiochi e Emery Roth e Sons como arquitetos auxiliares. O World Trade Center foi uma das mais notáveis implementações arquitetônicas da ética Americana de Le Corbusier, bem como uma forma de expressão das tendências gótico/modernistas de Yamasaki.

Construção

A construção do World Trade Center se inicia no seu planejamento, em 1961. O sistema de edificações de Nova Iorque exigia, na época, que os edifícios tivessem seis escadas, sendo uma destas à prova de fogo, e teria que ter um vestíbulo por onde a fumaça sairia, além de algumas placas de Betão inoxidavél antifogo em volta do aço que sustentava cada edifício. Entretanto, essas atitudes tornariam o prédio muito caro e muito pesado, além de tirar parte do espaço alugável, o que tornaria a obra impossível para torres daquele tamanho. Em 1968, a Administração do Porto, formada entre a parceria dos prefeitos de Nova Iorque e de Nova Jérsei, que comandava a construção do World Trade Center, conseguiu mudar o sistema de edificações e com isso o projeto do WTC foi posto em ação. O novo sistema de edificações de 1968 exigia apenas três escadas e não era necessária escada de emergência nem as placas de betão, o que tornaria mais barata a construção desse gigantesco complexo e aumentaria o espaço alugável no interior do prédio. O projeto do complexo chegou às mãos do presidente dos Estados Unidos, Lyndon B. Johnson, que permitiu a continuidade do projeto.

O antigo sistema de edificações de 1933 exigia que a proteção contra fogo durasse pelo menos por três horas de incêndio intenso, além de ter uma proteção extra de betão para proteger o aço que sustentava o prédio. O novo sistema de edificações de 1968 exigia a proteção contra fogo durasse por pelo menos duas horas de fogo intenso e não era necessária uma proteção extra para proteger o aço estrutural.

A construção do World Trade Center terminou em 1970, mas apenas em 1972 as primeiras empresas começaram a ir para as torres. A cerimônia de inauguração aconteceu em 4 de Abril de 1973, em que se reuniram mais de 300 mil pessoas, entre trabalhadores, autoridades da cidade e o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon. Trabalhavam, por dia, 50 mil pessoas no WTC e recebia cerca de 200 mil visitantes por dia.

O sistema de sprinklers do prédio nunca foi testado, assim como as paredes contra fogo. Na época da sua inauguração, em 1971, os engenheiros e arquitetos afirmavam que as Torres Gêmeas aguentariam até o impacto de um Boeing 707, o maior avião da época. Em 1978, um avião comercial vindo da Argentina quase bateu no World Trade Center devido à uma falha no sistema de comunicação com a torre de comando do aeroporto de Nova Iorque.



A Ponte Presidente Costa e Silva, popularmente conhecida como Ponte Rio-Niterói, localiza-se na baía de Guanabara, estado do Rio de Janeiro, no Brasil, e liga o município do Rio de Janeiro ao município de Niterói.

História

O conceito de seu projeto remonta a 1875, visando a ligação entre os dois centros urbanos vizinhos, separados pela baía de Guanabara ou por uma viagem terrestre de mais de 100 km, que passava pelo município de Magé. À época havia sido concebida a construção de uma ponte e, posteriormente, de um túnel.

Entretanto, somente no século XX, em 1963, foi criado um grupo de trabalho para estudar um projeto para a construção de uma via rodoviária. Em 29 de dezembro de 1965, uma comissão executiva foi formada para cuidar do projeto definitivo de construção de uma ponte.

O Presidente Costa e Silva assinou decreto em 23 de agosto de 1968, autorizando o projeto de construção da ponte, idealizado por Mário Andreazza, então Ministro dos Transportes, sob a gestão de quem a ponte foi iniciada e concluída.

A obra teve início, simbolicamente, em 9 de novembro de 1968, com a presença da Rainha da Grã-Bretanha, Elizabeth II e de Sua Alteza Real, o Príncipe Filipe, Duque de Edimburgo, ao lado do ministro Mário Andreazza. As obras tiveram início em janeiro de 1969.

O banco responsável por parte do financiamento da obra foi M. Rothschild & Sons. Não foi permitida a participação única de empresas inglesas no processo de licitação da fabricação dos vãos principais de aço. Para concretizar a realização da obra, o Ministro da Fazenda, Delfim Neto, o engenheiro Eliseu Resende e a Rotschild & Sons assinaram, em Londres, um documento que assegurava o fornecimento de estruturas de aço, com um comprimento de 848m, incluindo os vãos de 200m+300m+200m e dois trechos adicionais de 74m, e um empréstimo de, aproximadamente, US$ 22 milhões com bancos britânicos. O valor destinava-se a despesas com outros serviços da ponte, totalizando NCr$ 113.951.370,00. O preço final da obra foi avaliado em NCr$ 289.683.970,00, com a diferença paga pela emissão de Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional. Em 1971, o contrato de licitação para construção da obra foi rescindido devido a atraso nas obras, e a construção passou a ser feita por um novo consórcio das construtoras Camargo Correa, Mendes Junior e Construtora Rabello designado Consórcio Construtor Guanabara, sendo concluído três anos depois.

A ligação rodoviária foi entregue em 4 de março de 1974, com extensão total de 13,29 km, dos quais 8,83 km são sobre a água, e 72 m de altura em seu ponto mais alto, e com previsão de um volume diário de 4.868 caminhões, 1.795 ônibus e 9.202 automóveis, totalizando 15.865 veículos. Atualmente é considerada a maior ponte, em concreto protendido, do hemisfério sul e atualmente é a sexta maior ponte do mundo. No ano em que foi concluida, era a segunda maior ponte do mundo, perdendo apenas para a Causeway do lago Pontchartrain nos Estados Unidos (a maior ponte do mundo) ela continuou no posto de segunda maior ponte do mundo até 1985 quando foi concluida a Ponte Penang na Malásia. Segundo a concessionária Ponte S/A, em fluxos normais, o movimento médio atinge a 140 mil veículos/dia, que passam pelo pedágio. Na época, a promessa era que o investimento fosse quitado por recursos obtidos do pedágio num prazo de oito anos, mas que o usuário deveria continuar a pagar o valor após a liquidação da dívida do Estado. Ao ser inaugurada, o pedágio da ponte custava Cr$ 2,00 para motocicletas; Cr$ 10,00 para carros de passeio, Cr$ 20,00 para caminhões, ônibus e caminhões com três eixos e rodagem dupla Cr$ 40,00, e Cr$ 70,00 para os caminhões com seis eixos e rodagem dupla.

A importância da Rio-Niterói na Região Metropolitana do Rio de Janeiro tomou tais proporções, que é comum que seus habitantes se refiram à obra como "a Ponte", tal é a importância da via.

O tráfego da Rio-Niterói tem um acréscimo considerável em vésperas e finais de feriados prolongados, uma vez que ela é o caminho para ir da cidade do Rio de Janeiro para as rodovias que dão acesso às praias da Região dos Lagos, região turística do estado do Rio de Janeiro. Faz parte da BR 101 e está sob a circunscrição da 2ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Em 1995 foi feita uma concorrência para concessão da administração da ponte para a iniciativa privada, que foi vencida pelo consórcio Ponte S/A, depois, empresa do Sistema CCR.

Projeto


O projeto da ponte Rio Niterói foi preparado por um consórcio de duas empresas. A firma Noronha Engenharia, sediada no Rio de Janeiro, preparou o projeto dos acessos no Rio de Janeiro e em Niterói, assim como a ponte de concreto sobre o mar. A firma Howard, Needles, Tammen and Bergendorf, dos EUA, projetou o trecho dos vãos principais em estrutura de aço, incluindo as fundações e os pilares.

Os engenheiros responsáveis pelo projeto da ponte de concreto foram Antonio Alves de Noronha Filho e Benjamin Ernani Diaz e o engenheiro responsável pela ponte de aço foi o americano James Graham.

Construção


A firma construtora da parte de concreto de toda a ponte, incluindo as fundações e os pilares da ponte de aço, foi o Consórcio Construtor Guanabara, constituído pelas firmas Camargo Correa, Mendes Junior e Construtora Rabello. O engenheiro responsável pela construção foi Bruno Contarini e o chefe dos métodos construtivos Mario Vila Verde.

O canteiro principal da Ponte Rio de Niterói do Consórcio Construtor Guanabara se localizava na Ilha do Fundão, pertencente à Universidade Federal do Rio de Janeiro. Havia, também, canteiros secundários em Niterói.

As firmas executoras da superestutura em aço foram Dormann & Long, Cleveland Bridge e Montreal Engenharia. A estrutura foi toda fabricada na Inglaterra em módulos, que chegaram ao Brasil por transporte marítimo.

A fabricação final da ponte de aço, com os elementos pré-soldados da Inglaterra, foi feita na Ilha do Caju, na Baia de Guanabara. A montagem das vigas de aço também foi feita pelas mesmas firmas fabricantes da estrutura.



O Palais du Louvre é um antigo palácio Real da França, localizado em Paris, na margem direita do Sena. Fica entre os Jardins das Tulherias e a igreja de Saint-Germain l'Auxerrois. A suas origens remontam a quase um milénio atrás, sendo a sua história indissociável da de Paris. A sua estrutura tem evoluído por etapas desde o século XVI.

A primeira fortaleza do Louvre, durante o reinado de Filipe II, foi construído num local chamado de Lupara, cuja etimologia é desconhecida. No entanto, uma hipótese amplamente admitida aproxima-a do temo latino lupus, o que deixa supôr que o dito lugar seria habitado por lobos.

Uma outra hipótese faz remontar a origem do nome de Louvre ao francês arcaico lauer ou lower que significava "torre de guarda".

É, no entanto, do saxão (e não do francês antigo) - consequência directa da ocupação dos "Francs saliens" (ou sicambrianos: Meroveu, Childerico, Clóvis...), cuja língua era germânica e não latina - que Henri Sauval (historiador francês 1623-1676) deduz a origem da palavra "Louvre". Nesta língua, que já forneceu a etimologia de numerosos nomes de lugares da região de Parisis (Stains derivado de Stein; Château du Mail de Mâhl, nome que significa "assembleia" na língua franca; Ermenonville de Ermenoldi Villa...), a palavra "leovar, lovar, lover, leower ou lower" significa castelo ou campo fotificado.

No século V, os povos anglo-saxões, com o acordo explícito do Império Romano, tomam posse do Norte da Europa Ocidental. Constituem-se, então, em comunidades encarregadas pelo Império de defendê-lo na eventualidade de um ataque exterior. Foi, de resto, em 463 que Childerico e Aegedius afastaram os Visigodos em Orleães.

Posteriormente a integração ganhou raízes, processo que foi acelerado pela inegável decadência do Império. É então que os novos sicambrianos descem com Meroveu até às planícies do Parisis; os Francos confraternizando com os da sua nação que já ali se encontravam. Constituíam, nesta época, um grupo suficientemente poderoso para se estender até à Lutécia. Se não chegam a tomar conta do lugar, erguem, ao menos, os seus próprios muros, o sólido estabelecimento do qual falamos: um "lower", um campo fortificado. Este "lower" já devia existir na margem direita do Sena nos tempos de Meroveu e deve ter representado uma ameaça constante durante os dez anos de cerco que a capital conheceu nos tempos da Santa Genoveva.

A Lutécia, armada e defendida, foi o primeiro obstáculo sério que Clóvis encontrou, pois a cidade representava para ele a chave do resto do território. O cerco, por falta de meios para um ataque de grande envergadura, acabou por não ser mais que um bloqueio, o qual teve fim com a conversão de Clovis ao Cristianismo.

Pode supôr-se a importância que teria para os Merovíngeos um tal campo fortificado. Este célebre "lower" permitia-lhes, mesmo deixando lá apenas algumas tropas, ter a cidade em respeito, cortar-lhes os alimentos e servir de ponto de apoio se estes tentassem eum ataque sério.

Houve, na sequência desta ocupação persistente, duas cidades face a face: a cidade galo-romana de um lado e a instalação franca, continuamente reforçada, do outro.

Por conseguinte, foi muito provavelmente a partir deste nome de campo fortificado que os francos, de "leowar" ou "lower" (a sua forma anglo-saxónica) fizeram evoluir para "Luver", "Luvre" e por fim "Louvre", o nome actual que já se encontrava numa carta de 1198. A amálgama foi feita em seguida pela semelhança com "louvre", palavra derivada do latim vulgar lupara, louve ou louverie. Efectivamente, a floresta estendia-se até aos arredores periféricos da actual capital e está comprovada a presença de canídeos às portas da cidade.

Em seguida, Clovis e os seus sucessores não esqueceram que o seu domínio foi exercido, inicialmente, sobre a margem Norte do Sena. Enquanto negligenciavam o desenvolvimento de Paris da outra margem, que lhes resistiu por tanto tempo, criaram na margem direita uma cidade rival: uma nova Paris. Taranne, nas suas notas de tradução do poema de Abbon, faz a seguinte observação: Paris, cidade galo-romana, havia crescido consideravelmente a Sul; Paris, cidade franca, estendeu-se mais para Norte.

A cidade crescia a cada dia em direcção ao Norte quando se encontrou sob a ameaça de uma outra conquista, da qual só lhe restaria ruínas e desolação. Os Normandos, que podiam subir o Sena sem obstáculos, fizeram de Paris, pelo menos durante cinquenta anos, o seu principal destino de conquista. Para dar um ponto de apoio aos seus ataques - e aproveitrando que os parisienses ainda não tinham retomado para a defesa o lugar do qual já se haviam servido para atacá-los - foi no local do antigo campo forte de Clovis (e em volta de Saint-Germain-le-Rond, actual Igreja de Saint-Germain-l'Auxerrois de Paris), que os Normandos se estabeleceram. As suas muralhas constituiam um sólido abrigo. Tratava-se de uma verdadeira fortaleza defendida por largas paliçadas, uma muralha em pedra e largos fossos. A chegada do Imperador com um exército considerável não mudou nada, e isto mais por covardia que por imposição militar: em lugar de terminar com a invasão com um ataque decisivo, Carlos, o Gordo negociou com os Normandos. pagou-lhes um tributo desmedido em troca da sua partida! Um resgate, de qualquer forma. No entanto eles regressaraiam durante vinte anos, até que foi cedido a Rollon, o seu chefe, o território actualmente chamado de Normandia (911 - Tratado de Saint-Clair-sur-Epte).

Mais tarde, próximo do local onde Clovis havia acampado, encontrava-se um dos fornos mais conhecidos de Paris: "Furnus de Lovres", como é chamado no Livre Noir (Livro Negro), datado de 1203. Este localizava-se numa grande rua paralela ao Sena, a qual atravessava toda a cidade da margem direira, prolongando-se para Oeste através da cidade nova, onde tomava o nome de Rua Saint-Honoré.

Depois da passagem devastadora dos Normandos foi necessário reconstruir, tendo sido pela paróquia de Saint-Germain l'Auxerrois que essa reconstrução começou. Este edifício fica actualmente situado em frente da colunata do Louvre. Opõe-se simetricamente à actual câmara municipal do primeiro arrondissement, com um campanário em estilo gótico flamejante ao centro; imagens, entre tantas outras, do "Pastiche" do século XIX.

O Rei Roberto reconstruiu esta basílica, cujas ruínas haviam sido muito mal reparadas. O quarteirão, do qual Saint-Germain era o centro, tinha-se tornado uma espécie de Paris nova unida aos flancos da antiga.

Foi com a sua partida para as cruzadas, em companhia de Ricardo, Coração de Leão, que Filipe II resolveu, em 1190, proteger a sua cidade de qualquer ataque exterior - e nomeadamente dos seus parentes e, no entanto, pretendentes ao trono de França: os Plantagenetas. O novo recinto, cuja contrução durou quase vinte anos, passou a cercar a Paris antiga e moderna, prolongando-se até ao local onde Clovis e os Normandos já haviam possuído o seu feudo. A consonância da palavra permaneceu nas memórias e o lugar tornou-se no antigo "luver" ou "luvre" definido previamente. Foi portanto, muito naturalmente, que Filipe II decidiu edificar na orla desta muralha aquela que se tornaria na fortaleza de Paris por excelência e, mais tarde, num dos mais prestigiados palácios do mundo.

Foi com o desejo de reforçar a defesa da cidade de Paris, em ordem a fazer dela o centro político e religioso do reino, que Filipe II fez construir uma grande cerca em volta da cidade. O Louvre é agora uma torre de menagem poderosamente fortificada, situada a Oeste da muralha. Contida num quadrilátero reforçado com dez torres de defesa, a torre de menagem, com 31 metros de altura por 19 de largura, tinha uma vocação estritamente defensiva.

Durante o reinado de Filipe III, o castelo conheceu uma importante ampliação; foram construídas novas salas sem um real fim defensivo, como a Sala São Luís (1230-1240). Este monarca transferiu, igualmente, o tesouro Real, dando um novo carácter à fortaleza.

Contudo, seria apenas no reinado de Carlos V que o palácio se tornaria definitivamente residência Real. Depois de ter reprimido a revolta do preboste dos mercadores, Étienne Marcel, o monarca terminou uma nova muralha para proteger a cidade, a qual já se encontrava consideravelmente desenvolvida extra-muros. O Louvre, anteriormente situado fora das muralhas de Filipe II, fica incluído neste novo sistema defensivo. O palácio toma agora uma dupla função: além do seu papel protector, torna-se numa das residências do Rei, juntamente com o Château de Vincennes entre outras.

Arquitectonicamente, aparecem novidades, nomeadamente uma grande escadaria helicoidal inserida na parede da torre de menagem, chamada de la grande vis (o grande parafuso), a qual foi decorada com esfíngies da Família Real. O Louvre abre-se, assim, sobre a cidade que se torna nesta época um importante centro de luxo. Carlos V, grande amante das artes, transferiu uma parte da sua biblioteca para a torre da Livraria. De acordo com um inventário de 1373, esta compreende mais de 12.000 manuscritos e divide-se em três salas: uma consagrada aos tratados governamentais, outra aos romances e a última aos livros religiosos. Uma outra parte da biblioteca de Carlos V encontrava-se no Château de Vincennes.

O palácio tem igualmente um importante capital enquanto símbolo da autoridade Real. Até à Revolução, todos os feudos que dependiam directamente do Rei dizia-se ser da competência da grosse tour du Louvre (grande torre do Louvre), mesmo depois da destruição desta! O Louvre é, por conseguinte, a sede da autoridade feudal do Rei, enquanto que o anterior palácio Real da Cidade, ao tornar-se palácio da Justiça, é a sede da vertente soberana da sua autoridade através da sua função mais eminente, a Justiça.

No seu regresso do cativeiro em Espanha, Francisco I ordenou aos magistrados municipais que restaurassem o palácio de Carlos V, arruinado durante a Guerra dos Cem Anos. Esta ordem, que se inscreve numa forte vontade do Rei em fortalecer o poder, só será seguida de actos concretos muito tempo depois. Francisco I, que procurou, em primeiro lugar, residências de recreio ao longo do Loire, reaproximou-se progressivamente da capital, fazendo erguer o Château de Madrid e o Château de Fontainebleau. A renovação do Louvre foi um novo passo dado em direcção a Paris.

As obras foram iniciadas pelos arranjos das abordagens do Louvre em ligação com a pont au Change, afim de abrir a capital em direcção a Oeste. Em 1528, teve lugar a destruição da torre de menagem central, o que fez entrar o velho castelo medieval na Renascença. No entanto, as obras de renovação das alas durariam bastante tempo. Em 1539, por ocasião da passagem de Carlos V por Paris, este não pôde ficar alojado no Louvre, o que deu a Francisco I mais motivação para construir realmente um palácio moderno.

Foi em 1546 que o projecto do arquitecto Pierre Lescot, menos ambicioso mas mais concreto que os outros apresentados, foi adoptado. O plano consistia num pátio quadrangular (o actual pátio quadrado), a ala principal separada por uma escadaria monumental ao centro, e as duas alas laterais comportando apenas um andar. A morte de Francisco I interrompeu, contudo, o projecto.

O advento de Henrique II viu o plano mudar um pouco: Pierre Lescot foi mantido à cabeça dos trabalhos, mas a escadaria (actual Escadaria Henrique II) foi afastada para Norte, permitindo a concepção de uma grande sala no rés-do-chão com capacidade para acolher os faustos da Corte (Sala das Cariátides). À morte do Rei, em 1559, o quarteirão em volta do Louvre adensou-se consideravelmente, mas o palácio ainda permanecia muito medieval, possuindo apenas uma ala em estilo Renascença.

Catarina de Médici retomou em seguida a restauração do palácio, permitindo a criação de importantes jardins e do Palais des Tuileries. Este último palácio foi iniciado em 1564, fora do recinto de Carlos V, cerca de um ano depois do resgate do terreno às fábricas de telhas que o ocupavam, daí o seu nome. O arquitecto, Philibert Delorme, começou o projecto, sendo substituido após a sua morte, em 1570, por Jean Bullant, igualmente conceptor do Château d'Écouen. Este criou um grande pavilhão de ângulo (o actual Pavilhão de Flora) e a pequena galeria.

Durante as Guerras de Religião da França, o palácio serviu de local de residência à Família Real quando esta se deslocava a Paris, nomeadamente aquando do casamento de Margarida de Valois (1553-1615), o qual decorreu sobre o Massacre da noite de São Bartolomeu. A partir do reinado de Henrique III, o Palácio do Louvre tornou-se a residência principal do Rei da França, assim permanecendo até ao final do reinado de Luís XIII.

Chegado à cabeça de um país arruinado, Henrique IV, com a ajuda do seu ministro Sully, tomou medidas imediatas para apaziguar o conflito religioso que ensanguentava a França. Retomando em mãos os assuntos políticos, o novo soberano deu ao mesmo tempo um novo impulso ao estaleiro do Louvre, na sua vontade de relançar a economia através de grandes trabalhos de construção. Esta vontade de ampliar o Louvre, a qual tomou o nome de Grand Dessein (Grande Propósito), foi acompanhada de um saneamento do resto do quarteirão envolvente.

O Grande Propósito perseguia vários objetivos:

- suprimir os vestígios do Louvre medieval;
- construir um pátio quadrado com base na ala Lescot jà edificada (com uma superfície quatro vezes maior em relação ao pátio medieval);
- reunir o Palais du Louvre ao Palais des Tuileries;
- expropriar os quarteirões entre o Louvre e as Tulherias.


Um gigantesco estaleiro foi então montado entre 1594 e 1610. Este último ano viu a conclusão da grande galerie (Grande Galeria) ou galerie du bord de l'eau (Galeria à beira da água), que realizou a junção entre o Louvre e as Tulherias. Com um comprimento de sessenta metros e uma largura de nove, este edifício eleva-se sobre dois níveis e foi obra de vários arquitectos, como por exemplo Jacques Androuet du Cerceau. Embora o grosso da obra estivesse terminado em 1600, ainda faltavam realizar muitas das obras de decoração, a qual se conjugou em volta das esfíngies dos Reis de França, desde Faramundo até Henrique IV, segundo um programa de Antoine de Laval. No rés-do-chão abriam-se lojas ao Norte, enquanto que os alojamentos se situavam no entre-solo, uma passagem para o primeiro andar. Foi igualmente durante o reinado de Henrique IV que a pequena galeria foi terminada. No entanto, a morte deste monarca veio retardar os trabalhos, enquanto que o quarteirão se tornava cada vez mais denso. O Louvre medieval permanecia no lugar.

A ausência de trabalhos durante a regência de Maria de Médici permitiu a instalação no quarteirão de hôteis (no sentido de residências apalaçadas) particulares dos grandes do reino, alinhados sobre ruas estruturadas, compreendendo cada um uma entrada a partir da rua e um jardim. De igual forma, quando Luís XIII retomou a ideia do grande propósito, esta parecia difícil de prosseguir, exactamente como a ideia de Henrique IV.

É então que o arquitecto Jacques Lemercier se vê encarregado da modernização do velho Louvre. Este começou por fazer prosseguir o pátio quadrado, respeitando ao mesmo tempo o estilo inicial de Lescot e dando um papel importante aos pavilhões. Reproduziu a Norte a ala Lescot para manter uma simetria harmoniosa. Os escultores Jacques Sarazin, Gilles Guérin e Philippe de Brister executaram a decoração dos novos corpos do edifício. Quanto à decoração da galeria à beira da água, foi chamado Poussin para executá-la segundo um programa bastante tradicional imaginado por Lemercier, em redor das cidades de França. No entanto, o pintor regressou a Roma em 1642, um ano depois de ter iniciado o seu trabalho, o qual deixou largamente incompleto. Luís XIII faleceu um ano mais tarde sem que qualquer nova decisão tenha sido tomada.

Com Ana de Áustria (1601-1666) e Mazarin, chegaram numerosos artistas de Itália, dando à capital francesa um novo estilo de influência italiana. Dois novos arquitectos começam a emergir; Louis Le Vau e Guérin, mas nenhuma grande construção foi empreendida no Palácio do Louvre. É necessário, simplesmente, assinalar a instalação dos aposentos de Verão de Ana de Áustria no rés-do-chão da pequena galeria, os quais foram redecorados entre 1655 e 1658.

Foi necessário esperar pela ordem Real de 31 de Outubro de 1660 para que, uma vez mais, o grande propósito fosse retomado, desta vez tendo como arquitecto principal Louis Le Vau. Além do projecto interior para o pátio quadrado foi ainda prevista uma extensão em direcção ao Sul (ponte e colégio das quatro nações), o que veio dar uma nova dimensão política ao assunto, uma vez que o colégio das quatro nações servia ao recrutamento da administração Real. No entanto, entre 1660 e 1664, somente o início da ponte da paz foi realmente realizada.

Em 1664, Colbert toma em mãos a superintendência das construções do Rei: o Louvre e as artes devem doravante desempenhar um papel determinante na tentativa de instituir um governo centralizado em volta da pessoa do Rei. O projecto de Le Vau foi parado e, a partir de 1664, este deve incluir o prolongamento das Tulherias, enquanto André Le Nôtre concebia jardins à francesa. Colbert procurou, igualmente, dar um acesso ao palácio que confirmasse a importância do projecto urbano, com uma grande entrada a Leste, a partir da praça Real. Foram propostos vários projectos de arquitectos franceses e italianos, dos quais três pelo próprio Bernini, vindo expressamente de Itália. Este viria a colocar a primeira pedra em 1665, mas foi-se rapidamente, vitimado por cabalas. Colbert escreveria a respeito dos seus projectos: (...)M. o cavalheiro Bernini bem pensou apenas na fachada deste magnífico palácio (sub-entendido que de forma alguma na sua funcionalidade), a qual é seguramente soberba e magnífica, à excepção do oval que se eleva em coroa (...). Um novo projecto, monumental e totalmente clássico, foi proposto por um pequeno conselho composto por Le Vau, Charles Le Brun e Claude Perrault, e logo iniciado. No entanto, a troca do Louvre pelo Palácio de Versalhes, em 1678, deixa-la-ia inacabada.

A realização da colunata não foi, contudo, a única modificação a ter lugar no Louvre durante o reinado pessoal de Luís XIV. O incêndio da pequena galeria, em 1661, induziu á sua reconstrução por Le Vau (final de 1664), seguida da sua duplicação em altura (Galeria de Apolo, iniciadora do classissismo francês) em 1665. O pátio quadrado foi renovado, da mesma forma que o das Tulherias, o qual sofreu uma alteração entre 1664 e 1668.

Substituido por Luís XIV em benefício do Château de Versailles, o Louvre foi rapidamente abandonado, sendo ocupado somente de forma ocasional aquando de visitas Reais ou de conselhos. O Grande Propósito e os trabalhos de Colbert foram abandonados, enquanto o pátio quadrado permanecia inacabado, a colonata ficava desprovida de telhado e um denso quarteirão se instalava entre o Louvre e o Palácio das Tulherias. A aristocracia deixava o lugar enquanto uma nova população, mais pobre, se instalava.

A partir de 1692, o Louvre foi investido por academias: a de pintura e escultura instalou-se nesse ano no grande salão e nas salas vizinhas, enquanto que a de arquitectura, nesse mesmo ano, invadia os aposentos da Rainha. O ano de 1697 marcou a chegada da academia de política, a qual estendeu os seus mapas em relevo na grande galeria, e em 1699 foi a vez da academia de ciências. A tipografia Real instalou-se igualmente no palácio.

Para além das academias, o Louvre servia de alojamento de artistas que aí permaneciam em total liberdade e se decretavam de direitos, o que conduzia á degradação progressiva das salas. O Louvre deteriorou-se, então, pouco a pouco, provocando reacções por parte dos pensadores contemporâneos. A mais célebre foi, sem dúvida, a de Voltaire, através da sua famosa quadra:

Louvre, palácio pomposo do qual a França se honra,
'`'És digno de Luís, teu mestre e teu apoio
Sai do estado vergonhoso onde o universo te detesta
E em todas as tuas fendas mostra-te: como ele.


No entanto, outros intelectuais não hesitaram em publicar panfletos pondo em causa o estado do palácio e, transversalmente, a política de Luís XV em termos de construção. Assim, em 1752, Lafont de Saint-Yenne publicou uma pequena obra intitulada L'ombre du grand Colbert, dialogue entre le Louvre et Paris ( a sombra do grande Colbert,diálogo entre o Louvre e Paris), a qual faria grande barulho.

Não devemos, no entanto, acreditar que o superintendente das construções do Rei, o Marquês de Marigny, irmão da Madame de Pompadour, permanecia inactivo. Apesar de contar com um dos orçamentos mais limitados, fez terminar o pátio quadrado, por Jacques-Germain Soufflot e Gabriel, embora já não tenha posto em questão o Grande Propósito.

Em 1779, com a tomada de posse do superintendente D'Angivillers, o Louvre recupera uma certa fortuna. A ideia de constituir um museu a partir das colecções Reais, já avançada por Marigny, foi retomada pelo novo superintendente, o qual quiz proceder a ordenamentos apropriados no interior do palácio. Pôs-se então o problema da Grande Galeria, a propósito da qual foi encomendada uma reflexão a Soufflot, a qual conduziu a várias ideias:

- a supressão da decoração inacabada de Poussin;
- a construção de uma abóbada em tijolo para melhorar a protecção contra os incêndios;
- o reforço dos pavimentos;
- a melhoria da iluminação pelo cruzamento de janelas e óculos a nascente das abóbadas.


Estas não tiveram, contudo, tempo para serem postas em prática.

O Louvre havia perdido pouco a pouco a sua dimensão simbólica. Foi por isso poupado pelo ódio das multidões revolucionárias. Se por um lado já não pertencia ao funcionamento do rito monárquico, por outro ainda não pertencia ao povo. Isso viria a acontecer por intermédio do museu em que se tornaria.

Em 1789, D'Angivillers emitiu um projecto de museu situado no Louvre. Forçado à demissão, confiou-o aos estados gerais, que, no dia 21 de Junho, adoptaram a ideia, tanto mais que as colecções nacionais foram enriquecidas bruscamente graças à confiscação dos bens do clero (2 de Novembro de 1789) e dos exilados (8 de Agosto de 1792), e à supressão das academias (8 de Agosto de 1792). A partir de 1790, a Assembleia Nacional (Assembleia Constituinte de 1789) tomou, realmente, consciência da necessidade de conservar as obras e de parar com as destruições massivas, criando, assim, no dia 1 de Dezembro de 1790, uma comissão encarregada de inventoriar os monumentos e as obras de arte nacionalizadas.

São reunidos depósitos em antigos conventos, agrupando estátuas de bronze para fundição e outras peças para venda. No dia 6 de Junho de 1791, Alexandre Lenoir, um pintor, foi nomeado director dos Petits-Augustins. Viria a ser uma das personagens que contribuiria para a noção de património.

Em 1794, o Abade Grégoire publicou uma memória sobre o vandalismo, condenando as destruições e encorajando a instauração de uma "memória colectiva". Outros grupos de pressão, instigados por artistas, reunem-se, pressionando as instãncias dirigentes na decisão de criar um museu.

Com alguns meses de intervalo, as Considerações sobre a arte do desenho (26 de Janeiro de 1791) e as Segundas considerações sobra a arte do desenho (18 de Maio de 1791). O seu autor, Quatremère de Quincy, pedia o reagrupamento de antiguidades, a possibilidade de todos acederem às obras (enquanto que o pintor Jacques-Louis David militava por um lugar reservado aos artistas), preconizava a utilização do Louvre como localização e desenvolvia uma visão enciclopédica da arte, herdada do século XVIII. Estas obras levaram a Assembleia Constituinte a votar a instalação de um museu no Palácio do Louvre, na linha do projecto proposto dois anos antes por D'Angivillers, a 26 de Maio de 1791. No dia 19 de Setembro de 1792, um decreto oficial colocava as colecções nacionais sob a protecção do Louvre, e no dia 1ª de Outubro desse mesmo ano, uma "comissão do museu", reunindo seis personalidades, era instaurada.

A concepção revolucionária de museu compreendia uma visão pedagógica e a ideia de um lugar aberto a todos, mas a comissão devia concretizar esses ideais respeitando ao mesmo tempo os artistas, como o influente David que insistia num acesso reservado às colecções, a fim de poder estudá-las com lazer. Novas personagens, como o marchand Jean-Baptiste Pierre Lebrun, entraram na reflexão. Assim, nas suas reflexões sobre o museu nacional, este reclamava um especialista em História da Arte à cabeça do museu, e pedia uma classificação por escola, iniciando uma das mais importantes reflexões sobre a profissionalização do museu. depois de uma primeira abertura, por algumas semanas, no dia 19 de Novembro de 1793, numerosas críticas voltaram-se contra os responsáveis pelo museu, julgados como incapazes. Havia sido redigido um catálogo: Objetos contidos nas galerias do museu francês.

A reabertura teve lugar em Fevereiro de 1794, enquanto um afluxo de obras provenientes das apreensões revolucionárias cobria o museu. Um conservatório, dirigido por Jacques-Louis David, foi erigido, tendo por missão a protecção, selecção, exposição, redacção de um catálogo racionalizado e a marcação das obras de arte. No entanto, David foi envolvido na queda de Robespierre e o conservatório teve que prosseguir com cinco membros.

O trabalho do conservatório não parou de ser criticado, nomeadamente por Lebrun, o qual iniciou um protótipo do trabalho museográfico, preconizando a divisão em nove secções, a necessidade de um catálogo mais científico e de trabalhos na grande galeria.

O Louvre, palácio de Reis, grande lugar do passado da França, tornou-se, por vontade da Revolução, numa lição aberta de civismo pela imagem, além de instigador de uma nova reflexão sobre as noções de História da Arte e de Museologia.

Após os acontecimentos trágicos da Comuna de Paris (1871) que conduziram ao incêndio das Tulherias e da ala Norte do Louvre, o novo governo republicano encarregou Lefuel de reconstruir o Pavilhão de Marsan sob o modelo que este já havia realizado no Pavilhão de Flora, assim como uma parte da ala Rohan. Estes trabalhos desenvolveram-se entre 1874 e 1880, embora a falta de dinheiro tenha impedido Lefuel de construir o contraponto ao Pavilhão das Sessões, o qual devia acolher um teatro, bem como grandes balcões ao Norte, semelhantes aos já construídos a Sul.

As Tulherias permaneceram em ruínas durante doze anos, mas a partir de 1874, à margem da reconstrução do Pavilhão de Marsan, já haviam sido arrasadas as duas alas laterais daquele palácio. A parte central entre o Pavilhão da Capela (antigo Pavilhão do Teatro) e o Pavilhão Bullant ainda permanecia. Apesar do excelente estado de conservação das ruínas, a Terceira República preferiu aniquilar este símbolo do poder de regimes anteriores, ocultando deliberadamente o papel primordial das Tulherias na história da Primeira República.

Na realidade, estava prevista a reconstrução de um edifício que recordaria as proporções do palácio desaparecido, com o intuito de aí instalar um museu de arte moderna. No entanto, a instabilidade política predurou e adiou qualquer decisão. Com efeito, ao longo desses doze anos de indecisão, foram necessários três presidentes e dezassete primeiros-ministros para destruir a obra nacional.

Não é excessivo falar-se na destruição do Grande Propósito: destruiram a causa juntamente com o que lhe havia dado origem, o Palácio das Tulherias.

Um "Comité Nacional para a Reconstrução das Tulherias" propõe, actualmente, a reconstrução das Tulherias de forma idêntica ao antigo palácio, a fim de restabelecer a harmonia do conjunto, considerando a vantagem que traria a ampliação do Museu do Louvre, o qual luta com falta de espaço.



A Pirâmide do Louvre é uma estrutura de forma piramidal, construída em vidro e metal, rodeada por três pirâmides menores, no pátio principal (Cour Napoleon) do Palácio do Louvre (Palais du Louvre) em Paris, França. A «Grande Pirâmide» serve de entrada principal do Museu do Louvre.

Construção

Encomendado pelo então Presidente Francês François Mitterrand, em 1984, foi projectado pelo arquitecto I. M. Pei, que foi também responsável pela concepção do Museu Miho, no Japão, entre outros. A estrutura, que foi construído inteiramente com segmentos de vidro, atinge uma altura de 20,6 m, a sua base quadrada tem cerca de 35 m de lado. É constituída por 603 peças de losangos e 70 segmentos triangulares de vidro.

A Pirâmide e o átrio subterrâneo, debaixo dela, foram criadas por causa de uma série de problemas com a entrada principal (original) do Louvre, que já não podia lidar com um número enorme de visitantes em uma base diariamente. Os visitantes que entram através da pirâmide podem descer ao átrio espaçoso, em seguida, voltar a subir para os principais edifícios do Louvre. Vários outros museus têm repetido este conceito, mais notavelmente, o Museu da Ciência e Industria, em Chicago. As obras de construção da base da pirâmide e o átrio subterrâneo, foi realizada pela Dumez.



A Praça de São Pedro (em italiano Piazza di San Pietro) situa-se em frente à Basílica de São Pedro, no Vaticano. Foi desenhada por Bernini no século XVII em estilo clássico mas com adições do barroco. Ergue-se um obelisco do Antigo Egipto no centro.

O estilo clássico pode ser apreciado na colunata dórica que enquadra a entrada trapezoidal para a Basílica e a grande área oval que a precede. A parte oval da praça reflecte o estilo barroco, próprio da época da Contra-Reforma.

O obelisco central tem 40 metros de altura, incluindo a base e a cruz no topo. Data do século I d.C. e foi trazido para Roma no reinado do imperador Calígula. Está no lugar actual desde 1585 sob ordem do Papa Sisto V, que colocou no obelisco um dos pedaços originais da cruz de Jesus Cristo. Bernini complementou a colocação do obelisco com uma fonte em 1675. Foi preciso mais de novecentos homens para erguê-lo.

Quase todos os visitantes que chegam ao Estado do Vaticano visitam primeiro a Praça, uma das melhores criações de Bernini, que o romancista francês Stendhal chamou "a arte da perfeição". Quando em 1656 Bernini recebeu o encargo do Papa Alexandre VII de aperfeiçoar a praça diante da basílica de São Pedro, esta era enorme, retangular, com piso de terra. Levava ao bairro vizinho do Borgo e não tinha adornos, exceto uma fonte e o obelisco egípcio instalado em 1586 por Domenico Fontana, incluídos na remodelação. Por exigência do papa, os peregrinos deveriam ser capazes de entrar e olhar o balcão central do qual o papa dava, e ainda dá, sua bênção "urbi et orbi" (à cidade e ao mundo).

Bernini desenhou sua obra-prima imaginando dois espaços abertos conjuntos. O primeiro, a Piazza Obliqua, tem forma de um elipse rodeada por colunatas (quatro enormes fileiras de altas colunas dóricas) que se abrem como num grande abraço maternal e simbolizam a Igreja Mãe. Há um corredor largo, entre elas, pelas quais passam automóveis, e duas aberturas mais estreitas para pedestres. O pavimento tem pedras brancas que marcam caminho até o obelisco central, montado sobre quatro leões de bronze. Tradicionalmente, o obelisco representa o elo entre a antiguidade e a cristandade, pois se diz que as cinzas de César descansam em sua base e uma relíquia da Santa Cruz está escondida no topo. Dos dois lados, há duas fontes em bronze, com bases de granito. O segundo espaço, a Piazza Retta, imediatamente a seguir e bem frontal à basílica de São Pedro, é um espaço trapezoidal que aumenta ao encostar na praça, diminuindo assim numa ilusão de ótica a amplidão da fachada. O edifício à direita abriga o Palácio Apostólico, que leva à "Scala Regia", a escadaria cerimonial desenhada por Bernini.

Na praça, o Papa celebra Missa Pontifícia nas maiores festas da Igreja. 140 estátuas - santos e mártires, papas e fundadores de ordens religiosas - saúdam os peregrinos da balaustrada das colunas, que tem 17 metros de largura. O brasão e as inscrições evocam o Papa Alexandre VII, que encomendou a obra.



O Palácio das Tulherias (em francês Palais des Tuileries) foi um palácio parisiense, cuja construção começou em 1564 sob o impulso de Catarina de Médicis, num local ocupado anteriormente por uma fábrica de telhas (tuiles). Foi aumentado em reinados sucessivos, dispondo de uma imensa fachada com 266 metros de comprimento. Foi residência real de numerosos soberanos, nomeadamente Henrique IV, Luís XIV, Luís XV e ainda Luís XVIII, depois residência Imperial com Napoleão III até à sua destruição por um incêndio em Maio de 1871. As suas ruínas foram abatidas em 1882.

História

O local onde se ergueria o palácio estava ocupado, no século XIII, por terrenos vagos e por fábricas de telhas. No século XIV, o magistrado de Paris, Pierre des Essarts, possuia ali uma casa e quarenta "arpents" (unidade de comprimento usada no Antigo Regime) de terra arável. No século XVI, Neufville de Villeroy, Secretário das Finanças de Luís XII, fez construir ali um hôtel particulier que, mais tarde, Francisco I comprou para a sua mãe.

O conjunto destas construções foi comprado por Catarina de Médicis, que desejava deixar o Hôtel des Tournelles onde Henrique II morrera num torneio. Mandou então arrasar os edifícios e encarregou os arquitectos Philibert Delorme e Jean Bullant de edificarem um palácio que deveria elevar-se a oeste do Palácio do Louvre, para lá do recinto de Carlos V. O projecto inicial era ambicioso: dois grandes edifícios paralelos reunidos por quatro construções mais curtas, compartimentando três pátios interiores. No entanto, só o edifício do Oeste foi finalmente construído, e seria a esta estrutura que se daria o nome definitivo de Palácio das Tulherias.

Este edifício comportava um pavilhão central coroado por uma cúpula, dotado de uma escada suspensa sobre a abóbada que foi considerada como uma obra de mestre. Este pavilhão estava enquadrado por duas alas. A ala Sul terminava num pavilhão, chamado de Pavilhão de Bullant (construído em 1570) enquanto que a ala Norte não foi terminada. Com efeito, Catarina de Médicis, muito supersticiosa, acabou por recusar-se a habitar nas Tulherias e instalou-se numa outra residência (chamada inicialmente de Hôtel de la Reine, e mais tarde de Hôtel de Soissons, no local onde fica a actual Bolsa de Comércio de Paris) que fez construir precipitadamente, em 1574, próximo da Igreja de Santo Eustáquio. Conta a lenda que o seu astrólogo, Cosimo Ruggieri, havia previsto que ela morreria próximo de Saint-Germain, encontrando-se o Palácio das Tulherias na vizinhança da Igreja de Saint-Germain-l'Auxerrois.

Durante o reinado de Carlos IX, o estaleiro de construção das Tulherias foi progressivamente abandonado. Henrique III deu algumas festas no palácio mas nunca chegou a residir ali; contudo, fugiu de Paris pelo Jardim das Tulherias, no dia 12 de Maio de 1588, aquando da "Jornada das Barricadas" (sublevação popular durante as Guerras da Religião Francesas).

No início do século XVII, Henrique IV decidiu ligar o Palácio do Louvre ao Palácio das Tulherias, através de uma longa galeria ao longo do Sena, cujo começo já existia havia alguns anos. É a esta que se chama de "Grande Propósito". Esta Grande Galeria ou Galeria à borda de água (que ainda existe actualmente) foi edificada entre 1607 e 1610 por Jacques-Androuet du Cerceau. Ao mesmo tempo, o Palácio das Tulherias foi prolongado para Sul por uma ala chamada de Pequena Galeria, destinada a ligar o Pavilhão de Bullant à Grande Galeria: no cruzamento das duas construções foi edificado um pavilhão baptizado de Pavillon de la Rivière (Pavilhão do Rio) e rebaptizado em 1669 de Pavillon de Flore (Pavilhão de Flora). O Palácio do Louvre e este das Tulherias ficaram, a partir deste momento, ligados entre si.

Após a morte de Henrique IV, em 1610, o palácio conheceu novamente um longo periodo de abandono.

Foi Luís XIV que decidiu reactivar o estaleiro. O Palácio das Tulherias era assimétrico: a Pequena Galeria construída por Henrique IV não tinha, com efeito, qualquer contraponto a Norte. Entre 1659 e 1666, Louis Le Vau e François d'Orbay construiram várias estruturas: primeiro um pavilhão destinado a fazer contraponto com o Pavilhão de Bullant (e que foi baptizada de Pavillon du Théâtre - Pavilhão do Teatro), de seguida uma galeria destinada a fazer contraponto com a Pequena Galeria (e que foi baptizada de Galerie des Machines - Galeria das Máquinas), e por fim um pavilhão destinado a fazer contraponto com o Pavilhão de Flora (e que foi baptizado de Pavillon de Pomone - Pavilhão de Pomona, e depois Pavillon de Marsan - Pavilhão de Marsan).

O palácio ficava, assim, simétrico e completo de Norte a Sul. Contudo, tinham passado várias décadas entre a construção das estruturas situadas a Sul do pavilhão central e aquelas situadas a Norte. O edifício sofreu, por isso, de uma grande heterogeneidade no seu plano arquitectónico. O Rei ordenou que Le Vau fizesse grandes alterações ao plano inicial. O Pavilhão central (baptizado de Pavillon de l'Horloge - Pavilhão do Relógio) foi inteiramente reconstruido ao Estilo Clássico: mais largo, mais elevado, foi recoberto por uma cúpula volumosa; as alas que o flanqueavam, assim como a Pequena Galeria, foram igualmente reconstruidas.

No final do século XVII, o Palácio das Tulherias apresentava o aspecto que conservaria definitivamente durante dois séculos, com um comprimento de 260 metros desde o Pavilhão de Marsan, a Norte, até ao Pavilhão de Flora, a Sul. A Oeste do palácio estendia-se o jardim das Tulherias, até à futura praça Luis XV (actual Place de la Concorde); a Este encontrava-se um vasto pátio, chamado de Pátio do Carrousel, ele próprio prolongado por uma praça (a Place du Carrousel), depois por um quarteirão de velhas casas (situadas no local da actual pirâmide de vidro) e por fim pelo Pátio Quadrado do Louvre.

Durante o Ancien Régime, os principais habitantes das Tuileries foram: Anne Marie Louise d'Orléans de Montpensier, Duquesa de Montpensier, chamada de "Grande Mademoiselle" (de 1638 a 1652), Luís XIV (de 1664 a 1667) e Luís XV (de 1715 a 1722). No dia 26 de Agosto de 1728 teve lugar nas Tulherias um lit de justice (sessão particular do Parlamento com a presença do Rei, própria do Antigo Regime). O palácio foi, em seguida, abandonado e ocupado pelos cortesãos aos quais o Rei concedia alojamentos e favor, bem como por artistas, aposentados e pessoas de todas as condições.

Apanhado por um incêndio no Palais Royal, no dia 6 de Abril de 1763, a Ópera Nacional de Paris instalou-se nas Tulherias, na sala de espectáculos que fôra criada por Luis XIV na Galeria das Máquinas; a Ópera ficou naquela sala até voltar para o Palais Royal, em1770, data em que foi substituída pela Comédie-Française, que permaneceu no palácio até 1782. A estreia d'O Barbeiro de Sevilha, de Beaumarchais, teve lugar nas Tulherias, no dia 23 de Fevereiro de 1775.

No dia 6 de Outubro de 1789, Luís XVI, Maria Antonieta e os seus filhos instalaram-se no palácio depois de serem trazidos do Palácio de Versailles pelos desordeiros. As Tulherias entravam, assim, na grande história: durante 80 anos, o palácio seria a principal residência de Reis e Imperadores, assim como cenário de importantes acontecimentos políticos.

A distribuição interior do palácio era a seguinte:
- Entrando no palácio pelo lado do Pátio do Carrousel, pelo vestíbulo do Pavilhão do Relógio, à direita encontrava-se uma escadaria que num primeiro troço levava até à capela e num segundo troço, depois de uma meia volta, até à Salle des Cent-Suisses (Sala dos Cem Suiços) (futuro Salon des Maréchaux - Salão dos Marechais);
- A Sul desta sala, e até ao Pavilhão de Flora, encontrava-se uma fileira de salas, viradas sobre o pátio; a Antecâmara do Rei, a Câmara de Parada, o Grande Gabinete do Rei e a Galeria de Diana. Do lado do jardim encontrava-se o apartamento da Rainha e seguidamente o apartamento de Inverno do Rei, ocupado por Luís XVI à sua chegada às Tulherias.


Durante a Revolução, o antigo apartamento da Rainha foi ocupado por Maria Teresa de França (1778-1851) e o seu irmão, o Delfim de França. Maria Antonieta instalou-se no rés-do-chão do lado do jardim, enquanto que Elisabete de França (1764-1794), irmã de Luís XVI, ocupou o primeiro andar do Pavilhão de Flora.

A Família Real residiu durante três anos no palácio. No dia 21 de Junho de 1791, os membros da Família Real tentaram fugir mas, sendo apanhados em Varennes, foram obrigados a regressar às Tulherias.

No dia 10 de Agosto de 1792, às 7 horas da manhã, a Família Real teve que deixar as Tulherias, cercados pelos revolucionários, para se refugiarem na sala da Menagem (a qual abriga actualmente a Assembleia Legislativa da França) que se encontrava ao longo do jardim (no actual cruzamento da Rue de Rivoli com a Rue de Castiglione). A guarnição de guardas suiços permaneceu em volta do palácio, agora vazio. Este foi invadido e pilhado, e cerca de 600 guardas morreram durante o combate ou depois deste, massacrados pela multidão. Uma centena de guardas conseguiu, contudo, escapar graças à cumplicidade de uma parte da população de Paris. No dia 21 de Agosto de 1792, a guilhotina foi montada a na Praça do Carrousel, a Este do palácio.

No dia 10 de Maio de 1793, a Convenção instalou-se na Galeria das Máquinas das Tulherias. O palácio recebia agora o nome de palais national (palácio nacional). O Comité de Saúde Pública ocupou a Pequena Galeria enquanto que o Comité de Segurança Geral se instalou num palacete particular situado a Norte do Pátio do Carrousel, nas proximidades do Pavilhão de Marsan. Nesta época, numerosos acontecimentos políticos tiveram o seu desenvolvimento nas Tulherias, nomeadamente a proscrição dos Girondinos e a queda de Robespierre.

Durante o Directório, as Tulherias abrigariam o Conselho de Anciões (1795-1799).

No dia 19 de Fevereiro de 1800, Napoleão Bonaparte, Primeiro Cônsul, instalou-se no Palácio das Tulherias. Tomou para alojamento o primeiro andar do palácio, ocupando o antigo apartamento do Rei (dormia na cama de Luís XIV, Luís XV e Luís XVI). Já Cambacérès, Segundo Cônsul, preferiu residir em Elbeuf, e o Terceiro Cônsul, Lebrun, instalou-se no Pavilhão de Flora.

Napoleão I manteve-se nas Tulherias, que era agora a residência oficial do Imperador. Este ocupava o primeiro andar da ala Sul, os antigos apartamentos dos reis, mantendo a disposição e denominação das restantes divisões. Em 1806, uma sala de espectáculos e uma capela foram instaladas na Galeria das Máquinas, enquanto que as decorações interiores foram alteradas pelos arquitectos Charles Percier e Pierre François Léonard Fontaine.

Foi igualmente em 1806 que estes mesmos arquitectos edificaram o Arco do Triunfo do Carrousel. Esta estrutura ainda existente, imitando o arco do triunfo de Septímio Severo, de Roma, constituía a nova entrada oficial do palácio em substituição da antiga porta do século XVII. O arco do triunfo dava acesso para Este, depois da Praça do Carrousel, ao pátio de honra das Tulherias, ele próprio separado da praça por um longo gradeamento.

Paralelamente, na prespectiva de prosseguir o "Grande Propósito" iniciado por Henrique IV, Napoleão fez construir uma galeria que fechava o pátio do Carrousel a Norte, e que se estendia do Pavilhão de Marsan à altura da Rue de l'Echelle, ao longo da Rue de Rivoli.

No dia 28 de Novembro de 1804, o Papa Pio VII, vindo a Paris para consagrar Napoleão, instalou-se no palácio, onde residiu até 4 de Abril de 1805. O Sumo Pontífice ocupou o antigo apartamento de Elisabete de França, no primeiro andar do Pavilhão de Flora.

Foi no rés-do-chão da ala Sul que nasceu, em 1809, o filho de napoleão e Maria Luísa de Áustria, o "Rei de Roma".

Em 1815, Napoleão deixou o palácio para não mais regressar. Foi substituído por Luís XVIII, que foi o único Rei da França a morrer nas Tulherias, em 1824. O seu irmão, Carlos X, substituiu-o até à Revolução de Julho de 1830, quando o palácio foi pilhado pelos desordeiros, pela segunda vez na sua história.

O palácio permaneceu desabitado até 21 de Setembro de 1831, com Luís Filipe preferindo habitar na sua residência familiar, o Palais Royal. No entanto, Casimir Perier, para aumentar o prestígio da "Monarquia de Julho", exigiu-lhe que se mudasse para as Tulherias, que a Rainha Maria-Amélia de Bourbon-Siciles (1782-1866 achava triste e chamava de casauba (Kasbah - cidadelas do Norte de África). A Família Real instalou-se, pois, no rés-do-chão da ala Sul.

Durante mais de um ano, realizaram-se importantes trabalhos de remodelação que custaram mais de 5 milhões. O palácio ganhou assim o seu aspecto definitivo, nomeadamente através da criação de uma grande escadaria no Pavilhão do Relógio, pelos arquitectos Percier e Fontaine.

O rei fez igualmente escavar, no jardim da Tulherias, uma trincheira que permitiu delimitar um jardim privado, fechado com grades, ao longo da fachada ocidental do palácio. Luís Filipe teve, no entanto, que renunciar, por falta de dinheiro, ao projecto de reunião do Palácio do Louvre com as Tulherias sobre o pátio Norte, apresentado em 1833, mas que viria a ser realizado somente por Napoleão III.

As jornadas de Fevereiro de 1848 tirariam a Família Real das Tulherias, que mais uma vez foram pilhadas. Depois de ter sido convertido em hospício para os inválidos de guerra, o palácio voltou a ser residência oficial com Luis-Napoleão Bonaparte, Presidente da República, a instalar-se ali antes de ser proclamado Imperador, em Dezembro de 1852.

O Segundo Império refez das Tulherias a Residência Imperial. A antiga etiqueta reapareceu (escudeiros, camareiros, perfeitos do palácio) enquanto que as festas e as cerimónias davam ao palácio um brilho inegualável. No dia 29 de Janeiro de 1853, foi o cenário do casamento civil de Napoleão III com Eugénie de Montijo.

Além disso, o arquitecto Visconti foi encarregado pelo Imperador de dar uma nova juventude ao palácio. Essa ordem resultou na demolição das casas e ruelas que ainda separavam a Praça do Carrousel do Pátio Quadrado do Louvre. Mas sobretudo, o Imperador acabou o "Grande Propósito" desejado por Henrique IV e prosseguido por Napoleão, fazendo prolongar ao longo da Rue de Rivoli a galeria que este último havia edificado. Cerca de1870, e pela primeira vez, o Palácio das Tulherias e o Palácio do Louvre formavam um único conjunto, o mais vasto e mais majestoso da Europa.

Após a derrota de Sedan, a Imperatriz Eugénie deixou, a 4 de Setembro de 1870, o palácio das Tulherias dominado pela rebelião. Fugiu pelo Pavilhão de Flora, de onde passou para a Grande Galeria do Louvre.

No final do Segundo Inpério, a disposição interior do palácio apresentava-se da seguinte forma:

- à entrada, do lado do pátio, ficava o vestíbulo do Pavilhão do Relógio;

- a Grande Escadaria de Percier e Fontaine conduzia, no primeiro andar para Norte, à Sala dos Vãos e às tribunas da capela, a que se seguia a Sala de Espectáculos e, para Sul do Pavilhão Central, à Sala dos Guardas e à Galeria da Paz. Esta última conduzia ao Salão dos Marechais, ocupando todo o andar do Pavilhão do Relógio: transversalmente, elevava-se a dois andares. Deste salão passava-se, do lado so pátio, ao Salão Branco, depois ao Salão de Apolo, Sala do Trono, Salão Luís XIV e, por fim, à Galeria de Diana, que por sua vez levava ao Pavilhão de Flora, dando sobre o Sena;

- a Ala Sul (em direcção ao Sena) estava ocupada, no primeiro andar do lado do jardim, pelos apartamentos da Imperatriz (desde o Pavilhão do Relógio até a Pavilhão de Bullant) e pelos apartamentos dos secretários do Imperador. Uma pequena escada ligava estes apartamentos ao vestíbulo; o rés-do-chão (do lado do pátio) entre o Pavilhão do Relógio e o Pavilhão de Flora estava afectado ao serviço do Imperador e do palácio (oficiais de ordenança, guarda), e no lado do jardim ficava o apartamento do Imperador. Algumas divisões do lado do pátio foram afectadas, durante algum tempo, ao Príncipe Imperial;

- o Pavilhão de Flora, virado ao Sena, estava ocupado pelos apartamentos do Príncipe Imperial;

- a Ala Norte (em direcção à Rue de Rivoli) abrigava a capela no Pavilhão da Capela, onde se situava, no primeiro andar, a Galeria dos Vãos e as tribunas da capela. A ala compreendida entre este pavilhão e o Pavilhão de Marsan, no extremo Norte do palácio, estava ocupada pela Sala de Espectáculos, limitada do lado do pátio por um estreito corredor que levava até ao Pavilhão de Marsan;

- o Pavilhão de Marsan, voltado sobre a Rue de Rivoli, estava ocupado pelos apartamentos destinados aos chefes de estado em visita oficial.


Tornando-se dona do lugar, a Comuna de Paris fez das Tulherias cenário de festas e de concertos: os "concertos comunais" tiveram lugar no Salão dos Marechais. No dia 10 de Maio de 1871, foi organizado um serão artístico, em proveito dos feridos da Guarda Nacional. No dia 18 do mesmo mês, tiveram lugar três concertos consecutivos, atraíndo uma multidão imensa. Estes concertos foram, na mente dos organizadores, o prelúdio do incêndio nas Tulherias: estes queriam assegurar-se que a população aceitaria a ideia da destruição do palácio. Instalado nas Tulherias com o seu estado-maior, o chefe federal Bergeret declarou: "Quando deixar as Tulherias, as Tulherias estarão em cinzas".

Nos dia 22 e 23 de Maio, os communards (membros da comuna) fizeram provisão de petróleo, pólvora, alcatrão líquido e essência de terebentina. No dia 23, um rapaz de nome Bénot, conduziu dois outros federados, Boudin e Bergeret, por todos os apartamentos do palácio e fez aspergir as paredes e os pavimentos com todos esses produtos. Um barril de pólvora foi colocado no vestíbulo do Pavilhão do Relógio enquanto que uma grande quantidade de matérias inflamáveis estavam armazenadas no Salão dos Marechais. Logo que o fogo foi acendido, o incêndio envolveu todo o edifício. Pouco antes das 9 horas da noite, o relógio do palácio parou sob a acção do fogo; cerca das 11 horas, uma explosão agitou o Pavilhão Central, deixando a cúpula danificada numa golfada de chamas.

O palácio ardeu durante três dias. Bergeret e os seus homens, tendo encomendado uma refeição fria, cearam sobre o terraço do Louvre contemplando o incêndio. No dia 27 de Maio, restava pouco mais das Tulherias que algumas paredes enegrecidas.

A partir de 1872, foram depositadas várias petições e requerimentos com vista ao restauro do palácio, integralmente ou na maior parte. De facto, o edifício era reparável, dado que só os pavimentos, os tectos e as decorações tinham sido inteiramente consumidos pelo fogo. Foram constituidas comissões parlamentares: uma comissão senatorial afastou assim, em 1876, qualquer ideia de fazer desaparecer as ruínas. Georges-Eugène Haussmann, Lefuel e Viollet-le-Duc propuseram projectos de salvaguarda das ruínas ou de reconstrução de um novo palácio. A proposta principal consistia no restauro da única parte central, isolada, das Tulherias, compreendendo o Pavilhão do Relógio, as duas alas e os pavilhões do Teatro e de Bullant, sendo a Pequena Galeria e a Galeria das Máquinas, por conseguinte, demolidas.

Depois de muitas hesitações, a Câmara dos Deputados decidiu, finalmente, em 1879, demolir as ruínas, que foram arrasadas em 1883. Apenas subsistiram os Pavilhões de Flora e de Marsan, assim como duas galerias às janelas do Louvre. A partir desse momento, estendia-se uma vasta perspectiva do jardim das Tulherias ao Palácio do Louvre, deixando a descoberto o arco do triunfo do Carrousel, antiga porta de honra isolada no meio de uma vasta esplanada.

Os vestígios do palácio conheceram numerosos destinos: o gradeamento do pátio do Carrousel foi usado no palácio da família Esterhazy; algumas colunas foram reutilizadas numa casa de campo situada em Suresnes, uma outra em Marly; numerosas pedras serviram para a connstrução de um château do Duque de Pozzo di Borgo, acima da baía de Ajaccio; outros vestígios fortam recomprados pelo Estado e dispersos entre o jardim das Tulherias (junto ao museu Jeu-de-Paume), o Jardim do Trocadéro, os Jardins do Luxemburgo e o Palácio de Chaillot, no pátio da Escola Nacional Superior de Belas Artes. Mas o vestígio mai emocionante permanece, sem dúvida, o frontão do pavilhão central e o seu relógio, actualmente visíveis no jardim público Georges Cain, na Rua Payenne. Por fim, as belas estátuas que ornamentevam este mesmo frontão podem ser admiradas na galeria que se encontra sob o Arco do Triunfo do Carrousel.

Quanto à própria localização do Palácio das Tulherias, é actualmente simbolizada por um pequeno painél, de mau fabrico, que poucos turistas estão em condições de notar.

Várias associações militam, actualmente, pela reconstrução de um palácio idêntico.

Lenda


A história do Palácio das Tulherias está ligada a uma lenda, a de Jean l'écorcheur. Jean era um açougueiro que tinha a sua banca próximo do palácio, e que terá sido assassinado por ordem de Catarina de Médicis por conhecer certos segredos da Coroa. No momento da morte, terá dito: "eu voltarei". De seguida, terá aparecido ao astrólogo Cosme Ruggieri, ao qual predisse a degradação dos futuros ocupantes do palácio e a sua própria desaparição juntamente com o edifício.

Conhecido sob o nome de "petit homme rouge des Tuileries" (pequeno homem encarnado das Tulherias), assombrava regularmente o palácio, e a sua aparição anunciava sempre um drama àquele que o via. Assim, em Julho de 1792, apareceu à Rainha Maria Antonieta, pouco antes da queda da monarquia; do mesmo modo, em 1815 apareceu a Napoleão I, algumas semanas antes da Batalha de Waterloo. Por fim, apareceu a Luís XVIII e ao seu irmão Conde d'Artois, alguns dias antes da morte do primeiro.

No dia 23 de Maio de 1871, durante o incêndio do palácio, testemunhas afirmaram que, enquanto a cúpula da Salas dos Marechais se afundava nas chamas, a silhueta do pequeno homem apareceu uma última vez numa janela do palácio.



Quando o grande espaço vazio entre as alas do norte e do Sul do Louvre, agora familiar aos visitantes modernos, foi revelado em 1883, o pátio do Louvre abria-se pela primeira vez para um eixo histórico contínuo. O Jardin des Tuileries (Jardim das Tulherias) está rodeado pelo Louvre (a Este), o Sena (a Sul), a Place de la Concorde (a Oeste) e a Rue de Rivoli (a Norte). Mais a Norte fica a a Place Vendôme.

O Jardim das Tulherias cobre cerca de 63 acres (25 hectares) e ainda segue de perto um desenho realizado pelo arquitecto paisagista André Le Nôtre, em 1664. O seu plano de espaçosos jardins formais prolongam a perspectiva através de piscinas que se reflectem uma na outra numa vista contínua, ao longo de um eixo central, a partir da fachada Oeste, o qual foi estendido pelo Axe historique (Eixo histórico).

Na esquina Noroeste dos jardins fica localizada a Galerie nationale du Jeu de Paume (Galeria nacional de Jeu de Paume), um museu de arte contemporânea.



O farol de Alexandria (em grego, ὁ Φάρος της Ἀλεξανδρείας) era uma torre construída em 280 a.C. na ilha de Faros (uma ilha, hoje uma península, situada na baía da cidade egípcia de Alexandria e ligada por mar ao porto desta) para servir como um marco de entrada para o porto e posteriormente, como um farol.

Considerada uma das maiores produções da técnica da Antigüidade, foi construído pelo arquiteto e engenheiro grego Sóstrato de Cnido a mando de Ptolomeu.

Sobre uma base quadrada erguia-se a esbelta torre octogonal de mármore, com uma altura que variava entre 115 e 150 metros de altura, que por mais de cinco séculos manteve-se entre as mais altas estruturas feitas pelo homem. Em seu interior ardia uma chama que, através de espelhos, iluminava a uma distância de até 50 quilômetros – daí a grande fama e imponência daquele farol, que fizeram-no a ser identificado como uma das sete maravilhas do mundo antigo por Antípatro de Sídon.

Em 1994, um time de arqueológicos mergulhadores, utilizando uma série de equipamentos sofisticados (localizadores via satélite, medidor eletrônico de distância e etc), encontraram sob as águas de Alexandria grandes blocos de pedra e estátuas do farol.



Nome

O nome oficial do estádio, Mário Filho, foi dado em homenagem ao falecido jornalista carioca, irmão de Nelson Rodrigues, que se destacou no apoio à construção do Maracanã.

Já o nome popular é oriundo do rio Maracanã, que cruzava a Tijuca e São Cristóvão, desaguando na baía de Guanabara. Em tupi-guarani, a palavra Maracanã significa "semelhante a um chocalho". Devido à construção do estádio, foi criado o bairro do Maracanã, onde o estádio fica localizado, originalmente parte da Tijuca. Nesta área da cidade, existiam diversas aves, vindas da Região Norte do Brasil, conhecidas como Maracanã-guaçu.

História

A construção do Maracanã foi muito criticada por Carlos Lacerda, na época deputado federal e inimigo político do prefeito da cidade, o general Ângelo Mendes de Morais pelos gastos e, também, devido à localização escolhida para o estádio, defendendo que o mesmo fosse construído em Jacarepaguá.

Ainda assim, apoiado pelo jornalista Mário Rodrigues Filho, Mendes de Morais conseguiu levar o projeto para frente. Na área escolhida, situava-se uma arena destinada à corrida de cavalos. A concorrência para as obras foi aberta pela prefeitura do Rio de Janeiro em 1947, tendo como projeto arquitetônico vencedor o apresentado por Miguel Feldman, Waldir Ramos, Raphael Galvão, Oscar Valdetaro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Antônio Dias Carneiro. As obras iniciaram-se em 2 de agosto de 1948, data do lançamento da pedra fundamental. Trabalharam na construção cerca de mil e quinhentos homens, tendo somado a estes mais dois mil nos últimos meses de trabalho. Apesar de ter entrado em uso em 1950, as obras só ficaram completas em 1965.

Sua inauguração deu-se com a realização de uma partida de futebol amistosa entre seleções do Rio de Janeiro e São Paulo no dia 16 de junho de 1950, vencida pelos paulistas por 3 a 1. O meio-campista da equipe carioca Didi foi o primeiro autor de um gol no estádio.



O Muro de Berlim (em alemão Berliner Mauer) foi uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: República Federal da Alemanha (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos; e República Democrática Alemã (RDA), constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético.

Antecedentes

Após o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, o que restou da Alemanha nazista à oeste da linha Oder-Neisse foi dividido em quatro zonas de ocupação (por Acordo de Potsdam), cada um controlado por uma das quatro potências aliadas: os Estados Unidos, o Reino Unido, a França e a União Soviética. A capital, Berlim, enquanto a sede do Conselho de Controle Aliado, foi igualmente dividida em quatro sectores, apesar da cidade estar situada bem no interior da zona soviética. Em dois anos, ocorreram divisões entre os soviéticos e as outras potências de ocupação, incluindo a recusa dos soviéticos aos planos de reconstrução para uma Alemanha pós-guerra auto-suficiente e de uma contabilidade detalhada das instalações industriais e infra-estrutura já removidas pelos soviéticos. Reino Unido, França, Estados Unidos e os países do Benelux se reuniram para mais tarde transformar as zonas não-soviéticas do país em zonas de reconstrução e aprovar a ampliação do Plano Marshall para a reconstrução da Europa para a Alemanha.

Após a Segunda Guerra Mundial, o líder soviético Joseph Stalin construiu um cinturão protector da União Soviética em nações controladas em sua fronteira ocidental, o Bloco do Leste, que então incluía Polónia, Hungria e Tchecoslováquia, que ele pretendia manter a par de um enfraquecido controle soviético na Alemanha. Já em 1945, Stalin revelou aos líderes alemãos comunistas que esperava enfraquecer lentamente a posição Britânica em sua zona de ocupação, que os Estados Unidos iriam retirar sua ocupação dentro de um ano ou dois e que, em seguida, nada ficaria no caminho de uma Alemanha unificada sob controle comunista dentro da órbita soviética. A grande tarefa do Partido Comunista no poder na zona Soviética alemã foi abafar as ordens soviéticas através do aparelho administrativo e fingir para as outras zonas de ocupação que se tratavam de iniciativas próprias. Nesse período, a propriedade e a indústria foram nacionalizadas na zona de ocupação Soviética.

Em 1948, após desentendimentos sobre a reconstrução e uma nova moeda alemã, Stálin instituiu o Bloqueio de Berlim, impedindo que alimentos, materiais e suprimentos pudessem chegar a Berlim Ocidental. Os Estados Unidos, Reino Unido, França, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e vários outros países começaram uma enorme "ponte aérea de Berlim", fornecendo alimentos e outros suprimentos à Berlim Ocidental. Os soviéticos montaram uma campanha de relações públicas contra a mudança da política Ocidental e comunistas tentaram perturbar as eleições de 1948, enquanto 300 mil berlinenses pediam para que o transporte aéreo internacional continuasse. Em maio de 1949, Stalin acabou com o bloqueio, permitindo a retomada dos embarques de Ocidente para Berlim.

A República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) foi declarada em 7 de outubro de 1949, onde o Ministério de Negócios Estrangeiros Soviético concedeu autoridade administrativa a Alemanha Oriental, mas não sua autonomia, onde os soviéticos possuíam ilimitada penetração no regime de ocupação e nas estruturas de administração e de polícia militar e secreta. A Alemanha Oriental diferia da Alemanha Ocidental (República Federal da Alemanha), que se desenvolveu com um país Ocidental capitalista com uma economia social de mercado ("Soziale Marktwirtschaft" em alemão) e um governo de democracia parlamentar. O crescimento económico contínuo a partir de 1950 da Alemanha Ocidental alimentou um "milagre económico" de 20 anos ("Wirtschaftswunder"). Enquanto a economia da Alemanha Ocidental cresceu e seu padrão de vida melhorou continuamente, muitos alemães orientais tentavam ir para a Alemanha Ocidental.

Depois da ocupação soviética da Europa Oriental no final da Segunda Guerra Mundial, a maioria das pessoas que viviam nas áreas recém-adquiridas do Bloco Oriental aspiravam à independência e queriam que os soviéticos saíssem. Aproveitando-se da zonal fronteira entre as zonas ocupadas na Alemanha, o número de cidadãos da RDA que se deslocam para a Alemanha Ocidental totalizou 197.000 em 1950, 165.000 em 1951, 182.000 em 1952 e 331.000 em 1953. Uma das razões para o aumento acentuado em 1953 foi o medo de Sovietização mais intensa com a ações cada vez mais paranóicas de Joseph Stalin em 1952 e no início de 1953. 226.000 pessoas fugiram apenas nos primeiros seis meses de 1953.

Construção

Os planos da construção do muro eram um segredo do governo da RDA.

Assim, Walter Ulbricht foi o primeiro político a referir-se a um muro, dois meses antes da sua construção.

Os governos ocidentais tinham recebido informações sobre planos drásticos, parcialmente por pessoas de conexão, parcialmente pelos serviços secretos. Sabia-se que Walter Ulbricht havia pedido a Nikita Khrushchov, numa conferência dos Estados do Pacto de Varsóvia, a permissão de bloquear as fronteiras a Berlim Ocidental, incluindo a interrupção de todas as linhas de transporte público.

Depois desta conferência, anunciou-se que os membros do Pacto de Varsóvia intentassem inibir os actos de perturbação na fronteira de Berlim Ocidental, e que propusessem implementar um guarda e controle efectivo. Dia 11 de Agosto, a Volkskammer confirmou os resultados desta conferência, autorizando o conselho dos ministros a tomar as medidas necessárias. O conselho dos ministros decidiu dia 12 de Agosto usar as forças armadas para ocupar a fronteira e instalar gradeamentos fronteiriços.

Na madrugada do dia 13 de Agosto de 1961, as forças armadas bloquearam as conexões de trânsito a Berlim Ocidental. Eram apoiadas por forças soviéticas, preparadas à luta, nos pontos fronteiriços para os sectores ocidentais. Todas as conexões de trânsito ficaram interrompidas no processo (mas, poucos meses depois, linhas metropolitanas passavam pelos túneis orientais, mas não servindo mais as estações fantasma situadas no oriente).

Reações

Ainda no mesmo dia, o chanceler da Alemanha ocidental, Konrad Adenauer, dirigiu-se à população pelo rádio, pedindo calma e anunciando reações ainda não definidas a serem implementadas junto com os aliados. Adenauer tinha visitado Berlim havia apenas duas semanas. O Prefeito de Berlim, Willy Brandt, protestou energicamente contra a construção do muro e a divisão da cidade, mas sem sucesso. No dia 16 de Agosto de 1961 houve uma grande manifestação com 300 000 participantes em frente do Schöneberger Rathaus, em Berlim Ocidental, para protestar contra o muro. Brandt participou nessa manifestação. Ainda em 1961, fundou-se em Salzgitter a Zentrale Erfassungsstelle der Landesjustizverwaltungen a fim de documentar violações dos direitos humanos no território da Alemanha Oriental.

As reações dos Aliados ocidentais vieram com grande demora. Vinte horas depois do começo da construção do muro apareceram as primeiras patrulhas ocidentais na fronteira. Demorou 40 horas para reservar todos os direitos em Berlim ocidental em frente do comandante soviético de Berlim Oriental. Demorou até 72 horas para o protesto ser oficial em Moscou. Por causa desses atrasos sempre circulavam rumores que a União Soviética havia declarado aos aliados ocidentais de não afectar seus direitos em Berlim ocidental. Seguindo as experiências no Bloqueio de Berlim, os Aliados sempre consideravam Berlim ocidental em perigo, e a construção do muro manifestou esta situação.

Reações internacionais, 1961:

A solução não é muito linda, mas mil vezes melhor do que uma guerra. John F. Kennedy, presidente dos EUA.
Os alemães orientais param o fluxo de refugiados e desculpam-se com uma cortina de ferro ainda mais densa. Isto não é ilegal. Harold Macmillan, primeiro-ministro britânico.
Contudo, o presidente norte-americano John F. Kennedy apoiou a ideia da cidade libre de Berlim. Mandou forças armadas suplementares e reactivou o general Lucius D. Clay. Dia 19 de Agosto 1961 chegaram em Berlim Clay e o vice-presidente dos EUA, Lyndon B. Johnson. Protestaram fortemente contra o chefe de estado da RDA, Walter Ulbricht, que havia declarado que as polícias popular e fronteiriça da RDA tivessem autoridade de controle sobre policias, oficiais e empregados dos aliados ocidentais. Finalmente até o comandante soviético na RDA mediou pedindo moderação do lado do governo alemão oriental.

Dia 27 de Outubro de 1961 houve uma confrontação perigosa entre tanques dos EUA e soviéticos ao lado do Checkpoint Charlie na rua Friedrich. Dez tanques norte americanos enfrentaram dez tanques soviéticos, mas todos se retiraram no dia seguinte. As duas forças não queriam deixar explodir a guerra fria, com o risco de uma guerra nuclear.

Estrutura e áreas adjacentes

Havia oito passagens de fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental, o que permitia o trânsito de berlinenses ocidentais, alemães ocidentais, estrangeiros ocidentais e funcionários dos Aliados na Berlim Oriental, bem como as visitas de cidadãos da República Democrática Alemã e cidadãos de outros países socialistas na Berlim Ocidental, desde que possuíssem as permissões necessárias. Essas passagens eram restritas às nacionalidades que possuíam autorização para usá-las (alemães do leste, os alemães oeste, berlinenses ocidentais, outros países). A mais famosa foi o ponto de verificação de pedestres na esquina da Friedrichstraße e Zimmerstraße, também conhecida como Checkpoint Charlie, que era limitada aos funcionários dos países Aliados e estrangeiros.

Quatro rodovias ligavam Berlim Ocidental à Alemanha Ocidental, sendo a mais famosa a rodovia Helmstedt, que entrava em território da Alemanha Oriental, entre as cidades de Helmstedt e Marienborn (Checkpoint Alpha), e que entrou em Berlim Ocidental Dreilinden (Checkpoint Bravo) no sudoeste de Berlim. O acesso a Berlim Ocidental também era possível pelo transporte ferroviário (quatro linhas) e de barco através dos canais e rios.

Queda do Muro

O Muro de Berlim começou a ser derrubado na noite de 9 de Novembro de 1989 depois de 28 anos de existência. O evento é conhecido como a queda do muro. Antes da sua queda, houve grandes manifestações em que, entre outras coisas, se pedia a liberdade de viajar. Além disto, houve um enorme fluxo de refugiados ao Ocidente, pelas embaixadas da RFA, principalmente em Praga e Varsóvia, e pela fronteira recém-aberta entre a Hungria e a Áustria, perto do lago de Neusiedl.

O impulso decisivo para a queda do muro foi um mal-entendido entre o governo da RDA. Na tarde do dia 9 de Novembro houve uma conferência de imprensa, transmitida ao vivo na televisão alemã-oriental. Günter Schabowski, membro do Politburo do SED, anunciou uma decisão do conselho dos ministros de abolir imediatamente e completamente as restrições de viagens ao Oeste. Esta decisão deveria ser publicada só no dia seguinte, para anteriormente informar todas as agências governamentais.

Pouco depois deste anúncio houve notícias sobre a abertura do Muro na rádio e televisão ocidental. Milhares de pessoas marcharam aos postos fronteiriços e pediram a abertura da fronteira. Nesta altura, nem as unidades militares, nem as unidades de controle de passaportes haviam sido instruídas. Por causa da força da multidão, e porque os guardas da fronteira não sabiam o que fazer, a fronteira abriu-se no posto de Bornholmer Strabe, às 23 h, mais tarde em outras partes do centro de Berlim, e na fronteira ocidental. Muitas pessoas viram a abertura da fronteira na televisão e pouco depois marcharam à fronteira. Como muitas pessoas já dormiam quando a fronteira se abriu, na manhã do dia 10 de Novembro havia grandes multidões de pessoas querendo passar pela fronteira.

Os cidadãos da RDA foram recebidos com grande euforia em Berlim Ocidental. Muitas boates perto do Muro espontaneamente serviram cerveja gratuita, houve uma grande celebração na Rua Kurfürstendamm, e pessoas que nunca se tinham visto antes cumprimentavam-se. Cidadãos de Berlim Ocidental subiram o muro e passaram para as Portas de Brandenburgo, que até então não eram acessíveis aos ocidentais. O Bundestag interrompeu as discussões sobre o orçamento, e os deputados espontaneamente cantaram o hino nacional da Alemanha.



A Grande Esfinge de Gizé é uma enorme esfinge (estátua composta do corpo de um leão e uma cabeça humana) situada no norte do Egipto no planalto de Guizé na margem oeste do rio Nilo.

Etimologia

Não se tem certeza qual seria o nome usado pelos antigos egípcios para designar a estátua. A palavra "esfinge" foi dada já na Antiguidade clássica baseando-se numa criatura da mitologia grega formada pelo corpo de um leão, a cabeça de uma mulher e asas de águia, embora as estátuas egípcias tenham a cabeça de um homem. A palavra "esfinge" deriva do grego σφινξ, aparentemente do verbo σφινγω, que significa "estrangular", já que a esfinge da mitologia grega estrangulava todos que não conseguissem decifrar suas charadas.

História

A grande esfinge é uma das maiores estátuas lavradas numa única pedra em todo o planeta e foi construída pelo antigos egípcios no terceiro milênio a.C.. Porém, existe um grupo de pesquisadores que afirma que a esfinge seria muito mais antiga, datando de, no mínimo, 10.000 a.C., baseando-se na análise do calcário e sinais de erosão provocados por água.

A Grande Esfinge foi esculpida em pedra calcária, tendo 57 metros de longitude, seis metros de largura e 20 metros de altura, tornando-a a maior estátua esculpida em apenas um bloco de pedra. A esfinge olha para o leste e tem um pequeno templo situado entre suas patas.

Após o abandono da necrópole, a esfinge foi soterrada até seus ombros por areia e primeira tentativa de "desenterrá-la" ocorreu já por volta de 1400 a.C., no reinado de Tutmósis IV.

Somente em 1817 foi levado a cabo um restauro supervisionado pelo italiano Giuseppe Garibaldi, descobrindo todo o peito da estátua. Somente em 1925 a esfinge foi completamente revelada.

Não se sabe o paradeiro do nariz da estátua, de um metro de largura. Segundo lendas, o nariz teria sido arrancado por balas de canhão da artilharia de Napoleão Bonaparte ou também por tropas britânicas, até mesmo pelos mamelucos. Todavia, desenhos da esfinge feitos por Frederick Lewis Norden em 1737 e publicados em 1755 já ilustram a estátua sem o nariz. O historiador egípcio al-Maqrizi, do século XV, atribui o vandalismo a Muhammad Sa'im al-Dahr, um fanático sufi que, em 1378, após observar que camponeses deixavam oferendas à esfinge na esperança de aumentar suas colheitas, teria destruído a parte mais frágil da estátua.



A Catedral de Albi é a mais importante contrução religiosa da cidade de Albi, sudoeste francês. É a Sé da Arquidiocese de Albi, sufragânea da Arquidiocese de Toulouse.

História

A presente construção foi precedida por outras, sendo a primeira construção datada do século IV e destruída por um incêndio no ano 666. A segunda é datada de 920 e tinha o nome de Santa Cecília, que se mantém até hoje. Foi reformada no século XIII, sendo refeita em pedra.

A igreja gótica foi construída entre 1282 e 1480.



O Elevador Lacerda localiza-se na cidade de Salvador, estado da Bahia, no Brasil. Um dos principais pontos turísticos e cartão postal da cidade, este equipamento urbano fica na Praça Cayru no bairro do Comércio próximo ao Mercado Modelo, e liga a Cidade Baixa à Cidade Alta.

História

Foi construído pelo engenheiro Augusto Frederico de Lacerda, sócio do irmão, o comerciante Antônio Francisco de Lacerda, idealizador da Companhia de Transportes Urbanos, utilizando peças de aço importadas da Inglaterra. As obras foram iniciadas em 1869 e, com os dois elevadores hidráulicos funcionando, em dezembro de 1873 ocorreu a inauguração, com o nome de Elevador Hidráulico da Conceição da Praia. Popularmente conhecido como Elevador do Parafuso, posteriormente seria renomeado como Elevador Lacerda (1896), em homenagem ao seu construtor.

Após a sua inauguração, passou a ser o principal meio de transporte entre as duas partes da cidade. Inicialmente operando com duas cabines, atualmente funciona com quatro modernas cabines eletrificadas que comportavam vinte passageiros cada.

Na estrutura inicial os passageiros tinham de ser pesados individualmente, e o peso total dos passageiros a serem transportados era calculado, somando-os até atingir o limite máximo de segurança. O Barão de Jeremoabo (Cícero Dantas) assim registrou a pesagem, dele próprio e de outras autoridades:

"Em 16 de março de 1889 pesamo-nos no elevador, dando o seguinte resultado: Pinho - 54 quilos, ou 3 arrobas e 98 libras; Cícero - 61 quilos, ou 4 arrobas e 2 libras; Guimarães - 65 quilos ou 4 arrobas e 10 libras; Artur Rios - 73 quilos ou 4 arrobas e 26 libras; e Vaz Ferreira - 115 quilos, ou 7 arrobas e 20 libras."
Ao longo de sua história passou por quatro grandes reformas e revisões:

1. em julho de 1906 para a sua eletrificação;
2. em 1930 adicionaram-se mais dois elevadores e uma nova torre;
3. no início da década de 1980 houve uma revisão na estrutura de concreto;
4. 4.em 1997 foi feita a revisão de todo o maquinário elétrico e eletro-eletrônico.


A reforma de 1930 conferiu-lhe a atual arquitetura em estilo Art déco. As duas cabines originais foram ampliadas para quatro, sendo que cada uma delas com a capacidade de transportar até vinte e sete passageiros. A inauguração da obra deu-se a 1 de janeiro daquele ano.

Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 7 de dezembro de 2006.



A Catedral de São Basílio (em russo Собор Василия Блаженного), é uma catedral localizada na Praça Vermelha da cidade de Moscou, Rússia. É conhecida mundialmente por suas características cúpulas em forma de bulbo.

História


Pertencente à Igreja Ortodoxa Russa, a catedral teve sua construção ordenada pelo Czar Ivan o Terrível para comemorar a conquista do Cantão de Kazan, que realizou entre 1555 a 1561. Em 1588 o Czar Fiodor Ivanovich ordenou que se agregasse uma nova capela no lado leste da construção, sobre a tumba de São Basílio o Bendito, santo por cujo nome foi chamada popularmente a catedral.
São Basílio se encontra no extremo sudeste da Praça Vermelha, justamente na frente da Torre Spasskaya de Kremlin. Sendo não muito grande, consiste de 9 pequenas capelas construídas.

Em um jardim em frente a igreja tem um estátua de bronze, erguida em honra a Dmitry Pozharsky e Kuzma Minin, que reuniram voluntários para o exército que lutou contra os invasores poloneses durante o período conhecido como Tempos de Dificuldades.
O conceito inicial era construir um grupo de capelas, cada uma dedicada a cada um dos santos em cujo dia o Czar ganhou uma batalha, mas a construção de uma torre central unifica estes espaços em uma só catedral. A lenda fala que o Czar Ivan deixou cego o arquitecto Postnik Yakovlev, para evitar que construísse uma construção mais magnífica para alguém mais.

A Catedral de São Basílio não deve ser confundida com o Kremlin de Moscou, que está situado na Praça Vermelha, mesmo local onde a Catedral de São Basílio está situada.



A Torre de Hércules localiza-se no extremo Norte da península corunhesa, a cerca de 1600 metros do centro da cidade da Corunha, na Galiza, Espanha.

Monumento nacional, é o mais antigo, ilustre e representativo da Corunha, e o elemento principal do seu escudo. É o único farol romano que existe no mundo e que continua a cumprir a sua função.

História

A torre foi construída na cidade de Brigantium, no século II, durante os mandatos dos imperadores Trajano e Adriano, pelo arquitecto Gaio Sévio Lupo, natural da cidade de Emínio (atual Coimbra) na Lusitânia, e tinha como função servir de farol de navegação.

A torre terá perdido o seu uso marítimo possivelmente durante a Idade Média, quando foi convertida em fortificação.

Em 1682, o duque de Uceda incumbiu o arquitecto Amaro Antune da restauração da estrutura. Este construiu uma escada de madeira que atravessa as abóbadas para a parte superior, onde dispôs as pequenas torres que suportam o farol.

Foi no reinado de Carlos IV de Espanha que ficou completa a sua reconstrução, tendo os trabalhos sido iniciados em 1788. A obra neoclássica terminou em 1791 sob a direcção de Eustaquio Giannini.

Em 27 de junho de 2009 foi classificada como Património da Humanidade pela UNESCO.

Lenda

Há várias lendas locais relacionadas à sua construção. Uma delas conta que Hércules chegou de barco às costas que rodeiam actualmente a torre e que foi, precisamente ali, o lugar onde enterrou a cabeça do gigante Gerião, depois de o vencer em combate.

Gerión, rei de Brigantium, era um tirano que obrigava os seus súditos a entregarem a metade dos seus bens, incluindo os seus filhos. Um dia decidiram pedir ajuda a Hércules. Este derrotou o rei, enterrou-o, e levantou, à guisa de túmulo, a Torre de Hércules; esta lenda está representada no escudo de Corunha.

Outra lenda, esta de origem Irlandesa e constante do "Livro das Invasões da Irlanda", apontaria Breogán, líder do mítico Povo Milesiano que colonizou a Irlanda, como construtor da alta torre. De acordo com a mesma lenda, Ith, filho de Breogán, teria avistado a Irlanda pela primeira vez do alto da mítica Torre de Breogán.
O Jardim das Tulherias


Harmandir Sahib (em punjabi: ਹਰਿਮੰਦਰ ਸਾਹਿਬ) ou Darbar Sahib (em punjabi: ਦਰਬਾਰ ਸਾਹਿਬ), informalmente chamado de O Templo Dourado ou Templo de Deus, é culturalmente o mais importante lugar de culto dos siques e uma das mais antigas gurudwaras siques. Está localizado na cidade de Amritsar, que foi criada pelo Guru Ram Das Ji, o quarto guru dos siques, e é, também devido ao santuário, conhecida como Guru Di Nagri, significando cidade do Guru.

História

Seu nome significa literalmente Casa de Deus. O quarto Guru do siquismo, o Guru Ram Das, escavou um tanque em 1577, que posteriormente ficou conhecido como Amritsar (significando: Piscina do Néctar da Imortalidade), dando o seu nome para a cidade que cresceu em torno dele. No devido tempo, um esplêndido edifício sique, Harmandir Sahib (Templo de Deus), foi construído na parte central desse tanque, que tornou-se o centro supremo de siquismo. Seu sacrário guarda o Adi Granth, que contém composições, valores siques, filosofias e ensinamentos dos Gurus siques e de outros santos do tempo do Guru Nanak, por exemplo, Ravidas, um guru hindu, Baba Farid um santo sufista e Kabir, a quem os siques referem-se a todos como os Bhagats.

A compilação do Adi Granth foi iniciada pelo quinto Guru dos siques, o Guru Arjan Dev.

Amritsar está localizada em Majha, região histórica do Punjab. Majha é também conhecida como o Bari Doab, uma vez que é o Doab (Do = dois, ab = rios) ou a extensão (fluvial) de terra que fica entre dois dos cinco maiores rios da província, o rio Ravi e o Beas. Como tal, Majha fica no coração da antiga região do Punjab, compreendendo Gurdaspur, Batala e Tarn Taran Sahib, bem como Amritsar. Amritsar é também conhecida como Sifti Da Ghar ou Morada Adorável.

Originalmente construído em 1574, o local do templo foi cercado por um pequeno lago e por escassa vegetação. O terceiro dos seis grandes mogóis, o imperador Akbar, visitou o terceiro Guru sique, o Guru Amar Das, na cidade vizinha de Goindval e ficou tão impressionado com o estilo de vida da cidade, que deu para a filha do Guru, Bhani, um jagir (a terra e as receitas de várias aldeias nos arredores) como presente de casamento com Bhai Jetha, que mais tarde tornou-se o quarto Guru sique, Guru Ram Das. O Guru Ram Das aumentou a área do lago e construiu uma pequena cidade ao redor dele. Em homenagem ao Guru Ram Das, a cidade recebeu o nome de Guru Ka Chak, Chak Ram Das ou Ram Das Pura.

Durante a liderança do quinto Guru, o Guru Arjan Dev Ji (1581-1606), a totalidade da edificação do templo foi construída. Em dezembro de 1588, o grande sufista muçulmano, santo de Lahore, Hazrat Mian Mir, um amigo próximo do Guru Arjan Dev Ji, foi convidado para lançar a pedra fundamental (dezembro de 1588). Conta a história, que um pedreiro endireitou a pedra, e o Guru Arjan então disse: como você acaba de desfazer o trabalho de um homem santo, desastres poderão vir para o Harmandir Sahib. Esta história tem sido usada para justificar a razão pelo qual o templo foi atacado tantas vezes pelos afegãos e mogóis e até pelo Exército indiano em 1984, durante a Operação Estrela Azul, que provocou a insurreição do Calistão, que durou até a década de 1990.

O templo foi concluído em 1604. O Guru Arjan Dev Ji, instalou o Adi Granth em seu interior e nomeou Baba Buda Ji como o primeiro Granthi (Leitor) do templo, em agosto de 1604. Em meados do século XVIII, o templo foi atacado pelos afegãos, por um dos generais de Ahmad Shah Durrani, Jahan Khan, e teve de ser praticamente reconstruído na década de 1760. Contudo, em resposta, um exército sique foi enviado para perseguir e destruir a força afegã. Eles receberam ordens de não ter misericórdia e evidências históricas sugerem que assim foi feito. As duas forças encontraram-se a oito quilômetros distante de Amritsar, onde o exército de Jahan Khan foi destruído. Ele mesmo foi decapitado pelo comandante Sardar Dayal Singh.

Um comentário:

  1. Ola essas informasoes me ajudaram na escola, dica se quem criol esse saite tente colocar augo sobre as torres gemeas

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